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Fim de uma época: Marinha russa se despede dos maiores “tubarões” submarinos no mundo

Os cruzadores submarinos pesados do projeto 941 Akula (Tubarão, em russo) da Marinha da Rússia, cederam lugar aos porta-mísseis nucleares mais furtivos e eficientes de 4ª geração da classe Borei, considera o presidente do Movimento Russo de Apoio à Marinha, capitão-de-mar-e-guerra Mikhail Nenashev.

© Sputnik/ Aleksei Danichev

Mais cedo, uma fonte na indústria de construção naval comunicou à Sputnik que dois submarinos do projeto 941, isto é, Arkhangelsk e Severstal, seriam desmantelados pela empresa Rosatom depois de 2020. De acordo com o interlocutor da agência, sua futura exploração foi avaliada como não rentável, enquanto os próprios navios já foram retirados do serviço da Marinha do país.

“Hoje em dia há uma ordem tecnológica nova na indústria naval russa, na construção dos novos tipos de armas navais, [esta ordem] pressupõe, particularmente, a criação de sistemas de mísseis e torpedos eficazes para submarinos”, assegurou Nenashev nesta sexta-feira (19).

“Por isso, os projetos que hoje em dia estão em curso — Borei e outros — devido à sua eficácia e estado tecnológico são mais necessários para garantir a segurança nacional da Rússia do que os submarinos que precisam de uma modernização dispendiosa”, sublinhou.

Na opinião dele, “não é evidente que mesmo após a modernização o Akula tenha a mesma capacidade furtiva que o Borei”. O especialista adiantou que os submarinos novos, no que se refere a tecnologias “stealth” e potência, têm um nível de proteção e eficiência completamente novo.

“Em cada metro de espaço, nestes navios se pode instalar duas vezes mais equipamentos e armas que nos navios da geração anterior”, explicou.

Para Nenashev, os submarinos do projeto 941 “constituíram uma plataforma de treinamento fundamental para a preparação das tripulações dos novos projetos de submarinos”.

“Na época, a construção destes cruzadores submarinos foi o auge da indústria naval nacional. Nenhum país desenvolvido tinha um complexo militar-industrial capaz de alcançar este auge. Há mais de 40 anos, ao criar os submarinos gigantes, o nosso país demonstrou um nível altíssimo do ponto de vista científico, tecnológico e de engenharia”, continuou.

“Foi no cruzador modernizado deste projeto, Dmitry Donskoi, que se realizaram as provas dos novos mísseis intercontinentais Bulava, instalados depois nos navios do projeto Borei”, resumiu.

Os navios do projeto 941 são os maiores submarinos nucleares do mundo. O deslocamento total do navio é de 49,8 mil toneladas, seu comprimento é de 172 metros e a boca é de 23,3 metros. No total, foram construídos 6 desses cruzadores. O navio principal da classe, Dmitry Donskoi, entrou em serviço da Frota do Norte da Marinha da Rússia em 1981.

Fonte:  Sputnik

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Defesa Destaques Meios Navais Navios Rússia Sistemas de Armas

Dois dos três submarinos ‘Projeto 941 Akula’ (Typhoon, na designação da OTAN) serão desmontado

Rússia prevê desmontar dois dos três maiores submarinos do mundo do Projeto 941 Akula (Typhoon, na designação da OTAN), informou à Sputnik uma fonte da construção naval.

© AP Photo/ Dmitry Lovetsky

“Foi tomada a decisão de desmontar os submarinos Severstal e Arkhangelsk, já que seu uso posterior não seria rentável”, declarou a fonte, adicionando que a desmontagem está prevista para 2020.

Além disso, a fonte comunicou que os navios já estão fora de serviço.

A fonte indicou que o único submarino da classe Akula, que permanece em serviço da Marinha russa, é o Dmitry Donskoi que efetua manobras com o míssil balístico russo Bulava.

Na época da União Soviética foram construídos seis submarinos da classe Akula, que incluía os projetos 941 e 941UM.

Após a desintegração da URSS, a Marinha da Rússia incorporou três desses submarinos: Severstal, Arkhangelsk (projeto 941) e Dmitry Donskoi (941UM), adaptados para transportar mísseis estratégicos Bulava.

Os submarinos da classe Akula, com deslizamento máximo de 49.800 toneladas, 172 metros de comprimento e 23,3 metros de largura, são considerados os maiores do mundo.

