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ANP – Abbas, reconsidera cooperação com Israel em segurança

EFE  —  JERUSALÉM – O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, advertiu neste sábado, 2, que reconsiderará continuar a cooperação com Israel em matéria de segurança, se continuarem as “provocações”, após a morte a semana passada na Cisjordânia de três palestinos por soldados israelenses.

“A coordenação e cooperação com Israel tem como objetivo proteger os interesses palestinos”, disse Abbas, em entrevista à rede Palestina TV, informou a agência de notícias palestina Ma’an.

“Se a coordenação não acabar com as provocações israelenses, como incursões, batidas, assassinatos e detenções, a reconsideraremos”, disse o dirigente palestino.

As declarações são feitas dias depois de, em 26 de dezembro, na cidade de Nablus, o Exército israelense matar três palestinos que, segundo Israel, eram milicianos vinculados às Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, braço armado do Fatah, movimento liderado por Abbas.

O presidente da ANP também falou, na entrevista televisionada na sexta-feira, das negociações feitas de forma indireta entre Israel e o movimento islâmico Hamas para uma troca de presos palestinos pelo soldado israelense Gilad Shalit.

Abbas mostrou seu apoio à troca, mas se opôs a que vários presos colocadas em liberdade sejam deportados, como exige Israel.

Sugestão: konner
Fonte:  Estadão

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Geopolítica História

Turquia relembra com nostalgia seu passado imperial

The New York Times

Dan Bilefsky
Em Istambul (Turquia)

Há mais de oito décadas, Ertugrul Osman, um herdeiro do trono otomano, foi abruptamente expulso da Turquia com sua família. Ele viveu até os 97 anos, passando a maior parte de sua vida em um modesto apartamento em Nova York, sobre uma padaria.

Porém, em setembro, em seu funeral nos jardins da majestosa Mesquita Sultanahmet, milhares de pessoas vieram prestar suas homenagens – incluindo autoridades do governo e celebridades. Alguns chegaram a beijar as mãos de membros sobreviventes da dinastia, que pareciam chocados com a adulação.

A exibição de reverência para o homem que poderia ter sido um sultão, segundo historiadores, foi um momento seminal na reabilitação do Império Otomano, demonizado durante muito tempo por algumas pessoas da moderna e secular República Turca, criada por Mustafa Kemal Ataturk em 1923. Durante o governo de Ataturk, o império foi lembrado principalmente por sua decadência e humilhante derrota e divisão pelos exércitos aliados na Primeira Guerra Mundial.

A despedida a Osman era apenas a mais nova manifestação do que sociólogos chamam de “Otomania”, uma volta a uma era de 600 anos atrás marcada por conquistas e esplendor cultural – durante a qual os sultões governavam um império que se estendia dos Bálcãs ao Oceano Índico, e reivindicavam a liderança espiritual do mundo muçulmano.

A nostalgia por aqueles anos de glória – da mesma forma por muçulmanos religiosos e secularistas – reflete parcialmente a frustração turca com uma União Europeia que parece pouco disposta a aceitá-los como membros. E, em um país onde a tensão entre religião e secularismo nunca se afasta da superfície, membros da nova classe governante de muçulmanos religiosos se agarraram à nostalgia pelo Império Otomano como forma de desafiar a elite pró-Ocidente que surgiu durante o poder de Ataturk, e para ajudar a moldar uma identidade nacional da Turquia como um possível líder regional.

“Os turcos são atraídos pelo heroísmo e glória do período otomano, pois essa época pertence a eles”, disse o diretor do Palácio Topkapi, Ilber Ortayli – que, como guardião da suntuosa residência onde sultões otomanos viveram por 400 anos, é também um zeloso protetor não-oficial do legado otomano no país. “Os sultões comandam uma parte da consciência popular, assim como Douglas MacArthur ou o General Patton para os americanos”.

(…) Kerim Sarc, de 42 anos, proprietário da empresa Ottoman Empire T-Shirts e descendente de uma ilustre família otomana, acredita que a recente afeição por um poderoso império que já atingiu os portões de Viena esteja ligado à longa luta pela inclusão à União Europeia. O bloco impôs duras condições à Turquia, incluindo um pedido de cooperação em sua antiga disputa pelo Chipre.

“Nós, turcos, estamos cansados de sermos tratados na Europa como camponeses pobres e atrasados”, disse ele.

A renascença otomana é igualmente prevalente nos mais altos círculos políticos do país, onde o governo do Partido da Justiça e do Desenvolvimento – de inspiração muçulmana – tem cortejado agressivamente ex-colônias otomanas, incluindo Iraque e Síria, em uma reorientação, ao menos parcial, de política externa em relação ao Oriente, que analistas turcos rotularam como “Neo-Otomana”.

