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HANGOUT Plano Brasil - Colômbia na OTAN?

Secretário Geral da OTAN Jens Stoltenberg e o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos.

O Plano Brasil apresenta mais um Hangout com temática geopolítica, desta vez tratando da entrada da Colômbia na Organização do Tratado do Atlântico Norte como Parceiro Global desta organização.

Contando com a participação de: Tito Livio Barcellos Pereira

Possui licenciatura em Geografia pela Universidade de São Paulo (2009), bacharelado em Geografia pela Universidade de São Paulo (2010). Atualmente é integrante – grupo de estudos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humans (FFLCH-USP) e mestre em Estudos Estratégicos da Defesa e Segurança pelo Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (INEST-UFF) É integrante do grupo de estudos sobre Rússia e Espaço pós-soviético pelo Laboratório de Estudos da Ásia (Departamento de História – USP) e pesquisador do Laboratório Defesa e Política[s] (INEST – UFF). Tem experiência na área de Geografia, Ciência Política e Relações Internacionais, com ênfase na área de Geopolítica, Geografia Regional, Rússia e Espaço pós-soviético.

Para maiores informações acessar:<http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4200259E3>

Leia mais:
Página da OTAN sobre a associação com a Colômbia

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Defesa Geopolítica

Colômbia anuncia entrada na Otan e na OCDE

Formalização deve acontecer na próxima semana em Bruxelas e Paris

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos (Foto: AP Photo/Ronald Zak)

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos (Foto: AP Photo/Ronald Zak)

“Sermos membros da OCDE nos permitirá fazer melhor as coisas, ver o que deu errado e o que funcionou em outros países. Com nossa entrada, melhoraremos nossas políticas públicas”, disse o mandatário no Twitter. “A entrada na Otan melhora a imagem da Colômbia e nos permite ter muito mais jogo no cenário internacional”, justificou, mais tarde, em relação ao ingresso na organização militar.

Santos irá à Europa na próxima semana para formalizar a entrada nas duas organizações. Em Paris, tratará do acesso à OCDE e, em Bruxelas, à Otan.

Otan

Em relação à Otan, Santos detalhou que a Colômbia entrará como único “sócio global” na América Latina do grupo que visa à defesa mútua dos seus membros. A organização, que inclui potências como Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha, surgiu na Guerra Fria como uma aliança militar contra o bloco comunista liderado pela União Soviética.

OCDE

Conhecido informalmente como “clube dos ricos”, a OCDE atua como uma organização para cooperação e discussão de políticas públicas e econômicas que devem guiar os países que dela fazem parte. Para entrar no acordo, é necessária a implementação de uma série de medidas econômicas liberais, como o controle inflacionário e fiscal. Em troca, o país ganha um “selo” de investimento que pode atrair investidores ao redor do globo.

Os países da OCDE concordaram nesta sexta (25) em convidar a Colômbia para se unir a seus membros, como informa a rede francesa RFI. A adesão do país será efetivada quando a Colômbia tiver aplicado, em nível nacional, as medidas necessárias para se unir à Convenção da OCDE e entregado sua solicitação de adesão às autoridades francesas, depositárias do documento.

“No âmbito de seu processo de adesão, a Colômbia se reformou profundamente para ajustar sua legislação, suas políticas e suas práticas às normas da OCDE, especialmente nos seguintes âmbitos: trabalho, reforma do sistema judicial, gestão das empresas públicas, luta contra a corrupção, intercâmbios e políticas nacionais inéditas em matéria de produtos químicos industriais e gestão dos resíduos”, indicou a OCDE em nota oficial.

Tradicional aliada dos Estados Unidos, a Colômbia se tornará, assim, o terceiro membro latino-americano a integrar a OCDE, depois de Chile e México. Outros países da região, como Brasil e Costa Rica, também apresentaram uma demanda para ingressar na instituição, que reúne as principais economias desenvolvidas.

Com a entrada da Colômbia, a organização terá 37 membros.

Fonte: G1

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Colômbia, as FARC e as dissidências

* Mapa: Em destaque azul, as frentes e colunas confirmadas em reincidência e localizadas por departamento. Em vermelho, aqueles sobre os quais existem indicações e relatórios. Imagem Adaptada pelo Plano Brasil do original (Infodefensa).