Fonte: Sputnik

 

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa EDITORIAL Meios Navais Negócios e serviços Sistemas de Armas

INS define Boeing e Dassault como concorrentes finais para o programa de aquisição de 57 caças navais

Imagem – Aviatia.net

 

Autor:

E. M. Pinto – Plano Brasil 

 

A Marinha Indiana (INS) iniciou oficialmente as discussões com a Boeing Defense e a Dassault Aviation para o mais ambicioso programa da aviação naval da atualidade.

A INS lançará o requisito para  por 57 caças multifuncionais para os seus porta aviões. Em 2017 a INS recebeu a proposta de quatro construtores internacionais, entretanto, apenas a Boeing e a Dassault foram confirmadas e estão sendo consideradas. Aparentemente, foram excluídas da lista a SAAB defence que apresentava a proposta do Sea Gripen indiano e a UAC MIG que apresentou o MIG 29K.

O programa denominado Multirole Carrier Borne Fighter (MRCBF), caça multifuncional embarcado em porta aviões, terá na solicitação de proposta (RFP) a condição de que os 57 caças navais a sejam amparados pelo modelo de Parceria Estratégica ainda em 2018. A INS ainda está refinando os requisitos antes de lançar o RFP.

Os caças foram definidos para o lançamento por catapulta (CATOBAR), o que pode confirmar as configurações dos futuros porta-aviões da Índia que atendem pela sigla IAC-2 cuja incorporação é planejada para correr em meados da próxima década.

Sobre  o Autor:

E.M. Pinto é Físico, Mestre em Física Aplicada e Doutor em Engenharia e Ciências dos Materiais, Professor Universitário editor do site Plano Brasil e de Revistas científicas  internacionais.

 

 

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Geopolítica Inteligência Meios Navais Traduções-Plano Brasil

O que há de novo na parceria estratégica entre o Vietnã e a França?

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Em 11 de janeiro, o Vietnã e a França realizaram a segunda reunião de um diálogo de defesa dando continuidade às conversações iniciadas em 2016.

O Vietnã e a França têm um longo relacionamento histórico, desde o histórico de colonização até aPrimeira Guerra da Indochina e a proclamação da independência vietnamita em 1954. Os laços contemporâneos foram formalizados em 1973, mas foi apenas muito mais recentemente que vimos uma aproximação de fato, com os dois lados proclamando uma parceria estratégica em 2013.

A França enxerga no Vietnã uma parte de um esforço mais amplo para reforçar o seu envolvimento na Ásia-Pacífico e no Sudeste Asiático, mais especificamente, enquanto isso, Hanoi vê o aumento das relações com Paris como parte de seu objetivo de política externa de engajar múltiplos poderes principais, incluindo os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Isso se aplica ao lado da defesa também. Ambos os lados assinaram um acordo de cooperação para a defesa em 2009 e, posteriormente, avançaram em várias frentes, desde o aumento das trocas e outras interações a áreas específicas, como a luta contra a criminalidade transnacional. Após uma análise, os dois países começaram a realizar Diálogo de Políticas de Defesa. A primeira iteração foi realizada em Paris em novembro de 2016, e viu ambos os lados assinarem acordos sobre medicina militar e manutenção da paz.

Este ano é importante para o relacionamento, com ambos os lados comemorando o 45º aniversário do estabelecimento de sua relação diplomática e o quinto aniversário do estabelecimento de sua parceria estratégica. Ambas as partes indicaram que algumas interações importantes são esperadas para 2018, incluindo as de maior perfil, como a visita do primeiro ministro francês ao Vietnã.

Isso inclui o lado da defesa também. Esta semana, vimos o primeiro sinal disso, já que ambos os lados realizaram a segunda reunião de Diálogo de Políticas de Defesa Vietnam-França, como concordaram em fazer no ano passado. O diálogo foi realizado em Ho Chi Minh City em 11 de janeiro e foi co-presidido pelo tenente-general Nguyen Chi Vinh, vice-ministro da defesa vietnamita e vice-almirante Hervé de Bonnaventure, vice-diretor geral de relações internacionais e estratégia do  Ministério da Defesa Francês.

Embora não tenham sido fornecidas outras especificações, também foram mencionadas as visitas crescentes de navios franceses ao Vietnã, como parte de um esforço mais amplo para impulsionar as interações de defesa.

A cooperação no domínio da segurança marítima tem sido um componente importante do relacionamento de defesa, não apenas em termos de reuniões individuais que ocupam as manchetes, mas também o apoio da França ao Vietnã, uma vez que contesta com a crescente assertividade chinesa no Mar da China Meridional.

