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Gastos militares dominam discussões da cúpula da Otan

Imagem- MT5

Os gastos militares nacionais dos 29 países da Otan dominam a cúpula desta quarta e quinta-feira em Bruxelas, após as críticas do presidente americano, Donald Trump, para quem seus aliados não gastam o suficiente e se aproveitam dos Estados Unidos.

“Países da Otan têm que pagar mais, os Estados Unidos têm que pagar menos. Muito injusto!”, tuitou Trump, para quem os membros europeus da Aliança e do Canadá não respeitam seu compromisso de destinar 2% de seu PIB nacional à defesa.

Mas qual é a situação por trás das críticas?

– Quanto os Estados Unidos investem em defesa? –

Donald Trump afirmou, na segunda-feira, que os Estados Unidos “estão pagando 90% da Otan” – embora não esteja claro como chegou a esse valor.

Os dados publicados nesta terça-feira pela Aliança mostram que o orçamento nacional de defesa dos Estados Unidos representa dois terços do conjunto dos aliados em 2018.

Segundo valores constantes desde 2010, o orçamento da maior potência militar do mundo chega a 623,241 bilhões de dólares, frente aos 935,557 bilhões dos 29 aliados.

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O Reino Unido está na segunda posição com 59,755 bilhões de dólares, seguido de França (53,038 bilhões) e Alemanha (48,862). O Canadá está em sexto, com 23,637 bilhões.

– 2%: um compromisso vinculante? –

Independentemente do volume de sua economia, os países da Otan se comprometeram na cúpula de Gales de 2014 a aproximar seu gasto à meta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional até 2024.

Os 28 aliados de Washington também acordaram, em meio à tensão com a Rússia por seu papel no conflito na Ucrânia, a frear os cortes nos setores de defesa, realizados durante a crise econômica.

Desde então, o gasto total dos aliados europeus e do Canadá acumulado já não registrou cortes e aumentou em cerca de 87,6 bilhões de dólares.

Contudo, desde sua chegada à Casa Branca em janeiro de 2017, Trump se referiu ao objetivo de 2% diversas vezes para garantir que seus aliados não cumprem sua promessa.

Os aliados não veem exatamente assim. “Não é uma obrigação legal vinculante, é uma orientação política”, reconheceu uma fonte diplomática de um país da Otan.

– Quem cumpre os 2%? –

Em termos percentuais em relação ao PIB, a maior economia do mundo é de longe a maior contribuinte, com 3,5% do PIB – segundo dados da Otan de 2018 baseados em valores de 2010.

Além dos Estados Unidos, cumprem o objetivo a Grécia, com 2,27%, a Estônia (2,14%) e o Reino Unido (2,10%), aos quais se somou neste ano a Letônia, com 2%, de acordo com esses dados.

Polônia (1,98%), Lituânia (1,96%) e Romênia (1,93%) podem se juntar ao grupo em 2018, já que esses países acordaram a nível nacional alcançar a meta, segundo a Otan.

A Alemanha, maior economia europeia, se manteria estável este ano em 1,24%, o que lhe torna o alvo preferido das críticas do presidente americano.

Dos 29 membros da Otan, Luxemburgo registraria o menor gasto militar em 2018, com 0,55% do PIB nacional, atrás de Bélgica e Espanha, ambos com 0,93%.

– Além dos 2% –

O presidente dos Estados Unidos algumas vezes sugeriu que seus aliados “devem dinheiro” à Otan, embora isso crie confusão ao não diferenciar a meta de gastos nacionais e as contribuições diretas para a Aliança.

Essas contribuições são usadas para financiar o “orçamento civil” da Aliança (291 milhões de dólares em 2018), que cobre o custo da administração da sede da organização transatlântica em Bruxelas.

Mas os 29 aliados também contribuem para o “orçamento militar” de cerca de 1,55 bilhão de dólares em 2018, que financia a estrutura de comando da Otan.

A contribuição é feita com base no tamanho da sua economia. Os Estados Unidos, portanto, pagam 22% do total, seguidos por Alemanha, com 14%, e França e Reino Unido, com 10,5% cada.

Fonte:AFP via  EM

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XVIII Curso de Extensão em DEFESA NACIONAL

 

A Faculdade INPG em parceria com o Ministério da Defesa realizam entre os dias 25 à 29 de Junho o XVIII Curso de Extensão em DEFESA NACIONAL.

Trata-se de um ciclo de palestras organizadas pelo Ministério da Defesa com o objetivo de difundir o conhecimento sobre defesa junto à sociedade e estará aberto à toda comunidade acadêmica e civil da região do Vale do Paraíba.

O evento contará com personalidades – já confirmadas – do Ministério da Defesa, Ministério das Relações Exteriores, EMCFA, SEPROD, SEPESD, Marinha do Brasil, Força Aérea Brasileira (DCTA/IES) e Exército Brasileiro. Assim como, ABIN e do poder Executivo Federal e Municipal.

A temática das palestras envolvem as áreas das Políticas Externa e de Defesa do Brasil e serão ministradas por autoridades do poder executivo, da academia, da diplomacia e das Forças Armadas. Os eixos temáticos visarão abordar temas destas áreas e há possibilidade de adaptarmos à nossa realidade, principalmente no que concerne à indústria de defesa do Vale do Paraíba.
Contaremos com a participação de empresas da área de defesa da região (Avibrás, Savir entre outras).

