Categories
Conflitos Defesa Geopolítica Traduções-Plano Brasil

Imprensa indiana explica a não utilização do SU-30MKI no conflito entre Paquistão e índia

Tradução e adaptação-E.M.Pinto

A mídia indiana The Hindu apresentou mais outra razão pela qual os modernos caças Su-30 da Força Aérea Indiana não se envolveram em combate com aviões F-16 paquistaneses. Como resultado dessa batalha, o MiG-21 indiano foi abatido no céu sobre a Caxemira  e o piloto foi capturado e depois libertado pelos militares paquistaneses.

Segundo The Hindu , os caças Su-30 não participaram do conflito aéreo por causa da indisponibilidade de infraestrutura terrestre para receber aeronaves dessa classe.

“Devido a atrasos burocráticos, não conseguimos construir hangares fortificados para caças Su-30MKI perto da linha de controle. O Comitê de Segurança do Gabinete aprovou este projeto apenas no final de 2017”, disse uma fonte indiana do Ministério da Defesa.

Como resultado, os aviões não foram redistribuídos mais perto da zona de combate devido à falta de hangares fortificados. Os caças Su-30MKI foram criados para interceptar os caças da Força Aérea do Paquistão em alerta de áreas remotas. Portanto, os caças MiG-21 foram os primeiros a se envolver em combate aéreo com aeronaves paquistanesas e entraram em uma emboscada aérea.

Lembre-se que na manhã de 27 de fevereiro, mais de 20 aeronaves de combate da Força Aérea do Paquistão cruzaram a linha de controle por um curto período de tempo. No entanto, eles foram interceptados por jatos de combate MiG-21 Bison atualizados . Os caças Mirage 2000 e Su-30MKI foram levantados de outras bases aéreas.

Fonte: The Hindu

Categories
Conflitos Terrorismo Traduções-Plano Brasil

IAF confirma que que o comandante da ala aérea Abhinandan Varthaman derrubou o caça F-16 do Paquistão e foi abatido na sequência

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

Ainda numa controvérsia do disque me disque, desta vez, as palavras do próprio aviador indiano confirmam o abate do F16 paquistanês, numa matéria assinada pelo India Today,

Shiv Aroor especialista militar e jornalista indiano afirma que Abhinandan Varthaman tinha disparado um míssil R-73 contra o F-16 paquistanês.

A informação havia sido divulgada antes pelas principais fontes da IAF que alegavam o uso dos caças do Paquistão na ofensiva aérea.

As principais fontes da Força Aérea Indiana (IAF) confirmaram oficialmente que o Comandante da Ala Abhinandan Varthaman abateu um jato F-16 no Paquistão em 27 de fevereiro.

Abhinandan havia disparado um míssil R-73 antes que seu MIG 21 fosse atingido por um míssil AMRAAM lançado por outro caça F16.

As principais fontes também revelaram para a India Today TV que Abhinandan foi o único piloto da IAF que disparou um míssil durante o combate a curta distância (Dogfight). Em sua última transmissão de rádio antes que a Força Aérea do Paquistão atacasse sua aeronave, Abhinandan confirmou que ele havia engajado uma aeronave paquistanesa.

O Comandante da Ala da IAF foi capturado pelo Paquistão, mas teve que ser libertado em apenas três dias devido à crescente pressão diplomática sobre o Paquistão. Desde o seu retorno, o aviador recebeu elogios por mostrar tal valor depois de ser capturado.

Depois de retornar ao país, Abhinandan passou por uma série de exames médicos e está atualmente se recuperando dos ferimentos causados durante a ejeção.

Enquanto isso, a situação entre a Índia e o Paquistão continua tensa após a escalada do conflito intensificado entre as duas nações que começou depois que o grupo terrorista Jaish-Mohammed, baseado no Paquistão, realizou um ataque a bomba, matando pelo menos 40 soldados paramilitares da Força de Polícia da Reserva Central em Pulwama, no sul da Caxemira.

Muitos países, incluindo os Estados Unidos, apoiaram a posição da Índia no confronto e advertiram o Paquistão para eliminar os grupos terroristas que atuam em seu território.

Categories
Conflitos Geopolítica Terrorismo

Paquistão diz que abateu dois jatos indianos e realizou ataques aéreos em Caxemira

SLAMABAD/NOVA DÉLHI (Reuters) – O Paquistão realizou ataques aéreos e abateu dois jatos indianos nesta quarta-feira, disseram autoridades paquistanesas, um dia após aviões de guerra indianos atacarem o Paquistão pela primeira vez desde 1971, levando várias potências mundiais a fazerem apelos para que os dois lados mostrem moderação.

Pessoas carregam bandeiras do Paquistão em Lahore para comemorar que forças do país abateram dois caças indianos 27/02/2019 REUTERS/Mohsin Raza

Ambos países ordenaram ataques aéreos nos últimos dois dias, a primeira vez na história que duas potências nucleares fizeram isso, enquanto forças terrestres dos dois países trocaram fogo em mais de uma dúzia de locais.

A tensão aumentou desde que um carro-bomba com militantes suicidas, na área de Caxemira controlada pela Índia, matou pelo menos 40 policiais paramilitares indianos em 14 de fevereiro, mas o risco de conflito aumentou drasticamente na terça-feira, quando a Índia realizou um ataque aéreo contra o que disse ser uma base de treinamento de militantes.

O primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, pediu nesta quarta-feira negociações com a Índia e disse esperar que o “bom senso” prevaleça para que os dois países possam diminuir as tensões.

“A história nos mostra que as guerras estão cheias de erros de cálculo. Minha pergunta é: dadas as armas que temos, podemos permitir ter um erro de cálculo?”, disse Khan durante uma breve transmissão televisiva à nação. “Devemos nos sentar e dialogar.”

O ataque da Índia na terça-feira teve como alvo o Jaish-e-Mohammed (JeM), grupo que reivindicou o ataque suicida. A Índia disse que um grande número de combatentes do JeM foi morto, mas autoridades paquistanesas afirmaram que a investida foi um fracasso e não deixou vítimas.

