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Plano Brasil/MD/FAB/EMBRAER/Análise: “Força Aérea Brasileira (FAB) incorpora a sua primeira aeronave de transporte multimissão KC 390”

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/MD/FAB/EMBRAER/Análise: Força Aérea Brasileira (FAB) incorpora a sua primeira aeronave de transporte multimissão KC 390.

 

“A incorporação do KC-390 na Força Aérea Brasileira é um marco na aviação militar. Sua modernidade trará uma implementação e aperfeiçoamento na doutrina de emprego desse vetor multimissão, contribuindo sobremaneira para o cumprimento da missão de controlar, defender e integrar os 22 milhões de quilômetros quadrados sob nossa responsabilidade”. Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez.

 

“A entrada em serviço do KC-390 na FAB representa um marco importante para o programa e certamente aumentará o crescente interesse internacional por essa aeronave, consolidando o caminho para novas vendas”. Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

 

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=DPJtgVemPnY[/embedyt]

 

FAB: KC-390 – O FUTURO É AGORA

 

 

FAB recebe novo avião militar KC-390

Aeronave é a maior fabricada no Hemisfério Sul

 

 

Publicado em 04/09/2019 – 13:15

 

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil, Anápolis

 

A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu hoje (4), oficialmente, sua mais nova aeronave militar, o KC-390, fabricado no país em parceria com a Empresa Brasileira de Aeronáutica SA (Embraer). A cerimônia de entrega do avião ocorreu na Ala 2 da Base Aérea de Anápolis, em Goiás, e contou com a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro, do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e de comandantes das Forças Armadas, além de diversas autoridades, incluindo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado e parlamentares.

 

Ao discursar durante a cerimônia, Bolsonaro falou em soberania e voltou a criticar declarações de líderes estrangeiros sobre o hipotético estabelecimento de uma governança internacional sobre a Amazônia, como chegou a ser sugerido pelo presidente da França, Emannuel Macron. “O Brasil é um país pacífico, mas não pode continuar, nem continuará sendo passivo a esse tipo de agressão. A Amazônia brasileira é nossa”, disse.

 

Para o presidente, a repercussão internacional de notícias dos incêndios na Floresta Amazônica, que têm sido objeto de declarações de organismos internacionais e de presidentes de outros países, também serviu para unificar a população brasileira em torno do sentimento de patriotismo. “Isso que aconteceu nos últimos dias foi muito bom para despertar o patriotismo entre nós”, acrescentou.

 

O KC-390 é o maior avião militar desenvolvido e fabricado no Hemisfério Sul. Segundo a FAB, a aeronave tem condições de realizar todo tipo de operação de transporte como o de paraquedistas e tropas militares e de lançamento de cargas, além de missões de reabastecimento em voo, evacuação aeromédica, socorro humanitário, busca e resgate e combate a incêndios. A aeronave tem ainda capacidade de operar em pistas não pavimentadas ou danificadas e em praticamente qualquer parte do planeta, incluindo a Antártida e regiões de floresta, como a Amazônia.

 

As primeiras unidades da aeronave multimissão ficarão sediadas na Ala 2 da Base Aérea de Anápolis. Em 2014, o governo brasileiro adquiriu 28 aviões KC-390, que vão substituir, de forma paulatina, o cargueiro C-130 Hércules. A Embraer não informa o custo unitário da nova aeronave, porque o valor final varia conforme a customização exigida pelo clientes. O governo de Portugal também fechou contrato para a compra de 5 unidades do KC-390.

 

Em seu discurso, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse que a entrega da aeronave consolida uma posição importante do Brasil no mercado internacional de veículos militares.

 

“A entrega do avião, além de representar significativo incremento na capacidade operacional da Força Aérea, representa um potencial para a ampliação da participação brasileira no mercado internacional de defesa, possibilitando inegável contribuição para a economia do país. No mês passado, como já foi anunciado, Portugal formalizou a encomenda de seis aviões KC-390, abrindo as portas da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] para essas aeronaves. Além disso, a recente posição do Brasil, como aliado preferencial extra-Otan, amplia mais as possibilidades”, afirmou o ministro.

 

Tecnologia

 

De acordo com a FAB, o KC-390 é o único da sua categoria que conta com sistema de comando de voo por impulsos elétricos (fly-by-wire, em inglês), que controla eletronicamente o comportamento da aeronave durante o voo, garantindo mais precisão nas manobras e reduzindo a carga de trabalho da tripulação.

 

O novo modelo da FAB tem 35,2 metros de comprimento, 35,05 de envergadura e 11,84 de altura. Com capacidade de carga de até 26 toneladas, o avião pode transportar armamento pesado, como lança-foguetes, veículos blindados de combate e até helicópteros. O avião também tem autonomia para percorrer uma distância de 6 mil quilômetros sem reabastecer, podendo atingir velocidade máxima de 870 km/h e atingir até 11 mil metros de altura, graças à configuração com dois motores Turbofan Aero Engines V2500, de última geração.

