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Nicarágua vai adquirir carros de combate russos T-72

Carro de Combate T-72B1, em operação pelo Exército Nacional Bolivariano da Venezuela durante o desfile do bicentenário da independência do país. Esta mesma configuração modernizada do T-72 é prevista para aquisição pelo Exército da Nicarágua. (FAV-Club)
Carro de Combate T-72B1, em operação pelo Exército Nacional Bolivariano da Venezuela durante o desfile do bicentenário da independência do país. Esta mesma configuração modernizada do T-72 é prevista para aquisição pelo Exército da Nicarágua. (FAV-Club)

Por Tito Lívio

O Exército da República da Nicarágua, país localizado na América Central, receberá um total de 50 tanques T-72B1, variante modernizada do T-72, projeto soviético dos anos 70, informou o porta-voz do Centro de Análise do Comércio Mundial de Armas, (think tank russo ligado ao conglomerado “Tactical Missiles Corporation JSC”) à agência de notícias Sputnik (ex-RIA Novosti).

O carro de combate T-72B1 é derivado do T-72B (1985), variante extensivamente modificada do T-72A (1979) usada pelo exército soviético e não exportado. O T-72B possui melhor blindagem, sendo composto por 227 “tijolos” de blindagem explosiva reativa “Kontakt-1” na torre e na parte frontal do casco, possui lançadores de fumaça, capacidade de lançamento de mísseis anticarro 9M119 “Svir” (AT-11 “Sniper” para a OTAN), uma nova versão do canhão de cano liso 2A46M, novo visor 1K13-49 com capacidade de visão noturna e térmica, buscador laser, e sistema de estabilização e controle de tiro 1A40-1. A versão T-72B1, mantém a proteção “Kontakt-1” do T-72B, mas sem sua capacidade de lançamento de mísseis anticarro e com os sistemas óticos mais tradicionais do T-72A.

“Rússia começa a cumprir o contrato de fornecimento a Nicarágua de 50 tanques modernizados T-72B1, isto é um marco da cooperação técnico-militar bilateral entre ambos os países, o primeiro lote de 20 veículos já encontra-se preparado para o envio”, disse o funcionário.

O diretor de relações públicas e exteriores do Exército nicaraguense, Coronel Manuel Guevara Rocha, confirmou ao jornal local El Nuevo Diario a aquisição. De acordo com o “plano de modernização e desenvolvimento” em vigor no exército há alguns anos, “temos implementado medidas para a renovação de equipamentos que se encontram no final de sua vida útil”, declarou.

A agência Sputnik, cita que o contrato firmado entre os dois países gira em torno de US$ 80 milhões. Tal informação é confirmada pela página oficial da Vice-presidência da República da Nicarágua, reproduzindo as informações veiculadas pela imprensa russa sobre a aquisição.

“Necessidades”

O coronel Guevara Rocha explicou que o exército “se encontra apenas na renovação de seus equipamentos em uso. Outros veículos como a Sputnik, falam de aquisição de outros meios. Nós nos referimos a renovação, e não aquisição.”

“O Exército já possui meios desse tipo (os carros de combate T-55 em operação), que já estão chegando ao limite de sua vida útil, com mais de 50 anos de uso, é por isso que se pretende a renovação dos mesmos.” Indicou o porta-voz das Forças Armadas da Nicarágua.

O deputado da bancada governista da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN – o mesmo partido do atual presidente do país, Daniel Ortega), Filiberto Rodriguez, comentou que “o General (Júlio César) Avilés, indagou há um ano sobre estes tanques, quando viajou a Rússia; entretanto, não sabemos se concretizou alguma compra, apesar de sabermos que o exército necessita de uma modernização.”

Processo

Há um ano, durante a inauguração de uma exposição de tecnologias militares, o chefe do Exército da Nicarágua, General Júlio César Avilés, assegurou que esta instituição encontra-se em um processo de modernização.

“Todas as instituições militares, como as nossas, as forças aéreas, as forças navais, os componentes terrestres adquiriram equipamentos que passam um tempo em uso e a cada certo tempo, os países e instituições devem revisar as capacidades e a disponibilidade combativa dos meios adquiridos, e pouco a pouco estão em processo de substituição”, expressou Avilés naquele momento.

O general também agregou que a instituição “vem se reestruturando e buscando como adquirir equipamentos mais modernos” que permitem cumprir as missões designadas.

“Estamos buscando mediante cooperação, a aquisição de novos meios que nos permitam cumprir da melhor maneira possível as missões e tarefas que temos assegurado”, sublinhou.

“Impressionados”

No dia 15 de agosto de 2015, a página webdefensa.com informou sobre o interesse do governo da Nicarágua em adquirir tanques T-72 da Federação Russa.

Nesta ocasião, o portal citou declarações do embaixador do país centro-americano na Rússia, Juan Ernesto Velásquez Araya, afirmando que os militares nicaraguentes “ficaram muito impressionados” pelo modelo T-72 com quem participaram nos primeiros Jogos Militares Internacionais 2015 (ARMY-2015) na Rússia.

tripulação do Exército da Nicarágua esteve presente nos Jogos Militares Internacionais “ARMY-2015” onde competiram utilizando carros de combate T-72B3 fornecidos pelos anfitriões russos (Evgeny Biyatov / RIA Novosti)
Uma tripulação do Exército da Nicarágua esteve presente nos Jogos Militares Internacionais “ARMY-2015” onde competiram utilizando carros de combate T-72B3 fornecidos pelos anfitriões russos (Evgeny Biyatov / RIA Novosti)

Lanchas e Aviões

Agências de notícias russas também afirmaram que o Exército de Nicarágua encomendou a Rússia quatro lanchas de patrulha Projeto 14310 Mirazh em 2013, e encontra-se em andamento um contrato de fornecimento de duas lanchas  lança-mísseis Projeto 1241.8 Molnya (sendo este o mais custoso da cooperação técnico-militar bilateral).

Também recordou que a Rússia forneceu a Nicarágua 12 sistemas de canhões antiaéreos ZU-23-2 em 2014, um lote de viaturas blindadas GAZ-2330 Tigr em 2012, e dois helicópteros Mil Mi-17V5 em 2009. A Força Aérea da Nicarágua também colocou em operação em julho de 2014 um grupo de artilharia antiaérea e um simulador de voo para helicópteros e paraquedismo, um equipamento avaliado em mais de US$ 15 milhões, de procedência russa.