Fonte: The Diplomat

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Os Cruzadores Admiral Nakhimov e Pyetr Veliky da marinha russa, receberão o moderno sistema antiaéreo S-500, mísseis de cruzeiro Kalibr e mísseis hipersônicos Zircon.

A marinha russa tem mantido seu percurso, rumo a modernização plena de seus meios navais estratégicos, e os cruzadores, que são considerados como expressão máxima da força de superfície da marinha russa, estão entre os meios que são prioridades no atual programa de modernização do governo russo.

De acordo com o jornal alemão Stern, os cruzadores “Almirante Nakhimov” e “Pedro o grande” receberão modernos sistemas eletrônicos e de armas neste período de atualizações e dentre eles, o novo sistema antiaéreo S-500 (Phrometheus) com capacidade nominal de detecção de alvos de aproximadamente 800 km.

O sistema poderá interceptar até 10 mísseis balísticos e também mísseis hipersônicos voando à velocidade de 7 km/s, além de destruir alvos numa altitude de até 200 km. Vale ressaltar que o sistema S-500, fabricado pela empresa Almaz-Antey ainda está em desenvolvimento e tem data prevista para início das entregas em 2020.

 

Cruzador Almirante Nakhimov no estaleiro Sevmash em Severodvinsk

 

Foi relatado também que os cruzadores receberão os eficientes mísseis de cruzeiro Kalibr, que ficaram globalmente conhecidos quando foram utilizados diversas vezes, por navios e submarinos da marinha russa, nas operações realizadas na Síria, declaradamente contra o Daesh.

O Míssil de cruzeiro Kalibr já demonstrou sua capacidade em diversas ocasiões em operações reais na Síria, quando percorreu distâncias superiores a 1500 km sem quaisquer problemas, inclusive com mais de 147 alterações de percurso, ele acertou alvos com margem de erro de até 2,0 metros. Porém, exercícios da Marinha Russa, a arma percorreu distâncias superiores a 2500 km.

 

Cruzador Pyotr Veliky (Pedro o grande )

 

Por último, foi relatado que os cruzadores receberão um novo míssil anti navio, o míssil hipersônico Zircon, que já vem sendo testado amplamente pelas forças russas e, tem revelado um enorme potencial para fazer frente as ameaças inimigas, por vezes tratado como um “game changerg”.

O míssil hipersônico Zircon, atingiu a maior velocidade na história dos mísseis de sua categoria, ao voar a uma velocidade de quase 9.800 km/h, de acordo com fontes da agência de notícias Tass. Só a nível de comparação, o sistema Sea Ceptor, da Marinha Real Britânica, pode interceptar mísseis a uma velocidade bem menor, de até 3.700 km/h.

Este mesmo míssil é considerado por organizações governamentais dos Estados Unidos e também do restante da OTAN, como uma das maiores ameaças para as frotas de superfície dos países desta aliança militar.

Fonte: Stern.de

Nota:

Apesar de alguns dos sistemas citados nesta matéria estarem em estágio avançado nas etapas de testes, pouco se sabe a respeito de como tal implementação  ocorrerá, dado que alguns dos sistemas, como o S-500, tem previsão de receber sua homologação em 2018-2019,e o mesmo vale para o míssil Zircon, assim, tal informação carece de confirmações do Ministério de Defesa da Rússia de modo a se acreditar que tais sistemas serão realmente instalados  nos cruzadores.

 

A.R.

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Rússia tem drone nuclear subaquático capaz de transportar ogiva de 100 megatons, diz documento vazado do Pentágono

russia-missil

Merelyn Cerqueira

Um rascunho da Revisão Anual de Postura Nuclear, feito pelo Pentágono e que recentemente vazou para a imprensa, confirmou que a Rússia possui um submarino chamado ‘Status-6’, capaz de transportar uma ogiva de 100 megatons.

O documento vazado também confirmou que o país realizou testes com o submarino, que até então só havia sido descrito por rumores, no ano passado, segundo informações do Daily Mail.

O relatório do Pentágono, que foi publicado em primeira mão pelo Huffington Post, alertou para a determinação da Rússia em continuar a aumentar sua reserva de armas nucleares enquanto os EUA deliberadamente estavam reduzindo sua escala. O submarino em questão, que é um drone subaquático, é capaz de transportar ogivas de 100 megatons, que são as maiores armas disponíveis atualmente.

