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Com extradição pedida por EUA, fundador do WikiLeaks é preso na embaixada do Equador em Londres

LONDRES — O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, foi preso na manhã desta quinta-feira pela polícia britânica em Londres. Os agentes foram autorizados pela embaixada do Equador a entrar na sede diplomática do país, na qual o ativista estava exilado desde 2012. O governo equatoriano do presidente Lenín Moreno revogou o asilo do australiano e suspendeu a cidadania que lhe havia sido concedida. Moreno rompeu com Rafael Correa, seu antecessor que concedeu o asilo a Assange, e desde o ano passado vinha indicando que a proteção poderia ser cancelada.

Manning, que servia no Iraque, foi a fonte de documentos militares americanos e de mais de 250 mil telegramas da diplomacia dos EUA vazados em 2010 e 2011 pelo WikiLeaks, a maior parte deles revelando os bastidores da chamada “guerra ao terror”. Mais recentemente, a organização publicou e-mails da campanha à Presidência de Hillary Clinton em 2016 que, segundo a Justiça americana, foram obtidos por hackers russos. Detida em 2010, Manning foi condenada a 35 anos de prisão, mas teve a pena comutada por Barack Obama depois de cumprir sete.

A prisão de Assange, de 47 anos, também atendeu a um pedido da Justiça britânica, que determinara sua detenção quando ele pediu refúgio na embaixada equatoriana, acusando-o de violar as condições da liberdade condicional que lhe havia sido imposta no âmbito de uma investigação de estupro na Suécia. Essa investigação foi posteriormente arquivada pela Justiça sueca, mas os advogados de Assange não conseguiram derrubar o pedido de prisão por violação da condicional. Nesse caso, ele pode ser condenado a até 12 meses de prisão.

 

Fonte: O Globo