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Plano Brasil/Relações Militares Brasil e EUA/Análise: “EB, integrando os Interesses Estratégicos na condição de Vice Comandante de Interoperabilidade do Comando Sul das FFAA dos EUA, que abrange as Américas do Sul e Central e Caribe, fará parte pela primeira vez do USSOUTHCOM”  

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/Relações Militares Brasil e EUA/Análise: “EB, integrando os Interesses Estratégicos na condição de Vice Comandante de Interoperabilidade do Comando Sul das FFAA dos EUA, que abrange as Américas do Sul e Central e Caribe, fará parte pela primeira vez do USSOUTHCOM”.

  “O anúncio foi feito no dia 9 de fevereiro de 2019 pelo Almirante Craig S. Faller, Chefe do Comando Sul, durante depoimento em uma comissão do Senado norte-americano.

O Comando do Sul (SOUTHCOM) integra tropas do Exército, da Força Aérea, da Marinha de Guerra e da Guarda Costeira dos Estados Unidos e tem como tarefa defender a “Política de Segurança dos EUA na América Central, América do Sul e o Caribe”.

No documento que apresentou ao Senado, o Almirante destaca Colômbia, Brasil e Chile como parceiros para uma “Estratégia de Segurança Regional e Global”. E cita nominalmente Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua como ameaças aos interesses dos Estados Unidos na região.

O documento afirma que as Forças Armadas brasileiras, integrando-se ao Special Purpose Marine Air-Ground Task Force (SPMAGTF), se unirá ainda este ano a uma rede logística para apoiar possíveis ações militares dos EUA na região, além de liderar o Exercício Naval Multinacional UNITAS AMPHIB 2019, de modo que, permitirá o estabelecimento de uma Força-Tarefa Multinacional para apoiar a resposta humanitária, uma capacidade que o Brasil não desenvolve desde o terremoto no Haiti em 2010″.  Fonte: Sul 21.”

 

General brasileiro fará parte de comando militar americano pela primeira vez

Em negociação que vinha do governo Temer mas que se encaixa com diretriz de Bolsonaro, oficial irá substituir chileno em função de cooperação Folha de São Paulo (FSP), Mundo, Página A15, Quinta-Feira, 14/fevereiro/2019 

 Por Igor Gielow

BRASÍLIA

O Brasil terá, pela primeira vez, um general integrado ao Comando Sul, a unidade que coordena os interesses estratégicos e militares dos Estados Unidos na América do Sul, na América Central e no Caribe.

O Exército designou o general-de-brigada Alcides Valeriano de Faria Júnior, hoje chefiando a 5ª Brigada de Cavalaria Blindada, de Ponta Grossa (PR), para o cargo.

A negociação vem desde o começo do ano passado. Ela foi acelerada agora porque o atual titular do cargo que o general irá ocupar, um chileno, decidiu deixar o posto antes do prazo previsto, em novembro.

Faria Júnior será subcomandante de interoperabilidade do Comando Sul, responsável por ajudar a comunicação entre forças na região. Ele deverá ir em março para Doral, na Flórida, onde fica sediado o órgão.

A indicação de um brasileiro para a função inédita foi revelada nesta quarta (13) pelo jornal Valor Econômico, que citou um discurso ao Senado americano do chefe do Comando Sul, almirante Craig Faller, sobre o caso.

Faller esteve no Brasil nesta semana para falar sobre cooperação militar e a crise na Venezuela, tendo se encontrado com o chanceler Ernesto Araújo e com oficiais no Ministério da Defesa.

O fato de a negociação já estar avançada desde o governo passado desautoriza a especulação de que a indicação faz parte da determinação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de forjar uma aliança ampla com a gestão de Donald Trump nos EUA.

Na prática, contudo, ela cai como uma luva para essa intenção. O inegável simbolismo é grande e será explorado por adversários e apoiadores do governo, já que até aqui o Brasil só teve cargos de comando em missões multilaterais sob o guarda-chuva da ONU, com exceções históricas como a intervenção militar liderada pelos americanos na República Dominicana, em 1965.