 


Autor: Erich Saumeth Cadavid

© Plano Brasil- 2018

Tradução e adaptação- E.M.Pinto- Plano Brazil

 

 


Em setembro de 2017, o comissário de paz Colombiano Rodrigo Rivera anunciou que um total confirmado de 11,345 homens entre soldados e militantes das FARC-EP,  tinham se desmobilizado segundo atestavam as listas com nomes e identidades que o mesmo grupo insurgente forneceu ao governo . (1)

Apenas sete meses depois, relatórios de diferentes organizações colombianas e internacionais especializadas no estudo da violência neste país, bem como nos meios de comunicação, houve uma revisão no número de membros do agora chamado grupo armado (GAO) FARC-EP, o qual havia alcançado um número recorde que oscila entre os 1.721 a 1.871 homens reengajados nas armas. (2)

De fato, em relação ao número total de membros das chamadas dissidências das FARC-EP, as diferentes instituições governamentais com competência nesta matéria ainda não conseguiram estimar e concordar com o valor exato.

Foi assim que o Ministério da Defesa estimou em 750 membros, enquanto as Forças Armadas acreditam que existam 500, assim como a Procuradoria Geral da República, embora o Ouvidor e a Agência para a Reincorporação e a normalização calcula 800 para os dissidentes, um número aproximado de 700 que a Fundação de Paz e Reconciliação calcula e que o Grupo de Crise considera próximo a 1.000 (3).

Finalmente, foi uma compilação do jornal El Espectador, que com números detalhados estima os dissidentes em aproximadamente 1800. (4)

 

Estes homens seriam agrupados em 18 grandes estruturas em todo o país, mas o Infodefensa.com foi capaz de determinar que há um total de 46 estruturas, divididas entre frentes, colunas móveis e gangues, que estão presentes em 19 dos 32 departamentos desta nação, ou há relatos ou indicações de atividades dissidentes que estão em processo de serem confirmadas pelas autoridades.

Neste sentido, investigando as informações fornecidas por fontes e relatórios das Forças Armadas, bem como de instituições, organizações e imprensa, a continuação da presença armada ou a reincidência em 21 frentes e cinco móveis e Foram estabelecidas indicações – no processo de confirmação – de outras 18 frentes e duas gangues também reincidentes e em atividades em certos territórios.

Estas estruturas estão presentes principalmente no sul-oeste do país (perto da fronteira com o Equador) e centro-leste e precisamente em regiões onde também são as maiores áreas de cultivo de folha de coca desta nação.

Os dez reinos da coca

De fato, de acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), metade desses cultivos estaria localizado em dez municípios do país, nove deles nos departamentos de Cauca, Nariño e Putumayo, no sul do país. O ocidente colombiano e na área não só de maior concentração e tráfico de cocaína na Colômbia (5), cujo número de hectares para 2017 foram avaliados pelos Estados Unidos em aproximadamente 188.000 (6), o que no mercado daquele país representa 92% da cocaína consumida (7), apesar das 797,8 toneladas apreendidas entre 2016 e 2017 e de 60 mil hectares nos últimos dois anos, este último em grande parte graças ao empenho das Forças Armadas (8) .

Estes hectares são então o maior número nos últimos 21 anos, em grande parte motivados pela suspensão da pulverização aérea que desde outubro de 2015 ordenou o Conselho Nacional de Narcóticos, medida que o Tribunal Constitucional através de sentença de abril 2.017 proibiu a aplicação pelo governo colombiano, circunstâncias que sem dúvida aceleraram o desenvolvimento dos acordos de paz que avançaram até agora com as FARC-EP, que o solicitaram na negociação e que se tornou um dos as decisões mais irresponsáveis ​​na luta contra o narcotráfico da administração colombiana atual e de saída (9). Isto porque, apesar de seus benefícios indiscutíveis do ponto de vista ecológico e sanitário para as comunidades em particular, também está fora de questão que o  aumento acelerado do cultivo e, portanto, o tráfico ilegal gerou conseqüências que afetaram a segurança, convivência e ordem pública (além dos danos à saúde e ecológicos, já que a exploração madeireira, ao contrário da fumigação, tem efeitos permanentes) de toda a nação.