Já é possível de destacar a participação do prefeito de São José dos Campos e do Dr. Ozires Silva, ex-presidente da Embraer. Assim como a vinda de alunos das principais escolas militares (ECEME, AMAN, ESCOLA NAVAL, ESPCEX, entre outros) e outras autoridades da região (Polícia Federal, Polícia Militar do Estado de São Paulo e outras agências de segurança).

Inscrições em: https://cedn.defesa.gov.br/formulario_inscricao/

 

*Agradecemos ao amigo Marco Túlio Freitas pela informação para divulgação desse evento.

 

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa Inteligência Sistemas de Armas Tecnologia

IAI e Honeywell propõem desenvolvimento em parceria de um completo sistema de navegação com recurso anti-interferência para GPS

A Israel Aerospace Industries (IAI) e a Honeywell firmaram um acordo de cooperação para apresentar ao mercado de aviônicos de ar um completosistema de navegação com recurso anti-interferência para GPS. O produto de criação conjunta integra o sistema anti-interferência para GPS da IAI e os produtos de navegação da Honeywell, na forma de um subsistema ou sistema embutido. Ao completar o desenvolvimento com sucesso, o sistema anti-interferência para GPS da IAI, o ADA, um sistema avançado que protege aviônicos contra interferências em GPS, será embutido no sistema de GPS/navegação inercial (EGI) da Honeywell.

Os modernos sistemas de navegação, comunicação e coleta de dados de inteligência e guerra eletrônica integrados a modernas plataformas apoiam-se na disponibilidade ininterrupta de navegação por satélite e timing para suas operações. A despeito dessa dependência, a maioria das plataformas não utiliza nenhum sistema de contramedidas para proteger esses bens essenciais. Ao ficar expostas, até sistemas de interferência de baixo consumo podem atrapalhar ou até bloquear a operação de sistemas globais de navegação por satélite (GNSS), prejudicando assim a capacidade da plataforma para realizar sua missão. Em decorrência dos contratos assinados ao longo do ano passado, o sistema de navegação com recurso de anti-interferência para GPS foi já vendido a clientes e está em operação.

Joseph Weiss, presidente e CEO da IAI:

“Estamos entusiasmados em trabalhar com a Honeywell, uma empresa líder em sistemas de navegação e aviônicos. Essa colaboração une a experiência operacional e a excelência de produção e tecnologia de duas empresas líderes. Com base na experiência diária, adquirida no trabalho com soldados ao redor do globo, esse produto de criação conjunta fornecerá aos usuários finais os recursos requeridos para otimizar a capacidade operacional de seu patrimônio. O acordo fortalece a relação entre as duas empresas, que enxergam o mercado em ascensão e o potencial de ampliar os negócios”.

 

Carl Esposito, presidente, Electronic Solutions, Honeywell Aerospace: 

“O leque cada vez mais abrangente de aparelhos e sistemas militares baseados em GPS implica a necessidade de maior proteção e múltiplas redundâncias a fim de prevenir a proliferação de ameaças de interferência. A profunda experiência da Honeywell em tecnologia de navegação, em conjunção com a habilidade da IAI para abordar desafios de segurança únicos com soluções de ponta, permite-nos manter os sistemas de navegação cruciais de nossos clientes protegidos e operacionais, mesmo em locais remotos e ambientes inóspitos”.

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Arábia Saudita ameaça Qatar com "ação militar" em deste adquirir os sistemas de mísseis S-400

De acordo com relatos do jornal “Mundo”, Riad pede para que Paris pressione o Catar e impeça a aquisição  deste sofisticado sistema de defesa antiaéreo russo.

Por Benjamin Barthe – Correspondente em Beirute.

Tradução e adaptação- E.M.PINTO

Um ano após o início da crise interna nas monarquias do Golfo não há aidna sinais de apaziguamento. A tensão entre Qatar, de um lado, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e Bahrein, por outro lado, que cortou as relações diplomáticas e económicas com Doha desde 05 junho de 2017,  talvez nunca tenha estado tão viva.

De acordo com informações obtidas pelo Le Monde, a Coroa Saudita enviou recentemente uma carta à presidência francesa, na qual Riad afirma estar pronta para realizar uma “ação militar” contra o Qatar se este vier adquirir, já que expressou a intenção, os modernos  sistemas de defesa antiaéreo russo S-400.

O embaixador do Qatar em Moscou, Fahad Bin Mohamed Al-Attiyah, disse em janeiro que seu país pretende adquirir este modelo de sistema de mísseis, considerado um dos mais bem sucedidos do mundo, dizendo que as negociações com o Kremlin estavam em um “estágio avançado” . Um mês depois, Riyadh admitiu estar igualmente  negociando com os russos para adquirir o mesmo modelo de sistemas de defesa anti aérea.

Na carta enviada ao palácio do Eliseu, cujo conteúdo foi revelado no Le Monde por uma fonte francesa próxima à questão, o rei Salman expressa sua “profunda preocupação”em relação às negociações em andamento entre Doha e Moscou. O governante saudita está preocupado com as conseqüências que uma instalação de S-400s no território do Qatar teria sobre a segurança do espaço aéreo saudita e alerta para um risco de “escalada militar” .