“O Império Otomano conquistou dois terços do mundo, mas não obrigou que ninguém mudasse seu idioma ou religião – em uma época onde as minorias de todos os lugares estavam sendo tiranizadas”, disse Egeman Bagis, ministro de questões da União Europeia. “Os turcos devem se orgulhar desse legado”.

Um sinal do novo lugar do Império Otomano no imaginário popular é que em janeiro, quando o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan censurou publicamente o presidente israelense Shimon Peres a respeito da guerra em Gaza, em um debate em Davos, na Suíça, ele foi entusiasticamente cumprimentado por seus apoiadores na Turquia com o cântico, “Nosso fatih voltou”. A alusão era ao Fatih – ou conquistador – Sultão Mehmet II, o elevado sultão que, aos 21 anos, conquistou Constantinopla, hoje Istambul, em 1453.

Colegas dizem que Erdogan exibe orgulhosamente, em seu escritório, um decreto original do Sultão Mehmet II, concedendo autonomia a minorias religiosas dento do império.

Pelin Batu, co-apresentadora de um programa de história na televisão, argumentou que a glorificação da era otomana por um governo com raízes no islã político refletia uma revolta contra a secular revolução cultural gerada por Ataturk, que proibiu o uso de mantas islâmicas na cabeça em instituições do Estado e aboliu o califado otomano, a cabeça espiritual do sunismo.

“A Otomania é uma forma de fortalecimento islâmico a uma nova burguesia muçulmana religiosa que está reagindo contra a tentativa de Ataturk de deixar de lado a religião e o islã”, disse ela.

Em uma sociedade que luta para encontrar sua identidade, nem todos dão as boas-vindas ao fenômeno.

Alguns críticos acusam seus proponentes de maquiar o declínio do império e de glorificar um sistema antiquado que, no mínimo, era atolado em corrupção e brigas internas em seus últimos anos. O massacre dos armênios otomanos, entre 1915 e 1918, segue como uma mancha negro especial na história do império.

“Os muçulmanos religiosos atualmente no poder estão tentando dar um veneno otomano ao povo turco”, disse Sada Kural, de 45 anos, dona de casa e sólida apoiadora da visão de Ataturk para o país. “A era otomana não foi um bom período; nós éramos o povo doente da Europa, nossos direitos eram suprimidos. As mulheres só conseguiram votar depois que Ataturk chegou ao poder”.

Enquanto alguns lamentam o que consideram como uma rudimentar comercialização da história da nação, outros – como Cenan Sarc, de 97 anos, que tinha 10 anos na época da queda do império e é descende de um paxá otomano – temem que se idealize uma era de ditadura.

Sarc se lembra de sua idílica infância em uma velha mansão otomana no Bósforo, uma época poética, segundo ela, quando os pais mandavam, as mães ficavam em casa e o islã mantinha o poder. Porém, ela insistiu, “nunca poderemos voltar àquele tempo”. Ertugrul Osman, o herdeiro otomano que era neto do sultão Abdul Hamid II, tinha aceitado sua obscuridade. Ao visitar a Turquia em 1992, pela primeira vez em 53 anos, ele visitou o Palácio Dolmabahce – que, com 285 quartos, tinha sido a casa de seu avô – e insistiu em se juntar a um grupo de visita pública.

Frequentemente questionado se sonhava em restaurar o império, ele sempre responde enfaticamente que não. “A democracia”, diz ele, “funciona bem na Turquia”.

Sugestão: Konner

Fonte:  UOL

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Conflitos Defesa História

Nova lei de anistia revolta os ministros militares e Jobim

PanoramaBrasil

SÃO PAULO – Um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva gerou tensão entre o ministro da Defesa, Nelson Jobim, os comandos militares e o secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi.

O documento trata da criação do Programa Nacional dos Direitos Humanos, que voltou a mexer em velhas feridas, uma vez que Vannuchi vem capitaneando há anos a revisão da Lei de Anistia com o objetivo de punir os militares envolvidos em crimes de tortura durante o regime militar.

Dois itens em especial irritaram os militares: a criação da Comissão da Verdade, que investigaria as circunstâncias em que crimes praticados por militares foram cometidos, e a reedição da revisão da Lei de Anistia.

A insatisfação foi tamanha que Jobim e os comandantes Enzo Peri (Exército), Juniti Saito (Aeronáutica) e Júlio Moura Neto (Marinha) teriam enviado, segundo fontes, uma carta coletiva de demissão ao presidente Lula. Para apagar o incêndio, o presidente teria prometido à cúpula militar que revisará o decreto e atrasará o envio do texto ao Congresso. Jobim reuniu-se com Lula na Base Aérea de Brasília no último dia 22 de dezembro, um dia depois do lançamento do plano. No encontro, o ministro relatou a insatisfação das forças militares.