O rascunho também apresentou um gráfico que ilustra todos os veículos de entrega nuclear desenvolvidos nos EUA, Rússia, Coréia do Norte e China, desde 2010. Entre estes estava o “Status-6 AUV”, da Rússia, um “veículo autônomo subaquático“.

Chamado como Kanyon pelo Pentágono, sua existência foi citada em rumores desde 2016. Ele foi relatado com um submarino com mais de 9.900 quilômetros de alcance e velocidade máxima de 103 km/h.

Autoridades de segurança dos EUA detectaram um teste feito em 27 de novembro de 2016, lançado de um submarino de classe Sarov, de acordo com o site de notícias Washington Free Beacon.

O relatório afirma que, enquanto a Rússia “seguiu inicialmente a liderança dos Estados Unidos” e reduziu suas forças nucleares estratégicas, ainda manteve muitas de suas armas nucleares, que agora está modernizando”.

“Esses esforços incluem várias atualizações para cada etapa da tríade nuclear russa de bombardeiros estratégicos, mísseis baseados no mar e mísseis terrestres”, afirmou o documento. “A Rússia também está desenvolvendo pelo menos dois novos sistemas de alcance intercontinental, um veículo de deslizamento hipersônico e um novo torpedo autônomo submarino intercontinental, com armamento nuclear“.

 

No mês passado, a OTAN admitiu “uma séria preocupações” em relação a um sistema de mísseis de cruzeiro na Rússia, que supostamente permitiria a Moscou lançar ogivas na Europa sem qualquer aviso. No entanto, a existência de tal sistema de mísseis violaria o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, assinado em 1987. Moscou, por sua vez, negou todas as alegações feitas pela OTAN e o Pentágono.

Fonte:  Daily Mail via Jornal da ciência

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MB e ICN realizam transferência das Seções do Submarino “Riachuelo”

Passagem do Submarino pelo túnel do Complexo Naval de Itaguaí
Nos dias 13 e 14 de janeiro, a Marinha do Brasil (MB) e a empresa Itaguaí Construções Navais (ICN) transferiram para o Estaleiro de Construção, na Ilha da Madeira, no Complexo Naval de Itaguaí, três seções unidas do S40 “Riachuelo”, o primeiro submarino convencional do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). O programa prevê outras três unidades convencionais e o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.
O trajeto, de cerca de cinco quilômetros, foi percorrido em 11 horas, começando na Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), que também fica em Itaguaí, Rio de Janeiro (RJ). A operação logística exigiu um planejamento de meses e incluiu a retirada de trechos da rede elétrica. No dia 14, ocorreu a etapa mais complexa da operação, com interrupções pontuais do tráfego na BR-493, para dar passagem ao veículo especial (prancha móvel) de 320 rodas que transportou as 619 toneladas das três seções, com 39,86 metros de comprimento e 12,30 metros de altura.
As duas seções restantes do “Riachuelo”, pesando 487 toneladas e medindo 30 metros, serão, em breve, transferidas, separadamente, para o Estaleiro de Construção, onde o submarino entrará em montagem final, com o objetivo de ser lançado ao mar no segundo semestre de 2018.
Entrada do Submarino no Main Hall do Estaleiro de Construção
Submarino no interior do Main Hall do Estaleiro de Construção

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Marinha da Rússia finalmente resolve problema de motores ucranianos

A Corporação Unida de Construção de Motores russa (ODK, na sua sigla em russo) completou os testes em três modelos de motores com turbina a gás, destinados a substituir os equipamentos de fabricação ucraniana usados em navios de guerra russos.

© pp.userapi.com – Stand de teste para turbinas a gás de PJSC “ODK-Saturn” em Rybinsk

“A dependência definitivamente terminou”, assegurou o vice-ministro da Defesa russo, Yuri Borisov.

“Estamos acompanhando de perto o progresso de criação dos motores russos com turbinas a gás, especialmente para as fragatas. Foi finalizado o trabalho que se iniciou em 2014: os motores passaram por testes oficiais e obtiveram os certificados”, explicou Borisov em uma coletiva.

No contexto dos estreitos laços econômicos e tecnológicos estabelecidos entre as duas nações nos tempos da URSS, a Ucrânia se especializou na fabricação de motores para a Marinha soviética e, mais tarde, para a da Rússia.

Após a mudança de poder em Kiev e a reintegração da Crimeia na Rússia, as relações bilaterais pioraram drasticamente, culminando com o congelamento quase total de qualquer cooperação na esfera militar, muito importante para as relações bilaterais nos anos anteriores.

