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Três novos reforços às Forças Aeroespaciais da Rússia em 2017

O ano de 2017 será lembrado como importante para a indústria russa de construção de aviões, com reforços substanciais às Forças Aeroespaciais do país como o novo caça MiG-35, o bombardeiro estratégico Tu-160M2 e o “radar voador” A-100.

MiG-35

A estreia mais importante do ano é o caça da geração 4++ MiG-35, de acordo com especialistas militares.

O avião de combate super manobrável foi desenvolvido para substituir todas as aeronaves MiG-29 das Forças Aeroespaciais russas.

Ela será usada durante operações terrestres para proteger tropas e aviões-bombardeiros. O MiG-35 será empregado especialmente  em conjunto com o bombardeiro Su-34.

Graças a seus novos motores, o MiG-35 pode atingir uma velocidade de 2.700 km/h e seus pilotos podem executar acrobacias aéreas.

“O MiG-35 representa uma modernização profunda do MiG-29. O novo caça pode utilizar todos os tipos de armamentos existentes, incluindo armas a laser (de energia dirigida). O avião foi projetado para participar de combates de alta intensidade, inclusive em áreas com sistemas de defesa antiaérea”, explica o chefe do laboratório de Mecânica e Sistemas de Energia da Universidade de Tecnologia de Informação, Pável Bulat.

O MiG-35 pode levar até 6,5 toneladas de munição. Graças aos novos avanços, o avião pode seguir até 30 alvos aéreos e atacar até seis alvos simultaneamente a uma distância de até 130 quilômetros.

Especialistas afirmam que a unidade do MiG-35 custará cerca US$ 16,8 milhões, uma das principais vantagens da aeronave russa, já que o Rafale, produzido pela França, custa o dobro.

O MiG-35 foi criado principalmente para exportação, especialmente a países que usam ativamente o caça de quarta geração MiG-29, de acordo com o editor-chefe da revista “Arsenal da Pátria”, Víktor Murakhôvski.

Tu-160M2

Este bombardeiro é a repaginação do maior bombardeiro estratégico do mundo, o Tu-160, também conhecido como “Cisne Branco”.

Este novo avião pode atingir uma altura de 18 quilômetros e quase entra nas primeiras camadas da estratosfera, onde passa a ser inatingível para todos os sistemas de defesa aérea existentes.

De acordo com o vice-diretor da Tupolev, Valéri Solozobov, o novo Tu-160M2 é um veículo completamente novo, embora o design interior do “Cisne Branco” tenha sido mantido.

O novo bombardeiro estratégico recebeu novos sistemas de navegação, armas de guerra radio-eletrônica e novos mísseis e bombas, ambos guiados e não guiados.

O avião poderá receber diferentes tipos de armamentos, nucleares e convencionais, entr eles os novos mísseis de longo alcance X-101 e X-555, que podem atingir alvos a até 2.000 km de distância.

O Tu-160M2 também lançar todos os tipos de bombas, inclusive as de fragmentação, navais, de perfuração e de perfuração de concreto.

O avião é um modelo de transição até que a Rússia crie o bombardeiro de nova geração PAK DA, cujo primeiro voo deverá ser realizado no início da década de 2030.

A-100

Neste ano, a Rússia finalmente finalizou os testes do novo avião de reconhecimento e detecção por radar a grandes distâncias A-100 Premier, há muito aguardado pelas Forças Aeroespaciais.

O A-100 foi criado com base no cargueiro modernizado IL-76MD-90A. Em comparação a seu antecessor, o avião teve a fuselagem alongada, foi dotado de novos motores mais econômicos, localizados sob as asas, e os dispositivos analógicos deram lugar a displays multifuncionais.

O novo avião é projetado para detecção, identificação e rastreio de alvos aéreos, terrestres ou que estejam na superfície da água, e para o gerenciamento de todos os tipos de caças, bombardeiros, aviões de ataque terrestre, aeronaves especiais e drones.

