Categories
Artigos Exclusivos do Plano Brasil Geopolítica

Plano Brasil/Relações Brasil X EUA/Análise: “Presidente dos EUA, Donald Trump,notifica Congresso Americano sobre intenção de indicar Brasil como “Aliado Preferencial extra-Otan”, e garante que apoiará a entrada do País na OCDE”

 

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/Relações Brasil X EUA/Análise: “Presidente dos EUA, Donald Trump, notifica Congresso Americano sobre intenção de indicar Brasil como “Aliado Preferencial extra-Otan”, e garante que apoiará a entrada do País na OCDE”.

 

História Contemporânea

 

Ao término da Segunda Guerra Mundial (II GM), estava no projeto de pós-guerra do Presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt (https://pt.wikipedia.org/wiki/Franklin_Delano_Roosevelt ), do Brasil, já naquela ocasião, vir a fazer parte do Conselho de Segurança da ONU.

 

Com a morte de Roosevelt, antes do término da II GM, o Brasil perdeu o seu maior mentor e apoio incondicional, e assim mesmo recebeu como prêmio de consolação poder abrir todas as Conferências da ONU no decorrer de todos os anos.

 

“No livro “O sexto membro permanente: o Brasil e a criação da ONU”, o diplomata Eugênio Vargas Garcia relata que o governo de Franklin Roosevelt, que liderou os Estados Unidos na Segunda Guerra, havia prometido ao Brasil uma cadeira permanente no Conselho de Segurança na nova organização.

 

Com a morte de Roosevelt em abril de 1945, um mês antes do fim do conflito, e sua substituição pelo vice, Harry Truman, a promessa foi deixada de lado.

 

A contenção dos soviéticos na Europa e no extremo oriente se tornariam as prioridades americanas no início da Guerra Fria.

 

Não há até hoje um sexto membro permanente, privilégio de que usufruem cinco países: EUA, Rússia (no lugar da antiga URSS), França, Reino Unido e China, todos com armamento nuclear.” O Globo, 25/Setembro/2018 ( https://oglobo.globo.com/mundo/entenda-por-que-brasil-o-primeiro-discursar-na-assembleia-geral-da-onu-23098892 )

 

EUA reforçam compromissos feitos a Bolsonaro

Trump notifica Congresso americano sobre intenção de indicar Brasil como aliado preferencial fora da Otan, e garante que apoiará entrada do país na OCDE, após Washington deixar de se posicionar favoravelmente em reunião em Genebra

Segundo fontes, haveria um impasse na OCDE em relação ao número de vagas

O Globo, Mundo, Página 23, Quinta-Feira, 09/Maio/2019

Foto: Acordos. Os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump apertam as mãos durante encontro na Casa Branca – GETTY IMAGES

O governo americano indicou ontem que cumprirá os compromissos acordados com o presidente Jair Bolsonaro em março, durante sua visita ao Washington. Em comunicado, o presidente Donald Trump anunciou que notificou o Congresso de sua intenção de que o Brasil seja um aliado preferencial do governo americano fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O governo Trump ainda garantiu que cumprirá a promessa de apoiar a candidatura brasileira a país integrante da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O apoio foi confirmado após vir a público que os Estados Unidos mantiveram sua posição contrária à adesão de novos membros à organização em reunião realizada na terça-feira, em Genebra, Suíça, segundo informou o Valor Econômico. Ontem, Kimberly Breier, secretária-adjunta de Estado para o Hemisfério Ocidental, garantiu, em mensagem em rede social, que o governo de Donald Trump “apoia o Brasil, que está iniciando o processo de adesão para se tornar um membro pleno da OCDE”.

“De acordo com a declaração conjunta de Donald Trump e Jair Bolsonaro, damos as boas-vindas às reformas econômicas, melhores práticas e uma estrutura regulatória do Brasil, de acordo com os padrões da OCDE”, escreveu Breier no Twitter.

Uma fonte do governo brasileiro explicou que a dificuldade continua sendo a expansão da OCDE em sentido mais abrangente: os EUA querem um número menor de vagas, mas que necessariamente contemplem o Brasil e a Argentina. A questão é encontrar um equilíbrio na proporção de países europeus e de outras regiões com as quais os 35 integrantes possam concordar. Além de Brasil e Argentina, disputam uma vaga Croácia, Bulgária, Romênia e Peru.

BARGANHA ENVOLVE OMC

Na visita de março a Washington, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, anunciou que o Brasil abriria mão do status de país em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio (OMC), numa contrapartida para que o governo americano apoiasse a candidatura do Brasil a integrar a OCDE. Na mesma visita, Trump informou ao presidente brasileiro que tinha intenção de indicar o Brasil como um aliado preferencial extra-Otan.

Na noite de terça-feira, o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Filipe Martins, usou uma rede social para rechaçar qualquer possibilidade de recuo dos EUA. Segundo ele, há um impasse sobre o número de vagas a serem abertas no OCDE. Enquanto os europeus desejam abrir seis vagas, outros países querem apenas quatro.

“A posição do governo americano em relação ao ingresso do Brasil na OCDE é exatamente a mesma que foi adotada pelo presidente Donald Trump no dia 19 de março: a de apoio claro e inequívoco do processo de ingresso do nosso país na organização”, escreveu Martins no Twitter.

O primeiro passo para o ingresso é o Conselho da OCDE convidar o Brasil para iniciar o processo de entrada, o que ainda não aconteceu. A partir do convite, o processo pode levar, no mínimo, dois anos. O país deve passar pela avaliação de 20 comitês de várias áreas. O país já trabalha com vários destes comitês, o que deve facilitar algumas etapas.