O fato de Kiev ter recusado fornecer os motores para as novas fragatas russas do projeto 11356 provocou um atraso significativo em sua construção e levou a Rússia a avançar com o projeto de substituição. Hoje, de acordo com o vice-ministro russo, esta tarefa sendo implementada.

“A empresa ODK-Saturn criou os motores e lançou em seu projeto um grande potencial para modernização. […] Em minha opinião, a questão das empresas que produzem motores com turbinas a gás para a Marinha russa está definitivamente fechada”, afirmou Borisov.

O diretor executivo da empresa, Viktor Polyakov, por sua vez, confirmou aos jornalistas que a ODK-Saturn está completamente pronta para produzir os motores em série.
Na verdade, “as primeiras unidades da primeira série já estão em produção”, e o principal objetivo agora é “garantir uma lista de pedidos a longo prazo”, acrescentou.

Fonte: Sputnik

 

https://www.youtube.com/watch?v=4C397LXbXGQ

Canal de TV STAR

Edição: Plano Brasil

 

 

 

 

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Rússia: Estaleiro do Norte iniciará a construção de Porta helicópteros em 2020

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

De acordo com a fonte, o primeiro ePorta helicópteros da série deve ser fabricado em 2022 e tornando-se operacional em 2026.e

© Ruslan Shamukov / TASS

MOSCOU, 10 de janeiro / TASS /. O Ministério da Defesa da Rússia e a United Shipbuilding Corporation (USC) concordaram em iniciar a construção de porta helicópteros em 2020, a construção será conduzida nos Estaleios do Norte, informou à TASS  uma fonte do complexo militar-industrial.

“O Ministério da Defesa da Rússia e a USC concordaram que a empresa realizará trabalhos nos Porta Helicópteros e nos Destroyers “Líder”. O estaleiro já está realizando uma reconstrução abrangente de suas capacidades produtivas, incluindo a construção de uma oficina para a construção de navios desses classes “, disse a fonte.

“Espera-se que a fábrica construa doisPorta helicópteros e, em seguida, comece a construir os destroyers. O trabalho de P & D para os Porta helicópteros será iniciado em 2018, prevendo-se que a construção do navio principal comece em 2020 e, em 2024 respectivamente.

A primeira embarcação da série de Porta helicópteros deve ser fabricada em 2022 e tornar-se operacional em 2026 “, especificou a fonte.

Outra fonte disse à TASS mais cedo que os porta helicópteros seriam impulsionados  por uma turbina diesel e gás combinada (CODAG), na qual o motor a diesel é o principal e a turbina é necessária para aumentar a potência. Os navios serão equipados principalmente com helicópteros Ka-52K que serão entregues às forças armadas simultaneamente aos Navios. Os navios também servirão  aeronaves Ka-27, Ka-29 e Ka-31.

O vice-ministro da Defesa da Rússia, Yury Borisov, disse anteriormente aos repórteres que o primeiro Porta helicóptero russo será concluído em 2022.

Fonte: Tass

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China Defesa Geopolítica Geopolitica Meios Navais Navios Sistemas Navais Traduções-Plano Brasil

O aumento colossal da marinha chinesa.

 

INTRODUÇÃO

A produção industrial chinesa, é admirada em todo mundo por produzir muito, de forma rápida e com baixo custo e no setor naval as coisas não são diferentes. A marinha chinesa (PLA Navy) tem crescido de forma vertiginosa ao longo dos anos, impressionando qualquer outro país do mundo e seus estaleiros, inclusive os EUA, que veem ano após ano os números da PLA Navy se aproximarem dos números da US Navy, tanto de forma quantitativa como também qualitativa, não deixando dúvidas que se o ritmo permanecer o mesmo (como tem permanecido) o título de maior marinha do mundo em número de meios, será da China por volta de 2028 a 2030.

Segundo o especialista em assuntos militares da China, Henri Kenhmann, os números de produção dos últimos dois anos corroboram a intenção chinesa de se tornar uma potencia militar de capacidade híbrida – continental e oceânica – e confirmam que os chineses seguem seu curso de crescimento bélico sem atrasos, aliás, em muitos casos, com adiantamento de mais de seis meses.