Paquistão e Índia lutaram três guerras desde sua independência do Reino Unido em 1947 e estiveram prestes a ir a combate uma quarta vez, em 2002, após um ataque de militantes paquistaneses ao Parlamento indiano.

A escalada mais recente marca uma reviravolta repentina nas relações entre os dois países, que reivindicam a região montanhosa no Himalaia da Caxemira, mas governam parcialmente. Recentemente, Khan mencionou “consertar os laços” com a Índia.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, falou separadamente com os ministros das Relações Exteriores da Índia e do Paquistão e pediu que evitassem “outras atividades militares” após o ataque aéreo de terça-feira.

“Expressei para ambos ministros que encorajamos cautela entre os países e que evitem outras atividades militares”, disse ele.

A China e a UE também pediram cautela.

 

Fonte: Reuters

 

Vídeo AlJazeera

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=O5okJwHkxh8[/embedyt]

Categories
Artigos Exclusivos do Plano Brasil Vídeo

A questão Venezuelana hoje:Quais os desafios que envolvem a relação Venezuela-Brasil? Será que existe risco de alguma guerra?

https://www.youtube.com/watch?v=Ifb2B7XBA3Y&fbclid=IwAR1qfibd7cHWc-FwgG6tFPKi-hjSCBY4pxNj_u40bsqYS9AvXMmL_KPMCv4

De Leon Petta para o Plano Brasil

Sobre o Autor:

De Leon é Autor associado ao Plano Brasil e Professor das Faculdades Integradas Rio Branco. Doutor em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo. Com estágio sanduíche na Virginia Commonwealth University (Estados Unidos) e University of Hong Kong (China). Tem experiência na área de Geopolítica e Crime Organizado. 

Categories
Artigos Exclusivos do Plano Brasil Aviação Conflitos Geopolítica Terrorismo

O ataque letal do Drone Houthi durante uma parada militar das forças apoiadas pela coalizão no sul do Iêmen

Houthi Drone Attack Kills At Least 6 At Military Parade Of Coalition-backed Forces In Southern Yemen

E.M.Pinto- informações South Front
Agradecimentos à Tito Lívio
.

Um ataque de drone Kamikaze Houthi a uma parada militar das forças leais à coalizão Saudita e dos Emirados Árabes Unidos matou pelo menos seis pessoas. O ataque atingiu uma base militar no distrito de Al-Anad.

De acordo com o site Sky News Arabia, citando fontes locais, o ataque matou várias autoridades do governo apoiado pela coalizão dentre eles, o comandante do Estado-Maior General, o general Abdullah Al-Nakhai, o governador de Lahj Ahmad Abdullah al-Turki, General Thabet Jawas e o porta-voz do quarto distrito militar, Mohammed Al-Naqib. Seis soldados também foram mortos. 

A Sky News Arabia também publicou um vídeo imediatamente após o ataque . A seguir o vídeo da AlJazeera.

Al-Quaiti disse em entrevista por telefone à Sky News Arabia que o avião explodiu a cerca de 300 metros do local do desfile militar, e que o tempo entre ouvir o som e a explosão não ultrapassou 7 segundos.

Ele notou que a aeronave viajava a baixa altitude, aparentemente parecia ser possível detectar e evitar por  sistemas antiaéreos espalhados pelas montanhas ao redor da base militar.

Ainda não está claro se algum oficial da Arábia Saudita ou dos Emirados Árabes Unidos esteve presente na parada militar. A coalizão liderada pelos sauditas-UAE iniciou a intervenção no Iêmen em 2015 e desde então luta contra os Houthi.

Apesar dos progressos relatados nas negociações de paz mediadas pela ONU em dezembro de 2018, parece que o conflito está longe de ser resolvido. Durante as negociações, Houthis e o governo apoiado pelos sauditas concordaram com um cessar-fogo na estratégica cidade portuária de Al-Hudaydah e em retirar forças.

Os houthis disseram em novembro que estavam suspendendo os ataques de mísseis e drones na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e em seus aliados Iemenitas, mas as tensões aumentaram recentemente.

Porém, forças do governo apoiados pela coalizão assumiram o controle de locais estratégicos na área de Al-Shuraijah e Qubaita, ao norte da província de Lahj.  As forças do governo continuaram seu avanço em direção a Jabal al-Qaher, que tem vista para a linha Al-Rahda-Aden, depois de reconquistar o controle de Jabal Khallala, no sudeste de Al-Rahedah, na província de Taiz, e vários locais circunvizinhos no distrito de Qubaytah. norte de Lahj.

É possível que o ataque dos drones à parada militar seja uma resposta aos recentes avanços da coalizão liderada pela Arábia Saudita que lançou uma ofensiva maciça nos últimos dias em torno da província de Lahj.

Sobre o Drone e seu modo de operação

O veículo aéreo não-tripulado Kamikaze atende pelo nome de  Qaesf-2000 e foi apresentado pelos seus operadores durante uma coletiva de imprensa em 14 de janeiro.

O Houtis apresentaram um vídeo que mostra o drone explodindo sobre um alvo durante um teste. Em outros vídeos, os Houtis apresentam o drone  atacando  forças apoiadas pelos sauditas nas províncias de Asir e Jizan, no sul, Ambos os ataques ocorreram nos últimos dias.

https://www.youtube.com/watch?v=fAqxBeetJCU

O Qasef-2000 possui uma ogiva de fragmentação do tipo (HE-frag) que explode 10 a 20 metros acima do alvo. O raio de explosão da ogiva é de mais de 150 metros. A arma é bastante eficiente, num ataque realizado pelos Houtis   no distrito de Al-Anad, no sul do Iêmen o Qasef -2000 eliminou vários comandantes das forças Iemitas incluindo o Chefe da Inteligência Militar do Iêmen, o major-General Mohammad Saleh Tamah.

Os especialistas acreditam que o Qasef-2000 é uma cópia ligeiramente atualizada do UAV Qasef-1, que por sua vez é uma se trata de uma cópia direta do drone iraniano n Ababil-2. O alcance operacional do drone é estimado em torno de 100km.

