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SOSNA – Sistema russo de defesa aérea de curto alcance

 

Sistema automatizado de mísseis antiaéreo “Pine”

 

 

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EUA confirmam acordo com Israel contra o Irã

Um representante da Casa Branca confirmou o acordo firmado entre os Estados Unidos e Israel para se opor ao Irã.

© AFP 2017/ SAUL LOEB

“As duas delegações chegaram ao consenso sobre o quadro geral da futura cooperação no âmbito das atividades de agressão por parte do Irã”, disse o representante da Casa Branca à agência Sputink.

Mais cedo a imprensa divulgou informações de que os EUA e Israel chegaram ao acordo referente ao plano para contenção da influência iraniana no Oriente Médio.

Segundo diversas informações divulgadas, uma reunião foi realizada na Casa Branca, em Washington, entre os representantes de Tel Aviv e da atual administração norte-americana, durante a qual as partes concordaram em conter as atividades e a influência do Teerã na região.

Fonte: Sputnik

Israel e Estados Unidos firmam acordo secreto para conter Irã

Israel e os EUA elaboraram um programa conjunto estratégico para conter o Irã durante um encontro secreto, informou o Canal 10 israelense.

© SPUTNIK/ VITALY PODVITSKY

Segundo o canal, em 12 de novembro uma delegação de representantes do setor de defesa israelense, liderada pelo conselheiro de segurança nacional Meir Ben-Shabbat, chegou aos EUA.

Durante a visita, os israelenses se encontraram com seus colegas do Departamento de Defesa e inteligência norte-americanos, encabeçados pelo conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Herbert McMaster.

De acordo com uma fonte no governo estadunidense, após dois dias de negociações os dois países firmaram um “memorando de entendimento sobre o Irã”. O documento prevê criar quatro grupos de trabalho que vão tratar dos assuntos ligados aos programas nuclear e de mísseis iranianos.

O primeiro grupo de trabalho se ocupará do “trabalho diplomático secreto virado a suspender o programa nuclear do Irã”, segundo as informações do canal.

O objetivo do segundo grupo será “limitar a presença do Irã na região, mais concretamente, na Síria e no Líbano”.

O terceiro grupo se dedicará à “contenção do programa de mísseis iraniano” e “a prever as tentativas de fornecer mísseis ao Hezbollah (movimento libanês xiita).

Por fim, o quarto grupo de trabalho se concentrará “na escalada na região, que pode ser causada pelo Irã”.

Altos funcionários de Israel confirmaram ao Canal 10 que Washington e Tel Aviv chegaram a um acordo estratégico quanto ao Irã.

Fonte: Sputnik

 

 

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Conheça o Patria AMV 6X6

Atendendo ao pedido da Polônia o grupo finlandês Pátria, desenvolveu uma variante 6×6 do AMV (Armored Modular Vehicle) ou “Veículo Blindado Modular”  possui design modular o que lhe permite a incorporação de diferentes componentes como torres, armas, sensores e sistemas eletrônicos em geral, além de sistemas de comunicação em diferentes configurações.  A variante 6×6 compartilha todos os componentes com a variante 8×8.

Um aspecto que chama a atenção quando tratamos do AMV 6×6 é sua resistente proteção blindada. Graças a sua elevada modularidade, a blindagem pode ser reforçada até o limite de resistir a granadas de 30 mm perfurante APFSDS no arco frontal do veículo. Sem preparação alguma, o AMV padrão suporta impactos de munição calibre 7,62X51 mm por todos os lados. Sua resistência a minas ou IEDs é considerável também, podendo resistir a explosões equivalente a 10 kg de TNT sob seu assoalho.

 

 

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Economia

Irã diz que manifestantes devem pagar preço alto caso quebrarem a lei

Manifestantes no Irã que realizaram três dias de protestos por conta de dificuldades econômicas e suposta corrupção devem pagar um preço alto caso quebrem a lei, afirmou o governo neste domingo.

As pessoas protestam em Teerã, Irã 30 de dezembro de 2017 nesta imagem estática de um vídeo obtido por REUTERS

A onda de manifestações contrárias ao governo em diversas cidades é o maior desafio para líderes do Irã desde agitações em 2009 que seguiram por meses após a reeleição do então presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Manifestantes atacaram bancos e prédios do governo e queimaram uma motocicleta da polícia. Dois manifestantes foram mortos a tiros na cidade de Dorud, no oeste do país, na noite de sábado. O vice-governador da província de Lorestan culpou agentes estrangeiros pelas mortes.