No caso da Otan, o próprio Trump disse ontem, em comunicado, que honrará o compromisso. “Estou notificando minha intenção de designar o Brasil como aliado preferencial fora da Otan. Estou tomando essa medida para reconhecer o recente compromisso do Brasil em aumentar a cooperação militar com os Estados Unidos, e em reconhecimento do nosso próprio interesse nacional em intensificar nossa coordenação militar com o Brasil”, afirmou.

Nesse caso, a declaração é unilateral, já que os Estados Unidos não precisam de aprovação de nenhum outro país para colocar o Brasil na lista. Também não há nenhum vínculo com a Otan: é uma posição independente do bloco. Ao todo, 17 países receberam essa classificação do governo americano — a Colômbia é, desde o ano passado, o único parceiro global na América Latina. A Otan tem 29 países-membros, nenhum dele é da América Latina ou do Atlântico Sul.

APROXIMAÇÃO MILITAR

Na prática, ser um aliado prioritário extra- Otan aproxima militarmente o Brasil dos Estados Unidos, já que, ao entrar nessa classificação, o Brasil consegue tornar-se comprador preferencial de equipamentos e tecnologia militares dos EUA; participa de leilões organizados pelo Pentágono para vender produtos militares; e ganha prioridade para promover treinamentos militares com as Forças Armadas americanas.

(Colaborou Eliane Oliveira)

Fonte: O Globo, Mundo, Página 23, Quinta-Feira, 09/Maio/2019 via clipping.abinee.org

Categories
Geopolítica Geopolitica Inteligência

Gastos militares dominam discussões da cúpula da Otan

Imagem- MT5

Os gastos militares nacionais dos 29 países da Otan dominam a cúpula desta quarta e quinta-feira em Bruxelas, após as críticas do presidente americano, Donald Trump, para quem seus aliados não gastam o suficiente e se aproveitam dos Estados Unidos.

“Países da Otan têm que pagar mais, os Estados Unidos têm que pagar menos. Muito injusto!”, tuitou Trump, para quem os membros europeus da Aliança e do Canadá não respeitam seu compromisso de destinar 2% de seu PIB nacional à defesa.

Mas qual é a situação por trás das críticas?

– Quanto os Estados Unidos investem em defesa? –

Donald Trump afirmou, na segunda-feira, que os Estados Unidos “estão pagando 90% da Otan” – embora não esteja claro como chegou a esse valor.

Os dados publicados nesta terça-feira pela Aliança mostram que o orçamento nacional de defesa dos Estados Unidos representa dois terços do conjunto dos aliados em 2018.

Segundo valores constantes desde 2010, o orçamento da maior potência militar do mundo chega a 623,241 bilhões de dólares, frente aos 935,557 bilhões dos 29 aliados.

Continua depois da publicidade

O Reino Unido está na segunda posição com 59,755 bilhões de dólares, seguido de França (53,038 bilhões) e Alemanha (48,862). O Canadá está em sexto, com 23,637 bilhões.

– 2%: um compromisso vinculante? –

Independentemente do volume de sua economia, os países da Otan se comprometeram na cúpula de Gales de 2014 a aproximar seu gasto à meta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional até 2024.

Os 28 aliados de Washington também acordaram, em meio à tensão com a Rússia por seu papel no conflito na Ucrânia, a frear os cortes nos setores de defesa, realizados durante a crise econômica.

Desde então, o gasto total dos aliados europeus e do Canadá acumulado já não registrou cortes e aumentou em cerca de 87,6 bilhões de dólares.

Contudo, desde sua chegada à Casa Branca em janeiro de 2017, Trump se referiu ao objetivo de 2% diversas vezes para garantir que seus aliados não cumprem sua promessa.

Os aliados não veem exatamente assim. “Não é uma obrigação legal vinculante, é uma orientação política”, reconheceu uma fonte diplomática de um país da Otan.

– Quem cumpre os 2%? –

Em termos percentuais em relação ao PIB, a maior economia do mundo é de longe a maior contribuinte, com 3,5% do PIB – segundo dados da Otan de 2018 baseados em valores de 2010.

Além dos Estados Unidos, cumprem o objetivo a Grécia, com 2,27%, a Estônia (2,14%) e o Reino Unido (2,10%), aos quais se somou neste ano a Letônia, com 2%, de acordo com esses dados.

Polônia (1,98%), Lituânia (1,96%) e Romênia (1,93%) podem se juntar ao grupo em 2018, já que esses países acordaram a nível nacional alcançar a meta, segundo a Otan.

A Alemanha, maior economia europeia, se manteria estável este ano em 1,24%, o que lhe torna o alvo preferido das críticas do presidente americano.

Dos 29 membros da Otan, Luxemburgo registraria o menor gasto militar em 2018, com 0,55% do PIB nacional, atrás de Bélgica e Espanha, ambos com 0,93%.

– Além dos 2% –

O presidente dos Estados Unidos algumas vezes sugeriu que seus aliados “devem dinheiro” à Otan, embora isso crie confusão ao não diferenciar a meta de gastos nacionais e as contribuições diretas para a Aliança.

Essas contribuições são usadas para financiar o “orçamento civil” da Aliança (291 milhões de dólares em 2018), que cobre o custo da administração da sede da organização transatlântica em Bruxelas.

Mas os 29 aliados também contribuem para o “orçamento militar” de cerca de 1,55 bilhão de dólares em 2018, que financia a estrutura de comando da Otan.

A contribuição é feita com base no tamanho da sua economia. Os Estados Unidos, portanto, pagam 22% do total, seguidos por Alemanha, com 14%, e França e Reino Unido, com 10,5% cada.

Fonte:AFP via  EM