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FAB PÉ DE POEIRA: FAB celebra os 77 anos da Infantaria da Aeronáutica

A Infantaria da Aeronáutica foi criada em 1941, mesmo ano em que se institucionalizou o Ministério da Aeronáutica

A Infantaria da Aeronáutica celebrou 77 anos de criação, nesta segunda-feira (10), com cerimônia militar realizada na Primeira Brigada de Defesa Antiaérea, em Brasília (DF). A solenidade foi presidida pelo Comandante de Preparo, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Egito do Amaral, e contou com a presença de diversas autoridades militares.

“Infantes de ontem, de hoje e de sempre! Não se deixem iludir pelo cenário de paz e tranquilidade que vivenciamos em nosso continente, nem pela necessidade de participarmos em ações subsidiárias em prol da sociedade brasileira. Não obstante essa realidade e independentemente das restrições orçamentárias vigentes, estarmos prontos para a Guerra constitui a razão de existirmos”, ressaltou o Oficial-General na Ordem do Dia.

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Durante a cerimônia, ocorreu uma homenagem aos Brigadeiros de Infantaria da reserva Agostinho Shibata, José Roberto Durans Amorim e Rodolfo Freire de Rezende. “Fico muito grato por essa homenagem e tenho certeza de que essa nova geração está conduzindo corretamente o rumo da Infantaria”, disse o Brigadeiro Shibata.

Em seguida, militares da Infantaria da reserva entraram em forma juntamente com militares da atualidade, formando um dos grupamentos da tropa que contou ainda com a Banda de Música da Ala 1, Grupamento Operacional, Comandante da Tropa e seu Estado-Maior, Bandeira Nacional e sua Guarda, Companhia Cerimonial Santos-Dumont, Primeira Brigada de Defesa Antiaérea e de Operação de Controle de Distúrbios.

Na sequência, também, desfilaram as viaturas operacionais utilizadas nas missões de Polícia de Aeronáutica, patrulhamento tático móvel e rondas ostensivas; viaturas do Terceiro Grupo de Defesa Antiaérea, com uma Unidade de tiro do míssil Igla-S, responsável por prover a defesa antiaérea; e o caminhão utilizado para o transporte de tropas, com capacidade de 20 homens e carga máxima de cinco toneladas.

Exposição

A homenagem à Infantaria, também, contou com uma exposição com materiais utilizados pela tropa da Defesa Antiaérea, como rádios de comunicação, material de escalada e de uso individual do militar, além do Radar Saber M-60.

“A gente faz a cobertura radar em zonas de sombra, como atrás de morros, para visualizar as aeronaves que estão se aproximando do ponto sensível”, explicou o Sargento Sandro Campos da Fonseca, do Serviço de Guarda e Segurança do Terceiro Grupo de Defesa Antiaérea, localizado em Anápolis (GO).

História

A Infantaria da Aeronáutica foi criada durante a Segunda Guerra Mundial, em 1941, mesmo ano em que se institucionalizou o Ministério da Aeronáutica, quando foram ativadas as primeiras Companhias de Infantaria de Guarda.

Já em 1982, o então Ministro da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Délio Jardim de Mattos, determinou que oficiais passassem a ser formados pela Academia da Força Aérea, adestrados para assumirem atividades inerentes à Autodefesa de Superfície, Defesa Antiaérea e Operações Especiais.

Em 2012, a Doutrina Básica da Força Aérea Brasileira definiu novos papéis para a Infantaria da Aeronáutica, exigindo transformações estruturais e organizacionais, resultando na ativação dos Grupos, Esquadrões, Esquadrilhas e Elementos de Segurança e Defesa, responsáveis pela proteção permanente do Comando da Aeronáutica e empregadas em diversas missões reais, das quais se destacam as operações para a Garantia da Lei e da Ordem.

“Desde o início, a Força Aérea compreendeu a importância de se ter uma proteção das suas bases, instalações e recursos no solo, então, enquanto a Força Aérea estiver que se preparar para o combate a presença da Infantaria será inestimável”, concluiu o Comandante da Primeira Brigada de Defesa Antiaérea, Brigadeiro de Infantaria Luiz Marcelo Sivero Mayworm.