Fonte: Russia Beyond

 

 

 

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Parlamento do Irã vota a favor de reconhecer Jerusalém como “a eterna capital da Palestina”

Em uma rejeição simbólica da declaração do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre Jerusalém, os legisladores iranianos votaram nesta quarta-feira (27) para reconhecer a cidade disputada como a capital palestina.

Com 207 de 290 votos a favor, o projeto de lei aprovado reconhece Jerusalém como “a eterna capital da Palestina”, informa a Newsweek.

Ali Larijani, presidente do parlamento do Irã, qualificou a votação como “importante” tendo em conta a decisão de Trump, anunciada em 6 de dezembro, de transferir a embaixada dos EUA para Jerusalém e reconhecê-la como a capital de Israel.

“Trata-se da resposta à recente decisão dos EUA de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel que insultou todos os muçulmanos”, declarou Larijani, citado pela agência de notícias estatal turca Anadolu.

Os palestinos insistem que Jerusalém Oriental seja a capital do seu futuro estado, onde se situa Haram esh-Sharif (Santuário Nobre, para os muçulmanos), o terceiro lugar mais sagrado no Islã. Trata-se de um lugar disputado por muçulmanos e judeus, que se referem a ele como o Monte do Templo, um dos locais mais sagrados do judaísmo.

A decisão de Trump desencadeou uma onda de protestos em todo o mundo muçulmano, alterando a tendência enraizada da política externa dos EUA em relação ao conflito israelo-palestino, e ignorando as múltiplas advertências sobre as consequências de sua decisão. O anúncio fez com que o grupo palestino Hamas, apoiado pelo Irã, reagisse ao declarar o início da terceira intifada palestina.

Fonte: Sputnik

‘Principal inimigo’: líder supremo do Irã promete ‘decepcionar os EUA em todas as arenas’

O supremo líder iraniano, aiatolá Ali Khamenei, criticou o governo dos EUA, prometendo “decepcionar” o país, que ele qualificou de “inimigo principal” do Teerã, “em todas as arenas”.

© AP Photo/ Sem credencial

Segundo o aiatolá, as esperanças dos EUA que o Irã recue ou enfraqueça são “inúteis”.

O aiatolá acredita que a posição do atual presidente estadunidense em relação a Teerã não dará certo, porque  “[o presidente dos EUA entre 1981 e 1989, Ronald] Reagan foi mais sábio e poderoso do que [o presidente atual Donald] Trump. Os norte-americanos tomaram medidas contra o Irã: eles derrubaram um dos nossos aviões de passageiros. Mas onde está Reagan, e quão poderosa é a República Islâmica agora?”.

Deste modo, Khamenei comentou a tensão entre os dois países em 1988, quando um navio norte-americano abateu um avião comercial iraniano sobre o golfo Pérsico, matando 290 pessoas a bordo.

O aiatolá também acusou o governo dos Estados Unidos de apoiar o Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia) e falou sobre a decisão controversa de Trump de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel que provocou críticas na comunidade internacional.

Na opinião do líder supremo do Irã, a decisão em questão foi tomada “por desespero e debilidade”, acrescentando que “suas mãos estão atadas e não podem alcançar seus objetivos” em relação à Palestina.
A declaração foi feita após o parlamento iraniano ter votado a favor de anunciar Jerusalém como a “capital eterna da Palestina”.

O voto “é uma resposta à recente decisão dos EUA de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel esperando dar um golpe nos muçulmanos”, afirmou o presidente do parlamento do Irã, Ali Larijani, citado pela agência turca Anadolu.

Fonte: Sputnik

 

 

 

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Aviões dos EUA na Síria estiveram várias vezes na mira do sistema de defesa antiaérea S-300

Aviões militares dos EUA que operavam na Síria estiveram várias vezes na mira do sistema de defesa antiaérea S-300V4, disse em entrevista ao jornal Izvestia o chefe das Tropas de Defesa Antiaérea, tenente-general Aleksandr Leonov.

