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O Pentágono avalia que o novo míssil balístico lançado pelo ar completará a tríade nuclear Chinesa 

Tradução e adaptação-E.M.Pinto

O Pentágono está preocupado com o fato de Pequim estar se aproximando de obter plena capacidade de sua tríade nuclear, o que significa que se juntaria a uma elite de nações capazes de entregar armas nucleares por terra, ar e mar.

Atualmente esta capacidade só é existente em apenas três países no mundo, Estados Unidos, Rússia e Índia.

O Gabinete do Secretário de Defesa dos EUA observou em seu relatório anual ao Congresso na semana passada que

“A China continua melhorando sua capacidade nuclear terrestre e submarina e está buscando a tríade nuclear viável com o desenvolvimento de um míssil balístico lançado pelo ar (ALBM). “

Os ALBMs são raros: os EUA exploraram o conceito no início dos anos 1960 como uma forma de manter relevante sua enorme frota de bombardeiros estratégicos, enquanto a União Soviética ignorou a idéia e imediatamente começou a produzir mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs), que se mostraram muito mais confiáveis. O desenvolvimento bem-sucedido do míssil balístico lançado por submarino (SLBM) fez com que os ALBMs fossem preteridos.

No entanto, enquanto os EUA mantiveram sua frota de bombardeiros estratégicos como parte de sua tríade nuclear, continuando a armá-los com bombas nucleares, a China destinou esta função aos seus bombardeiros no final dos anos 1970 ou início dos anos 80.

As aeronaves fornecidas ao Segundo Corpo de Artilharia – agora chamado de Força de Míssesi do Exército Popular de Libertação (PLARF) recebeu então os ICBMs.

No ano passado, o Pentágono notou que Pequim reverteu essa decisão após o anúncio público do programa de bombardeiros furtivos da China e o teste de um ALBM conhecido apenas como CH-AS-X-13. Esse míssil foi testado recentemente em janeiro de 2018, disparado de um bombardeiro H-6K. No entanto, o relatório do Pentágono de 2019 observou que um segundo ALBM com capacidade nuclear poderia estar em desenvolvimento.

Além da ALBM, a China também possui pelo menos 90 mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs), bem como uma grande quantidade de mísseis balísticos de médio alcance e alcance intermediário apoiados pelo PLARF, informou a Sputnik.

Pequim também possui quatro submarinos do Type 094 da classe Jin, com mais dois em construção e outra classe, a Type  096, está prevista para incorporação em meados dos anos 2020. O Pentágono alertou que os Type 094  são a “primeira linha dadissuasão nuclear marítima viável de Pequim”, já que carregam SLBMs.

Míssil balístico lançado ao ar com capacidade nuclear CH-AS-X-13 (ALBM)

O CH-AS-X-13 é um míssil ar-terra balístico de longo alcance (ASM) desenvolvido pela China para ser lançado dos bombardeiros H-6K.

O Míssil Balístico Lançado por Ar (ALBM) de combustível sólido de dois estágios tem um alcance máximo de 3.000km e é capaz de atingir velocidades hipersônicas (Mach 5+) em grandes altitudes.

Pode ser equipado com ogivas nucleares e convencionais para atingir tanto os navios de superfície quanto os alvos de posição fixa, como aeródromos e bases militares.

A China iniciou o desenvolvimento do novo míssil CH-AS-X-13 em 2016 e deverá entrar em serviço na Força Aérea do Exército Popular de Liberação (PLAAF) até 2025.

A nova arma é baseada no míssil terrestre DF-21, um míssil balístico de longo alcance o qual foi reprojetado utilizando materiais compósitos para obter um design leve compatível com plataformas aéreas.

Os bombardeiros H-6K equipados com a nova arma podem ser capazes de realizar ataques contra alvos no Alasca e no Havaí, bem como nos locais da costa do Pacífico dos Estados Unidos.

As agências de inteligência dos Estados Unidos relataram a existência do novo míssil CH-AS-X-13 em abril de 2018,

 

Fonte: Deagol via MCT

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China teria interesse no SU -57?

Tradução e adaptação-E.M.Pinto

Segundo o Global Times- A China está avaliando as opções para comprar o novo caça furtivo Sukhoi Su-57, da Rússia, que identificou a China e a Índia como potenciais clientes para adquirir seu avançado avião de guerra.

Viktor Kladov, diretor de cooperação internacional e política regional da holding industrial russa de defesa Rostec, declarou em uma reunião na Exposição Internacional Marítima e Aeroespacial de Langkawi, na Malásia, que identificou a Índia e a China como potenciais compradores.

O GT afirma que a força aérea chinesa, que atualmente tem uma série de novas aeronaves domésticas, incluindo o avião de caça J-20, além dos russos Su 35, estaria interessada na aqisição de caças Dassault Rafale da França, acrescentando uma nova dimensão estratégica aos seus ativos aéreos.

Embora a China esteja desenvolvendo sua própria aeronave de nova geração, ainda depende muito de motores russos para os aviões, pois ainda não atingiu a fase de produção independente dos seus motores. Tanto a China quanto o Paquistão confiam nos motores russos para o JF-17 Thunder produzido em conjunto.

O analista de defesa chinês Wang Ya’nan, editor-chefe da Aerospace Knowledge, disse que a oferta da Rússia para vender a SU-57 é mais atraente para a Índia, já que a China tem seu próprio caça furtivo. Ao contrário da China, a Índia não tem um caça de quinta geração, então o Su-57 é um avião de guerra atraente para a Índia, disse ele ao Global Times.

Kladov disse que o Su-57E, uma versão de exportação do Su-57, deve receber aprovação de exportação de Putin em poucas semanas.

Nomeando a China como um cliente em potencial, ele disse,

“A China recebeu recentemente 24 aviões Su-35, e nos próximos dois anos tomará a decisão de comprar Su-35 adicionais, construir o Su-35 na China, ou comprar uma aeronave de caça de quinta geração, que poderia ser outra oportunidade para o Su-57E “.

