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Força Aérea de Israel pode se tornar o primeiro cliente estrangeiro do CH-53K King Stalion

Foto cortesia de Lockheed Martin

Por SL Fuller

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

O  CH-53K (king Stalion) da Sikorsky efetuou um voo de teste de orientação de 90 minutos de acordo com o US Naval Air Systems Command (Navair). O voo foi realizado na base naval de Patuxent River, Maryland. O General Nir Nin-Nun, comandante da divisão de apoio aos helicópteros da Força Aérea de Israel acompanhou  o voo de testes .

Mais cedo a Navair informou que no dia 7 de novembro, a aeronave realizou diversas manobras operacionais, desembarques e decolagens. Nin-Nun assumiu o comando da aeronave e obteve em primeira mão a sensação de voo fly-by-wire da aeronave. Ele também completou um voo de familiarização no simulador antes de sua viagem, informou o Navair.

O voo foi organizado com base em um pedido de governo para governo de Nin-Nun e possibilitado através de uma modificação de contrato entre Sikorsky e Navair.

“Esta é a primeira vez que elegemos um aliado internacional no programa  CH-53K”,

disse o Gerente de programas do  Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, Hank Vanderborght, encarregado do escritório do programa de helicópteros pesados ​​H-53, PMA-261.

“Voos como este nos dão uma oportunidade de fortalecer os relacionamentos com nossos aliados, enquanto compartilhamos uma experiência de voo no helicóptero cargueiro pesado de nova geração da América”.

Em abril, vários senadores e representantes dos EUA apoiaram Israel para solicitar um acordo para o CH-53K. Embora o custo elevado da aeronave não tenha sido motivador para os membros do Congresso, a aquisição bem sucedida pode reduzir o preço.

A PMA-261 trabalha com parceiros internacionais através do programa de vendas militares estrangeiras para atender aos requisitos dos helicópteros de cargueiros pesados dos parceiros internacionais, informou a Navair.

Quanto mais helicópteros o governo vender para compradores internacionais, mais custos unitários são reduzidos para todos os usuários. A Navair informou ao Rortor and Wing  em março que o custo por unidade da aeronave era estimada em cerca de US $ 87 milhões na produção, sem incluir outros custos. O programa ficou sob escrutínio pelo alto preço.

Atualmente o programa conta com quatro protótipos em testes de voo e uma aeronave de testes terrestres. Juntos, eles registraram mais de 606 horas de voo, de acordo com a Navair.

O programa ainda está no caminho certo para alcançar a capacidade operacional inicial em 2019, que teria quatro aeronaves com equipes preparadas para o combate, capacitadas logisticamente para implantar a série de aeronaves. A Navair informou que o programa de registro do Departamento de Defesa dos EUA ainda exige 200 aeronaves do modelo.

https://www.youtube.com/watch?v=2PL_Sz0pVZM

 

Fonte: Rotorandwing

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Braço Forte Defesa Tecnologia

Equipe de robôs autônomos RoboIME sagrou-se campeã latino-americana de futebol de robôs (liga Small Size).

Rio de Janeiro (RJ) – A equipe de robôs autônomos RoboIME sagrou-se campeã  latino-americana de futebol de robôs (liga Small Size), no XVI Latin American Robotics Competition (LARC 2017), realizado na cidade de Curitiba–PR, no período de 07 a 11 de novembro.

Esta competição acadêmica é uma das etapas do consórcio RoboCup, cuja meta é fomentar a Inteligência Artificial por intermédio de uma aplicação lúdica, o futebol, e cujo principal desafio é realizar, até 2050, um amistoso entre um time de robôs e o campeão da Copa do Mundo.

Diversos grupos de pesquisa de renomadas instituições internacionais participam deste desafio, do qual a equipe RoboIME participa desde 2010 e, pela primeira vez, conquista o pódio. Esta equipe do IME é formada por alunos de graduação do Curso Básico (primeiro e segundo anos) e do Curso Profissional, das especialidades de engenharia mecânica, de eletrônica e de computação.

A participação do IME em eventos desse porte possibilita a atualização em tecnologias e metodologias que são pesquisadas pelas principais potências mundiais, como Estados Unidos, França, Alemanha, Canadá, China e Japão. Tais tecnologias são habilitadoras de sistemas autônomos e cooperativos, ou seja, veículos aéreos e terrestres não tripulados, com aplicação direta em projetos prioritários da Força Terrestre.

A competição, além de complexo desafio técnico, propicia ainda que os alunos desenvolvam diversos atributos da área afetiva típicos da Engenharia Militar do Exército Brasileiro, como: decisão; dedicação; equilíbrio emocional; iniciativa; persistência; criatividade; cooperação; liderança; organização; disciplina; e flexibilidade.

