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Aviação Destaques Traduções-Plano Brasil

Como pode o SU-57 custar menos que um SU-35?

 

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

A mensagem de que o VKS Receberá 76 caças Su-57 até 2028 chamou a atenção de especialistas militares estrangeiros. Eles ficaram surpresos com o custo relativamente baixo da aeronave de quinta geração uma vez que o contrato é estimado em US$ 2,6 bilhões.

O Su-57 de última geração revelou-se muito mais barato não apenas para as aeronaves americanas da quinta geração como o F-22 e F-35, mas também para o caça russo Su-35 da geração 4 ++. Como exemplo, dados sobre o custo do Su-35 entregue à China em 2015 estimam que cada Su-35 custasse cerca de US$ 83,3 milhões.

 “A primeira explicação para o custo mais baixo do Su-57 é que ele provavelmente só diz respeito ao custo da produção dos aviões, sem levar em conta os custos da pesquisa e desenvolvimento a qual já foi adjucada  no programa de desenvolvimento e não aumentará se mais caças forem encomendados. “- disse a publicação Military Watch.

Em outras palavras, os custos de desenvolvimento não serão transferidos ao cliente, além disso, o contrato para o fornecimento de Su-35 para a China previa o fornecimento de equipamentos terrestres, motores sobressalentes e munição.

O segundo fator que contribui para reduzir os preços do Su-57 é que os aviões são projetados para as Forças Aeroespaciais Russas e a aeronave é exportada a preços mais altos.

Bem, outra circunstância que afeta a eficiência econômica do setor de defesa russo é que os custos de produção são medidos em dólares americanos. Com uma taxa de câmbio baixa do rublo em relação ao dólar, você pode comprar muito mais bens e serviços do que na Europa ou nos Estados Unidos. Esta circunstância leva a uma redução significativa nos custos de produção.

“Esse é um dos principais fatores que permitem à tecnologia russa competir com sucesso com a tecnologia ocidental em termos de preços”, disse a publicação.

Pelos valores cada SU-57 estaria custando apenas US$35 milhões, o que é um valor muito abaixo do esperado.

Fonte: Military Watch

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Aviação Defesa Traduções-Plano Brasil

China desenvolverá uma nova família de jatos de combate baseada no J-20

Tradução e adaptação: E.M.Pinto
De acordo com o China Dail, a China continuará a melhorar e atualizar o seu jato de combate J-20 em busca de novas capacidades do que simplesmente penetrar nas redes de defesas aéreas dos  inimigos.

Yang Wei, vice-diretor de ciência e tecnologia da Aviation Industry Corp da China e um acadêmico da Academia Chinesa de Ciências, disse ao China Daily em uma entrevista exclusiva que designers desenvolverão variantes do J-20e abrirão pesquisas para o seu sucessor – um avião de combate de sexta geração.

“Nós não somos complacentes com o que conseguimos. Vamos desenvolver o J-20 em uma grande família e continuar fortalecendo seu processamento de informações e inteligência artificial. Ao mesmo tempo, pensamos em nosso avião de combate de próxima geração para atender aos requisitos futuros do país “, disse Yang.

Wei fez as observações à margem da primeira sessão em curso do 13º Congresso Nacional do Povo em Pequim. Ele é um deputado na legislatura superior do país.

“No passado, tivemos que seguir os caminhos dos outros quando se tratava de projetar aeronaves militares porque nossas capacidades de pesquisa e desenvolvimento eram primitivas nesse sentido, mas agora nos tornamos capazes de projetar e fazer o que queremos”,disse ele. .

Wei disse que o J-20 é o melhor caça da China, então seria usado nos momentos mais cruciais durante uma guerra.

“É claro que ele será encarregado de penetrar nas redes de defesa aérea, mas essa não será a sua única missão. Definitivamente tem múltiplas funções. Como usaremos depende da sua escala de produção e implantação”, disse Yang.

O J-20, o primeiro avião de combate de quinta geração da China, que fez o seu primeiro vôo em janeiro de 2011 e foi apresentado ao público em novembro de 2016. Foi o terceiro desses aviões de combate secreto a entrar no serviço, depois do F-22 Raptor e F-35 Lightning II.

