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O Ministério da Defesa do Reino Unido está desenvolvendo armas de laser e radiofrequência

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

O Ministério da Defesa do Reino Unido está desenvolvendo armas de laser e radiofrequência de ponta que têm o potencial de revolucionar o campo de batalha. na imagem superior gerada por computador é ilustrando o uso de um sistema  “DEW” em uma Fragata Type 26 (Fonte da foto: direitos autorais Crown)

Os sistemas de armas de última geração, conhecidos como Armas de Energia Dirigida (DEW), são acionados exclusivamente por eletricidade e operam sem munição. Os sistemas poderiam ser alimentados pelo motor de um veículo ou por um gerador, reduzindo significativamente seus custos operacionais e fornecendo flexibilidade sem precedentes na linha de frente.

Em um Aviso Prévio de Informação (PIN) publicado esta semana, o MOD anunciou que está procurando desenvolver três novos demonstradores de armas tipo DEW, para explorar o potencial da tecnologia e acelerar sua introdução no campo de batalha.

Os sistemas de armas a laser empregam feixes de luz de alta energia para atacar e destruir drones e mísseis inimigos. Já as armas de radiofreqüência são projetadas para interromper e desativar computadores e sistemas eletrônicos inimigos.

A secretária de Defesa, Penny Mordaunt, declarou:

“As tecnologias de laser e radiofreqüência têm o potencial de revolucionar o campo de batalha, oferecendo sistemas de armas poderosos e econômicos para nossas Forças Armadas… Este investimento significativo demonstra nosso compromisso em garantir que nossas Forças Armadas operem na vanguarda da tecnologia militar”.

Espera-se que os novos sistemas sejam testados em 2023 em navios da Marinha Real e veículos do Exército, mas, uma vez desenvolvidos, ambas as tecnologias poderiam ser operadas pelas três Armas. As Forças Armadas usarão esses exercícios para obter um melhor entendimento sobre as DEW, testar os sistemas até seus limites e avaliar como eles poderiam ser integrados às plataformas existentes.

O MOD visa investir até £130 milhões neste pacote de Armas de Energia Dirigida, incluindo a construção dos sistemas, a criação de um novo Escritório Conjunto de Programas e o recrutamento de pessoal para administrar o programa.

Esses sistemas fazem parte do “Novel Weapons Program” do MOD, que é responsável pelo teste e implementação de sistemas de armas inovadores para garantir que o Reino Unido continue sendo um líder mundial em tecnologia militar. Espera-se que eles atinjam a linha de frente dentro de 10 anos.

O MOD já tem planos para testes iniciais de sistemas de armas a laser, com o demonstrador Dragonfire encomendado pelo Laboratório de Ciência e Tecnologia de Defesa para ser testado ainda este ano.

O Dragonfire representa o primeiro sistema em tecnologia de armas a laser, combinando múltiplos feixes de laser para produzir um sistema de armas que é mais poderoso que seus antecessores e resistente às condições ambientais mais desafiadoras.

O MOD também tem mais de 30 anos de experiência em sistemas DEW de radiofrequência, período em que o Reino Unido se tornou líder mundial no desenvolvimento de novas tecnologias de geração de energia e um centro global para testes de desempenho e avaliação desses sistemas.

Fonte: Navy Recognition

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil

SEA ANUNCIA NOVA PARCERIA PARA A REALIZAÇÃO DE PROGRAMAS DE EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS DE DEFESA BRASILEIROS

Especialista do sistema eletrônico de defesa e segurança do Reino Unido, a SEA assinou um Memorando de Entendimento (MoU) com a empresa de defesa totalmente brasileira, a SIATT, especialista em armas inteligentes e integração de sistemas de alta tecnologia.

O acordo do MoU fornece uma base para as duas empresas trabalharem juntas para desenvolver um relacionamento estrategicamente importante para buscar rotas de comercialização de equipamentos e serviços de defesa no Brasil.

A SEA oferece uma extensa gama de produtos e serviços, soluções de engenharia e suporte em serviço para o setor de defesa, tanto no Reino Unido quanto para mercados em todo o mundo, incluindo Ásia, América do Sul e Austrália. 

