Defesa & Geopolítica

Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC) brasileiro é recebido na França

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Em 2017, o Brasil contará com um novo sistema de comunicação por satélite, capaz de abrigar o tráfego de informações das Forças Armadas e ainda permitir a ampliação da banda larga, tornando possível, desta forma, o acesso mais rápido e eficaz à Internet para brasileiros de regiões longínquas.

Nesta quinta-feira (01/12), o ministro da Defesa, Raul Jungmann, junto com o presidente da Telebras, Antonio Loss, recebeu o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), dedicado às comunicações do governo brasileiro e integralmente controlado pelo Brasil. O evento ocorreu em Cannes, no sul da França, onde fica a sede da Thales Alenia Space (TAS), empresa fornecedora do equipamento.

“Esse Satélite está pronto e, quando for lançado em órbita, em 2017, terá a função civil, que é levar a banda larga a todos os brasileiros, acabando, assim, com a exclusão. Na área militar, vai nos assegurar a soberania e impedir que ocorram casos de espionagem. Isso tudo representa um grande salto de inclusão social do Oiapoque ao Chuí, da Cabeça do Cachorro a Fernando de Noronha”, disse o ministro.

Para acompanhar a etapa final de entrega deste importante equipamento, Jungmann embarcou para a França acompanhado do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, e de assessores e auxiliares envolvidos no projeto do Satélite. Recebido oficialmente da empresa Thales Alenia, o equipamento, agora, passa por processo de embalagem e, até o primeiro trimestre de 2017, chegará a Kourou, na Guiana Francesa. É de lá que o Satélite será colocado em órbita, no próximo dia 21 de março, conforme previsão do grupo responsável pelo desenvolvimento do equipamento.

Em Cannes

O ministro da Defesa desembarcou em Nice, cidade próxima a Cannes, no sul da França, no final da tarde de quarta-feira (30). À noite, a delegação brasileira participou de cerimônia e o ministro Jungmann se reuniu com executivos da Thales Alenia Space.

Na manhã desta quinta-feira (1º), a comitiva seguiu para a sede do grupo francês, onde conferiu a apresentação do projeto SGDC, bem como a exibição de filme que mostra a participação de um grupo de 51 engenheiros e técnicos brasileiros envolvidos na troca de experiências tecnológicas sobre o desenvolvimento do Satélite e de suas funções.

A reunião foi comandada por Bertrand Maureau, um dos principais executivos do grupo Thales. “Quero afirmar aqui que conseguimos realizar este trabalho em parceria com engenheiros e empresas brasileiras. A partir de agora, nossa estratégia é incluir empresas em outras cadeiras, assegurando a integração total”, afirmou Bertrand.

Em seguida, o grupo entrou na chamada sala limpa, local onde o Satélite se encontrava pronto para o acondicionamento em contêineres. A próxima etapa é o translado para a Guiana Francesa. Se as previsões se confirmarem, o equipamento será lançado em 21 de Março e permanecerá cerca de 60 dias em teste, entrando em operação definitiva no final do primeiro semestre do próximo ano.

A expectativa da Thales é de que o governo brasileiro proceda a encomenda de um segundo satélite, assunto que ainda está em discussão. Para as autoridades brasileiras, o importante é fechar mercado para canalizar toda a comunicação neste equipamento. Atualmente, as Forças Armadas utilizam os satélites Star One, da Embratel, empresa privada. Com a operação do SGDC, as comunicações militares deixam o equipamento da multinacional, ficando apenas com o satélite sobressalente.

Satélite Geoestacionário


O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e envolve investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões. O Satélite, adquirido pela Telebras, terá uma banda KA, que será utilizada para comunicações estratégicas do governo e implementação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), e uma banda X, que corresponde a 30% do equipamento, de uso exclusivo das Forças Armadas. O Ministério da Defesa investiu cerca de R$ 500 milhões para utilização da banda X pelos próximos 18 anos, tempo de vida estimado do produto.

Com isso, o Brasil passará a fazer parte do seleto grupo de países que contam com seu próprio satélite geoestacionário de comunicações, não tendo mais a necessidade de alugar equipamentos de empresas privadas, o que vai gerar uma economia significativa aos cofres públicos e maior segurança em suas comunicações.

Além disso, por ampliar a segurança das comunicações de defesa, o SGDC expandirá a capacidade operacional das Forças Armadas, por exemplo, em operações conjuntas nas regiões de fronteira terrestre, em eventuais operações de resgate em alto mar e ainda no controle do espaço aéreo.

“Esse primeiro satélite representa um salto enorme em termos de comunicações de defesa, ampliará a nossa capacidade de forma segura e, por isso, representa um enorme avanço ao País”, ressaltou o ministro da Defesa.

Além de assegurar independência e soberania nas comunicações de defesa, o Satélite, assim como todos os projetos estratégicos das Forças Armadas, não se restringiu à mera aquisição do equipamento. O acordo firmado com a França envolveu largo processo de absorção e de transferência de tecnologia. Na parte de absorção, houve o envio de mais de 50 profissionais brasileiros para a sede da Thales, em Cannes e Toulouse, na França. São especialistas oriundos de órgãos como Ministério da Defesa, Agência Espacial Brasileira (AEB), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e das empresas Visiona e Telebras.

