Dinastia incomparável: o lendário Su-27 e seus herdeiros

Há 40 anos, em 20 de maio de 1977, fez sua primeira decolagem o avião T-10-1, o protótipo do famoso caça soviético de quarta geração Su-27, diz Andrei Kots, colunista do Sputnik.

O Su-27 reuniu os últimos avanços da escola soviética de construção aeronáutica, através dos quais o aparelho adquiriu na origem um enorme potencial de modernização. Atualmente, dezenas de versões modernizadas deste caça, bem como aeronaves criadas sobre a sua base, protegem e defendem os céus de mais de 20 países.

Os recordes do Su-27

Oficialmente, o Su-27 entrou em serviço na Força Aérea da URSS em 23 de agosto de 1990. Naquele tempo, o novo caça soviético já tinha batido o recorde mundial de velocidade de subida.

Em 27 de outubro de 1986, o piloto de testes Viktor Pugachev conseguiu atingir uma altitude de 3.000 metros em apenas 25,4 segundos.

Além disso, o Su-27 se tornou o primeiro avião de combate russo equipado com sistema de condução por comandos eletrônicos. A introdução de um novo sistema de direção permitiu aumentar a capacidade de manobra e a eficiência do avião, e os pilotos ficaram capazes de realizar acrobacias aéreas complexas em velocidades baixas e altas.

O Su-27 também foi equipado com os mais completos equipamentos de navegação da época, dois potentes motores AL-31F, um novo radar e sistema de pontaria optoeletrônica. Além disso, ele dispunha de toda a gama de mísseis ar-ar R-27 e R-73, projetados especialmente para estes aviões. Por último, o caça estava armado com um canhão de 30 milímetros GSh-30-1 para combate a curta distância.

Outras modificações da aeronave, como o Su-27SM, também dispunham de sistemas para destruir alvos em terra com mísseis de precisão Kh-29, Kh-31 e Kh-59. Mas a missão principal do avião continuava sendo a superioridade aérea.

As vantagens dos Su-27, frente aos seus rivais ocidentais, foram demostradas pela primeira vez em agosto de 1992.

Naquele momento, os oficiais do Centro de formação de pilotos de Lipetsk, da Força Aérea da Rússia, visitaram a base aérea de Langley, a convite do Pentágono, onde se organizaram encontros de treinamento entre o Su-27UB e o F-15D.

Os pilotos russos derrotaram os norte-americanos e ficou claro que o Su-27 superava amplamente o F-15 por sua capacidade de manobra em velocidades subsônicas, um trunfo importante em combate aéreo a curta distância.

Os militares norte-americanos batizaram o su-27 como “flanker”, flanqueador — um apelido que faz referência à sua capacidade para realizar manobras e ataques bruscos de direções inesperadas.

Os “descendentes” da lenda

Caça-bombardeiro Su-34

Segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, atualmente a Força Aeroespacial da Rússia dispõe de 50 Su-27, 10 Su-27UB, 47 Su-27SM — com aviônica avançada e um novo sistema de controle de fogo — e 14 Su-27SM3 — com motores AL-31F-M, estrutura reforçada e pontos de suspensão adicionais para armamento. Além disso, 18 Su-27 estão em serviço da aviação naval da Marinha russa. O porta-aviões Admiral Kuznetsov dispõe de 17 Su-33 (Su-27K) com asas dobráveis.

Su-33 (Su-27K)

A versão seguinte desta aeronave foi o Su-30, capaz de destruir com a mesma eficiência alvos em terra e no ar, a qualquer altura do dia ou da noite e em quaisquer condições climáticas.

O Su-30 tem um radar de varredura eletrônica ativa que lhe permite detectar de forma automática seus objetivos e segui-los a longas distâncias e em combate a curta distância. Além disso, eles podem apontar outros caças para seus objetivos.

Assim, esta aeronave pode executar algumas funções próprias dos aviões de alerta antecipado e controle aéreo. Além disso, as versões mais recentes dos Su-30 são equipados com potentes sistemas de guerra eletrônica para se defenderem tanto de caças inimigos como de sistemas de defesa antiaérea.

Su-35

Estes aviões tiveram sucesso no mercado internacional de armas e existe uma grande quantidade de modificações para exportação: o MKA (para a Força Aérea da Argélia), o MKK (China), o MKM (Malásia), o MK2B (Vietnã), o MK2V (Venezuela) e o MKI (Índia), entre outros.