A notícia desta aquisição se coloca em curso 20 dias depois de uma visita não anunciada a Nicarágua do presidente russo, Vladimir Putin, quem qualificou ao país centro-americano como um “parceiro muito importante” da Rússia na América Latina.

A Nicarágua também adquiriu aviões de carga. O então embaixador da Rússia no país, Nikolai Vladimir, declarou em fevereiro de 2015 que a nação centro-americana não adquiriu aeronaves de combate. “Não os necessitam, não tem tarefas por aqui e não há necessidade que Nicarágua invista em aviões de combate, pois já investiram o suficiente em aviões de transporte”.

Sobre o custo dos equipamentos, o diplomata revelou que “esses dados não são públicos, mas foram investidos o suficiente” em veículos modernos.

Reações

A notícia de tal aquisição militar despertou diversas reações de setores da sociedade civil nicaraguense e também de autoridades e especialistas estrangeiros. O ministro das relações exteriores da Costa Rica, Manuel González, em entrevista ao jornal La Nación, expressou preocupação pela extensa compra militar da nação vizinha:

“É motivo de preocupação, não como uma ameaça a Costa Rica, pois as armas de defesa de Costa Rica estão no direito internacional e não nas armas de guerra, mas sim é motivo de preocupação como região centro-americana”.

O ministro afirmou que respeita a soberania de Nicarágua para comprar o equipamento militar que considere pertinente, mas chamou a atenção sobre outras necessidades como a educação, a saúde e a crise migratória que vive a região:

“O que necessitamos não são armas de guerra, o que necessitamos na região é combater a pobreza com educação, mais saúde, mais tecnologia, com melhor infraestrutura. Isso são o que representam as prioridades da região centro-americana”.

As preocupações do diplomata costa-riquenho também foram compartilhadas pelos seus congêneres norte-americanos, como a embaixadora Laura F. Dogu que questionou sobre os propósitos do governo de Manágua ao comprar armamentos russos:

“Estamos tratando de receber informação sobre este programa. Obviamente estamos lendo suas notícias e escutando o que estão dizendo, mas necessitamos investigar isso um pouquinho mais para entender exatamente o propósito e que vão a fazer”, explicou a diplomata, ao ser consultada por jornalistas.

Um homem participa de uma manifestação contra a compra de material bélico russo em Manágua, a capital da Nicarágua. A oposição fez duras críticas ao governo sandinista de Daniel Ortega pela compra de armamentos russos. (Jorge Torres / EFE)
Um homem participa de uma manifestação contra a compra de material bélico russo em Manágua, a capital da Nicarágua. A oposição fez duras críticas ao governo sandinista de Daniel Ortega pela compra de armamentos russos. (Jorge Torres / EFE)

Além disso, setores políticos e sociais nicaraguenses mostraram posições contrárias e não pouparam críticas ao acordo milionário: Grupos parlamentares da Coalizão Nacional pela Democracia, encabeçada pelo Partido Liberal Independente (PLI), principal grupo de oposição ao governo de Daniel Ortega, criticou a compra de armamento da Rússia e anunciou que pedirá explicações a Assembleia Nacional sobre a forma em que Nicarágua conduzirá o processo de aquisição desses armamentos. Vale lembrar que a antiga União Soviética era o principal aliado do regime sandinista que vigorou na Nicarágua de 1979 a 1990, sendo o fornecedor de diversos equipamentos militares.

O bispo de Matagalpa, na região central do país, Dom Rolando José Álvarez Lagos, também não poupou duras críticas a compra: “A Nicarágua não está em guerra, a Nicarágua não quer a guerra, a Nicarágua não necessita de guerra nem de armas pesadas de combate”. Entretanto, destacou a importância das Forças Armadas como elemento de ajuda humanitária e seu papel social em regiões menos favorecidas do país:

“Reconhecemos a participação do exército da Nicarágua no trabalho humanitário, como o fato de proteger a produção agrícola, a criação de gado e até mesmo levar assistência médica à população; mas a militarização de algumas comunidades rurais provocou medo e pânico entre os moradores, eis o motivo pelo qual a compra anunciada de carros armados é totalmente contrária a realidade nacional”, concluiu.

 

Nota do Editor: É importante ressaltar que a República da Nicarágua, sob o regime sandinista (1979-1990) de inspiração marxista-leninista, era conjuntamente com Cuba, os principais aliados soviéticos na América Latina, com quem se beneficiou de extensa ajuda técnico-militar da antiga superpotência do bloco socialista, tendo em seu inventário, carros de combate T-55, helicópteros de assalto Mi-24/25, lançadores de foguetes BM-21 “Grad” e até sistemas de defesa aérea 9K33 “Osa”, convertendo-se na maior e mais bem equipada força militar da América Central (exceto Caribe), com 80 mil homens.

Com o fim da Guerra Fria, a realidade é bem diferente: sem a ajuda militar soviética, torna-se inviável a “Economia de Guerra” dos tempos bipolares, dada a manutenção de tamanho aparato militar, que cada vez conta progressivamente com vetores cada vez mais sofisticados e onerosos do ponto de vista orçamentário, ainda mais para a realidade econômica agrário-exportadora não apenas da Nicarágua, mas de todos os países da América Central e Caribe.

Entretanto, com a volta dos sandinistas com a eleição democrática de Daniel Ortega em 2007, assim com a entrada da Nicarágua na Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA) juntamente com países como Cuba e Venezuela, dotados de uma forte retórica anti-americana, faz surgir o temor de uma eventual “agressão externa”, seja numa intervenção direta como ocorreu em Granada (1983) e no Panamá (1989), ou pelo treinamento de grupos opositores armados, como aconteceu com a própria Nicarágua com a ação dos “Contras” treinados e financiados pela CIA na vizinha Honduras. Isso irá demandar a estruturação de Forças Armadas bem treinadas e equipadas, na finalidade de assegurar minimamente a soberania nacional, mas com o desafio hercúleo de estar condizente com a realidade econômica e social do país, marcado pela grande pobreza e desigualdade social e regional.