 

Fonte: Agência Brasil (EBC) ( http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-09/fab-recebe-novo-aviao-militar-kc-390 )

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Brasil Defesa

Resgates e aumento da operacionalidade marcam momento da Aviação de Asas Rotativas

H-36 Caracal- Foto Jhonson Barros- Força Aérea Brasileira

Nos últimos meses, os helicópteros da FAB têm sido protagonistas de resgates de sucesso e ascendido a novos patamares operacionais

Edição: Agência Força Aérea – Revisão: Capitão Landenberger

Pela primeira vez na Força Aérea Brasileira, foi realizada uma campanha de Reabastecimento em Voo (REVO) de um helicóptero. Com os H-36 Caracal dos Esquadrões Falcão (1º/8º GAV) e Puma (3º/8º GAV) operados por pilotos e engenheiros de prova do Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV), a atividade aconteceu a partir da Ala 11, no Rio de Janeiro (RJ) e envolveu um KC-130H, que atuou como tanker. Para o Major Aviador Bruno Roque Teixeira, piloto de ensaio e responsável pelo planejamento da campanha, os benefícios do REVO são aumento da autonomia e alcance da aeronave. “Em um cenário de paz, será possível chegar mais longe num menor tempo. Este pode ser o diferencial para salvar mais vidas, num resgate em alto mar, por exemplo”, ressalta.

Com esse feito, o Brasil será o primeiro país da América do Sul a dominar esse tipo de operacionalidade. Segundo a Airbus Helicopters, fabricante do modelo H225M, operado pelas Forças Armadas brasileiras, há poucas nações no mundo que realizam REVO com helicópteros, dentre elas os Estados Unidos, Israel e França. A capacidade também se limita a poucos modelos de aeronaves: além do Caracal, apenas o AS332 L2 Super Puma e alguns helicópteros táticos norte-americanos permitem essa potencialidade.

Resgates: quando o som do rotor anuncia a salvação

No último mês de 2018, as histórias de cinco pessoas foram modificadas pelos helicópteros da FAB e suas tripulações.

No dia 4 de dezembro, um helicóptero H-60 Black Hawk localizou e resgatou com vida os dois tripulantes da aeronave matrícula PT-ICN, que estavam há cinco dias na mata, após um acidente aéreo. Eles seguiam de Pimenta Bueno (RO) com destino a Santo Antônio do Leverger (MT) e foram encontrados próximos a Cáceres (MT), cidade distante 220 km da capital mato-grossense.

Cerca de 30 militares do Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV) estiveram envolvidos nos quatro dias de buscas. Militares do Esquadrão Pantera (5º/8º GAV) e do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR) também fizeram parte da tripulação que realizou o resgate.

Já no dia 18 do mesmo mês, o Esquadrão Harpia (7º/8º GAV), utilizando também o H-60 Black Hawk, resgatou três sobreviventes de um acidente aéreo próximo à cidade de Tabatinga (AM), na fronteira com o Peru e a Colômbia.

Todos foram acolhidos e transportados conscientes, o piloto e dois passageiros – um homem e uma mulher, além de um cachorro que os acompanhava na aeronave. Não havia espaço para o pouso do helicóptero e as vítimas foram içadas com o guincho de resgate.

Modificação na frota: Black Hawk no Esquadrão Pelicano

Com a aposentadoria do H-1H, após mais de 50 anos de operação na FAB, o Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV) está incorporando, em substituição, o H-60 Black Hawk. O Pelicano é uma das principais Unidades Aéreas da FAB nas atividades de busca e salvamento dentro do cenário de 22 milhões de quilômetros quadrados da Dimensão 22.

O dia da Aviação de Asas Rotativas é celebrado em 3 de fevereiro, em homenagem à primeira missão real de busca e salvamento em 1964.

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Aviação Sistemas de Armas Tecnologia

O projeto do avião hipersônico brasileiro prossegue dentro do cronograma.

14-X: Avião hipersônico brasileiro avança rumo ao primeiro voo

Modelo do 14-X testado em túnel de vento. [Imagem: Léo Ramos Chaves]

Se não houver contratempos, a Força Aérea Brasileira realizará o primeiro ensaio em voo dentro de dois anos. Esse ensaio envolverá o teste do primeiro motor aeronáutico hipersônico feito no país.

O teste integra um projeto mais amplo, cujo objetivo é dominar o ciclo de desenvolvimento de veículos hipersônicos, que voam, no mínimo, a cinco vezes a velocidade do som, ou Mach 5 – Mach é uma unidade de medida de velocidade correspondente a cerca de 1.200 quilômetros por hora (km/h).

O programa é coordenado pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv), um dos centros de pesquisa do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da FAB, em parceria com a empresa Orbital Engenharia, ambos de São José dos Campos (SP).

14-X

Além do motor hipersônico, o projeto Propulsão Hipersônica 14-X (PropHiper) prevê a construção de um veículo aéreo não tripulado (Vant), onde o motor será instalado. Batizado de 14-X, em homenagem ao 14-Bis, o vant empregará o conceito de waverider, no qual uma onda de choque gerada abaixo dele, em razão de sua alta velocidade, lhe fornece sustentação. É como se, durante o voo, o veículo “surfasse” na onda induzida por ele próprio.