“A SEA pretende trazer o melhor da tecnologia desse setor para o Brasil, transferindo seu conhecimento para o pessoal da SIATT para expandir a capacidade de fabricação, montagem e teste no mercado local”, disse Steve Hill, diretor administrativo da SEA. “Esta parceria estrategicamente importante nos ajudará a expandir nossas operações no Brasil, proporcionando benefícios mútuos para a SEA, SIATT e a indústria de defesa brasileira, que terão acesso aos principais produtos da SEA, incluindo sistemas agnósticos de lançadores de torpedos, sistemas de lançadores de isca, simulação e treinamento e matrizes de linha fina.”

“Como uma empresa focada no mercado de alta tecnologia, o conhecimento da SIATT em design, desenvolvimento, fabricação e instalação de sistemas de hardware e software será valioso para a SEA. Existem muitas sinergias entre nossas empresas em termos de expertise e inovação, e estamos ansiosos para o que será uma parceria mutuamente benéfica ”.

Rogério Salvador, diretor comercial da SIATT, acrescentou:

“O MoU entre a SEA e a SIATT nos dá a oportunidade de expandir nossas capacidades existentes no mercado de defesa brasileiro, que como uma empresa totalmente brasileira, é extremamente importante para nós. A presença global da SEA e as conexões com o mercado de defesa mundial só podem ser benéficos para a SIATT, enquanto nosso complexo foco de alta tecnologia e produtos de defesa especializados aumentarão a oferta da SEA. ”

SEA fornece pesquisa aplicada, desenvolvimento de tecnologia, integração de sistemas, sistemas eletrônicos especializados, serviços de engenharia e design de software para os mercados de defesa, transporte e energia offshore, bem como agências governamentais, contratantes industriais e acadêmicos. A SEA enfatiza a qualidade do serviço, inovação, flexibilidade e uma abordagem criativa para a solução de problemas.

A SEA emprega cerca de 300 funcionários de alto calibre e possui escritórios em Beckington, Bristol, Barnstaple e Aberdeen. A SEA foi fundada em 1988 e foi adquirida pela Cohort plc em 2007.

Sobre a SIATT

 SIATT está localizada no Parque Tecnológico de São José dos Campos, beneficiando-se das instalações do maior complexo de inovação e empreendedorismo do Brasil, que abriga planos produtivos locais, centro de negócios, centros de desenvolvimento tecnológico, universidades e laboratórios sofisticados.

SIATT possui uma equipe técnica altamente qualificada, composta por mais de 60 funcionários, principalmente engenheiros com larga experiência e especialização no setor de defesa.

 

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Estado Islãmico Traduções-Plano Brasil

Foi divulgado um dos canais de fornecimento de armas aos militantes sírios

Tradução e adaptação– E.M.Pinto

Militantes na Síria receberam armas europeias modernas da Arábia Saudita, escreve o britânico The Independent . O jornalista da publicação acompanhou toda a cadeia.

Libertada dos terroristas de Aleppo, Robert Fisk, entre outros jornalistas, visitou o porão, onde havia arsenais da Al-Qaeda. Em um dos abrigos antiaéreos, Fisk encontrou um livro de registros – um formulário de fábrica para um lote de morteiros M75 de 120 mm do padrão da OTAN produzido na Bósnia. O documento foi assinado pelo chefe da empresa Ifta Krnjik.

“Sim, esta é a minha assinatura e lembro-me deste lote de 500 morteiros – um número muito grande para a Europa, nós os enviamos para a Arábia Saudita. No início de 2016, seus representantes visitaram a fábrica, inspecionaram as amostras e assinamos um contrato “, disse Krnjik em sua casa em Nowe Travnik. 

Ele ressaltou que a entrega foi oficial: o destino era Yer-Riyadh e os documentos anexos indicavam que a arma só podia ser usada pelo país para o qual foi enviada.

found in bombed Nusrah militia basements in eastern Aleppo

A embaixada saudita em Londres rejeitou a possibilidade de transferir armas para uma organização terrorista. Enquanto isso, Robert Fisk encontrou nos armazéns em Aleppo outros contêineres dos mísseis guiados anticarro que foram vendidos nos Estados Unidos.