Esses profissionais, engenheiros e técnicos, puderam aprender a operar o Satélite e a realizar o controle do equipamento em solo, que será feito por militares a partir do 6º Comando Aéreo Regional (VI COMAR) da Aeronáutica, em Brasília, e da Estação Rádio da Marinha, no Rio de Janeiro.

Na etapa de transferência de tecnologia, empresas nacionais poderão concorrer e, se selecionadas, serão capacitadas pela Thales Alenia Space a desenvolver satélites da mesma classe. A aquisição do equipamento ocorreu após uma competição internacional, via contrato com a Visiona, uma joint venture entre a Telebras – estatal federal do setor de telecomunicações – e a Embraer – empresa privada líder nos setores aeroespacial e de defesa. A criação da Visiona, em 2012, corresponde a uma das ações selecionadas como prioritárias no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) para atender aos objetivos e às diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE) e da Estratégia Nacional de Defesa (END).

Além do comandante da Aeronáutica e do presidente da Telebras, também acompanharam o ministro da Defesa na viagem à Cannes o chefe de Assuntos Estratégicos do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), brigadeiro Alvani Silva, o secretário de Produtos de Defesa, Flávio Basilio, o chefe da Assessoria Parlamentar do Ministério da Defesa, general Marco Rosa, o embaixador Paulo César de Oliveira Campos, além de executivos da Visiona e da Embraer.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: MD, via FAB

9 Comments

  1. Pliniomarcos says:

    Parece bom demais para ser verdade, de fato esse satélite dificultará a espionagem, mas ingenuidade é acreditar que será completamente seguro. Primeiramente, foi construído na França por uma empresa francesa, então deve sair de fábrica com um sistema secundário escondido no software. Tratando de espionagem, os franceses podem até a repassar informações pros americanos pelo preço certo. Mas se tratando de sabotagem, o Brasil já é bem assistido, temos os políticos, a política Federal, o ministério público, a nossa empresa golpista… As influência externa é só um incremento ao que já é corrupto e corrompivel por natureza.

  2. wandfig says:

    O Brasil tem que aprender a lançar e não somente construir visto que temos uma das melhores bases de lançamentos do mundo , já que houve a transferência de tecnologia,basta o Brasil construir outros em solo brasileiro com novos avanços tecnológicos e alguns exclusivo para as forças armadas e nacionalizar o máximo das peças possíveis com isso dificultaria qualquer ameaça de infiltração e roubo de dados.

    • hack.3000 says:

      pois é mais o brasil deixaram hackear o foguete 5 dias antes do lançamento
      o pior sabe qual sistema que eles utilizaram como base no sistema de lançamento se eu falar vcs não vao acreditar Windows
      acredite se quiserem

  3. BR says:

    Está é uma ótima notícia sem dívida ,mas como falou o nossa amigos ,aqui nos comentários ,e ingenuidade de pensar que o satélite e totalmente seguro ,com certeza terá um sistema secundário ,ou seja janelinhas que roubam informações ,cabe ao Brasil e nossos engenheiros ,aprenderem a construir los ,e utilizar material de fabricação nacional ,feitos por braseiros ,aí sim poderá ser chamado de quase 100% seguro,alem disso devemos ,além de fabrica los,devemos lançar eles tbm,obviamente tomando tds os cuidados possíveis e aumentar a segurança nas regiões de lançamentos ,com o objetivo de evitar sabotagens ,assim garantiremos nosso aprendizado e evolução na segurança e construção ,e lançamento,absorcao de tecnologias ,e etc.

  4. LORDELO says:

    Parabéns ao Brasil.

  5. MAGOGUE says:

    Notícia atrasada Brasilis ja teria condições capacidade de lançar seus próprios satélites e outra já era para anteontem ter seu próprio SGDC.
    Cuidado com as backdoor, mas BR é especialista em esperar, até os Hermanos já tem seu próprio SGDC passaram na frente he he.

    • Luis says:

      No Brasil esquerdista, demonstrar força, capacidade e garra é um exercício de empreendedorismo horroroso a vista da cultura coitadista nacional. Temos que ser eternos coitadinhos mendigando tecnologia a países solapadores do nosso desenvolvimento ou então nossa tecnologia tem que se ater apenas ao agronegócio e a como melhorar os berinbaus e tambores usados nas nossas “lindas” manifestações culturais afroindígenas politicamente corretas.

  6. Athos says:

    É chato ver estes golpistas posarem para foto nos projetos BANCADOS pelo governo deposto.

    Esse não deu para cancelar….colocando a culpa no partido ainda….. então tiram fotos.

    • Luis says:

      Bancados na verdade com dinheiro do herário PÚBLICO. Se o pARtIDO colocasse dinheiro seu no projeto, ai sim, poderia reivindicar paternidade do projeto. O resto é simples xororô.

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