Hoje, o Brasil tem cooperação com dezenas de países, geralmente com o envio e recebimento de oficiais para funções de instrução em academias militares, além da participação em missões das Nações Unidas como a que patrulha as águas do Líbano, que é comandada por brasileiros.

Não se trata, contudo, de algum prelúdio para o uso conjunto da força contra a ditadura de Nicolás Maduro na Venezuela.

A área militar brasileira é contrária a uma ação no vizinho, defendendo que ela seria catastrófica para venezuelanos e também para o Brasil, que receberia um fluxo ainda maior de refugiados pela fronteira em Roraima.

O Comando Sul abriga cerca de 1.200 militares e civis, sendo um dos dez existentes no mundo. Seis têm abrangência geográfica, cobrindo todo o globo na defesa de instalações e interesses americanos.

Outros quatro têm funções operacionais específicas e atendem a todos os demais, como os comandos de Transporte ou de Cibernética. Apenas os EUA têm esse tipo de capacidade de projeção de força por todo mundo hoje.

A relação entre forças americanas e de países latinos é longa e conturbada. No começo do século 20, para responder a uma crise justamente na Venezuela, o então presidente Theodore Roosevelt definiu que os EUA tinham direito de tratar a América Latina como sua zona de influência —eufemismo para quintal.

Ao longo dos anos, Washington apoiou golpes militares que lhe favoreciam politicamente, como o de 1964 no Brasil, e interveio diretamente em algumas ocasiões, como na República Dominicana ou em Granada, em 1983, em ambos os casos visando barrar governos esquerdistas alinhados à União Soviética.

O século 21 trouxe o Brasil para as missões de paz da ONU em função de destaque, como no Haiti, Congo e Líbano. A cooperação com outros países acentuou-se, mas ainda há temas tabus para os militares brasileiros. Quando o presidente Bolsonaro e o chanceler Araújo sugeriram que os americanos poderiam construir uma base no Brasil, para surpresa dos próprios diplomatas em Washington, a reação da cúpula da defesa foi rápida, vedando a iniciativa. Na região, os EUA mantém presença na Colômbia, onde atuaram por anos em colaboração com as forças locais contra a guerrilha do narcotráfico.

Outras desavenças acerca da condução das negociações sobre Venezuela levaram o chanceler a ser submetido a uma espécie de intervenção branca por parte da ala militar do governo, receosa de decisões contrárias a seus interesses em campos sensíveis. Agora, tanto Itamaraty quanto Defesa consideram as relações azeitadas.

Fonte: Folha de São Paulo (FSP)  

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América do Sul América Latina Defesa brasileira.

CERIMÔNIA DE PASSAGEM DE COMANDO DO EXÉRCITO BRASILEIRO REÚNE AUTORIDADES E EMOCIONA O PÚBLICO EM BRASÍLIA

Brasília (DF) – No dia 11 de janeiro, o General de Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas passou oficialmente o comando da Força Terrestre para o General de Exército Edson Leal Pujol. A cerimônia também marcou a entrega da Medalha do Mérito Militar, grau Grã-Cruz, ao Presidente da República, Jair Bolsonaro.

Diversas autoridades prestigiaram a cerimônia, como o Vice-Presidente, General de Exército Antônio Hamilton Martins Mourão; o Ministro da Defesa, General de Exército Fernando Azevedo e Silva; o Ministro de Segurança Institucional, General de Exército Augusto Heleno Ribeiro Pereira; o Ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro; o Ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes; e os novos comandantes da Marinha, Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior, e da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez.