O boom e crescimento acelerado da área cultivada de folha de coca, (estimada em mais de 100% em relação a 2015 e particularmente nas áreas onde historicamente foram localizados), além da implementação de um processo mal planejado e  de incentivos para a substituição manual (Plano Nacional de Substituição Voluntária de Culturas Ilícitas – Pnis), tem sido o combustível econômico que permitiu aos dissidentes Farc-Ep se beneficiarem dos recursos para reconstruir e crescer seus quadros armados, com a consequente deterioração da situação de ordem pública nesses territórios e com um aumento notável no micro tráfego nas capitais e cidades intermediárias, que tem desencadeado a insegurança que afeta os níveis de segurança e coexistência cidadã no País.

A ordem no caos nas populações onde o Pnis vem se materializando, as situações de ordem pública também vêm se deteriorando desde o ano passado, conforme registrado pelo governo. O aumento na taxa de homicídios em 36 dos municípios onde o Plano de Substituição foi inserido e um aumento da mesma taxa em 5 5% das populações com presença de culturas e onde houve intervenção do Estado na questão da substituição, enquanto nos restantes 44% dos municípios cocalero e onde não houve ações do Estado, tem havido uma diminuição do número de homicídios. (10)

Claramente, então, e apesar das declarações do vice-presidente colombiano, Oscar Naranjo, no sentido da eficácia do NIP ligando 123.000 famílias ao programa e ter alcançado uma erradicação voluntária de 38.000 hectares (11), a realidade é que a atual administração não conseguiu implementar uma política coerente e voluntaria para a erradicação, ou forçando uma primeira vez para a suspensão de pulverização, que promoveu um aumento no tamanho médio das culturas, seguindo por incentivos em dinheiro para erradicar voluntariamente, o que teve o efeito de semear mais para obter o benefício econômico e terceiro porque as respostas do estado não são coordenadas e não integram segurança ou desenvolvimento rural sustentável, mesmo apesar dos consideráveis ​​orçamentos (em papel) ) que serão destinados durante os próximos 15 anos para tais efeitos. (12)

Na época, o crescimento da produção teve como resultado um maior volume nos estoques de medicamentos disponíveis, o que não é exportado em sua totalidade devido a apreensões pelas Forças Armadas da Colômbia, bem como por aqueles que realizam o governo dos EUA através de suas agências, que abriu a possibilidade de expandir o mercado doméstico, colocando quantidades consideráveis ​​de drogas nas cidades, estimando que a cada cinco toneladas, uma é deixada para consumo interno (13), a um preço razoávelmente baixo (e, portanto, acessível para os setores mais depreciados da sociedade), aumentando assim o consumo exponencialmente, o que, de acordo com o Departamento Administrativo Nacional de Estatística (Dane), resultou em um número próximo de um milhão e meio de consumidores (14)

Em um negócio que movimenta somas perto de dois bilhões de dólares anualmente (15), gerando uma série de dinâmicas derivadas dele e que afetam primeiro medir os núcleos familiares, a coexistência cívica e finalmente a segurança, este último problema considerado como um dos principais a ser resolvido pelos diferentes aspirantes à presidência colombiana. Juntamente com os regulamentos legais que buscam descriminalizar a dose mínima e uma política criminal e prisão muito pobre, promoveram um aumento do microtráfico, o que nos coloca como o quarto país no consumo a nível regional (16)

O Cenário atual é derivado diretamente do aumento das áreas de coca cultivada e não erradicada e de uma completa ausência de soluções possíveis levantadas pela administração nacional, o que só tem sido limitado para lembrar os benefícios dos acordos de paz, o que, obviamente, neste tópico são nulos.

Esta tese é reforçada com o fato de que esse problema não foi abordado com uma resposta do tipo intersetorial pela institucionalidade, tentando não apenas compreender a expansão do fenômeno, mas também compreender a dinâmica nesses territórios e não apenas aumentar a força nos cinco departamentos onde estão localizadas 80% das plantações (todas coincidentes), tentando aliviar a situação e quase limitar-se exclusivamente à apreensão da droga procesada.