Guerra fria

Em tal situação, “o reino estaria pronto para tomar todas as medidas necessárias para eliminar estes sistemas de defesa, incluindo ação militar”, escreve o monarca, que conclui sua carta pedindo ajuda a Emmanuel Macron para impedir a venda e preservar a estabilidade da região.

O Ministério das Relações Exteriores da França, perguntado pelo Le Monde, não quis comentar. As autoridades sauditas, também contatadas, não reagiram ao publicar este artigo.

As ameaças feitas na carta são sintomáticos da guerra fria e desmembramento do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), o clube de pétromonarcas da Península Arábica. O Qatar é acusado por seus vizinhos de apoiar movimentos terroristas no Oriente Médio e tornar-se complacente com relação ao Irã, o inimigo número um de Riade e Abu Dhabi.

Colocado durante a noite em um bloqueio virtual, o emirado tem amortecido o choque, reorganizando toda a velocidade suas cadeias de abastecimento e desenhando em suas reservas cambiais confortáveis as pressões. O Qatar por sua vez acusa os seus ex-parceiros do GCC, de implantarem uma campanha de intimidação com a intenção de forçá-lo a realinhar sua política externa com a de Riyadh.

Frenesi de compras de armas

O Abu Dhabi e Riyadh levantaram o seu bloqueio em uma série de concessões, tais como o fechamento da Al-Jazeera – acusado de promover extremistas comuns no Oriente Médio – o fechamento da base militar turca no território do Qatar e a revisão em baixa das relações de Doha com Teerã. Medidas inaceitáveis ​​para o emirado, equivalentes segundo ele a um abandono da soberania.

Intimamente convencidos de que escaparam por pouco de uma invasão militar em junho de 2017, os líderes do Catar, desde então, embarcaram em um frenesi de compras de armas, com a intenção de dissuadir seus vizinhos. No segundo semestre de 2017, eles assinaram um contrato de € 5 bilhões para sete navios de guerra italianos, outros US $ 12 bilhões para cerca de trinta calas F-15 americanos e um terço de cinco, 5 bilhões por 24 aviões de caça britânicos Typhoon.

Neste deboche, a aquisição dos S-400 marca um ponto de virada. Tal acordo aproximaria Doha de Moscou, apesar das profundas diferenças entre os dois países, como no dossiê sírio. Tal evolução poderia irritar os Estados Unidos, que mantém uma base militar no Qatar e é seu fornecedor histórico de armas.

Distância igual

O emir Tamim Al-Thani, o governante de Doha, está realmente pronto para assumir o risco de irritar o país cujo apoio é indispensável na atual crise? Ainda precisa ser visto. Em junho de 2017, imediatamente após a quarentena de Doha, o presidente dos EUA, Donald Trump, postou um tweet em apoio à iniciativa saudita-UAE .

Mas nas semanas seguintes, sob a influência do Pentágono e do Departamento de Estado, a Casa Branca se reposicionou a uma distância igual dos irmãos inimigos do Golfo, impedindo de fato que a dupla Abu Dhabi-Riyadh tomasse medidas retaliação contra Doha.

No entanto, os esforços de mediação desde então pela administração dos EUA falharam, assim como os esforços do emir do Kuwait, o xeque Sabah Al-Ahmed Al-Sabah. Essa paralisia, aliada aos confrontos nas redes sociais dos partidários de ambos os campos, mantém um clima propício à febre.

Fonte- Le monde

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Defesa Inteligência Sistemas de Armas Traduções-Plano Brasil

Os Su-30 da Índia conseguiram detectar caças furtivos chineses J-20 ?

Sugestão: Rustam- Moscou

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

No início deste ano, em janeiro, a Força Aérea do Exército de Libertação Popular (PLAAF) ralizou o seu exercício regular de treinamento em altitude no “topo do mundo”, a partir de suas bases aéreas tibetanas voltadas para a fronteira indiana. O exercício de treinamento de combate de duas semanas pela primeira vez viu a implantação do primeiro avião furtivo J-20 da China praticando combates aéreos além do alcance visual com outros aviões de caça da linha de frente chinesa tais como os  J-10C e Shenyang J-11.

O treinamento da Força Aérea, centrado na Índia, pela China foi visto em grande parte como suas tentativas de assumir o controle dos céus, o que será fundamental no caso de um possível conflito Índia-China. A PLAAF nos últimos anos conseguiu converter seus aviões de combate no Tibete em todas as bases aéreas que permitiram que eles mantivessem sua presença perto da fronteira indiana durante todo o ano, o que levou os contra-ataques indianos com o lançamento de aeronaves como Sukhoi-30 e Mig. -29, juntamente com uma instalação de radares de longo alcance para monitorar suas atividades.

Uma vez que as operações de duas semanas foram conduzidas pela PLAAF, em março deste ano a IAF informou que o novo jato  J-20 da China não é furtivo o suficiente e que a Força Aérea Indiana (IAF) possui a capacidade de enfrentar a ameaça representada pelos furtivos chineses à Força Aérea Indiana. Além disso a Índia está prestes a comprar sistemas S-400 da Rússia como um dos componentes importantes para melhorar as capacidades da IAF em rastrear e destruir caças furtivos J-20, se eles cruzarem as fronteiras da Índia para atingir as cidades do leste da Índia.