O General Villas Bôas permaneceu quase 4 anos à frente da Instituição (de 5 de fevereiro 2015 a 11 de janeiro de 2019), e seu carisma e popularidade junto à sociedade puderam ser conferidos no salão onde aconteceu o evento. Milhares de pessoas estavam reunidas para acompanhar de perto esse momento. Em suas palavras, ele agradeceu a todos que fizeram parte de sua caminhada no meio civil e militar e relembrou o momento que entrou na vida castrense: “volto ao meu Exército, onde ingressei há 52 anos, precisamente no dia 15 de março de 1967, inspirado em meu pai, artilheiro de boa cepa, e estimulado por minha mãe, verdadeira mulher de soldado.  Desde os 16 anos de idade, vivi abrigado em uma Instituição em que o sucesso profissional jamais me exigiu abrir mão dos meus valores. Instituição de gente feliz, realizada e comprometida, em ambientes saudáveis, onde, despreocupadamente, minha família conviveu sob o manto da amizade e da camaradagem. Trata-se de um Exército sempre presente nos mais remotos rincões, a proporcionar estabilidade, segurança, defesa e ações em prol do desenvolvimento econômico, científico, tecnológico e social”. Ao término do discurso, o General foi aplaudido de pé pelos presentes, por mais de um minuto.

Durante a solenidade, o Ministro da Defesa destacou o trabalho do General Villa Bôas no período em que esteve à frente da Instituição: “o General Villas Bôas é reconhecido pelo carisma de líder equilibrado. Mas o seu grande feito não pode ser medido com olhos rasos. A maior entrega deste Comandante foi o que ele conseguiu evitar. Foram tempos que colocaram à prova a postura do Exército como organismo de Estado, isento da política e obediente ao regramento democrático. Manteve a ética como parceira do cotidiano militar e induziu a disciplina consciente como modelo de comportamento. Fez do Exército solução, não parte do problema”.

O General Villas Bôas afirmou estar feliz com a escolha do novo comandante: “embora emocionado, sinto-me extremamente feliz, pela circunstância de estar passando o comando do Exército de Caxias a um profissional que elevará os níveis de desempenho da Força Terrestre, tanto no que diz respeito à parte anímica, quanto na eficiência operacional, ancorado na evolução tecnológica que vigorosamente persegue, bem como na interação com a sociedade, respaldado em sua evidente e renomada capacidade intelectual, na cultura profissional, na sólida liderança estratégica e na vasta experiência”.

Para o novo comandante, General Leal Pujol, “o desafio maior de um oficial do Exército, de um oficial-general, é o que eu estou recebendo agora, não só por estar à frente de uma instituição que tem a maior credibilidade junto à sociedade brasileira, em um momento importante da vida nacional, em que todos depositam a esperança de um Brasil melhor. Suceder o General Villas Bôas, um líder carismático que conduziu o Exército de forma exemplar, é um grande desafio. Sua liderança nos cativou muito, sempre nos motivando a cumprir as missões com muito profissionalismo. Não vou substituí-lo, mas sim, dar continuidade ao trabalho dele e de seus antecessores. Será um período de muito trabalho, mas com os recursos humanos que o Exército dispõe, de profissionais de alto nível, essa tarefa será facilitada”.

Fonte: Exército Brasileiro

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Braço Forte Defesa brasileira.

Precisão, eficiência e eficácia na logística foi fundamental para desmobilização do Exercício AMAZONLOG17.

Publicação: Qua, 21 Fev 2018 11:39:00 -0300

Rio de Janeiro (RJ) – A Base de Apoio Logístico do Exército (BaApLogEx), por meio do Estabelecimento Central de Transportes (ECT) e da 2ª Companhia de transporte (2ª Cia de Trnp) da 2ª Região Militar, executaram, no período de 18 de janeiro a 13 de fevereiro, a desmobilização do AMAZONLOG17, junto com o Eixo Amazônico, atividade de transporte estabelecida no Plano Geral de Transporte do Comando Logístico (COLOG), que tem como missão o transporte de suprimento de diversas classes para a 12ª Região Militar (12ª RM).

A fase de desmobilização caracteriza o término da Operação AMAZONLOG17, que foi um Exercício de Logística Multinacional Interagências inédito na América do Sul, conduzido pelo COLOG. A BaApLogEx desdobrou uma Base Logística Internacional, em Tabatinga (AM), tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, composta por Unidades Logísticas Multinacionais Integradas (ULMIs) que foram adestradas no apoio à civis e a ajuda humanitária. Durante o Exercício Logístico, em toda a região, foram desenvolvidas ações conjuntas, multinacionais e interagências por tropas e agências brasileiras, colombianas, norte-americanas e peruanas. A atividade contou, também, com a participação de militares de nações amigas e de empresas expositoras de muitos países.

