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Stefanini assegura trabalho no primeiro submarino nuclear do Brasil

Tradução e adaptação-E.M.Pinto
 

A fornecedora de TI, Stefanini foi contratada para trabalhar no primeiro submarino movido a energia nuclear da Marinha do Brasil.

O Brasil está desenvolvendo o submarino em cooperação com o Grupo Naval da França, que entregará quatro meses de treinamento a um grupo de engenheiros da IHM Stefanini em Ruelle-sur-Touvre, na França.

O projeto inclui o projeto do Sistema Integrado de Gerenciamento de Programas (IPMS), fornecendo o PLC e painéis remotos, configurando os PLCs e redes industriais, configurando o supervisório para a interface de controle e projetando as redes e sistemas de segurança cibernética.

A construção do SN-Álvaro Alberto faz parte do programa de desenvolvimento de submarinos do PROSUB no Brasil, que fará com que o país desenvolva e construa domesticamente quatrosubmarinos diesel-elétricos e uma unidade nuclear.

Fonte: Naval Today

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Rússia lança o maior submarino do mundo- Project 09852 KC-139 "Belgorod" a nave mãe dos submarinos "Poseidon"

Tradução e adaptação: E.M.Pinto


SEVERODVINSK, 23 de abril / TASS /.

Em cerimonia oficial, foi lançado o submarino Project 09852 KC-139 “Belgorod” o submarino de propulsão nuclear que será o primeiro transportador dos drones submarinos estratégicos “Poseidon”. O lançamento do navio foi efetuado de sua doca no estaleiro Sevmash, no norte da Rússia.

O presidente russo, Vladimir Putin, assistiu à cerimônia de lançamento do submarino por meio de um link de TV.

Mikhail Budnichenko diretor do estaleiro proferiu um pronunciamento enfatizando o papel dos construtores navais que estão em constante melhoria e produção continuada, com contratos assinados por mais de duas décadas garantidos.

Ele enfatizou:

“Os construtores navais da empresa cumpriram todas as tarefas de construir navios dentro do prazo estabelecido e com alta qualidade”.

Depois disso, o Comandante do Navio Capitão Anton Alyokhin tradicionalmente esmagou uma garrafa de champanhe contra a quilha do navio. A construção do submarino será concluída após o lançamento ao mar.

Uma fonte do setor de defesa disse à TASS que os testes do reator nuclear do submarino e seus testes no porto estão programados para este ano.

O Belgorod realizará testes marítimos em 2020 e após as suas aprovações, será entregue à Marinha até o final desse ano, observou a fonte.

Outra fonte na indústria de defesa disse à TASS que o novo submarino seria capaz de transportar seis drones estratégicos.

O submarino nuclear Belgorod foi inicialmente construído sob o Project  949A ‘Antey’.

O submarino foi colocado no estaleiro Sevmash em 24 de julho de 1992. Em 20 de dezembro de 2012, foi novamente lançado sob o Projeto 09852.

As características operacionais exatas do submarino para fins especiais são secretas e desconhecidas, porém, o Ministério da Defesa da Rússia informou em novembro de 2018 que a tripulação do submarino de Belgorod havia sido formada.

O navio terá no entanto a missão de transportar e comandar o drone submarino Poseidon o qual foi revelado pelo presidente russo Vladimir Putin em seu discurso à nação na Assembléia Federal em 1 de março de 2018.

O líder russo disse que a Rússia já havia desenvolvido drones capazes de se mover em grandes profundidades, em distâncias intercontinentais a uma velocidade superior aos dos subamarinos convencionais.

Como o presidente russo disse, esses drones podem ser armados com munições convencionais ou nucleares, o que lhes permitirá atacar uma ampla gama de alvos. O drone Poseidon terá um alcance operacional ilimitado e uma profundidade operacional de mais de 1 km.


Fonte: TASS

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LAAD 2019: ICN e a paraceria com a Marinha do Brasil para o desenvolvimento do seu primeiro Submarino Nuclear

E.M.Pinto

Durante a LAAD 2019 que ocorre até esta sexta feira 05/04 no Rio Centro, Daniel Fernandes Mendonça o assessor de Relações Institucionais da ICN, concedeu informações sobre os trabalhos do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub)  destcando que o mesmo segue seu rumo religiosamente dentro do cronograma previsto.