Paradoxalmente, em áreas com a maior safra sob controle agora em grande parte a dissidência e os níveis de violência das Farc tendem a ser baixas, nessas áreas e vias de tráfego exercem frentes, mas tendem a aumentar nas cidades pelo microtráfico e disputas que pela comercialização e controle do território geram essa atividade entre as gangues criminosas. (17)

Sob o controle de terroristas, as áreas com maior presença de cultivos de coca são precisamente aquelas em que não apenas as FARC estavam historicamente presentes, mas também onde suas dissidências estão operando novamente. Na verdade, desde o início do processo de desmobilização e de concentração em 19 veredales áreas de transição de Normalização (zvtn) e os nove pontos transitórios para a Normalização (PTN) (18), agora chamados Espaços de Formação Territorial e Reintegração (ETCR), 15 aldeias nestas áreas tiveram plantações de coca, bem como 15 também rotas de tráfego para coca processada e em cinco aldeias do PTN com culturas e rotas de tráfico de drogas, tendo sido as FARC que precisamente apontam a localização para zvtn e ptn. (19)

Este link ao lado da histórica (mas na história recente das FARC-EP),foi consagrado no Acordo de 4: Ilícito acordo de paz drogas pelo qual o governo colombiano concordaram em “lançamento políticas e programas deste ponto “enquanto as FARC-EP concordou acabar com o conflito, acabar com qualquer relacionamento, ( 20),

Um compromisso que foi quebrado por um dos seus membros, Jesus Santrich, pertencente ao Nacional (e ex-funcionários Central), depois que ele foi acusado de tráfico de drogas e procurado para extradição pelo governo dos Estados Unidos. O impressionante sobre esta detenção, o que demonstra o poder da corrupção gerada pelo tráfico de drogas e realização permeiam o círculo de maior poder reinserido importante desta organização é que a distância de seus membros dessa atividade praticar e uma percentagem preocupante não foi dada, sendo esta mais evidente para muitos setores políticos e sociais da nação, que alertou o governo durante as conversações de paz da possibilidade de reincidência na mesma, (não punidos acordos sob ponto de extração artigo que foi finalmente restaurado pelo congresso), mas não para a administração da Colômbia, em um esforço para legitimar os acordos de paz, propositadamente ou ignorar os avisos e indicações  claras ao resto do país. (21)

No final eles tiveram que obter o syndication EEUUL a Jesus Santrich o que realmente mostra é que, embora o procurador-geral colombiano  argumente que ele estava investigando, tinha em prática para ser um governo estrangeiro (Estados Unidos) aquele que investigou suas atividades, o acusou e pediu a extradição para o seu julgamento, a ponto de continuar a considerar este grupo como uma organização dedicada ao tráfico de drogas. Esta, infelizmente, provou não apenas que os acordos foram violados, como também, que a justiça externa que deve a responsabilidade do trabalho colombiano e à inação de outra forma vergonhosa pelo governo nacional, que ainda não foi capaz de explicar como em no país pós-conflito com um guerrilheiro desmobilizado, um ex-chefe pode contrabandear dez toneladas de cocaína (plantado, colhido, processado, transportado e vendido), precisamente nos territórios que hoje controlam a dissidência dessa organização. Não se entende como este concerto criminoso foi escondido.

A saída de Ivan Marqués de Bogotá para ETCR de Miravalle em Caqueta acrescenta, com o aparente propósito de acalmar os medos do reinserido, mas com precisão e, em seguida, para dialogar com um dos mais importantes, o Sr. conhecido como conhecido como El Paisa e ex-comandante da coluna móvel Teófilo Forero, alcançado o efeito oposto, ao decidir este deixar o ETCR e declarar única volta para ela, Santrich foi lançado, levando a se perguntar se esta organização está disposta não só a reconhecer a ação da justiça contra os seus membros, mas também se esta será uma resposta que vai estender .

Além disso, reflete a fraqueza de um processo que foi construído em grande parte motivado para buscar uma solução alternativa e consensual para o problema do tráfico de drogas, em seu principal produtor – as FARC -, que evidentemente não conseguiu, nem quis se destacar desse fenômeno.

