Defesa & Geopolítica

Helibras apresenta o primeiro H225M Naval armado

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A Helibras abriu as portas de sua fábrica nesta terça-feira, 25, para o voo de apresentação do primeiro H225M armado da Marinha do Brasil, o mais complexo helicóptero que está sendo produzido e desenvolvido pelo Centro de Engenharia da empresa dentro do programa H-XBR. 

O protótipo BRA-05 conta com o Sistema Tático de Missão Naval, desenvolvido pela Helibras especialmente para as missões da Marinha, com radar de patrulha APS-143, sistema Chaff & Flare de contramedidas e sistema de inteligência com dois mísseis Exocet AM39 B2M2 de última geração.

O primeiro voo da aeronave reuniu o presidente da Helibras Richard Marelli, o Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, além de convidados da Marinha, Aeronáutica, Exércitoe empresas parceiras, que puderam acompanhar o andamento do projeto. “É uma honra e uma satisfação imensa apresentar esta nova versão, pois estive a frente de todo o projeto do H225M no Brasil, antes de assumir a presidência da Helibras.

Tenho plena confiança e orgulho do trabalho que a nossa equipe está realizando aqui, em estreita colaboração com as Forças Armadas e nossos parceiros, que têm nos ajudado a construir essa versão naval, única no mundo”, ressaltou Marelli.

O desenvolvimento e a fabricação desta nova versão naval foram realizados sob a liderança da Helibras em colaboração com a ATECH e ADS, responsáveis pelo sistema tático de Missão Naval que é o coração da integração do míssil com a aeronave e sensores; e a Avibras e a Mectron, que realizam a motorização do míssil Exocet AM39 B2M2, fabricado pela MBDA.

O Sistema Tático de Missão Naval instalado no H225M permite ao comandante da missão estabelecer e avaliar no cockpit uma situação tático-operacional complexa, em coordenação com um operador no console tático na cabine do helicóptero, e autorizar o lançamento do míssil AM39 nas melhores condições.

A aeronave BRA-05 será o primeiro H225M em versão operacional a ser entregue para a Marinha, em 2018. Antes disso, já no próximo ano, os novos sistemas desta versão passarão pela avaliação e certificação da autoridade militar, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA-IFI).

O helicóptero faz parte do contrato de 50 unidades do programa H-XBR encomendadas pelo Ministério da Defesa e Forças Armadas que estão sendo produzidas no Brasil com transferência de tecnologia e de conhecimento no país, no projeto de Cooperação & Offset, que vem sendo cumprido pela Helibras.

A empresa já entregou 26 aeronaves desse pacote que já somaram mais de 14 mil horas de voo. Sete deles estão em operação na Marinha do Brasil, dez na FAB, incluindo duas unidades do GTE e nove no Exército Brasileiro.

Yam Wanders

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Orbis Defense

 

 

9 Comments

  1. Topol says:

    Olha a aí o que eu venho falando a respeito da “Kombi”… Sea Hawk é bom, mas será que ele consegue carregar dois Exocets AM-39? lógico que não, no máximo dois Penguin que só serve para afundar lancha…

    Ainda mais agora com o NDM Bahia sendo capaz de operar com estas aeronaves embarcadas vai aumentar bastante a força de ataque da Marinha

    Serão ao todo 8 H225M adaptados a função de ataque anti navio

  2. Claudio Albuquerque says:

    Já imaginaram o NDM Bahia equipado com 4 helicópteros H225M?!…Na minha opinião seria praticamente um porta-helicópteros de ataque…podemos ainda mais melhor o NDM BAHIA, com lançadores de mísseis RBS 70,guiados a laser,para sua dedesa iguais aos que o Exército Brasileiro comprou…seria um excelente navio de guerra!

    • jose luiz esposito says:

      Para usarmos um RBS 70 ficamos com o MISTRAL mesmo ,ainda agora que esta pronto lançadores remotos , um missil de maior alcance até poderia ser o sistema Albatroz usados nas Fragatas ,aí sim !

  3. Tomcat3.7 says:

    Fato é que muitos só desmerecem este vetor, para mim (que sou um mero entusiasta) é melhor um heli deste novo que usar helis usadassos a vida toda.

  4. S-88 says:

    A verdade é que para justificar o negócio escandaloso e lesivo, e em especial a tal “transferênfia di tequinulugia”, integraram o míssil na Kombi voadora. Mas não precisa ser muito inteligente para saber que seria mais lógico integrar o míssil nos A-4 modernizados, que podem levá-los mais rápido e mais longe.

    • César A. F. says:

      A integração em um vetor não a inviabiliza em outro, caríssimo.

    • Topol says:

      O H225M já tinha o Exocet AM-39 integrado a ele portanto não houve gasto extra nenhum por parte da MB, a Eurocopter já tinha feito o trabalho de integração na França… dessa forma a arma é um opcional porém já é parte integrante do projeto.

      http://defesaeseguranca.com.br/wp-content/uploads/H225-MB_AirbusH-Anthony-Pecchi.jpg

      Quanto a integração no Sky Hawk custaria uma fortuna e não compensa, visto que não estamos conseguindo nem mesmo modernizar os AF-1 para o padrão AF-1M. Nem sequer o Harpoon está integrado a aeronave, tudo o que se sabe é que a USN já instalou o Harpoon nessa aeronave para testes

      • Lynx says:

        Engano seu. A campanha de integração do AM-39 ao H-225 começou na França e ainda não terminou. Nenhum míssil foi lançado ainda, por exemplo. E nós iremos pagar por ela toda, um total de €32 milhões, podendo sair mais caro. Isso está no contrato, inclusive prevendo que se outro país adotar essa versão, o Brasil receberá royalties referentes aos custos do seu desenvolvimento. Mas claro, primeiro tem que funcionar e nós temos que pagar o que devemos… E não é pouco!

      • Topol says:

        Lynn poderia esclarecer melhor isso colocando o link por favor?

        Tudo que li foi que os técnicos da helibras integraram o míssil e já realizaram centenas de testes de disparos simulados homologando a comunicação do sistema de missão naval com o míssil e as linhas de comando tudo já testado e funcionando… resta apenas o disparo real para declarar operacional. ..

        Quero saber da parte dos 32 milhões de euros não encontrei nada dobre isso.

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