Os Su-27 adquiridos por outros países participaram de vários exercícios com aviões da OTAN e sempre obtiveram o mesmo resultado: uma vitória esmagadora.

Em 2015, por exemplo, os caças Su-30MKI indianos participaram de um combate de treinamento com os Eurofighter Typhoon da Força Aérea do Reino Unido. Os pilotos índianos venceram seus rivais britânicos com uma pontuação de 12 a 0.

Su-30SM

Atualmente, a Força Aeroespacial russa está equipando sua frota com Su-30SM e já há mais de 60 unidades no ativo. Além da aviônica moderna, esta aeronave se destaca pelos motores AL-31FP de empuxo vetorial. O Su-30SM é capaz de mudar abruptamente a sua trajetória de movimento e realizar manobras aéreas de extrema complexidade. Estes são os caças que acompanham os bombardeiros russos em missões de combate na Síria.

Nesse país árabe também lutam outros “netos” do Su-27: o versátil e multifuncional caça Su-35 e o caça-bombardeiro Su-34. O primeiro corresponde a um avião de quinta geração, por todas as suas características, exceto a furtividade. Além disso, ele está equipado com o mais avançado sistema de informação e controle: o novo radar Irbis, e potentes motores AL-41F1S. Ele também conta com um sistema de ignição a plasma e controle do vector de impulso. Atualmente, o exército russo conta com cerca de 60 Su-35.

O Su-34 não precisa de apresentação. Este caça-bombardeiro foi um dos protagonistas da operação da Força Aeroespacial na Síria e pode levar a todo tipo de meios de destruição aérea: desde mísseis não guiados até bombas aéreas teleguiadas, assim como atacar alvos em qualquer condição climática e participar na guerra eletrônica de forma eficaz.

O selo distintivo desta aeronave é sua forma de cabine incomum, uma vez que os pilotos não se sentam um atrás do outro, mas ao lado, o que aumenta o conforto da tripulação durante os voos mais longos.

Em breve, o exército da Rússia irá dispor de um “bisneto” do Su-27: o primeiro caça russo de quinta geração T-50. Esta aeronave vai encarnar os melhores traços da numerosa família Sukhoi e, em um futuro próximo, se tornará o principal avião de combate da Força Aeroespacial russa.

Edição: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

17 Comentários

  1. Atualmente a Rússia possui 359 aviões Su-27, incluindo 225 Su-27, 70 Su-27SMs, 12 Su-27SM3s e 52 Su-27UBs em serviço a partir de janeiro de 2014. Um programa de modernização começou em 2004. Metade da frota foi modernizada até 2012. A Força Aérea Russa está atualmente a receber aviões modernizados para o padrão SM3. Marinha Russa – 53 Su-27s em uso a partir de janeiro de 2014.
    Su-30 – A Força Aérea Russa tem 3 Su-30s e 20 Su-30M2 (todos entregues) e 66 lutadores Su-30SM a partir de dezembro de 2016 com 8 entregues à equipe acrobática “Cavaleiros Russos”. Uma ordem para 28 lutadores de Su-30SM em abril de 2016 é aumentar o total a 88 da variante, com entregas para ser terminado até 2018.
    Aviação naval russa – 28 Su-30SMs na ordem, com 50 planeados. 15 aeronaves foram entregues a partir do final de dezembro de 2016.
    Su-33 – Possui 35 exemplares aproximadamente;
    Su-34 – 102 até maio de 2017;
    Su-35 – 58 combatentes Su-35S em inventário a partir de dezembro de 2016. 50 ordenados em janeiro de 2016;
    Su-37 – 1 exemplar.

    Sem contar os outros países que compraram eles.

  2. Diferentemente de várias aeronaves anteriores feitas pela Rússia que eram esforços para acompanhar o avanço tecnológico dos eua o Flanker foi desenvolvido para ser em nada inferior e até superior em aspectos aos rivais ocidentais…a finalidade de um caça pesado bimotor não é só apenas trazer maior alcance…existem outros fatores que contribuem para sua superioridade em relação a monomotores como maior persistência de combate e quantidade de armas…num cenário onde prevalece o combate BVR…vantagem em capacidades como persistência de combate, quantidade de armas e alcance fazem toda a diferença…recursos do Flanker como empuxo vetorado tridimensional trazem ganhos de manobrabilidade, desempenho e de economia…os bocais que mudam de posição melhoram o empuxo e a propulsão direta concedendo assim uma maior manobrabilidade…com o empuxo vetorial é possível direcionar a saída dos gases da combustão do motor para cima ou para baixo resultando numa elevada capacidade de controle a baixas velocidades…o empuxo vetorial permite que o caça manobre mais rapidamente e ajuda a prolongar a vida útil do motor…a capacidade de manobra dos Flankers é praticamente ilimitada…a manobrabilidade é sem dúvida o item de maior destaque deste caça equipado com controle de empuxo vetorado 3D…o que torna capaz de realizar manobras impossíveis dando a vantagem de possuir 10 vezes maior eficácia do que aviões sem o sistema TVC e por causa disso ele é considerado um dos caças mais manobráveis do mundo…