 

Fonte: The Independent 

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa Sistemas de Armas Tecnologia

BAE revela conceito de caça de 6ª Geração BAE- Tempest

E.M.Pinto

Imagens MOD- UK

 

El foi apresentado durante uma demonstração das principais capacidades da indústria de aeronaves de combate do Reino Unido. Após o discurso do Secretário de Defesa, Gavin Williamson, o “Tempest” foi revelado para o público apresentando na ocasião um modelo de conceito de caça de nova geração.

O evento reforça a intenção do Reino Unido de desenvolver-se na capacidade tecnológica galgando o espaço no seleto e especializado clube industrial capaz de projetar de desenvolver uma aeronave de 6ª geração com capacidade combate qualquer ambiente antes de 2035.

O vídeo divulgado pela BAE Systems e pelo Ministério da Defesa, mostrou apenas um mok up e sabe-se que a aeronave definitiva só será conhecida realmente daqui a pelo menos 7 anos.

Ressalta-se que o  programa completamente redesenhado ressurgiu após a assinatura durante a abertura do Farnborough Airshow, juntamente com a revelação de um novo projeto de aeronave de combate que está sendo desenvolvido para atender às necessidades do Reino Unido nas próximas décadas.

Lançada pelo secretário de Defesa do Reino Unido, Gavin Williamson, em 16 de julho, a estratégia visa garantir que a Grã-Bretanha esteja preparada para a guerra futura, ao mesmo tempo em que sustenta o papel da indústria local na entrega à Força Aérea Real e à exportação para eventuais clientes, uma aeronave atualizada e capaz de enfrentar os desafios das próximas décadas.

O Tempest, resulta de um projeto conjunto formado por divisões do governo ao lado da BAE Systems, Leonardo, MBDA e Rolls-Royce e desenvolverá um novo programa sob os compromissos assumidos na Análise Estratégica de Defesa e Segurança de 2015 do Reino Unido no qual foram alocados US $ 2,6 bilhões em financiamento de tecnologia até 2025.

Os projetistas tem um longo desafio pela frente, mas estão cientes de que buscarão explorar novos recursos, como armas direcionadas a laser, resiliência cibernética e conceitos de projetos de aeronaves opcionalmente pilotados.

Excluído dos planos cooperativos na Europa, o Reino Unido estabelece bases para futuras aeronaves de combate construídas por uma nova filosofia industrial a qual não apenas será capaz de produzir aeronaves em massa, como também, sem nenhuma ou pouca interferência humana no processo.

O britânicos foram claramente deixados de lado do programa franco-alemão que busca desenvolver um novo caça, por esta razão funcionários britânicos trabalham há meses em um programa capaz de sustentar as capacidades da Grã-Bretanha além do Eurofighter Typhoon, e estão determinados a descobrir um caminho a seguir verão.

O programa está sendo entregue para uma equipe de empresas britânicas e todas as partes enfatizaram que a equipe está procurando parceiros, seja na fase de TI ou mais tarde no programa, até mesmo na sua coprodução.

Há um conjunto de nações que podem integrar o programa como parceiros tais como a Suécia e a Itália, ambas com indústrias aeroespaciais desenvolvidas, mas que não estão diretamente envolvidas em outros esforços multinacionais, como o programa franco-alemão de caça europeu.

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Geopolítica Geopolitica Inteligência Sistemas Navais

A Grã-Bretanha enviou submarinos para o litoral da Síria

E.M.Pinto

A primeira-Ministra Britânica Theresa May ordenou o envio de submarinos da Marinha Real Britânica  para as costas da Síria à distância de um ataque de mísseis. Os submarinos foram ordenados a preparar-se para atacar as forças governamentais do presidente da Síria Bashar Al Assad .

