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Conflitos Geopolítica Traduções-Plano Brasil

CENTCOM apresenta vídeo do abate da aeronave BAMS-D da Marinha dos EUA no Estreito de Ormuz

Tradução e adaptação-E.M.Pinto

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou que uma aeronave não tripulada de Vigilância Marítima de Área extendida da Marinha dos EUA (acrônimo em inglês- BAMS-D) foi derrubada por um sistema de mísseis terra-ar iraniano. 

O comando afirmou que a aeronave estava operando no espaço aéreo internacional sobre o Estreito de Hormuz, aproximadamente às 23h35 GMT de 19 de junho de 2019.

O CENTCOM refutou as reportagens iranianas de que a aeronave estava sobrevoava o espaço aéreo do Irã.

De acordo com uma nota do New York Times, os preparativos para um ataque de retaliação pelos EUA estavam bem encaminhados quando foram abruptamente cancelados. O ataque seria realizado na madrugada de 21 de junho para minimizar o riscos de danos aos civis iranianos. Outros artigos afirmaram que os ativos da Marinha dos EUA na região foram colocados em um período de 72 horas de espera para um possível ataque.

O BAMS-D é um sistema de aeronave não tripulada de grande altitude (acrônimo – HALE), baseado na aeronave RQ-4A Global Hawk e é um predecessor do MQ-4C Triton (imagem) , que inicialmente havia sido suspeito de ter sido abatido.

Informações das redes iranianas dão conta que a aeronave sobrevoava  área conjuntamente a uma aeronave P8 Poseidon o qual possuia 35 tripulantes. Em nota, os oficiais iranianos atestam que poderiam ter abatido o P-8 com seus 35 tripulantes, mas mandaram um recado à Washington ao selecionar a aeronave não tripulada que segundo eles, sobreboava o seu espaço soberano. O pentagono refuta veementemente estas informações.

 

Fonte: Naval Today

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa LAAD 2019

LAAD 2019- Cape Aerespace Technologies trouxe para LAAD as soluções de turbinas a gás para Drones

Texto- E.M.Pinto

Imagens e informações, CAT , Luis Medeiros e Ghost- Plano Brasil

 

A equipe presente na LAAD 2019 visiou o estande da CAT (Cape Aerospace Tecnologies) uma empresa sul africana que se dedica ao desenvolvimento de motores a gás par aaeronaves não tripuladas. a pmpresa com mais de 30 anos de tradição é certifica ao fornecimento de motores do gênero nos Estados Unidos desde 1999.

A empresa também fornece para o setor industrial micro e pequenas turbinas a gás para várias soluções de sistemas de propulsão. A CAT projeta, fabrica e testa turbinas a gás de alto desempenho para uso em aeromodelos, drones alvos de alta velocidade, UAV, aeronaves experimentais e planadores.

A empresa continua avançando o estado da arte dentro da indústria de turbinas a gás e contando com um banco de engenheiros, cientistas e projetistas com muita experiência no setor, a CATé capaz de projetar turbinas, acessórios e sistemas integrados de controle do motor de acordo com os requisitos e especificações do cliente.

As turbinas são projetadas de forma compacta, com excelente relação peso/potência e baixo consumo específico de combustível.

Todos os ciclos aerodinâmicos e termodinâmicos da turbina são otimizados utilizando o software CFD. As turbinas CAT são produzidos com um sistema de kero-start direto com atomização de combustível, fazendo com que a turbina arranque de forma rápida e confiável. A CAT faz uso dos mais recentes pacotes de software para projetar e otimizar suas turbinas.

O sistema atomizador também permite uma capacidade de religamento para partidas dem grandes  altitude.

As turbinas podem operar com combustível Diesel, Querosene ou Jet A1.

Todas as turbinas incluem uma Unidade de Controle Eletrônico (ECU), Unidade de Suporte de Solo (GSU) e todos os acessórios necessários para a operação do motor durante o vôo.

As turbinas CAT são testadas na fábrica CAT em um laboratório experimental equipado com instrumentação de medição. Os sistemas auxiliares relacionados à turbina, software e sistemas de controle eletrônico são desenvolvidos internamente pela CAT

Com objetivo melhorar as ofertas da indústria aeroespacial sul-africana o CSIR (Council for Scientific and Industrial Research) assumiu a tarefa de expandir suas atividades no projeto da turbinas a gás, com base nos desenvolvimentos de motores das décadas de 1980 e 1990.