Na quarta-feira (30/12), depois de reunir-se com Lula, o ministro da Justiça, Tarso Genro, minimizou a tensão e disse que não há “controvérsia insanável” entre os militares e Paulo Vanucchi. “Não há nenhum tipo de pedido de demissão e nenhuma controvérsia insanável entre Ministério da Defesa e Secretaria de Direitos Humanos. Isso [o presidente Lula] vai resolver com a sua capacidade de mediação na volta das férias”, afirmou. O retorno do presidente está previsto para a segunda-feira, dia 11.

Tarso aproveitou para rebater a versão de que Jobim e os ministros militares teriam entregado seu cargo.

Apesar da negativa, o clima se manteve tenso entre os ministros militares e o governo, por causa do projeto. Dentre os argumentos apresentados pelos militares contra o texto, estaria o fato de que o texto não prevê qualquer punição ou apuração de atos cometidos por guerrilheiros e ativistas políticos contra agentes do Estado.

No capítulo que trata do “Direito à memória e à verdade”, o programa diz que o Brasil ainda processa com dificuldade o resgate do que ocorreu com as vítimas da repressão. “A investigação do passado é fundamental para a construção da cidadania. Estudar o passado, resgatar sua verdade e trazer à tona seus acontecimentos caracterizam uma forma de transmissão de experiência histórica que é essencial para a constituição da memória individual e coletiva”, diz o texto.

O documento lembra ainda que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação que contesta a interpretação de que a Lei de Anistia não permite a punição de militares que atuaram na repressão.

Vannuchi disse que a criação da Comissão da Verdade não é um ato contra as Forças Armadas. “Criar a Comissão da Verdade é a favor das Forças Armadas, que são formadas por oficiais militares das três armas, pessoas dedicadas à pátria, ao serviço público, com sacrifícios pessoais, das suas famílias. Esses oficiais não podem ser misturados a meia dúzia, uma dúzia ou duas dúzias de pessoas que prendiam as opositoras políticas, despiam-nas e praticavam torturas sexuais, que ocultaram cadáveres. É um grande equívoco, e eu tenho certeza de que o ministro da Defesa [Nelson Jobim] sabe disso”, afirmou.

Ofensiva da OAB

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, criticou o ministro Nelson Jobim pela reação ao Plano Nacional de Direitos Humanos. Ele disse que o Brasil não se pode acovardar e que a Lei de Anistia não significa o esquecimento das atrocidades supostamente cometidas. ” O Brasil não pode se acovardar e querer esconder a verdade. Anistia não é amnésia. É preciso conhecer a história para corrigir erros e ressaltar acertos. O povo que não conhece seu passado, sua história, certamente pode voltar a viver tempos tenebrosos e de triste memória como tempos idos e não muito distantes”, afirmou.

Citando o apoio do Brasil à defesa da democracia no Haiti, o presidente da OAB nacional disse que um país que se acovarda ao encarar sua história não pode ser levado a sério.

“Um país que se acovarda diante de sua própria história não pode ser levado a sério. O direito à verdade e à memória garantido pela Constituição não pode ser revogado por pressões ocultas ou daqueles que estão comprometidos com o passado que não se quer ver revelado”, disse Britto. “O Brasil que está no Haiti defendendo a democracia naquele país não pode ser o país que aqui se acovarda.”

A OAB é uma das partes que defendem no STF e no Superior Tribunal Militar (STM) ações que reivindicam a abertura dos arquivos da ditadura e a punição dos responsáveis por tortura.

O presidente Lula pretende contornar o mal-estar causado por um decreto assinado por ele que trata da criação do Programa Nacional dos Direitos Humanos. O texto provocou protesto do ministros militares.

Ameaça de militares é rejeitada por adversários

De São Paulo

A ameaça de setores militares de expor o passado “terrorista” da ministra Dilma Rousseff, na campanha eleitoral, é rechaçada pelos demais candidatos a presidente, entre os quais se acha um ex-exilado, o tucano José Serra, e pelo próprio ministro da Defesa, Nelson Jobim. A ministra participou da luta armada contra o regime militar, no fim dos anos 60.

O assunto ressurgiu na última semana de 2009, quando foi noticiado que Jobim ameaçara demitir-se caso a Lei de Anistia fosse reexaminada, como propunha a Secretaria Nacional dos Direitos Humanos (SDH). A Defesa e a SDH haviam se entendido sobre os termos de um decreto a ser assinado pelo presidente, mas o que foi divulgado na semana do Natal era diferente do combinado.