A equipe RoboIME contou com o apoio do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército Brasileiro, da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), da Fundação Ricardo Franco (FRF) e com o apoio técnico da Fábrica de Material de Comunicações e Eletrônica das Indústrias de Material Bélico (FMCE/IMBEL).

Fonte: Exército do Brasil

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Conflitos Destaques Estados Unidos Geopolítica Terrorismo

Trump declara Coreia do Norte patrocinadora do terrorismo

Parte da campanha americana para isolar Pyongyang em razão de seu programa nuclear, presidente diz que EUA voltarão a incluir regime em lista da qual já fazem parte Irã, Síria e Sudão. Novas sanções serão anunciadas.

Donald Trump, durante visita à Coreia do Sul no início do mês

Em mais um episódio da escalada de tensão entre Coreia do Norte e Estados Unidos, o presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (20/11) que decidiu incluir Pyongyang na lista de países patrocinadores do terrorismo, da qual já fazem parte Irã, Síria e Sudão.

Trump fez o anúncio durante uma reunião com membros de seu gabinete na Casa Branca, após retornar de uma viagem de quase duas semanas por cinco países da Ásia, incluindo Coreia do Sul. O programa nuclear e de mísseis norte-coreano foi um dos principais temas da agenda.

O líder americano explicou que a decisão desta segunda-feira faz parte de sua “campanha de pressão máxima” para isolar o regime da Coreia do Norte em razão de sua atividade nuclear.

Além disso, antecipou que novas sanções contra o país asiático serão anunciadas nesta terça-feira pelo Departamento do Tesouro americano. Segundo o presidente, tais sanções serão as de “nível mais alto” já impostas ao regime.

Para Trump, a decisão de incluir a Coreia do Norte na lista de patrocinadores do terrorismo “deveria ter ocorrido anos atrás”. Após figurar na relação por duas décadas – em razão de um bombardeio, em 1987, contra um avião sul-coreano que matou 115 pessoas –, o país foi removido da lista em 2008 pelo então presidente George W. Bush, como parte dos esforços para conter o  desenvolvimento do programa nuclear.

Em fevereiro, a Coreia do Sul havia pedido a Washington que voltasse a declarar Pyongyang patrocinadora do terrorismo em razão do assassinato de Kim Jong-nam, irmão mais velho do líder norte-coreano, Kim Jong-un, na Malásia.

Em seu anúncio, Trump apontou “atos de terrorismo” cometidos pela Coreia do Norte, incluindo assassinatos em solo estrangeiro, além de lembrar pessoas afetadas pela “brutalidade” do regime, como o estudante americano Otto Warmbier, que morreu dias depois de retornar aos EUA, em coma. Ele ficou preso durante 17 meses na Coreia do Norte.

As tensões e trocas de ameaças entre os governos em Pyongyang e Washington já se arrastam há meses. Mais recentemente, a turnê asiática de Trump gerou comentários irritados por parte da Coreia do Norte, que acusou o americano de estar “implorando” por uma guerra nuclear na península coreana.

Em passagem por Seul, Trump havia declarado que Pyongyang representa uma “ameaça global que requer ação global” e convocou todas as nações responsáveis, incluindo China e Rússia, a “exigir que o regime norte-coreano encerre seu programa nuclear”, que já incluiu o teste de uma bomba de hidrogênio e lançamentos de mísseis intercontinentais.

O presidente ainda alertou, na ocasião, que os EUA estão prontos para utilizar toda sua capacidade militar para impedir que a Coreia do Norte se torne uma potência nuclear.

Fonte: DW

 

 

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Documentário “Luz Verde no Convoo” – 100 Anos da Aviação Naval

 

 

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Argentina: Capitão Balbi porta-voz da Marinha fala sobre as buscas ao submarino ARA San Juan (S-42)

Enrique Balbi, porta-voz da Marinha argentina

 

Submarino ARA San Juan visto por dentro

 

https://www.youtube.com/watch?v=q1XgXy4dRJY

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Conflitos e Historia Militar Destaques História

20 de novembro de 1945: Início dos julgamentos de Nurembergue

Poucos meses após o fim da Segunda Guerra Mundial e do suicídio de Adolf Hitler, alguns de seus principais colaboradores sentaram no banco dos réus, em 20 de novembro de 1945, para serem julgados por crimes de guerra.