Concepção artística e imagem  do drone iraniano Ababil2

O drone tem sido massivamente produzido pelos Houtis  que prometeram apresentar nos próximos dias, uma nova gama de armas do gênero e mísseis avançados o que certamente elevará as tensões com a coalizão liderada pela Arábia Saudita fragilizando ainda mais o já combalido acordo de paz.

Categories
América do Sul América Latina Conflitos Geopolítica

Líder opositor da Venezuela declara-se presidente interino e é reconhecido pelos EUA

Anúncio ocorre durante manifestações contra Maduro que reúnem milhares de pessoas nas principais cidades do país

Redação, O Estado de S.Paulo

23 Janeiro 2019 | 15h59
Atualizado 23 Janeiro 2019 | 16h24

CARACAS – O líder opositor venezuelano Juan Guaidó declarou-se nesta quarta-feira, presidente interino da Venezuela durante as manifestações pela renúncia do presidente Nicolás Maduro em Caracas. Minutos após o anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trumpreconheceu  Guaidó como presidente de facto do país e convocou líderes latino-americanos a fazerem o mesmo.

Presidente da Assembleia Nacional, Guaidó já foi reconhecido pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e países latino-americanos, como o Brasil. Ele tinha chegado a sinalizar que pretendia declarar-se líder do país após a a Assembleia considerar Maduro “usurpador”, mas vinha evitando fazer isso abertamente.

Juan Guaído - Venezuela

O líder opositor venezuelnao, Juan Guaído, discursa em Caracas  Foto: AP Photo/Fernando Llano

Em protestos que antecederam a marcha, uma pessoa morreu quando uma estátua do presidente Hugo Chávez foi queimada. Outras três pessoas morreram em saques no Estado de Bolívar.

Os principais atos ocorrem nas cidades de Caracas, Maracaibo, San Cristóbal, Barquisimeto, Mérida e Valência. O governo convocou chavistas para demonstrar apoio a Maduro, mas estes se reúnem em menor número.

Guaidó assumiu o comando da Assembleia Nacional, controlada pela oposição, mas sem poderes legislativos desde 2016, no começo de janeiro e impulsionou os esforços contra o chavismo dentro e fora da Venezuela.

Para Entender

Venezuelanos vão às ruas contra o governo de Nicolás Maduro; entenda os motivos da manifestação antichavista

Protestos foram convocados pela oposição e receberam apoio dos Estados Unidos

Enquanto organizou assembleias de rua nas principais cidades do país para reunir opositores ao regime, recorreu ao front diplomático para angariar apoio de países vizinhos e dos Estados Unidos. Ao assumir o cargo, ele declarou Maduro “usurpador” por ter sido eleitas em eleições não reconhecidas pela oposição e a comunidade internacional. /EFE e REUTERS

ctv-xn8-venezuela1
Opositores de Maduro participam de manifestação na Venezuela  Foto: EFE/Cristian HernándezFonte: Estadão

Categories
Conflitos Defesa Terrorismo Traduções-Plano Brasil

Preparação para a batalha decisiva: Carros de combate e pontes chegam às cercanias de Idlib

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

As tropas sírias, estão se preparando para uma ofeniiva em larga escala em Idlib e estão transferindo equipamentos de engenharia, em particular o equipamento blindado MTU-20, para a área . Um vídeo amador divulgado no canal WarDoc mostra a transferência de equipamentos pesados como IFV, pontes móveis e blindados sendo deslocados.

A última vez que os veículos ponte foram maciçamente utilizados foi na  operação em fevereiro deste ano, quando os grupos considerados terroristas pelo governo de Assad invadiram posições em East Guta, onde formações ilegais construíram toda uma rede de canais e valas cheias de água.

Foto: Alexei Moiseev
Foto: Na Síria, um misterioso “Carro  ponte”

O MTU-20 é um veículo ponte baseado no carro de combate médio T-55. O comprimento da ponte no estado desdobrado é de 20 m e a massa dos veículos de combate lançados  pode chegar a 50 toneladas. A massa da ponte é de 37 toneladas. A capacidade do motor é de 580 cv. A velocidade máxima ao longo da estrada é de 50 km / h e sua autonomia é de 500 km. e a sua Tripulação de 2 pintegrantes.

“Os militantes provavelmente serão infiltrados à leste de El-Gab e utilizarão artilharia de foguetes pesados. Nesse trajeto, o maior desafio é não se ecpor ao fogo dos mísseis guiados anti carro e portanto, a questão é rapidamente superar os obstáculos reduzindo as perdas entre as forças do governo. desta forma ol MTU-20 será muito útil” – acredita Yuri Ljamin especialista no conflito Sírio.

 

De acordo Ljamin, potencialmente lançados nas batalhas para a província de Idlib as pontes serão mais úteis no vale do rio Orontes , que é conhecida em mapas como o limite natural de El-Gab. Ele está localizado na junção das províncias de Hama, Idlib e Latakia e é permeado por uma rede de canais de irrigação. Isto pode criar dificuldades para a passagem do maquinário do exército sírio na ofensiva em direção a Jisr al-Shugur e além.

Fonte: RGRU

 

Categories
Conflitos Estado Islãmico Forças Especiais Geopolítica Terrorismo Traduções-Plano Brasil

Exército da Jordânia ataca militantes do Estado Islâmico que fogem das forças sírias

Reportagem de Suleiman Al-Khalidi; Edição por Richard Balmforth

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

AMAN (Reuters) – O Exército da Jordânia disse na quinta-feira que abateu vários militantes do Estado Islâmico que se aproximaram de suas fronteiras quando fugiram da ofensiva síria que os expulsou de seu enclave no sudoeste do país devastado pela guerra.

As unidades do Exército usaram “todos os tipos de armas” para bombardear um grupo de militantes que se aproximaram do vale de Yarmouk em confrontos que duraram quase vinte e quatro dias de terça a quarta à tarde, disse uma fonte do Exército.

“Nós aplicamos regras de engajamento aos membros do Daesh (Estado Islâmico) que foram forçados a recuar para dentro da Síria e alguns de seus membros foram mortos”, disse uma fonte do Exército à agência estatal de notícias Petra.