As Revelações feitas pelo Oficial Sênior da IAF foram vistas em grande parte como fatos gerados diretamente pela avaliação interna da IAF em profundidade, que foi realizada especificamente sobre o J-20 e suas capacidades e como isso pode afetar suas operações no setor oriental e como os Su-30MKI da IAF implantados na região poderão lidar com eles em caso de guerra na região.

A IAF recentemente aumentou seu treinamento em altitude na região e recentemente no maior e quase real jogo de guerra da Força Aérea Indiana, o Exercício Gaganshakti, aeronaves de combate da IAF incluindo Su-30MKI praticaram atingir alvos em áreas de grande altitude ao longo da fronteira com a China. .

Depois que a IAF concluiu o Exercício Gaganshakti, o comandante em Chefe da IAF enquanto falava novamente sobre a aeronave chinesa J-20 confirmou o que muitas  agências indianas e ocidentais de Inteligência acreditavam, há anos que as aeronaves Stealth chinesas não são tão furtivas quanto dizem e podem ser detectadas com o uso de qualquer Radar Especial  dedicado à varredura de aeronaves furtivas, mas também pode ser rastreado usando a tecnologia existente de radares à disposição.

O chefe da IAF também acrescentou que “o Radar dos Sukhoi Su-30MKI pode detectá-los”, portanto a implantação do J-20 não altera o equilíbrio de poder na região. Embora ele nunca tenha confirmado as alegações de que suas afirmações são apoiadas em fatos concretos ou foram apenas mais uma retórica.

O fato é que isto levantou muitas sobrancelhas nas agências de inteligência ocidentais que têm estado muito interessadas em coletar dados sobre o programa J-20 e que surgiram na mpidia local e internaconal da seguinte forma:

  • O J-20 implantado em aeroportos não especificados na região do planalto tibetano foram transportados próximo à fronteira com a Índia para avaliar as capacidades de detecção e rastreamento da Índia na região? 
  • O J-20 foi implantado pela PLAAF para explorar pontos de entrada na região para possíveis cenários de conflito?
  • A  IAF, que se torna super ativa na região toda vez que a PLAAF realiza exercícios aéreos perto de sua fronteira, capazes de rastreá-los e detectá-los? , 
  • A linha de frente composta pelos  Su-30 que são encarregados de monitorar tais exercícios aéreos pela PLAAF foram capazes de detectar o J-20 na área? 

Bem, podemos nunca saber as respostas para essas questões de ambos os lados, mas será assumido que a China estará muito interessada em implantar esses jatos permanentemente na região, uma vez que eles produzam o suficiente deles em seus serviços e a IAF sempre estará muito interessada em coletar outros dados sobre esses jatos e que permanecem sempre prontos para enfrentá-los em um possível cenário de conflito no futuro.

Fonte: IDR

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Aviação Defesa Inteligência Sistemas de Armas Tecnologia

Vídeo: Dynetics Gremlins

Um breve vídeo oficial da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa,DARPA, apareceu on-line, mostrando o que parece ser uma aeronave tipo C-130 Hercules implantando ou recuperando um protótipo de sistema não tripulado como parte do programa de enxames de drones Gremlins. Esta é a primeira filmagem real a surgir em relação ao projeto, que é focado em demonstrar a viabilidade de ter grupos de drones reutilizáveis de baixo custo, lançados no ar e executados em uma variedade de funções.

 

 

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Braço Forte Defesa Inteligência Tecnologia

3º ESTÁGIO INTERNACIONAL DE DEFESA CIBERNÉTICA PARA OFICIAIS DAS NAÇÕES AMIGAS

Por Agência Verde-Oliva / Centro de Comunicação Social do Exército

De 14 a 25 de maio de 2018, das 08:30 às 17:00 horas, o Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber) realiza o “3º Estágio Internacional de Defesa Cibernética para Oficiais das Nações Amigas”, que acontece nas instalações do Centro de Instrução de Guerra Eletrônica (CIGE), em Brasília. A Aula Inaugural acontece no dia 14, segunda-feira, às 09:30 horas, e a Cerimônia de Encerramento ocorre no dia 25, sexta, às 09:00 horas, ambas no Quartel-General do Exército. Destaca-se o Exercício de Final de Estágio, em 24 de maio, quinta, das 08:30 às 17:00 horas.

O Estágio tem como finalidades compartilhar os conhecimentos na área de Cibernética e estreitar os laços de amizade e cooperação entre as Forças Armadas do Brasil e de outros países: Angola, Argentina, Bolívia, Chile, China, Equador, Estados Unidos da América, Espanha, Gana, Guiana, Nigéria, Portugal, Paquistão, Reino Unido, Suriname e Uruguai. Haverá, ainda, a participação de representantes da Polícia Federal do Brasil.

Ressalta-se que, durante o Estágio, as diversas instruções e os inúmeros exercícios práticos serão realizados em ambiente de rede controlado, tendo como suporte o “Simulador de Operações de Guerra Cibernética” (SIMOC), que permite virtualizações de infraestruturas corporativas, análise de artefatos maliciosos, possíveis soluções para proteção de sistemas institucionais e capacitação em cenários ofensivos.

