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A Evolução da Manutenção de Chassi da VBTP-MR 6X6 Guarani e EE-11 Urutu no EB

Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Médica de Rodas (VBTP-MR) 6×6 GUARANI

Por Márcio André Vian e Carlos  Geovanini

O Exército Brasileiro (EB) utiliza Viaturas Blindadas (VB) desde 1921. Nesses quase 100 (cem) anos, diversas plataformas foram utilizadas nas mais diversas atividades no cumprimento de suas missões operacionais e de garantia da soberania da pátria. Este artigo, visa abordar e dissertar a respeito da evolução das viaturas blindadas sobre rodas aptas e vocacionadas ao transporte de pessoal, das quais iremos focar na Viatura Blindada de Transporte de Pessoal (VBTP) EE-11 URUTU e na VBTP-MR GUARANI .

EE-11 Urutu

A VBTP URUTU, projetada e fabricada pela empresa brasileira Engesa S/A na década de 70, foi um veículo de suma importância no cenário nacional e também mundial, tendo em vista que as 888 unidades fabricadas foram também exportadas para diversos países, dos quais podemos citar Angola, Bolívia, Iraque, entre outros.

Similarmente como ocorre com o Suporte Logístico Integrado (SLI) da empresa IVECO para as VBTP-MR GUARANI, todas as Vtr URUTU tiveram um SLI com uma abrangência parecida com a que ocorre atualmente. Este suporte se deu através da capacitação dos Recursos Humanos (mecânicos e operadores), de assistência técnica especializada, de fornecimento de suprimento e ferramental e, também, de apoio técnico.

Com o passar dos anos, a viatura recebeu alterações em alguns de seus componentes, visando modernizar seus sistemas e melhorar seu desempenho. Este fato é comprovado pelas diversas séries e modelos existentes atualmente no Brasil. Todos esses modelos, foram e continuam sendo manutenidos pelas Unidades que as possuem e pelos Batalhões Logísticos que as integram.

A aquisição das VBTP-MR GUARANI está inserida no Programa Estratégico do Exército que tem como objetivo dotar a Força Terrestre de uma Nova Família de Blindados de Rodas (NFBR). A tecnologia existente nessa VB traz a necessidade inicial de um suporte com a fabricante até que o número de mecânicos e materiais de manutenção nas OM sejam suficientes. A empresa IVECO, fabricante da VBTP-MR, sediada em Sete Lagoas–MG, é a responsável por prestar essa parceria. Atualmente, as VBTP-MR GUARANI estão recebendo apoio de manutenção da empresa por ocasião de suas garantias por intermédio do SLI.

Paralelo a isso, o EB tem especializado seus militares a fim de estar em condições de manter a disponibilidade das VBTP após o fim dos contratos com a IVECO. O CI Bld realizou no ano de 2017 o terceiro curso de manutenção de chassi desta viatura (Fig. 2) e os cerca de 60 mecânicos que já foram formados estão distribuídos principalmente por Unidades de Infantaria Mecanizadas e Batalhões Logísticos das Brigadas Mecanizadas.

Alunos do Curso de Manutenção de Chassi da VBTP-MR 6×6 Guarani
O Urutu e o Guarani fazem parte do sistema logístico de manutenção do Exército Brasileiro. Elas passaram por um período inicial de testes e aprovação, seguido de treinamento e implantação e, por fim, de especialização e consolidação das atividades de manutenção.
    As atividades de manutenção da VBTP URUTU já encontram-se consolidadas dentro do sistema logístico do EB, já tendo passado por todas as etapas citadas.
   No que tange a VBTP-MR GUARANI, essas atividades ainda encontram-se em processo de treinamento e implantação, nos assuntos referentes a seu emprego e sua logística, por parte do Exército. Não há dúvidas que o correto andamento destas fases é de suma relevância para as futuras etapas que estão por vir.
   No tocante aos cursos de manutenção de chassi do GUARANI, é notório perceber que cada vez mais o EB precisará de mecânicos bem qualificados, por se tratar de uma viatura com grande tecnologia embarcada e pela previsão do número de VBTP a serem adquiridas para equipar grande parte da Infantaria e da Cavalaria. Cada vez mais, o curso ministrado no CIBld avança em qualidade e profundidade técnica no estudo dos diversos sistemas que compõem essa moderna VBTP.
MAI da VBTP-MR 6×6 GUARANI
   Para o corrente ano, o Centro conta com um meio auxiliar de instrução (MAI) (Fig. 3), onde serão aprofundados os estudos dos diversos sistema que compõe a viatura bem como a simulação de panes. Esse MAI vai ajudar na formação do mecânico e do operador da viatura proporcionando, assim, ganho de tempo, economia de material e combustível.
Percebe-se, portanto, que a manutenção de viaturas blindadas sobre rodas não é uma etapa isolada, mas sim, uma fase dentro de um ciclo de evolução de um projeto, no qual os integrantes do Centro de Instrução de Blindados tem grande satisfação e entusiasmo profissional de pertencer.
AÇO, BOINA PRETA, BRASIL!
Márcio André Vian – 1º Sgt MB Mnt Vtr Auto
Monitor do CI Bld
Carlos Alexandre Geovanini dos Santos – Ten Cel
Comandante do CI Bld

 

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ADSUMUS: 2º Batalhão de Operações Ribeirinhas (2ºBtlOpRib) recebe visita de Capitão de Mar e Guerra Kevin Fleming Adido Naval do Reino Unido no Brasil

(Da esquerda para a direita) Capitão de Fragata, fuzileiro naval, Litwak; Capitão de Mar e Guerra Kevin Fleming; e Capitão de Mar e Guerra Dionísio
O 2º Batalhão de Operações Ribeirinhas (2ºBtlOpRib) recebeu a visita do Adido Naval do Reino Unido no Brasil, Capitão de Mar e Guerra Kevin Fleming, acompanhado do Chefe do Estado-Maior do Comando do 4º Distrito Naval (Com4ºDN), Capitão de Mar e Guerra Dionísio Tavares da Câmara Junior, no dia 7 de março.
Na ocasião, o Comandante do 2ºBtlOpRib, Capitão de Fragata fuzileiro naval Celio Litwak Nascimento, ministrou uma palestra sobre a missão e as atividades dos fuzileiros navais na área de jurisdição do Com4ºDN. Em seguida, foi realizada uma demonstração dos cães do 2ºBtlOpRib na pista de agility. O Capitão de Mar e Guerra Fleming conheceu as instalações da Organização Militar e a pista de rastreamento e contra-rastreamento, que é utilizada para o aprimoramento e aplicações das técnicas de patrulha em ambiente de selva por ocasião das operações ribeirinhas.
A visita teve o objetivo de mostrar a capacidade operativa do 2ºBtlOpRib no ambiente amazônico, bem como buscar futuras parcerias entre a Marinha do Brasil e a Marinha Real Britânica.
Demonstração com cães na pista de agility

Fonte:MB