Depois de semanas de intenso bombardeio apoiado pelos russos, o exército sírio ocupou o exuberante território agrícola onde flui o rio Yarmouk, que já foi controlado por um grupo afiliado ao Estado Islâmico, conhecido como o Exército Khaled Bin Walid.

A Jordânia, ao lado de outros partidários ocidentais e árabes, forneceu armas e apoio logístico a ex-rebeldes do Exército Sírio Livre (FSA) para derrotar os militantes até que os próprios rebeldes foram derrotados pelo exército sírio no mês passado e perderam terreno. Uma fonte do exército jordaniano disse que os militantes que fugiram da fronteira foram perseguidos pelo exército sírio que conduzia operações na área para expulsá-los de seus últimos esconderijos.

Os militantes tentaram se proteger entre centenas de civis acampados perto da fronteira com a Jordânia para escapar do bombardeio de suas aldeias durante a ofensiva contra os militantes, disse uma fonte da inteligência. Os combates pesados ​​desalojaram a maioria dos 40 mil habitantes e causaram muitas vítimas civis, disse a fonte.

Após a captura da área, dezenas de militantes estimam que entre mil e 1.500 combatentes controlavam a área que se acredita estar escondida em um terreno acidentado que separa as fronteiras dos dois países próximos à bacia de Yarmouk.

 

Fonte: Reuters

Categories
Conflitos Geopolítica Terrorismo

O que se sabe até agora sobre o 'atentado' contra Maduro na Venezuela

Maduro e a esposa Cilia FloresDireito de imagemREUTERS
Image captionPresidente Maduro (centro) e sua esposa Cilia Flores (esquerda) participavam de um evento militar, quando ouviram um barulho alto

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, afirmava, em discurso, que havia chegado a hora da “recuperação econômica” do país. De repente, ele interrompe a fala e olha para cima, com expressão preocupada.

Logo atrás, a esposa dele, Cilia Flores, se assusta e faz um gesto instintivo de quem se depara com algum perigo. Assim como Maduro, ela olha para o céu. Essas imagens foram flagradas por câmeras que transmitiam ao vivo o discurso do presidente por ocasião do aniversário de 81 anos da Guarda Nacional Bolivariana – um dos quatro corpos das Forças Armadas do país.

As imagens mostram o momento em que soldados enfileirados começam a correr. Horas depois, Maduro fez um pronunciamento dizendo que sofreu uma tentativa de assassinato envolvendo drones e explosivos.

Mas restam muitas dúvidas sobre o episódio. Quem teria sido o autor do ataque? Quantas pessoas se feriram? Realmente foram usados drones?

Qual a versão do governo?

Vídeo mostra reação de Maduro e do público no momento do incidente
[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=AggiJYpZ7Aw[/embedyt]

O episódio aconteceu às 17h41, na capital venezuelana. Segundo o ministro das Comunicações, Jorge Rodriquez, “dois artefatos voadores, tipo drone” foram usados no “ataque”.

Horas depois, em pronunciamento, Maduro disse: “Um objeto voador explodiu perto de mim. Uma grande explosão. Segundos depois, houve uma segunda explosão.”

Fotos que circulam nas redes sociais mostram seguranças protegendo Maduro com escudos à prova de bala, após o suposto atentado.

Isso explicaria os gritos “tapa, tapa, tapa arriba Castillo”, como que ordenando que cobrissem o presidente, para protegê-lo, e “Arriba, mi comandante” (para cima, meu comandante) que se podem escutar na transmissão televisiva.

Quem é o autor do “ataque”:

Maduro informou que os “autores materiais do atentado foram capturados”. “A investigação está muito avançada. Sem dúvida, lidamos com a situação em tempo recordo e se trata de um atentado para me matar”, afirmou.

O general Tarek William Saab anunciou que os presos seriam apresentados publicamente na segunda.

Maduro acusou a Colômbia e pessoas de dentro dos Estados Unidos de instigarem o que chamou de “atentado da direita”.

Ele acrescentou “não ter dúvida” de que o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, está “por trás desse ataque”.

Mas Maduro não apresentou evidências para comprovar a acusação. O governo colombiano negou envolvimento, dizendo que as alegações do venezuelano “não têm base”.

Já o ministro das Comunicações da Venezuela acusou “a oposição de direita” do país de orquestrar o ataque.

“Após perder no voto, eles falharam de novo”, disse Rodriguez, em referência à eleição presidencial de maio que reelegeu Maduro para mais um mandato de seis anos.

Hasler Inglesias, um líder do partido de oposição Voluntad Popular, disse à BBC: “Nós não sabíamos o que estava acontecendo. E é difícil acreditar que a oposição faria um atentado sendo que nunca fez algo assim em 20 anos.”

Enquanto isso o pouco conhecido grupo “Movimento Nacional Soldados de Camiseta” disse na sua conta no Twitter que foi o autor do atentado.

Soldados armadosDireito de imagemAFP/GETTY IMAGES
Image captionUm grupo pouco conhecido reivindicou a autoria do “atentado”, enquanto Maduro acusou a Colômbia de envolvimento

O grupo afirmou que havia planejado jogar dois drones com explosivos em Maduro, mas os equipamentos teriam sido alvejados pelos militares que faziam a segurança do presidente.

“Demonstramos que são vulneráveis. Não conseguimos (alcançar o objetivo) hoje, mas é questão de tempo”, diz o Soldados de Camiseta num tuite. A conta de Twitter @SoldadoDfranela, foi criada em março de 2014 e conta com 95 mil seguidores.

Mas não foram apresentadas quaisquer evidências e o grupo não respondeu aos pedidos de entrevista da imprensa.

Além de todas essas incertezas, bombeiros que estavam no local contestaram a versão do governo, segundo a Associated Press.

Sem citar nomes, a agência de notícia diz que três bombeiros afirmaram que o incidente, na verdade, foi uma explosão de gás dentro de um apartamento. Mas eles não deram detalhes.