“Nenhum tiro foi disparado pela polícia e forças da segurança. Nós encontramos evidências de inimigos da revolução, grupos Takfiri e agentes estrangeiros neste confronto”, disse Habibollah Khojasteupour em uma entrevista à TV estatal neste domingo. Takfiri é um termo para militantes sunitas, especialmente do Estado Islâmico.

A mídia estatal também citou o ministro do Interior, Abdolreza Rahmani Fazli, como tendo dito: ”Aqueles que danificam propriedades públicas, violam a lei e ordenam e criam agitações são responsáveis por suas ações e devem pagar o preço”.

Os protestos tiveram gritos e slogans contra o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e a liderança clerical no poder desde a revolução de 1979.

De acordo com a televisão estatal, citando uma fonte neste domingo, o Irã vai restringir temporariamente o acesso às mídias sociais e a aplicativos de mensagens para controlar os protestos.

“Foi decidido no nível mais alto de segurança restringir o acesso ao Telegram (aplicativo de mensagens) e ao Instagram”, disse a fonte.

Fonte: Reuters

Protestos se alastram no Irã

Manifestações contra inflação e desemprego ganham nova dimensão e se voltam contra o governo Rohani e o regime. EUA declaram apoio, enquanto forças de segurança tentam abafar movimento.

Manifestante durante protesto em Teerã: dezenas de detenções

As marchas contra os problemas econômicos e o governo Hassan Rohani ganharam nova dimensão no Irã, com uma escala na violência e nas detenções. Ao menos dois manifestantes foram mortos e dezenas detidos, em protestos que, apesar de pacíficos, foram considerados ilegais por Teerã.

Os protestos começaram na quinta-feira em Mashhad, cidade de 2 milhões de habitantes no noroeste do país, e se expandiram por várias cidades nos dias seguintes. Eles tiveram inicialmente como alvo a inflação e o desemprego, mas logo se voltaram contra o governo Rohani e o regime como um todo.

Neste domingo (31/12), o governo disse que os manifestantes vão “pagar” por seus atos. “Aqueles que romperem a ordem e violarem a lei serão responsabilizados por seu comportamento. A propagação de terror será confrontada”, afirmou o ministro do Interior, Abdolrahman Rahmani Fazli.

Segundo a agência de notícia France-Presse, a mídia estatal mostrou imagens de manifestantes destruindo fachadas de bancos e prédios governamentais, inclusive em Teerã. Pelo menos 80 pessoas teriam sido detidas apenas em Arak, cidade a sudoeste da capital.

Estudantes protestam diante da Universidade de Teerã

Como grande parte da informação é controlada pela imprensa estatal e restrições impostas a jornalistas estrangeiros, ainda não está clara a real dimensão dos protestos, que não foram autorizados pelo governo. Nas mídias sociais, é possível ver grupos cantando também slogans contra a República Islâmica, instaurada após a revolução de 1979.

Segundo o jornal britânico The Guardian, os protestos já podem ser considerados o maior desafio ao regime desde a chamada Revolução Verde, de 2009, quando uma série de manifestações tomou as ruas do país contra supostas fraudes eleitorais e em apoio ao candidato reformista.

As duas mortes neste sábado aconteceram na cidade de Dorud, no noroeste do país. As circunstâncias ainda não estão claras, mas, nas mídias sociais, as denúncias são de que a polícia foi responsável. O governo nega envolvimento.

Os manifestantes entoaram lemas contrários a Rohani e favoráveis à independência, à liberdade e à República Iraniana, expressando sua rejeição ao apoio econômico do governo a alguns países da região, enquanto a população local atravessa dificuldades econômicas.

Rohani assumiu para um segundo mandato em agosto, com promessas de revitalizar a economia, minada por sanções internacionais. Os investimentos estrangeiros estão em alta, mas o país continua a sobreviver, sobretudo, da venda de petróleo.