 Beneficiada pelo esquentamento das relações russo-americanas a partir da Guerra da Geórgia em 2008, haverá um novo esforço diplomático e estratégico russo para reconquista de seus antigos aliados latino-americanos, sendo a Nicarágua parte desse processo. Assim, Manágua se beneficiou de gestos simbólicos de Moscou, como a visita de bombardeiros estratégicos Tupolev Tu-160 em novembro de 2013; assim como facilidades de investimentos russos em projetos de infraestrutura, como a abertura do canal interoceânico concorrente ao centenário canal do Panamá, e por fim uma notável linha de crédito para aquisição de produtos russos, incluindo armamentos.

Enfim, torna-se apenas “mais do mesmo”. Manágua se rearma progressivamente, substituindo modelos em fase de desativação por vetores mais modernos, e buscando renovar suas capacidades em outras áreas como defesa antiaérea e naval, algumas fontes até cogitam a possibilidade de aquisição de treinadores a jato avançados Yakovlev Yak-130 capaz de executar missões de ataque ao solo, ainda que essa opção, mesmo com seu baixíssimo custo-benefício esteja um tanto distante da realidade nicaraguense.

De qualquer forma, se a maior parte desses acordos milionários se concretizarem e se solidificarem, a Nicarágua pode novamente despontar sua proeminência militar no subcontinente, sendo um fator de intenso desequilíbrio estratégico regional, e levando muitos de seus vizinhos, dotados de um precário inventário norte-americano e europeu (oriundo de doações de velhos estoques da Guerra Fria e até da Segunda Guerra Mundial), e até os vizinhos “pacifistas” como Costa Rica e Panamá que renunciaram ou limitaram o papel das Forças Armadas a revisarem suas políticas de defesa.

Fonte: El Nuevo Diario (Nicarágua), La Nación (Costa Rica), FAV-Club (Venezuela), Rádio Vaticano e RT

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Brasil e Paraguai ampliam cooperação militar

O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Eladio Loizaga (segundo a partir da esquerda), e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira (segundo a partir da direita), assinaram recentemente um acordo que amplia as relações dos dois países nas áreas de política externa, defesa e segurança. Também estiveram presentes o ministro da Defesa do Paraguai, Diógenes Martínez (à esquerda), e o ministro da Defesa do Brasil, Aldo Rebelo (à direita), durante a assinatura, em 4 de abril, em Assunção. [Foto: Ministério das Relações Exteriores do Paraguai]
O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Eladio Loizaga (segundo a partir da esquerda), e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira (segundo a partir da direita), assinaram recentemente um acordo que amplia as relações dos dois países nas áreas de política externa, defesa e segurança. Também estiveram presentes o ministro da Defesa do Paraguai, Diógenes Martínez (à esquerda), e o ministro da Defesa do Brasil, Aldo Rebelo (à direita), durante a assinatura, em 4 de abril, em Assunção. [Foto: Ministério das Relações Exteriores do Paraguai]

Por Nelza Oliveira

Brasil e Paraguai assinaram o “Mecanismo 2 + 2 de Consulta Política e Avaliação Estratégica”, acordo que amplia suas relações nas áreas de política externa, defesa e segurança, durante um encontro em Assunção em 4 de abril. Os ministros brasileiros da Defesa, Aldo Rebelo, e das Relações Exteriores Mauro Vieira, e os ministros paraguaios da Defesa, Diógenes Martínez, e das Relações Exteriores, Eladio Loizaga, também prorrogaram o acordo de cooperação militar assinado em 1995 por mais cinco anos.

“O Mecanismo 2+2 tem como finalidades essenciais o debate, a análise e o intercâmbio de experiências sobre temas estabelecidos a partir do consenso”, explicou o Brigadeiro Jair Gomes da Costa Santos, subchefe de Política e Estratégia do Ministério da Defesa do Brasil. “O acordo objetiva compreender os posicionamentos político-estratégicos da outra parte, estabelecer entendimentos comuns, abrir possibilidades de cooperação e, por conseguinte, estreitar laços de amizade.”

Pelo acordo, o Brasil eleva o nível da atual participação de sua Marinha no Paraguai para uma Missão Naval. O Brig Santos explica que a medida, além de representar maior apoio do Brasil nas questões relacionadas às Marinhas, torna clara a maior importância dispensada pelo Brasil ao relacionamento com o vizinho sul-americano em questões de defesa. O acordo prevê também que os países trabalharão de forma conjunta para aprender como o Brasil pode compartilhar informações sobre as movimentações na fronteira, em especial as informações extraídas do Sistema de Monitoramento de Fronteiras do Brasil, que usa radares, sistemas de comunicação e veículos aéreos não tripulados para monitorar as fronteiras brasileiras. O Brasil também se comprometeu a compartilhar informações de tráfego aéreo entre os países para facilitar as ações das forças de segurança paraguaias.

“Por fim, foi proposto o incremento da participação de observadores das Forças Armadas do Paraguai em exercícios próximos à fronteira, visando incrementar a transparência nessas operações, bem como a possibilidade de realização de operações combinadas [entre os dois países] ou ainda a realização de operações simultâneas”, disse o Brig Santos. “Isso reduziria a possibilidade de ocorrência de incidentes na fronteira durante a realização de operações.”

O novo acordo vai possibilitar o encontro mais frequente dos governos dos dois países. O Brig Santos confirmou que Brasil e Paraguai estão conversando para chegarem a um consenso sobre a periodicidade de realização desses foros, tanto do Mecanismo 2+2 como das reuniões bilaterais, além de definirem se as reuniões serão em nível ministerial ou realizadas por grupos de trabalho.

“Este é um marco da cooperação e do intercâmbio de informações entre o Brasil e o Paraguai”, afirmou o embaixador paraguaio Eladio Loizaga na ocasião da assinatura dos acordos. “Estamos certos de que, dessas negociações, teremos resultados que beneficiarão nossos dois países e especialmente nossos cidadãos nas zonas fronteiriças, onde o processo de integração se dá mais do que nas nossas respectivas capitais.”