Xu Guangyu, consultor sênior da Associação de Controle de Armas e Desarmamento da China, disse ao Global Times que é possível que a China faça a compra, porque a China precisa estudar os pontos fortes de outros países sempre que possível.

“As observações de Kladov também são uma indicação de cooperação em tecnologia militar de ponta, sob a estrutura da cooperação estratégica dos dois países”, disse Xu.

Wang Yongqing, designer-chefe do Instituto de Design de Aeronaves de Shenyang, sob a estatal Aviation Industry Corporation da China, escreveu na edição de fevereiro de 2019 da revista Aerospace Knowledge que o Su-57 foi projetado para ter forte capacidade de cruzeiro supersônico e super manobrabilidade e intencionalmente reduz a discrição, uma capacidade que se diz ser crucial para um caça de quinta geração, para uma prioridade secundária.

Enquanto os aviões dos EUA enfatizam furtivamente e além dos ataques de alcance visual, o Su-57 pode escapar dos mísseis de longo alcance através de sua super manobrabilidade e atacar os inimigos de perto, uma situação em que a furtividade não é tão importante quanto a super manobrabilidade, disse Wang.

No entanto, o analista de defesa chinês Wang disse que a China está aperfeiçoando sua tecnologia de quinta geração, já que o J-20 está em vias de ser produzido em massa. Durante este período, a integração de outro jato de combate à frota poderia trazer desafios para a integração dos sistemas de armas e equipamentos das forças armadas chinesas e interromper os planos de desenvolvimento e treinamento, disse ele.

Ele observou que um estudo técnico é possível, usando o Su-57 no exército chinês é improvável.

O Su-57 também pode se tornar um forte concorrente de mercado do caça furtivo chinês FC-31, informou a Weihutang, em declaração à coluna afiliada à China Central Television (CCTV), na sexta-feira, observando que o FC-31 e o F- 35 são os únicos dois atuais caças de quinta geração disponíveis no mercado internacional.

 

Fonte: the Economist Time

 

Bem vindo ao primeiro de Abril

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A Marinha do Exército de Libertação do Povo da China (PLAN) comissiona seu sexto navio de assalto anfíbio Classe 071 (Yuzhao) e outro destróier de classe Tipo 052D (Luyang III).

O LPD 987  como o da fot foi comissionado neste 12 de Janeiro passado.

Tradução e adaptação-E.M.Pinto

Marinha do PLA incorpora dois novos navios.

Embora não tenha havido cobertura evidente do comissionamento na mídia estatal chinesa, fotografias postadas em fóruns on-line mostram uma cerimônia combinada realizada para ambos os navios de guerra que teriam ocorrido em 12 de janeiro.

O mais recente navio de desembarque de doca Type 071 (LPD) a entrar em serviço recebeu o número 987 e pensa-se que tenha sido nomeado Wuzshi Shan. A localização da cerimônia de comissionamento não está confirmada, mas parece que o evento ocorreu na base naval de Zhanjiang, com os dois navios provavelmente se juntando à Frota do Mar do Sul.

Os primeiros três LPDs Type 071 foram alocados à Frota do Mar do Sul e estão localizados em Zhanjiang.

O primeiro entrou em serviço em novembro de 2007, o segundo em outubro de 2011 e o terceiro em setembro de 2012. Houve uma pausa na construção de quase quatro anos antes do quarto serviço entrar em operação com a Frota do Mar do Leste no início de 2016.

Acredita-se que o quinto Type 071 tenha sido encomendado em setembro de 2018 e também alocado à Frota do Mar do Leste, mas não recebeu cobertura na mídia estatal chinesa, nem foram publicadas imagens on-line.

Um embargo de notícias semelhante parece ter ocorrido para o lançamento do sétimo Type 071, que se acredita ter entrado na água em 28 de dezembro de 2018, no estaleiro Hudong-Zhonghua, que construiu todos os navios da classe.

Há também alguma incerteza sobre o número de destróieres Type 052D atualmente em serviço, como a cerimônia de comissionamento confirmada anterior ocorreu em 22 de janeiro de 2017, quando o quinto navio da classe, Xining, entrou em serviço.

Fonte: Jane’s 360

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Paquistão negocia a compra de de 62 novos caças JF-17 Block 3

Um elemento de caças JF17 Block 2 da PAF

Tradução e adaptação – E.M.Pinto

 

De acordo com o relatório de inteligência da Força Aérea Indiana (IAF) acessado pelo periódico indiano Zee News, a Força Aérea do Paquistão estuda a aquisição de novos 62 caças JF17 Block 3.

O JF-17 do Paquistão é um avião multimissão desenvolvido em conjunto pelo Complexo Aeronáutico do Paquistão e pela Chengdu Aircraft Corporation da China- CAC. O governo paquistanês está empenhado em introduzir a versão mais avançada da série JF-17 – o novo JF-17 Block-3 aumenta o seu poder de dissuasão frente a Força Aérea indiana sua rival regional.

https://www.youtube.com/watch?v=F54RElu5–o

De acordo com o relatório, o Paquistão já solicitou  à CAC a entrega de 13 JF-17 (Block 2) os quais serão entregues à Força Aérea do Paquistão (PAF) até julho de 2019. Outra encomenda prevê a entrega de duas aeronaves biplace  do modelo mais avançado até 2020. A Força Aérea do Paquistão planeja iniciar a operação de pelo menos 22 jatos JF-17 (Bloco 2) antes de 2020.

De acordo com relatórios de inteligência, o Paquistão e a China também estão desenvolvendo conjuntamente jatos JF-17 (Block-3), uma aeronave de combate de quarta geração. A Força Aérea do Paquistão espera que as novas variantes do JF-17 (Block-3) sejam entregues a partir de 2020. Esta versão mais poderosa do que a série JF-17 atual poderá equipar a PAF com cerca 28 novos modelos (Bloco 3) até 2022.

Arte conceitual da aeronave JF-17 Block 3 meramente ilustrativa

De acordo com o relatório de inteligência, dois jatos JF-17 (Block-3) seriam entregues pela Chengdu Aircraft Corporation,  e os 26 remanescentes serão fabricados no Paquistão.