Jobim procurou Lula e disse que havia assumido o compromisso com os comandantes das três Forças de que não haveria revanchismo contra os militares, mas eles contribuiriam na investigação sobre os desaparecidos do regime militar. O texto do decreto sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos anunciado, segundo Jobim, retirava sua “autoridade” como comandante e o impediria de continuar à frente do cargo. Em momentos diferentes, os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica disseram que sairiam junto com o ministro.

Lula havia pedido um texto de consenso para criar a “Comissão da Verdade” que era pedida pela SDH. O texto levado a ele não tinha consenso nem no nome: Jobim sugerira “Comissão da Verdade e da Reconciliação”, como foi feito na África do Sul e deixava subentendido que não haveria “revanchismos” e o reconhecimento da Lei da Anistia. Lula, que passara os dias em que o texto foi preparado empenhado nas negociações da conferência do clima, logo percebeu que não havia consenso algum e pediu tempo a Jobim.

O mais provável é que o presidente, no decreto a ser assinado, procure compor as duas partes, mas manter inalterada a Lei da Anistia. Decisão contrária deve levar à demissão do ministro e da cúpula das Forças Armadas, abrindo uma crise com os militares em pleno ano eleitoral. É tudo o que o governo não quer, no momento em que se acha engajado na eleição de Dilma.

Assunto corriqueiro dos oficiais de pijama, como é chamada a reserva, o passado na guerrilha de ministros de Lula, desta vez, mobilizou até vozes anônimas na ativa, conforme publicaram os jornais. Um dos melhores momentos de Dilma, no governo, deu-se quando ela foi inquirida pelo senador José Agripino (DEM-RN) por ter “mentido” sob tortura. Emocionada, Dilma rebateu: “Me orgulho muito de ter mentido, pois mentir na tortura não é covardia. Aguentar tortura não é fácil, somos muito frágeis. O senhor não imagina o quanto é insuportável a dor. Por ter mentido, salvei companheiros”. (RC).

A crise do passado 

O ministro da Defesa ameaça deixar o governo por causa de proposta de investigar crimes da ditadura

Marcelo Rocha

QUASE
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, ameaçou se demitir. Mas Lula o segurou com promessas
 Encerrada há quase 25 anos, a ditadura militar é um fantasma que, de tempos em tempos, volta a assombrar o país. Na semana passada, descobriu-se que ela causou uma crise no governo às vésperas do Natal. A semente foi a proposta de criação da Comissão Nacional da Verdade, para apurar crimes e violações de direitos humanos entre 1964 e 1985, incluída na terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos. Por causa do texto, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, rascunhou uma carta de demissão e procurou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 22, na Base Aérea de Brasília, para entregar o cargo. Os comandantes das Forças Armadas (Exército, Aeronáutica e Marinha) foram solidários a Jobim e também ameaçaram sair. O final de ano do governo, que parecia tranquilo com a celebração dos bons resultados econômicos, quase azedou. 

O Programa Nacional de Direitos Humanos havia sido apresentado pelo ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos, no dia 21. Na avaliação de Jobim e da cúpula militar, o texto seria “revanchista”, por tratar com desigualdade os agentes do Estado e os supostos contraventores da época da ditadura. O texto não prevê punição ou apuração dos atos cometidos por ativistas políticos, mas abre espaço para o julgamento de torturadores. Para Jobim, houve quebra de um acordo durante a elaboração do programa. Segundo o acerto, o texto mencionaria tanto as Forças Armadas quanto movimentos civis da esquerda armada de oposição ao regime militar como alvos de possíveis processos. Na versão apresentada, a menção aos movimentos civis foi suprimida. Há outros pontos que desagradam aos militares, como o que prevê a identificação, com o intuito de torná-las públicas, das estruturas usadas para violações de direitos humanos durante a ditadura.

O episódio é mais um capítulo da disputa dentro dogoverno pela revisão da Lei da Anistia

A discussão do programa é mais um episódio da disputa dentro do governo em torno da Lei de Anistia, editada em 1979. Um acordo político estabelecido na época assegurou anistia aos crimes cometidos tanto por militares que participaram da repressão, quanto por ativistas que lutaram contra a ditadura. Vannuchi, ao lado do ministro da Justiça, Tarso Genro, lidera um movimento pela revisão da lei. Jobim e os militares são contra. Os benefícios da lei e sua amplitude estão sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros examinam uma ação aberta na Justiça Federal de São Paulo, a pedido do Ministério Público Federal, contra os ex-coronéis Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel. Ustra e Maciel foram comandantes do DOI-Codi paulista, um dos mais ativos órgãos da repressão.