O CSIR está atualmente em vários estágios de desenvolvimento de um motor turbojato 200 N para modelos controlados por rádio, veículos aéreos não tripulados (UAV) e drones alvo, um motor turbojato de ciclo avançado de 600 N para sustentadores de planadores, UAV, drones alvo e armas aplicações do sistema, bem como um motor turbojato de 3kN.

Esses desenvolvimentos estão sendo perseguidos a fim de aprimorar a tecnologia existente e, finalmente, ter um produto totalmente funcional a ser fabricado na África do Sul.

Na entrevista ao Plano Brasil, o diretor Executivo da empresa afirmou que há uma demanda pelo produto e isso permitirá uma indústria de turbinas a gás vibrante no mercado sul-africano.

O CSIR está trabalhando com a Stellebosch University, outras universidades sul-africanas, bem como um SMME baseado no Cabo Ocidental, chamado Cape Aerospace Technologies, para revitalizar essas tecnologias com a assistência da Iniciativa de Suporte à Indústria Aeronáutica do departamento de comércio e indústria.

As metas para os desenvolvimentos incluem atualizações de turbofans e eixos turbo do motor de 3 kN, com aplicações no transporte ferroviário e geração remota de energia para locais de exploração de gás de xisto.

“Direcionada para a geração de tecnologia de turbina a gás, foram fascinantes 33 anos no mundo dos micro-turbojatos desde que Jerry Jackman fez seu primeiro voo em 1983. O ritmo do desenvolvimento parece estar apenas acelerando, não apenas na indústria de propulsão a jato, mas também nos setores de geração de energia. Os próximos 20 anos prometem trazer ainda mais emoção. ” – foi o que disse Paul D Marsha da Cape Aerospace Technologies.

A CAT pretende não apenas construir sistemas de propulsão de alta precisão, mas também enriquecer e desenvolver habilidades nesta indústria específica. Um componente chave da empresa é estabelecer uma transferência de conhecimento entre engenheiro, desenvolvedores, projetistas  e estudantes. 

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa Israel Sistemas de Armas Tecnologia

Israel Aerospace Industries completa prova de conceito do ROTEM em demonstração bem-sucedida

A Israel Aerospace Industries (IAI) recentemente fez uma bem-sucedida demonstração de seu sistema Rotem. Trata-se de um sistema VANT (veículo aéreo não tripulado) leve de ataque letal, que pode ser transportado e operado por um único combatente. A demonstração abarcou os recursos ponta a ponta do Rotem, incluindo ataque rápido de alvo miniaturizado com total precisão. A demonstração foi feita em condições difíceis de campo e meteorologia, enfatizando a capacidade do sistema em responder com rapidez e eficiência à baixa assinatura de um inimigo em um espaço ameaçado.

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=YeezN3_KzFY[/embedyt]

O Rotem é um avançado drone de assalto “suicida” com cabeça de combate e recursos de decolagem e aterrissagem verticais. Assim, é adequado a missões de inteligência, reconhecimento e vigilância, bem como a missões de ataque.
O Rotem pode ser transportado, posicionado e operado por um único combatente a pé. A aeronave simplesmente se compacta em 97cm x 18cm x 13cm. O Rotem foi concebido para ser lançado em segundos durante manobra desmontada, sem acessórios especiais. A aeronave é controlada por um único operador com modos automatizados, por exemplo: retorno de emergência, navegação para coordenadas, rota, observação, ataque, abortar trincheira de segurança, e decolagem e aterrissagem automáticas. Pode ter suas tarefas dinamicamente alteradas durante uma missão ativa, incluindo a transição de velocidade de voo normal para velocidades mais baixas e vice-versa.


Boaz Levy, gerente geral e vice-presidente executivo da Israel Aerospace Industries (IAI) Systems, do Grupo Missiles & Space, declarou: “O teste-piloto no qual provamos a extensão da capacidade do Rotem constitui um salto quântico. Acredito que um veículo aéreo não tripulado (VANT) que combina recursos de reconhecimento e vigilância, domínio de terreno, sensores diversos e capacidade de ataque agrega relevante valor às forças de combate, com ênfase nas situações complexas de combate que requerem uma resposta rápida, precisa e disponível às ameaças do campo de batalha. O Rotem, com sua gama de recursos, é uma plataforma única para incrementar os confrontos terrestres.”