O JF-17 (Block-3) tem um recurso de aviônicos, como monitor de capacete e sistema de visão (HMD), um novo display multifuncional de painel único, um radar ativo de varredura eletrônica (AESA) emparelhado com um sistema de busca e rastreamento de infravermelho. O JF-17 (Block-3) terá cockpit com um stick de controle de vôo na lateral e uma opção de cockpit de dois lugares com velocidade máxima de Mach 2.

Atualmente a Força Aérea da Índia (IAF) possui cerca de 1700 aeronaves, enquanto o Paquistão tem 890 e a China tem 3 mil. Em tal situação, a Índia pode ter que enfrentar enormes desafios com o Paquistão e a China alinhados em caso de um conflito.

Fonte: Zeenews.india.com

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Economia Geopolítica Traduções-Plano Brasil

OS PRINCIPAIS RISCOS DO EURASIA GROUP PARA 2019

 

  Ian Bremmer e Cliff Kupchan revelam os dez principais riscos para 2019. 

Autor- Ian e Cliff

Fonte: Eurasia Group

Esta é a previsão anual do Grupo Eurasia sobre os riscos políticos que provavelmente acontecerão ao longo do ano. O relatório deste ano foi publicado em 7 de janeiro de 2019.  Em resumo disponibilizamos os principais tópicos levantados pelo relatório, para ler o conteúdo completo em inglês, Clique aqui para ler o relatório completo Top_Risks_2019_Report.

Segundo o relatório:

O ambiente geopolítico é o mais perigoso das últimas décadas … Os mercados estão cada vez mais voláteis, mas resilientes, apresentando progresso e saltos para trás. O que há errado neste cenário? 

Nada ainda. Os ciclos geopolíticos são lentos. Demoram muito tempo para construir uma ordem geopolítica; os governos mudam de rumo através do funcionamento de instituições complexas, políticas de coalizão, ciclos eleitorais, freios e contrapesos. Instituições multilaterais levam décadas para construir e ganham ímpeto lentamente. Normas e valores precisam se desenvolver, ser aceitos e moldarem instituições e a sociedades ao longo do tempo. Uma vez no lugar, eles são pegajosos. E assim, salvo a má sorte (leia-se: uma crise repentina e imprevista), levam anos, até décadas, para derrubar uma ordem geopolítica. Esse processo de erosão está em andamento em todo o mundo hoje.
Claro, 2019 pode vir a ser o ano em que o mundo desmorona. Os riscos  criados por maus atores infligindo danos que, em seguida, criam um ciclo de crescimento são maiores do que foram em qualquer momento desde o lançamos o Eurasia Group em 1998. Um ciberataque russo fica fora de controle. O Irã e a Arábia Saudita (ou Israel) desencadeiam uma guerra no Oriente Médio. Os chineses e os americanos entram em uma guerra comercial que causa de uma recessão profunda, culpam uns aos outros e retaliações se espalham pelo espaço cinético. Existem outros riscos de escala similar. Mas, por enquanto, todos esses eventos permanecem de baixa probabilidade.
Mais provavelmente, e apesar das manchetes cada vez mais preocupantes, 2019 está prestes a ser um ano razoavelmente bom. Mesmo, ousamos dizê-lo, não um ano particularmente politicamente arriscado. Mas estamos nos preparando para problemas no caminho. Grandes problemas. E esse é o nosso maior risco.
 

  1. MAS SEMENTE

Os perigos geopolíticos que tomam forma ao redor do mundo darão frutos nos próximos anos.

  1. EUA-CHINA

Algo fundamental foi rompido na relação entre Washington e Pequim que não pode ser restabelecida, independentemente do que acontece com seus laços econômicos.

  1. LUVAS CIBERNÉTICAS DESLIGADAS

Os hackers se tornaram mais sofisticados, as sociedades tornaram-se altamente dependentes dos serviços digitais e os esforços para chegar a um acordo sobre as regras básicas do conflito cibernético não chegaram a lugar nenhum.

  1. POPULISMO EUROPEU

2019 mostrará que os populistas e os movimentos de protesto estão mais fortes do que nunca.

  1. OS EUA EM CASA

Enquanto as probabilidades de que Trump sofra impeachment e seja afastado do cargo permaneçam extremamente baixas, a volatilidade política será excepcionalmente alta.

  1. INOVAÇÃO INVERNO

Estamos caminhando para um inverno de inovação global – uma redução impulsionada politicamente no capital financeiro e humano disponível para impulsionar a próxima geração de tecnologias emergentes.

  1. COALIZAÇÃO DO DESWILLING

A ordem global liderada pelos EUA tem estado em erosão há algumas décadas, mas agora estamos vendo as fileiras crescentes de uma coalizão de líderes mundiais pouco dispostos a defender a ordem liberal global, com alguns até inclinados a derrubá-la.

  1. MÉXICO

O novo presidente do país, Andres Manuel López Obrador, inicia seu mandato com um grau de poder e controle sobre o sistema político não visto no México desde o início dos anos 90 e os fatores de risco domésticos são grandes.

  1. UCRÂNIA

O confronto de novembro no estreito de Kerch foi uma prova das tensões que se aproximavam. Putin continua a ver a Ucrânia como vital para a esfera de influência da Rússia.

  1. NIGÉRIA

A Nigéria enfrenta sua eleição mais disputada desde a transição para a democracia em 1999.

* BREXIT

Por que o asterisco? Porque três anos após a votação, quase todos os resultados do Brexit continuam possíveis.

RED HERRINGS

O novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, pode ser nacionalista, mas as instituições do país não permitirão qualquer centralização perigosa do poder. O príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman fez muitos inimigos, mas nem ele nem o reino enfrentam sérios riscos em 2019. A necessidade do Irã de suportar as sanções dos EUA protegendo as relações com a Europa limitará sua agressividade. A suspeita e a concorrência restringirão a cooperação da Rússia e da China.

CONCLUSÃO

Já se passaram 21 anos desde que começamos o Eurasia Group e passamos juntos pela nossa participação nas mudanças globais. Tomando um momento para olhar para trás, lembramo-nos de nosso começo modesto, pessoalmente e como organização, e de quanto é um privilégio ter seu apoio.