A fim de cumprir a missão de desmobilização do AMAZONLOG17 e do Eixo Amazônico, o comboio do ECT e da 2ª Cia de Trnp, com cerca de 30 viaturas, percorreu um trajeto de cerca de 7.500 km (Rio de janeiro – Porto Velho – Rio de janeiro) , contando com o apoio relevante de algumas organizações militares, como o 21º Depósito de Suprimentos, 37º Batalhão de Infantaria Leve, 3ª Bateria de Artilharia Antiaérea, 9º Batalhão de Suprimento, 18º Grupo de Artilharia de Campanha, 2º Batalhão de Fronteira, Tiro de Guerra 12/008, 17ª Base Logística (17ª Ba Log) e 5º Batalhão de Engenharia de Construção. As Forças Auxiliares também proveram apoio, por meio do 2º Batalhão de Polícia Militar. Tais organizações militares ofereceram alimentação e alojamento para os integrantes do comboio, proporcionando um ambiente seguro, confortável e acolhedor para que a missão pudesse ser cumprida com êxito.

Um dos pontos críticos da operação em pauta foi a mudança do modal de transporte (Intermodalidade) em Porto Velho (RO). Nessa Cidade, a 17ª Ba Log gerenciou a atividade de descarregamento e carregamento dos materiais de todas as classes do comboio do ECT e 2ª Cia Trnp, modal rodoviário, e das balsas do Centro de Embarcações do Comando Militar da Amazônia (CECMA), modal fluvial. A integração dessas organizações militares foi fundamental para a precisão, eficiência e eficácia da operação logística.

A missão se caracterizou pela flexibilidade, adaptabilidade, modularidade, elasticidade e sustentabilidade, sendo estabelecido um comboio, pelo ECT, e os módulos fluviais (balsas), pelo CECMA, conforme as demandas apresentadas. Tal atividade logística foi complexa, tomada por vários riscos logísticos, tais como acidentes e roubo de produtos de defesa. Diante disso, a hospedagem, a alimentação, o monitoramento, o controle (Sistema Pacificador), a integração dos envolvidos na operação logística de transporte foram elementos fundamentais para proporcionar um ambiente adequado e seguro, mitigando os riscos supramencionados e mantendo a imagem positiva do Exército Brasileiro. Vários destinos e somente uma certeza: Transportar!

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Futuro da Embraer é assunto de reunião de emergência entre FAB e fabricante sueco de caças

O encontro ocorreu nesta quinta-feira (11) em Brasília

Gripen – Foto: Peter Liander/Saab

O Comando da Força Aérea Brasileira (FAB) e diretores da empresa sueca Saab se reuniram em Brasília, nesta quinta-feira (11), para tratar das negociações para a compra da Embraer pela americana Boeing.

Fontes ouvidas por EXPRESSO revelaram que o clima na FAB e na companhia europeia é de irritação com a empresa americana, que passaria a ter atuação no andamento do projeto FX-2.

O projeto prevê a produção de 36 caças suecos Gripen com transferência de tecnologia para o país, além de permitir ao Brasil vender as aeronaves com a nova tecnologia para outros países.

Por parte da Saab também pesam a preocupação de perder espaço nas futuras aquisições de aviões pelo governo federal e até a possibilidade de as instalações criadas para o desenvolvimento dos caças suecos no Brasil ficarem paradas após a entrega das 36 aeronaves, já que não interessaria à Boeing produzir o modelo concorrente.

Fonte: EXPRESSO | Época

 

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Ministro dá aval a acordo da Embraer ‘incluindo área de Defesa’

O governo brasileiro pode vir a apoiar uma parceria mais ampla entre a americana Boeing e a Embraer — que envolva também projetos das Forças Armadas, além da linhas de produção comercial (aeronaves civis). Segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, desde que o acordo tenha cláusulas que preservem o sigilo, não há restrições. O Brasil, destacou o ministro, só não abrirá mão do controle da companhia porque isso significaria “flexibilizar a soberania nacional”.