Para abafar a crise, Lula e Jobim costuraram um acordo provisório: o texto, que será enviado ao Congresso até abril, não afrontará as Forças Armadas. Se for preciso, a base governista será mobilizada para eliminar os textos considerados revanchistas pelos militares. Pelo menos por enquanto, a paz foi selada. Publicamente, Vannuchi afirma que Lula é o “árbitro” da situação e que o impasse pode ser sanado por uma simples escolha de palavras numa mesa de negociação. Vannuchi admite divergências com Jobim, mas diz que elas serão discutidas no interior do governo.

Antecessor de Vannuchi, o ex-ministro Nilmário Miranda discorda. “Não podemos aceitar vetos dos militares. Na democracia, o poder militar tem de se submeter ao poder civil”, afirma. “O direito à informação e aos corpos dos desaparecidos políticos é universal e não poderá ser exercido sem desagradar a parte dos militares que participou da repressão.” A discussão mostra que, apesar da Lei da Anistia, esse capítulo do passado o Brasil não conseguirá encerrar. 

Fonte: NOTIMP

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Geopolítica História

O maior temor de Teerã

International Herald Tribune
Selig S. Harrison

A maior ameaça aos aiatolás e generais que controlam o Irã não vem do movimento de oposição democrático, que luta para reformar a República Islâmica, e sim de grupos separatistas cada vez mais agressivos das regiões de minorias étnicas árabes, curdas, balúchis e azeris que coletivamente compõem 44% da população iraniana dominada pelos persas.

Unidos, o movimento de reforma democrática e os insurgentes étnicos poderiam minar seriamente a República. Contudo, o movimento de reforma, como a maior parte do establishment clerical, militar e empresarial é dominado por uma elite persa arraigada que até agora se recusou a atender às demandas das minorias.

O que as minorias querem é um aumento de gastos para o desenvolvimento econômico nas regiões não persas; maior partilha dos lucros do petróleo e outros recursos naturais em suas áreas; uso livre de idiomas diferentes do persa na educação e na política e o fim da perseguição política. Alguns líderes das minorias acreditam que esses objetivos podem ser alcançados com uma autonomia regional sob a Constituição existente, mas a maior parte quer reconstituir o Irã como uma confederação mais flexível ou declarar independência.

Os EUA devem dar ajuda em dinheiro e armas para os insurgentes étnicos?

Na Casa Branca do governo Bush, travou-se um debate entre os defensores da “mudança de regime” em Teerã, que favoreciam uma ação secreta de larga escala para quebrar o país, e o Departamento de Estado que argumentava que todo apoio aberto às minorias complicaria as negociações para um acordo nuclear com os persas dominantes.

O resultado foi um meio termo, uma ação dissimulada limitada e executada por terceiros: no caso dos balúchis, as medidas foram tomadas por meio do Diretório de Inteligência Interserviços do Paquistão, ou ISI; no caso dos curdos, pela CIA em cooperação com o Mossad de Israel.

Meu conhecimento do papel da ISI se baseia em fontes paquistanesas de primeira mão, incluindo líderes balúchis. As evidências do papel da CIA em fornecer ajuda com armas e treinamento ao Pejak, principal grupo rebelde curdo no Irã, foram divulgadas por três jornalistas americanos: Jon Lee Anderson e Seymour Hersh, do “New Yorker”, e Borzou Daragahi do “Los Angeles Times” que entrevistaram diversos líderes do grupo.

O líder-supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, falando na cidade curda de Bijar no dia 12 de maio, acusou o governo Obama de não reverter a política de Bush. “Infelizmente, dinheiro, armas e organização estão sendo fornecidos por americanos diretamente pelas fronteiras ocidentais para combater o sistema da República Islâmica”, declarou. “Os americanos estão envolvidos em uma conspiração.”

O Mossad tem contratos antigos com grupos curdos no Irã e no Iraque, estabelecidos quando os EUA e Israel queriam desestabilizar as áreas curdas do Iraque de Saddam Hussein. Agora, porém, os EUA querem um Iraque unido no qual curdos, xiitas e sunitas cooperem. O Irã também quer um Iraque unido porque teme que a cooperação entre seus próprios curdos e os iraquianos e turcos criem um Curdistão independente. Assim, a ajuda ao Pejak prejudicaria o futuro de uma cooperação Irã-EUA em Bagdá além de complicar as negociações nucleares.

Tanto os balúchis quanto os curdos são muçulmanos sunitas. Eles estão combatendo a cruel repressão religiosa xiita além da discriminação cultural e econômica. Em contraste, é xiita a maior das minorias, a dos azeris que falam turco, e o próprio aiatolá Khamenei é azeri.

Sua seleção como líder supremo foi em parte um gesto aos azeris para cimentar sua lealdade ao Irã e impedir uma campanha secreta da mesma etnia no Azerbaijão para anexá-los. Os azeris estão em posição econômica melhor do que as outras minorias, mas acham que os persas têm preconceitos contra eles. Em 2006, conflitos prolongados emergiram por dias após um jornal em Teerã publicar uma charge com uma barata que falava azeri.