“Como parte de nossas missões de combate, por diversas vezes os aviões de reconhecimento estratégicos e bombardeiros da Força Aérea dos EUA foram detectados e seguidos automaticamente [pelo sistema de defesa antiaérea S-300]”, disse o militar ao Izvestia.

Segundo ele, o sistema foi implantado na Síria em 2016 para “expandir a zona de controle do espaço aéreo no leste da Síria”, assim como proteger as bases em Hmeymim e Tartus.

O general russo sublinhou que os pilotos estadunidenses “reagiram de forma bastante nervosa” quando os sistemas S-300 os acompanharam a uma distância de 200-300 quilômetros.

O sistema de defesa e seu pessoal cumpriram com sucesso todas as missões e voltaram às suas bases permanentes em junho passado.

Mais cedo, a mídia informou que o sistema de defesa aérea russo Pantsir-S1 tinha interceptado dois mísseis, lançados por militantes contra a base russa de Hmeymim. O sistema russo conseguiu derrubar dois mísseis, um outro explodiu antes de alcançar o alvo.

Fonte: Sputnik

Edição: Plano Brasil

 

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2018 pode marcar surgimento de várias ‘Rotas da Seda’

Japão, Índia e Coreia do Sul já estão planejando alternativas ao projeto da China, disse o doutor Carlos Moneta. O especialista realizou, além disso, um balanço de 2017, na Ásia.

© AFP 2017/ Greg Baker

No plano econômico, disse que esses países mantêm as taxas de crescimento mais altas do mundo. O geopolítico também analisou as tensões e as iniciativas de integração.

“Do ponto de vista econômico, foram mantidos bons níveis de crescimento. China esteve entre 6 e 7%. Para Índia, Coreia e Japão, houve variações, mas os valores são bons, e o Sudeste também cresce, em média de 5%. Em termos muito gerais, pode-se dizer que os principais países e grupos mostraram bons resultados”, assegurou Carlos Moneta, doutor em relações internacionais e em ciências sociais e professor da Universidade Nacional de Tres de Febrero (Buenos Aires). Não obstante, a região apresentou rispidez no plano político e geoestratégico.

Moneta se referiu a uma importante alteração na China com a consolidação de Xi Jinping como líder.

“Há um ponto de ruptura na política externa. Passa-se da estratégia de Deng Xiaoping de esconder a cabeça, para a atual de mostrar uma China forte e poderosa, com um novo papel internacional, com uma presença mais afirmativa em diferentes cenários. A ponta da lança é o projeto da Rota da Seda. Através dele, propõe-se assegurar e promover o comércio, mas também asseguram que vai contribuir para a governança mundial e a formação de uma nova ordem.”

O cenário se torna ainda mais complexo ao observar que “não há uma única Rota da Seda, mas várias”: Coreia do Sul também tem a sua “Rota da Seda”, o Japão e a Índia, que têm avançado nos diálogos entre os primeiros-ministros Shinzo Abe e Narendra Modi e há outros casos, ressalta o professor à Sputnik Mundo.

Para finalizar, o especialista falou sobre a importância dos laços da Ásia com países como Argentina, Brasil, Peru e Chile, que querem entrar no Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura. “Isso é fundamental, porque entrar nele significaria para o setor público e privado entrar em um mundo do conhecimento que carecemos completamente.”

Fonte: Sputnik

 

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América do Sul Geopolítica Negócios e serviços Rússia

Petrolíferas de Venezuela e Rússia assinam acordo energético

Rosneft já emprestou bilhões de dólares à venezuelana PDVSA. Igor Sechin, presidente da semiestatal russa, também se encontrou em Havana com presidente Raúl Castro.

Venezuela e a Rússia mantêm importante relação desde a presidência de Hugo Chávez

A empresa estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) assinou neste sábado (16/12) acordos sobre energia e gás natural com a companhia petroleira semiestatal russa Rosneft, informou o governo do presidente Nicolás Maduro.

Numa série de mensagens publicadas no Twitter, a PDVSA informou que o presidente da Rosneft, Igor Sechin, selou acordos com o ministro de Petróleo e chefe da petrolífera venezuelana, Manuel Quevedo, na presença do chefe de governo do país.