Banco do acusado – Primeiro a partir da esquerda: Hermann Göring, Rudolf Hoess, Joachim von Ribbentrop, Wilhelm Keitel e Ernst Kaltenbrunner. Atrás deles estão Karl Dönitz, Erich Raeder, Baldur von Schirach e Fritz Sauckel.

Nurembergue, novembro de 1945. A cidade na qual Hitler e seus cúmplices eram festejados anualmente nas convenções do partido nazista está destruída, como a maioria dos centros urbanos alemães. O prédio da Justiça na rua Fürther Strasse, no entanto, mal fora danificado. Ali, na sala 600 do Tribunal do Júri, reuniu-se de 20 de novembro de 1945 a 1º de outubro de 1946 o Tribunal Militar Internacional.

Já durante a guerra os Aliados haviam decidido levar a elite nazista ao banco dos réus quando o conflito terminasse. Desde outubro de 1942, a Comissão de Crimes de Guerra das Nações Unidas juntava provas e documentos e elaborava uma lista de crimes.

“Quando eu comecei, no ano de 1942, a trabalhar neste assunto nos Estados Unidos, meus colegas americanos me perguntavam: ‘Então, é tudo verdade? Podemos provar isto?’ E eu respondia que podíamos comprovar 100%. Em Nurembergue, pude ver mais tarde que as coisas não eram 100%, mas 105%. Eles mesmos deixaram por escrito, a começar por Hermann Göring”, recorda Robert Kempner, um jurista teuto-americano, que atuou na acusação em Nurembergue.

Lista de acusados

Em 20 de novembro de 1945, a audiência contra os principais criminosos de guerra foi aberta. A lista de acusados era um “quem é quem” do regime de Hitler: Hermann Wilhelm Göring, Rudolf Hess, Joachim von Ribbentrop, Robert Ley, Wilhelm Keitel, Ernst Kaltenbrunner…

Vinte e dois acusados proeminentes, entre eles três do estreito grupo de líderes em torno de Hitler: Martin Bormann, desaparecido desde o fim da guerra, Hermann Göring e Rudolf Hess, assim como os militares Keitel, Jodl, Raeder e Dönitz, e os ministros Ribbentrop, Frick, Funk e Schacht. A relação prosseguia: Alfred Rosenberg, que comandava a região leste ocupada, Hans Frank, governador-geral da Polônia, Arthur Seyss-Inquardt, comissário do Reich para a Holanda ocupada, Fritz Sauckel, que distribuía os escravos do nazismo, e Albert Speer, que como ex-ministro da Munição e das Armas recrutou vários trabalhadores forçados para as indústrias alemãs do setor.

Abertura

“O presidente do Tribunal abre a seção. Então, passa a palavra ao principal promotor americano. Sua voz soa como se estivesse distante. Os intérpretes murmuram atrás da divisória envidraçada. Todos os olhos estão voltados para os acusados… Agora estão sentados, no banco dos réus, a guerra, o pogrom, o rapto de pessoas, o assassinato em massa e a tortura. Gigantescos e invisíveis, eles estão sentados ao lado das pessoas acusadas”, descreveu o escritor Erich Kästner suas impressões. Ele foi um dos poucos alemães admitidos como observadores no julgamento.

A promotoria resumira em quatro pontos suas acusações:

  1. Conspiração contra a paz mundial;
  2. Planejamento, início e condução de guerra;
  3. Crimes e violações ao direito de guerra;
  4. Crimes contra a humanidade.

Lavando as mãos

Encerrada a leitura do libelo acusatório, os réus foram perguntados se consideravam-se “culpados” ou “inocentes”. Hermann Göring tentou dar uma longa declaração, mas foi interrompido pelo juiz.

Göring: “Antes que eu responda à pergunta do tribunal se eu me considero culpado ou inocente…”

Juiz: “Você deve declarar-se culpado ou inocente…”

Göring: “No espírito da acusação, eu me considero inocente”.

Os demais acusados também alegaram inocência, dentro do “espírito da acusação”. Todos declararam ter apenas obedecido ordens, não ter conhecimento dos crimes e empurraram toda a responsabilidade para o ditador morto. Nenhum defendeu a ideologia em nome da qual milhões foram atacados, escravizados e assassinados.

Fonte: DW

Edição: Plano Brasil

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Argentina diz que sinais captados não eram do submarino ARA San Juan

Após análise técnica, marinha argentina informa que chamadas de satélite detectadas no fim de semana não são da embarcação. Última comunicação foi na quarta-feira, e capitão mencionou pequena avaria.