Obrigado por fazer parte da nossa comunidade. Agradecemos e desejamos a você apenas o melhor para 2019.

 

Clique aqui para ler o relatório completo Top_Risks_2019_Report

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Segundo televisão chinesa a Marinha Russa interessada em sistemas militares chineses

E.M.Pinto

Numa edição especial sobre a Army-2018, a TV chinesa  “Phoenix” informou que a Rússia estuda comprar navios de guerra de projeto e produção Chinesas, a informação teria vazado no último fórum técnico-militar “Army-2018”. No setor chinês da feira, uma movimentação grande de oficiais russos e representantes dos setores diplomático e político do país chamaram a atenção. O estande Chinês, exibia um modelo de uma nova fragata e de um navio LHD semelhante à classe francesa “Mistral” do qual a Rússia havia encomendado, mas que devido às sanções não lhes foram entregues.

Neste exato momento em que as relações da Rússia com o Ocidente sofrem agravamentos devido às sanções, Moscou está se voltando para o Oriente, e Pequim está lançando novos navios.

Segundo o Phoenix o evento em questão ocorreu no dia 21 de agosto na cerimônia de abertura do fórum técnico militar internacional “Army-2018”, organizado pelo Ministério da Defesa da RússiaMoscow Kubinka no qual os chineses exibiram as mais novas armas e equipamento militares do seu inventário, dentre eles, veículos VT-4 e VT-5, de 155 mm sistemas de artilharia PLZ-52, mísseis anticarro HJ-12 dentre outros.Ao todo mais de 10 corporações chinesas estiveram no evento.

Fragata Type 54AE

O murmúrio ocorreu no estande da empresa chinesa que exibiu o modelo de exportação da fragata Type 054A, chamada Type 054AE, bem como modelos de um navio de assalto anfíbio e deum navio destinado a áreas costeiras.

O Phoenix chama a atenção para o modelo de exportação da fragata 054AE, onde a letra E no final, por assim dizer, sugere que este modelo foi modificado especificamente para a Rússia (“Rússia” em chinês começa em E-óluósī – ed.). Ap participar dos exercícios russo-chinês “Marine interaction-2017” a fragata Type 054A provou suas capacidades e atraiu a atenção do lado russo com a sua excelente aparência e funcionalidade avançada. De acordo com especialistas militares russos, a frota precisa urgentemente de modernização e a fragata Type 054A pode salvar a situação.

LHD Type 75E e ou Type 71?

O modelo de exportação do navio de assalto com deslocamento superior à 25 mil toneladas do qual a China já projetou e produziu 6 navios de desembarque de doca LPD Type 71  Yuzhao, não esteve presente na feira, mais foi muito solicitado. Estes navios oceânicos multipropósitos  despertaram o interesse dos oficias russos e suscitaram a discussão quanto as necessidades vigentes da Marinha russa.

Outro navio que mantém uma reminiscência do francês “Mistral” são os LHD (Type75?). É de conhecimento que, devido à deterioração das relações entre a Rússia e os Estados Unidos, a França não enviou os Mistral revendendo-os ao Egito. Embora 50 % do casco dos dois navios tenham sido construídos em solo russo, a Rússia há muito tempo perdeu a capacidade de produzir navios de grande porte e até agora não teve oportunidade de fornecer à sua frota esses navios por conta própria. Segundo relatos da Phoeinix, a China planeja produzir quatro embarcações de assalto Type 075, deslocamento de 40 mil toneladas. O Modelo de navio esteve presente na feira (foto superior) e levantou muitos questionamentos uma vez que foi muito vistado pelos representantes russos.

Sistemas de Infravermelho

O interesse real russo reside nos  termógrafos infravermelhos multifuncionais, cuja exportação para a Rússia é a mais promissora. Mesmo antes do início da deterioração das relações com o Ocidente, a maioria dos dispositivos infravermelhos para equipamento militar foi comprada pela Rússia na França. Agora, o fornecimento de equipamentos de infravermelho é proibido.

A China assumiu completamente o desenvolvimento desta área e logo fez um avanço tecnológico nela, melhorando a qualidade dos dispositivos infravermelhos fabricados para equipamentos militares no nível ocidental. Assim, quase todos os dispositivos de infravermelho instalados nos carros de combate russos, helicópteros militares e veículos de reconhecimento foram fabricados na China e salvaram a situação após a proibição de suprimentos da França.

Outras possibilidades

De acordo com analistas, técnico-militar fórum “Army 2018”, o interesse na indústria naval possa estar associado aos motores navais, turbinas a gás e motores diesel elétricos além de baterias elétricas de alto desempenho.

Esta seria uma grande oportunidade para a Rússia se reunir com a tecnologia militar chinêsa que foi especialmente importante nas condições de sanções ocidentais e deterioração oportunidades para fornecer materialmente para o seu exército.

O objetivo das empresas chinesas, que apresentavam a fragata Type 054A, não foi segundo Phoenix a venda de navios ou equipamento de infravermelho no fórum, mas sim expandir a cooperação no campo da defesa com a Rússia, que caiu sob as sanções do Ocidente. O lado chinês está cheio de esperança de que a cooperação militar entre os dois países se torne bilateral e efetiva no futuro.

 

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Surge o 3ºporta-aviões chinês ?

Autor: Henri K.

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

O assunto já havia sido discutido pelo East Pendulum há quase dois anos no artigo intitulado ” O 3ᵉ porta-aviões chinês está em preparação “, publicado em 31 de julho de 2016, onde foram abordados elementos tão diversos quanto possíveis, mas todos convergiamo para a existência de um programa de porta-aviões CATOBAR (Catapult Assisted Take-Off But Arrested Recovery Chinesa, Decolagem Assistida por Catapulta e Recuperação por captura) – Isso vai desde a transformação da plataforma de estudo de compatibilidade eletromagnética em Wuhan até as instalações de projeto e teste de dois tipos diferentes de catapulta, incluindo o bloco experimental construído no estaleiro de Wuhan. Jiangnan Changxin sendo perto de Xangai.