Na conjuntura mundial, caracterizada por incertezas, mutabilidades e volatilidades das potenciais ameaças, bem como pela presença de novos atores não estatais nos possíveis cenários de conflito, a Defesa Cibernética vem se estabelecendo como atividade fundamental para o êxito das operações militares em todos os escalões de comando. Na condição de atividade especializada, sua execução baseia-se em uma concepção sistêmica, com métodos, procedimentos, características e vocabulário peculiares.

A ameaça cibernética vem sendo considerada uma das maiores no mundo atual, podendo causar consideráveis danos econômicos, políticos, militares e sociais. Nos últimos meses, foi possível acompanhar ataques de grandes proporções, que afetaram diferentes países.

Diante desse cenário, a sinergia buscada em soluções compartilhadas e a cooperação com as nações amigas, pela troca de conhecimentos e pelo desenvolvimento colaborativo da capacidade de cada um, são o remédio necessário para a proteção dos ativos de informações.

Serviço:

– 3º Estágio Internacional de Defesa Cibernética para Oficiais das Nações Amigas

– Período: 14 a 25 de maio, das 08:30 às 17:00 horas.

– Local: Centro de Instrução de Guerra Eletrônica – Estrada Parque do Contorno, Rodovia DF-001, km 05, Setor Habitacional Taquari – Lago Norte, Brasília-DF.

– Aula Inaugural: 14 de maio, segunda, às 09:30 h, no Quartel-General do Exército.

– Outras informações: (61) 3415-3470 ou rp@cige.eb.mil.br.

– Os veículos de comunicação interessados em cobrir o evento podem entrar em contato pelo (61) 3415-6189 ou agenciaexercito@ccomsex.eb.mil.br.

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Conflitos Geopolitica Inteligência Terrorismo

Trump anuncia saída dos EUA do acordo nuclear com o Irã e restabelece sanções...

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (8) a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã, ignorando os apelos dos aliados europeus para que o pactofosse mantido. Em discurso, Trump afirmou ainda que retomará as sanções contra o Irã, “instituindo omais alto nível de sanções econômicas”.

Em seu discurso, Trump acusou o Irã de apoiar terroristas e milícias, como o Hezbollah, o Hamas, oTaleban e a Al-Qaeda. “Temos provas de que o Irã mentiu e seguiu com o seu programa nuclearbélico”, disse Trump.

“Este é um negócio horrível, unilateral, que nunca deveria ter sido feito. Não trouxe calma, não trouxe paz e nunca trará”, acrescentou.”Está claro para mim que não temos como impedir que o Irã tenha uma bomba nuclear com a estrutura podre e deteriorada do atual acordo”, afirmou. “Os EUA não fazem mais ameaças vazias. Quando faço promessas, eu cumpro”, disse.

O processo de implementação será realizado entre 90 e 180 dias, segundo o Tesouro norteamericano.Trump não detalhou quais serão as sanções e nem como elas serão aplicadas. Também resta a incógnita se haverá punições para empresas que negociam no Irã. Segundo o assessor de Segurança Nacional americano, John Bolton, as sanções serão efetivadas “imediatamente” para novos contratos, acrescentando que as companhias estrangeiras terão meses para sair do Irã. Bolton acrescentou que Washington estava pronto para discutir uma solução muito mais ampla em torno deste tema sensível, mas também indicou ser possível a adoção de sanções adicionais contra Teerã.

 O que acontece com a saída dos EUA do acordo nuclear com o Irã?

“Não vamos deixar Trump ganhar guerra psicológica”, diz presidente do Irã

Presidente iraniano pode ‘perder tudo’ com política agressiva de Trump

“Desde que o acordo foi alcançado, o orçamento militar do Irã cresceu quase 40% enquanto sua economia está indo muito mal. Depois que as sanções foram levantadas, a ditadura usou seus novos recursos para construir seus mísseis com capacidade nuclear, apoiar o terrorismo e causar estragos em todo o Oriente Médio”, argumentou Trump.

Trump disse ainda que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, está a caminho da Coreia do Norte para discutir o encontro entre o presidente americano e o ditador norte-coreano, Kim Jongun.

 “Espera-se que um acordo seja alcançado e, com a ajuda da China, da Coreia do Sul e do Japão, um futuro de grande prosperidade e segurança possa ser alcançado para todos”, disse o presidente americano, referindo-se às negociações com Pyongyang.

Além de planejar a cúpula, prevista para o fim deste mês ou para o começo de junho, Pompeo tem pressionado o regime para libertar três cidadãos americanos presos na Coreia do Norte –eles 08/05/2018 Trump anuncia saída dos EUA do acordo nuclear com o Irã e restabelece teriam sido transferidos de campos de trabalho forçado para um hotel e Pyongyang na semana passada. Irã negocia, mas ameaça retomar programa nuclear Logo após o anúncio de Trump, o governo iraniano afirmou que a decisão do presidente americano é ilegal, ilegítima e mina acordos internacionais.

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, ordenou para que se chanceler negocie com os outros países envolvidos no acordo nuclear e afirmou que, se as negociações falharem, o país retomará o enriquecimento de urânio nas próximas semanas.