O desemprego entre jovens atingiu recentemente a marca de 40%. Muitas das sanções internacionais foram revogadas com o acordo nuclear de 2015, mas medidas unilaterais americanas contra transações financeiras com o Irã continuam a minar a economia e impedem a maioria dos bancos ocidentais de conceder crédito a iranianos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostrou apoio aos manifestantes e disse às autoridades iranianas que “o mundo está observando”. “Os regimes opressores não podem durar eternamente, e chegará o dia em que o povo do Irã poderá escolher. O mundo está observando!”, escreveu Trump em sua conta pessoal do Twitter.

Fonte: DW

 

 

 

 

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ADSUMUS: Grupamento de Fuzileiros Navais de Natal (GptFNNa) realiza exercício na Praia de Muriú

De 26 de novembro a 1º de dezembro, o Grupamento de Fuzileiros Navais de Natal (GptFNNa) realizou o exercício “Subex-OpAnf” na Praia de Muriú, a 35 quilômetros de Natal (RN). O exercício envolveu 160 militares e teve como objetivo adestrar uma subunidade de Fuzileiros Navais em Operações Anfíbias, a fim de contribuir para o preparo e elevar o grau de prontidão do GptFNNa.
Dividido em duas fases, de oficinas e de tema tático, o exercício teve uma programação com instruções como Giro no Horizonte; Técnicas de Ação Imediata e Demonstração no Terreno das Frentes de Defesa; Setores de Tiro de uma Companhia de Fuzileiros Navais e de um Pelotão de Fuzileiros Navais; Ataque Coordenado; e Ataque Sob Condições de Visibilidade Reduzida e Defensiva. O exercício também incluiu adestramento com tiro de familiarização com Lançador de Granadas 40 mm, M79, AT-4 Subcalibre, Submetralhadora 9 mm, Lançamento de Granada e Espingarda Militar Calibre 12.
O Comandante do GptFNNa, Capitão de Fragata Fabiano da Silva Coutinho, avalia que os adestramentos são essenciais para a manutenção da prontidão em operações anfíbias, uma vez que as CiaFuzNav da Organização Militar podem integrar ou recompletar grupamentos operativos da Força de Fuzileiros da Esquadra em operações dentro ou fora da área de jurisdição do 3º Distrito Naval.
Fonte: MB

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Comandante do Exército General Eduardo Villas Bôas manifesta preocupação com uso frequente de militares para atuar na segurança

RIO — O general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, comandante do Exército brasileiro, voltou a usar na tarde deste sábado sua conta no Twitter para chamar a atenção para o constante emprego de militares em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Desta vez o oficial revelou estar preocupado com as constantes intervenções, usando como exemplo a mobilização do Exército para atuar na segurança pública no Rio Grande do Norte. Segundo o general, as Forças Armadas foram usadas três vezes num espaço de 18 meses no estado.

A presença das Forças Armadas nas ruas da Região Metropolitana de Natal e de Mossoró conta com 2.800 militares. As operações começaram na madrugada deste sábado. Ao contrário do Rio, onde há militares atuando em apoio à segurança pública do estado, no Rio Grande do Norte o Exército assumiu também o controle das polícias. Na manhã deste sábado, o governador do RN, Robinson Faria (PSD), transferiu, por meio de decreto, o controle operacional dos órgãos de Segurança Pública para o general de brigada Ridauto Lúcio Fernandes. As tropas deverão permanecer no estado durante os próximos 15 dias.

A operação das Forças Armadas, batizada de Potiguar III, é a terceira ação de GLO no Rio Grande do Norte em dois anos. O prazo de permanência no estado foi estabelecido em decreto do presidente Michel Temer, mas poderá ser prorrogado. O estado enfrenta uma onda de roubos e saques há onze dias, desde o início de uma greve de policiais militares e bombeiros.

No texto que publicou na rede social, o general Villas Bôas disse: “Preocupa-me o constante emprego do @exercitooficial em “intervenções” (GLO) nos Estados. Só no RN, as FA já foram usadas 3 X, em 18 meses. A segurança pública precisa ser tratada pelos Estados com prioridade “Zero”. Os números da violência corroboram as minhas palavras”.

Fonte: O Globo

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Turquia compra 4 divisões de mísseis S-400 por R$ 8,7 bilhões

A Turquia comprou quatro divisões do sistema antiaéreo russo S-400 por um valor total de US$ 2,5 bilhões (R$ 8,7 bilhões), comunicou Sergei Chemezov, diretor executivo da Rostec, corporação estatal russa.

