Defesa & Geopolítica

EUA buscam diplomacia direta com Coreia do Norte apesar da rejeição de Trump

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Por Arshad Mohammed e Matt Spetalnick

Os Estados Unidos estão buscando discretamente a via da diplomacia direta com a Coreia do Norte, disse uma autoridade de alto escalão do Departamento de Estado norte-americano na terça-feira, apesar da afirmação pública do presidente dos EUA, Donald Trump, de que tais conversas são perda de tempo.

Usando o chamado “canal de Nova York”, Joseph Yun, negociador norte-americano para a Coreia do Norte, vem fazendo contato com diplomatas da missão de Pyongyang na Organização das Nações Unidas (ONU), disse a autoridade.

Embora o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, tenha dito em 17 de outubro que continuará os “esforços diplomáticos… até a primeira bomba cair”, os comentários da autoridade à Reuters foram o sinal mais claro de que os EUA estão debatendo diretamente questões que vão além da libertação de prisioneiros norte-americanos, apesar de Trump ter rotulado tais conversas como improdutivas.

Mas não há sinal de que as comunicações de bastidores tenham melhorado um relacionamento exasperado pelos testes nucleares e de mísseis balísticos norte-coreanos, pela morte do estudante universitário norte-americano Otto Warmbier dias depois de ser solto por Pyongyang e pela detenção de três outros norte-americanos.

Uma troca de insultos beligerantes entre Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, despertou temores de um conflito militar.

As notícias sobre um engajamento discreto com o regime chegaram a despeito dos comentários de Trump, dos avanços dos programas de armas da Coreia do Norte e das insinuações de algumas autoridades dos EUA e da Coreia do Sul de que as interações de Yun com os norte-coreanos foram refreadas.

“Elas não foram limitadas de forma nenhuma, nem na frequência nem na substância”, disse o funcionário do Departamento de Estado.

Entre os pontos que Yun abordou com seus interlocutores norte-coreanos está “parar de testar” bombas nucleares e mísseis, afirmou o funcionário.

No início da Presidência de Trump, as instruções de Yun se limitavam a procurar a libertação de prisioneiros de seu país.

“Agora é um mandato mais amplo”, segundo a autoridade do Departamento, que não quis dizer se foi concedida autorização para tratar do programa nuclear e de mísseis de Pyongyang.

Reportagem adicional de Patricia Zengerle

Fonte: Reuters

Edição: Plano Brasil

 

4 Comments

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  2. Nada como ter armas atomicas e a capacidade de levar las onde um deseja. (ou falta pouco para isso)

  3. Cyber Warfare Officer says:

    Galera não apreendeu ainda, diplomacia f-a-l-h-o-u, CN não tem motivo algum pra faze-la, dentro de alguns anos vamos ter uma “mini-china” o que vai ser muito benéfico pra eles, e péssimo pro ocidente e o mundo.

  4. podem me chingar , mas o mundo ainda vai se curvar para a coreia do norte , escrevam isso , o cara e chamado de doidao mas de doido nao tem nada ,, doido sou eu que tenho que escolher entre aecios e lulas pra comandar este pais que tem nome de pau …kkkk brincadeira , apesar de tudo eu amo este paisinho cheio de problemas. mas amo.

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