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Aviação Defesa Tecnologia Vídeo

PM Ambiental usa aeronave remotamente pilotada para combater crimes em São Paulo

Sugestão: Justin Case

Segundo o Tenente Coronel Luís Gustavo Biagioni, o teste do emprego da tecnologia é primordial para prevenção de crimes contra o meio ambiente

Por terra, água e ar, o trabalho e a fiscalização realizados pela Polícia Militar Ambiental não deixa espaço para quem quer cometer crimes em nenhum dos quatro cantos do Estado de São Paulo.

 

Polícia Militar Ambiental usa VANT para monitorar crimes no Estado de São Paulo
Divulgação

Polícia Militar Ambiental usa VANT para monitorar crimes no Estado de São Paulo

Na manhã desta sexta-feira (9), eu conversei com o Tenente Coronel Biagioni da Polícia Militar Ambiental. Ele é responsável por coordenar todo o trabalho de implementação do uso de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP) na PMA e ressalta os benefícios e eficiência do uso da tecnologia.

“A PMA tem pesquisado esse tipo de tecnologia desde 2010 e os testes trazem experiência no sentido de efetivamente ter isso como uma ferramenta de trabalho no futuro. O momento agora é de testar um equipamento bem maior que é o Caçador, modelo Heron, da Avionics-IAI. Um equipamento de alta capacidade e tecnologia”, diz o Tenente Coronel.

De acordo com o Policial, essa nova aeronave é diferente dos drones convencionais de até 20 quilos que costumamos ver. O Caçador precisa ficar em uma base e tem uma logística toda especial só para ele. A aeronave é capaz de voar por mais de 40 horas seguidas, a uma altitude de até 30.000 pés. “Ele voa integrado com o controle de espaço aéreo e em contato com o controlador de voo. Ele usa as vias estabelecidas para ele durante uma missão em uma altura que impossibilita a sua percepção por quem está no solo. Ele acaba se tornando furtivo ao olho humano, operando durante qualquer hora do dia”, diz.

O RPA tem autonomia para atuar em um raio de 250 KMs de onde está, mas com seu sistema de links através de satélites pode cobrir 100% do território do Estado de São Paulo. “Nós usamos dois modelos de RPAS atualmente, de até 20 quilos para testes operacioanais de eficiência e temos a perspectiva futura de conseguir continuar empregando a tecnologia. No teste que está sendo feito, a perspectiva é de ter serviço à disposição, e não de adquirir um RPA. Sendo mais eficiente a contratação de serviços do tipo”, aponta o Coronel Biagioni.

Para finalizar, o Coronel Biagioni diz que toda a operação do RPA é feito pelo pessoal da Avionics-IAI, mas que sempre tem alguém da PMA que atua de forma integrada para que as ações sejam planejadas. “Esse Policial identifica aquilo que pode haver de errado e isso é repassado para uma equipe em solo, que checa a ocorrência e toma a devidas medidas”, finaliza o Coronel.

VANT caçador e Policiais da PMA
Divulgação/PMAmbiental

VANT caçador e Policiais da PMA

Apreensão com RAP

Durante a madrugada dessa quinta-feira (8), a Polícia Militar Ambiental realizou uma operação na região de Botucatu com auxílio da Aeronave Remotamente Pilotada, o Caçador. A ação só foi possível graças a tecnologia que utiliza câmera especial com infravermelho e consegue identificar pessoas, veículos e construções, tanto de dia como à noite.

De acordo com o Tenente Coronel, foi identificado alguns pontos onde um trator estava operando em área de proteção durante a madrugada. “Isso nos chamou atenção e a partir daí mandamos viaturas pelo solo para checar essa ação e também a de alguns barcos que foram vistos. Essa fiscalização é importante para prevenir crimes. Agimos com a capacidade de monitoramento, antes que a infração ocorra”, disse o Tenente Coronel Biagioni da Polícia Militar Ambiental.

Imagens noturnas feitas pelo VANT Heron modelo caçador da Polícia Militar Ambiental
Divulgação/PMAmbiental

Imagens noturnas feitas pelo VANT Heron modelo caçador da Polícia Militar Ambiental

Fonte: IG- Último Segundo

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Defesa Inteligência Sistemas de Armas Tecnologia

IAI lança recurso operacional e tecnológico inédito: decolagem e aterrissagem de VANT com comunicação via satélite

Novo recurso permite ao VANT Heron executar missões de longa distância (a centenas de quilômetros) e usar locais remotos com infraestrutura mínima para aterrissar e decolar, tudo isso com comunicação via satélite

A Israel Aerospace Industries (IAI) apresentou, no Singapore Air Show em Singapura, um recurso operacional e tecnológico inédito para a linha Heron RPA de sistemas aéreos remotamente pilotados. Com o novo recurso, o Heron pode aterrissar automaticamente em pistas remotas situadas a centenas de quilômetros, com o suporte de uma pequena equipe local e infraestrutura básica de reabastecimento, antes de decolar para uma missão adicional. Baseado na comunicação via satélite combinada com decolagem e aterrissagem precisas, esse recurso inovador constitui um grande marco no conceito de operações remotas, oferecendo grande flexibilidade operacional.