Quem são os Soldados de Camisetas

O Movimento Nacional Soldados de Camiseta diz que foi criado há quatro anos para “agrupar todos os grupos de resistência a nível nacional para dar efetividade à luta contra a ditadura”.

O grupo parece reivindicar vínculos com Óscar Perez, um ex-policial que em junho de 2017 atacou a sede do Ministério do Interior de helicóptero. Vários meses depois, ele morreu alvejado numa operação das forças especiais de segurança da Venezuela.

Soldados perto de um prédio com marcas de incêndioDireito de imagemAFP/GETTY IMAGES
Image captionBombeiros disseram que o incidente foi, na verdade, uma explosão de gás num prédio próximo ao local onde Maduro discursava

Por que há dúvidas sobre a versão oficial

Essa não é a primeira vez que Maduro denuncia ter sofrido um atentado. Mas até hoje ele nunca apresentou provas para respaldar as acusações. Apesar de haver imagens do momento em que o episódio ocorreu, muitos expressaram dúvidas sobre se realmente foi um atentado.

O ceticismo se explica em parte porque, na transmissão oficial do evento, não é possível ver qualquer drone e testemunhas que estavam presentes ao evento disseram à imprensa que não viram esses “artefatos voadores”.

A oposição venezuelana também se mostrou cética da versão oficial. “Ainda é preciso ver se realmente foi um atentado, um acidente fortuito ou alguma das outras versões que circulam pela internet”, disse a Frente Ampla Venezuela Livre, em comunicado.

“O responsável seria esperar as investigações, mas é difícil acreditar no que dizem os burocratas do regime”, afirma a entidade, que reúne as principais forças de oposição ao governo de Maduro.

E as dúvidas se reforçam com as reportagens publicadas até agora pela imprensa. O jornal espanhol “El País”, por exemplo, cita que um “militar presente ao ato, que se encontrava a poucos metros de Maduro” disse não ter visto drones, embora tenha escutado “uma explosão como de morteiro”.

Qual o impacto desse “ataque”

É parte da retórica constante de Maduro acusar a Colômbia ou os Estados Unidos de conspirarem contra o seu governo. Como não há liberdade de imprensa na Venezuela, é difícil identificar a verdade.

A repórter da BBC Katy Watson diz que o temor maior é que o governo use o episódio para justificar a perseguição de adversários políticos.

Além de por em dúvida a versão oficial sobre o atentado, a Frente Ampla Venezuela Livre afirmou que as primeiras reações do governo “não parecem ter o objetivo de esclarecer os fatos, mas sim aproveitar a situação para atacar de maneira irresponsável a oposição de forma genérica”.

O grupo que congrega diferentes forças de oposição afirmou, em comunicado, que Maduro tenta com isso “desviar a atenção do verdadeiro problema que preocupa o país, que é a tragédia humanitária e a catástrofe econômica e social sofridas pela maioria dos venezuelanos”.

Também advertiu que Maduro poderia aproveitar o ocorrido para “criminalizar quem se opõe legítima e democraticamente” ao governo.

“Alertamos que esse evento confuso pode ser usado como desculpa para suprimir o direito constitucional que tem o povo de continuar a protestar pela defesa de seus direitos”, afirmou.

Já houve atentado assim antes?

Em junho de 2017, um helicóptero lançou granadas no prédio do Ministério do Interior da Venezuela.

O piloto Oscar Pérez reivindicou a autoria daquele ataque e convocou os venezuelanos a fazer frente ao governo de Maduro.

Na época, o presidente venezuelano classificou o episódio de “ataque terrorista”. Pérez, como dito mais acima nesta reportagem, morreu alguns meses depois do ataque.

 

Fonte: BBC Brasil

Categories
Braço Forte Brasil Defesa

Soldado Kozel Filho – 50 anos

Jun 2018

Este é um encontro de soldados. Um encontro para reverenciar uma vida interrompida, em circunstância brutal, na fase mais rica da sua juventude.

A morte do Soldado Mário Kozel Filho, em 1968, foi consequência do ambiente da guerra fria que se refletia no mundo e penetrava no Brasil. Um período de entusiasmos artificializados,  de intolerâncias incitadas  e  de paixões extremadas que faziam os brasileiros míopes para a realidade civilizada.   Foi um tempo que nos dividiu,  que fragmentou a sociedade  e nos tornou conflitivos.

A fratura da sociedade é uma experiência para ser lembrada.  Nos deixou ensinamentos que não podem ser esquecidos ou negligenciados. 

Aquele incidente com o Soldado Kozel, vitima inocente do terrorismo, nos obriga a exercitar o maior ativo humano – a capacidade de aprender.

Agora é um momento que nos aconselha, aos brasileiros e às instituições, a prudência nos ânimos, que pede sabedoria para iluminar o futuro e, principalmente, exige a união dos esforços para construí-lo.

O momento em que vivemos aconselha a interrupção dos fracionamentos induzidos pelas politicas identitárias trazidas no bojo das ideologias contemporâneas, é necessário que as instituições cumpram os papéis que lhes são destinados e impõe a submissão das querelas pessoais e institucionais subordinando-as aos interesses da nação de forma a colocar o Brasil acima de tudo.

Este é o legado do soldado Kozel.

Categories
Uncategorized

Putin alerta Ucrânia a evitar ação militar no leste durante Copa do Mundo

O presidente russo, Vladimir Putin, alertou a Ucrânia nesta quinta-feira para “consequências muito sérias para o Estado ucraniano” se Kiev iniciar uma ação militar contra rebeldes pró-Moscou no leste durante a Copa do Mundo, que começa na Rússia na semana que vem.
Zakhar Prilepin, escritor russo que aconselha os rebeldes da região separatista de Donetsk, que tem apoio de Moscou, pediu a Putin para comentar a possibilidade de a Ucrânia iniciar uma ação militar durante o torneio, ao participar de um programa de perguntas e respostas ao vivo na televisão com o presidente.


“Espero que não haja nenhuma provocação, mas, se acontecer, acho que teria consequências muito sérias para o Estado ucraniano em geral”,disse Putin.