A ameaça separatista de maior potencial no Irã são os árabes xiitas da província sudoeste do Khuzistão, pois produz 80% da renda de petróleo do país. Até agora, as facções separatistas árabes não criaram uma milícia, mas atacam periodicamente as instalações de segurança do governo, explodem usinas e disseminam propaganda em árabe em canais de TV por satélite de localidades diferentes fora do Irã.

Os confrontos militares mais sérios entre a Guarda Revolucionária e grupos separatistas ocorreram na fronteira curda, onde o Irã bombardeou repetidamente esconderijos do grupo Pejak em setembro de 2007. Também no Baluchistão, os guardas sofrem fortes baixas em repetidos confrontos com milícias do movimento Jundullah, que opera a partir de campos do outro lado da fronteira, nas áreas balúchis do Paquistão e do Afeganistão.

Comparados aos protestos em massa nas ruas de Teerã e Qum, os tumultos não coordenados que foram gerados por insurgentes étnicos podem parecer algo lateral. Mas se os insurgentes étnicos se unirem e se a oposição democrática forjar uma frente unida das minorias, as possibilidades de reformarem ou derrubarem a República Islâmica, agora fracas, seriam fortalecidas.

Por enquanto, o governo Obama deve avançar com o máximo de cuidado ao lidar com esta questão delicada, sabendo que o apoio ao separatismo e o engajamento com o atual regime são completamente incompatíveis.

(Selig S. Harrison é diretor do programa para Ásia do Centro de Política Internacional e autor de “In Afghanistan’s Shadow”, ou “Na Sombra do Afeganistão”).

Tradução: Deborah Weinberg

Sugestão: Konner

Fonte:  UOL

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Obama volta de férias de olho

Efe – France Presse  —  O assessor de Segurança Nacional John Brennan disse que “há indícios que Al Qaeda planeja um ataque contra um alvo em Sana”, a capital do Iêmen. Essa foi a razão pela qual o país fechou sua embaixada no Irã, no que foi seguido pelo Reino Unido. Também a Espanha reforçou a segurança em sua representação diplomática.

A facção da Al Qaeda no Iêmen se tornou agora a nova preocupação da Casa Branca. Nesta semana, o diretor do Centro Nacional contra o Terrorismo, Michael Leiter, disse que “sabe com certeza absoluta que a Al Qaeda e outros grupos tratam de melhorar seus métodos e buscam novas maneiras para atacar os Estados Unidos”.

Outra guerra?

A situação no Iêmen e as novas ameaças de ataque fizeram alguns analistas se perguntarem se os EUA poderia abrir uma outra frente de guerra, no Iêmen, para combater o terrorismo da Al Qaeda.

Brennam disse neste domingo que o país “ainda” não têm a intenção de abrir no Iêmen uma “segunda frente” na guerra contra o terrorismo, nem de posicionar tropas naquela região.

A declaração foi feita após o anúncio de que americanos e britânicos vão reforçar sua ação contra o terrorismo no Iêmen e na vizinha Somália.

– O governo iemenita está mostrando boa vontade no combate à Al Qaeda e está propenso a aceitar nossa ajuda. Estamos lhes fornecendo tudo que pedem. Eles melhoraram muito.

Sugestão: Konner
Fonte:  R7

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Conflitos Defesa Geopolítica História Segurança Pública

EUA oferecem ao Paquistão ampliação da aliança

Jornal americano diz que ação é para esfriar tensões com a Índia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ofereceu ao Paquistão uma ampliação da aliança estratégica, com uma cooperação militar e econômica adicional, informa o jornal The Washington Post.

O jornal explica que a oferta, que inclui um esforço para ajudar a reduzir as tensões entre Paquistão e Índia, foi apresentada em uma carta de duas páginas que foi entregue pelo conselheiro de Segurança Nacional de Obama, James Jones, ao presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari.

Sugestão: Konner

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Paquistão e Índia trocam informações sobre usinas nucleares

Paquistão chora os 93 mortos do atentado em jogo de vôlei

Fonte:  R7

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Confronto na Somália

Reuters – Mogadíscio  —  Pelo menos 47 pessoas foram mortas na região central da Somália no confronto entre rebeldes islâmicos e um grupo pró-governo pelo controle de uma cidade estratégica do país, disse um grupo de direitos humanos e moradores locais neste domingo.

O Al Shabaab, que pretende impor um regime estritamente islâmico na Somália, atacou no sábado a cidade de Dusamareb, 560 quilômetros ao norte da capital Mogadíscio, entrando em conflito com o grupo muçulmano moderado Ahlu Sunna Waljamaca.