Este é o mesmo princípio usado pelo avião hipersônico X-51A, testado pela NASA em 2010. Em 2018, Rússia e China testaram com sucesso os mísseis hipersônicos Avangard e Xingkong-2, respectivamente. Nos Estados Unidos, a Lockheed Martin está construindo um veículo hipersônico para voo a Mach 6.

O 14-X terá 4 metros de comprimento, 1,2 metro de envergadura e pesará cerca de 750 kg. Se tudo funcionar como previsto, ele deverá alcançar Mach 10 (12 mil km/h) a uma altitude entre 30.000 e 40.000 metros.

“Ainda não há aeronaves hipersônicas em operação rotineira no mundo. Essa tecnologia simboliza o estado da arte mesmo para países como Estados Unidos, Rússia e China,” disse Lester de Abreu Faria, engenheiro eletrônico do IEAv. “Todos buscam esse conhecimento e, apesar do longo tempo de desenvolvimento, não estamos muito atrás dos líderes mundiais.”

14-X: Avião hipersônico brasileiro avança rumo ao primeiro voo

[Imagem: Fapesp/Ieav]

Motor hipersônico

De acordo com Israel Rêgo, gerente do projeto PropHiper, o motor hipersônico em desenvolvimento no país, do tipo estatojato, ou scramjet (supersonic combustion ramjet), também poderá ser empregado como segundo ou terceiro estágio de propulsão de foguetes.

No primeiro ensaio, previsto para 2020, o motor scramjet será instalado justamente em um foguete de sondagem.

Já o veículo aéreo hipersônico integrado ao motor scramjet poderá, no futuro, ser usado como avião de passageiros.

Uma das grandes dificuldades é fazer com que o veículo resista ao atrito gerado pelo voo à velocidade hipersônica, o que tem exigido o desenvolvimento de cerâmicas especiais resistentes a altas temperaturas.

Assim como os motores de jatos comerciais, o scramjet usa o ar da atmosfera para a queima do combustível. No entanto, ao contrário dos motores dos aviões atuais, o do 14-X não tem partes móveis, como compressores e turbinas. “Na combustão supersônica, o ar capturado deve ser desacelerado, pressurizado e aquecido antes de entrar na câmara de combustão, onde é injetado o combustível. E isso depende da perfeita geometria do motor,” explicou Israel Rêgo, do Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAV.

 

Fonte: inovação Tecnológica

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Aviação Brasil Defesa

Perseguição, disparos, pouso forçado: como são feitas interceptações de aviões suspeitos no céu do Brasil

 

Image captionA aeronave que dá o tiro de detenção é a A-29

A tensão aumenta rapidamente no céu brasileiro: um avião bimotor suspeito sobrevoa a região de fronteira entre o Brasil e a Bolívia. A Força Aérea Brasileira (FAB) intercepta o avião com três aeronaves e um radar. Os militares acreditam que o veículo transporta drogas. O piloto, advertido várias vezes, não obedece à ordem para que mude a rota.

Os militares, então, recorrem ao recurso extremo: o tiro de detenção. Logo que o disparo é feito, o piloto faz um pouso forçado em um lago na região do Pantanal, em Corumbá (MS). O avião submerge.

As cenas da interceptação em Corumbá, na última quarta-feira (25), chamam a atenção por um fato raro: foi a segunda vez que a FAB usou o tiro de detenção desde que a medida foi autorizada pela legislação brasileira, em 2004. A única ocorrência anterior foi em 2015.

Apesar de o abate de aeronaves ser raro, interceptações sem tiros acontecem quase diariamente no Brasil. De acordo com a FAB, que monitora os céus do país 24 horas por dia, nos últimos dois anos foram 1.281 interceptações de aeronaves desconhecidas no espaço aéreo brasileiro. Apenas no ano passado, o procedimento foi feito 829 vezes.

A fiscalização do espaço aéreo é feita por meio de radares que cobrem todo o território nacional, além de partes do Oceano Atlântico. A FAB também utiliza aviões-radar E-99, capazes de identificar, em uma distância de até 450 quilômetros, aeronaves em baixa altitude – característica comum de voo entre os aviões em situação irregular. São alvos não só aeronaves suspeitas de envolvimento com narcotráfico, mas qualquer avião com falhas de identificação.

Quando há um movimento suspeito detectado pelos militares, as informações são repassadas ao Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), em Brasília, que aciona, caso necessário, aeronaves de caça, como os jatos supersônicos F-5M e os aviões A-29.

O avião-radar E-99Direito de imagemAGÊNCIA FORÇA AÉREA
Image captionO avião-radar E-99 é o modelo usado para as interceptações

As etapas da interceptação

Os procedimentos para a interceptação têm início após a FAB identificar, por meio dos radares, a aeronave em possível situação irregular. Para que suspeite da legalidade do avião, a Força Aérea avalia informações como a documentação do veículo e o plano de voo, considerado essencial para que um avião possa trafegar pelo espaço aéreo.

Diante da suspeita de irregularidade, o Comando de Operações Aeroespaciais aciona aeronaves de interceptações. Para cada avião da FAB, há um grupo de militares – denominado esquadrão de defesa aérea – que possui uma equipe composta por piloto, mecânico da aeronave de alerta, mecânico para a operação do armamento e auxiliar. O grupo permanece de prontidão para ser chamado quando o radar identificar um tráfego aéreo desconhecido ou ilícito.