Na verdade e neste sentido podemos antecipar que este ano, o governo colombiano vai apresentar uma proposta alternativa para substituir os cultivos de folha de coca, a fim de  legitimar o uso de armas, afirmando ser os porta-vozes de um setor da sociedade colombiana (colonos e camponeses do sul-oeste do país) e, por outro, tomar distância aparente da FARC original, e apresentado como um grupo externo e oposição para o processo de paz, a reincidência das FARC, Nos territórios onde eles fizeram a sua presença antes de sua desmobilização, e o aumento exponencial em plantações de folha de coca em si, é detalhado na identificação das frentes e colunas das quais é incertom onde crimes são novamente cometidos e aqueles que já começaram a ser relatados ou dos quais há notícias ou evidências sobre sua aparência renovada.

Estes são então e discriminados por departamentos (norte a sul): –

La Guajira: Relatórios e evidências: Parte dianteira 19 e enfrenta 59-Bolívar: relatos e evidências: Frente 37-Córdova: Relatórios e evidências: Front 58 Antioch: Confirmado : 18 frontal e dianteira 36Reportes e indicações: dianteiro 5 e 57 (Uraba) -Northern Santander: Relatórios e indicações: Frontal 33 (Catatumbo) Arauca: Confirmado: Frontal 25Reportes e sinais: 10 Frente-choco: Relatórios e indicações: frente 34-Valle: Confirmado: 30Reportes frente e sinais: frente 60 e Coluna móvel Miller Perdomo (MP) -Tolima: Relatórios e indicações: frontais 21 e frente Tulio Varon (TV) -Huila: Relatórios e indicações: frente 3 e frente 17-Cauca: Confirmado: frente 6 da frente 30, Coluna Miller Perdomo móvel Jacobo Arenas móvel Coluna e (JA) -Nariño: Confirmado: frente Oliver Sinisterra (sul unida Guerrillas), da frente 29, Mariscal Sucre móvel Coluna (MS) e Daniel Aldana Mobile Column (DA) Relatórios e pistas: Frente 64, La Banda de la Vaca (BV) e pessoas comuns (GC) .- alvo: Confirmado: Frontal 1 frontal 7, da frente 27, da frente 40, 44 e Dianteira 62Reportes e sinais: Frontal da frente 42 e 43-Vichada: Confirmado: da frente 16, 44 frontal, frente Acacio Medina (AM) -Guaviare: Confirmado: Frontal 1-Guainía: Confirmado: Frontal 16 Frente Acacio Medina (AM) -Vaupés: Confirmado: Frontal 1 Frontal Vaupe (FV) .- Caquetá: Confirmado: frente1, frontal 7 Frontal 14, 15 frontal, frente 49, Front Duvar Valencia (DV), Coluna móvel Teófilo Forero (TF) relatórios e indicações: frontal de 3 Putumayo: confirmado: Front 48Reportes e indicações: Front total de 32in 21 Frentes em seguida, confirmar e 5 colunas móvel reincidentes e relatórios e indicações de 18 frentes e 2 bandas em potencial reincidência, para um total 46 estruturas das FARC-EP, em situações de reincidência ou possível recorrência apenas um ano e 5 meses de acordos de paz assinados na Colômbia Bibliografia:

(1) -kienyke.com: Fechado as listas das Farc.

(2) e (4) -colombia2020.eles pectador.com: Pie força aproximada disidencia de Farc na Colômbia

(3) -ideaspaz.org dissidências

(5) -unodc.org:. Colômbia, censo 2017.

(6) -crisisgroup.org: grupos Armadas colombiano

(8) -Infodefensa.com: US envia fundos para a Colômbia

(9) -corteconstitucional.gov.co: Acórdão T080 2017

(10) -verdadabierta.com: substituição voluntária de cultivos ilícitos

(11) – Semana vivo .. : general Naranjo e Ariel Avila, lupa à implementação

(12) -semana.com Entrevista Daniel M. Rico

(13) -eltiempo.com .. microtrafficking na Colômbia

(14) e (16) -dinero.com.: . como eu mover o negócio da microtrafficking na Colômbia

(15) -periscopiopolitico.com.co .. microtrafficking e tráfico de drogas na Colômbia

(17) -Week ao vivo que tanto poder tem apelido Guacho

(18) -bbc.com.uk: Farc concentrada nas áreas veredales

(19). -colombiacheck.com maioria das áreas encontram-se perto de culturas veredales coca

(20) -colombia2020.elespectador.com .. item 4, drogas ilícitas

(21 )-o tempo. com: A traição de trichi aos acordos de paz.