Theresa May se prepara então para participar da ação militar dos Estados Unidos. Além disso, em 12 de abril, o primeiro-Ministro convocou uma reunião de emergência do governo. Está previsto a discussão da resposta da Grã-Bretanha a um ataque químico na cidade de duma.

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Conflitos Geopolítica Terrorismo

Potências ocidentais pedem que Rússia explique ataque com agente nervoso contra ex-espião

 Redação Reuters
 Membros dos serviços de emergência usam roupas de proteção perto do banco onde o ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha Yulia foram encontrados envenenados em Salisbury, no Reino Unido 13/03/2018 REUTERS/Henry Nicholls

LONDRES (Reuters) – Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e França se juntaram nesta quinta-feira para pedir à Rússia que explique um ataque tóxico de grau militar a um ex-espião russo na Inglaterra que, segundo eles, ameaça a segurança ocidental.

Após o primeiro uso conhecido em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial de um agente biológico que atua sobre o sistema nervoso, o Reino Unido culpou a Rússia e deu uma semana para que 23 russos —que disse serem espiões trabalhando sob cobertura diplomática na embaixada em Londres— deixem o país.

A Rússia negou qualquer envolvimento no envenenamento. O ministro do Exterior, Sergei Lavrov, acusou Londres de comportar-se de modo “grosseiro” e sugeriu que isso se devia parcialmente aos problemas que o Reino Unido enfrenta sobre sua saída planejada da União Europeia no próximo ano.

A Rússia rejeitou as demandas do Reino Unido para explicar como o Novichok, um agente tóxico desenvolvido primeiramente pelo exército soviético, foi usado para atingir Sergei Skripal e sua filha Yulia na cidade inglesa de Salisbury, no sul do país.

“Pedimos à Rússia que responda a todas as questões relacionadas com o ataque”, afirmam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra britânica, Theresa May, em seu comunicado conjunto.

“É um ataque à soberania do Reino Unido”, disseram os líderes. “Isso ameaça a segurança de todos nós.”

Embora o comunicado indique uma resposta mais coordenada dos aliados mais próximos do Reino Unido, ele não contém qualquer detalhe sobre medidas específicas que o Ocidente tomaria se a Rússia não atender às demandas.

Os líderes ocidentais disseram que o uso da toxina Novichok é uma violação clara da Convenção sobre Armas Químicas e do direito internacional.

Eles exortaram a Rússia a fornecer as informações completas do programa Novichok à Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) em Haia.

A Rússia diz que não sabe nada sobre o envenenamento e repetidamente pediu ao Reino Unido que forneça uma amostra do agente nervoso que foi usado contra Skripal.

Fonte: Reuters

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Conflitos Estado Islãmico Geopolítica Terrorismo Traduções-Plano Brasil

Isolada da Europa e dos EUA,  Tereza e Grâ Bretanha não tem poder para ameaçar Putin

A expulsão dos diplomatas russos após o envenenamento de um agente duplo é sem precedentes desde a Guerra Fria, mas causará poucos danos à Rússia. E por que Benjamin Netanyahu está em silêncio?

 

Theresa May, U.K. prime minister, during a meeting Luxembourg's prime minister in London, U.K. on March 14, 2018.
 Bloomberg
 

Anshel PfefferAnshel Pfeffer

O anúncio da primeiro-ministra britânica, Theresa May, na quarta-feira , que referia-se como “altamente provável” que a Rússia estivesse por trás da tentativa de assassinato de um ex-agente duplo e sua filha já era esperado.

A expulsão de 23 diplomatas russos acusados ​​de atividade de inteligência secreta na Grã-Bretanha – as sanções anunciadas em maio em resposta ao agente nervoso “militar” usado em Sergei Skripal e sua filha Yulia na cidade inglesa de Salisbury há uma semana e meia – é sem precedentes desde a Guerra Fria, mas não é um golpe importante para o Kremlin.

Moscou anunciará em breve uma expulsão recíproca de diplomatas britânicos e seus interesses não serão prejudicados pela cessação de contatos de alto nível com o governo britânico.