 

A Marinha argentina revelou nesta segunda-feira (20/11) que as chamadas de satélite captadas no fim de semana, ao contrário do que se pensava, não são do submarino ARA San Juan. A última comunicação foi há seis dias, reportando falhas nas baterias.

A notícia de que, no sábado, a Marinha argentina havia detectado sete chamadas por satélite era um sinal de esperança de que os 44 tripulantes do submarino poderiam ser achados com vida.

“Recebemos o relatório da empresa que analisou os sinais; as sete tentativas de chamada não vieram do telefone via satélite do submarino”, afirmou um porta-voz da corporação.

O submarino de fabricação alemã, que fazia o trajeto entre Ushuaia e a Base Naval de Mar del Plata, fez seu último contato na quarta-feira da semana passada.

De acordo com Gabriel Galeazzi, porta-voz da Marinha em Mar del Plata, a embarcação veio à superfície na quarta-feira e relatou um “princípio de avaria” nas baterias. Mas não há nada, deixou claro, que permita relacionar o problema técnico ao desparecimento da embarcação.

O porta-voz disse que o pequeno curto-circuito mencionado pelo capitão é comum em submarinos: “Um submarino é uma cidade navegando, é algo normal que haja avarias.” A embarcação recebeu então a recomendação de se dirigir a Mar del Plata.

Tempestades no Atlântico Sul prejudicam os esforços de mais de uma dezena de embarcações e aeronaves da Argentina, Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e Chile que participam das buscas.

O San Juan é um dos três submarinos da frota argentina. Lançada em 1983, a embarcação foi produzida pelo antigo estaleiro alemão Thyssen Nordseewerke e tem 65 metros de comprimento e sete metros de largura. Entre 2007 e 2014, passou por reformas que prolongaram seu uso por mais 30 anos.

Fonte: DW

Edição: Plano Brasil

Submarino argentino desaparecido relatou mau funcionamento elétrico

Um submarino militar argentino relatou um mau funcionamento elétrico e voltava para a base quando desapareceu na semana passada no sul do Atlântico, disse um porta-voz naval nesta segunda-feira, dia em que tempestades complicaram os esforços de busca da embarcação e seus 44 tripulantes.

As esperanças de se encontrar o submarino ARA San Juan, que desapareceu na quarta-feira no litoral da Argentina, diminuíram nesta segunda-feira, quando a Marinha informou que as chamadas via satélite detectadas no final de semana na verdade não procederam da embarcação.

Mais de uma dúzia de barcos e aeronaves de Argentina, Estados Unidos, Reino Unido, Chile e Brasil se uniram aos esforços de busca. As autoridades se concentraram na verificação das águas pelos ares, já que as tempestades dificultaram a tarefa para os barcos.

Gabriel Galeazzi, um comandante naval, disse aos repórteres que o submarino veio à tona e comunicou um problema elétrico antes de sumir a 432 quilômetros do litoral.

“O submarino emergiu e relatou um mau funcionamento, e é por isso que seu comando terrestre ordenou que ele voltasse à sua base naval em Mar del Plata”, afirmou

Galeazzi disse que é normal submarinos sofrerem com o mau funcionamento dos sistemas. “Um navio de guerra tem muitos sistemas auxiliares, para que se passe de um para outro quando há uma pane”, explicou.

Familiares dos tripulantes se reuniram na base naval de Mar del Plata à espera de notícias.

Comunicações de satélite intermitentes foram captadas no sábado, e a Marinha disse que provavelmente partiram do submarino, mas na verdade o ARA San Juan enviou seu último sinal na quarta-feira, disse Enrique Balbi, porta-voz da Marinha.

Os chamados detectados “não corresponderam ao telefone via satélite do submarino San Juan”, afirmou ele nesta segunda-feira.

O ARA San Juan foi inaugurado em 1983, quando era o mais novo dos três submarinos da frota da Marinha. Construído na Alemanha, ele passou por uma manutenção em 2008 na Argentina.

Essa manutenção incluiu a substituição de seus quatro motores a diesel e seus motores elétricos de hélice, de acordo com a publicação especializada Jane’s Sentinel.

Fonte: Reuters

Edição: Plano Brasil

O que se sabe sobre submarino argentino desaparecido misteriosamente com 44 marinheiros

Submarino argentino está desaparecido desde o dia 15; barcos e aviões fazem buscas e governo diz que tripulação ainda tem comida e oxigênio para mais alguns dias.

A Marinha argentina afirmou nesta segunda-feira (20) que o capitão do submarino ARA San Juan, que desapareceu com 44 pessoas na quarta (15), informou em sua última comunicação que a embarcação estava com problemas de bateria e que havia apresentado um “curto-circuito”. O comando terrestre pediu, então, que o comandante retornasse imediatamente a Mar del Plata.