A nova solução também proporciona significante economia nas estações de comando e nos recursos de equipes de voo, já que elimina a necessidade de retorno ao ponto original de decolagem para reabastecimento, reduzindo assim o tempo de voo e consumo de combustível, aumentando a disponibilidade operacional na área da missão e oferecendo várias opções para pousos de rotina e emergência. Com esse novo recurso, o VANT Heron poderá ser utilizado em missões ainda mais complexas e desafiadoras.

A linha Heron tem um longo e bem-sucedido histórico construído ao longo de anos a serviço de Israel, Alemanha e outras forças aéreas ao redor do mundo. A linha Heron engloba o Heron TP, Super Heron e Heron I, usados para missões estratégicas e táticas prolongadas e capazes de voar em condições climáticas adversas, carregar vários sensores simultaneamente e transmitir dados em tempo real às forças de campo e tomadores de decisão.

Shaul Shahar, vice-presidente executivo de Aeronaves Militares da IAI’s, declarou: “A atualização da capacidade operacional da linha Heron atende à necessidade de nossos clientes de uma alta flexibilidade operacional e deve aumentar o número de mercados que almejamos. Este é um salto quântico em termos de tecnologia e operacionalidade que assumimos com entusiasmo”.

 

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil ERICH SAUMETH Sistemas de Armas Tecnologia

Os Hermes 900 da Força Aérea Colombiana

Autor: Erich Saumeth Cadavid

© Plano Brasil- 2018

Tradução e adaptação- E.M.Pinto- Plano Brazil

 

 

Nessa ocasião, a Revista Aeronáutica, visitou as instalações do Comando Aéreo de Combate Cacom nº 2, da nossa Força Aérea (FAC), para conhecer e observar o funcionamento dos Sistemas de Aeronaves Remotamente Tripuladas (UAV), Elbit Systems Hermes 900 e 450.

Neste artigo, compartilharemos as características do Hermes 900, bem como a forma como a Força Aérea Colômbiana opera e implanta essa aeronave, que atualmente é um dos mais avançados  no mundo.


Características gerais do Hermes 900

Características gerais do Hermes 900

O Hermes 900 operado pela Força Aérea da Colômbia (FAC), possui comprimento de 8,3 metros e envergadura de 15 metros comprimento, com um peso bruto estimado de 1100 kg, com capacidades de carga útil entre 250 e 300 kg distribuídos em tanque ventral de 2,5 metros de comprimento e em 4 pontos de carga sub-alar, atingindo velocidades máximas de até 220 km/h e velocidades de cruzeiro de 100 km/h em média, com uma permanência de cerca de 36 horas, sem tanques de combustível auxiliares e um teto  máximo de 9.000 m a aeronave possui ainda trem de pouso retrátil.

 

Os Hermes 900 e 450 são operados pela FAC com uma equipe composta pelo piloto interno, o piloto externo, responsável pelas manobras de decolagem e pouso, pelos técnicos responsáveis ​​pela manutenção e por um grupo de operadores que trabalham na sua configuração, esta equipe é composta por um mínimo de 8 pessoas, todas treinadas pela Força Aérea.

 

Tanto o Hermes 900 como o 450, possuem sistemas redundantes, tornando sua operação mais segura, uma característica muito útil durante o estágio de teste e falhas de vôo que surjam durante os testes. Vale ressaltar que essas aeronaves foram projetadas para reduzir sua resistência ao ar, economizando assim combustível, de modo que mesmo suas asas possam ser retraídas – de acordo com a configuração da missão – e ter a habilidade técnica de usar bordas de degelo com Glicol, evitando o congelamento do mesmo em altitudes elevadas.