Embora nem os ministros nem o presidente venezuelano tenham feito declarações, o canal estatal VTV mostrou imagens da reunião entre Sechin, Quevedo, Maduro e outras autoridades. Segundo a agência estatal AVN, os acordos assinados neste sábado estão relacionados “com o bônus de pagamento entre Rosneft e PDVSA, que são sócias em cinco empresas mistas”.

A Venezuela e a Rússia mantêm uma importante relação que começou com a presidência de Hugo Chávez (1999-2013), e que Maduro buscou fortalecer. A Rosneft já emprestou bilhões de dólares à PDVSA.

Na noite de sábado, Igor Sechin igualmente se encontrou em Havana com o presidente cubano, Raúl Castro. A Rosneft também mantém acordos de cooperação com Cuba para exploração de petróleo.

Fonte: DW

 

 

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Que força está escondida por trás do escudo balístico da Coreia do Norte?

Enquanto os EUA estão aumentando cada vez mais a pressão sobre a Coreia do Norte, seu líder, Kim Jong-un tem à sua disposição muitas armas puramente convencionais para responder brutalmente aos EUA e seu aliado, Coreia do Sul, escreve o The National Interest.

© REUTERS/ KCNA

Vários analistas prestam muita atenção ao arsenal balístico da Coreia do Norte enquanto a ameaça real para Washington e Seul provém da artilharia pesada e das forças de operações especiais norte-coreanas que podem causar grandes danos, escreve o jornalista Dave Majumdar, em seu artigo para o jornal The National Interest.

“Coreia do Norte segue mantendo sua posição militar capaz de realizar um ataque surpresa a qualquer momento. Em particular, os canhões autopropulsados de 170 mm e os sistemas de lança-foguetes múltiplos de 240 mm podem dirigir fogo massivo contra a área da capital nacional de Seul…” reporta o documento oficial publicado pelo Ministério da Defesa Nacional da Coreia do Sul, citado pelo jornalista.

Além disso, a Coreia do Norte intensificou a capacidade das suas forças de artilharia com sistemas de lança-foguetes múltiplos de 122 mm, situadas na zona costeira no oeste, perto da fronteira.

As peças de artilheira da Coreia do Norte serão protegidas com trincheiras cobertas o que permitirá o país asiático a consolidar sua capacidade de sobrevivência durante as operações de combate. Em geral, Coreia do Sul estima que seu vizinho do norte conte com pelo menos 8.600 peças de artilheira e 5.500 sistemas de lança-foguetes múltiplos.

Ao modernizar suas forças blindadas, Pyongyang não só se concentra em melhorar as tropas mecanizadas, mas também constantemente persegue o objetivo de substituir os tanques T-54 e T-55 com tanques de fabricação própria Chonma-ho e Songun-ho.

De acordo com dados que figuram no documento sul-coreano, atualmente a Coreia do Norte dispõe de mais de 4.300 tanques e 2.500 veículos blindados. Por sua parte, as fontes militares estadunidenses destacam que as forças de operações especiais norte-coreanas estão bem treinadas e equipadas e representam um perigo significativo.

O artigo destaca que atualmente, as forças de operações especiais contam com 200.000 militares. Suas capacidades foram aumentadas para que possam atacar as unidades e facilidades, assassinar figuras cruciais e interromper as operações híbridas.

Ao mesmo tempo, o autor do artigo indica que esta infiltração deve ser realizada através de túneis subterrâneos, submarinos, áreas controladas na Zona Desmilitarizada, aviões AN-2 e helicópteros.

Finalmente, o especialista destaca que se começasse o conflito na região, a Coreia do Norte poderia causar danos severos à Coreia do Sul e às forças estadunidenses posicionadas na península da Coreia.