Por Geralda Doca / Ana Paula Ribeiro / João Sorima Neto

— É possível fazer uma parceria ou promoção comercial também na área militar, desde que seja resguardado o sigilo, caso a caso. Só não faremos alienação, venda ou transferência do controle — disse o ministro.

O governo tem uma golden share, classe especial de ações que permite o veto em questões estratégicas. Jungmann ressalta que os países não repassam o controle das empresas que atuam na fabricação de equipamentos de Defesa.

O ministro disse ainda o governo ainda não recebeu uma proposta concreta da Boeing, mas que a expectativa em torno das tratativas é positiva:

— A Defesa torce para que essa parceria avance — ressaltou.

Mesmo sem um modelo definido para a parceria com a Boeing, como compra de ações ou associação, a Embraer pretende manter conversas com o governo para mostrar o melhor caminho para a empresa, o que poderia render frutos para o país. Segundo uma fonte, a fabricante americana defende que é possível encontrar um modelo em que o sigilo e a autonomia da operação na área de Defesa sejam preservados.

— O importante é que houve a sinalização de que é possível ter um arranjo na área de Defesa em que sejam mantidos os aspectos de sigilo, interesse estratégico e soberania. Esse tipo de arranjo já ocorre na Austrália e no Reino Unido, onde a Boeing tem parcerias — disse a fonte, que falou sob condição de anonimato.

Nestes casos, a Boeing cumpre uma série de protocolos para que não ocorra a circulação de informações relativas à segurança dos países em que atua. Procuradas, as empresas não comentaram o assunto e se limitaram a informar que não há novidade desde a divulgação do comunicado do último dia 21, quando ambas afirmar estudar uma associação.

MAIS ACESSO A MERCADOS

Internamente, a Embraer vê de forma favorável a associação com a Boeing num mercado que vem se consolidando. O segmento de aviões regionais vem ganhando novos concorrentes de China e Rússia, e a canadense Bombardier fez acordo recente com a europeia Airbus.

Segundo o ministro Jungmann, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento na área de Defesa são muito elevados. Ele afirma que o cargueiro tático KC-390, desenvolvido pela Embraer, só avançou porque o governo investiu R$ 6 bilhões e se comprometeu a comprar 28 aeronaves do modelo. O acordo com a Boeing também teria potencial de elevar a competitividade da companhia brasileira no segmento de aviões civis, como o E-195.

— Ter a Boeing olhando para o KC-390 e o E-195 é muito positivo — disse uma fonte ligada à Aeronáutica.

Segundo uma fonte que acompanha as negociações, a parceria cria um novo cenário para a venda de produtos:

— O KC-390 é um avião que pode aumentar a participação da Embraer em um segmento mais rentável. Mas para isso é preciso uma estrutura comercial que a Boeing tem de sobra. Será possível impulsionar a venda de produtos ao mercado americano.

Outro argumento é que a associação tem potencial para intensificar a aproximação comercial entre Brasil e EUA:

— Quando se tem uma indústria estratégica envolvida, você acaba tendo uma aproximação comercial.

Para Carlos Soares, analista da Magliano, a operação facilitaria a compra de equipamentos, insumos e troca de tecnologia.

Já o diretor do sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Herbert Claros, criticou a negociação:

— Temos certeza de que a negociação incluirá tanto a área de jatos executivos quanto a de Defesa, já que Boeing e Embraer têm parceria para a venda do KC-139 no exterior. Isso preocupa porque defendemos, além da preservação dos empregos, a manutenção da soberania da Embraer no segmento de Defesa.

Fonte: O GLOBO

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A Bradar é uma empresa ‘pertencente ao grupo Embraer Defesa e Segurança’, criada no início de 2011 para liderar o processo de fortalecimento da indústria brasileira de defesa e segurança.