Os outros signatários do acordo haviam reafirmado apoio ao Irã, mesmo com uma saída norteamericana. Fazem parte do acordo três membros da União Europeia (França, Alemanha e Reino Unido), Rússia — cujo embaixador no Irã reafirmou há poucas horas apoio a Teerã – e China, maior compradora do petróleo iraniano atualmente. Logo após o anúncio, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que França, Alemanha e Reino Unido lamentam a decisão dos EUA de deixar o acordo nuclear com o Irã e acrescentou que o regime de nãoproliferação nuclear está em jogo.

“A China continuará em contato próximo com todas as partes relevantes e continuará apoiando e implementando o acordo com uma atitude objetiva, parcial e responsável”, disse um porta- voz do

ministério de negócios exteriores de Pequim mais cedo.

Ainda assim, existe a preocupação sobre como as empresas europeias lidarão com a saída dos

EUA do acordo: vão manter ou parar seus investimentos no Irã. Um outro ponto importante é saber se os EUA vão retomar punições a empresas europeias ou asiáticas que fazem negócios com entidades iranianas –isso poderia, por exemplo, impedir o comércio de certas empresas no mercado norte-americano. Disto também depende a reação dos europeus e, ao final, dos iranianos.

Fonte- UOL

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Síria: caças de Israel destroem depósito de armas com equipamentos do Irã

Depósitos de armas nas vizinhanças das cidades sírias de Hama e Aleppo foram atacados na madrugada de segunda-feira (30) com “foguetes hostis”, disse uma fonte militar síria à Sputnik.

Três autoridades dos EUA disseram à NBC News de maneira anônima que caças israelenses F-15 atacaram as instalações militares depois que o Irã transportou suas armas para lá. Segundo eles, Teerã estava entregando por duas semanas armas, incluindo mísseis terra-ar, armas de pequeno porte e mísseis antiaéreos.

As fontes alegaram que as armas foram entregues à Síria para um ataque subsequente contra Israel.

A mídia informou anteriormente que a base da 47ª Brigada da Síria no distrito de Hama, uma instalação militar no noroeste de Hama e uma instalação ao norte do Aeroporto Internacional de Aleppo foram alvejados nos ataques. Meios de comunicação locais informaram que 26 combatentes do Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica foram mortos nos ataques aéreos.Os governos de Israel e Síria não quiseram comentar o assunto.

Israel já atacou a Síria dezenas de vezes sob a justificativa de que precisa impedir que grupos hostis obtenham armas sofisticadas.

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=SrPekVJyc7w[/embedyt]

 

Fonte: Sputinik

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Forças Armadas no Brazil Cyber Defence - Entrevista com General Okamura, Comandante de Defesa Cibernética

EBlog – Como será a participação do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber) no Brazil Cyber Defence? O que será apresentado?

Gen Okamura – O ComDCiber apoiará, institucionalmente, o Brazil Cyber Defence. A agenda da “1ª Feira de Cibernética, Comunicações e Guerra Eletrônica” apresentará fóruns de discussão, painéis, workshops e palestras sobre a temática em questão, competições “capture the flag” e exposição de soluções e tecnologias. O site brazilcyberdefence.com apresenta maior detalhamento das atividades.

EBlog – Qual a importância de apoiar um evento dessa natureza?

Gen Okamura – É de grande importância o apoio da sociedade e das instituições públicas e privadas, pois o evento abordará temas relevantes e atuais nas áreas de cibernética, comunicações e guerra eletrônica, além de sensibilizar o poder político sobre a importância do tema.

EBlog – Como um evento desse tipo pode contribuir para o desenvolvimento da Defesa Cibernética dentro das Forças Armadas?

Gen Okamura – O evento pode contribuir para proporcionar ampla discussão em torno de questões importantes sobre segurança e defesa cibernética, guerra eletrônica e comunicações, por meio da interação de grandes nomes da indústria que representam suas empresas, de profissionais especialistas nas respectivas áreas, de importantes setores acadêmicos, de empresas startups e de estudantes nos mais diversos níveis.

EBlog – O senhor destacaria algumas das participações no Brazil Cyber Defence?

Gen Okamura – Sim. Kevin Mitnick, consultor e especialista em segurança; Paul de Souza, Presidente da Cyber Security Forum Iniciative; Demi Getschko, Diretor-Presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR; Patrícia Peck, advogada e especialista em Direito Digital, entre outros.

EBlog Representantes de Forças Armadas de outros países estão presentes?

Gen Okamura– Sim.

EBlog – Além do Brazil Cyber Defence, acontecerá, simultaneamente, a 7ª edição da “Conferência de Simulação e Tecnologia Militar” (CSTM). Qual a relevância de os dois eventos ocorrerem juntos?

Gen Okamura – A junção das potencialidades de cada setor e o aproveitamento de oportunidades para a integração e a colaboração.

EBlog – O Brazil Cyber Defence propõe debater assuntos de Defesa e Segurança entre as Forças Armadas e de Segurança Pública. Nesse contexto, como o senhor avalia a Defesa Cibernética, hoje, no Brasil?