Em entrevista ao jornal Kommersant, este confirmou o número de divisões comprado por Ancara.

“Sim, no valor de US$ 2,5 bilhões (R$ 8,7 bilhões)”, disse Chemezov, quando perguntado sobre o valor do contrato.

Segundo ele, os Ministérios das Finanças da Rússia e da Turquia terminaram as negociações sobre a compra dos mísseis S-400 russos a crédito.

“O que resta é aprovar os documentos finais. Posso dizer que eles [os turcos] têm que pagar 45% do valor como adiantamento, outros 55% correspondem ao empréstimo russo. As primeiras entregas foram agendadas para março de 2020”, acrescentou ele.

No início de setembro, Moscou e Ancara assinaram o contrato sobre a entrega dos complexos de defesa antiaérea russo S-400. O contrato foi fortemente criticado pela OTAN, já que esta afirma que a decisão da Turquia impede o país de fazer parte do sistema antiaéreo unido da aliança.

Por sua vez, Ancara afirmou que o contrato não representa ameaça à Aliança Atlântica, justificando a compra por não ter conseguido obter sistemas de defesa antiaérea análogos dos países da OTAN.

Moscou declarou que “ninguém tem o direito de criticar a Rússia e a Turquia pela cooperação técnica e militar”.

Fonte: Sputnik

 

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Conflitos Estados Unidos Geopolítica Rússia Síria Terrorismo

Trump afirma que coalizão alcançou “êxitos históricos” na Síria e Iraque

Durante seu discurso semanal, o líder norte-americano declarou que a coalizão liderada pelos EUA recuperou quase todo o território que foi tinha sido tomado pelos terroristas na Síria e Iraque.

© AFP 2017/ DELIL SOULEIMAN

“Alcançamos êxitos históricos na luta contra o Daesh [grupo terrorista proibido na Rússia]. Até o momento a coalizão recuperou quase 100% do território no Iraque e na Síria que estavam sendo controlados pelos terroristas”, declarou presidente dos EUA.

Mais cedo os EUA, no âmbito das declarações do líder russo sobre a vitória contra o Daesh graças aos esforços conjuntos das tropas governamentais sírias e Força Aeroespacial russa, declararam que a Rússia tinha dado apenas uma pequena contribuição para a luta antiterrorista. Essa posição foi apoiada pelos países do Ocidente.

As autoridades russas, por sua parte, criticaram a posição dos parceiros ocidentais e apelaram aos EUA para pararem de se apropriar das vitórias dos outros.

Fonte: Sputnik

Rússia responde às declarações de Trump sobre êxito dos EUA na luta contra terroristas

As declarações do presidente dos EUA Donald Trump que a libertação da Síria e do Iraque do Daesh é mérito da coalizão internacional liderada pelos EUA representam uma tentativa de atribuir a si próprio a vitória sobre os terroristas, disse o vice-presidente do Comitê de Relações Exteriores da câmara baixa do parlamento russo, Aleksey Chepa.

© REUTERS/ Rodi Said

“A participação da coalizão dos EUA na derrota do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia) na Síria desempenhou um papel mínimo. Sabemos que, especialmente nos últimos tempos, ela realiza atividades que visam apoiar os terroristas. Eles evacuam os chefes do Daesh dos territórios cercados, estão tentando estabelecer no território da Síria focos para criar novos grupos terroristas”, disse o político russo.

Segundo Chepa, agora os EUA tentam ocultar suas ações com declaraçõesque foram eles quem obteve a vitória sobre o Daesh. Mas na verdade seu objetivo principal era a eliminação do regime governamental e, quando a situação se tornou descontrolada, eles se juntaram à ofensiva contra o Daesh, um grupo terrorista que “foi criado por eles próprios”.

O presidente da comissão de política de informações do Senado russo, Aleksei Pushkov, disse, por sua vez, que a declaração de Trump sobre os êxitos dos EUA na Síria não tem praticamente nada a ver com os fatos. Para ele, isso é uma “pseudorrealidade necessária para os fins políticos” de Washington.