 

 

  • Radar SABER-M60 radar tridimensional – 3D, modular, de estado sólido – Pulso Doppler Coerente, que incorpora as mais avançadas tecnologias para detectar, simultaneamente, até 60 alvos.
  • Radar SABER-M200 solução para Artilharia Antiaérea, Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo Civil

Edição : Plano Brasil

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Embraer nega que venda de setor de defesa afetará soberania nacional

A Embraer afirmou nesta quarta-feira (3) que uma possível venda de seu setor de defesa para a Boeing não irá afetar a segurança nacional.

© AP Photo/ Hussein Malla

As informações são da Folha da S. Paulo.

A afirmação sobre as implicações de uma venda para a Boeing foi prestada à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão responsável por regular o mercado de ações. Uma possível venda da Embraer é discutida desde o fim de 2017 e nesta semana foi divulgado que o interesse da Boeing também incluí o setor de defesa.

Projetos sensíveis como o futuro submarino nuclear do Brasil e a vigilância das fronteiras nacionais contam com a participação da Embraer, o que fez levantar suspeitas sobre a viabilidade de uma venda para uma empresa dos Estados Unidos.

Criada como uma companhia estatal em 1969, o Governo Federal tem a chamada “golden share” na Embraer, ou seja, vendas que ultrapassem 35% precisam de autorização da União. O presidente Michel Temer (PMDB) disse que não irá permitir uma mudança no controle acionário da companhia.

“A eventual combinação de negócios com a Boeing deve preservar, antes de mais nada, os interesses estratégicos da segurança nacional e respeitar incondicionalmente as restrições decorrentes da ação de classe especial”, disse a Embraer em comunicado.

A companhia também afirmou que a golden share do Governo brasileiro será respeitada “incondicionalmente”.

Fonte: Sputnik

http://www.planobrazil.com/boeing-tambem-quer-comprar-divisao-militar-da-embraer/

 

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Boeing também quer comprar divisão militar da Embraer

A Boeing também tem interesse na divisão militar da Embraer, que é responsável por projetos estratégicos da defesa brasileira como a construção de seu submarino nuclear e satélites.

© Foto: Divulgação / Facebook Embraer

As informações são da Folha da S. Paulo.

O interesse da empresa dos EUA foi divulgado no fim de 2017 e confirmada pela própria Embraer. À época, o presidente Michel Temer (PMDB) descartou a possibilidade de uma possível transferência de controle da Embraer.

Criada como uma companhia estatal em 1969, o Governo tem a chamada “golden share” na Embraer, ou seja, vendas que ultrapassem 35% precisam de autorização da União.

Com a intenção da Boeing de também adquirir a divisão militar da Embraer, o negócio pode enfrentar dificuldades.

Projetos sensíveis como o desenvolvimento do submarino nuclear brasileiro, o controle de fronteiras realizado pelo Exército e o desenvolvimento de satélites de comunicação são alguns dos projetos estratégicos que envolvem a Embraer.

A área de defesa é responsável por cerca de 20% do faturamento da companhia.

Fonte: Sputnik

 

 

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SAAB JAS – 39 Gripen: Two Steps From Hell – Victory

 

 

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Vídeo – Blindado VBTP-MR Guarani

 

Viatura Blindada de Transporte de Pessoal – Média sobre Rodas – GUARANI

 

https://www.youtube.com/watch?v=hIXLg0fnT4c

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Caças suecos Gripen rumo ao Brasil: ‘recursos operacionais são revolucionários’

© REUTERS/ Ints Kalnins

Em 27 de outubro de 2014, a Saab anunciou a conclusão do contrato com o governo brasileiro para a venda de 36 aviões Gripen NG. A transação é considerada como um marco no processo de transferência de tecnologia entre Brasil e Suécia.

Segundo a empresa suaca, o contrato prevê um programa de transferência de tecnologia cujo objetivo é “oferecer à indústria aeroespacial brasileira a tecnologia e o conhecimento necessários para manter e desenvolver os aviões Gripen no Brasil”. Para a Saab, um dos marcos importantes deste programa é a abertura do Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN) no Brasil.