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FAB PÉ DE POEIRA: Infantaria da Força Aérea participa de Operação de Garantia da Lei e da Ordem em Angra dos Reis (RJ)

Militares provêm segurança e guarda do Aeródromo de Angra dos Reis

A Força Aérea Brasileira (FAB) participa das medidas implementadas pelo Comando Conjunto, em apoio à Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro, deflagradas na madrugada desta quinta-feira (13), no município de Angra dos Reis (RJ). Cerca de 2.230 militares das Forças Armadas, sendo 60 da FAB, participam da ação. Outros 160 policiais militares e 70 policiais civis, com o apoio de meios blindados e aeronaves, estão envolvidos.

A Operação de Garantia da Lei e da Ordem  (GLO) ocorre nas Comunidades de Parque Belém, Areal, Sapinhatuba (I, II e III), Lambicada, Camorim Grande e Camorim Pequeno, com realização de cerco, estabilização dinâmica das áreas e remoção de barricadas. Os militares realizam também revistas de pessoas e de veículos e  checagem de antecedentes criminais. Além disso, agentes policiais verificam denúncias de atividades criminosas, em especial as ligadas ao tráfico de drogas.

De acordo com o Chefe da Célula de Operações Aeroespaciais do Comando Conjunto da Intervenção Federal, Coronel Aviador Luiz Henrique Velasco Braga, cabe à FAB, durante a operação, o controle dos setores do espaço aéreo com restrições dinâmicas para aeronaves civis. “Delimitamos uma área do aeroporto de Angra dos Reis momentaneamente. Estão proibidas a circulação de aeronaves não envolvidas na operação com o objetivo de evitar danos colaterais”, explicou.

Além da guarda e segurança do Aeródromo de Angra dos Reis, a FAB está provendo apoio às aeronaves engajadas na operação e também às ações de transporte aéreo logístico, alerta para realização das ações de Evacuação Aeromédica (EVAM) e busca e salvamento.

Segundo o Coronel Velasco, além da segurança do aeroporto, a FAB está utilizando o emprego doutrinário da Força. “É uma ótima oportunidade para realizarmos o adestramento da tropa, contribuindo, desta forma, para o planejamento operacional”, finalizou.

Fonte: FAB

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FAB PÉ DE POEIRA: Unidades de infantaria formam novos soldados da Força Aérea Brasileira

 

A Força Aérea Brasileira (FAB) formou novos recrutas, na última sexta-feira (30/06), em diversas Organizações Militares do País. A cerimônia ocorreu nas seguintes localidades: Ala 2, em Anápolis (GO); Ala 12, em Santa Cruz (RJ); Ala 3, em Canoas (RS); Ala 5, em Campo Grande (MS); CLA, em Alcântara (MA); Ala 8, em Manaus (AM); e Ala 10, em Natal (RN).

O Curso de Formação de Soldados é o primeiro realizado pelos jovens incorporados por meio do serviço militar obrigatório. O objetivo é a preparação dos jovens civis recrutados para o Serviço Militar Inicial, formando Soldados de Segunda Classe da Aeronáutica e capacitando-os para o desempenho das atividades inerentes ao Grupamento do Serviço Militar do Quadro de Soldados (QSD).

A instrução ocorre uma vez a cada semestre e tem a duração de quatro meses. Durante o curso os jovens têm atividades nos campos do conhecimento, conduta militar, ordem unida, armamento, munição e tiro, segurança militar, hinos e canções, atividade de campanha, treinamento físico, entre outras atividades.

Confira como foram as formaturas:

Ala 2

 A Ala 2 Através do BINFA 36 Batalhão Cerrado  formou 113 novos soldados da primeira turma de 2017. Durante o curso, destacaram-se João Vitor Costa, primeiro colocado da turma, e Elvis Rodrigues de Paula, escolhido como Soldado Padrão. “Foi um dos momentos mais emocionantes pra mim, mas hoje foi o melhor de todos, o mais esperado”, disse.

Diante de seus familiares, os novos soldados fizeram o juramento e desfilaram em continência à Bandeira Nacional, receberam a insígnia de Soldados de Segunda Classe e incorporaram à tropa, simbolizando seu ingresso às fileiras da FAB.