O submarino fazia o trajeto entre Ushuaia, na Patagônia, no extremo sul do continente, à base naval de Mar del Plata, ao norte. Ele se comunicou pela última vez na quarta-feira, quando estava a 432 km do ponto de partida da viagem.

O porta-voz da Marinha argentina, Enrique Balbi, disse que ainda há oxigênio e comida para a tripulação. Segundo ele, a embarcação tinha provisões para 15 dias e pode estar tanto na superfície quanto submersa, com ou sem propulsão. O submarino iniciou sua viagem na segunda-feira, dia 13.

No sábado (18), o Ministério da Defesa argentino informou que foram detectadas sete tentativas de chamada por satélite que poderiam ser do submarino, porém nesta segunda (20), a informação não foi confirmada.

O comandante da Marinha argentina, Gabriel Galeazzi, afirmou que as buscas continuarão até que a embarcação apareça.

Dez barcos e 11 aviões estão trabalhando nas buscas, segundo informou Balbi ao jornal La Nación. As condições meteorológicas na região das buscas não foram favoráveis nos últimos dias, com ventos fortes ajudando na formação de ondas de até 8 m de altura.

O Brasil enviou três navios da Marinha brasileira e disponibilizou dois aviões da Força Aérea Brasileira para as buscas. Os Estados Unidos e o Reino Unido, além de Chile, Peru e Uruguai, também ajudam nas buscas.

De origem alemã, o ARA San Juan é um dos três submarinos que a Marinha argentina tem e foi incorporado à frota do país em 1985.

AFP – Os três submarinos da Marinha Argentina, entre eles o ARA San Juan, que está desaparecido com 44 tripulantes

Resgate

Enquanto isso, o governo argentino segue treinando equipes para um possível resgate da tripulação quando o submarino for encontrado, informa o “La Nación”.

Uma câmara submarina de resgate foi transportada dos Estados Unidos para a Argentina. O equipamento pode submergir até 200 m e tem capacidade de resgatar seis pessoas por vez. O governo americano também está enviando um módulo de resgate pressurizado, que consegue salvar até 16 pessoas a cada vez que desce ao fundo do mar.

Tripulação

AFP – A argentina Eliana María Krawczyk é a única mulher a bordo do submarino ARA San Juan

Entre os 44 tripulantes está uma única mulher, Eliana María Krawczyk, de 35 anos. Segundo a imprensa argentina, ela é a primeira oficial de submarino do país e da América do Sul. O pai da oficial disse ao La Nación que apelidara a filha de “Rainha dos Mares”.

Na embarcação, ela ocupa o cargo de chefe de armas.

O nome do capitão do ARA San Juan também foi divulgado: Pedro Martín Fernández.

Fonte: BBC Brasil.com

Edição: Plano Brasil

 

 

 

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As imagens que mostram o programa secreto da Coreia do Norte ‘para submarinos com mísseis’

DIGITALGLOBE – Imagens de satélite mostram o que seriam evidências de que o país está implantado um programa de lançamento de mísseis a partir de submarino; acima uma balsa submersível de testes de lançamento (à esq) e o protótipo de um submarino classe SINPO

A Coreia do Norte segue um “agressivo cronograma para construir e implantar seu primeiro submarino operacional de mísseis balísticos”, de acordo com análises de novas imagens de satélite feitas pelo site especializado 38 North.

As imagens, divulgadas com legendas (em inglês), representam um forte alerta de que, além de desenvolver mísseis balísticos de alcance intercontinental – lançados a partir de terra -, a Coreia do Norte segue mantendo um programa para lançar um míssil de longo alcance a partir de um submarino.

O país já possui um protótipo de submarino e uma plataforma de lançamento submersível, da qual realizou uma série de testes. Mas as novas imagens mostram que há um trabalho significativo em andamento no estaleiro Sinpo, na costa leste do país, para expandir suas instalações. E há sinais de que outro porta-mísseis submarino pode estar em desenvolvimento.

Dois grandes objetos circulares, que podem ser partes do casco de pressão do submarino, aparecem nas imagens.

O tamanho estimado sugere que os objetos poderiam ser usados na construção de uma nova embarcação para suceder o protótipo do submarino classe SINPO.

As imagens de satélite também mostram um movimento contínuo, ao longo de 2017, de peças e componentes dentro e fora da área dos grandes salões da construção do estaleiro. Os pórticos e os guindastes de torre têm se movimentado regularmente, sugerindo “um programa de construção de navios prolongado e ativo”, de acordo com o 38 North.