May não anunciou o confisco de ativos dos cidadãos russos em bancos britânicos ou um boicote à final da Copa do Mundo da FIFA na Rússia neste verão. Ela apenas observou que nenhum membro da família real estaria assistindo os jogos. Pelo menos, “pelo menos”, a Rússia não vai ter que pagar pela ação descarada de tentativa de assassinato matar em plena luz do dia – e expor centenas de civis britânicos, policiais e pessoal médico a uma substância mortal.

Como resultado do processo de separação da Europa com o Brexit, a Grã Bretanha só não está tão isolada quanto esteve nos primeiros anos da Segunda Guerra Mundial. As esperanças de sua “relação especial” histórica através do Atlântico que encheu o vácuo, foram precipitadas pela indiferença do presidente Donald Trump , cujo porta-voz nem mencionou a Rússia na declaração inicial da Casa Branca na segunda-feira. O secretário de Estado Rex Tillerson emitiu uma condenação muito mais feroz da Rússia, mas foi demitido algumas horas depois.

Sem uma resposta contundente dos EUA, a Grã-Bretanha não terá muito mais do que palavras da OTAN. Os líderes da aliança de defesa criticaram fortemente o ataque do agente nervoso ao solo soberano de um membro da OTAN, mas é improvável que haja qualquer ação além disso. Havia um coro de apoio dos líderes da União Européia, mas a Grã-Bretanha está desajeitadamente deixando a UE e não pode esperar que ela ponha-se em risco pelos interesses do Reino Unido agora.

E o presidente russo Vladimir Putin? se fosse ele o responsável pelo assassinato, ele saberia que não poderia ter escolhido um momento mais vulnerável para a Grã-Bretanha. Os Britânicos no entanto são relutantes em atacar Putin, onde realmente dói: os bilhões que os oligarcas russos têm guardados nos bancos britânicos, imóveis e outros bens de prestígio, como clubes de futebol e jornais.Tais medidas colocariam o status de Londres como um centro financeiro mundial em um momento em que a economia já está sofrendo com o Brexit.

Existe uma bala de prata para May. Sua posição vigorosa contra a Rússia concentrou a atenção indesejada em seu oponente do outro lado da caixa de despacho no Parlamento. O líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, vem vencendo a maioria dos argumentos contra May  desde sua impressionante e forte exibição nas eleições gerais do ano passado, o que forçou os rebeldes deputados de seu partido a cerra fileira logo atrás dele.

Mas a política externa anti-americana de Corbyn ainda é profundamente impopular e ele achou difícil reunir qualquer entusiasmo pelas declarações de May no Parlamento. Como ex-convidado regular no canal da Rússia Hoje do Kremlin, ele mal tentou ocultar seu ceticismo sobre a culpabilidade da Rússia. Corbyn pode ser da extrema esquerda, mas suas posições no Kremlin são muito mais reminiscentes à Trump. Após a aguda resposta de Corbyn à Primeira-ministra, vários antigos membros da bancada dos Trabalhistas levantaram-se para elogiar os sentimentos de Mayno que era uma acusação condenatória de seu próprio líder. A Primeira-Ministro talvez não possa confiar nos aliados estrangeiros da Grã-Bretanha para se juntar a ela e  enfrentar a Rússia, mas pelo menos Putin ajudou a dividir de novo o Partido Trabalhista de Corbyn.

Enquanto isso, outro aliado britânico está desaparecido. Um líder proeminente que, no passado, alertou rapidamente sobre as armas de destruição em massa nas mãos de estados mal-intencionados e que no início da carreira marcou o envolvimento da Rússia no patrocínio de grupos terroristas, ficou notavelmente silencioso desde a envenenamentos de Salisbury. Sim, é o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu, que não disse uma palavra de apoio para a Grã-Bretanha ou uma condenação à Rússia em todo esse tempo.