Cooperação militar

Brasil e Paraguai estenderam a cooperação militar até 2021, nos moldes em que se encontra atualmente, o que inclui o envolvimento de todos os ramos das Forças Armadas. Segundo o Brig Santos, o acordo seria renovado de qualquer forma em outubro, mas os dois países aproveitaram a oportunidade para conferir um ato solene à renovação. O acordo prevê missões de instruções, suporte técnico, exercícios e operações combinadas ou simultâneas na fronteira, capacitação e treinamento, entre outras ações.

Brasil e Paraguai têm uma longa história de cooperação na área de segurança, como a sua atual parceria militar, que sucedeu a antiga Missão Militar Brasileira de Instrução no Paraguai, extinta em 1994. O Paraguai é um parceiro fundamental do Brasil na América do Sul. Os dois países compartilham 1.339 quilômetros de fronteira – a quarta maior extensão de fronteira dentre os limites brasileiros – e enfrentam ameaças comuns como o tráfico de drogas.

“Não somente com o Paraguai, mas com todos os países da América do Sul”, afirmou o Brig Santos. “Todos possuem problemas comuns, em maior ou menor grau, e deve-se encontrar soluções compartilhadas. Nunca é demais relembrar que a política externa do Brasil para a América do Sul prevê a integração da região, o que por si só exige a atuação em termos de parceria. As dificuldades de combate contra ilícitos perpetrados pelas fronteiras afetam não somente a questão da segurança pública, como também a economia. Com o Paraguai, especificamente, devemos ter em mente a questão dos brasileiros que se incorporaram à sociedade paraguaia, que praticam a agricultura naquele país e, portanto, contribuem com a economia do nosso vizinho, de sorte que também é um tema de interesse do Brasil.”

Operação Ágata

Um dos esforços de cooperação com os países vizinhos é a Operação Ágata, lançada em 2011, através da qual as forças de segurança brasileiras promovem ações conjuntas em toda a fronteira sul do país com Paraguai, Uruguai e Argentina para combater crimes e prestar assistência médica e social. A cooperação militar entre Brasil e Paraguai envolve também a doação de aeronaves e veículos táticos ao Paraguai para expandir seus recursos de defesa.

Em 2010, o Brasil entregou ao Paraguai três aeronaves T-27 (Tucano) da Embraer, fabricante brasileira de aeronaves. A medida ocorreu cinco anos após a Força Aérea Brasileira ter doado seis aeronaves desse tipo para o Paraguai. Em junho de 2015, o Exército Brasileiro entregou ao Paraguai 20 caminhões Mercedes Bens modelo 1418 por meio da Cooperação Militar Brasileira no Paraguai.

Os dois países trabalharam juntos para garantir a segurança do Papa Francisco durante sua visita ao Paraguai em junho do ano passado. O 1° Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Brasil (DQBRN) atuou em coordenação com a Comissão Nacional para a Prevenção e Resposta a Emergências Biológicas do Paraguai, com o objetivo de evitar potenciais ataques terroristas contra o papa e o público, inclusive na missa a céu aberto para um milhão de fiéis no último dia da visita ao Paraguai. Segundo o Brig Santos, tramita no parlamento paraguaio o “Quarto Acordo em Matéria de Defesa entre Brasil e Paraguai”, que irá ampliar ainda mais as possibilidades de cooperação e já foi ratificado pelo Brasil.

“Mais importante que um balanço nos moldes de uma prestação de contas desse período de cooperação militar, creio que é atestar que o acordo permitiu diversas ações de intercâmbio, de ações de instrução, participação de militares de ambos os países, entre outras atividades desenvolvidas”, afirmou o brigadeiro. “Cumpre ressaltar que o Brasil mantém, atualmente, uma missão do Exército e outra da Força Aérea naquele país [Paraguai] que cumprem papel relevante para os homólogos paraguaios.”

Fonte:dialogo-americas

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Temer vai reestruturar área de inteligência e recriar GSI

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ELIANE CANTANHÊDE

O vice-presidente Michel Temer decidiu reestruturar todo o setor de inteligência do governo e vai recriar o antigo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), extinto pela presidente Dilma Rousseff. O futuro titular da pasta será o general-de-Exército Sérgio Etchegoyen, atual chefe do Estado Maior do Exército, a quem ficará vinculada a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Assim como o virtual futuro ministro da Defesa, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), Etchegoyen foi indicado para o cargo pelo ex-ministro da pasta Nelson Jobim e pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, que vem mantendo contatos sistemáticos com os comandantes da Aeronáutica e da Marinha e se tornou o principal interlocutor das Forças Armadas com Temer e sua equipe.

Jobim e Jungmann têm boas e antigas relações tanto com o comandante Villas Boas quanto com o general Etchegoyen, que trabalhou no gabinete da Defesa na gestão de Jobim, durante o governo Lula, como assessor especial do ministro e chefe do Núcleo de Implantação da Estratégia Nacional de Defesa. Além disso, Villas Boas e Etchegoyen são amigos de infância. Ambos são filhos de militares e nasceram na cidade de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. A intenção de Temer, depois de inúmeras consultas na área civil e na área militar, é reestruturar o setor de inteligência sob a coordenaçãoda nova GSI, que poderá mudar de nome ao ser recriada. A primeira providência será incluir a Abin no cronograma do gabinete e sob o comando de Etchegoyen, para uma reformulação de tarefas e de práticas.

A GSI, então chefiada pelo general José Elito, foi extinta por Dilma em outubro do ano passado, no contexto de enxugamento da máquina administrativa. Com sua extinção, a Abin, que é o braço operacional da inteligência do governo, ficou vinculada à Secretaria de Governo da Presidência da República, cujo ministro-chefe é o petista e ex-sindicalista Ricardo Berzoini. Uma das queixas das Forças Armadas é com a atuação política da Abin, que tem mais de uma associação de funcionários. “É um sindicato de espiões”, ironiza um dos articuladores de Temer para as Forças Armadas.

Na avaliação da área militar, Dilma desestruturou totalmente o sistema de inteligência, que é função de Estado, não de governo, e é considerada particularmente fundamental agora, diante das Olimpíadas do Rio de Janeiro. O consolo dos militares é que se trata de um evento internacional e não do Brasil, que apenas a sedia. Por isso, o serviço de inteligência e segurança será assumido por diferentes países, que instalarão escritórios específicos para isso durante os jogos.