Embora o trabalho de infraestrutura necessário para a construção de porta-aviões ainda esteja em andamento em Jiangnan , fotos recentes feitas por observadores de Xangai surpreenderam muitos observadores. E por uma boa razão, o primeiro grande bloco que parece pertencer ao porta-aviões chinês de número 3 que é agora claramente visível na Ilha Changxin.

O grande bloco que seria o porta-aviões chinês de 3ᵉ (Foto: 防务 汉 防务 – 菜 兵)

As primeiras análises indicam que seria um grande bloco de meia-nau, obviamente aquele que contém uma parte do hangar e o compartimento do maquinário.

O bloco em questão está atualmente estacionado na nova área de extensão do estaleiro. É 5,5 km² e inclui duas grandes instalações fechadas de fabricação e montagem, uma com 408 metros × 170 metros e outra com 289 metros × 170 metros, mas outras instalações ainda estão em construção. .

Este grande bloco, se na verdade pertence ao novo porta-aviões chinês, apareceu bem antes da conclusão do trabalho de transformação da doca seca em que o edifício será construído.

Agora entendemos melhor porque várias fontes próximas à marinha chinesa e ao setor naval na China haviam falado no final de maio do “progresso considerável” em torno deste programa, o que implicaria não apenas um, mas dois navios, se acreditarmos em certos rumores.

Durante a visita do CEO CSIC do Grupo Naval Chinês ao Escritório de Design No. 701, responsável pelo projeto de todos os porta-aviões chineses até agora, a imagem de computador de uma frota de três porta-aviões, incluindo um com três catapultas, foi exibido na parte de trás da sala de reunião. Pode-se ver aí uma comunicação institucional muito discreta por parte do industrial chinês sobre o assunto.

De acordo com nossa estimativa, colocando em espera de 3ᵉ porta-aviões chinês pode ter lugar em meados do próximo ano, possivelmente visando uma entrada de serviço para 2022-2023, um período em que o porta-aviões Liaoning poderia começar sua parada técnica e a sua embarcação irmã atualmente em construção no estaleiro em Dalian, deve se tornar totalmente operacional, com o grupo aéreo plenamente embarcado.

Além do momento exato de seu comissionamento, duas outras questões técnicas em torno deste novo porta-aviões chinês permanecem sem resposta hoje – A propulsão convencional como foi planejada? ou a embarcação será eventualmente equipada com propulsão nuclear que é tecnicamente viável para a China hoje?

E que tipo de catapulta, vapor ou eletromagnética, foi selecionada para equipar o navio, sabendo que duas linhas experimentais foram testadas por alguns anos no centro de treinamento das Forças Navais de Xincheng?

Principais marcos STOBAR Type 001
(16 Liaoning)
Dalian
STOBAR Type 002
Dalian
Type CATOBAR 003
Xangai
Projeto geral Concluído em 2007 Começou no início de 2012
Desenho técnico inicial Concluído em março de 2015 (?)
Revisão feita em julho de 2015
Desenho técnico detalhado Concluído em junho de 2008
Assinatura do contrato com o estaleiro De março de 2009
Projeto de processo industrial Concluído no 2º semestre de 2009
Corte das chapas 28 de agosto de 2013 29 de junho de 2017
(ou 1º de outubro de 2017)
Construção de seções Iniciado em janeiro de 2014 Final de 2017
Lançamento na Água 10 de março de 2015 Começo de 2019
Armamemntos Concluído no final de 2009
Flutuando 26 de abril de 2017 Antes de meados de 2020
Testes de Mar Iniciado no 2º semestre de 2010
Julgamento do mar Iniciado em 10 de agosto de 2011 Começou em 13 de maio de 2018
Admissão ao serviço ativo 25 de setembro de 2012 Prév: setembro de 2019 Por volta de 2022

 

Fonte: EastPendulum

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China apresenta embarcação rápida não tripulada capaz de atingir 148 km/h

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

Foi apresentado neste 2 de Julho na  4ª Exposição de Integração Militar e Civil da China em Pequim, um projeto de uma embarcação rápida não tripulada que tem atraído  grande interesse entre várias forças de segurança,  civis e militares.

Trata-se de um barco rápido de combate não tripulado para batalha marítima com velocidade máxima de 148 km/h. O barco pode ser usado para levantamento de recursos marinhos, patrulha, resgate, guarda e vigilância, com as vantagens de manutenção conveniente e longa vida operacional.

Sua cabine pode transportar passageiros e mercadorias e também ser instalada com metralhadora e pequeno lançador de mísseis.

Fonte: mil.huanqiu.com 

 

 

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Rumores sobre as características do LHD Type 075

Autor-Henri K.

Sugestão- Pedro Paulo Resende

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

 

As Imagens de CG não oficiais foram feitas por um amador chinês (Imagens: baoxiuyuan)

“São 36000 toneladas de deslocamento, capacidade de transporte de 28 helicópteros, motorização à diesel com 16 PC2-6B de 9000 kW, Quatro sistemas de defesa de ponto CIWS, dois sistemas de defesa HQ-10 e dois M / PJ-11 … Aqui está  quase Tudo o que sabemos do Type 075 LHD até o momento …”

Foi há um mês, várias fontes independentes na China disseram quase ao mesmo tempo, uma após a outra, que a construção do navio líder no Estaleiro Hudong-Zhonghua fez progressos “consideráveis”, sabendo que corte da primeirachapa remonta ao início de 2017.

Isso significa que, seis anos após o lançamento oficial do projeto, finalmente veremos os primeiros blocos do Type 075 em Xangai? Provavelmente.

Digite 075

Seja para potenciais zonas de conflito, como Taiwan ou o Mar do Sul da China, que exigem uma capacidade anfíbia completa, incluindo “verticalmente”, ou para qualquer intervenção rápida de apoio terrestre ao longo da Rota da Seda marítimo, ter uma ferramenta anfíbia adequada parece então coerente e crucial para a marinha chinesa e isso antes de 2025.Digite 075

Portanto, não é surpreendente que pelo menos duas fontes tenham mencionado recentemente um pedido firme para três navios, além de dois outros cascos opcionais.