O silêncio de Netanyahu sobre a Rússia não é novo. Ele nunca criticou publicamente Putin, com quem ele se dá tão bem. O mesmo padrão ocorreu exatamente quatro anos atrás, quando todo o mundo ocidental e todas as democracias condenaram ferozmente a ocupação e anexação da Rússia da Crimeia da Ucrânia. Mesmo quando a administração de Obama implorou que Israel fizesse uma declaração, o que surgiu foi uma exortação geral “para ambos os lados” para resolver suas diferenças de forma pacífica. Israel, que se orgulha sempre de apoiar os EUA nas Nações Unidas, estava ausente do voto de condenação na Assembléia Geral.

Nenhum político em nenhum país tem sido mais eloquente do que Netanyahu nos perigos das armas nucleares, biológicas e químicas nas mãos de atores estatais e organizações terroristas. O fato de que ele não pode reunir uma declaração simbólica sobre a tentativa de assassinato em Salisbury e a situação da aliada de Israel, a Grã-Bretanha mostra exatamente o quanto ele agora está sujeito a Putin, a força dominante no Oriente Médio. É também uma acusação condenatória de quão mal tanto Obama como Trump derrubaram seus aliados.

Fonte: Haretz

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Conflitos Geopolítica Inteligência

Reino Unido retalia a Rússia e expulsa 23 diplomatas do país

Após pedir explicações ao governo russo sobre o envenenamento de ex-agente duplo, Theresa May anunciou duras medidas contra o governo Putin

São Paulo – O Reino Unido irá expulsar 23 diplomatas da Rússia presentes no país em retaliação ao ataque com agente nervoso contra o ex-agente duplo Sergei Skripal, de 66 anos. O anúncio foi feito pela primeira-ministra britânica Theresa May nesta quarta-feira.

Além dessa medida, que May classificou como a maior expulsão já conduzida pelo governo do Reino Unido em 30 anos, a chanceler anunciou ao Parlamento que irá congelar bens do governo russo que possam parecer suspeitos e irá diminuir a presença oficial na Copa do Mundo de Futebol, que acontecerá em poucos meses na Rússia.

A substância usada nesse ataque, consideraram os britânicos, o poderoso agente neurotóxico “Novichok”, só seria fabricado pelos russos, numa evidência de que estariam envolvidos no atentado que também afetou a filha de Skripal e um policial. As vítimas seguem hospitalizadas.

A chanceler cobrou ainda que aliados questionassem o programa químico da Rússia e o uso ilegal de substâncias como o agente nervoso que afetou Skripal. A França já se manifestou sobre o tema, reiterando ser aliado histórica dos britânicos e classificando o caso do envenenamento como “muito sério”.

Na última terça-feira, a ministra de Interior britânica, Amber Rudd, disse que a polícia e os serviços secretos MI5 investigarão outras denúncias que relacionam à Rússia com 14 mortes ocorridas no país nos últimos anos.

Relembre o caso

As represálias vem depois de o Reino Unido ter dado um ultimato ao governo da Rússia para que explicasse se conduziu o ataque ou se perdeu o controle sobre a substância que envenenou Skripal, ex-agente duplo, e sua filha Yulia, de 33 anos, no último dia 4 de março. Eles foram encontrados por um policial, também contaminado, em um parque na cidade de Salisbury.

A Rússia negou qualquer envolvimento e disse que não responderia nenhum ultimato. Pediu, ainda, que o governo britânico enviasse amostras da substância para Moscou, acusando os britânicos de estarem violando a Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas, tratado do qual ambos são signatários.

Quem é Sergei Skripal

Nascido em 23 de junho de 1951, Skripal trabalhou até 1999 no serviço de inteligência do exército russo e chegou a coronel. De 1999 a 2003, trabalhou no Ministério das Relações Exteriores do país.

Em 2004, foi detido e acusado de “alta traição” por ter repassado informações sobre as identidades de agentes secretos russos que trabalhavam na Europa para o serviço de inteligência britânico, o MI-6, em troca de US$ 100 mil.

Condenado a 13 anos de prisão, ele ficou preso até 2010. Depois de receber perdão do então presidente Dmitri Medvedev, foi incluído na maior troca de espiões desde o fim da Guerra Fria. Vivia na Inglaterra desde então.

Fonte: Exame