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Brasil junta-se às Forças Marítimas Combinadas

O Brasil uniu-se às Forças Marítimas Combinadas (CMF), tornando-se o 33º membro da parceria naval multinacional. 

O Brasil tem um número de oficiais de ligação trabalhando ao longo dos anos dentro da organização para desenvolver habilidades e entender como a CMF trabalha.

O comandante João Prudêncio Enes, da Marinha do Brasil, torna-se o primeiro oficial a atuar como Representante Nacional Sênior do Brasil como membro ativo.

“No dia 30 de julho, a Marinha do Brasil atendeu a carta convite do CCFM aceitando a afiliação como membro titular da CMF. A Marinha do Brasil considera esse tipo de evento uma excelente oportunidade para reforçar os laços de amizade, além de promover a cooperação e o respeito mútuo entre as marinhas participantes ”,afirmou  um porta-voz da Marinha do Brasil.

Como explicado, a adição do Brasil à coalizão CMF significa que eles agora têm representação em todos os continentes habitados e se tornaram uma força-tarefa marítima global.

“Estou muito feliz em receber o Brasil em nossa crescente organização. Isso mostra que as questões de segurança marítima, como pirataria e atividades terroristas, são uma preocupação verdadeiramente global e estamos ansiosos para que a Marinha do Brasil contribua com nossa parceria internacional ”  , comentou o Comodoro Steve Dainton, vice-comandante da CMF.

A CMF dedica-se a promover a segurança e o livre fluxo do comércio em 3,2 milhões de milhas quadradas de águas internacionais no Mar Vermelho, no Golfo de Aden, na Bacia Somali, no Oceano Índico e no Golfo. As principais áreas de foco da CMF são a interrupção do terrorismo, a prevenção da pirataria, a redução de atividades ilegais e a promoção de um ambiente marítimo seguro para todos.

 

Fonte: Naval Today

 

Nota: Atualmente a CMF é composta pelas  marinhas dos seguintes países.

Alemanha,

Austrália,

Bahrein,

Bélgica,

Brasil,

Canada,

Catar,
Dinamarca,

Emirados Árabes Unidos,

Espanha,

Estados Unidos,

Filipinas,

França, 

Holanda,

Grécia,

Itália,

Iraque,

Japão,

Jordânia,

Kuwait,

Malásia,

Nova Zelândia,

Noruega,

Paquistão,

Portugal,

República da Coréia do Sul

Reino da Arábia Saudita,

Reino Unido,

Seycheles,

Singapura

Tailândia,

Turquia

Yemen.

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Estados Unidos Geopolitica INFOPLANO Rússia

Infográfico Plano Brasil: Comparativo estratégico entre Estados Unidos & Rússia

Tito Lívio Barcellos Pereira

No dia 16 de julho, foi realizada uma reunião de cúpula na cidade de Helsinki, a capital da Finlândia, entre o presidente norte-americano Donald Trump e seu homólogo russo, Vladimir Putin.

Interesses divergentes e outras questões geopolíticas e estratégicas estiveram presentes nas pautas de discussão desses líderes políticos, tais como, a Guerra na Síria e Ucrânia. mas também foram discutidas as acusações de interferência do governo russo nas eleições norte-americanas de 2016, da qual se denuncia que Moscou teria supostamente favorecido a candidatura de Donald Trump.

Nesses tempos de “Guerra Fria requentada”, como apontam muitos analistas, o Plano Brasil se propõe a apresentar no gráfico abaixo um pequeno comparativo estratégico mostrando a assimetria existente entre duas das principais potências militares e econômicas da atualidade.

 

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil China Defesa Estados Unidos Geopolítica Rússia

Geopolítica não é Fla-Flu e nem lugar pra fanboy

Autor- De leon Petta para o Plano Brasil

Uma das coisas mais comuns de ver nos comentários em notícias, matérias de blogs ou vídeos no youtube que tratam de geopolítica ou assuntos militares é o comportamento obcecado do público. Que na maior parte das vezes acham que o mundo é um grande DC versus Marvel ou um Fla-Flu irritante.

O que não é de se estranhar tendo em vista que mesmo na academia, já que até os “especialistas” frequentemente também se comportam assim, de maneira pouco crítica ou cientifica. De forma geral, ou o pessoal é antiamericano, enxergando um imperialismo decadente, ou são antirussos vendo na Rússia um comunismo falido (sim, ainda tem gente que acha que a Rússia é comunista), ou uma China produtora de porcarias xing ling de baixa qualidade e com os dias contados.

A coisa é muito mais complexa e por isso não se trata de torcer para esse ou aquele país, mas quando falamos em Geopolítica global, sinto informar mas o futuro do mundo (ao menos em um médio prazo) será repartido entre Washington, Beijing e Moscou. Cada um com suas limitações e vantagens.

