Defesa & Geopolítica

Irã tem novo método de enriquecimento de urânio, diz instituto

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Sugestão: Gérsio Mutti

VIENA (Reuters) – O Irã começou a usar equipamentos extras, instalados neste ano, para enriquecer urânio de forma mais eficiente, a despeito das sanções das Nações Unidas (ONU) ao país, informou nesta sexta-feira uma entidade ocidental.

O Instituto para a Ciência e a Segurança Internacional afirmou em seu site que Teerã passou a usar uma segunda “cascata” (conjunto) de centrífugas nucleares na usina-piloto de Natanz. O instituto não revelou a fonte de sua informação.

O Irã já vinha enriquecendo urânio e, em fevereiro, anunciou que conseguiria elevar a 20 por cento o grau de pureza do material obtido, suficiente para uso em reator de pesquisas médicas.

Os Estados Unidos e seus aliados temem que o Irã se encaminhe para enriquecer urânio até mais de 90 por cento, grau necessário para o uso em armas. O Irã nega essa intenção.

Analistas dizem que a única “cascata” que vinha sendo usada no enriquecimento a 20 por cento era ineficiente, porque gerava uma grande quantidade de urânio baixamente enriquecido, junto com o material altamente enriquecido.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) já havia relatado que o Irã tinha instalado uma segunda “cascata”, mas não havia começado a usá-la.

O segundo conjunto de centrífugas permite que o subproduto do primeiro processamento seja reaproveitado, maximizando o trabalho.

Diplomatas ocidentais já disseram no passado que a segunda “cascata” poderia ser reconfigurada para a produção de urânio altissimamente enriquecido para uso em bombas. A nota do instituto corrobora essa preocupação.

“As atuais ações do Irã, embora superficialmente justificadas por razões civis, principalmente, fazem sentido no contexto de aprender a fazer quantidades significativas de urânio altamente enriquecido de forma suficiente”, diz o texto.

O Irã afirma que teve de partir para o enriquecimento a 20 por cento por causa da recusa de o Ocidente em aceitar o acordo mediado, em maio, pelo Brasil e pela Turquia para que o país enviasse urânio baixamente enriquecido ao exterior, e, em troca, pudesse receber o combustível para o seu reator de pesquisas médicas.

A proposta foi lançada inicialmente em outubro de 2009, mas, quando foi aceita por Teerã, as potências ocidentais consideraram que já era tarde demais e aprovaram um quarto pacote de sanções da ONU a Teerã.

(Reportagem de Sylvia Westall)

Fonte: Reuters

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