As características mais detalhadas do Type 075 também vazaram, pelo menos na forma de elementos informais. Nós aprendemos que o navio teria pouco menos de 250 metros de comprimento e 33 metros de boca.

Digite 075O tamanho de seu convés de vôo contínuo permanece desconhecido, mas haveria seis decks para decolagem de helicópteros. E, diferentemente da classe Wasp da Marinha dos EUA ou do porta-aviões japonês Izumo, a Marinha chinesa não planejava operar aeronaves Yak-144 ou F-35B VSTOL em seu futuro. navio de assalto anfíbio, embora um projeto de desenvolvimento de motores relacionados a estas aeronaves esteja atualmente em andamento em Sichuan.

Não está claro no momento porque a marinha chinesa reduziu voluntariamente o deslocamento do Tipo 075 em um quarto, quando foi planejado eel deslocaria cerca de 40000 toneladas. De qualquer forma, manterá um write-off seguindo o exemplo do Type 071, uma classe de LPD chineses que deslocam mais de 20.000 toneladas com o sexto navio atualmente em construção no mesmo estaleiro Hudong-Zhonghua, onde pelo menos dois hovercraft Type 726A . O navio também incluiria um nível para armazenar helicópteros e dois (??) níveis para veículos anfíbios.

Type 075
(China)
Classe Wasp
(EUA)
Classe Mistral
(França)

Classe de Izumo
(Japão)

Comprimento / m

<250 257 199

248

Largura /m

33 32 32

38

Deslocamento / ton

31500  (padrão)
36000  (dependente)
41000 (dependente) 21300 (dependente)

27000 (dependente)

Propulsão

CODAD (5) turbina CODAD

COGAG

Deck para helicópteros 6 6 5

Elevadores

2 + 1 2 2

2

Capacidade do Hangar

28 16

28 (Aeronaves +)

Um ex-oficial técnico naval chinês também falou sobre o sistema de combate da série ZKT, que é diferente da série ZKJ usada pela maioria das fragatas e destróieres chinesas, como o Type 071, que é equipado com o Comando H / ZKT-1B. O Tipo 075 também incorporará sistemas de comando de frota e operações anfíbias, mas não terá equipamentos de apoio anti-navio ou de ataque ao solo.

Além dos sistemas de autodefesa de ponto, como os sistemas HQ-10  e CIWS e dois H / PJ-11 CIWS, que já equipam os principais navios de combate chineses, o LHD chinês só terá sistemas como o Type 726 para a parte de controle eletrônico e o Tupe 562 para controle de torpedo, armas antiaéreas padrão como H / HQ-9 e HQ-16 não estão planejadas.

O TYpe 075 dependerá, portanto, inteiramente de seus navios de escolta para garantir sua própria proteção antiaérea, anti-navio e anti-submarino, para isso os links de dados serão instalados… Teremos a oportunidade de voltar aos diferentes tópicos em torno do Tipo 075 até o final do ano.

Fonte: East Pendulum

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Em 2049 - China será a primeira potência mundial

Cel Swami de Holanda Fontes

Nas últimas décadas, o mundo testemunhou a evolução, na China, de um estado pouco conhecido no mundo ocidental para um dos principais membros do sistema internacional. Com crescente poder nacional e influência externa em expansão, a China define o seu interesse nacional ao defender amplamente uma estratégia para promover o desenvolvimento comum, em vez de apenas criar um ambiente favorável ao seu próprio progresso.

No campo econômico, a China é hoje a segunda maior economia e a maior parceira comercial do resto do mundo. O rápido crescimento econômico transformou o país num importante importador mundial de recursos naturais e grande investidor em setores avançados das economias desenvolvidas. É por isso que, do ponto de vista internacional, a China é um ator central em quase todas as grandes questões econômicas e da política contemporânea.

O fim da “Grande Revolução Cultural” ocorreu em outubro de 1976, começando uma nova era na história da China. Foi sob a liderança de Deng Xiaoping, que o país empreendeu as reformas econômicas de liberalização da economia socialista que permitiram alcançar índices de crescimento econômico impressionantes.

Em 1979, a China começou a implementar a política de reforma e abertura, buscando a inovação e a modernização. Deng Xiaoping estabeleceu o objetivo de construir uma “sociedade moderadamente próspera” durante a modernização do país.

Em setembro de 1982, o XII Congresso Nacional do Partido Comunista da China (PCC) elevou a meta de quadruplicar o valor da produção industrial e agrícola do país no período de 20 anos, entre 1981 e o final do século, e de melhorar as condições de vida das pessoas para atingir o nível de uma sociedade moderadamente próspera.

Em outubro de 1987, o XIII Congresso Nacional do partido definiu as disposições da estratégia de modernização. A conferência delineou uma estratégia de desenvolvimento econômico “em três etapas”: primeira, dobrar o produto interno bruto (PIB) do ano de 1980, para resolver o problema da alimentação e do vestuário; segunda, quadruplicar o PIB de 1980, até o final do século, para alcançar um padrão de vida relativamente bom; e terceira, completar a modernização da nação, elevando o PIB per capita ao nível dos países de desenvolvimento intermediário e melhorar as condições de vida da população.

Em 1992, o XIV Congresso Nacional do partido declarou que o objetivo da reestruturação econômica da China era o estabelecimento de um sistema socialista de economia de mercado.

O objetivo do XV Congresso Nacional do partido, de 1997, consistiu em mobilizar as pessoas para se unirem, a fim de promover a construção do socialismo com características chinesas para o século XXI.

O XVI Congresso Nacional do partido reforçou a ideia de que o país deveria se concentrar em acompanhar os tempos, construir uma sociedade próspera, acelerar a modernização socialista e trabalhar arduamente para criar uma nova situação na construção do socialismo com características chinesas.

Em outubro de 2007, ocorreu o XVII Congresso Nacional. Embora preocupado com a necessidade de alcançar um desenvolvimento equilibrado, o partido manteve o crescimento econômico uma prioridade, anunciando como meta para 2020, a quadruplicação do PIB per capita (a meta anterior era quadruplicar o PIB total).