DIGITALGLOBE – Acima, plataforma de teste que parece querer replicar condições de lançamento de míssil por casco de submarino

Também foi possível notar o avanço de trabalhos em uma outra plataforma de testes de mísseis – aparentemente feita para replicar o disparo de mísseis do casco de um submarino.

Mas é difícil avaliar, apenas a partir dessas imagens, o quanto o programa de mísseis submarinos da Coreia do Norte progrediu. Mas Mark Fitzpatrick, veterano especialista em controle de armas do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, disse à BBC que a tecnologia de mísseis lançados por submarinos daria à Coreia do Norte uma opção de resposta no caso de suas plataformas em terra serem destruídas em um ataque contra suas armas nucleares.

Fitzpatrick também observou que “até o momento, a Coreia do Norte surpreendeu os analistas e superou as expectativas em termos do ritmo do desenvolvimento de mísseis”.

Disparar um míssil de um submarino submerso, no entanto, traz vários desafios. E, até agora, a Coreia do Norte só usou a balsa de testes submersível e seu programa de mísseis marítimos continua longe de ser operacional.

O programa, no entanto, mostra a ambição da Coreia do Norte nessa área e é outra indicação de que ela não pretende desistir, pelo menos não agora, de seu arsenal nuclear.

DIGITALGLOBE – Peças visíveis em área de estaleiro e movimento regular de pórtico e guindastes sugerem “um programa de construção de navios prolongado e ativo”

Fonte: BBC Brasil.com

 

 

 

 

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Catapultas eletromagnéticas para porta-aviões: China tira mais um ‘trunfo’ dos EUA

A China desenvolveu sua própria catapulta eletromagnética para os porta-aviões, sendo que anteriormente os EUA eram o único país que usava esse tipo de equipamento. Fazendo isso, o país asiático tem como objetivo melhorar a capacidade de combate dos seus grupos aeronavais.

Engenheiros chineses testaram o protótipo da catapulta eletromagnética de fabricação nacional com aviões de combate J-15, afirmou o contra-almirante chinês Yin Zhuo à edição China Daily. O alto responsável militar especificou que os aviões efetuaram “milhares de decolagens” usando a catapulta.

As catapultas dos porta-aviões são utilizadas para dar um impulso extra à aeronave (o que não é necessário se a aeronave decola do chão), devido à pequena pista de aterrissagem dos porta-aviões. Anteriormente, esse impulso era produzido por vapor.

O dispositivo eletromagnético usa um cabo de aço que liga o avião à catapulta e o faz decolar. De acordo com a mídia, o uso da catapulta foi conseguido devido ao sucesso na produção de geradores de energia chineses que permitiu alcançar a potência necessária para usar o dispositivo.

Yin Zhuo adiantou, ademais, que o país asiático poderia alcançar os Estados Unidos neste campo tecnológico, desenvolvendo um sistema que os especialistas militares consideravam como uma tecnologia revolucionária.

O oficial general sublinhou que a China já possui tecnologias aprovadas, tanto de catapultas a vapor, como eletromagnéticas.

Fonte: Sputnik

 

 

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Conflitos Destaques Geopolítica Opinião

Erros da OTAN fará surgir aliança improvável entre Rússia, Turquia e Irã

 

Ultimamente, muitos eventos internacionais parecem tão absurdos que nos perguntamos: estamos perante o quê – uma infeliz combinação de circunstâncias, a prova de defeitos do sistema ou manipulações dos adversários?

A colunista da Sputnik, Irina Alksnis, relembra o recente caso relacionado com a Aliança Atlântica: na sexta passada, em 17 de novembro, se revelou que durante as manobras da OTAN na Noruega, no mapa de posições do “inimigo convencional” foram colocados os retratos do fundador da República da Turquia, Mustafa Kemal Ataturk, e do presidente atual do país, Recep Tayyip Erdogan.

“Foi um enorme escândalo. Os turcos retiraram 40 militares que estavam participando dos treinamentos. Os chefes da OTAN, tentando amenizar a confusão, pediram todas as desculpas possíveis ao presidente turco”, escreve a jornalista, adiantando que a culpa foi atribuída a um funcionário civil, com o qual o exército norueguês já rompeu todos os contratos.

Entretanto, sublinha Alksnis, isto não ajudou muito, já que Erdogan se recusou a aceitar as desculpas e comentou o acontecido em frases bem duras:

“Há erros que se cometem não apenas por idiotas, mas por canalhas. Esta questão não pode ser resolvida só com desculpas.”