O Comandante da Ala 2, Coronel Aviador Francisco Bento Antunes Neto, aproveitou para agradecer aos familiares dos militares. “Tenham certeza de que estes soldados que foram integrados ao Comando da Aeronáutica serão tratados com respeito e dignidade, mas também serão cobrados com relação aos valores da Força Aérea”, ressaltou.

Ala 12

Já na Ala 12, 193 soldados da turma “Aurum” do BINFA 43 – Batalhão Santa Cruz prestaram compromisso à Bandeira Nacional. Durante a solenidade de formatura, três militares que se destacaram durante o curso foram homenageados: o 1º colocado da turma, o soldado padrão e o destaque operacional. Os prêmios foram entregues por meio de uma demonstração de rapel com a aeronave H-36 Caracal.

O Comandante da Ala, Coronel Carlos Roberto Ronconi Junior, parabenizou a atuação dos instrutores e dos recém-formados. “Esses novos homens de guerra foram treinados para juntarem-se a outros 1.300 militares da Guarnição de Aeronáutica de Santa Cruz. A partir de agora, irão unir-se a seus pares para defender e zelar por esta Organização Militar e por sua missão mais nobre: Manter a soberania do espaço aéreo e integrar o território nacional, com vistas à defesa da pátria”, disse.

Ala 3

 Na Ala 3, a cerimônia foi presidida pelo Comandante, Major-Brigadeiro do Ar Jeferson Domingues de Freitas, e contou com a presença dos Comandantes das Unidades Sediadas e Jurisdicionadas.

No curso de formação, destacaram-se os seguintes militares, que foram homenageados durante a cerimônia, com a entrega de uma lembrança pelas mãos do Comandante do Grupamento de Segurança e Defesa (BINFAE-CO – Batalhão Cruzeiro do Sul), Major de Infantaria Evandro Silva de Oliveira. São eles: Victor Zaneli Clave Silveira, primeiro colocado da turma com a média 9,28; Allan Brito de Oliveira, melhor aproveitamento no tiro militar básico; Willian Neckel Tomkelski, melhor aproveitamento no teste de aptidão de condicionamento físico com a média 9,12; e Robson Severo Ribeiro, eleito pelos instrutores, monitores e companheiros de turma como destaque militar, pela sua irrepreensível conduta militar, zelo, responsabilidade e elevado espírito de corpo, demonstrados durante todo o curso. Os pais dos quatro soldados destaques da turma 2017, também foram homenageados e convidados a assistir a solenidade na Tribuna de Honra, ao lado das autoridades da Guarnição de Aeronáutica de Porto Alegre.

Os 153 formandos, comandados pelo Primeiro-Tenente de Infantaria Daniel Alberto Bauer Pereira, emocionaram os mais de 750 convidados ao formarem o dispositivo do Sabre Alado, símbolo da Força Aérea Brasileira, durante a imposição de insígnias, realizada pelos padrinhos e madrinhas.

Em seu discurso, o Comandante do GSD, Major de Infantaria Evandro, parabenizou os familiares pela vitória e superação dos seus filhos, que, a partir de agora, integram o novo quadro de soldados da FAB. “Saibam que é pelo povo Brasileiro que seus filhos se formam hoje. Como soldados da Força Aérea Brasileira, eles trabalharão arduamente para cumprir suas atribuições diárias, serviços de escalas, treinamentos e missões, pois nos próximos meses, estas atividades farão parte de suas rotinas”, especificou.

Após o juramento, os formandos desfilaram em continência à Bandeira Nacional e, na sequência, incorporaram à tropa da Ala 3, composta por mais de 350 militares, desfilando em continência ao Comandante, ao som da Canção da Infantaria da Aeronáutica e da Canção do Expedicionário.

Ala 5

O BINFA 34 Batalhão Pantanal formou 100 soldados da primeira turma de 2017 realizaram o Compromisso à Bandeira Nacional, numa solenidade presidida pelo Comandante da Ala 5, Coronel Aviador Daniel Cavalcanti de Mendonça.

Durante a cerimônia foram homenageados os soldados Abnner Ferreira Barbosa e Luiz Fernando Polizelli Pereira, como soldado padrão e primeiro colocado da turma, respectivamente, por terem se destacado durante o período de curso.

Após o juramento de compromisso ao Pavilhão Nacional, os militares receberam de seus pais e padrinhos os distintivos que os caracterizam como soldados da Força Aérea Brasileira.