Quando falamos em decadência dos Estados Unidos, por exemplo, há um exagero forte que esquece algo muito importante, a Geografia Norte-Americana. Os Estados Unidos de fato cada vez mais enxergam “bolhas” de poder regionais capazes de desafia-los localmente, mas em termos globais são e serão ainda por muitas décadas uma Superpotência. E por pior que fosse a situação dos Estados Unidos (que não é tão ruim assim), ainda levariam muitas décadas para se perder aquilo que construíram pacientemente ao longo de tantos anos. Além disso, por mais que hajam críticas políticas e embates econômicos, na hora do “vamos ver” eles ainda contam com uma vasta quantidade de aliados em todas as partes do mundo. Aliados que não só estão dispostos a ajuda-los militarmente, mas que também precisam de um Estados Unidos aliado para manter um mínimo de soberania territorial diante de algum rival histórico vizinho. Por exemplo, o caso da Polônia diante da Rússia ou de uma Filipinas diante de uma China.

E isso sem nem entrar nos detalhes assimétricos, como terrorismo e crime organizado, que ameaçam a estrutura de poder estatal em vários países que só se mantém no controle por causa da presença dos Estados Unidos. A geografia dos Estados Unidos, colocando os fisicamente isolados no mundo mas ao mesmo tempo dando acesso aos dois principais oceanos, o Atlântico e o Pacífico, evitam um desgaste excessivo por parte da aura dos Estados Unidos e mais importante ainda, garante ao povo norte-americano o direito de poder escolher seus inimigos.

O caso Russo por outro lado é curioso. Já que desde o fim da União Soviética especialistas apontam de 5 em 5 anos a “inevitável decadência” da Federação Russa, mas lá está ela. Curiosamente muitos especialistas que profetizavam o seu fim, mais recentemente acusam dela de ter uma supercapacidade de interferir em quase todos os processos eleitorais do mundo. Não se decidem, afinal, se a Rússia estaria em decadência ou se são uma superforça capaz de interferir em outros países, inclusive naquele apontado como o maior símbolo de Democracia do mundo, os Estados Unidos.

Desgostos e bipolaridades à parte, a Rússia por mais que não tenha uma projeção global ainda tem uma excelente capacidade regional. Possui um dos exércitos mais numerosos, mais bem equipados, com tradição e coesão, vastos arsenais balísticos e nucleares, mas acima de tudo muita experiência de combate e inteligência. Tanto em experiências herdadas da União Soviética como também aprendidas em confrontos mais recentes na Síria e Leste da Ucrânia. Aliás, no quesito Guerra Hibrida (que será o modelo de guerras no futuro), a Rússia está na vanguarda.

A Geografia Russa por sua vez é dramática, custando para a administração russa um grande quantidade de energia para poder manter a coesão nacional além de uma permanente vigilância sobre seus vizinhos.

A China, por sua vez, longe do que o grande público acredita não é só produtora de produtos porcarias de baixa qualidade. Hoje ela domina a cadeia de produção inteira, produzindo produto barato de baixa qualidade, de média qualidade, de alta qualidade, de luxo e de altíssima tecnologia de ponta. Passaram por radicais modernizações em suas estruturas militares para poder competir com os vizinhos mais avançados. Além de ser hoje dona do maior efetivo militar, terceiro maior frota aérea e naval, além de grandes quantidades de armas nucleares e mísseis balísticos bons.

E conforme sua energia cresce, mais ela consome. Uma economia gigantesca requer também gastos gigantescos, daí sua projeção regional sobre o Sudeste Asiático. Algo que não deve ser subestimado ou visto como “Tigre de papel”, como alguns especialistas rancorosos apontam. Mas uma projeção de forças real, permanente e que sim, regionalmente e no “mano a mano”, poderia bloquear militarmente os Estados Unidos e infringir uma derrota a poderosa Marinha Norte-americana. Algo contudo, que por hora será muito remoto tendo em vista que ainda não há necessidade e nem mesmo disposição.

O que pesa agora contra a china são dois fatores. Primeiro, em contraste com as forças militares americanas e russas, seus soldados e oficiais não são experientes e segundo, ao olhar o mapa os chineses se veem cercados de inimigos (ou pelo menos potenciais inimigos), que formam uma vasta  rede de posições hostis a partir da Índia, na sua fronteira Sudoeste, indo para o Sudeste Asiático, sua fronteira sul e sudeste, chegando no Leste da Ásia com Japão e Coreia do Sul, sua fronteira leste e nordeste.

Por outro lado, suas fronteiras no Oeste e Norte que historicamente sempre serviram de ponte de invasões de “bárbaros” hoje em dia estão seguras. Dando aos estrategistas chineses descanso o suficiente para se concentrar na área que por hora é prioritária, o Sudeste Asiático.

Em resumo, a pauta desses três países é papo de potência e apenas eles três possuem poder suficiente para unilateralmente poder direcionar o futuro do planeta. Ainda que hajam outros países com significante poder e disposição, como Japão, Irã, Índia, França ou Inglaterra, esses demais ainda estão condicionados a atuarem em parceria com alguma dessas três principais forças do mundo hoje, Estados Unidos, China e Rússia. Ou seja, o arranjo de poder global será repartido por esses três países. Qualquer afirmação de decadência de algum desses três agora ou no curto prazo será especulação.