Os militares lembram que o Brasil pós-redemocratização não tem histórico de atentados, muito menos de atentados internacionais. Entretanto, esse não é o caso das Olimpíadas, que mais de uma vez, e em mais de um país, enfrentaram terroristas. Com a desenvoltura do Estado Islâmico e a cooptação de jovens via internet, dizem eles, todo o cuidado é pouco.

Há, porém, uma preocupação tanto de civis quanto de militares: a de deixar claro que o novo sistema de inteligência não servirá para bisbilhotar a vida das pessoas nem para perseguir e constranger adversários políticos do futuro e dos próximos governos. Como função de Estado, estará focado na segurança nacional, como ocorre em todos os países democráticos do mundo, detectando preventivamente movimentos ou ameaças a autoridades, a prédios públicos e ao próprio país.

A escolha de um general do Exército tem um motivo: é a Força Armada que cuida da segurança do território nacional, enquanto a Marinha é responsável pela área marítima e a Aeronáutica pelo espaço aéreo. Não está descartada a nomeação de um civil para a Abin.

Fonte: Estadão

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FAB PÉ DE POEIRA: Infantaria da Aeronáutica e sua participação na missão de paz da ONU no Haiti.

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A Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah) foi criada por Resolução do Conselho de Segurança da ONU, em fevereiro 2004, para restabelecer a segurança e normalidade institucional do país após sucessivos episódios de turbulência política e violência, que culminaram com a partida do então presidente, Jean Bertrand Aristide, para o exílio. O Brasil comanda as forças de paz no Haiti, que tem a participação de tropas de outros 15 países, mantendo na ilha um efetivo que varia entre dois mil quatro capacetes azuis da Marinha, do Exército e da  Força Aérea que formam junto com tropas outros  países o contingente militar da MINUSTAH (sigla em francês para Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti).  Acompanharemos por meio deste artigo como foi a participação da Infantaria da Aeronáutica nessa missão, o seu dia-a-dia e com o que eles se deparam na árdua tarefa como “peacekeepers” das Nações Unidas.

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 O Inicio

Cinco dias após o terremoto que assolou o Haiti, o Ministério da Defesa em conjunto com o Comando da Aeronáutica decide enviar o Hospital de campanha da FAB para ajudar a socorrer as vitimas do terremoto. Para que o HCAMP tivesse condições de operar, foram deslocadas ao Haiti uma Unidade Celular de Segurança e Defesa  composta por um Pelotão de Infantaria de Aeronáutica (PINFA) composto por militares da Policia da Aeronáutica e Membros do Pelotão de Operações Especiais Punhal. Sua Missão era prover a segurança ao Hospital de Campanha e da unidade celular de intendência montados pela FAB para atender o povo haitiano por ocasião daquela catástrofe. Esse pelotão da Infantaria foi integrado a MINUSTAH (Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti)  que alem da missão de segurança das instalações da FAB passou a Realizar patrulhas com os efetivos do EB e do CFN a fim de garantir a segurança do Povo Haitiano que naquele momento se encontrava em meio a um caos generalizado tornando-se assim a primeira tropa da infantaria da Aeronáutica a cumprir missão no exterior. O Envio de uma tropa de infantaria para o exterior só foi possível graças as  novas Diretrizes de Emprego da FAB e o relançamento da doutrina da  Subchefia de Segurança e Defesa que permitiu aumentar o ramo de emprego da Infantaria da FAB. O Primeiro “Contingente’ da Infantaria da FAB no Haiti permaneceu naquele pais de Janeiro a Maio de 2010 período de operação do HCAMP/FAB. Após assa primeira participação o Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR) através da Subchefia de Segurança e Defesa acordou com o Ministério da Defesa  a Participação da Infantaria da FAB na Minustah. Em Fevereiro de  2011 foi enviado o Primeiro contingente regular da Infantaria da FAB para o Haiti.

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Antes do  Embarque para o Haiti cada Pelotão da FAB passou por instruções básicas dos quais foram divididos em diversas fases onde contou com instruções básicas com o apoio do Comando do Exército e do Corpo de Fuzileiros Navais . No caso dos comandantes dos pelotões, as instruções foram realizadas no  Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB). Os militares também tiveram instruções específicas. Eles aprenderam como funciona a estrutura da ONU, os deveres dos peacekeeper, Direito Internacional e Direitos Humanos. Os pelotões tiveram, ainda, instruções de regras de engajamento no Haiti, instruções táticas de combate em ambiente urbano e em localidades, controle de distúrbios civis, garantia da Lei e da Ordem,  Segurança de autoridades, estabelecimento de “checkpoints”, Patrulha mecanizada, Patrulha a pé,  Segurança de comboios, Defesa de instalações entre outras.

Contingentes da Infantaria da Aeronáutica no Haiti

Unidade Celular de Segurança e Defesa (UCSD)/ Janeiro de 2010

Eqquipe da Unidade Celular de Segurança e Defesa (UCSD) na Base Aerea do Galeão no momento do embarque para o Haiti.
Equipe da Unidade Celular de Segurança e Defesa (UCSD) na Base Aérea do Galeão no momento do embarque para o Haiti.

A Unidade Celular de Segurança e Defesa foi composta por Trinta e um militares do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial do Rio de Janeiro (BINFAE-RJ). Os militares da tropa de infantaria, foram divididos em grupos de combate e contou com efetivo da polícia aeronáutica e do Pelotão de Operações Especiais Punhal. A unidade de segurança e defesa faz parte de uma das células do Escalão Móvel de Apoio (EMA), que abrange a Unidade Celular de Intendência (UCI) e o Hospital de Campanha da Aeronáutica . A Área de atuação da UCSD  foi de 6.500 metros quadrados, abrangendo todo o perímetro de segurança do local onde está instalado o Hospital de Campanha da Aeronáutica. O militares  trabalharam dia e noite, realizando patrulhas das 19h às 7 horas do dia seguinte. Nos cinco postos de segurança, militares utilizam armas de munição não letal, seguindo as regras de engajamento da ONU.