A Rússia vai sediar a Copa do Mundo entre 14 de junho e 15 de julho em 11 cidades, inclusive Rostov-on-Don, situada a cerca de 100 quilômetros da fronteira com a Ucrânia.


Mais de 10 mil pessoas morreram desde abril de 2014 em um conflito que opõe forças ucranianas e separatistas apoiados pela Rússia no leste da Ucrânia. Confrontos intermitentes persistem, apesar de um cessar-fogo nacional e esforços de paz diplomáticos.

Categories
Conflitos Conflitos e Historia Militar ERICH SAUMETH Geopolítica Terrorismo

Colômbia, as FARC e as dissidências

* Mapa: Em destaque azul, as frentes e colunas confirmadas em reincidência e localizadas por departamento. Em vermelho, aqueles sobre os quais existem indicações e relatórios. Imagem Adaptada pelo Plano Brasil do original (Infodefensa).

 


Autor: Erich Saumeth Cadavid

© Plano Brasil- 2018

Tradução e adaptação- E.M.Pinto- Plano Brazil

 

 


Em setembro de 2017, o comissário de paz Colombiano Rodrigo Rivera anunciou que um total confirmado de 11,345 homens entre soldados e militantes das FARC-EP,  tinham se desmobilizado segundo atestavam as listas com nomes e identidades que o mesmo grupo insurgente forneceu ao governo . (1)

Apenas sete meses depois, relatórios de diferentes organizações colombianas e internacionais especializadas no estudo da violência neste país, bem como nos meios de comunicação, houve uma revisão no número de membros do agora chamado grupo armado (GAO) FARC-EP, o qual havia alcançado um número recorde que oscila entre os 1.721 a 1.871 homens reengajados nas armas. (2)

De fato, em relação ao número total de membros das chamadas dissidências das FARC-EP, as diferentes instituições governamentais com competência nesta matéria ainda não conseguiram estimar e concordar com o valor exato.

Foi assim que o Ministério da Defesa estimou em 750 membros, enquanto as Forças Armadas acreditam que existam 500, assim como a Procuradoria Geral da República, embora o Ouvidor e a Agência para a Reincorporação e a normalização calcula 800 para os dissidentes, um número aproximado de 700 que a Fundação de Paz e Reconciliação calcula e que o Grupo de Crise considera próximo a 1.000 (3).

Finalmente, foi uma compilação do jornal El Espectador, que com números detalhados estima os dissidentes em aproximadamente 1800. (4)

 

Estes homens seriam agrupados em 18 grandes estruturas em todo o país, mas o Infodefensa.com foi capaz de determinar que há um total de 46 estruturas, divididas entre frentes, colunas móveis e gangues, que estão presentes em 19 dos 32 departamentos desta nação, ou há relatos ou indicações de atividades dissidentes que estão em processo de serem confirmadas pelas autoridades.

Neste sentido, investigando as informações fornecidas por fontes e relatórios das Forças Armadas, bem como de instituições, organizações e imprensa, a continuação da presença armada ou a reincidência em 21 frentes e cinco móveis e Foram estabelecidas indicações – no processo de confirmação – de outras 18 frentes e duas gangues também reincidentes e em atividades em certos territórios.

Estas estruturas estão presentes principalmente no sul-oeste do país (perto da fronteira com o Equador) e centro-leste e precisamente em regiões onde também são as maiores áreas de cultivo de folha de coca desta nação.

Os dez reinos da coca

De fato, de acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), metade desses cultivos estaria localizado em dez municípios do país, nove deles nos departamentos de Cauca, Nariño e Putumayo, no sul do país. O ocidente colombiano e na área não só de maior concentração e tráfico de cocaína na Colômbia (5), cujo número de hectares para 2017 foram avaliados pelos Estados Unidos em aproximadamente 188.000 (6), o que no mercado daquele país representa 92% da cocaína consumida (7), apesar das 797,8 toneladas apreendidas entre 2016 e 2017 e de 60 mil hectares nos últimos dois anos, este último em grande parte graças ao empenho das Forças Armadas (8) .

Estes hectares são então o maior número nos últimos 21 anos, em grande parte motivados pela suspensão da pulverização aérea que desde outubro de 2015 ordenou o Conselho Nacional de Narcóticos, medida que o Tribunal Constitucional através de sentença de abril 2.017 proibiu a aplicação pelo governo colombiano, circunstâncias que sem dúvida aceleraram o desenvolvimento dos acordos de paz que avançaram até agora com as FARC-EP, que o solicitaram na negociação e que se tornou um dos as decisões mais irresponsáveis ​​na luta contra o narcotráfico da administração colombiana atual e de saída (9). Isto porque, apesar de seus benefícios indiscutíveis do ponto de vista ecológico e sanitário para as comunidades em particular, também está fora de questão que o  aumento acelerado do cultivo e, portanto, o tráfico ilegal gerou conseqüências que afetaram a segurança, convivência e ordem pública (além dos danos à saúde e ecológicos, já que a exploração madeireira, ao contrário da fumigação, tem efeitos permanentes) de toda a nação.

O boom e crescimento acelerado da área cultivada de folha de coca, (estimada em mais de 100% em relação a 2015 e particularmente nas áreas onde historicamente foram localizados), além da implementação de um processo mal planejado e  de incentivos para a substituição manual (Plano Nacional de Substituição Voluntária de Culturas Ilícitas – Pnis), tem sido o combustível econômico que permitiu aos dissidentes Farc-Ep se beneficiarem dos recursos para reconstruir e crescer seus quadros armados, com a consequente deterioração da situação de ordem pública nesses territórios e com um aumento notável no micro tráfego nas capitais e cidades intermediárias, que tem desencadeado a insegurança que afeta os níveis de segurança e coexistência cidadã no País.