Gen Okamura – A avaliação é positiva. O esforço de preparação e capacitação de pessoal, aliado aos investimentos no setor, permite afirmar que o Brasil evoluiu bastante no campo da Defesa Cibernética. Porém, como o setor cibernético encontra-se em constante evolução, é necessário que a qualificação de pessoal e os investimentos também sejam constantes, para que o Brasil continue evoluindo e se aprimorando.

EBlog – Recentemente, as três Forças Armadas uniram esforços para atuarem nesse setor, com a criação do ComDCiber. O senhor poderia explicar como funciona o Comando de Defesa Cibernética e como atua cada Força (Marinha, Exército e Aeronáutica) na Unidade?

Gen Okamura – O Comando de Defesa Cibernética é um Comando Operacional Conjunto dentro da estrutura regimental do Exército Brasileiro. Está organizado da seguinte maneira: Estado-Maior Conjunto, chefiado por um Contra-Almirante; Departamento de Gestão e Estratégia, chefiado por um Brigadeiro; e Centro de Defesa Cibernética, chefiado por um General de Brigada. O Comandante de Defesa Cibernética é um General de Divisão. O efetivo total, incluindo a Escola Nacional de Defesa Cibernética, deverá chegar a 300 militares, atuando nas atividades operacionais, doutrinárias, de ciência e tecnologia, de inteligência e de capacitação.

EBlog – Como a criação do ComDCiber ampliou a segurança cibernética do País?

Gen Okamura – A criação do ComDCiber vem contribuindo para que o Ministério da Defesa e as Forças Armadas tenham a capacidade de atuar no espaço cibernético, de forma conjunta, em rede e com a devida liberdade de ação. Importante destacar que essa criação impactou, positivamente, as áreas científico-tecnológica e industrial do País, além de maximizar o efeito dissuasório das Forças Armadas. No âmbito do Exército Brasileiro, o ComDCiber tem colaborado para o processo de transformação da Força, a fim de alcançar o grande objetivo, que é o de permitir a transição do EB, da era industrial para a era do conhecimento.

EBlog – O Brasil tem cooperação e integração com outros países nessa missão de realizar a defesa cibernética?

Gen Okamura – O ComDCiber está participando de parcerias estabelecidas pelo Ministério da Defesa e pelo Comando do Exército, assessorando-os quanto aos termos dessas colaborações. Nossos militares participam de cursos, feiras e exercícios internacionais, que permitem a obtenção de expertises para a condução de exercícios desse tipo pelo Brasil. Além disso, o ComDCiber realizará, em maio de 2018, o “III Estágio Internacional de Defesa Cibernética” e já tem confirmada a presença de representantes de diversas nações amigas, incluindo os países latino-americanos.

EBlog – Existe algum trabalho para ampliar a cultura de proteção cibernética dentro das Forças? De que maneira?

Gen Okamura – Sim, por intermédio da capacitação e sensibilização dos recursos humanos, evidenciando a importância da proteção cibernética.

EBlog – Qual a importância de se investir em defesa cibernética nas Forças Armadas?

Gen Okamura – A importância desse investimento é para resguardar a capacidade nacional e das estruturas de governo diante de possíveis ações cibernéticas hostis, além de reduzir os seus efeitos.

EBlog – Como será a participação do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber) no Brazil Cyber Defence? O que será apresentado?

Gen Okamura – O ComDCiber apoiará, institucionalmente, o Brazil Cyber Defence. A agenda da “1ª Feira de Cibernética, Comunicações e Guerra Eletrônica” apresentará fóruns de discussão, painéis, workshops e palestras sobre a temática em questão, competições “capture the flag” e exposição de soluções e tecnologias. O site brazilcyberdefence.com apresenta maior detalhamento das atividades.

EBlog – Qual a importância de apoiar um evento dessa natureza?

Gen Okamura – É de grande importância o apoio da sociedade e das instituições públicas e privadas, pois o evento abordará temas relevantes e atuais nas áreas de cibernética, comunicações e guerra eletrônica, além de sensibilizar o poder político sobre a importância do tema.

EBlog – Como um evento desse tipo pode contribuir para o desenvolvimento da Defesa Cibernética dentro das Forças Armadas?

Gen Okamura – O evento pode contribuir para proporcionar ampla discussão em torno de questões importantes sobre segurança e defesa cibernética, guerra eletrônica e comunicações, por meio da interação de grandes nomes da indústria que representam suas empresas, de profissionais especialistas nas respectivas áreas, de importantes setores acadêmicos, de empresas startups e de estudantes nos mais diversos níveis.

EBlog – O senhor destacaria algumas das participações no Brazil Cyber Defence?

Gen Okamura – Sim. Kevin Mitnick, consultor e especialista em segurança; Paul de Souza, Presidente da Cyber Security Forum Iniciative; Demi Getschko, Diretor-Presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR; Patrícia Peck, advogada e especialista em Direito Digital, entre outros.

EBlog Representantes de Forças Armadas de outros países estão presentes?

Gen Okamura– Sim.

EBlog – Além do Brazil Cyber Defence, acontecerá, simultaneamente, a 7ª edição da “Conferência de Simulação e Tecnologia Militar” (CSTM). Qual a relevância de os dois eventos ocorrerem juntos?

Gen Okamura – A junção das potencialidades de cada setor e o aproveitamento de oportunidades para a integração e a colaboração.