 

Os últimos dois anos em análise

O ano de 2016 foi marcado pelo impressionante número de 25 navios admitidos, com total estimado de 157.881,00 toneladas entregues pelos estaleiros chineses. O ano de 2017 foi marcado por uma redução nas entregas, todavia tal redução não está ligada a diminuição na produção de meios, mas sim com questões de ciclicidade produtiva, mesmo assim, foram entregues  um total de 17 navios de guerra, sem contar as entregas de submarinos a diesel e de propulsão nuclear, que não possuem dados firmes para serem cotados nesta matéria, de qualquer forma, as entregas deixaram a marcar de 105.576,00 toneladas admitidas na marinha chinesa.

 

CLASSE    N° NOME CATEGORIA TONELAGEM DATA DE ADMISSÃO
Bei Tuo 739 Rebocador   6.000 20/07/2017
Tipo 052D   117 Xining Destroyer   7.000 22/01/2017
Tipo 052D   154 Xiamen Destroyer   7.000 2017-06-10 (?)
Tipo 054A   539 Wuhu Fragata   4.053 29/06/2017
Tipo 054A   536 Xuchang Fragata   4.053 23/06/2017
Tipo 056A   514 Liupanshui Corveta ASW   1.340 31/03/2017
Tipo 056A   551 Suining Corveta ASW   1.340 28/11/2017
Tipo 056A   552 Guangyuan Corveta ASW   1.340 16/11/2017
Tipo 056A   513 Ezhou Corveta ASW   1.340 18/01/2017
Tipo 056A   520 Hanzhong Corveta ASW   1.340 11/07/2017
Tipo 056A   556 Yichun Corveta ASW   1.340 16/10/2017
Tipo 056A   518 Yiwu Corveta ASW   1.340 21/07/2017
Tipo 056A   535 Xuancheng Corveta ASW   1.340 25/09/2017
Tipo 744A Dong Biao 265 Buoy tender   1750 23/01/2017
Tipo 815A   856 Kaiyangxing SIGINT   6.000 10/01/2017
Tipo 901   965 Hulunhu

Navio Reabast.

  50 02/09/2017
Tipo 927   83 Qi Jiguang Navio escola   9 21/02/2017

Eis alguns dos navios entregues no ano de 2017:

Type 744A Dong Biao 265
Type 815A SIGINT 856 Kaiyangxing
Destroyer Type 052D Xining
Destroyer Type 052D 154 Xiamen
Navio escola Type 927 83 Jiguang
Navio de reabastecimento Type 901 965 Hulunhu
Fragata Type 054A 539 Wuhu
Fragata Type 054A 536 Xuchang
Bei Tuo 739
Corveta Type 056 ASW 513 Ezhou
Corveta Type 056 ASW 514 Liupanshui
Corveta Type 056 ASW 520 Hanzhong
Corveta Type 056 ASW 535 Xuancheng
Corveta Type 056 ASW 551 Suining
Corveta Type 056 ASW 552 Guangyuan
Corveta Type 056 ASW 556 Yichun

 

As projeções de curto prazo

Os anos adiante, trarão novos picos de produção, tendo como projeção os anos de 2018,2019 e 2020. Segundo imagens de satélite e fotos amadoras, é possível confirmar algumas dessas projeções, o estaleiro Dalian por exemplo, no norte da China, trabalha no porta-aviões Type 002 em dois destroyers Type 055 de 12.000 toneladas e cinco destroyers Type 052D de 7.000 toneladas.

O estaleiro Jiangnan Changxing, que começou a criar novas estruturas para a construção do terceiro porta-aviões chinês, está construindo mais três destroyers de 12 mil toneladas, pelo menos quatro destroyers de 7.000 toneladas, sem contar submarinos e hovercraft.

O mesmo ritmo acelerado de produção é visto em outros cinco estaleiros chineses – Hudong, Huangpu, GSI, Liaonan e Wuhan – que historicamente trabalham para a marinha chinesa na construção de fragatas, corvetas, embarcações de pouso de vários tamanhos, entre outros tipos de embarcações.

Segundo previsões, a China receberá diversos destroyers Type 055 até o final do ano de 2020, o segundo NAe Type 002, também terá início a produção do primeiro navio de assalto anfíbio Type 075 e a produção de uma nova classe de fragatas de guerra submarina eletro-propulsada, a fragata Type 054B , das quais a china almeja ter em torno de 24 cópias de acordo com os últimos rumores.

Analisando os últimos anos da industria naval chinesa, a perspectiva econômica interna do país entre outros fatores, é plenamente plausível acreditar na entrega desses últimos projetos citados acima, além e outros que não foram citados.