Ao todo, serão 36 aviões de combate que irão modernizar a frota da Força Aérea Brasileira. De acordo com a empresa sueca, toda entrega estará concluída no ano de 2024.

Informações prestadas pela Força Aérea Brasileira à Sputnik Brasil revelam que este Centro foi montado na cidade de Gavião Peixoto, em São Paulo. Na avaliação da FAB, “o Centro é considerado o principal marco no processo de transferência de tecnologia entre Brasil e Suécia” e, quando estiver em pleno funcionamento, cerca de 300 engenheiros e técnicos estarão trabalhando no desenvolvimento das aeronaves Gripen NG. A Força Aérea também informou que “das 36 unidades adquiridas pelo Brasil, 23 serão produzidas pela Embraer, sendo 15 totalmente fabricadas aqui” com este processo de transferência de tecnologia.

Para pilotar os aviões Gripen, a Força Aérea Brasileira montou o Grupo Fox, liderado pelo Tenente-Coronel Renato Leal Leite. O Grupo iniciou os trabalhos efetivos em janeiro deste ano “no Comando de Preparo (Comprep), em Brasília (DF), na coordenação de implantação do caça, que por aqui recebeu a designação de F-39”.

Nas palavras do Tenente-Coronel Renato Leal Leite, “o Gripen não é apenas um avião, é um sistema. E o nível de complexidade dele é grande. O trabalho do Grupo Fox vai ajudar a operação ocorrer em sua plenitude”. O militar define o F-39 [denominação no Brasil do Gripnen NG] como “um avião com capacidade multi-missão: defesa aérea, ataque e reconhecimento”.

O plano de trabalho para operacionalidade dos aviões F-39, que vai se estender até 2021, prevê “um relacionamento estreito com a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac), responsável pelo contrato de aquisição das 36 unidades do caça”.

Ainda segundo a Aeronáutica, “outra atribuição será o assessoramento aos “grandes comandos” da FAB em relação à infraestrutura a ser disponibilizada na Ala 2 (antes denominada de Base Aérea de Anápolis), em Goiás”. A base será a primeira a receber o F-39 e a meta é garantir o início da operação de maneira efetiva.

O Tenente-Coronel Renato Leal Leite também declarou que o “F-39 possui recursos operacionais que podem ser considerados sistemas revolucionários e, por isso, o Grupo Fox, que o oficial comanda, terá a missão de se entrosar com os demais órgãos da FAB para realização de estudos a respeito das capacidades possibilidades da aeronave F-39 com objetivo de desenvolver conteúdo doutrinário a ser proposto para a operação do novo avião”.

Fonte: Sputnik

 

 

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Brasil e a importância da industria de defesa

 

 

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SAAB quer o mar brasileiro

Carlos Sambrana

O Brasil está, novamente, na mira da sueca Saab, fabricante de aviões, navios e submarinos, entre outros equipamentos de defesa. Depois do bem-sucedido contrato de US$ 5,4 bilhões para a venda de 36 caças do modelo Gripen, fechado em 2015, a companhia quer replicar a parceria com o governo reaparelhando a sucateada Marinha brasileira. A ideia da Saab é não apenas vender navios e submarinos, mas criar uma aliança estratégica entre a Suécia e o Brasil no campo da defesa. Para se diferenciar dos concorrentes, a empresa afirma que irá propor uma profunda troca de experiências e de transferência de tecnologia.

“Estamos confiantes de que nosso plano para o País na área naval é o melhor que chegará às mãos do governo brasileiro”, disse à coluna o sueco Bo Torrestedt, presidente da Saab na América Latina. “A sintonia já existente entre a Suécia e o Brasil na área de defesa cria o ambiente ideal para fortalecermos essa relação nos rios e mares brasileiros”, acrescentou Alencar Leal, executivo da Saab para a área de novos projetos. Os detalhes da nova ofensiva da Saab no Brasil ainda estão em fase de elaboração, mas os executivos já estão conversando com membros do governo e oficiais de alta patente da Marinha brasileira.

Fonte: ISTOÉ