Fonte: Sputnik

 

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Brasil Destaques

Brasil: Raquel Dodge recorre ao STF contra indulto do presidente Michel Temer

Procuradora-geral da República pede suspensão do decreto que abranda regras para o perdão da pena de condenados por corrupção. Ela diz que medida levaria a impunidade dos crimes apurados pela Operação Lava Jato.

Procuradora-geral da República, Raquel Dodge

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu nesta quarta-feira (27/12) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que suspenda imediatamente parte do decreto de indulto natalino, assinado pelo presidente Michel Temer na última sexta-feira, que deixou mais brandas as regras para o perdão da pena de condenados por crimes cometidos sem violência ou ameaça, como corrupção e lavagem de dinheiro. Procurada, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República informou que não vai comentar a ação.

Na ação direta de inconstitucionalidade (ADI), Raquel Dodge afirma que a medida, se mantida, causará impunidade de crimes graves, como os apurados no âmbito da Operação Lava Jato, e de outras operações de combate à corrupção sistêmica no país. “O chefe do Poder Executivo não tem poder ilimitado de conceder indulto. Se o tivesse, aniquilaria as condenações criminais, subordinaria o Poder Judiciário, restabeleceria o arbítrio e extinguiria os mais basilares princípios que constituem a República Constitucional Brasileira”, ressalta Dodge na ação.

No texto, ela argumenta que uma pessoa condenada a oito ano de prisão, uma das penas previstas pela lei para delitos de corrupção, “não chegaria a cumprir um ano”, porque também poderia se beneficiar de benefícios legais que permitem a redução do tempo de detenção.

Segundo o Ministério Público Federal, na ADI, Raquel Dodge pede que o STF conceda liminar para suspender imediatamente os artigos 8º, 10 e 11, além de parte dos artigos 1º e 2º do decreto assinado por Temer, por entender que os dispositivos ferem a Constituição, ao prever a possibilidade de exonerar o acusado de penas patrimoniais e não apenas às relativas à prisão, além de permitir a paralisação de processos e recursos em andamento.

Entre as condições mais tolerantes incluídas no decreto deste ano, estão o cumprimento mínimo de um quinto (20%) da punição para os não reincidentes e de um terço para os reincidentes terem acesso ao indulto. Na edição anterior do decreto, o condenado não reincidente deveria ter cumprido um tempo maior, de ao menos 25% da sanção prisional imposta na sentença judicial.

Para a procuradora-geral, o decreto viola, entre os outros princípios, o da separação dos poderes, da individualização da pena, da vedação constitucional para que o Executivo legisle sobre direito penal. Como o STF está em recesso, a ADI deverá ser analisada pela presidente do Supremo, ministra Carmem Lúcia, que está de plantão.

Fonte: DW

 

 

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Nova fragata russa “Admiral Makarov”

Armamentos de ataque potentes, os equipamentos eletrônicos mais modernos, uma grande autonomia de navegação e um renome ganho em dezenas de anos. Tudo isso diz respeito à nova fragata da Marinha da Rússia, Admiral Makarov, que hoje (27) passará pela cerimônia de hasteamento de bandeira na cidade de Kaliningrado.

© Sputnik/ Igor Zarembo

Este é já o terceiro navio-patrulha do projeto 11356, que representa uma modernização profunda do projeto soviético 1135 Burevestnik e entrará na Frota do Mar Negro, sendo que Sevastopol já conta com o serviço de dois seus “irmãos mais velhos”, isto é, o Admiral Grigorovich e o Admiral Essen. Em uma coluna autoral, o jornalista Andrei Kots conta do que a nova fragata é capaz.

Navio universal

As fragatas do projeto 11356 são destinadas para conduzir operações militares tanto contra navios de superfície, como contra submarinos, repelir ataques da aviação inimiga individualmente ou em grupo, efetuar ataques de alta precisão contra alvos terrestres e participação de operações antiterroristas e antipirataria.
Estes navios, com um deslocamento total de 4.035 toneladas, são realmente universais e podem resolver praticamente qualquer tarefa na sua área de operações.

