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Declaração de Trump sobre lote de 105 caças F35 para o Japão levanta dúvidas sobre possível novo lote

E.M.Pinto

“O Japão planeja encomendar mais 105 caças F35”, foi o que anunciou o presidente dos Estados Unidos Donald Trump nesta segunda-feira, 27 de maio. Trump ressaltou em seu discurso que “com esta nova encomenda o Japão se tornará o maior operador estrangeiro do caça no planeta”.

Apesar do entusiasmo, a declaração de Trump deixou os especialistas militares confusos pois, a informação pode apenas estar relacionada ao pedido inicial já confirmado pela Lockheed Martin que em dezembro de 2018 declarou que o governo do Japão anunciou em seu último orçamento de defesa em 2018 os  planos para aquisição de 105 unidades da F35A. A mídia informou na época que as compras poderiam totalizar mais de US $ 9,1 bilhões.

Provavelmente Trump esteja se referindo ao interesse do Japão em formalizar o seu pedido de intenções já efetuado, dando respaldo a continuidade do projeto que em seus altos e baixos enfrenta uma crise por conta dos recentes incidentes envolvendo a aeronave como o da queda de um dos primeiros modelos do caça da Força aérea de autodefesa do Japão.

Tal incidente poderia ter repercutido negativamente na continuidade do programa e talvez esta declaração de Trump tenha sido feita no sentido de reafirmar que apesar do incidente o Japão segue firme na sua decisão.

A Casa Branca não pôde comentar a declaração de Trump sobre o acordo para informar se tratam-se dos 105 já tornados públicos ou se trata-se de mais um lote adicional de aeronaves.

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Aviação Defesa Traduções-Plano Brasil

Lockheed Martin inaugura a nova linha de produção para os caças F 16 Block 70

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

A Lockheed Martin inaugurou a nova linha de produção para a fabricação das novas aeronaves F-16 em Greenville, Carolina do Sul. Segundo a nota da Lockheed Martin, a produção das novas aeronaves F-16 block 70 para o Bahrein será iniciada ainda neste ano.

Para criar espaço para a fabricação do F-35 em Fort Worth, a fabricante trouxe as ferramentas e equipamentos destinadas a produção do F16 foi deslocada para Greenville e as instalou em um hangar recém-reformado. Mais de 400 novos empregos serão criados com a linha de produção do F-16.

A Lockheed Martin vê um “futuro promissor” para o caça que será construído para o Bahrein, o primeiro cliente desta nova versão que assinou o contrato em junho de 2018. A Eslováquia assinou um acordo em dezembro de 2018. 

Além destes, a Bulgária e o governo dos EUA estão atualmente negociando a compra pela nação balcânica de um lote destes caças. O Departamento de Estado dos EUA também aprovou recentemente a venda de 25 novas aeronaves da série F-16 Block 72 e atualizações dos remanescentes F-16V para o Marrocos.

Até o momento, foram produzidos 4588 caças F-16, dos quais, cerca de 3.000 estão atualmente em uso em 25 países.

As operações  Lockheed Martin em Greenville sempre foram destinadas aos serviços de modificação, manutenção, reparo e revisão geral de aeronaves militares e civis das quais incluiam o C-130, P-3, KC-10 e C-9.

Fonte: Flug Revue

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Sistemas de Armas Tecnologia Traduções-Plano Brasil

Joint venture da MBDA e Lockheed Martin para defesa alemã de próxima geração

Tradução e adaptação- Ghost
 
Em 08 de Março de 2018  a MBDA e a Lockheed Martin anunciaram uma nova joint venture para prosseguir com os trabalhos do desenvolvimento da próxima geração do Sistema Integrado de Defesa Aéreo  e Mísseis, “TLVS”, para o Bundeswehr alemão. Registrado como TLVS GmbH, a joint venture deverá se tornar o contratante principal do novo sistema, que atualmente está sendo negociado com o escritório de compras da Alemanha para o Bundeswehr, BAAINBw.

“Com esta joint venture, teremos a agilidade e a capacidade de tomar decisões oportunas de maneira integrada. Também teremos acesso direto às instalações de teste e simulação mais avançadas e aos conhecimentos e recursos agregados da MBDA e Lockheed Martin. É assim que vamos levar este importante programa de defesa para a Alemanha e a OTAN… Nós nos sentimos responsáveis ​​e comprometidos em apoiar as Forças Armadas Alemãs no estabelecimento da próxima geração do Sistema Integrado de Defesa de Ar e Mísseis”, disse Thomas Gottschild, diretor-gerente da MBDA Deutschland.

Dietmar Thelen, representando MBDA e Gregory Kee, diretor da TLVS da Lockheed Martin, liderarão a empresa no escritório da MBDA em Schrobenhausen, na Alemanha. A empresa também terá operações na Alemanha e nos EUA. O Sr. Thelen e o Sr. Kee têm vasta experiência com as forças armadas, a OTAN e organizações de compras de defesa e têm uma forte experiência em assuntos militares, industriais e internacionais.