O dragão consolida seu poder naval de forma inquestionável, com números de produção incomparáveis, de forma que nenhum país no mundo consiga acompanhar.

 

OBSERVAÇÃO: Esta matéria não representa a opinião do site, mas exclusivamente do seu autor.

Fonte: eastpendulum

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Nova fragata russa “Admiral Makarov”

Armamentos de ataque potentes, os equipamentos eletrônicos mais modernos, uma grande autonomia de navegação e um renome ganho em dezenas de anos. Tudo isso diz respeito à nova fragata da Marinha da Rússia, Admiral Makarov, que hoje (27) passará pela cerimônia de hasteamento de bandeira na cidade de Kaliningrado.

© Sputnik/ Igor Zarembo

Este é já o terceiro navio-patrulha do projeto 11356, que representa uma modernização profunda do projeto soviético 1135 Burevestnik e entrará na Frota do Mar Negro, sendo que Sevastopol já conta com o serviço de dois seus “irmãos mais velhos”, isto é, o Admiral Grigorovich e o Admiral Essen. Em uma coluna autoral, o jornalista Andrei Kots conta do que a nova fragata é capaz.

Navio universal

As fragatas do projeto 11356 são destinadas para conduzir operações militares tanto contra navios de superfície, como contra submarinos, repelir ataques da aviação inimiga individualmente ou em grupo, efetuar ataques de alta precisão contra alvos terrestres e participação de operações antiterroristas e antipirataria.
Estes navios, com um deslocamento total de 4.035 toneladas, são realmente universais e podem resolver praticamente qualquer tarefa na sua área de operações.

No total, o Ministério da Defesa encomendou 6 navios desta classe para a Frota do Mar Negro, sendo que esta é chamada de “classe de almirantes” (“admiral” em russo significa almirante).

As restantes fragatas, Admiral Butakov, Admiral Istomin e Admiral Kornilov, já foram lançadas à água e devem ser entregues à Marinha entre os anos 2020 e 2021.

Admiral Makarov, por sua vez, vai integrar na maior unidade da Frota do Mar Negro, isto é, a 30ª divisão de navios de superfície encabeçada pelo navio-chefe, o cruzador de mísseis Moskva. Passado algum tempo, as novas fragatas se tornarão a principal força de ataque deste agrupamento.

Cada um dos navios está equipado com um sistema naval universal de mísseis ZS14 e pode efetuar lançamentos de mísseis de cruzeiro Kalibr-NK a distâncias de até 2.500 km ou de mísseis antinavio Oniks (até 500 km).

Vale ressaltar que as fragatas Admiral Grigorovich e Admiral Essen têm demonstrado sua capacidade nos anos 2016 e 2017, efetuando ataques de alta precisão contra as bases de terroristas na Síria.

Para o combate de proximidade, o Admiral Makarov está equipado de um sistema de artilharia AK-190 com alcance de 21 km. Em combate antissubmarino, ele usará o lança-foguetes RBU-6000, bem como quatro aparelhos de torpedos com 533 mm de calibre. Já para combater os alvos aéreos, a fragata está equipada com o sistema de mísseis Shtil-1 com alcance de até 50 km. Caso um avião ou míssil de cruzeiro acabe por se aproximar demasiado, ele será atacado por dois sistemas antiaéreos AK-630M.

Todo esse potente arsenal de armamentos é controlado por um sistema de controle de tiro Puma, que garante a busca de longo alcance, a captura do alvo e seu acompanhamento.

Ademais, o próprio navio é dirigido através do novo complexo Trebovanie-M que analisa toda a informação que chega dos postos do navio, a sistematiza e apresenta ao ser humano já em uma forma compreensível.

Assim, o navio é altamente automatizado, por isso ele pode contar com uma tripulação bem pequena — apenas 180 marinheiros, sendo 18 deles oficiais. Além disso, o navio deve contar com 20 fuzileiros navais e um helicóptero antissubmarino Ka-27PL ou Ka-31 com sua tripulação.

Para que o navio tenha mais proteção e capacidade de sobrevivência, os especialistas incorporaram na construção da superestrutura elementos da tecnologia stealth e aumentaram seu isolamento acústico.

A potência total das unidades propulsoras da fragata é de 56 mil cavalos e, graças a ela, o Admiral Makarov pode desenvolver uma velocidade de 30 nós (quase 56 km/h), tendo uma autonomia máxima de 30 dias.

