Defesa & Geopolítica

FAB PÉ DE POEIRA: A adoção de Miras óticas no Fuzil Heckler & Koch HK33 uma opção interessante…

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Militares da Infantaria da FAB durante uma operação na favela da Rocinha no Rio de Janeiro.

Nos últimos anos tem sido comum notar a proliferação de miras óticas acopladas a fuzis em exércitos modernos, principalmente aqueles que participam de operações no Oriente Médio. Essas miras representam um avanço tecnológico em relação as antigas e conhecidas “iron sights” ou “miras de ferro” servindo vários propósitos táticos e fazendo do seu operador uma força multiplicadora. Em combates em curta e média distância (entre 0 e 200m) os engajamentos por natureza ocorrem muito rapidamente, sendo fundamental ao operador qualquer fração de segundo que ele possa ganhar antes de seu oponente.

O cenário de combate nas favelas do Rio de Janeiro é exatamente complexo. É um cenário que envolve tanto combate a distâncias muito curtas e ambientes confinados(CQB), como frequentemente distâncias intermediárias(entre 100 e 300m).

 
Por essa razão, em missões ou TO em que o combate seja aproximado, é comum o uso de miras Óticas dado a facilidade do operador realizar uma visada com os dois olhos abertos, de modo rápido e com grande precisão.  O uso de tal acessório aumenta a probabilidade de acerto do alvo com uma precisão superior em relação as miras mecânicas o que ocasiona um menor número de disparos ( economizando munição) e minimizando os efeitos colaterais.
Com uma Maior participação em missões de Garantia da Lei e da Ordem e missões de Paz pela Infantaria da Aeronáutica se faz interessante o uso de tais instrumentos Óticos para tiro rápido em curta e média distância.

Uma solução mais em conta seria usar o sistema empregado para mira telescópica no HK-33 que é montado por meio de dois parafusos. A caixa de mecanismo é concebida de tal maneira que permite montar a mira telescópica em qualquer fuzil sem necessidade de preparação. No lugar de se fixar a antiquada mira poderia se adotar um trilhos picatinny para facilitar a instalação de acessórios como , miras holográficas miras ACOG etc…

Em razão de uma série de contingenciamentos no Ministério da Defesa não permitiria a Infantaria da FAB adquirir Armamento mais moderno para substituir inicialmente os Heckler & Koch HK33 e posteriormente os fuzis SIG SG 550. Devido a isso seria mais interessante (além de barato) realizar uma pequena modificação nos HK-33 para que os mesmos possam receber dispositivos óticos como por exemplo modelos fabricados pela EOTech , Aimpoint ou Trijicon.

Fuzileiros Navais Chilenos portando Fuzis Heckler & Koch HK33 equipados com miras óticas.

 
Como todo sistema, todos tem suas vantagens e desvantagens e a adoção de cada deve levar em conta a missão entre outros fatores. Essas miras dão uma grande vantagem tática ao seu usuário o que possibilita um melhor desempenho em campo.
 
Atualmente o armamento padrão da Infantaria da FAB é o Fuzil Heckler & Koch HK33 calibre 5,56×45. A Infantaria da FAB poderia seguir o exemplo do Corpo de Fuzileiros Navais do Chile que equipou seus fuzis HK-33 com miras óticas acopladas.

Nota: A adoção de tais miras holográfica  em um fuzil antigo como o HK-33 se da em caráter paliativo afim de proporcionar um incremento da capacidade combativa dos militares envolvidos em operações GLO e de missão de Paz sobretudo em localidades.

4 Comments

  1. Lucas Iglesias says:

    Não possuem nem capacete adequado, quem dirá mira óptica…

  2. rafael says:

    as nossas forças armadas tem grande resistência em adentrar no seculo 21

    • Lucas Iglesias says:

      Concordo. FAs que não investem em ciência e tecnologia da nisso. Fora esses estatutos criados na segunda guerra e os generais que parecem ficar presos no século passado. Assim não vamos entrar nunca no século 21…

  3. Foxtrot says:

    Faltam dentre inúmeros itens, miras ópticas para o EB/ CFN/ BINFA etc..
    Se esquecem de fazer o básico e querem apostar no mais complicado.
    Só nossos ” super estrategistas” mesmo !

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