Os confrontos foram os primeiros desde dezembro de 2008, quando o grupo Ahlu Sunna, da etnia Sufis, tomou o controle da cidade de Dusamareb da milícia Al Shabaab, após batalhas que mataram dezenas de pessoas.

“Nós contamos 47 mortos e cem feridos”, disse à Reuters Ali Yasin Gedi, vice-presidente do grupo de direitos humanos Elman.

“A maioria das vítimas são dos dois grupos. O número de mortos pode ser o dobro disso, uma vez que os moradores ainda estão recolhendo corpos de becos e debaixo das árvores. Toda a região está tensa e os moradores estão fugindo das suas cidades.”

O porta-voz do Ahlu Sunna disse que eles retomaram o controle da cidade após temporariamente perdê-lo para o Al Shabaab no sábado.

Sugestão: Konner

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Confrontos na Somália deixam ao menos 10 mortos

Fonte: UOL

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Exército colombiano mata 18 rebeldes das Farc

France Presse  —  O Exército colombiano matou 18 guerrilheiros das Farc e capturou outros 13 nesta sexta-feira, em uma “operação de Ano Novo” na região de Meta, no sul do país, informou o ministro da Defesa, Gabriel Silva.

Os 18 rebeldes foram mortos por ataques aéreos contra dois acampamentos das Farc, destacou o ministro Gabriel Silva.

“Este golpe de Ano Novo contra as Farc prova que a política de segurança democrática segue em frente, avança e se consolida cada vez mais. Enquanto todos os colombianos celebram suas festas de fim de ano, nossos soldados mantêm seu compromisso de enfrentar o narcoterrorismo nas selvas do país”.

Segundo oficiais, a Força Aérea bombardeou dois acampamentos das Farc com capacidade para abrigar até 200 guerrilheiros, enquanto forças especiais cercavam os rebeldes por terra.

A operação militar faz parte das ações do governo para encontrar os responsáveis pelo sequestro e morte, há dez dias, do governador de Caquetá, Luis Francisco Cuéllar.

Cuéllar, 69 anos, sequestrado em sua casa, foi degolado durante a fuga dos rebeldes, diante da impossibilidade de levá-lo caminhando pela selva.

O governador, eleito com o apoio do Movimento Social Indígena, em outubro de 2007, já havia sido sequestrado quatro vezes antes de assumir a direção de Caquetá, uma região de forte presença das Farc.

O sequestro e assasinato de Cuéllar foi o crime mais grave contra um político na Colômbia desde que o presidente Alvaro Uribe assumiu o poder, em agosto de 2002.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) contam com entre 6.000 e 10.000 combatentes, sendo a guerrilha mais antiga do país, com 45 anos de luta armada.

Sugestão: Konner

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Exército colombiano diz ter matado três chefes das Farc

Fonte:  Correiobraziliense

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vice-ministro de Relações Exteriores Israelense diz que guerra prova que dissuasão funciona

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EFE  —  O vice-ministro de Relações Exteriores, Danny Ayalon, defendeu neste domingo (3) a ofensiva de um ano atrás na faixa de Gaza, na qual cerca de 1.400 palestinos morreram, na maioria civis, porque reduziu drasticamente os ataques com foguetes a partir do território palestino. Ayalon, em uma visita ao hospital Tel Hashomer, nos arredores de Tel Aviv, para saudar os soldados israelenses feridos na ofensiva, afirmou:

– A operação prova que a dissuasão funciona.

O número dois da diplomacia israelense ressaltou que a política do atual governo de Binyamin Netanyahu deve ser que, para cada ataque terrorista, haja um preço e uma reação tão contundente que a outra parte nem sequer pense em outro ataque terrorista, informou seu escritório, em comunicado.

Ayalon destacou a relativa calma nas localidades vizinhas a Gaza um ano após a ofensiva, mas afirmou que ainda há problemas, como o contínuo contrabando de armas tanto na fronteira com Gaza quanto na que compartilha com Síria e Líbano.

Israel lançou sua maior ofensiva em Gaza desde a Guerra dos Seis Dias de 1967, após uma semana na qual as milícias palestinas dispararam sobre seu território cerca de 200 foguetes, após concluir uma trégua de seis meses entre Israel e Hamas.

A maioria dos mortos palestinos foi de civis e em torno de um quarto deles, menores de idade, segundo dados de fontes hospitalares palestinas e diversas organizações humanitárias.

Do lado israelense, morreram 13 pessoas, principalmente soldados.

Em setembro, um comitê da Organização das Nações Unidas acusou o Exército israelense e a milícia do Hamas de ter cometido crimes de guerra durante a operação, que se enquadrou em uma política geral destinada a castigar a população de Gaza por sua resistência e seu aparente apoio ao movimento islâmico.