Na sequência, o secretário-geral da OTAN reiterou as desculpas.

“Mesmo atuando de propósito, é pouco provável que se possa imaginar um método mais astuto e eficiente de desferir um golpe contra as relações entre a Turquia e a OTAN do que insultar o presidente e o fundador do atual Estado turco de modo tão refinado”, realça a colunista.

Vale ressaltar que as relações entre a Turquia e a Aliança (bem como todo o Ocidente) têm se agravado ao longo dos últimos anos. O número de fatores que geram discordância é cada vez maior, sendo cada vez mais difícil ultrapassá-los.

“Ademais, a Rússia e o Irã, antagonistas tradicionais da OTAN, aderiram à luta pela Turquia, ou seja, aos esforços para a atrair para o seu campo. De referir que ambos os países demonstram sucessos cada vez maiores nesse sentido”, escreve Alksnis.

Em resultado, não é de surpreender que o escândalo tenha provocado uma onda de declarações indignadas e o agravamento ainda maior da situação.

Por exemplo, em uma das suas entrevistas recentes, Erdogan duvidou da possibilidade de confiar na OTAN, citando a retirada dos mísseis estadunidenses Patriot no período de maior risco de ataques a partir do território sírio. Ao mesmo tempo, ele destacou a “hipocrisia” de alguns países ocidentais que se indignaram com a compra por Ancara dos complexos russos S-400.

Ao mesmo tempo, em 19 de novembro, na Turquia se deu um encontro trilateral entre os chanceleres russo, turco e iraniano, nas vésperas de um encontro semelhante em 22 de novembro, desta vez entre os próprios líderes dos países.

Deste modo, assinala a colunista, ficam cada vez mais claros os contornos de uma nova coalizão na região, entre países tradicionalmente rivais. Tal cenário parecia absolutamente irrealista apenas alguns anos atrás. Por isso, em tal contexto, um pequeno erro por parte da Aliança Atlântica será fatal.

Fonte: Sputnik

 

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Opinião

Opinião: A Alemanha em estado de choque

Poucos esperavam que a formação de um novo governo alemão fosse fracassar. Mas agora tudo é possível, desde um governo de minoria até a convocação de novas eleições, diz a editora-chefe da DW, Ines Pohl.

Depois do Brexit e de Donald Trump, agora esta: Angela Merkel falhou – pelo menos por enquanto – em formar um novo governo. Na estável e economicamente bem-sucedida Alemanha, o coração da Europa, o motor da União Europeia, oito semanas após as eleições federais é absolutamente incerto o que pode acontecer daqui para frente.

Pouco antes da meia-noite, Christian Lindner, o chefe do Partido Liberal Democrático (FDP, na sigla em alemão), anunciou que estava fora, fiel ao princípio melhor nenhuma aliança do que uma errada.

As palavras enérgicas foram precedidas por tenazes negociações para a formação de uma coalizão de governo, que eram desde o início mais um casamento por conveniência do que por amor. E que se embrenhou nos detalhes até o amargo fim, incapaz de transformar em ganho as diferenças entre os partidos envolvidos.

Pela primeira vez, o partido populista de direita AfD entrara no Parlamento alemão – e provocou um rebuliço nas habituais opções de formação de governo. Não há mais soluções fáceis quando se tem sete partidos no Parlamento. Com a recusa do Partido Social-Democrata (SPD) a repetir uma grande coalizão, Merkel se viu forçada, após 12 anos no poder, a entrar em negociações nas quais não tinha real poder de decisão, embora seu partido seja a principal força no Parlamento.

Fragilizada pelo desempenho fraco do próprio partido nas últimas eleições, o papel de Merkel nas negociações foi o de mera mediadora – e ela acabou fracassando. No fim, foi claramente o FDP que impediu Merkel de encontrar uma nova narrativa, uma ideia de aliança de governo que não fracassasse diante de certezas conhecidas, mas fosse capaz de enfrentar a nova realidade política de forma proativa, com coragem e novas ideias.

No centro do conflito estava e ainda está a abordagem da crise dos refugiados. A política liberal de Merkel acabou por fortalecer os populistas da AfD. E, no fim, é justamente aí que a formação de um novo governo deve ter fracassado.

Isso não prova que foi errado ajudar pessoas necessitadas, mas que não se conseguiu impedir que o apoio aos outros fosse visto como ameaça a si mesmo.

Ines Pohl

O fracasso em formar um governo mostra que também a Alemanha está passando por mudanças. E que mesmo o sucesso econômico não é capaz de impedir que as pessoas tenham medo de um futuro no qual refugiados rapidamente são transformados em campo de projeção das incertezas desse mundo globalizado.