Anteriormente, as Forças Democráticas da Síria (FDS), apoiadas pela coalizão internacional liderada pelos EUA, fizeram chegar ao RT Ruptly um vídeo da retirada dos militantes do Daesh da cidade de Raqqa. De acordo com os especialistas, este vídeo é mais uma prova que as forças americanas permitiram aos terroristas deixarem Raqqa sem levantar obstáculos.

Fonte: Sputnik

http://www.planobrazil.com/agencia-sana-eua-evacuam-chefes-do-daesh-de-deir-ez-zor-siria-em-helicopteros/

 

 

 

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América do Sul Brasil Destaques Economia Geopolítica Negócios e serviços

UE teme incerteza com eleições no Brasil e quer fechar acordo com Mercosul até março

Não está fácil para a União Europeia fechar acordos comerciais com a América Latina. Em plena euforia do livre comércio como contrapeso ao protecionismo de Donald Trump, a Europa quis aproveitar o vácuo americano para acelerar todos os tratados de livre comércio que estavam pendentes.

Aloysio Nunes, Ministro das Relações Exteriores do Brasil, à esquerda e Cecilia Malmström, Delegada Comercial da CE, durante a XI Conferência Ministerial da OMC, em Buenos Aires, Argentina, 10 de dezembro de 2017

LUCÍA ABELLÁNIGNACIO FARIZA

Os líderes da UE definiram 31 de dezembro como data limite para selar os pactos com Japão, México e Mercosul. O primeiro foi fechado. O segundo será acertado provavelmente nos próximos meses. Mas o terceiro tem um futuro muito mais incerto.

O Mercosul reúne todas as condições para um comércio sem barreiras com a Europa. Seus 260 milhões de consumidores (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) transformam este bloco no quinto maior mercado do mundo, segundo dados da Comissão Europeia. Os vínculos culturais são estreitos e a associação sul-americana nunca assinou um acordo comercial com outro parceiro. Inaugurar esses intercâmbios favoráveis daria uma enorme vantagem às empresas da UE. O diálogo, apesar disso, é tortuoso. Bruxelas e o Mercosul levam quase 20 anos ­­− com longas interrupções − discutindo sobre como intercambiar bens e serviços. A boa largada desta última tentativa, iniciada em 2016, trouxe esperanças de alcançar um acordo ate o fim deste ano. Mas as partes foram otimistas demais.

“Avançamos, mas ainda temos de fazer um balanço. Avistamos o final deste processo”, disse, esperançosa, a comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmström, em meados de dezembro. Negociadores e políticos se reuniram nos últimos dias em Buenos Aires e a oportunidade de acordo parecia estar na mesa. Como em tantas ocasiões desde 1999, não foi possível. Apesar disso, Bruxelas insiste que as partes nunca estiveram tão perto da meta.

As divergências são sensíveis. Do lado europeu, França e Irlanda pressionam para limitar a cota de exportações (o acordo não prevê o livre comércio total) de carne, produto muito competitivo nos países do Mercosul. Sob a bandeira da Europa que protege, o presidente francês, Emmanuel Macron, suscitou esse debate nas reuniões de chefes de Estado e de Governo da UE em duas ocasiões desde que ganhou as eleições. Embora ele não tenha chegado a pedir uma revisão do mandato da negociação, os temores franceses pausaram o processo. Macron procura apresentá-lo como uma tentativa de conter os excessos da globalização, uma questão com a qual sua rival Marine Le Pen faturou muito eleitoralmente.

Do lado latino-americano, os receios se concentram mais nos serviços. Bruxelas está disposta a aumentar a cota de carne bovina do Mercosul para mais do que as 70.000 toneladas anuais incluídas em sua última oferta, mas só em troca do que mais interessa aos países comunitários: acesso aos serviços e aos contratos públicos na América Latina. Há mais de 60.000 empresas que poderiam se beneficiar com essa maior abertura. E aí o Mercosul tem dificuldades para ceder.

A grande incógnita é se as divergências poderão ser resolvidas nos próximos meses. A Comissão Europeia sabe que a margem de tempo para concluir o tratado é estreita. O Brasil realizará eleições no próximo ano e em breve já não poderá se comprometer com nada. Na mente dos negociadores figura o mês de março como linha vermelha imaginária para esse pacto. Por enquanto, não há rodadas de negociação marcadas.