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Primeiro Pelotão/Fevereiro de 2011

Haiti

O Primeiro Pelotão de Infantaria de Aeronáutica chegou ao Haiti em Fevereiro de 20011 permanecendo ate agosto do mesmo ano. Seu efetivo era composto por militares pertencentes as unidades de Infantaria da Área do Segundo Comando Aéreo Regional (II COMAR).Os militares foram cedidos pelo Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial de Recife (BINFAE-RF – Batalhão Guararapes),  Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Base Aérea de Fortaleza  (BINFA 42 – “Batalhão Carcará”), Batalhão de Infantaria da Aeronáutica da Base Aérea de Natal (BINFA-22 –  “Batalhão Pitimbu”) e do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CINFAI-CLBI).

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Segundo Pelotão/ Agosto de 2011

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O Segundo Pelotão de Infantaria da FAB a embarcar para o Haiti foi composto por militares do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial de Manaus (BINFAE-MN – Batalhão Uiruuetê ) que e subordinado ao Sétimo Comando Aéreo Regional (VII COMAR). Em Porto Príncipe, o Pelotão foi responsável pela manutenção da estabilidade e da segurança da área de Delmas, que é onde estão localizados 64 acampamentos que abrigam a população que foi deslocada após o terremoto. Na região, também está incluída a área do Aeroporto. Entre as atribuições do grupo, estão missões de guarda, segurança, escolta auxílio a organizações não governamentais e apoio a ações da ONU.

Terceiro Pelotão/Março de 2012

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O Terceiro Pelotão da Infantaria da Aeronáutica a ser enviado para o Haiti foi composto por militares  do Batalhão de Infantaria de Aeronáutica de Brasília (BINFAE-BR) que esta subordinado ao Sexto Comando Aéreo Regional. Os militares embarcaram em 29 de Março de 2012 retornando ao Brasil  em novembro do mesmo ano, quando embarcou o quarto contingente da FAB, Pelotão de Infantaria da Aeronáutica, composto por militares das Guarnições de Aeronáutica de Natal, Recife e Fortaleza, que substituiu o pessoal do BINFAE-BR.

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Quarto Pelotão/Novembro de 2012

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Para compor o quarto Pelotão de Infantaria a FAB selecionou novamente o Segundo Comando Aéreo Regional para fornecer efetivos para formar o quarto  Pelotão de Infantaria.  O Mesmo embarcou para o  Haiti em 10 de novembro de 2012. O pelotão foi composto por 18 militares da Base Aérea de Natal (BANT), do Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial do Recife (BINFAE-RF – Batalhão Guararapes), do Batalhão de Infantaria de Aeronáutica da Base Aérea de Fortaleza  (BINFA 42 – “Batalhão Carcará”), Batalhão de Infantaria da Base Aérea de Salvador (BINFA-50 “Batalhão Atalaia”) e do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno – CLBI (CINFAI-CLBI),

Quinto Pelotão/ Maio de 2013

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O quinto pelotão  da FAB a participar da Minustah embarcou para o Haiti em 29 de maio de 2013. O grupo foi composto por quatro militares da Base Aérea de Campo Grande e 25 dos batalhões de infantaria da Guarnição de São Paulo: Escola de Especialistas de Aeronáutica –EEAR ( BINFA – 74), Parque de Material de Aeronáutica de São Paulo -PAMA-SP (CINFAI-PAMASP ), Grupo de Infraestrutura de Apoio de São José dos Campos -GIA-SJ (BINFA-64), Academia da Força Aérea – AFA (BINFA-89), Base Aérea de São Paulo – BASP (BINFA-54), Quarto Comando Aéreo Regional -IV COMAR (BINFA-14 “Batalhão Bandeirante” e Núcleo da Base Aérea de Santos –NUBAST (CINFAI-ST). Seu efetivo permaneceu no Haiti ate novembro de 2013.

Sexto Pelotão/ Novembro de 2013

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O sexto pelotão de infantaria da Força Aérea Brasileira  embarcou em 26 de Novembro de 2013, na Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, rumo ao Haiti para integrar a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH). Os 29 militares que compõem o pelotão integram os batalhões de Infantaria Especial da Aeronáutica sediados no Rio de Janeiro, (BINFAE-RJ, BINFAE-GL e  BINFAE–AF), além do Batalhão de Infantaria da Base Aérea de Santa Cruz ( BINFA 43 – “Batalhão Santa Cruz”) organizações subordinadas ao Terceiro Comando Aéreo Regional (III COMAR). O sexto Pelotão de Infantaria permaneceu no Haiti ate Maio de 2014 quando retornou ao Brasil.

Sétimo Pelotão /Maio de 2014

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O grupamento  foi constituído por um efetivo de 27 militares do Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Belém (BINFAE-BE), o Batalhão Marajó que esta subordinado ao  Primeiro Comando Aéreo Regional (ICOMAR), e de dois militares do Centro de Lançamento de Alcântara –CLA (CINFAI-CLA) subordinado ao Segundo Comando Aéreo Regional (IICOMAR). O embarque para o Haiti foi em 29 de Maio de 2013. O efetivo do sétimo Pelotão permaneceu no Haiti ate  Dezembro de 2014.

Oitavo Pelotão/ Dezembro de 2014

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O Oitavo Pelotão de Infantaria de Aeronáutica   foi composto por militares pertencentes Guarnições de Infantaria da Região sul do Brasil pertencentes a  área do V COMAR: 20 do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial de Canoas (BINFAE-CO  “Batalhão Cruzeiro do Sul”), 4 do Batalhão de Infantaria da Base Aérea de Santa Maria (BASM) e 5 do Batalhão de Infantaria da Base Aérea Florianópolis (BAFL). O pelotão embarcou para o Haiti em 9 de dezembro de 2014 retornando ao Brasil no dia 5 de Julho de 2015.