EBlog – O Brazil Cyber Defence propõe debater assuntos de Defesa e Segurança entre as Forças Armadas e de Segurança Pública. Nesse contexto, como o senhor avalia a Defesa Cibernética, hoje, no Brasil?

Gen Okamura – A avaliação é positiva. O esforço de preparação e capacitação de pessoal, aliado aos investimentos no setor, permite afirmar que o Brasil evoluiu bastante no campo da Defesa Cibernética. Porém, como o setor cibernético encontra-se em constante evolução, é necessário que a qualificação de pessoal e os investimentos também sejam constantes, para que o Brasil continue evoluindo e se aprimorando.

EBlog – Recentemente, as três Forças Armadas uniram esforços para atuarem nesse setor, com a criação do ComDCiber. O senhor poderia explicar como funciona o Comando de Defesa Cibernética e como atua cada Força (Marinha, Exército e Aeronáutica) na Unidade?

Gen Okamura – O Comando de Defesa Cibernética é um Comando Operacional Conjunto dentro da estrutura regimental do Exército Brasileiro. Está organizado da seguinte maneira: Estado-Maior Conjunto, chefiado por um Contra-Almirante; Departamento de Gestão e Estratégia, chefiado por um Brigadeiro; e Centro de Defesa Cibernética, chefiado por um General de Brigada. O Comandante de Defesa Cibernética é um General de Divisão. O efetivo total, incluindo a Escola Nacional de Defesa Cibernética, deverá chegar a 300 militares, atuando nas atividades operacionais, doutrinárias, de ciência e tecnologia, de inteligência e de capacitação.

EBlog – Como a criação do ComDCiber ampliou a segurança cibernética do País?

Gen Okamura – A criação do ComDCiber vem contribuindo para que o Ministério da Defesa e as Forças Armadas tenham a capacidade de atuar no espaço cibernético, de forma conjunta, em rede e com a devida liberdade de ação. Importante destacar que essa criação impactou, positivamente, as áreas científico-tecnológica e industrial do País, além de maximizar o efeito dissuasório das Forças Armadas. No âmbito do Exército Brasileiro, o ComDCiber tem colaborado para o processo de transformação da Força, a fim de alcançar o grande objetivo, que é o de permitir a transição do EB, da era industrial para a era do conhecimento.

EBlog – O Brasil tem cooperação e integração com outros países nessa missão de realizar a defesa cibernética?

Gen Okamura – O ComDCiber está participando de parcerias estabelecidas pelo Ministério da Defesa e pelo Comando do Exército, assessorando-os quanto aos termos dessas colaborações. Nossos militares participam de cursos, feiras e exercícios internacionais, que permitem a obtenção de expertises para a condução de exercícios desse tipo pelo Brasil. Além disso, o ComDCiber realizará, em maio de 2018, o “III Estágio Internacional de Defesa Cibernética” e já tem confirmada a presença de representantes de diversas nações amigas, incluindo os países latino-americanos.

EBlog – Existe algum trabalho para ampliar a cultura de proteção cibernética dentro das Forças? De que maneira?

Gen Okamura – Sim, por intermédio da capacitação e sensibilização dos recursos humanos, evidenciando a importância da proteção cibernética.

EBlog – Qual a importância de se investir em defesa cibernética nas Forças Armadas?

Gen Okamura – A importância desse investimento é para resguardar a capacidade nacional e das estruturas de governo diante de possíveis ações cibernéticas hostis, além de reduzir os seus efeitos.

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Geopolítica Inteligência Rússia Tecnologia

Skripal: Laboratório suíço diz que substância não foi produzida na Rússia

A informação é divulgada, este sábado, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov.

toxina responsável pelo envenenamento de Sergei Skripal, o ex-espião russo a viver no Reino Unido, “nunca” foi produzida na Rússia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, revelou hoje, de acordo com o noticiado pelo portal Russia Today, que o laboratório suíço que analisou as amostras enviadas pelo Reino Unido concluiu que a substância em causa, denominada BZ não só não foi produzida na Rússia, como foi utilizada pelos Estados Unidos, Reino Unido e outros países que fazem parte da NATO.

 Nesta senda e tendo conhecimento do resultado das análises efetuadas à substância tóxica, Sergei Lavrov acusou o Observatório para a Proibição de Armas Químicas, das Nações Unidas, de omitir esta informação, limitando-se, apenas, a mencionar qual a fórmula da substância utilizada no envenenamento de Skripal e da filha Yulia.
Fonte: Mundo Ao Minuto

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Geopolítica Geopolitica Inteligência Sistemas Navais

A Grã-Bretanha enviou submarinos para o litoral da Síria

E.M.Pinto

A primeira-Ministra Britânica Theresa May ordenou o envio de submarinos da Marinha Real Britânica  para as costas da Síria à distância de um ataque de mísseis. Os submarinos foram ordenados a preparar-se para atacar as forças governamentais do presidente da Síria Bashar Al Assad .

Theresa May se prepara então para participar da ação militar dos Estados Unidos. Além disso, em 12 de abril, o primeiro-Ministro convocou uma reunião de emergência do governo. Está previsto a discussão da resposta da Grã-Bretanha a um ataque químico na cidade de duma.