Sobre o Autor:

De Leon é Autor associado ao Plano Brasil e Professor das Faculdades Integradas Rio Branco. Doutor em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo. Com estágio sanduíche na Virginia Commonwealth University (Estados Unidos) e University of Hong Kong (China). Tem experiência na área de Geopolítica e Crime Organizado. 

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As implicações do S-300 na Síria

ARC- Plano Brasil

 

Prefácio

O último ataque contra posições do governo da Síria ocorrido no dia 13 de Abril ainda está repercutindo por todo o mundo. O ataque, que para a maioria dos especialistas, não passou de uma “demonstração de força” dos países ocidentais, provocou poucos danos as estruturas do Exército Sírio, mesmo assim, o Governo Sírio percebeu a necessidade de obter sistemas mais modernos, capazes de fazer frente aos mísseis e aeronaves que tem atuado impunemente e alvejado seu território.

Poucos dias após o ataque, alguns sites especializados de dentro e fora da Rússia levantaram a questão do fornecimento dos sistemas ao Governo Sírio, sistemas estes que poderiam sair dos estoques da Rússia ( A Rússia vem substituindo o S-300 pelo S-400) e que poderiam fortalecer as defesas Sírias.

Sistema S-300 – Rússia

É importante trazer a memória que a Rússia já havia levantado a questão do fornecimento destes sistemas  ao governo sírio, mas não julgou ser necessário até o último episódio.

Repercussão na Rússia

Alguns deputados russos apoiaram a ideia levantada pela mídia e por alguns especialistas do seguimento militar e inclusive, teve o apoio de Aleksander Sherin, vice-presidente do Comitê de Defesa da Duma, câmara baixa do parlamento russo. Segundo Aleksander, uma vez que sejam repassados esses sistemas ao Exército Sírio,  seria possível criar um sistema escalonado na Síria, capaz de atuar contra qualquer ameaça aos interesses do governo local e do governo russo.

Vale lembrar, que todas as decisões relacionadas a Síria, são muito complexas de serem tomadas pelo governo russo. Manter o apoio do publico interno tem sido a estratégia do Kremlim para alavancar os projetos de dentro e de fora do país. Alinhar essa estratégia com a manutenção da posição da Rússia como potencia global no cenário internacional, não é uma tarefa fácil, por isso, cada decisão é pensada, repensada, e pensada novamente antes de ser implementada, pois um erro pode por a perder todas as vitórias conquistadas até então pelo governo de Vladmir Putin.

Vladimir Putin – Presidente da Rússia

Apesar de toda a repercussão, o governo russo se calou durante algum tempo, não dando qualquer nota e somente depois de alguns dias, deram uma declaração sucinta e até vaga, no que cerne ao fornecimento dos sistemas ao governo da Síria ao declarar que não foi decidido nenhum repasse até então, porém, não negaram a possibilidade  da venda – ou doação – dos sistemas estocados para os sírios, deixando no ar a possibilidade do fornecimento.

Inquietação Israelita 

Tal possibilidade de fornecimento dos sistemas S-300 gerou inquietação dentro do governo de Israel, que já não andava muito satisfeito com a capacidade dos sírios em negar o espaço aéreo aos caças israelenses, que vale ressaltar, teve em seu último episódio, a perda de um F-16I alvejado por uma bateria do sistema S-200.

O Ministro da Defesa Israelense Avigdor Lieberman, ressaltou que se forem fornecidos estes sistemas ao governo sírio, as forças israelenses se verão obrigadas a destruí-los, haja visto que os mesmos tem a capacidade de dificultar ainda mais a capacidade operacional da força aérea de Israel no país árabe.

Benjamin Netanyahu e Vladmir Putin.

O temor por parte do governo de Israel no repasse desses sistemas, se deve as capacidades únicas deste SAM, pois algumas unidades deste sistema seriam suficientes para criar um “guarda chuva” de proteção sobre o governo sírio, e também sobre os combatentes do exército iraniano que tem atuado dentro do território do país aliado, e que de acordo com Tel Aviv, estariam repassando armamento para o Hezbollah (organização com atuação política e paramilitar fundamentalista islâmica xiita sediada no Líbano) e que poderiam ser usados contra Israel no futuro.

Resumo

Diante desse imbróglio, fica difícil prever se a Rússia fornecerá ou não os sistemas para os sírios, pois tal posição colocaria russos e israelenses em dois lados antagônicos, sendo as duas nações parceiras de longa data, mas ao mesmo tempo, permitir que o governo Sírio seja golpeado sequencialmente sem a atuação de Moscou pode enfraquecer os interesses do Kremlim no país árabe e tal possibilidade não está na agenda de Putin. Resta-nos esperar as cenas dos próximos capítulos…