Em caso de localização de um avião suspeito, uma sirene é acionada em solo e o piloto corre em direção à aeronave, que já está preparada para o procedimento. Em poucos minutos, o militar decola. Ele somente é informado sobre os detalhes da missão após deixar o solo. O condutor da aeronave passa a seguir orientações do Centro Integrado de Defesa Aérea.

Cocaína apreendida no avião interceptado por meio do tiro de detençãoDireito de imagemAGÊNCIA FORÇA AÉREA
Image captionGrande quantidade de cocaína foi apreendida no avião interceptado por meio do tiro de detenção

De acordo com a FAB, a quantidade de aeronaves que participam do procedimento de interceptação varia conforme o tamanho da ação.

A partir do início do procedimento, o piloto passa a cumprir as Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA). A primeira fase é de averiguação, para determinar a identidade da aeronave, além de vigiar o seu comportamento. Nesse momento, a aeronave da FAB não deve ser percebida pelo piloto suspeito.

As informações sobre o avião sob investigação são repassadas para a autoridade de defesa aeroespacial. Por meio do sistema informatizado da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o status do avião é analisado: a matrícula deve corresponder ao modelo da aeronave, ao nome de seu proprietário, à validade do certificado de aeronavegabilidade, entre outros dados que constam no sistema da Anac.

Medidas de Policiamento Aéreo da FAB

Caso permaneçam dúvidas depois da checagem de registro, militares da FAB tentam fazer um interrogatório ao piloto da aeronave suspeita, utilizando a frequência internacional de emergência, de 121.5 ou 243 MHz. O avião de Defesa Aérea emparelha à aeronave suspeita e, por meio de uma placa na janela, mostra a frequência na qual o rádio deve ser colocado, para que possam ter contato. Sinais visuais também podem ser usados.

Caso o piloto sob suspeita não responda a nenhuma das medidas, a FAB inicia uma intervenção e determina que o avião suspeito mude de rota. Posteriormente, ela ordena que o veículo supostamente irregular faça pouso obrigatório. A aterrissagem deve acontecer no local indicado pela Força Aérea. A comunicação entre a aeronave de defesa e o avião suspeito é feita pelo rádio, em todas as frequências disponíveis, e também por meio de sinais visuais.

Os tiros

Se ainda assim, o piloto da aeronave ignorar os comandos da FAB, serão executados tiros de advertência, com munições traçantes. Os disparos são feitos em uma área lateral à aeronave supostamente irregular, de forma visível, porém sem atingir o veículo. O objetivo da medida é fazer com que o condutor da aeronave obedeça à ordem de pouso.

O tiro de advertência também passou a ser permitido no Brasil em 2004. O procedimento foi utilizado pela primeira vez em junho de 2009, quando pilotos da FAB dispararam em ação contra um monomotor que transportava 176 quilos de cocaína, em Rondônia. Logo após os tiros de advertência, o piloto do monomotor pousou. Não foi necessária a utilização do disparo de detenção.

A medida considerada a mais extrema somente é usada quando os procedimentos anteriores não fazem com que o piloto pouse a aeronave. Neste caso, o avião é considerado hostil e passa a estar sujeito à medida de detenção que, conforme a FAB, “consiste na realização de disparo de tiros com a finalidade de provocar danos e impedir o prosseguimento do voo da aeronave transgressora.”

A ação deve acontecer em áreas que não sejam densamente povoadas e que sejam relacionadas com rotas suspeitas de serem usadas para o tráfico de drogas. Todo o procedimento deve ser registrado em gravação de áudio ou vídeo.

O caça de ataque leve A-29 Super Tucano é o responsável pelos tiros de aviso e de detenção. Para o procedimento, ele utiliza duas metralhadoras ponto 50 (12,7 mm).

Os Abates

Foi o que aconteceu em 24 de outubro de 2015. De acordo com a FAB, o monomotor Neiva EMB-721C, suspeito de transportar drogas, desobedeceu todos os comandos da Força Aérea. Tiros foram disparados contra a aeronave, que só encontrada dois dias após a operação, em Paranavaí (PR). O avião tinha uma das asas danificada.

Mais de dois anos depois, na última quarta-feira, a FAB voltou a utilizar o tiro de detenção. Conforme a Força Aérea, um avião bimotor – também suspeito de carregar droga – retornava da Bolívia, não tinha plano de voo e estava com matrícula falsa. Três aeronaves A-29 e um avião-radar E-99 teriam ordenado duas vezes, por meio de rádio, que o piloto mudasse a rota e fizesse pouso forçado em Cuiabá (MT).

Uma aeronave de defesa chegou a disparar um tiro de aviso em direção ao avião suspeito. No entanto, ainda assim o piloto não pousou. Os militares atiraram e forçaram o pouso em um lago na região do Pantanal mato-grossense, em Corumbá, na divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A FAB não confirmou se o disparo chegou a atingir a aeronave.

Na manhã de quinta-feira (26), uma força-tarefa formada por equipes da FAB, da Polícia Federal, do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) da Polícia Militar de Mato Grosso localizou a aeronave suspeita submersa no lago do Pantanal.