 

A Hermes possui uma série de equipamentos de última geração que buscam maximizar seu uso operacional, destacando seus sistemas eletro-ópticos / infravermelhos e a busca e fixação de alvos por designador de laser. Eles também possuem sistemas Gmti, Comint DF, Elint, radar SAR – para operar no mar, sistema de criptografia de dados duplo (LOS), para criptografia de dados, comunicações via satélite (Blos-beyond the line of sight), com criptografia dupla e tem  sistemas de autônomos de decolagem e aterrissagem independentes (Latol), o que facilita a aterragem automática em situações de emergência.

 

O Hermes 900 é alimentado por um motor Rotax 914-115 hp, com quatro cilindros turboalimentados de quatro tempos, que conduz uma hélice de duas lâminas, com sistemas de emergência autônomos, ATC (transtorno de tráfego aéreo), transponders IFF, sistema de navegação inercial (GPS) e um sistema de identificação do tipo APX100.

 

Estes UAV são operadas pela sua tripulação através da estação de controle Elbit Ugcs (Universal Ground Control Station), que, juntamente com os outros meios que compõem o sistema, tornam a aeronave Hermes não só fácil de operar, mas também consideravelmente móvel porque os diferentes equipamentos que o compõem, isto é, o próprio UAV, o seu veículo de reboque, de combustível e ignição, seus carregadores de bateria, seu recipiente de armazenamento, sua estação Ugcs, seus acessos de ligação de dados de ascendente-descendente (Banda C) e terminal de dados de satélite, seu extintor de incêndio e seus geradores, são todos implementáveis, sem que seja necessária qualquer infra-estrutura física para o seu funcionamento, o que, de fato, faz deste sistema um comando de drone móvel para a nossa FAC, nomeadamente aumentando as capacidades operacionais e permitindo que  essas aeronaves voem a partir de diferentes pontos da nação.

 

O Hermes 900 na FAC

Esses sistemas foram comprados pela Colômbia no ano de 2012 e começaram a operar desde 2013, graças à decisão do Ministério da Defesa da Colômbia de adquirir veículos aéreos não tripulados, com o objetivo de poder usá-los na luta contra os vários fatores que geram violência e insegurança, bem como apoiar instituições e entidades civis em diversas atividades preventivas.
Devido à necessidade de ter um órgão de gestão, foi criada a Direcção de Aeronaves Manejadas de forma remota (Diart), entidade responsável pela direção, gestão e desenvolvimento das várias UAV da nossa Força Aérea.

Então, de acordo com um planejamento rigoroso, desenvolveu-se um programa que estabeleceu os modelos UAV que deveriam ser adquiridos, além de adotar do ponto de vista doutrinal e tático uma série de fases que facilitariam a incorporação desta tecnologia e que incluíam, é claro, aquisição e colocação em operação dos Hermes 450 e 900, sendo o primeiro classificado como “Operacional” e o segundo como “Male”, isto é, com a capacidade de aumentar consideravelmente o tempo de vôo e a área de observação. Até o momento a FAC já acumulou mais de 2.000 horas de vôo com ambas as aeronaves.

Nossa Força Aérea concentrou a operação de seus Hermes 900 e 450 na obtenção de informações do tipo ISR (inteligência, vigilância e reconhecimento), particularmente em áreas com alto valor estratégico, bem como em metas móveis e também para a vigilância da infra-estrutura vital e enérgico da nação, objetivos alcançados graças à autonomia e às capacidades desses sistemas, o que lhe permitiu coletar mais dados e fazer um acompanhamento prolongado no caso de missões do tipo Homeland.

No mesmo sentido e por causa do uso que a FAC faz dos seus UAV, estes foram utilizadas no monitoramento de processos eleitorais, monitoramento do meio ambiente, canais de rios, além de estradas e trânsito no final e período de início. do ano, no desenvolvimento das operações Lamda 1 e 2.

SEU EMPREGO

Nossa Força Aérea, através de seu Esquadrão “Quimera“, implanta o Hermes em quase todas as condições meteorológicas, tanto de dia como de noite, 7 dias por semana e 24 horas por dia, graças ao profissionalismo, à experiência operacional e a prontidão desta unidade.

A preparação cuidadosa e o acompanhamento de um Hermes 900, por exemplo, começa quando a equipe “Quimera“, formada por oito integrantes (divididos em quatro grupos e representando as quatro cabeças da figura mitológica Chimaera), conseguem uma tarefa ordenada para apontar um destes UAV em um período de tempo não superior a 30 minutos, depois de ter esta aeronave para realizar uma missão em qualquer parte do território e com a capacidade de tirá-los de uma estrada  militar ou civil,  pavimentada ou não.