A ordem no caos nas populações onde o Pnis vem se materializando, as situações de ordem pública também vêm se deteriorando desde o ano passado, conforme registrado pelo governo. O aumento na taxa de homicídios em 36 dos municípios onde o Plano de Substituição foi inserido e um aumento da mesma taxa em 5 5% das populações com presença de culturas e onde houve intervenção do Estado na questão da substituição, enquanto nos restantes 44% dos municípios cocalero e onde não houve ações do Estado, tem havido uma diminuição do número de homicídios. (10)

Claramente, então, e apesar das declarações do vice-presidente colombiano, Oscar Naranjo, no sentido da eficácia do NIP ligando 123.000 famílias ao programa e ter alcançado uma erradicação voluntária de 38.000 hectares (11), a realidade é que a atual administração não conseguiu implementar uma política coerente e voluntaria para a erradicação, ou forçando uma primeira vez para a suspensão de pulverização, que promoveu um aumento no tamanho médio das culturas, seguindo por incentivos em dinheiro para erradicar voluntariamente, o que teve o efeito de semear mais para obter o benefício econômico e terceiro porque as respostas do estado não são coordenadas e não integram segurança ou desenvolvimento rural sustentável, mesmo apesar dos consideráveis ​​orçamentos (em papel) ) que serão destinados durante os próximos 15 anos para tais efeitos. (12)

Na época, o crescimento da produção teve como resultado um maior volume nos estoques de medicamentos disponíveis, o que não é exportado em sua totalidade devido a apreensões pelas Forças Armadas da Colômbia, bem como por aqueles que realizam o governo dos EUA através de suas agências, que abriu a possibilidade de expandir o mercado doméstico, colocando quantidades consideráveis ​​de drogas nas cidades, estimando que a cada cinco toneladas, uma é deixada para consumo interno (13), a um preço razoávelmente baixo (e, portanto, acessível para os setores mais depreciados da sociedade), aumentando assim o consumo exponencialmente, o que, de acordo com o Departamento Administrativo Nacional de Estatística (Dane), resultou em um número próximo de um milhão e meio de consumidores (14)

Em um negócio que movimenta somas perto de dois bilhões de dólares anualmente (15), gerando uma série de dinâmicas derivadas dele e que afetam primeiro medir os núcleos familiares, a coexistência cívica e finalmente a segurança, este último problema considerado como um dos principais a ser resolvido pelos diferentes aspirantes à presidência colombiana. Juntamente com os regulamentos legais que buscam descriminalizar a dose mínima e uma política criminal e prisão muito pobre, promoveram um aumento do microtráfico, o que nos coloca como o quarto país no consumo a nível regional (16)

O Cenário atual é derivado diretamente do aumento das áreas de coca cultivada e não erradicada e de uma completa ausência de soluções possíveis levantadas pela administração nacional, o que só tem sido limitado para lembrar os benefícios dos acordos de paz, o que, obviamente, neste tópico são nulos.

Esta tese é reforçada com o fato de que esse problema não foi abordado com uma resposta do tipo intersetorial pela institucionalidade, tentando não apenas compreender a expansão do fenômeno, mas também compreender a dinâmica nesses territórios e não apenas aumentar a força nos cinco departamentos onde estão localizadas 80% das plantações (todas coincidentes), tentando aliviar a situação e quase limitar-se exclusivamente à apreensão da droga procesada.

Paradoxalmente, em áreas com a maior safra sob controle agora em grande parte a dissidência e os níveis de violência das Farc tendem a ser baixas, nessas áreas e vias de tráfego exercem frentes, mas tendem a aumentar nas cidades pelo microtráfico e disputas que pela comercialização e controle do território geram essa atividade entre as gangues criminosas. (17)

Sob o controle de terroristas, as áreas com maior presença de cultivos de coca são precisamente aquelas em que não apenas as FARC estavam historicamente presentes, mas também onde suas dissidências estão operando novamente. Na verdade, desde o início do processo de desmobilização e de concentração em 19 veredales áreas de transição de Normalização (zvtn) e os nove pontos transitórios para a Normalização (PTN) (18), agora chamados Espaços de Formação Territorial e Reintegração (ETCR), 15 aldeias nestas áreas tiveram plantações de coca, bem como 15 também rotas de tráfego para coca processada e em cinco aldeias do PTN com culturas e rotas de tráfico de drogas, tendo sido as FARC que precisamente apontam a localização para zvtn e ptn. (19)

Este link ao lado da histórica (mas na história recente das FARC-EP),foi consagrado no Acordo de 4: Ilícito acordo de paz drogas pelo qual o governo colombiano concordaram em “lançamento políticas e programas deste ponto “enquanto as FARC-EP concordou acabar com o conflito, acabar com qualquer relacionamento, ( 20),

Um compromisso que foi quebrado por um dos seus membros, Jesus Santrich, pertencente ao Nacional (e ex-funcionários Central), depois que ele foi acusado de tráfico de drogas e procurado para extradição pelo governo dos Estados Unidos. O impressionante sobre esta detenção, o que demonstra o poder da corrupção gerada pelo tráfico de drogas e realização permeiam o círculo de maior poder reinserido importante desta organização é que a distância de seus membros dessa atividade praticar e uma percentagem preocupante não foi dada, sendo esta mais evidente para muitos setores políticos e sociais da nação, que alertou o governo durante as conversações de paz da possibilidade de reincidência na mesma, (não punidos acordos sob ponto de extração artigo que foi finalmente restaurado pelo congresso), mas não para a administração da Colômbia, em um esforço para legitimar os acordos de paz, propositadamente ou ignorar os avisos e indicações  claras ao resto do país. (21)

No final eles tiveram que obter o syndication EEUUL a Jesus Santrich o que realmente mostra é que, embora o procurador-geral colombiano  argumente que ele estava investigando, tinha em prática para ser um governo estrangeiro (Estados Unidos) aquele que investigou suas atividades, o acusou e pediu a extradição para o seu julgamento, a ponto de continuar a considerar este grupo como uma organização dedicada ao tráfico de drogas. Esta, infelizmente, provou não apenas que os acordos foram violados, como também, que a justiça externa que deve a responsabilidade do trabalho colombiano e à inação de outra forma vergonhosa pelo governo nacional, que ainda não foi capaz de explicar como em no país pós-conflito com um guerrilheiro desmobilizado, um ex-chefe pode contrabandear dez toneladas de cocaína (plantado, colhido, processado, transportado e vendido), precisamente nos territórios que hoje controlam a dissidência dessa organização. Não se entende como este concerto criminoso foi escondido.