 

 

Fonte: Infodefensa

 


Sobre  o Autor:
Erich Saumeth é Analista e pesquisador colombiano sobre questões de Defesa, Segurança Nacional, Geopolítica e Políticas Governamentais. Mestrado em Estudos Políticos com ênfase em Políticas de Defesa e Segurança, Especialista em Estudos Político-Econômicos, Diploma em Estudos Geopolíticos, Diploma em Desenvolvimento Humano, Advogado. Especialidades: Defesa – Segurança – Coexistência – Governo. Corresponsal para Colombia de Tecnología Militar e Infodefensa.com

 

 

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil ERICH SAUMETH Sistemas de Armas Tecnologia

Os Hermes 900 da Força Aérea Colombiana

Autor: Erich Saumeth Cadavid

© Plano Brasil- 2018

Tradução e adaptação- E.M.Pinto- Plano Brazil

 

 

Nessa ocasião, a Revista Aeronáutica, visitou as instalações do Comando Aéreo de Combate Cacom nº 2, da nossa Força Aérea (FAC), para conhecer e observar o funcionamento dos Sistemas de Aeronaves Remotamente Tripuladas (UAV), Elbit Systems Hermes 900 e 450.

Neste artigo, compartilharemos as características do Hermes 900, bem como a forma como a Força Aérea Colômbiana opera e implanta essa aeronave, que atualmente é um dos mais avançados  no mundo.


Características gerais do Hermes 900

Características gerais do Hermes 900

O Hermes 900 operado pela Força Aérea da Colômbia (FAC), possui comprimento de 8,3 metros e envergadura de 15 metros comprimento, com um peso bruto estimado de 1100 kg, com capacidades de carga útil entre 250 e 300 kg distribuídos em tanque ventral de 2,5 metros de comprimento e em 4 pontos de carga sub-alar, atingindo velocidades máximas de até 220 km/h e velocidades de cruzeiro de 100 km/h em média, com uma permanência de cerca de 36 horas, sem tanques de combustível auxiliares e um teto  máximo de 9.000 m a aeronave possui ainda trem de pouso retrátil.

 

Os Hermes 900 e 450 são operados pela FAC com uma equipe composta pelo piloto interno, o piloto externo, responsável pelas manobras de decolagem e pouso, pelos técnicos responsáveis ​​pela manutenção e por um grupo de operadores que trabalham na sua configuração, esta equipe é composta por um mínimo de 8 pessoas, todas treinadas pela Força Aérea.

 

Tanto o Hermes 900 como o 450, possuem sistemas redundantes, tornando sua operação mais segura, uma característica muito útil durante o estágio de teste e falhas de vôo que surjam durante os testes. Vale ressaltar que essas aeronaves foram projetadas para reduzir sua resistência ao ar, economizando assim combustível, de modo que mesmo suas asas possam ser retraídas – de acordo com a configuração da missão – e ter a habilidade técnica de usar bordas de degelo com Glicol, evitando o congelamento do mesmo em altitudes elevadas.

 

A Hermes possui uma série de equipamentos de última geração que buscam maximizar seu uso operacional, destacando seus sistemas eletro-ópticos / infravermelhos e a busca e fixação de alvos por designador de laser. Eles também possuem sistemas Gmti, Comint DF, Elint, radar SAR – para operar no mar, sistema de criptografia de dados duplo (LOS), para criptografia de dados, comunicações via satélite (Blos-beyond the line of sight), com criptografia dupla e tem  sistemas de autônomos de decolagem e aterrissagem independentes (Latol), o que facilita a aterragem automática em situações de emergência.

 

O Hermes 900 é alimentado por um motor Rotax 914-115 hp, com quatro cilindros turboalimentados de quatro tempos, que conduz uma hélice de duas lâminas, com sistemas de emergência autônomos, ATC (transtorno de tráfego aéreo), transponders IFF, sistema de navegação inercial (GPS) e um sistema de identificação do tipo APX100.