Acordar nesta segunda-feira foi um choque, não apenas para a Alemanha, mas para toda a Europa. Porque temos diante de nós muitas semanas, talvez até meses, de incerteza.

  • Ines Pohl é editora-chefe da DW

Fonte: DW

 

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América do Sul

Piñera e Guillier disputam segundo turno no Chile

Ex-presidente Sebastián Piñera, da centro-direita, e senador Alejandro Guillier disputarão presidência. Primeiro turno é marcado por surpresas, incluindo crescimento da candidatura da socialista Beatriz Sánchez.

O ex-presidente Sebastián Piñera, que lidera a coligação de direita Chile Vamos, conquistou 36,62% dos votos

O ex-presidente Sebastián Piñera e o senador independente Alejandro Guillier disputarão o segundo turno da eleição presidencial no Chile, de acordo com os resultados oficiais do primeiro turno, disputado neste domingo (19/11).

Piñera, que lidera a coligação de centro-direita Chile Vamos, conquistou 36,62% dos votos, um resultado abaixo do esperado. Antes da votação, pesquisas indicavam que ele ficaria com cerca de 44% dos votos.

Com 22,66%, Guillier, de centro-esquerda, teve sua posição ameaçada pela surpreendente votação da socialista Beatriz Sánchez, que obteve 20,31% dos votos. Ela encabeça uma coalizão de partidos alternativos e movimentos sociais chamada Frente Ampla. As pesquisas davam a ela apenas 12%.

“Estamos contentes porque esta noite conseguimos um grande resultado eleitoral e, sobretudo, porque abrimos as portas que vão nos conduzir a tempos melhores”, afirmou Piñera. Ele agradeceu o apoio do candidato ultradireitista José Antonio Kast, que havia antecipado seu apoio no segundo turno. Com 7,9% dos votos, Kast pode ser uma explicação para o desempenho do candidato do Vamos ter ficado aquém do esperado.

“Precisamos resgatar a liderança, o dinamismo e o progresso que nos arrebataram”, disse Piñera, que governou o país entre 2010 e 2014. Ele manifestou seu compromisso de “trabalhar lado a lado com cada um dos parlamentares” e assegurou que será “o presidente de todos os chilenos”.

O senador e jornalista Alejandro Guillier, que defende as reformas realizadas pela presidente Michelle Bachelet

Guillier, um jornalista e sociólogo que lidera a aliança Nova Maioria, consolidou-se como a opção da esquerda para frear uma possível vitória da direita no segundo turno, em 17 de dezembro. Sua candidatura se apresenta como garantia de continuidade das reformas iniciadas pela presidente Michelle Bachelet, prometendo aprofundá-las. “A direita não acredita na gratuidade da educação, pois, assim como a saúde, eles a veem como um negócio”, disse o candidato, defendendo as reformas.

O fato de haver três candidatos do setor progressista com uma votação significativa – Sánchez, a democrata-cristã Carolina Goic e o progressista Marco Enríquez-Ominami – faz Guillier pensar que é possível superar o candidato da direita no segundo turno. “Com especial carinho e emotividade quero agradecer Beatriz Sánchez e Carolina Goic”, disse o candidato, em alusão aos parabéns recebidos das duas oponentes mulheres.

Guillier também agradeceu o apoio explícito a sua candidatura do ex-presidente Ricardo Lagos, que perdeu para o jornalista a indicação do Partido Socialista em abril passado.

Mudanças no cenário político

A eleição acontece sob égide a de uma nova legislação eleitoral, a chamada Lei d’Hondt, que acaba com o chamado sistema binominal e estabelece um critério de divisão proporcional.

A proporcionalidade do novo modelo favorece o surgimento de formações menores, em detrimento dos dois grandes blocos, a direita e a centro-esquerda, que historicamente dominaram o Congresso.

Com a nova lei, o Parlamento que tomará posse em março de 2018 passará a ter 155 membros em vez de 120. A coalizão de direita Chile Vamos, após eleger 71 parlamentares, aumentará sua participação de 35,8% para 46%.

Os direitistas ampliaram sua base também no Senado, aumentando de 13 para 19 o número de representantes na casa, ou seja, 44,1% do total. Das 38 cadeiras, 25 estavam em disputa nas eleições.

A Nova Maioria de Guillier perdeu 4 das 61 cadeiras que possuía no Parlamento, ficando com 37% de participação. Já a Frente Ampla de Sánchez passará de apenas três para 21 parlamentares, ou seja, 14% do total.

Fonte: DW