No total, o Ministério da Defesa encomendou 6 navios desta classe para a Frota do Mar Negro, sendo que esta é chamada de “classe de almirantes” (“admiral” em russo significa almirante).

As restantes fragatas, Admiral Butakov, Admiral Istomin e Admiral Kornilov, já foram lançadas à água e devem ser entregues à Marinha entre os anos 2020 e 2021.

Admiral Makarov, por sua vez, vai integrar na maior unidade da Frota do Mar Negro, isto é, a 30ª divisão de navios de superfície encabeçada pelo navio-chefe, o cruzador de mísseis Moskva. Passado algum tempo, as novas fragatas se tornarão a principal força de ataque deste agrupamento.

Cada um dos navios está equipado com um sistema naval universal de mísseis ZS14 e pode efetuar lançamentos de mísseis de cruzeiro Kalibr-NK a distâncias de até 2.500 km ou de mísseis antinavio Oniks (até 500 km).

Vale ressaltar que as fragatas Admiral Grigorovich e Admiral Essen têm demonstrado sua capacidade nos anos 2016 e 2017, efetuando ataques de alta precisão contra as bases de terroristas na Síria.

Para o combate de proximidade, o Admiral Makarov está equipado de um sistema de artilharia AK-190 com alcance de 21 km. Em combate antissubmarino, ele usará o lança-foguetes RBU-6000, bem como quatro aparelhos de torpedos com 533 mm de calibre. Já para combater os alvos aéreos, a fragata está equipada com o sistema de mísseis Shtil-1 com alcance de até 50 km. Caso um avião ou míssil de cruzeiro acabe por se aproximar demasiado, ele será atacado por dois sistemas antiaéreos AK-630M.

Todo esse potente arsenal de armamentos é controlado por um sistema de controle de tiro Puma, que garante a busca de longo alcance, a captura do alvo e seu acompanhamento.

Ademais, o próprio navio é dirigido através do novo complexo Trebovanie-M que analisa toda a informação que chega dos postos do navio, a sistematiza e apresenta ao ser humano já em uma forma compreensível.

Assim, o navio é altamente automatizado, por isso ele pode contar com uma tripulação bem pequena — apenas 180 marinheiros, sendo 18 deles oficiais. Além disso, o navio deve contar com 20 fuzileiros navais e um helicóptero antissubmarino Ka-27PL ou Ka-31 com sua tripulação.

Para que o navio tenha mais proteção e capacidade de sobrevivência, os especialistas incorporaram na construção da superestrutura elementos da tecnologia stealth e aumentaram seu isolamento acústico.

A potência total das unidades propulsoras da fragata é de 56 mil cavalos e, graças a ela, o Admiral Makarov pode desenvolver uma velocidade de 30 nós (quase 56 km/h), tendo uma autonomia máxima de 30 dias.

Tradição naval

É necessário referir que as fragatas do projeto 11356 estão sendo construídas a ritmos bem acelerados para o período pós-soviético. A coisa é que a respectiva série representa uma modernização profunda do projeto Burevestnik soviético, que deu muito boas provas. Desde 1968, foram construídos 28 navios dos projetos 1135 e 1135M.

A propósito, dois navios-patrulha da época soviética, Ladny e Pytlivy, continuam servindo na Frota do Mar Negro na mesma divisão que o Admiral Grigorovitch, o Admiral Essen e o Admiral Makarov. Sua idade já é de quase 40 anos, mas eles continuam representando uma força bélica séria.

 

Os marinheiros sempre respeitaram os navios do projeto Burevestnik por suas ótimas qualidades de navegação e boas condições de habitação. Estes navios se tornaram os “cavalinhos de trabalho” da Marinha da URSS, ocupados na sua maior parte na guarda das fronteiras marítimas do país.

Por exemplo, o Bodry navegava no Mediterrâneo durante a Guerra Árabe-Israelense de 1973 e espiava o submarino americano perto do Gibraltar. Zadorny, por sua vez, acompanhou o porta-aviões Admiral Kuznetsov durante sua famosa passagem de Sevastopol para Vidyaevo em 1991. Já o Doblestny patrulhava perto do porto de Luanda durante a guerra civil em Angola na década de 80, enquanto o Ladny escoltava os navios civis no golfo Pérsico durante a Guerra Irã-Iraque.