A TLVS aproveitará os resultados de desenvolvimento e as experiências do investimento de US $ 4 bilhões do programa trilateral MEADS  (EUA, Alemanha, Itália) e aprofundar a parceria EUA- Alemanha através de um compromisso contínuo e compartilhado com a indústria local e segurança.

“Nós nos juntamos com a MBDA Germany para trazer as soluções de mísseis de defesa aérea para por mais de 15 anos. Este empreendimento conjunto leva a nossa parceria ao próximo nível e estamos entusiasmados com a possibilidade de fornecer tecnologia moderna de defesa antimíssil que ajude a Alemanha a vencer ameaças atuais e futuras… Nós apoiamos o papel da Alemanha como a Nação-Núcleo Líder para a Defesa dos Mísseis para a OTAN e acreditamos que o sistema TLVS baseado no MEADS é a solução de próxima geração que proporcionará a cobertura de  360 ​​graus que eles precisam identificar com precisão e derrotar as ameaças “, disse Frank A. St. John, vice-presidente executivo de Misseis da Lockheed Martin.

Fonte: Army recognition

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Espaço Negócios e serviços Tecnologia

SpaceX- Lockheed Martin Corp e Boeing visitam a base de Alcântara no Maranhão

O ministro da Defesa do Brasil disse na quinta-feira que a Boeing, Lockheed Martin, SpaceX e outras empresas aeroespaciais dos EUA manifestaram interesse em lançar foguetes da base de Alcântara, e visitaram o local em dezembro.

“Eles ficaram muito impressionados “, Disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a repórteres. “Eles mostraram interesse, mas não posso dizer se isso se concretizará”.

A localização de Alcântara torna atrativo porque um quinto menos de combustível é usado para lançar satélites em órbita ao longo do equador em comparação com locais mais ao norte ou ao sul. Além da SpaceX, da Lockheed Martin Corp e da Boeing Co, a visita de Alcântara incluía as pequenas empresas aeroespaciais dos EUA como a Vector Space, que pretende lançar pequenos satélites, e Microcosm, que se concentra em fornecer acesso de baixo custo ao espaço, disse um organizador da viagem.

Rubens Barbosa, ex-embaixador brasileiro nos Estados Unidos que organizou a visita à base, disse que as empresas dos EUA estavam ansiosas para usar Alcantara. No entanto, a SpaceX disse que os comentários não estavam corretos. “Relatórios que a SpaceX está interessado em lançar do Brasil são incorretos”, disse o porta-voz John Taylor em um comunicado. Tambem em um comunicado, a Lockheed Martin confirmou uma viagem de estudos a Alcântara e Brasília. “Embora não haja decisões formais neste momento, esperamos um diálogo contínuo”.

A Vector Space Systems não respondeu aos pedidos de comentários.

Já a Boeing disse que enviou dois executivos para visitar a base. “A Boeing vê isso como um momento emocionante na indústria espacial à medida que construímos foguetes, para testar novas naves espaciais e desenvolver tecnologias inovadoras para manter os seres humanos vivos em órbita no espaço profundo”, disse a empresa. “As parcerias internacionais desempenharão um papel importante para tornar isso realidade e aguardamos a participação do Brasil”, continuaram.

As empresas americanas não poderão lançar foguetes do Brasil até que o país sul-americano assine um Acordo de Proteção de Tecnologia (TSA – Technology Safeguards Agreement) com Washington para proteger a propriedade intelectual dos Estados Unidos. Uma tentativa anterior de fazê-lo em 2000 foi barrada pelo governo esquerdista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando assumiu o poder em 2003 e nunca foi ratificado pelo Congresso.

Os legisladores brasileiros devem aprovar uma nova TSA que agora está sendo negociada com os Estados Unidos. Jungmann disse, além das empresas americanas, que a China, a Rússia, a França e Israel estavam interessados ​​em uma parceria com o Brasil para usar a base de Alcantara. O Brasil prevê vários usuários para a base. “Eu acho que poderíamos configurar cinco plataformas de lançamento”, disse Jungmann. Diversos países trabalharam com o Brasil em atividades espaciais. Nas últimas duas décadas, a China lançou cinco satélites que o Brasil usa para observar a agricultura, o meio ambiente e a destruição da floresta amazônica. O Brasil abandonou planos para construir seus próprios foguetes após uma explosão e um incêndio que em 2003 em Alcântara matou 21 técnicos de alto nivel. O país, então, se voltou para a Ucrânia para fornecer tecnologia espacial, mas cancelou o acordo em 2015 após os problemas financeiros da república da ex-União Soviética a deixaram incapaz de fornecer foguetes como prometido – e ao mau gerenciamento do lado brasileiro.

Fonte: Homem do Espaço