A fuselagem foi retirada da água e, dentro dela, os agentes encontraram 500 quilos de cocaína. Conforme a Força Aérea, havia duas pessoas na aeronave. Nenhum dos ocupantes do avião foi localizado. Equipes da Polícia Federal e do Gefron realizaram buscas na região, mas não localizaram os tripulantes.

O narcotráfico

Um dos crimes mais praticados por meio dos vôos clandestinos no Brasil, o narcotráfico representa a maior preocupação da FAB. A prática é mais comum em regiões de fronteira. Grande parte dos últimos aviões apreendidos com droga vinha da Bolívia. Algumas das aeronaves utilizadas para o crime são fruto de roubo ou de sequestro. Há também aquelas que, até então, estão em situação legal.

O Tenente-brigadeiro Carlos Vuyk de Aquino, com 45 anos de experiência na FAB, afirma que os pilotos que transportam droga costumam utilizar aviões de pequeno porte, como monomotores. “Normalmente são aeronaves operadas por apenas um piloto, fato que possibilita uma maior capacidade de transporte de carga. Em alguns casos, as aeronaves são alteradas, com a instalação de tanques extras de combustível, por exemplo, visando aumento da autonomia de voo”, diz.

Aeronave ilegal submersaDireito de imagemREPRODUÇÃO/YOUTUBE
Image captionApós pouso forçado, aeronave ilegal foi retirada do Lago Pantanal pela FAB

Conforme a Polícia Federal, a cocaína trazida ao Brasil vem da Colômbia, Peru e Bolívia, produtores do entorpecente, além do Paraguai. Já em relação à maconha, a origem é o Paraguai.

Segundo a PF, parte das substâncias ilícitas trazidas ao Brasil – considerado o segundo mercado consumidor mundial de droga – é consumida aqui. O resto abastece o mercado europeu. “A droga chega de aeronave, normalmente no Centro-Oeste, e depois por via terrestre chega aos portos e daí à Europa”, explica a Polícia Federal, por meio de nota.

Depois da apreensão

As investigações sobre as aeronaves interceptadas são de responsabilidade da Polícia Federal. Os aviões apreendidos ficam à disposição da Justiça, que pode determinar, entre outras medidas, que os veículos sejam usados por instituições públicas brasileiras.

Já as substâncias ilícitas costumam ser incineradas, por decisão judicial. O piloto e outros tripulantes da aeronave podem ser presos em flagrante, caso sejam encontrados no local. Posteriormente, podem responder pelo crime de tráfico de droga com o agravante de tráfico internacional, caso fique comprovado que eles tinham relação com os itens apreendidos.

Não há dados oficiais que detalhem a evolução do tráfico de drogas aéreo no Brasil. Para o tenente-Brigadeiro Vuyk, no entanto, o controle do tráfego aéreo tem reduzido as práticas ilegais. “À medida que o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro foi crescendo, observou-se um amadurecimento dos membros que o compõem, fato que tem se refletido em resultados extremamente positivos no policiamento do espaço aéreo Brasileiro”.

Fonte: BBC Brasil

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Aviação Defesa

Oficial-General da FAB assume Conselho Militar da Missão Permanente do Brasil na ONU

Militar atuará junto à Representação Permanente do Brasil na Conferência do Desarmamento
Publicado: 03/04/2018 12:00
Fonte: ECM Genebra, por Major Morais
Edição: Agência Força Aérea, por Ten Cristiane dos Santos – Revisão: Maj Alle

O Tenente-Brigadeiro do Ar Alvani Adão da Silva assumiu o cargo de Conselheiro Militar da Missão Permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU) e demais Organismos Internacionais em Genebra. O Oficial-General recebeu o cargo do Almirante de Esquadra Elis Treidler Öberg no dia 28 de março.

A solenidade foi presidida pela Representante Permanente da Missão, Embaixadora Maria Nazareth Farani Azevedo. O evento contou, ainda, com a presença de membros do corpo diplomático brasileiro na Suíça, assim como conselheiros militares da Alemanha, França, Polônia, México e Japão.

O Escritório do Conselho Militar (ECM) é composto por militares brasileiros que atuam junto à Representação Permanente do Brasil na Conferência do Desarmamento (REBRADESARM) da ONU em Genebra. O organismo é vinculado ao Ministério da Defesa por meio da Chefia de Assuntos Estratégicos.

Dentre as atribuições do novo Conselheiro Militar, estão acompanhar as tratativas referentes ao desarmamento nuclear; o controle de armas de destruição em massa nucleares, biológicas e químicas; o controle de material físsil; o armamento convencional e a militarização do espaço exterior. Cabe ao Oficial-General, ainda, gerenciar e coordenar as tratativas junto ao corpo diplomático das diversas organizações existentes em Genebra.

A estrutura do Escritório é composta por um Conselheiro Militar e dois assessores. A primeira função é exercida por um Oficial-General do último posto das Forças Armadas, obedecendo ao sistema de rodízio entre Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira.

Fotos: ECM Genebra Via Força Aérea

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Aviação Brasil

Força Aérea Brasileira - Dimensão 22


 
Dimensão 22 corresponde a uma área de 22 milhões de km2, um cenário tridimensional fabuloso que a Força Aérea Brasileiraprotege por meio das ações de ControlarDefender e Integrar.