A saída de Ivan Marqués de Bogotá para ETCR de Miravalle em Caqueta acrescenta, com o aparente propósito de acalmar os medos do reinserido, mas com precisão e, em seguida, para dialogar com um dos mais importantes, o Sr. conhecido como conhecido como El Paisa e ex-comandante da coluna móvel Teófilo Forero, alcançado o efeito oposto, ao decidir este deixar o ETCR e declarar única volta para ela, Santrich foi lançado, levando a se perguntar se esta organização está disposta não só a reconhecer a ação da justiça contra os seus membros, mas também se esta será uma resposta que vai estender .

Além disso, reflete a fraqueza de um processo que foi construído em grande parte motivado para buscar uma solução alternativa e consensual para o problema do tráfico de drogas, em seu principal produtor – as FARC -, que evidentemente não conseguiu, nem quis se destacar desse fenômeno.

Na verdade e neste sentido podemos antecipar que este ano, o governo colombiano vai apresentar uma proposta alternativa para substituir os cultivos de folha de coca, a fim de  legitimar o uso de armas, afirmando ser os porta-vozes de um setor da sociedade colombiana (colonos e camponeses do sul-oeste do país) e, por outro, tomar distância aparente da FARC original, e apresentado como um grupo externo e oposição para o processo de paz, a reincidência das FARC, Nos territórios onde eles fizeram a sua presença antes de sua desmobilização, e o aumento exponencial em plantações de folha de coca em si, é detalhado na identificação das frentes e colunas das quais é incertom onde crimes são novamente cometidos e aqueles que já começaram a ser relatados ou dos quais há notícias ou evidências sobre sua aparência renovada.

Estes são então e discriminados por departamentos (norte a sul): –

La Guajira: Relatórios e evidências: Parte dianteira 19 e enfrenta 59-Bolívar: relatos e evidências: Frente 37-Córdova: Relatórios e evidências: Front 58 Antioch: Confirmado : 18 frontal e dianteira 36Reportes e indicações: dianteiro 5 e 57 (Uraba) -Northern Santander: Relatórios e indicações: Frontal 33 (Catatumbo) Arauca: Confirmado: Frontal 25Reportes e sinais: 10 Frente-choco: Relatórios e indicações: frente 34-Valle: Confirmado: 30Reportes frente e sinais: frente 60 e Coluna móvel Miller Perdomo (MP) -Tolima: Relatórios e indicações: frontais 21 e frente Tulio Varon (TV) -Huila: Relatórios e indicações: frente 3 e frente 17-Cauca: Confirmado: frente 6 da frente 30, Coluna Miller Perdomo móvel Jacobo Arenas móvel Coluna e (JA) -Nariño: Confirmado: frente Oliver Sinisterra (sul unida Guerrillas), da frente 29, Mariscal Sucre móvel Coluna (MS) e Daniel Aldana Mobile Column (DA) Relatórios e pistas: Frente 64, La Banda de la Vaca (BV) e pessoas comuns (GC) .- alvo: Confirmado: Frontal 1 frontal 7, da frente 27, da frente 40, 44 e Dianteira 62Reportes e sinais: Frontal da frente 42 e 43-Vichada: Confirmado: da frente 16, 44 frontal, frente Acacio Medina (AM) -Guaviare: Confirmado: Frontal 1-Guainía: Confirmado: Frontal 16 Frente Acacio Medina (AM) -Vaupés: Confirmado: Frontal 1 Frontal Vaupe (FV) .- Caquetá: Confirmado: frente1, frontal 7 Frontal 14, 15 frontal, frente 49, Front Duvar Valencia (DV), Coluna móvel Teófilo Forero (TF) relatórios e indicações: frontal de 3 Putumayo: confirmado: Front 48Reportes e indicações: Front total de 32in 21 Frentes em seguida, confirmar e 5 colunas móvel reincidentes e relatórios e indicações de 18 frentes e 2 bandas em potencial reincidência, para um total 46 estruturas das FARC-EP, em situações de reincidência ou possível recorrência apenas um ano e 5 meses de acordos de paz assinados na Colômbia Bibliografia:

(1) -kienyke.com: Fechado as listas das Farc.

(2) e (4) -colombia2020.eles pectador.com: Pie força aproximada disidencia de Farc na Colômbia

(3) -ideaspaz.org dissidências

(5) -unodc.org:. Colômbia, censo 2017.

(6) -crisisgroup.org: grupos Armadas colombiano

(8) -Infodefensa.com: US envia fundos para a Colômbia

(9) -corteconstitucional.gov.co: Acórdão T080 2017

(10) -verdadabierta.com: substituição voluntária de cultivos ilícitos

(11) – Semana vivo .. : general Naranjo e Ariel Avila, lupa à implementação

(12) -semana.com Entrevista Daniel M. Rico

(13) -eltiempo.com .. microtrafficking na Colômbia

(14) e (16) -dinero.com.: . como eu mover o negócio da microtrafficking na Colômbia

(15) -periscopiopolitico.com.co .. microtrafficking e tráfico de drogas na Colômbia

(17) -Week ao vivo que tanto poder tem apelido Guacho

(18) -bbc.com.uk: Farc concentrada nas áreas veredales

(19). -colombiacheck.com maioria das áreas encontram-se perto de culturas veredales coca

(20) -colombia2020.elespectador.com .. item 4, drogas ilícitas

(21 )-o tempo. com: A traição de trichi aos acordos de paz.

 

 

Fonte: Infodefensa

 


Sobre  o Autor:
Erich Saumeth é Analista e pesquisador colombiano sobre questões de Defesa, Segurança Nacional, Geopolítica e Políticas Governamentais. Mestrado em Estudos Políticos com ênfase em Políticas de Defesa e Segurança, Especialista em Estudos Político-Econômicos, Diploma em Estudos Geopolíticos, Diploma em Desenvolvimento Humano, Advogado. Especialidades: Defesa – Segurança – Coexistência – Governo. Corresponsal para Colombia de Tecnología Militar e Infodefensa.com