Dois meses depois, a Assembleia Geral da ONU adotou uma resolução na qual pedia ao secretário-geral Ban Ki-moon que transmitisse ao Conselho de Segurança o relatório feito pelo comitê.

Sugestão: Konner

Fonte:  R7

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Defesa Geopolítica História

Forças iranianas realizarão manobras no próximo mês

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EFE  —  O exército iraniano planeja realizar no próximo mês uma série de manobras militares “em grande escala” destinadas a testar sua capacidade de repelir um ataque inimigo, informou a imprensa local.

Os exercícios conjuntos serão realizados pelas forças e efetivos da Guarda Revolucionária, corpo de elite das Forças Armadas iranianas, explicou o comandante chefe da unidade terrestre, general Ahmad Reza Pourdastan.

O objetivo é “melhorar a capacidade defensiva” deste corpo do exército, afirmou o oficial, citado pela agência local de notícias Ilna.

Israel ameaçou em várias ocasiões atacar o Irã, se este país não ceder no conflito que mantém com a comunidade internacional, por causa de seu polêmico e suspeito programa nuclear.

O exército iraniano já realizou uma série de manobras semelhantes e, nos últimos meses, testou sua capacidade balística com o lançamento de vários mísseis de fabricação nacional.

Sugestão e Colaboração: Konner

Fonte: Terra

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Conflitos História

Há dez anos, Panamá retomava controle do canal

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Do R7  —  Há dez anos, em 31 de dezembro de 1999, os Estados Unidos repassaram ao governo panamenho o controle do Canal do Panamá, que liga o Atlântico ao Pacífico. Com 82 quilômetros de extensão, a hidrovia atravessa todo o país e é considerada um dos maiores feitos da engenharia moderna.

A construção do canal foi concluída em 1913, após mais de dez anos de obras. A passagem entre os dois maiores oceanos do mundo era de importância estratégica, especialmente para os Estados Unidos e os demais países ocidentais, tanto no campo comercial quanto no militar. Através dela, as embarcações evitavam ter que contornar toda a América do Sul para passar de um oceano a outro.

O controle dos Estados Unidos sobre a Zona do Canal decorreu do apoio americano aos rebeldes panamenhos, que em 1904 proclamaram sua independência da Colômbia e “venderam” o canal por US$ 10 milhões. Em 1977, o então presidente americano, Jimmy Carter, assinou os Tratados Torrijos-Carter, que previam a cessão gradual do controle do Canal do Panamá aos panamenhos.

A transição foi concluída em 31 de dezembro de 1999. Desde então, o Canal do Panamá vem quebrando recordes de tráfego e arrecadação. Hoje, ele constitui uma das principais fontes de renda do país.

Sugestão: Konner

Fonte:  R7

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Conflitos Defesa Geopolítica História

Em mensagem de Ano-Novo, Coreia do Norte diz querer fim de hostilidade com os Estados Unidos

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EFE  —  O governo da Coreia do Norte manifestou, por meio de uma tradicional mensagem de Ano-Novo publicada em três jornais do país, sua intenção de pôr fim à relação de hostilidade com os Estados Unidos, informou a agência de notícias estatal KCNA.

“A tarefa principal para garantir a paz e a estabilidade na península coreana e no resto da Ásia é dar um fim à relação hostil entre Coreia do Norte e EUA”, informa o comunicado, assinado pelo partido único norte-coreano e pelo Exército do país.

Os editoriais divulgados pelo regime comunista local a cada 1º de janeiro representam um indício de suas intenções políticas para o ano que se inicia.

Como em anos anteriores, a Coreia do Norte insistiu que mantém como seu objetivo conseguir uma península coreana “livre” de armas nucleares por meio do diálogo e negociações.

A nota acrescenta que as duas Coreias deveriam chegar a uma reconciliação o mais breve possível e lembra que neste ano se completa o décimo aniversário da primeira e histórica cúpula intercoreana, realizada em 1999 em Pyongyang.

Nos últimos meses, o regime passou a suavizar suas relações com a comunidade internacional, após ter lançado vários mísseis e realizado seu segundo teste nuclear na primeira metade de 2009.

No início de dezembro, o enviado especial dos EUA para a Coreia do Norte, Stephen Bosworth, viajou a Pyongyang para discutir a questão nuclear do país asiático, que estava interrompida há um ano, e da qual participam China, Japão, Rússia e Coreia do Sul.

A Coreia do Norte mantém preso desde a semana passada um missionário americano por atravessar ilegalmente a fronteira com a China para pedir o respeito aos direitos humanos por parte do regime de Pyongyang.

Fonte:  R7