Defesa & Geopolítica

Orçamento de 2015 assegura R$ 1 bilhão para aquisição dos caças Gripen NG

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Sinalização desse montante de recursos foi feita nessa segunda-feira (06/10/2014), durante reunião do Comitê de Acompanhamento do Projeto FX-2 no Ministério da Defesa

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2015 deverá contemplar um total de crédito na ordem de R$ 1 bilhão para aquisição dos caças Gripen New Generation (NG), Projeto FX-2 da Força Aérea Brasileira (FAB). A sinalização desse montante de recursos foi feita nessa segunda-feira (06), durante reunião do Comitê de Acompanhamento do Projeto FX-2 no Ministério da Defesa.

Para o presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac), brigadeiro José Augusto Crepaldi Affonso, a indicação “demonstra o comprometimento do governo com o projeto”, que, pelo cronograma original, deverá ter seu contrato assinado até dezembro deste ano. A previsão é que os 36 caças, desenvolvidos pela empresa Saab, sejam entregues entre 2019 e 2024.

Além dos recursos, o projeto FX-2 também deverá ter incrementos no quesito transferência de tecnologia. Segundo o brigadeiro Crepaldi, graças aos avanços nas negociações, a participação da indústria brasileira de defesa nesse projeto se dará em maior escala, estando presente em mais etapas do que o que estava previsto anteriormente. Para se ter uma ideia, já em 2015, mais de cem profissionais brasileiros da indústria de defesa deverão se mudar para Linköping, cidade localizada no sul da Suécia, onde iniciarão o processo de transferência de tecnologia dos caças Gripen NG.

O brigadeiro Crepaldi ressaltou a importância das reuniões do comitê que acompanha o andamento do projeto FX-2. “A reunião do comitê gestor é muito importante porque possibilita, via Ministério da Defesa, uma interação com todos os órgãos de governo responsáveis pelo projeto em seu mais alto nível”, disse. “As orientações que saem daqui fluem muito mais rápido em todos os níveis de governo, facilitando o projeto como um todo”, concluiu.

Sea Gripen: Defesa Aeronaval

Na reunião do comitê também foi debatida a possibilidade de o contrato a ser assinado com a Suécia contemplar ainda, no pacote de transferência de tecnologia, um estudo sobre a viabilidade de o Gripen NG ser desenvolvido para uso da Marinha, como aviões de caça embarcados.

O almirante Carlos Frederico Carneiro Primo, chefe da Diretoria de Aeronáutica da Marinha, explica que a ideia é que esse estudo entre como offset (tipo de compensação comercial comum em acordos de importação) do contrato e, caso seja viável, poderá representar um “ganho logístico” importante para o Brasil.

“Se eu compro um avião e utilizo esse mesmo modelo em outra Força, eu ganho no clico de vida, na manutenção e na operação da aeronave, reforçando os quesitos da interoperabilidade, ou seja, da capacidade de as três Forças conversarem”, explicou o almirante.

Fonte: Ministério da Defesa (MD) via Portal Brasil 

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FAB destina US$ 1,9 bilhão para produção do KC-390

Valor Econômico

A Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac) vai destinar US$ 1,9 bilhão para a Embraer iniciar a produção das 28 aeronaves KC-390 encomendadas pela Força Aérea Brasileira (FAB). Segundo o presidente da Copac, brigadeiro do ar, José Augusto Crepaldi Affonso, os recursos serão liberados de acordo com o cronograma físico-financeiro do contrato, com vigência até 2026.

A aprovação de verbas e a contratação da Embraer para a produção dos aviões da FAB foram publicadas no Diário Oficial da União na quarta-feira passada. A Embraer Aviation International (EAI) aparece na publicação como a empresa contratada para a fabricação dos aviões.

O brigadeiro informou que os recursos são suficientes para produzir o lote de 28 aeronaves e também os equipamentos de apoio de solo, logística inicial e treinamento de pilotos e mecânicos. “As atividades para a produção seriada do KC-390 já foram iniciadas desde a assinatura do contrato, em maio de 2014”, disse em entrevista ao Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor.

A entrega do primeiro avião para a FAB é prevista para o fim de 2016. O valor total do contrato da produção assinado com a FAB é de R$ 7,2 bilhões. A fase de desenvolvimento do avião já absorveu investimento de R$ 4,9 bilhões.

Com a produção em série do KC-390, a Embraer prevê criar 1,1 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. O programa de desenvolvimento da aeronave já adicionou 1,5 mil postos de trabalho diretos na empresa e outros 7,5 mil indiretos.

O desenvolvimento do cargueiro contou com a participação de 16 fornecedores principais. Destes, três são brasileiros: a Eleb, controlada pela Embraer e responsável pelo fornecimento do sistema de trem de pouso; a Ael Sistemas (computador de missão); e a LH Colus (bancos e macas). Outras 50 empresas brasileiras também participam do programa com o fornecimento de partes estruturais e outros componentes.

O presidente da Copac disse que o primeiro voo da aeronave deve acontecer nas semanas seguintes à apresentação oficial da aeronave, marcada para o dia 21, na fábrica da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). A cerimônia, que contará com a presença de autoridades militares e empresas parceiras do projeto, também terá a participação de representantes do governo federal.

Quanto aos valores que estavam contingenciados (cerca de R$ 500 milhões segundo o Valor apurou), o brigadeiro da Copac disse que todo o orçamento previsto para 2014 foi liberado, mas que ainda há carências de recursos. Ele ressaltou, no entanto, que o projeto continua com andamento normal, buscando as soluções necessárias em coordenação com os órgãos do governo.

Além da encomenda da FAB, o KC-390 teve 32 cartas de intenção de compra da Argentina, Portugal, República Tcheca e Colômbia. Esses três países também se tornaram parceiros industriais do projeto, por meio de suas empresas.

Segundo a Embraer Defesa & Segurança, a aeronave irá disputar um mercado de 728 unidades para 77 países, nos próximos 20 anos. A empresa espera abocanhar entre 15% e 20% desse mercado.

“Vários países têm demonstrado interesse em conhecer o produto com profundidade”, disse o brigadeiro da FAB, sem citar o nome dos interessados. A produção dos aviões, segundo ele, demonstra para o mercado externo que o projeto é sólido e não tem riscos.

Jato de transporte tático militar e de reabastecimento, o KC-390 vai substituir as aeronaves C-130 Hércules da FAB, fabricadas na década de 70. O mesmo fabricante desta aeronave, a Lockheed Martin, também está desenvolvendo um modelo que compete diretamente com a Embraer, o C-130 J, que é turboélice.

Procurada pelo Valor na sexta-feira, a Embraer Defesa e Segurança, responsável pelo programa do KC-390, não quis comentar a aprovação de novos recursos federais para a produção do jato militar.

Fonte: Valor Econômico via Investe São Paulo  

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