A missão começa com uma revisão rigorosa dos parâmetros de vôo anteriores e o fornecimento de combustível para o UAV. Em seguida, o veículo de reboque coloca o Hermes 900 na pista, uma aeronave que é consideravelmente silenciosa, e apenas a 50 metros de distância, o som do seu motor Rotax 914-115 CV é praticamente imperceptível, e a uma altitude maior, pára completamente de ser ouvido. que destaca a operação desta UAV.

Durante o curso da missão, o Hermes, envia constantemente informações sob a forma de imagens, ao longo do traçado da rota previamente estabelecida pelos seus operadores. A qualidade das imagens enviadas permite que a FAC tenham em qualquer momento e em tempo real, informações de inteligência de natureza estratégica, a custos operacionais muito baixos e por longos períodos de tempo, que no caso do Hermes 900 , pode durar até mais de 30 horas.

A operação termina com uma manobra de aterragem UAV executada pelo piloto externo, para ser posteriormente realizada pelos operadores no veículo de reboque para o hangar, onde sua estrutura e sistemas são submetidos a uma revisão completa, para finalmente serem desconectados.

 

Padronização operacional

 

A implantação operacional do Hermes, nossa Força Aérea, conseguiu graças ao trabalho das equipes e equipes dos UAV, padronizar uma série de capacidades, dentro das quais podemos enunciar o seguinte:

1-Os diferentes procedimentos de comunicação entre a tripulação e o pessoal que opera o sistema. Este padrão é conhecido como “linguagem de comunicação“.

2 – No mesmo sentido, os diferentes procedimentos operacionais dos canais de freqüência foram padronizados. Para isso, canais específicos são utilizados para realizar os processos de manutenção e trabalhar em toda a carta de entendimento com a Aeronáutica Civil.

3 – De acordo com o acima exposto, os boletins de segurança são constantemente preparados, orientados para a prevenção, que são constantemente renovados, ou resultados de uma novidade operacional.

4 – Da mesma forma, os boletins de freqüência são formulados, com os mesmos detalhes que os boletins de segurança.

5 – Os modelos do esquadrão também são emitidos para que os pilotos estejam cientes das notícias operacionais de todo o esquadrão.

6 – A equipe da Quimera, graças ao desenvolvimento de seu próprio projeto de pesquisa, conseguiu a conversão de imagens em HD, otimizando consideravelmente a coleção gráfica de informações.

7 – Ttambém adaptaram e renovaram os manuais de operação, entre eles o treinamento, a tarefa, as táticas, técnicas e procedimentos (Mttp) e o guia necessário para os pilotos.

 

A Manutenção

O Esquadrão de Quimera, de forma projetada, realiza uma série de inspeções  nos UAV, que foram chamados Horaria e o segundo Calendário.

A programação acontece a cada 100 horas, enquanto o Calendário a cada 30 dias. Estes consistem em recarregar as baterias mensalmente, verificando os sistemas anticongelantes, verificando e mantendo os sistemas de freio, bem como o Radar de Abertura Sintética (SAR), o Satcom (sistema de comunicação por satélite). e as câmeras eletro-ópticas.

 

Características Gerais

Fabricante Elbit Systems
Operadores 08 homens
Dimensões:

Comprimento

Envergadura

Peso

 

8.3 m

15.0 m

1.100 kg

Capacidade de carga útil: Entre 250 a 400 kg
Pontos de carga 5 (Un interno ventral)
Velocidade máxima:

Velocidade de Cruzeiro:

220 Km/h (137 mph)

100 Km/h (70 mph)

Autonomia: 36 horas (a FAC opera em intervalos máximos de 30 horas)
Teto máximo de serviço: 9.000 m
Planta motriz Rotax 914-115 CV – 4 cilindros
Capacidade de entrega  de armamento: Em desenvolvimento pela FAC e Elbit

Dados técnicos: Escuadrón Quimera, Fuerza Aérea Colombiana.

Fotos. Erich Saumeth ©


Sobre  o Autor:
Erich Saumeth é Analista e pesquisador colombiano sobre questões de Defesa, Segurança Nacional, Geopolítica e Políticas Governamentais. Mestrado em Estudos Políticos com ênfase em Políticas de Defesa e Segurança, Especialista em Estudos Político-Econômicos, Diploma em Estudos Geopolíticos, Diploma em Desenvolvimento Humano, Advogado. Especialidades: Defesa – Segurança – Coexistência – Governo. Corresponsal para Colombia de Tecnología Militar e Infodefensa.com