Tradição naval

É necessário referir que as fragatas do projeto 11356 estão sendo construídas a ritmos bem acelerados para o período pós-soviético. A coisa é que a respectiva série representa uma modernização profunda do projeto Burevestnik soviético, que deu muito boas provas. Desde 1968, foram construídos 28 navios dos projetos 1135 e 1135M.

A propósito, dois navios-patrulha da época soviética, Ladny e Pytlivy, continuam servindo na Frota do Mar Negro na mesma divisão que o Admiral Grigorovitch, o Admiral Essen e o Admiral Makarov. Sua idade já é de quase 40 anos, mas eles continuam representando uma força bélica séria.

 

Os marinheiros sempre respeitaram os navios do projeto Burevestnik por suas ótimas qualidades de navegação e boas condições de habitação. Estes navios se tornaram os “cavalinhos de trabalho” da Marinha da URSS, ocupados na sua maior parte na guarda das fronteiras marítimas do país.

Por exemplo, o Bodry navegava no Mediterrâneo durante a Guerra Árabe-Israelense de 1973 e espiava o submarino americano perto do Gibraltar. Zadorny, por sua vez, acompanhou o porta-aviões Admiral Kuznetsov durante sua famosa passagem de Sevastopol para Vidyaevo em 1991. Já o Doblestny patrulhava perto do porto de Luanda durante a guerra civil em Angola na década de 80, enquanto o Ladny escoltava os navios civis no golfo Pérsico durante a Guerra Irã-Iraque.

Evidentemente, os construtores russos tiveram em conta a experiência de combate e de exploração dos navios do projeto 1135 e 1135M, corrigiram todos os erros e aplicaram uma série de novas tecnologias e soluções.

A situação tensa na Síria e as entradas incessantes dos navios da OTAN no mar Negro demonstram que a respectiva frota necessita de navios potentes, rápidos e relativamente pequenos, capazes de combater todo o tipo de alvos. E as novas fragatas do projeto 11356 correspondem perfeitamente a essa descrição.

Fonte: Sputnik

Edição: Plano brasil

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Marinha alemã rejeita e devolve a primeira fragata da classe F125.

De acordo com um relatório, a BAAINBw solicitou a Blohm + Voss – que faz parte do consórcio ARGE F125 responsável pela entrega das quatro fragatas – para reparar todos os defeitos identificados no navio durante os ensaios.

Esta é a primeira vez que o Ministério da Defesa alemão está devolvendo um navio ao construtor após a entrega…

 

Fragata da classe F125 (F 222 – Baden-Württemberg)

Os defeitos citados no relatório de notícias incluem problemas de software e hardware, provavelmente os mesmos que a deixaram perder seu prazo de comissionamento neste verão. Como relatou Naval Today anteriormente, há problemas com a sala de operações da fragata de onde o navio altamente automatizado será controlado.

Este é um sistema complexo, uma vez que a fragata de 7000 toneladas (perto da faixa de deslocamento de um destroyer) exigirá apenas metade da tripulação necessária para operar as fragatas da classe antecessora Bremen.

A FGS Baden-Württemberg tem sofrido problemas desde que foi entregue à marinha para julgamentos. Além de problemas na integração de hardware e software.

As fragatas F125 são uma nova classe de navios estabelecidos para substituir as oito fragatas de classe Bremen atualmente em serviço com a Marinha alemã.

Fragata da classe F125

Elas serão armados com mísseis de HARPOON e RAM, com artilharia Otobreda de 127 mm, duas MLG antiaéreo de 27 mm e cinco outras de 12,7 mm. Além disso, o navio tem lançadores para vários tipos de mísseis de combate e torpedos anti-submarinos. As fragatas de tipo F125 estão equipadas com uma usina combinada, com geradores a diesel e motores elétricos. O custo total da construção de quatro navios do tipo F125 será de € 2,2 bilhões. Os navios de 150 metros terão velocidade máxima de 26 nós.

Fragata F 125
Fragata F 125

De acordo com a marinha alemã, as novas fragatas exigirão apenas metade da tripulação necessária para operar as fragatas da classe Bremen. Poderão permanecer no mar por até 24 meses e assim aumentar o tempo no campo operacional. As tripulações trocarão em intervalos regulares diretamente nas áreas de operações, o que significa que os navios terão que fazer menos visitas portuárias.

Observação: Esse texto não representa a opinião do site mas exclusivamente de seu editor.

Fonte: Navaltoday.com e Naval Analyses