O Comandante da Ala 5, em seu discurso, incentivou os novos soldados a guardarem os valores do militarismo e o respeito à Instituição. “O juramento que ora professaram é cheio de significado. Nunca se esqueçam destas palavras, pois o verdadeiro soldado é dotado de coragem, moral e profundo senso de dever”, ressaltou o Coronel Daniel.

No final da cerimônia, o grupamento dos formandos uniu-se à tropa para o desfile em continência ao Comandante da Ala 5.

CLA

 Os novos Soldados de Segunda Classe da Força Aérea Brasileira (FAB) passam a integrar o efetivo militar do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), unidade responsável pelo lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais. Amigos e familiares dos novos soldados participaram da cerimônia realizada na Companhia de Infantaria da Aeronáutica Isolada (CINFAI), em Alcântara.

Durante a cerimônia, a turma “Guerreiros Camuflados”, composta por 94 novos militares, foi apresentada ao Diretor do CLA, Coronel Engenheiro Luciano Valentim Rechiuti, que presidiu a solenidade. O Soldado Sidiney Alves Andrade e o Soldado Apoenan dos Santos Silva, respectivamente primeiro colocado com a média 7,82 e soldado padrão do Curso de Formação de Soldados do primeiro semestre de 2017 (CFSD 1ª/ 2017), receberam diplomas em reconhecimento ao mérito alcançado.

Os amigos e familiares dos novos soldados da FAB realizaram a fixação de distintivos da primeira graduação na carreira militar. Na sequência, os formandos desfilaram em continência à Bandeira Nacional. Após o desfile militar com a tropa do CLA, os novos soldados foram apresentados ao Diretor do CLA e receberam autorização para o fora de forma. “Possibilitamos a esses jovens e familiares uma nova perspectiva de vida por meio do serviço militar, um passo inicial na carreira profissional de muitos brasileiros. Tudo isso representa um grande impacto no município de Alcântara, dinamizando a economia local”, comenta o Coronel Luciano, Diretor do CLA.

Ala 8

O Grupo de Segurança e Defesa da Ala 8 (BINFAE-MN Batalhão  Uiruuetê) formou 197 novos soldados. A cerimônia militar foi realizada no pátio operacional da Ala 8, reunindo autoridades militares e mais de 500 familiares dos formandos. 

O primeiro colocado da turma, Soldado de Segunda-Classe Victor Maia Pontes, falou sobre o porquê de ter entrado na Aeronáutica. “Sempre foi um sonho, desde criança, servir à Força Aérea. Quando eu completei os 18 anos, eu decidi ingressar na Aeronáutica. Sempre achei que contribuiria de alguma forma com o País” explicou.

Concluída a formação, os soldados vão atuar em diferentes atividades no GSD 8. “De acordo com a classificação deles e de acordo com os voluntários, eles farão provas específicas, físicas e escrita para o Esquadrão de Polícia da Aeronáutica e o Esquadrão de Autodefesa de Superfície ou ficarão no Esquadrão de Segurança das Instalações”, explicouo Comandante da Companhia e Doutrina dos Soldados, Tenente de Infantaria David Schültz Gomes.

Ala  10

Apesar do mal tempo, a solenidade militar foi realizada no hangar do 1º Esquadrão do 11º Grupo de aviação. Durante a formatura, os 189 formandos do BINFA 22 Batalhão Pitimbu  apresentaram marcialidade, vibração e disciplina nas evoluções e no compromisso à Bandeira Nacional, diante dos cerca de mil familiares, amigos e autoridades que prestigiaram o evento.

 

Em discurso, o Comandante da Ala 10, Brigadeiro do Ar Pedro Luís Farcic, ressaltou a simbologia que reveste a solenidade de formatura, em que o juramento proferido deve ser a certificação de que os ensinamentos absorvidos durante o curso de formação representam a real mudança de comportamento, permitindo que possam ser intitulados militares da FAB.

“Desejamos que esse seja o primeiro passo de uma caminhada que os leve em busca de uma carreira de sucesso”, finalizou o Brigadeiro Farcic.