 


Controlar diz respeito à responsabilidade da Força Aérea Brasileira pelo controle de voos no espaço aéreo brasileiro. Em cumprimento a acordos internacionais, o Brasil é, também, responsável por controlar voos além do continente, sobre o Oceano Atlântico, totalizando 22 milhões de km2. Ainda, em toda essa área, a FAB cumpre missões de busca e salvamento para localizar e salvar pessoas em perigo na terra ou no mar.


Defender refere-se à garantia da soberania do espaço aéreo, que inclui todo o território brasileiro e suas fronteiras, além da zona econômica exclusiva, totalizando 12 milhões de km2. Com unidades operacionais em regiões estratégicas, a FAB defende essa área utilizando sua estrutura de defesa aérea por tipos de aviações: Caça, Transporte, Patrulha Marítima, Reconhecimento, Asas Rotativas e Alerta Aéreo Antecipado. Além da aviação, utiliza ações terrestres de CONTRATERRORISMO, de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e de Defesa Antiaérea.


Integrar o território nacional também é missão da FAB. Grande parte das aeronaves da FAB proporciona a integração do Brasil em diferentes missões. Ajuda humanitária, ações cívico-sociais, transporte de pessoas e suprimentos, transporte de órgãos e de urnas eleitorais, evacuações aeromédicas, e construção de pistas são algumas das ações que levam direitos fundamentais à população carente em regiões de difícil acesso do País.

 


 

Conheça alguns dos projetos da Dimensão 22.

 
 


O caça sueco de múltiplo emprego Gripen NG é um modelo supersônico monomotor projetado para missões ar-ar, ar-mar e ar-solo sob quaisquer condições meteorológicas. A FAB receberá 36 unidades da nova aeronave até 2024 para atuar na Defesa Aérea da Dimensão 22.

A versão brasileira, desenvolvida em parceria com empresas locais, contará com modernos sistemas embarcados, radar de última geração e capacidade para empregar armamentos de fabricação nacional.

Em termos estratégicos, representa a possibilidade de entrada do Brasil como parceiro em um programa de alta tecnologia. Haverá reflexos duradouros para a indústria de defesa nacional, com foco na transferência de tecnologia para o País.

 
  
 
 


A produção do KC-390 tem por objetivo o desenvolvimento de aeronaves de transporte militar e reabastecimento em voo para substituição dos Hércules C-130.

O KC-390 será capaz de operar em pistas não pavimentadas em qualquer local do planeta, como a Antártida, a Amazônia e o Pantanal. Seus sistemas de autodefesa o tornarão menos suscetível a ameaças em ambiente hostil. Deve constituir-se em uma das mais importantes ferramentas da FAB para cumprir sua missão constitucional na Dimensão 22 de prover mobilidade estratégica às Forças de Defesa do Brasil.

O desenvolvimento dessa nova aeronave posicionará o Brasil como protagonista entre os fabricantes de equipamentos de defesa no mundo, além de possibilitar exportações de um produto de alto valor agregado.

 


Segundo a Estratégia Nacional de Defesa, a FAB é também responsável pelo desenvolvimento de projetos no Setor Aeroespacial, assim como a operação e o monitoramento de satélites. Em vista disso, o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) estabelece a estratégia de implantação de sistemas espaciais de defesa com uso integrado – militar e civil.

O PESE permite que as operações das Forças Armadas tenham o necessário suporte das aplicações espaciais de forma coordenada e integrada. Além disso, traz benefícios diretos e indiretos a todas as ações de governo em prol da sociedade brasileira.

O Brasil, no contexto da Dimensão 22, não pode prescindir do uso do espaço para benefício de sua sociedade e aprimoramento de seus sistemas de defesa. Incluir o País num cenário global onde poucos detêm a capacidade gerencial, operacional, tecnológica e industrial para fazer uso do espaço requer esforço coordenado entre diversos segmentos da sociedade, a fim de conquistar a independência do Setor Aeroespacial brasileiro.

 


 