A UE defende fervorosamente os benefícios do comércio como gerador de riqueza. A mensagem é resumida em um dado: cada 1 bilhão de euros (3,9 bilhões de reais) de exportações permitem manter 14.000 postos de trabalho. Além das implicações econômicas, fracassar com o Mercosul significaria voltar a manchar o debate comercial com leituras políticas. Depois do abandono do ambicioso pacto com os Estados Unidos − impraticável com Trump no poder − e das enormes dificuldades para levar adiante o acerto com o Canadá em alguns Parlamentos da UE, o Mercosul se configura como o próximo desafio do livre comércio no Velho Continente.

Último esforço para o tratado com o México
O pacto entre Bruxelas e México, este sim, parece estar ao alcance. Com todas as atenções voltadas para a renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (TLC), a assinatura de um novo pacto comercial com a União Europeia serviria para que o México enviasse uma mensagem clara ao Governo Trump: um dos três grandes blocos econômicos do mundo está, sim, disposto a negociar acordos modernos e a aumentar os laços comerciais com países emergentes.

Nessas circunstâncias, o México procura mostrar a seu principal parceiro comercial, do qual dependem quase 80% de suas vendas ao exterior, que é possível assinar tratados de livre comércio modernos, adaptados aos novos tempos da economia, e nos quais ambas as partes saiam beneficiadas, características que terá o novo pacto com a UE, cuja assinatura − se os espinhosos capítulos agrários permitirem − está prevista para o início de 2018. “Estamos muito perto de finalizá-lo”, declarou recentemente em Bruxelas o ministro da Economia do México, Ildefonso Guajardo.

As exportações do país latino-americano para a UE crescem a ritmo de cruzeiro. Nos 10 primeiros meses de 2017, registraram um aumento de dois dígitos em comparação com o mesmo período do ano passado. O atual tratado comercial, em vigor desde o ano 2000, ajudou, principalmente, em facilitação do comércio, ao remover ou reduzir tarifas e simplificar os trâmites alfandegários. Mas os maiores fatores de crescimento foram o desenvolvimento do setor automotivo mexicano − o sétimo mais importante do planeta − e sua complementariedade com a poderosa indústria automobilística alemã. Assim como a aposta do setor agrícola em produtos como o abacate e o tomate, de alta aceitação nos principais países europeus.

Fonte: El País

Edição: Plano Brasil

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Geopolítica Opinião

O maior desafio da UE em 2018

No ano que se inicia cresce o risco de que a União Europeia, sob a pressão dos populistas de direita da Polônia e seus vizinhos, gradualmente regrida de uma comunidade de valores comuns para uma mera união aduaneira.

Marcha de radicais de direita em Varsóvia, em março de 2017

Organizar a saída voluntária do Reino Unido da União Europeia em 2018 não será simples – mas, pelo menos, todos os outros 27 países-membros parecem estar de acordo com o caminho a seguir. Muito mais difícil vai ser punir um ou vários integrantes que violam escandalosamente os princípios do bloco, mas querem continuar nele.

Se a Polônia não mudar seu curso, a UE se verá forçada em 2018, pela primeira vez em seus 61 anos de história, a oficialmente declarar que um Estado-membro não mais respeita o Estado de Direito e, com isso, não cumpre as condições básicas para fazer parte do bloco.

Esse procedimento, conhecido como Artigo 7 do Tratado de Lisboa, produziria um racha dentro da UE, expondo uma desconfiança profunda entre Estados-membros. A disputa vai muito além do partido PiS, ideologicamente inflexível e que parece ver na UE a União Soviética, que quer minar a soberania polonesa.

Também tem a ver com os vizinhos da Polônia, que, saídos da ditadura comunista, parecem ainda não ter conseguido fazer a transição para uma sociedade orientada no Estado de Direito. Os governos populistas na Polônia, República Tcheca, Eslováquia e, acima de tudo, na Hungria se esquivam de reconhecer as leis da UE, de aplicar medidas definidas por maioria na questão migratória, de jogar as regras do jogo que eles mesmos ajudaram a estabelecer.