Evidentemente, os construtores russos tiveram em conta a experiência de combate e de exploração dos navios do projeto 1135 e 1135M, corrigiram todos os erros e aplicaram uma série de novas tecnologias e soluções.

A situação tensa na Síria e as entradas incessantes dos navios da OTAN no mar Negro demonstram que a respectiva frota necessita de navios potentes, rápidos e relativamente pequenos, capazes de combater todo o tipo de alvos. E as novas fragatas do projeto 11356 correspondem perfeitamente a essa descrição.

Fonte: Sputnik

Edição: Plano brasil

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Chefe de Estado-Maior russo revela como F-22 ‘travou jogo perigoso’ no céu da Síria

Em 13 de dezembro, um caça norte-americano F-22 simulou um ataque e realizou manobras perigosas perto de aviões militares russos no espaço aéreo da Síria.

© REUTERS/ Toby Melville

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia e primeiro vice-ministro da Defesa, general Valery Gerasimov, relatou os detalhes do incidente e o comportamento dos pilotos das forças da coalizão internacional encabeçada por Washington.

À medida que as tropas do governo sírio se aproximavam do rio Eufrates, no leste da Síria, a Rússia e os EUA delimitaram suas áreas operacionais separadas.

Os territórios para oeste do rio faziam parte da “zona russa”, enquanto a área para leste do Eufrates estava incluída na zona submetida ao controle aéreo da coalizão.

“Foi planejado que [uma parte da] área ao leste do Eufrates seria usada tanto pela Força Aeroespacial russa quanto pela aviação da coalizão. E não havia problemas. Mas uma situação pouco agradável se deu em 13 de dezembro”, contou Gerasimov ao jornal russo Komsomolskaya Pravda.

Em outras palavras, houve um incidente na área, precisa o general.

“Dois aviões Su-25 da Força Aeroespacial da Rússia estavam realizando missões de reconhecimento e busca na parte ocidental do vale do Eufrates. Ninguém se meteu no leste. Na mesma área, havia outro Su-35 russo. Um avião estadunidense F-22 saiu da parte oriental, simulou um ataque e disparou contramedidas térmicas. Ele estava voando a grande altitude, mas depois desceu bruscamente. Estava a menos de 100 metros dos nossos aviões. Isso representava um perigo real. O Su-35 se aproximou. Naquele momento, o F-22 começou imediatamente a voltar para sua zona. O Su-35 regressou à sua missão. Passados uns 20 minutos o mesmo F-22 apareceu de novo… […] Aquele americano estava travando um jogo perigoso”, descreveu o militar.

Fonte: Sputnik

 

 

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Conflitos Estados Unidos Geopolítica Rússia

Tillerson e Lavrov concordam em continuar esforços diplomáticos com Coreia do Norte

Os Estados Unidos e a Rússia concordaram em continuar esforços diplomáticos para resolver a crise sobre o desenvolvimento norte-coreano de mísseis nucleares capazes de atingir solo norte-americano, enfatizando que nenhum dos países aceita Pyongyang como uma potência nuclear, informou nesta quarta-feira o Departamento de Estado norte-americano.

Rex Tillerson (D) se encontra com Sergey Lavrov em Washington 10/5/2017 REUTERS/Yuri Gripas

Por David Brunnstrom

A porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, disse que o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, e o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, conversaram por telefone na terça-feira, após Washington e a Organização das Nações Unidas anunciarem sanções contra a Coreia do Norte nos dias recentes.

“Os dois discutiram questões relacionadas ao desestabilizador programa nuclear da RPDC e enfatizaram que nem os Estados Unidos nem a Rússia aceitam a RPDC como uma potência nuclear”, disse Nauert em comunicado, usando o acrônimo para o nome oficial da Coreia do Norte, República Popular Democrática da Coreia.