T-25 Universal
Aeronave de instrução
Envergadura: 11 m
Comprimento: 8,60 m
Peso máximo de decolagem: 1.700 kg
Velocidade máxima: 240 kt (444 km/h)
Teto de Serviço: 12.995 ft (3.962 m)
T-27 Tucano
Aeronave de instrução
Envergadura: 11,14 m
Comprimento: 9,86 m
Peso máximo de decolagem: 3.175 kg
Velocidade máxima: 280 kt (519 km/h)
Teto de Serviço: 30.000 ft (9.144 m)
A-29 Super Tucano
Aeronave de caça e treinamento
Envergadura: 11,14 m
Comprimento: 11,34 m
Peso máximo de decolagem: 5.400 kg
Velocidade máxima: 320 kt (593 km/h)
Teto de Serviço: 34.999 ft (10.668 m)
A-1 M
Aeronave de caça
Envergadura: 9,78 m
Comprimento: 13,50 m
Peso máximo de decolagem: 13.000 kg
Velocidade máxima: 550 kt (1.020 km/h)
Teto de Serviço: 42.700 ft (13.015 m)
F-5M
Aeronave de caça
Envergadura: 8,53 m
Comprimento: 14,45 m
Peso máximo de decolagem: 11.192 kg
Velocidade máxima: 1.139 kt (2.112 km/h)
Teto de Serviço: 51.804 ft (15.790 m)
C-95M Bandeirante
Aeronave de transporte
Envergadura: 15,32 m
Comprimento: 15,10 m
Peso máximo de decolagem: 5.900 kg
Velocidade máxima: 230 kt (426 km/h)
Teto de Serviço: 25.000 ft (7.260 m)
C-98 Caravan
Aeronave de transporte e ligação
Envergadura: 15,87 m
Comprimento: 12,67 m
Peso máximo de decolagem: 3.929 kg
Velocidade máxima: 175 kt (324 km/h)
Teto de Serviço: 25.000 ft (7.620 m) 
C-105 Amazonas
Aeronave de transporte
Envergadura: 25,81m
Comprimento: 24,50m
Peso máximo de decolagem: 23.200 kg
Velocidade máxima: 246kt (457km/h)
Teto de Serviço: 25.000ft (7.020m)
SC-105 Amazonas
Aeronave de busca e salvamento
Envergadura: 25,81m
Comprimento: 24,50m
Peso máximo de decolagem: 23.200 kg
Velocidade máxima: 246kt (457km/h)
Teto de Serviço: 25.000ft (7.020m)
C-130 Hércules
Aeronave de transporte e reabastecimento em voo
Envergadura: 40,40m
Comprimento: 29,80m
Peso máximo de decolagem: 69.750 kg
Velocidade máxima: 320 kt (593 km/h)
Teto de Serviço: 32.000ft (9.754 m)
KC-390
Aeronave de transporte e reabastecimento em voo
Envergadura: 35,05 m
Comprimento: 35,2 m
Peso máximo de decolagem: 81.000 kg
Velocidade máxima: Mach 0,8 (955 km/h)
Teto de Serviço: 10.973 m
C-97 Brasília
Aeronave de transporte
Envergadura: 19,78m
Comprimento: 20,07m
Peso máximo de decolagem: 11.990 kg
Velocidade máxima: 328 kt (608 km/h)
Teto de Serviço: 32.000 ft (9.754 m) 
C-99
Aeronave de transporte
Envergadura: 20,04 m
Comprimento: 28,45 m
Peso máximo de decolagem: 20.100 kg
Velocidade máxima: 0,78 Mach
Teto de Serviço: 37.000 ft (11.278 m) 
C-767
Aeronave de transporte
Envergadura: 47,6 m
Comprimento: 54,9 m
Peso máximo de decolagem: 52.000 kg
Velocidade máxima: 913 km/h
Teto de Serviço: 39.400 ft (12.000 m)
VC-1
Aeronave de transporte presidencial
Envergadura: 34,10 m
Comprimento: 33,84 m
Peso máximo de decolagem: 75.500 kg
Velocidade máxima: 531 kt (985 km/h)
Teto de Serviço: 41.000 ft (12.496 m)
VC-2
Aeronave de transporte presidencial
Envergadura: 28,72 m
Comprimento: 36,25 m
Peso máximo de decolagem: 51.800 kg
Velocidade máxima: 531 kt (985 km/h)
Teto de Serviço: 41.000 ft (12.496 m)
VC-99 A/B/C
Aeronave de transporte
Envergadura: 20,04 m
Comprimento: 29,87 m
Peso máximo de decolagem: 20.600 kg
Velocidade máxima: 828 km/h
Teto de Serviço: 11.212 m
Hermes RQ-450
Aeronave de reconhecimento
Envergadura: 10,50 m
Comprimento: 6,10 m
Peso máximo de decolagem: 520 kg
Velocidade máxima: 95 kt (176 km/h)
Teto de Serviço: 17.998 ft (5.486 m)
Hermes RQ-900
Aeronave de reconhecimento
Envergadura: 15 m
Comprimento: 8,30 m
Peso máximo de decolagem: 1.180 kg
Velocidade máxima: 119 kt (220 km/h)
Teto de Serviço: 30.000 ft (9.144 m)
R-35 AM
Aeronave de reconhecimento
Envergadura: 12,04 m
Comprimento: 14,80 m
Peso máximo de decolagem: 8.890 kg
Velocidade máxima: 470 kt (872 km/h)
Teto de Serviço: 45.000 ft (13.715 m)
R-99
Aeronave de reconhecimento
Envergadura: 20,04 m
Comprimento: 29,87 m
Peso máximo de decolagem: 23.400 kg
Velocidade máxima: 525 kt (955 km/h)
Teto de Serviço: 37.000 ft (11.278 m)
E-99
Aeronave de controle e alarme em voo
Envergadura: 21 m
Comprimento: 29,87 m
Peso máximo de decolagem: 24.000 kg
Velocidade máxima: 525 kt (955 km/h)
Teto de Serviço: 30.000 ft (9.144 m) 
P-95 M Bandeirulha
Aeronave de patrulha marítima
Envergadura: 15,95 m
Comprimento: 14,91 m
Peso máximo de decolagem: 7.000 kg
Velocidade máxima: 230 kt (426 km/h)
Teto de Serviço: 27.000 ft (8.230 m)
P-3 M Orion
Aeronave de patrulha marítima e antissubmarino
Envergadura: 30,38 m
Comprimento: 35,61 m
Peso máximo de decolagem: 57.834 kg
Velocidade máxima: 328 kt (608 km/h)
Teto de Serviço: 30.000 ft (9.144 m)
IU-50
Aeronave de laboratório e inspeção em voo
Envergadura: 20,25 m
Comprimento: 20,74 m
Peso máximo de decolagem: 17.400 kg
Velocidade máxima: 800 km/h
Teto de Serviço: 45.000 ft (13.716 m)
IU-93A
Aeronave de laboratório e inspeção em voo
Envergadura: 15,66 m
Comprimento: 15,59 m
Peso máximo de decolagem: 12.701 kg
Velocidade máxima: 450 kt (834 km/h)
Teto de Serviço: 41.000 ft (12.497 m)
 