Mendonça afirmou ainda que num futuro próximo a ICN alterará o seu estatuto o que permitiria uma nova constituição e uma nova perspectiva de projetos e negócios. Segundo ele, o modelo baseia-se na experiência de sucesso alcançada pela  Embraer, empresa criada como estatal, que hoje possui capital aberto e participa de diversos projetos de aviação comercial e militar dentro e fora do Brasil.

Ele ainda afirmou

“Somos capazes de produzir submarinos com 100% de tecnologia nacional. A transferência de tecnologia adquirirda com o S40 Riachuelo,  já foi concluída, e no caso do submarino nuclear SN Álvaro Alberto, com conclusão prevista para 2029, já dominamos cerca de 80%”

Esta aletração estatutar permitirá que a longo prazo, possemos vislumbrar negociações de submarinos fabricados pela indústria naval brasileira com outros países e também permitir que a companhia hoje restrita ao Prosub participe de projetos para embarcações de superfície, tanto militares quanto civis.
Mendonça informou ainda que após o lançamento do S40 Riachuelo ao mar, em dezembro do ano passado, a ICN segue trabalhando não só nos testes com o submarino, a fim de entregá-lo para o início das operações por parte da Marinha em 2020, mas também para a construção dos demais três modelos convencionais do modelo SBR previstos no Prosub que são o S41 Humaitá, o S42 Tonelero, e o S43 Angostura.

Pelo cronograma atual da Marinha, os três submarinos convencionais deverão ser concluídos em setembro de 2020, em dezembro de 2021 e em dezembro de 2022, respectivamente. Já os trabalhos de desenvolvimento do reator nuclear, item não incluso no contrato com o Naval Group, segue o seu curso no Centro Tecnológico da Marinha, em São Paulo o qual está previsto para conclusão em 2023.

Quando pronto, o SN-1 Álvaro Alberto terá 100 m de comprimento e seis kton de deslocamento, além de autonomia ilimitada e capaz de operar a uma profundidade de até 300m e uma tripulação de até 100 integrantes.

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Marinha dos EUA estabelece Escritório Executivo do Programa para novo submarino de mísseis balísticos

Ilustração do submarino planejado da classe Columbia (Fonte: Comando dos Sistemas Navais dos EUA)

Tradução e adaptação-E.M.Pinto

A Marinha dos EUA anunciou em 6 de março a criação do Escritório Executivo do Programa Columbia (PEO CLB) para focar inteiramente na prioridade de aquisição número um da Marinha. A PEO CLB fornecerá a supervisão da construção de 12 submarinos da classe Columbia (SSBN) que ajudarão a Marinha a manter uma dissuasão estratégica baseada no mar, confiável, viável e que sobreviva até a década de 2080.

“Este é o programa é o mais importante da Marinha e o estabelecimento de um novo PEO hoje significa enfrentar os desafios de amanhã”, disse o honorável James Geurts, secretário assistente da Marinha para aquisição, pesquisa e desenvolvimento. “A evolução do financiamento inicial para a construção, desenvolvimento e testes para a produção em série de 12 SSBNs será crucial para atender a Estratégia Nacional de Defesa e construir a Marinha que a nação precisa. A PEO Columbia trabalhará diretamente com patrocinadores de recursos, partes interessadas, parceiros estrangeiros e construtores navais e fornecedores para atender às prioridades nacionais e fornecer e sustentar a capacidade letal que nossos combatentes precisam. “

A Geurts anunciou que o contra-almirante Scott Pappano assumirá o primeiro cargo da PEO Columbia.

A PEO Columbia fará parte da Team Subs e trabalhará em estreita colaboração com os Submarinos PEO e a Diretoria de Submarinos em Serviço (SEA 07) do Comando Sea Systems Command em todos os programas submarinos e afiliados, incluindo suporte ao ciclo de vida.

 O PEO CLB focará no projeto, construção e sustentação do programa da Columbia e nos esforços associados que incluem a interface com o Programa de Sistemas Estratégicos e o Reino Unido para o Programa Dreadnought.

A classe Columbia é um programa crítico de construção naval e deve ser entregue a tempo para atender aos requisitos de dissuasão nuclear do Comando Estratégico dos EUA, devido aos submarinos da classe Ohio atingirem a  vida útil estendida. O primeiro navio da classe Columbia está a caminho de começar a construção do USS Columbia (SSBN 826) no ano fiscal de 2021, a entrega é prevista para o ano fiscal de 2028 e a entrada em  patrulha prevista para 2031.