Recentemete o caça foi enviado para participar de uma série de exercícios de combate com outros aviões de combate avançados na Força Aérea e praticou manobras de combate aéreo além de alcance visual.  O jato tem a responsabilidade importante de abrir caminho para outras aeronaves em uma batalha aérea, disse Zhang Hao, chefe de um centro de testes de vôo da Força Aérea que implantou o jato.

Além do J-20, a AVIC está testando o FC-31, outro avião de combate de quinta geração e quer usá-lo para explorar o mercado internacional de aviões de combate avançados. A Força Aérea do Exército de Libertação do Povo (PLAAF) deixou claro que não permitirá as exportações do J-20.


Fonte: China Daily

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas Traduções-Plano Brasil

Reino Unido e Arábia Saudita assinam o memorando de intenções para 48 Typhoon adicionais

   

Por Nathan Gain

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

O governo do Reino Unido assinou um Memorando de Intenções há muito aguardado com o Reino da Arábia Saudita para tentar finalizar as discussões sobre a compra de 48 jatos da Eurofighter Typhoon.

“Este é um passo positivo para concordar com um contrato para o nosso valioso parceiro… Estamos empenhados em apoiar o Reino Saudita à medida que moderniza as suas Forças Armadas  e desenvolve as principais capacidades industriais críticas para a entrega do programa Visão 2030″, confirmou em um comunicado, Charles Woodburn, diretor executivo da BAE Systems.

Este memorando ainda exigiu os detalhes, mas as coisas estão bem para a BAE Systems, que está registrando outro sucesso no Oriente Médio apenas alguns meses depois que o Qatar assinou um contrato para 24 Typhoon em dezembro de 2017.

Este grande anúncio ocorre quando a visita do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman a Londres no dia de 09 de Março, na qual a visita se voltou para defesa e segurança, quando então conheceu o ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson.

A Arábia Saudita assinou em 2007  um acordo de US $ 41 bilhões com a BAE Systems para o qual foram adquirido os 72 caças  Typhoon  Tranche 2, com entregas finalizadas em 2017. A Arábia Saudita, então, recebeu a entrega de 48 monoplaces e 24 biplaces. Com este novo contrato o reino saudita amplia as capacidades de defesa do seu espaço aéreo.

Fonte: Air Recognition

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Aviação Defesa Anti Aérea Traduções-Plano Brasil

As primeiras “batalhas” do J-20

Tradução e adaptação: ARC- Plano Brasil.


A Força Aérea chinesa anunciou oficialmente a entrada em operação do caça de quinta geração J-20 e muitos estão se perguntando se outras aeronaves da Força Aérea chinesa já tiveram a oportunidade de testar o que o J-20 tem “na barriga”.

De acordo com as entrevistas públicas de pilotos do J-20 em diversos canais chineses, e dos pilotos do caça J-11B , a resposta parece ser bastante clara, a aeronave é a última joia do exército chinês e realmente “conheceu” o outros caças da linha de frente, durante os vários exercícios aéreos em 2017 (se não antes). Não é, no entanto, surpreendente que nenhum resultado tenha sido comunicado publicamente, dada a natureza sensível e confidencial deste avião chinês.

Depois de ter atravessado várias versões e filtrado apenas fontes que parecem ter demonstrado sua credibilidade por alguns anos, o especialista em assuntos militares da China, Henry Kenhmann, relatou em seu site esboços destes exercícios nos quais foram empregados o J-20. Segundo o especialista, é possível desenhar o esboço dos cenários que teriam sido utilizados e ter os resultados obtidos pelo J-20 durante essas simulações de combate aéreo, embora, por enquanto, tudo isso ainda deve ser tomado com duvidoso, carecendo de relatos institucionais para confirmar ou negar.

J-20

Diante dos dados, foi considerado que o J-20 teria participado em pelo menos  dois tipos de cenários de combate. O primeiro para avaliar a capacidade da aeronave de conduzir o combate aéreo como uma caça de superioridade aérea, em face de adversários singulares ou reforçados pela multiplicação de meios no ar e com apoio terrestre.