AH-2 Sabre
Helicóptero de interceptação e ataque
Diametro: 17,20 m
Comprimento: 19,50 m
Peso máximo de decolagem: 12.000 kg
Velocidade máxima: 181 kt (335 km/h)
Teto de Serviço: 16.000 ft (4.900 m)
H-1H
Helicóptero de transporte, busca e salvamento
Diametro: 14,63 m
Comprimento: 17,77 m
Peso máximo de decolagem: 4.309 kg
Velocidade máxima: 121 kt (224 km/h)
Teto de Serviço: 12.598 ft (3.840 m)
H-36 Caracal
Helicóptero de busca e salvamento
Diametro: 16,20 m
Comprimento: 19,50 m
Peso máximo de decolagem: 11.000 kg
Velocidade máxima: 175 kt (324 km/h)
Teto de Serviço: 19.882 ft (6.060 m)
H-50 Esquilo
Helicóptero de instrução
Diametro: 12,94 m
Comprimento: 10,93 m
Peso máximo de decolagem: 2.250 kg
Velocidade máxima: 132 kt (245 km/h)
Teto de Serviço: 15.000 ft (4.600 m)
H-60 Black Hawk
Helicóptero de busca e salvamento
Diametro: 16,36 m
Comprimento: 19,76 m
Peso máximo de decolagem: 10.660 kg
Velocidade máxima: 192 kt (357 km/h)
Teto de Serviço: 18.000 ft (5.486 m)
VH-34 Super Puma
Helicóptero de transporte presidencial
Diametro: 15,60 m
Comprimento: 16,29 m
Peso máximo de decolagem: 9.150 kg
Velocidade máxima: 262 km/h
Teto de Serviço: 5.180 m
VH-35
Helicóptero de transporte presidencial
Diametro: 10,20 m
Comprimento: 12,16 m
Peso máximo de decolagem: 2.910 kg
Velocidade máxima: 155 kt (287 km/h)
Teto de Serviço: 20.000 ft (6.096 m)
 


Fonte: CECOMSAER – Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

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Defesa Segurança Pública

Boeing 767 da FAB realiza primeira missão de evacuação aeromédica

Resultado de imagem para 767 fabFonte: Agência Força Aérea, por Tenente Raquel Alves
Edição: Agência Força Aérea, por Major Peçanha

Pela primeira vez o Boeing 767, do Esquadrão Corsário (2º/2º GT) da Força Aérea Brasileira (FAB), realizou a missão de Evacuação Aeromédica (EVAM).

A aeronave decolou nesta sexta-feira (23/02), às 9 horas, do Rio de Janeiro (RJ) rumo a Manaus (MA) para remover dois pacientes (uma mulher de 28 anos e um homem de 33). De Manaus, a equipe seguiu para Brasília (DF) para transportar outro paciente (um homem de 25 anos).

A tripulação, composta por três militares da área da saúde, levou os removidos para o Hospital Central da Aeronáutica (HCA) e para o Hospital de Força Aérea do Galeão (HFAG). A aeronave pousou na Ala 11, localizada no Galeão (RJ), às 21 horas da sexta-feira.

Para o Tenente Médico Gustavo Messias Costa, do Instituto de Medicina Aeroespacial Brigadeiro Médico Roberto Teixeira (IMAE), que realizou o atendimento aos pacientes, os treinamentos e cursos para esse tipo de missão e a união da equipe são importantes. “Para missões desse porte, são primordiais os treinamentos e cursos. Estou muito feliz e orgulhoso em poder aplicá-los na prática para atender os três pacientes da melhor forma, em conjunto com minha equipe. A atuação dos enfermeiros é o carro chefe do atendimento. Sem eles, a missão não decola”, conclui.

Boeing 767 – A aeronave foi recebida pela Força Aérea Brasileira, em julho (2016), para cumprir missões com grandes cargas e longas distâncias. Tem capacidade para transportar 257 pessoas, possui capacidade de carga de 38 toneladas, somando os dois porões, e volume de 115m3. A configuração da aeronave para transporte de pacientes obedece aos padrões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Foto: Tenente Gustavo Messias Costa

Fonte: Força Aérea Brasileira