 

Fonte: Navy Recognition

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Marinha russa pretende lançar mais de 30 drones submarinos Poseidon

De acordo com a fonte da indústria de defesa, espera-se que dois submarinos portadores do Poseidon entrem em serviço com a Frota do Norte e os outros dois  na Frota do Pacífico.

O veículo submarino não tripulado, movido a energia nuclear e armado com motor nuclear Poseidon

O veículo submarino não tripulado, movido a energia nuclear e armado com motor nuclear Poseidon

© Gabinete de Imprensa e Informação do Ministério da Defesa da Federação Russa / TASS

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

MOSCOU, 12 de janeiro / TASS /. A Marinha russa planeja colocar no mar mais de 30 drones submarinos com capacidade nuclear estratégica Poseidon em combate, disse uma fonte da indústria de defesa  à TASS neste sábado.

“Dois submarinos transportadores do Poseidon devem entrar em serviço na Frota do Norte e os outros dois se juntarão à Frota do Pacífico. Cada um dos submarinos terá a capacidade de lançar um máximo de oito drones e, portanto, o número total de Poseidons em combate pode chegar a 32 veículos “, disse a fonte.

O submarino de propulsão nuclear Khabarovsk, atualmente em construção no Estaleiro Sevmash, se tornará um dos transportadores orgânicos do drone submarino Poseidon. Além disso, os submarinos para propósitos especiais e os cruzadores submarinos nucleares do Projeto 949A, operados na Marinha Russa, podem ser usados ​​como transportadores

“após a atualização apropriada”, observou a fonte.

Em seu discurso de Estado às duas casas do Parlamento da Rússia em 1º de março de 2018, o presidente russo Vladimir Putin mencionou pela primeira vez os esforços do país em desenvolver um veículo submarino nuclear não tripulado capaz de transportar ogivas nucleares e convencionais. Segundo alegou o veículo é capaz de destruir infraestruturas inimigas, grupos de porta-aviões e outros alvos.

Os drones Poseidon, junto com seus transportadores – submarinos movidos a energia nuclear – fazem parte do chamado sistema multiuso oceânico. O drone recebeu seu nome após os resultados da votação aberta no site do Ministério da Defesa da Rússia.

Uma fonte da indústria de defesa disse à TASS que o drone Poseidon que está sendo desenvolvido na Rússia seria capaz de transportar uma ogiva nuclear com capacidade de até 2 megaton para destruir as bases navais inimigas.

Fonte: TASS

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Delta III – O quarentão atômico

Delta III 00

O velho submarino russo lançador de mísseis balísticos do projeto 667 BDR  Kalmar,  ainda não possui data para a sua aposentadoria. O SSBN K-233 podolsk  é o submarino nuclear mais antigo em atividade no mundo,  foi comissionado em 1979.

Nos últimos tempos, Podolsk teve modernizações em seus principais sistemas para garantir o poder de dissuasão  da  marinha russa ( VMF), junto com seus dois irmãos o K-44 Ryazan e o K-433 Svyatoy Georgiy Pobedonosets  também da classe Delta III, sua base fica situada em Vilyuchinsk na península de Kamchatka. No total  foram construídos 14 navios do tipo mas somente três são mantidos na ativa no extremo leste russo região  até a entrada em definitivo do mais novo SSBN russo da classe Borei ( projeto 955)

Sua principal arma são dezesseis  mísseis R-29R Vysota com alcance de 6500km equipado com três  ogivas MIRV de 200 kt cada. Os três remanescentes Delta III estão operando junto com os mais novos SSBNs da classe borei recém chegados o ” Vladimir Monomakh” e o ” Alexandr Nevskiy”, pela primeira vez em uma décadas as forças russas possuem em operação 12 SSBNs,  considerada a estrutura mínima de submarinos lançadores de mísseis balísticos, no qual  sete operam na Frota do Norte e cinco na Frota do Pacífico.

OBS: A  frota de SSBNs russa está dividida em seis Delta IV e um Classe Borei na Esquadra do Norte e três Delta III e dois Borei na Esquadra do Pacífico.

 

Iuri Gomes