Ela afirmou que ambos os lados concordaram em continuar trabalhando em direção a uma maneira diplomática de alcançar uma península coreana desnuclearizada.

Na terça-feira, a Rússia reiterou uma oferta para ser mediadora para aliviar tensões entre Washington e Pyongyang, que elevaram temores de um novo conflito na península.

Moscou informou que Lavrov disse a Tillerson que a “retórica agressiva de Washington” e aumento de sua presença militar na região aumentaram a tensão e que isto é inaceitável.

A Rússia pediu repetidamente por conversas para resolver a crise e informou que Lavrov destacou a necessidade da “mais rápida movimentação do processo de negociação a partir da linguagem de sanções”.

Tillerson tem enfatizado diplomacia, mas o governo do presidente Donald Trump tem repetidamente alertado que todas as opções, incluindo opções militares, estão na mesa em relação à Coreia do Norte.

Reportagem de Katanga Johnson e David Brunnstrom

Fonte: Reuters

 

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Conflitos Destaques Ucrânia

Ucrânia e rebeldes pró-Rússia realizam maior troca de prisioneiros antes do Ano Novo

A Ucrânia e rebeldes separatistas pró-Rússia realizaram a maior troca de prisioneiros desde que o conflito eclodiu em 2014, enviando dezenas de prisioneiros para casa e suas famílias nesta quarta-feira, antes do Ano Novo e do Natal ortodoxo.

Presidente ucraniano Petro Poroshenko cumprimenta prisioneiros de guerra trocados recentemente das forças armadas ucranianas e seus parentes durante uma reunião na região de Donetsk, Ucrânia, 27 de dezembro de 2017. Mikhail Palinchak / Serviço de imprensa presidencial ucraniano / Folheto via REUTERS

Mais de 10 mil pessoas foram mortas no conflito e ainda são relatadas mortes quase diariamente, apesar de um cessar-fogo em vigor desde 2015 que congelou os frontes.

“Meu filho telefonou”, disse a mãe do prisioneiro ucraniano Oleksandr Oliynyk ao canal ucraniano de notícias 112.

“Eu não ouvia a voz dele há três anos e meio, só cartas. Ele disse: ‘Mãe, eu já estou aqui.’ Você não consegue imaginar o que significa para uma mãe não ver seu filho por três anos e meio, desde agosto de 2014.”

De acordo com os termos do acordo, Kiev deve entregar 306 prisioneiros aos rebeldes e receber 74 prisioneiros em troca. Um fotógrafo da Reuters no local viu prisioneiros ucranianos sendo colocados em ônibus na cidade de Horlivka e levados para território controlado pelo governo ucraniano.

“Todos os 74 reféns ucranianos já estão em casa, em território controlado pelo nosso exército”, disse o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, nas redes sociais.

De acordo com Poroshenko, entre os prisioneiros entregues à Ucrânia estão um historiador e um “ciborgue” –apelido que ucranianos deram aos soldados que defenderam o aeroporto de Donetsk em uma das batalhas mais intensas do conflito em 2014.

    O número exato de prisioneiros trocados é incerto. Viktor Medvedchuk, representante da Ucrânia nas conversas de paz, disse que alguns prisioneiros mantidos pela Ucrânia se recusaram a retornar para áreas tomadas por rebeldes, de acordo com a agência de notícias russa Tass.

    Mais prisioneiros são esperados para trocar de mãos em 2018, disse Medvedchuk, segundo a Tass. O serviço de segurança estatal da Ucrânia informou que 103 prisioneiros continuam em mãos separatistas.

    Não houve comentário imediato de autoridades em Moscou, que a Ucrânia e seus aliados do Ocidente acusam de apoiar os separatistas pró-Rússia com tropas, dinheiro e armas pesadas, em uma acusação que Moscou nega.

    A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Emmanuel Macron, elogiaram a troca em um comunicado conjunto e pediram para ambos lados libertarem os prisioneiros remanescentes.

Fonte: Reuters