Defesa & Geopolítica

A China, segunda maior economia mundial, está em busca de reservas estratégicas

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http://www.agenciat1.com.br/wp-content/uploads/2011/03/logo-atual-cbmm.jpgConsórcio chinês compra participação na CBMM por US$1,95 bi

Três empresas chinesas pagarão 1,95 bilhão de dólares por 15% das ações da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), maior produtora mundial de nióbio, um metal altamente valorizado, informou nesta quinta-feira a imprensa chinesa.

O Taiyuan Iron and Steel Group, o conglomerado financeiro do CITIC Group e o Baosteel Group, chegaram a um acordo para a operação, concluída nesta quinta-feira, informou a agência oficial Xinhua em seu site.

“Esta compra bem-sucedida tem um enorme significado para a estabilidade do abastecimento de recursos de nióbio”, assegurou a Xinhua, que cita especialistas.

A CBMM é especializada na extração de nióbio, e controla mais de 80% do mercado mundial.

O nióbio é um metal de cor branca-acinzentada, duro, maleável, fundamental para a produção de aços inoxidáveis especiais, caracterizado pela extraordinária estabilidade ante a ação dos agentes químicos.

Ele é utilizado em ligas de alta temperatura e em ligas supercondutoras. Pode ser utilizado na fabricação de automóveis, reatores nucleares, jatos e mísseis.

A mineradora brasileira, parte do Grupo Moreira Salles, extrai, processa, manufatura e vende produtos a base de nióbio, segundo seu site.

A China, segunda maior economia mundial, está em busca de reservas estratégicas de recursos-chave em todo o mundo para suprir a alta demanda de sua indústria, em particular de matis de terras raras.

O Taiyuan Iron and Steel Group, com sede na província de Shanxi, é uma grande produtora de aço inoxidável, enquanto a Baosteel, com sede em Xangai, é a segunda maior produtora de aço da China.

Este acordo é similar a outro obtido por um consórcio de empresas japonesas e sul-coreanas em março para a compra de uma participação na CBMM, também por 1,95 bilhão de dólares.

O consórcio é integrado pelas japonesas Nippon Steel, JFE Steel, Sojitz e pelas estatais Japan Oil, Gas and Metals National Corp, assim como pelas sul-coreanas Posco e National Pension Service (NPS).

Estas companhias asseguraram que buscavam um abastecimento estável do metal, já que China, Índia e outros países emergentes produzem aço inoxidável.

A demanda mundial de nióbio cresceu cerca de 10% em ritmo anual, enquanto as importações deste metal na China praticamente duplicaram nos quatro últimos anos e seguirão crescendo nos próximos, disse a Xinhua, embora não tenha divulgado dados.

Fonte: AFP

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