No Haiti

Cada Pelotão,  era formado por três Grupos de Combate, entre soldados, graduados (da especialidade de Serviço de Guarda e Segurança) mais o oficial comandante do pelotão (da especialidade de  Infantaria da Aeronáutica ). Todos realizam as mesmas funções e se revezam no cumprimento das missões. Cada pelotão também contava com uma força de reação composta por Membros das Forças Especiais da FAB sendo empregada quando é necessário o emprego de ações táticas de Operações Especiais, atuando exclusivamente para esse fim.  O Contingente da FAB foi alocado nas instalações do Exercito Brasileiro na Base General Bacellar  localizada nos arredores do aeroporto de Porto Príncipe, é a maior do complexo militar, onde concentra o comando da missão. Os Pelotões da FAB foram sempre alocados ao efetivo de uma Companhia de Fuzileiros de Força de Paz dentro do Batalhão de Infantaria de Força de Paz  (BRABAT)

Os óculos de visão noturna (NVG) ajudavam os herois nas patrulhas durante a noite escura de Cité Soleil, em locais sem luz controlados por gangues.
Os óculos de visão noturna (NVG) ajudavam os herois nas patrulhas durante a noite escura de Cité Soleil, em locais sem luz controlados por gangues.

Os militares da Infantaria da Aeronáutica atuaram dentro do âmbito da MINUSTAH na obtenção e manutenção de um ambiente estável e seguro e na garantia dos direitos humanos da população. Devido ao seu pequeno efetivo a tropa da Aeronáutica possuía uma área especifica de atuação principal de cerca de vinte quilômetros quadrados e quatro Campos de Deslocados Internos (IDPs). Desde o terremoto de 2010, cerca de 400 mil pessoas, ou seja, 4% da população haitiana continuam vivendo em IDPs. Dentro dessa área o PINFA (Pelotão de Infantaria de Aeronáutica ) teve a incumbência de guarnecer checkpoints e postos de segurança estáticos, além de realizar missões eventuais de acordo com as necessidades do comando da MINUSTAH.

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As principais atividades desenvolvidas pelo pelotão da Aeronáutica na missão foram patrulha a pé e motorizada 24 horas por dia nas áreas de responsabilidade; pontos de checagem nas principais avenidas e entroncamentos da cidade, além de operações conjuntas com a Polícia Nacional do Haiti (PNH) e a Polícia da ONU (UNPOL). Para a realização dessas missões  o Exercito brasileiros disponibilizava viaturas de transporte não especializado  Além disso, o Exército ainda dava o apoio em caso de necessidade com blindados Engesa EE-11 Urutu, para as situações onde se faz necessário um veículo armado e protegido, conferindo a mobilidade e blindagem necessárias para o cumprimento das tarefas. Outro ponto interessante que vale ressaltar foi que o efetivo da FAB durante toda sua operação no Haiti utilizou armamentos provenientes do Exercito Brasileiros como  Fuzis PARAFAL 7,62mm , pistolas 9mm. Escopetas calibre 12 e armamento não letal.

 Uma Experiência Única

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O pequeno Junas nasceu na viatura de uma patrulha no Haiti, com a ajuda dos soldados brasileiros
Demorvã Diego Canton e Kaue Correa dos Santos Frois.

Ernesto e Rebeca Delise vagavam pelas ruas de Porto Príncipe à procura de socorro. Grávida, com fortes contrações, a jovem e o marido tiveram de parar em uma das avenidas escuras da capital Porto Príncipe. Deitada na calçada, os dois esperavam. Na história desses pais haitianos, um encontro foi decisivo para o final feliz. Nove militares da Força Aérea Brasileira em missão rotineira de patrulha, viram a cena e socorreram a mãe.

Os primeiros atendimentos aconteceram ali mesmo. Os militares embarcaram a jovem mãe haitiana na viatura e partiram em busca de socorro, rumo a postos médicos de entidades que prestam apoio à população haitiana. Não deu tempo. O pequeno Junas Delise nasceu às 5h do dia 18 de Julho, na viatura da patrulha, com a ajuda dos soldados brasileiros Demorvã Diego Canton e Kaue Correa dos Santos Frois, que receberam treinamento de primeiros socorros antes do embarque para a missão. Com o menino nos braços da mãe, a equipe da FAB seguiu para o Centro de Referência de Urgências Obstétricas da ONG Médicos Sem Fronteiras. Os dois passam bem. “No momento mantivemos a calma para trazer uma nova vida ao mundo. A emoção foi muito grande. Fizemos o que fomos treinados. Foi uma lição que vamos levar por toda a vida”, afirma o soldado Demorvã. Frois diz que a experiência está sendo única, mas para ele “somente este fato já faz valer a pena toda a missão”.

 Missão cumprida

 Ao todo, cerca de 250 militares de oito pelotões da FAB se revezaram nas atividades desenvolvidas nas ruas de Porto Príncipe, capital haitiana. Após quatro anos de atuação, a Infantaria da Aeronáutica encerrou em Julho de 2015 o ciclo de participações na Missão da Organização das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH). Para a infantaria da Aeronáutica a experiência adquirida durante sua passagem pelo Haiti foi muito boa. As unidades que enviaram efetivos para o Haiti tiveram um grande ganho operacional onde a  experiência adquirida esta sendo repassada para as demais unidades.  Um Grande diferencial foi à oportunidade de desempenhar atividades não habituais para a Infantaria no conceito de emprego, em qualquer tipo de cenário, inclusive em Operações de Paz, especialmente no ambiente urbano. Ou ponto que podemos destacar foi  operação em viaturas blindadas de transporte de pessoal sobretudo nos modelos Engesa EE-11 Urutu. A atuação com veículos blindados deu as tropas da FAB uma oportunidade única de conhecer o emprego e operação desse tipo de viatura uma vez que a FAB não dispõem das mesmas.

Militares da UCSD juntamente com um Veiculo Blindado 6X6 EE-11 Urutu. No Cenario Haitiano a Infantaria da FAB teve a oportunidade de Opera com veículos blindados. Onde o ganho operacional esta sendo repassado para a força. Dando inicio ao desenvolvimento da doutrina na FAB.
Militares da Unidade Celular de Segurança e Defesa – UCSD juntamente com um Veiculo Blindado 6X6 EE-11 Urutu.  No Cenário Haitiano a Infantaria da FAB teve a oportunidade de operar com veículos blindados onde o ganho operacional esta sendo repassado para  o resto da força dando inicio ao desenvolvimento da doutrina na FAB.