Em 2012, houve o XVIII Congresso Nacional do partido. Em questões econômicas, a China colocou como objetivo manter um crescimento saudável e continuado, a fim de cumprir a meta de dobrar o Produto Interno Bruto e a renda per capita em 2020, com base nos dados de 2010. Ainda, estipulou refinar e aprofundar a reforma do sistema de mercado econômico e acelerar a mudança do modo de desenvolvimento econômico e reestruturação econômica, ampliando ainda mais a abertura para o exterior.

A estratégia e os objetivos que foram discutidos nos Congressos foram um sucesso. A economia da China mostrou um crescimento constante, conforme demonstram os seus indicadores econômicos.

O plano Made in China 2025 é a nova estratégia que o governo chinês se propôs a seguir para impulsionar e reestruturar sua indústria, de modo a passar de uma era de quantidade para uma nova era de qualidade e eficiência na produção. Com este plano, a China pretende ser líder em tecnologia em escala internacional, à frente de potências como a Alemanha, os Estados Unidos e o Japão.

O plano Made in China 2025 é um programa de modernização que mostra alguns resultados impressionantes; por exemplo, em junho de 2016, a fabricante de smartphones Xiaomi instalou uma fábrica no interior de São Paulo para atender à demanda brasileira. Contudo, o plano em tela faz parte de uma estratégia ainda mais ambiciosa, cujo horizonte temporal é 2049.

A iniciativa chinesa de “Uma Faixa, Uma Rota” surgiu de um discurso do Presidente Xi Jinping, proferido na Universidade Nazarbayev, no Cazaquistão, em setembro de 2013, no qual ele pediu a união de esforços para construir em conjunto uma “Faixa Econômica da Rota da Seda “, em referência à melhoria das infra-estruturas de conectividade ao longo do corredor eurasiano e, em particular, na Ásia Central. Pouco tempo depois, em outubro daquele ano, e em outro discurso, desta vez no parlamento indonésio, surgiu a “Rota Marítima da Seda do Século XX”, em referência às rotas de navegação entre a China, o Sudeste Asiático e o Oceano Índico, atingindo a África Oriental.

As estratégias adotadas, observadas em vários congressos do Partido Comunista, foram postas em prática nos últimos 35 anos.

A determinação da China e a natureza aberta do sistema internacional também permitiram o seu desenvolvimento; hoje o país não é apenas a segunda maior economia do mundo, mas também a maior reserva de moeda estrangeira e o destino de muitas empresas estrangeiras, a maioria deles do mundo desenvolvido. Nesse sentido, a China atual tem fortes laços econômicos com os diferentes países do mundo.

Em pouco tempo, a China será um Estado com posição dominante ou predominante no sistema internacional e com capacidade e meios para influenciar eventos e projetos de poder em escala global.

Seu objetivo de ser a primeira potência mundial no dia 1º de outubro de 2049 (data que comemorará 100 anos da proclamação da República Popular da China por Mao Tsé-Tung) será alcançado, fruto de um uma estratégia coerente e de uma política muito bem definida.

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Geopolítica não é Fla-Flu e nem lugar pra fanboy

Autor- De leon Petta para o Plano Brasil

Uma das coisas mais comuns de ver nos comentários em notícias, matérias de blogs ou vídeos no youtube que tratam de geopolítica ou assuntos militares é o comportamento obcecado do público. Que na maior parte das vezes acham que o mundo é um grande DC versus Marvel ou um Fla-Flu irritante.

O que não é de se estranhar tendo em vista que mesmo na academia, já que até os “especialistas” frequentemente também se comportam assim, de maneira pouco crítica ou cientifica. De forma geral, ou o pessoal é antiamericano, enxergando um imperialismo decadente, ou são antirussos vendo na Rússia um comunismo falido (sim, ainda tem gente que acha que a Rússia é comunista), ou uma China produtora de porcarias xing ling de baixa qualidade e com os dias contados.

A coisa é muito mais complexa e por isso não se trata de torcer para esse ou aquele país, mas quando falamos em Geopolítica global, sinto informar mas o futuro do mundo (ao menos em um médio prazo) será repartido entre Washington, Beijing e Moscou. Cada um com suas limitações e vantagens.

Quando falamos em decadência dos Estados Unidos, por exemplo, há um exagero forte que esquece algo muito importante, a Geografia Norte-Americana. Os Estados Unidos de fato cada vez mais enxergam “bolhas” de poder regionais capazes de desafia-los localmente, mas em termos globais são e serão ainda por muitas décadas uma Superpotência. E por pior que fosse a situação dos Estados Unidos (que não é tão ruim assim), ainda levariam muitas décadas para se perder aquilo que construíram pacientemente ao longo de tantos anos. Além disso, por mais que hajam críticas políticas e embates econômicos, na hora do “vamos ver” eles ainda contam com uma vasta quantidade de aliados em todas as partes do mundo. Aliados que não só estão dispostos a ajuda-los militarmente, mas que também precisam de um Estados Unidos aliado para manter um mínimo de soberania territorial diante de algum rival histórico vizinho. Por exemplo, o caso da Polônia diante da Rússia ou de uma Filipinas diante de uma China.

E isso sem nem entrar nos detalhes assimétricos, como terrorismo e crime organizado, que ameaçam a estrutura de poder estatal em vários países que só se mantém no controle por causa da presença dos Estados Unidos. A geografia dos Estados Unidos, colocando os fisicamente isolados no mundo mas ao mesmo tempo dando acesso aos dois principais oceanos, o Atlântico e o Pacífico, evitam um desgaste excessivo por parte da aura dos Estados Unidos e mais importante ainda, garante ao povo norte-americano o direito de poder escolher seus inimigos.

O caso Russo por outro lado é curioso. Já que desde o fim da União Soviética especialistas apontam de 5 em 5 anos a “inevitável decadência” da Federação Russa, mas lá está ela. Curiosamente muitos especialistas que profetizavam o seu fim, mais recentemente acusam dela de ter uma supercapacidade de interferir em quase todos os processos eleitorais do mundo. Não se decidem, afinal, se a Rússia estaria em decadência ou se são uma superforça capaz de interferir em outros países, inclusive naquele apontado como o maior símbolo de Democracia do mundo, os Estados Unidos.