 

Estes UAV são operadas pela sua tripulação através da estação de controle Elbit Ugcs (Universal Ground Control Station), que, juntamente com os outros meios que compõem o sistema, tornam a aeronave Hermes não só fácil de operar, mas também consideravelmente móvel porque os diferentes equipamentos que o compõem, isto é, o próprio UAV, o seu veículo de reboque, de combustível e ignição, seus carregadores de bateria, seu recipiente de armazenamento, sua estação Ugcs, seus acessos de ligação de dados de ascendente-descendente (Banda C) e terminal de dados de satélite, seu extintor de incêndio e seus geradores, são todos implementáveis, sem que seja necessária qualquer infra-estrutura física para o seu funcionamento, o que, de fato, faz deste sistema um comando de drone móvel para a nossa FAC, nomeadamente aumentando as capacidades operacionais e permitindo que  essas aeronaves voem a partir de diferentes pontos da nação.

 

O Hermes 900 na FAC

Esses sistemas foram comprados pela Colômbia no ano de 2012 e começaram a operar desde 2013, graças à decisão do Ministério da Defesa da Colômbia de adquirir veículos aéreos não tripulados, com o objetivo de poder usá-los na luta contra os vários fatores que geram violência e insegurança, bem como apoiar instituições e entidades civis em diversas atividades preventivas.
Devido à necessidade de ter um órgão de gestão, foi criada a Direcção de Aeronaves Manejadas de forma remota (Diart), entidade responsável pela direção, gestão e desenvolvimento das várias UAV da nossa Força Aérea.

Então, de acordo com um planejamento rigoroso, desenvolveu-se um programa que estabeleceu os modelos UAV que deveriam ser adquiridos, além de adotar do ponto de vista doutrinal e tático uma série de fases que facilitariam a incorporação desta tecnologia e que incluíam, é claro, aquisição e colocação em operação dos Hermes 450 e 900, sendo o primeiro classificado como “Operacional” e o segundo como “Male”, isto é, com a capacidade de aumentar consideravelmente o tempo de vôo e a área de observação. Até o momento a FAC já acumulou mais de 2.000 horas de vôo com ambas as aeronaves.

Nossa Força Aérea concentrou a operação de seus Hermes 900 e 450 na obtenção de informações do tipo ISR (inteligência, vigilância e reconhecimento), particularmente em áreas com alto valor estratégico, bem como em metas móveis e também para a vigilância da infra-estrutura vital e enérgico da nação, objetivos alcançados graças à autonomia e às capacidades desses sistemas, o que lhe permitiu coletar mais dados e fazer um acompanhamento prolongado no caso de missões do tipo Homeland.

No mesmo sentido e por causa do uso que a FAC faz dos seus UAV, estes foram utilizadas no monitoramento de processos eleitorais, monitoramento do meio ambiente, canais de rios, além de estradas e trânsito no final e período de início. do ano, no desenvolvimento das operações Lamda 1 e 2.

SEU EMPREGO

Nossa Força Aérea, através de seu Esquadrão “Quimera“, implanta o Hermes em quase todas as condições meteorológicas, tanto de dia como de noite, 7 dias por semana e 24 horas por dia, graças ao profissionalismo, à experiência operacional e a prontidão desta unidade.

A preparação cuidadosa e o acompanhamento de um Hermes 900, por exemplo, começa quando a equipe “Quimera“, formada por oito integrantes (divididos em quatro grupos e representando as quatro cabeças da figura mitológica Chimaera), conseguem uma tarefa ordenada para apontar um destes UAV em um período de tempo não superior a 30 minutos, depois de ter esta aeronave para realizar uma missão em qualquer parte do território e com a capacidade de tirá-los de uma estrada  militar ou civil,  pavimentada ou não.

A missão começa com uma revisão rigorosa dos parâmetros de vôo anteriores e o fornecimento de combustível para o UAV. Em seguida, o veículo de reboque coloca o Hermes 900 na pista, uma aeronave que é consideravelmente silenciosa, e apenas a 50 metros de distância, o som do seu motor Rotax 914-115 CV é praticamente imperceptível, e a uma altitude maior, pára completamente de ser ouvido. que destaca a operação desta UAV.