    • Mirade vc não teria se confundido com MIG 35 ou Mig 31,porquê eu pesquisei e não achei o Mig 33,não quero ser descortes com vc deve ser engano e se existir sou curioso gostária de ver alguma matéria a respeito grato.Brasil acima de tudo só abaixo de Deus.

      • MiG-31, 35 ou 33 são outros aviões de outra fabrica que é a MiG, a Sukhoi é outro escritório de projetos. Sendo que os MiGs foram fabricados mais de 1600 exemplares.

    • Maquina Troll se não me engano tem uma manobra de combate que este caça faz chamada Cobra Gugachev onde ele coloca seus bocais de exaustão a frente inclinando seu cockypit para traz e continua movendo-se pára frente,incrivel só ele no mundo é capaz desta manobra,alem disto ele consegue ter movimento vetorado de suas turbinas nos quatro sentidos enquanto o Raptor F22 só consegue em dois eixos para cima e para baixo.Este caça digamos uns 300 SU-35 e mais uns 200 SU -34 deve dar plenamente conta de defender o espaço aéreo de um pais continental como o Brasil ,este era meu sonho para o FX2,mas deu Gripen e só 36 no futuro talves 108 é pouco.Brasil acima de tudo só abaixo de Deus.

      • Tenho um amigo meu que no final da década de 90 esteve em uma base aérea na Finlândia,onde ele viu de perto uma esquadrilha inteira de SU 27,ele tirou várias fotos ao lado dos Caças só não tem do cockypit por dentro era proibido,muito foda.Brasil acima de tudo só abaixo de Deus.

      • já que estamos tomados mesmos pela influencia dos eua e não a nada que possamos fazer neste pais buc@#$…então temos que fazer um mix Hi-Low de super hornets com gripphen ng….

      • Vilson…

        A Cobra Pulgatchev é inútil em combate. E por um simples motivo: ela drena toda a energia da aeronave, tornando difícil recobrar rapidamente… E isso é fatal em um combate aéreo…

        O que interessa em um dogfigth é fazer curvas o mais apertadas o possível para sair fora da visada do adversário, sempre buscando conservar o máximo de energia possível. Em combate, energia é vida…!

        O ‘Flanker’ também não é o único a realizar essa manobra. Salvo melhor juízo, o primeiro caça a realiza-la foi o ‘Draken’ sueco…

        Observe a partir de 1:53: ttps://www.youtube.com/watch?v=jqiDEcfSnXs

    • Num combate BVR, o que interessa é ver primeiro e atirar primeiro. Simples assim… Quem é capaz disso, controla o combate…

      Se se pode ter no mínimo seis mísseis para essa modalidade, ter mais não faz diferença… Hoje, a confiabilidade dos mísseis aumentou bastante. Taxas de acerto de mais de 50% já se constituíam em realidade já nos anos 90…!

      O empuxo vetorado apenas dá ao ‘Flanker’ uma chance contra os ‘dominators’ da atual geração… E olhe lá…

      Se o assunto é manobrabilidade, os ‘deltas com canard’ fazem curvas mais apertadas que qualquer variante do ‘Flanker’, e é isso o que interessa. Aliás, são eles, os ‘deltas com canards’, que possuem as maiores taxas de curva sustentada…

      E seja como for, no mundo onde mísseis podem ser guiados por miras montadas em capacete ( DASH ), todo o gato é pardo…

      No mundo real, um Su-35 não vai fazer mais que um F-15 E+…

    • Não sei ao certo, porem o Mig-33 esta substituindo o mesmo na marinha Russa e completando os perdidos por desgaste do tempo ou acidentes.

    • Mesmo o F-15 teve variantes como o F-15 B, C, D e E e se tiver mais vão colocar mais letras ao lado do F-15, caso vc não saiba que a letra é a variante mais atualizada dele ou especificada para alguma função. Lembrando que o F-15 voou pela primeira vez em 1972 ou seja bem antes do Su-27.

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