Desgostos e bipolaridades à parte, a Rússia por mais que não tenha uma projeção global ainda tem uma excelente capacidade regional. Possui um dos exércitos mais numerosos, mais bem equipados, com tradição e coesão, vastos arsenais balísticos e nucleares, mas acima de tudo muita experiência de combate e inteligência. Tanto em experiências herdadas da União Soviética como também aprendidas em confrontos mais recentes na Síria e Leste da Ucrânia. Aliás, no quesito Guerra Hibrida (que será o modelo de guerras no futuro), a Rússia está na vanguarda.

A Geografia Russa por sua vez é dramática, custando para a administração russa um grande quantidade de energia para poder manter a coesão nacional além de uma permanente vigilância sobre seus vizinhos.

A China, por sua vez, longe do que o grande público acredita não é só produtora de produtos porcarias de baixa qualidade. Hoje ela domina a cadeia de produção inteira, produzindo produto barato de baixa qualidade, de média qualidade, de alta qualidade, de luxo e de altíssima tecnologia de ponta. Passaram por radicais modernizações em suas estruturas militares para poder competir com os vizinhos mais avançados. Além de ser hoje dona do maior efetivo militar, terceiro maior frota aérea e naval, além de grandes quantidades de armas nucleares e mísseis balísticos bons.

E conforme sua energia cresce, mais ela consome. Uma economia gigantesca requer também gastos gigantescos, daí sua projeção regional sobre o Sudeste Asiático. Algo que não deve ser subestimado ou visto como “Tigre de papel”, como alguns especialistas rancorosos apontam. Mas uma projeção de forças real, permanente e que sim, regionalmente e no “mano a mano”, poderia bloquear militarmente os Estados Unidos e infringir uma derrota a poderosa Marinha Norte-americana. Algo contudo, que por hora será muito remoto tendo em vista que ainda não há necessidade e nem mesmo disposição.

O que pesa agora contra a china são dois fatores. Primeiro, em contraste com as forças militares americanas e russas, seus soldados e oficiais não são experientes e segundo, ao olhar o mapa os chineses se veem cercados de inimigos (ou pelo menos potenciais inimigos), que formam uma vasta  rede de posições hostis a partir da Índia, na sua fronteira Sudoeste, indo para o Sudeste Asiático, sua fronteira sul e sudeste, chegando no Leste da Ásia com Japão e Coreia do Sul, sua fronteira leste e nordeste.

Por outro lado, suas fronteiras no Oeste e Norte que historicamente sempre serviram de ponte de invasões de “bárbaros” hoje em dia estão seguras. Dando aos estrategistas chineses descanso o suficiente para se concentrar na área que por hora é prioritária, o Sudeste Asiático.

Em resumo, a pauta desses três países é papo de potência e apenas eles três possuem poder suficiente para unilateralmente poder direcionar o futuro do planeta. Ainda que hajam outros países com significante poder e disposição, como Japão, Irã, Índia, França ou Inglaterra, esses demais ainda estão condicionados a atuarem em parceria com alguma dessas três principais forças do mundo hoje, Estados Unidos, China e Rússia. Ou seja, o arranjo de poder global será repartido por esses três países. Qualquer afirmação de decadência de algum desses três agora ou no curto prazo será especulação.

Sobre o Autor:

De Leon é Autor associado ao Plano Brasil e Professor das Faculdades Integradas Rio Branco. Doutor em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo. Com estágio sanduíche na Virginia Commonwealth University (Estados Unidos) e University of Hong Kong (China). Tem experiência na área de Geopolítica e Crime Organizado. 

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AVIC provoca os &quot;concorrentes&quot; com primeira impressão do seu novo bombardeiro Furtivo

E.M.Pinto- Adaptado do original popular Science

Segundo o Popular Scienece  o  conglomerado chinês AVIC, provocou os seus “concorrentes” em todo o mundo com o primeiro vislumbre oficial do primeiro bombardeiro furtivo do país.

A prévia aconteceu no final de um vídeo de oito minutos, feito para celebrar o 60º aniversário da Xian Aircraft Corporation (XAC) em 8 de maio de 2018. A aeronave gigante de asa voadora aparece envolta em lona dentro de um hangar de alta tecnologia.

A semelhança visual com o anúncio de 2015 do Super Bowl de Northrup Grumman exibindo o bombardeiro stealth B-21 Raider é presumivelmente intencional. É provável que se trate de uma campanha muito audaciosa da AVIC para proclamar que chegou, rapidamente nos calcanhares americanos, atingindo ao clube exclusivo dos bombardeiros estratégicos.

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=GvzQBmKVxNM[/embedyt]

Tendo em mente que a imagem do vídeo poderia ser um teatro puro e ter pouca ou nenhuma semelhança com o verdadeiro bombardeiro, a aeronave parece ser uma grande asa voadora, otimizada para furtividade.

 Uma inclinação na extremidade dianteira da asa sugere que o bombardeiro, provisoriamente identificado como “H-20”, pode utilizar um projeto de asa em manivela, no qual as bordas externas das asas têm menos varredura do que a fuselagem misturada, semelhante ao X-47B UAS. A fuselagem se projeta proeminentemente e espera-se que ela mantenha o cockpit e as entradas de ar para os motores.

As autoridades chinesas  já declararam a sua necessidade por um bombardeiro estratégico que possa, no mínimo, atacar o Havaí e outros alvos no Pacífico médio.

A disposição da China de promover a sua próxima geração de bombardeiros furtivos nos meios de comunicação públicos faz parte de uma tendência mais ampla na promoção de novas plataformas chinesas, como caças furtivos J-20 e porta-aviões, como parte do poder crescente da China. Enquanto o novo avião é coberto em tela, ele pretende ser uma mensagem clara para o público doméstico e internacional.

Fonte: Ciência Popular “China brinca com seu novo bombardeiro stealth”