Lamentavelmente, é preciso lembrar os Kaczynskis e Orbans de que seus países, por livre e espontânea vontade, ajudaram a evitar uma divisão da Europa, quando aderiram à UE. A pergunta-chave em 2018, que pode decidir a sorte do bloco, é: será possível para os países-membros forçar os países do Grupo de Visegrad (Hungria, Polônia, República Tcheca e Eslováquia) a respeitar e cumprir o Estado de Direito? Ou se adotará o caminho mais confortável, deixando os nacionalistas fazerem o que quiserem? Neste último caso, um pleno funcionamento da União Europeia não estará mais garantido. A UE, em seu atual formato, estaria acabada.

Como no governo de muitos países-membros da UE há partidos populistas de direita alinhados ao polonês PiS e ao húngaro Fidesz, pode ficar difícil para o bloco adotar uma postura única. A última peça do dominó a cair foi a Áustria, onde o nacionalista FPÖ integra o governo. A próxima pode ser a Itália, que em março vai às urnas. Ninguém sabe ao certo quais seriam as consequências de um bom resultado ou uma vitória eleitoral do Movimento 5-Estrelas. À Alemanha, França, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Itália e outros países que querem preservar a UE não restará saída, senão cortar as torneiras do financiamento à Polônia e outros renegados.

Isso é o que é mais perplexo nos balbucios nacionalistas da Polônia e Hungria: o dinheiro dos cofres de Bruxelas eles querem, ao mesmo tempo em que insultam e ignoram o sistema. Isso não funciona assim. Mas, até aqui, ameaças nesse sentido foram infrutíferas.

As coisas podem mudar em 2018, quando as negociações para o Orçamento até 2021 começam. Até agora, a Polônia vem ganhando com os financiamentos estruturais e subsídios agrícolas da UE. E não vai querer enfrentar um corte nos fundos. Mas, numa disputa caso o Artigo 7 seja ativado, o país terá poucas chances.

Já antes de 2021 a UE poderia expulsar a Polônia do mercado comum, que também está atrelado ao cumprimento e respeito do Estado de Direito. Isso seria um baque para a economia polonesa e poderia restringir o movimento de seus trabalhadores.

Fica a esperança de que os eleitores poloneses saberão, em dois anos, como se livrar dos conservadores nacionalistas. De outro modo, fica o risco de que a Polônia seja expulsa do bloco – ou pior: que a União Europeia, sob a pressão dos populistas de direita, gradualmente regrida de uma comunidade de valores comuns para uma mera união aduaneira.

Bernd Riegert é correspondente da DW em Bruxelas.

Fonte: DW

http://www.planobrazil.com/uma-europa-dividida/

 

 

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Conflitos Geopolítica Rússia Síria

Putin diz a Assad que Rússia continuará a defender soberania da Síria

O presidente russo Vladimir Putin disse ao seu colega sírio, Bashar al-Assad, em um cumprimento de Ano Novo, que a Rússia continuará a apoiar os esforços da Síria em defesa de sua soberania, informou o Kremlin neste sábado.

Vladimir Putin aperta a mão do presidente sírio Bashar Assad em Sochi, Rússia, 20 de novembro de 2017 – Mikhail Klimentyev, Kremlin – Pool Photo via AP

Putin salientou que a Rússia continuará “a fornecer qualquer auxílio à Síria na proteção de sua soberania, unidade e integridade territorial, na promoção de um processo de solução política, assim como nos esforços para restaurar a economia nacional”, disse o Kremlin.

No começo deste mês, Putin ordenou que as forças russas na Síria começassem a se retirar do país, mas disse que a Rússia manteria “permanentemente” sua base aérea de Khmeimin, na província síria de Latakia, e suas instalações navais em Tartous.

A Rússia lançou seus primeiros ataques aéreos na Síria em setembro de 2015, em sua maior intervenção no Oriente Médio em décadas, mudando o rumo do conflito a favor de Assad.

Por Gabrielle TétraultFarber

Fonte: Reuters

 

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Destaques

Por que as pessoas estão saindo às ruas em protestos no Irã?

Milhares de pessoas foram às ruas do Irã neste sábado manifestar em defesa da administração do presidente Hassan Rohani, depois de dois dias de protestos consecutivos contra o governo.

A televisão estatal mostrou multidão vestindo preto e erguendo bandeiras pró-governo na capital Teerã. Mas, desde quinta, o Irã também assiste a protestos de insatisfeitos com Rohani, os clérigos e a política iraniana.

Dezenas de pessoas foram presas por manifestarem contra corrupção e aumento do custo de vida no país.