Durante o curso da missão, o Hermes, envia constantemente informações sob a forma de imagens, ao longo do traçado da rota previamente estabelecida pelos seus operadores. A qualidade das imagens enviadas permite que a FAC tenham em qualquer momento e em tempo real, informações de inteligência de natureza estratégica, a custos operacionais muito baixos e por longos períodos de tempo, que no caso do Hermes 900 , pode durar até mais de 30 horas.

A operação termina com uma manobra de aterragem UAV executada pelo piloto externo, para ser posteriormente realizada pelos operadores no veículo de reboque para o hangar, onde sua estrutura e sistemas são submetidos a uma revisão completa, para finalmente serem desconectados.

 

Padronização operacional

 

A implantação operacional do Hermes, nossa Força Aérea, conseguiu graças ao trabalho das equipes e equipes dos UAV, padronizar uma série de capacidades, dentro das quais podemos enunciar o seguinte:

1-Os diferentes procedimentos de comunicação entre a tripulação e o pessoal que opera o sistema. Este padrão é conhecido como “linguagem de comunicação“.

2 – No mesmo sentido, os diferentes procedimentos operacionais dos canais de freqüência foram padronizados. Para isso, canais específicos são utilizados para realizar os processos de manutenção e trabalhar em toda a carta de entendimento com a Aeronáutica Civil.

3 – De acordo com o acima exposto, os boletins de segurança são constantemente preparados, orientados para a prevenção, que são constantemente renovados, ou resultados de uma novidade operacional.

4 – Da mesma forma, os boletins de freqüência são formulados, com os mesmos detalhes que os boletins de segurança.

5 – Os modelos do esquadrão também são emitidos para que os pilotos estejam cientes das notícias operacionais de todo o esquadrão.

6 – A equipe da Quimera, graças ao desenvolvimento de seu próprio projeto de pesquisa, conseguiu a conversão de imagens em HD, otimizando consideravelmente a coleção gráfica de informações.

7 – Ttambém adaptaram e renovaram os manuais de operação, entre eles o treinamento, a tarefa, as táticas, técnicas e procedimentos (Mttp) e o guia necessário para os pilotos.

 

A Manutenção

O Esquadrão de Quimera, de forma projetada, realiza uma série de inspeções  nos UAV, que foram chamados Horaria e o segundo Calendário.

A programação acontece a cada 100 horas, enquanto o Calendário a cada 30 dias. Estes consistem em recarregar as baterias mensalmente, verificando os sistemas anticongelantes, verificando e mantendo os sistemas de freio, bem como o Radar de Abertura Sintética (SAR), o Satcom (sistema de comunicação por satélite). e as câmeras eletro-ópticas.

 

Características Gerais

Fabricante Elbit Systems
Operadores 08 homens
Dimensões:

Comprimento

Envergadura

Peso

 

8.3 m

15.0 m

1.100 kg

Capacidade de carga útil: Entre 250 a 400 kg
Pontos de carga 5 (Un interno ventral)
Velocidade máxima:

Velocidade de Cruzeiro:

220 Km/h (137 mph)

100 Km/h (70 mph)

Autonomia: 36 horas (a FAC opera em intervalos máximos de 30 horas)
Teto máximo de serviço: 9.000 m
Planta motriz Rotax 914-115 CV – 4 cilindros
Capacidade de entrega  de armamento: Em desenvolvimento pela FAC e Elbit

Dados técnicos: Escuadrón Quimera, Fuerza Aérea Colombiana.

Fotos. Erich Saumeth ©


Sobre  o Autor:
Erich Saumeth é Analista e pesquisador colombiano sobre questões de Defesa, Segurança Nacional, Geopolítica e Políticas Governamentais. Mestrado em Estudos Políticos com ênfase em Políticas de Defesa e Segurança, Especialista em Estudos Político-Econômicos, Diploma em Estudos Geopolíticos, Diploma em Desenvolvimento Humano, Advogado. Especialidades: Defesa – Segurança – Coexistência – Governo. Corresponsal para Colombia de Tecnología Militar e Infodefensa.com