Para isso, vários cenários teriam sido realizados, nos quais o J-20 sempre interveio em pares. Por exemplo, há o caso de dois J-20 em BVR contra um número desconhecido de J-10B e J-10C que foram apoiados por um AWACS KJ-500, no qual um dos dois J-20 teria conseguido abater o AWACS de surpresa, graças a sua furtividade e alcance do seu novo míssil ar-ar, enquanto o outro estava ocupado “entretendo” e perseguindo um aparelho que acompanhava a aeronave.

Um J-20 foi abatido por um dos J-10C com radar de varredura ativa (AESA), que foi capaz de localizar e bloquear o lutador furtivo por uma distância relativamente curta, dentro de 18 km, enquanto todos os J-10 versão A e B e metade dos J-10C teriam sido abatidos no exercício.

Outros casos foram mencionados, como a luta WVR entre dois J-20 e caças J-10B e J-10C, e estes últimos estavam em superioridade numérica, mas não é possível dar crédito a essa hipótese, nem mesmo relevar seus resultados, pelo menos por enquanto.

O último cenário consistiria em uma série de interceptadores J-10 (versão desconhecida), AWACS e aeronaves de guerra eletrônica (EW), bem como unidades de radar em terra e sistemas de defesa anti aérea de tipo S-300 (PMU1 ou PMU2).

Neste cenário, o J-20 forneceu apoio com seus sensores embarcados, em posição avançada, para guiar os mísseis ar-ar lançados pelos caças aliados, mas não se sabe ao certo quais caças foram utilizados junto ao J-20 neste cenário, acredita-se que tenha sido o J-16, e ambos tiveram como alvo outros caças e aviões de diversos AWACS.

Dois J-20 fotografados por um piloto J-16 (Imagem CCTV)

O cenário teria encerrado com uma grande perda de unidades terrestres e unidades anti aéreas do exército inimigo, e especialmente o alcance de alvos sensíveis pela aeronave OPFOR (aviação inimiga), um cenário que sugeriria a existência de um possível conflito entre China e Taiwan, onde este será apoiado por militares dos EUA com os caças F-22 e F-35, por exemplo. É necessário ressaltar que ainda não é conhecido como tal exercício simulou um caça 5G adversário, deixando diversas hipóteses na mesa, inclusive a utilização de outro(s) caça(s) J-20 como agressores.

É compreensível que toda uma base de defesa aérea chinesa, bem como as proteções da força aérea, tenham sido “eliminadas” em um confronto hipotético com os esquadrões de Taiwan e dos EUA neste cenário, o que explicaria a implantação dos primeiros J-20 operacionais no leste da China, enquanto os caças Su-35 foram alocados para uma base no sul.

Caças J-20 e J-16

 Resumo da ópera 

Se nesses rumores, as versões não sofrerem variações bruscas, é possível dizer que a introdução do J-20 dentro das forças aéreas chinesas geraram um “choque” e especialmente uma “desilusão”, que permitiu que os comandantes das unidades terrestres, aéreas e antiaéreas se conscientizassem da “dura realidade” que é o confronto com caças de última geração (4º na China, 5º nos EUA e na Rússia) além de gerar um sigilo quanto a efetividade e complexidade nas táticas contra esses dispositivos, que segundo os rumores, são “ineficazes” e “inoperantes”.

É necessário cautela com tais rumores, que apesar de terem uma aparente pauta realística, podem carregar sofismas, devemos esperar que outras fontes oficiais verifiquem essas afirmações. Uma coisa é certa, a Força Aérea chinesa ainda está iniciando suas operações com seu caça de quinta geração, e também está desenvolvendo e refinando suas doutrinas de emprego de uma aeronave furtiva como o J-20, e também vem desenvolvendo meios adequados para contrariar esse tipo de ameaça de forma concreta.

 

OBSERVAÇÃO: Os textos em negrito são acréscimos do autor deste texto, e não representa o texto original da matéria.

 

Fonte:Eastpendulum.com