A avaliação geral é que essa missão trouxe para o  âmbito da Infantaria da Aeronáutica foi um  melhor conhecimento de como é o funcionamento da Organização, estando mais bem preparados para defender os interesses do Brasil. No âmbito interno, a missão foi  uma oportunidade única de integração das forças armadas e de aprimoramento de nossa doutrina de operações combinadas. A experiência no Haiti  deu a FAB uma boa experiência para se engajar em outras missões de grande porte aqui no Brasil, como foi no caso da Copa do Mundo em 2014 e futuramente nas Olimpíadas de 2016 ou no exterior em futuras operações de paz. As experiências adquiridas neste ambiente altamente complexo e real que envolveu a Infantaria da FAB, certamente não serão esquecidas por nenhum de seus homens que tiveram a oportunidade de participar, direta ou indiretamente, na preparação, na execução ou no apoio à missão. A Força Aérea Brasileira também apoia a MINUSTAH com suas aeronaves. Somente em 2014, um total de 189 toneladas de carga e 1.058 passageiros foram transportados entre o Brasil e o Haiti em aviões da FAB. Na época do terremoto, além de militares, material de apoio e a estrutura do Hospital de Campanha, foram transportados comida, remédios e até água.

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CINFAI – Companhia de Infantaria da Aeronáutica Isolada

PINFA – Pelotão de Infantaria de Aeronáutica

BINFA – Batalhão de Infantaria de Aeronáutica

BINFAE – Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial

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FAB PÉ DE POEIRA: Infantaria da FAB é destaque no Conexão FAB.

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Conexão FAB destaca exercícios de treinamento para as Olimpíadas Rio 2016

Nesta edição também apresentamos como foi comemorado o Dia da Aviação de Caça no RJ
Veja nesta edição do mês de maio como a Força Aérea Brasileira está se preparando para o maior evento esportivo do mundo. Em Santa Maria (RS), foi realizado o Exercício Boca do Monte, com a participação de caças A-1, que realizaram ataques simulados contra a Base Aérea e, também, aprimoraram as técnicas de defesa antiaérea da Aeronáutica e do Exército.

Acompanhe também como militares de Infantaria se preparam para realizar procedimento de Medidas de Controle no Solo (MCS) em aviões sob suspeita de contrabando. A simulação aconteceu na Base Aérea de Brasília (BABR).

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Tropas Aerotransportadas da Russia em breve serão equipadas com veiculos do tipo MRAP KAMAZ-53949 Typhoon-K 4X4.

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Segundo informações do site noticioso RIA Novost as Forças Aerotransportadas da Russia  ou VDV (Vozdushno- desantnye Voyska Rossii) em breve serão equipados com os veículos aerotransportados do tipo MRAP (Mine-Resistant Ambush Protected )  KAMAZ-53949 Typhoon-K 4×4 . A VDV juntamente com a “KAMAZ” desenvolveu o novo veiculo 4×4 blindado de características  modulares  capaz de ser aerotransportado. O desenvolvimento do KAMAZ Thyphoon 4×4 faz parte do programa russo Thyphoon que contempla o desenvolvimento de novos veículos blindados de transporte de tropas tipo MRAP para equipar as forças armadas russas.

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 Devido aos novos cenários da guerra moderna e as mudanças e modernizações implantadas pelo governo russo a VDV lançou suas especificações dentro do programa Thyphoon para o desenvolvimento de uma variante aerolançada.  O KAMAZ-53949 Typhoon-K foi apresentado pela primeira vez ao público durante a exposição defesa Kadex-2014 no Cazaquistão.

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O KAMAZ-53949 é capaz de transportar uma carga útil de 3.000 kg e fornece um nível de proteção  Stanag 4569 nivel 3. O KAMAZ-53949 fornece proteção contra até  8 kg de TNT sob a parte inferior ou qualquer roda do veiculo. O mesmo tem um peso total de cerca de 14.000 kg possui transmissão automática de 6 velocidades e sua velocidade máxima e de 105km/h. O Typhoon-K pode ser equipado com uma estação de arma remotamente controlada de vários calibras até o calibre 14,5.mm

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Supermáquinas: Decolagem Vertical

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ADSUMUS: Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília (GptFNB) realiza adestramento com Helicópteros UH-15 Super Cougar da MB.

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O Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília (GptFNB) conduziu, nos dias 14 e 15 de abril, o adestramento com Helicópteros Centro Oeste-I (Adest Heli CO-I), em conjunto com uma aeronave UH-15 do 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-2). Essa instrução teve como propósito qualificar, em operações com helicópteros, as tropas de Fuzileiros Navais de Brasília e componentes da Força de Emprego Rápido (FER) do Comando do 7º Distrito Naval.

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Na oportunidade, foram conduzidos adestramentos de técnica de desembarque por rappel e a simulação de um apoio ao assalto helitransportado da Força de Desembarque, quando as ações aéreas foram realizadas em proveito da mobilidade tática dos Grupamentos Operativos de Fuzileiros Navais (GptOpFuzNav). Neste exercício, uma Zona de Desembarque foi parcialmente mobiliada e, em coordenação com a tripulação da aeronave, foram planejadas rotas de aproximação e retirada, balizadas por pontos de controle, que exploravam as características do terreno, considerando a situação militar do inimigo. Em cada um desses pontos, um Destacamento de Comando e Controle do Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília garantiu a comunicação entre o grupamento operativo e a aeronave, a fim de promover a segurança do exercício.

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Adestramentos desse tipo contribuem para a elevação do grau de treinamento dos GptOpFuzNav, especialmente aqueles constituídos por tropas não pertencentes à Força de Fuzileiros da Esquadra, além de representar uma excelente oportunidade para a manutenção da prontidão operativa do Poder Naval no Planalto Central.

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Fonte: Marinha do Brasil

Vídeo: Sugestão Plano Brasil em caráter ilustrativo

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Rapidinhas Plano Brasil: Fuzileiros Navais Russos recebem viaturas BTR-82A

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A Brigada de Infantaria Naval (Morskaya Pekhota) Russa do Mar Negro (10th Marine Brigade) localizada na cidade de  Sevastopol recebeu recentemente 42 unidades da viatura blindada de transporte de pessoal anfíbia BTR-82A . Essas viaturas fazem parte do Plano de modernização e reestruturação dos Fuzileiros Navais Russos. Alem dessas veiculos outros equipamentos também foram entregues a infantaria naval russa.

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