Defesa & Geopolítica

Marinha do Brasil prepara NAe São Paulo (A-12)

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Roberto Caiafa

Dando prosseguimento a um planejamento iniciado em meados de 2005, a Marinha do Brasil prepara o retorno pleno a operacionalidade do navio-aeródromo São Paulo e sua ala aérea embarcada, com acréscimo de novas capacidades.

O construtor naval francês DCNS, segundo publicação do DOU (Diário Oficial da União), está sendo contratado para a realização de serviços de assistência técnica e assessoria na modernização e manutenção do sistema de propulsão do Navio Aeródromo A-12 São Paulo, por dois anos, pelo valor de 1.710.580,00 de Euros (hum milhão setecentos e dez mil e quinhentos e oitenta euros – Termo de Inexigibilidade de Licitação n° 002/2014).

Essa reforma é essencial para garantir que 12 caças AF-1M Falcão, atualmente sendo modernizados pela Embraer Defesa & Segurança, possam operar com segurança no convoo do navio, atuar na defesa do grupo tarefa e também serem capazes de disparar armamento inteligente como bombas guiadas e mísseis antinavio.

A Marinha também anunciou recentemente um novo arranjo no contrato de revitalização e modernização de aeronaves C1-AKC-2 Turbo Trader, destinadas a missão COD (Carrier on-board delivery), com a inclusão da Elbit Systems of America LLC/M7 Aerospace LLC.

Após a avaliação operacional do tipo, a 2ª fase do programa dará origem a uma versão AEW&CAAD embarcada usada para prover a defesa aérea do grupo tarefa nucleado pelo NAe São Paulo.

Oito helicópteros EC725 embarcados, versão inédita em desenvolvimento no Brasil em parceria com a Airbus Helicopters, serão capazes de disparar mísseis Exocet contra alvos de superfície, e futuramente, levarão o MANSUP, míssil anti-superfície de concepção e produção brasileira com o apoio e know-how da MBDA.

A empresa europeia anunciou na Euronaval 2014 a venda de diferentes versões desses mísseis para a Marinha do Brasil.

Os novos EC725 e MH-16 Seahawk de guerra anti-submario e anti-superfície estão entrando em serviço, e a frota de helicópteros embarcados nas escoltas (fragatas. corvetas e NaPaOc), AH-11 Super Lynx serão submetidos a uma modernização que inclui a troca dos motores, instalação de novos sensores, compra de novas armas e ampliação das capacidades diuturnas de emprego.

Dessa, forma, é possível vislumbrar a Aviação Naval da Marinha do Brasil chegando a segunda década do século XXI renovada e operacional.

A Marinha do Brasil contará então com novos submarinos, corvetas e NapAOc construídos no País.É aguardada para 2015 a definição dos vencedores, e para 2016 o início das obras do PROSUPER, proposto dentro do Programa de Reaparelhamento da Marinha.

Após 2022, é planejado o início do PRONAE, do qual resultará o substituto do NAe São Paulo. A DCNS, construtora do A-12, oferece a Marinha do Brasil para substituí-lo o projeto PA2.

Fonte: Infodefensa

 

 

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