Até o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu à forma como o país conteve as demonstrações que estão se espalhando pelo Irã.

Trump escreveu no Twitter que “o governo iraniano deveria respeitar os direitos das pessoas, incluindo o direito de expressão”. “O mundo está de olho”, escreveu Trump, dizendo ainda que os protestos eram pacíficos e acusando o regime iraniano de ser corrupto e de financiar terroristas.

As manifestações desse sábado foram organizadas por partidários ao governo. Foi uma resposta aos críticos do regime de Rohani e também um ato em comemoração ao oitavo aniversário da contenção das grandes demonstrações realizadas em 2009. Naquele ano, milhares também foram às ruas a favor do então presidente Mahmoud Ahmadinejad, em reação a protestos organizados por reformistas que alegavam fraude eleitoral.

Autoridades iranianas responsabilizam autoridades estrangeiras e contrários à revolução de 1979 que transformou o país em república islâmica pelas atuais manifestações antigoverno. E prometeram tratar com dureza os protestos contra o regime de Rohani, embora admitam que existe um descontentamento genuíno e generalizado.

Como manifestações antigoverno começaram no Irã?

AFP – Presidente Hassan Rouhani é responsabilizado por manifestantes antigoverno pela situação econômica do país, que sofre com desemprego e inflação

Os protestos começaram na cidade de Mashhad, a segunda mais populosa, no noroeste do Irã, na quinta-feira.

As pessoas foram às ruas demonstrar irritação contra o aumento de preços e atacar o presidente. Cinquenta e duas pessoas foram presas por entoar gritos de protestos considerados “duros”.

A partir daí, os protestos se espalharam por pelo menos seis cidades na sexta. Em alguns locais, houve confronto entre manifestantes e as forças de segurança, que avançaram sobre a multidão com motos.

Algumas das demonstrações tinham uma pauta de reivindicação mais ampla, que incluíam pedidos para libertar presos políticos e acabar com a violência policial.

O Irã não via nada parecido desde 2009.

Apesar de terem tamanhos variados – algumas com 100 e outras com milhares – , as manifestações antigoverno no Irã chamam a atenção pelo fato de estarem se espalhando rapidamente.

Nas redes sociais, há convocações para mais marchas no sábado.

O que o governo do Irã diz sobre os protestos?

O primeiro vice-presidente iraniano Eshaq Jahangiri sugere que opositores políticos estão por trás das manifestações de rua.

“Alguns incidentes no país aconteceram sob o pretexto de problemas econômicos, mas parece que há algo mais por trás deles. Eles pensam que, fazendo isso, prejudicam o governo, mas serão (prejudicados) os outros que pegam carona nessa onda”.

O governador-geral de Teerã prometeu uma ação firme da polícia, que está nas ruas.

Autoridades em Mashhad disseram que o protesto foi organizado por “elementos contrarrevolucionários”, e um vídeo postado na internet mostrou que a polícia usava canhões de água para contê-los.

O que está por trás das manifestações?

A principal motivação é, a princípio, a situação econômica do país e escândalos de corrupção envolvendo políticos.

O Irã não conseguiu se recuperar dos efeitos das sanções internacionais pelo seu programa nuclear. Convive ainda com desemprego e inflação.

Nas ruas, os antigoverno não só cantam gritos contra o presidente como também contra o líder supremo Ayatollah Ali Khamene e contra os clérigos em geral.

Uma das manifestações aconteceu em Qom, cidade sagrada do xiismo, onde se ouviu gritos de “as pessoas estão implorando, os clérigos agem como Deus”.

Imagens de um vídeo que registrou o protesto em Kermanshah

Há ainda insatisfação com compromissos assumidos pelo Irã em outros países, ao invés de focar nos problemas internos. “Não a Gaza, não ao Líbano, minha vida no Irã”, gritaram os que protestavam. Vídeos mostram ainda pessoas gritando “deixem a Síria, pensem em nós”.

O Irã é um aliado chave do governo sírio de Bashar al-Assad, para quem dá apoio militar.

O país também é acusado de fornecer armas a rebeldes que lutam na coalisão saudita no Iêmen e de apoiar o movimento xiita Hezbollah no Líbano – o governo iraniano nega as acusações.

Fonte: BBC Brasil.com