Para o primeiro colocado da turma, Soldado de Segunda Classe José Leonardo Dias Diógenes Filho, passar pelo curso de formação com louvor representa o bom cumprimento da primeira missão como militar. “Chegar ao final do curso como 01 é o reconhecimento pelo esforço”, finalizou o Soldado Dias, que recebeu o certificado de primeiro colocado das mãos das mãos do Comandante da Ala.

Fonte: FAB

Edição Pé de Poeira

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FAB PÉ DE POEIRA: Unidades de Infantaria da Aeronáutica de São Paulo participam da Operação Capixaba no Espírito Santo.

Cumprindo acionamento operacional determinado pelo Ministério da Defesa, as Unidades de Infantaria da Aeronáutica sediadas na região metropolitana de São Paulo (BINFA-14, BINFA-54 e CINFAI-114) enviaram efetivos para compor as tropas federais que atuam na operação Capixaba ora em andamento no Espírito Santo.

Com o valor de uma Companhia reforçada, o efetivo enviado é composto por mais de 100 militares das três unidades citadas e deverão atuar por tempo indeterminado na operação Capixaba até que seja restabelecida a normalidade da segurança pública no Estado. Os integrantes da tropa da FAB patrulham três bairros (Jardim Camburi, Jardim Penha e Grande Goiabeiras) da grande Vitória e o entorno do aeroporto. Desde o início do acionamento, há sempre um pelotão nas ruas. 

Colaborou Reduto dos Carcarás

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FAB PÉ DE POEIRA: BATALHÃO DE INFANTARIA DE GARANTIA DA LEI E DA ORDEM

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Trabalho da Infantaria da Aeronáutica foi essencial para manutenção de ambiente tranquilo durante Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016

Desde a criação do quadro de Infantaria da Aeronáutica, seu passado de glórias tem permeado diversas atividades de Polícia da Aeronáutica, segurança e defesa de instalações aeroportuárias em áreas de interesse, bem como o apoio às ações das Forças Armadas e Órgãos de Segurança Pública na garantia da lei e da ordem, mas pela primeira vez na sua história, a Força Aérea Brasileira criou um batalhão específico para realizar operações de Garantia da Lei e da Ordem.

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O Batalhão de Infantaria de Garantia da Lei e da Ordem (BINFA GLO), unidade temporária sediada na Base Aérea do Galeão, atuou no período de 14 de julho a 19 de setembro de 2016 e contou com a participação de 628 militares provenientes das diversas regiões do Brasil: COMAR I – Belém (BINFAE-BE), Alcântara (CINFAI – CLA) ; COMAR II – Recife (BINFAE-RF); COMAR III – Rio de Janeiro (BINFAE- GL, BINFAE-AF,BINFAE-RJ e BINFA 43; COMAR IV – São Paulo (BINFA-14), Campo Grande (BINFA-34), Guarulhos (BINFA-54 ), São José dos Campos ((BINFA-64 ), Guaratinguetá (BINFA-74) e Pirassununga (BINFA-84 ); COMAR V Canoas (BINFAE-CO ), Santa Maria (BINFA SM )e Florianópolis (BINFA 25); COMAR VI – Brasília (BINFAE-BR) e Anápolis (BINFA-36 ) e COMAR VII – Manaus (BINFAE-MN), Boa Vista (CINFAI-BV ) e Porto Velho (BINFA-17 ).

O BINFA-GLO teve como objetivo o planejamento (em nível tático), a coordenação e execução da Ação de Força Aérea Polícia da Aeronáutica a fim de contribuir para a promoção do ambiente pacífico e seguro durante a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, realizados nos períodos de 05 a 21 de agosto e 07 a 19 de setembro de 2016, respectivamente, no Rio de Janeiro, foram o maior evento esportivo do planeta e trouxeram ao Brasil cerca de 15.000 atletas de mais de 200 países, além de profissionais de mídia, turistas, chefes de Estado e de diversas pessoas da família olímpica.

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Com base na Missão Constitucional de Defesa da Pátria e a Manutenção e Garantia da Lei e da Ordem, além de diversos outros acordos e regulamentos para realização da RIO 2016 em ambiente seguro e estável, as Forças Armadas foram acionadas, por meio de Decreto Presidencial, para atuar nas Operações de Garantia da Lei e da Ordem em complemento aos Órgãos de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, com mais de 22 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Coube à Força Aérea Brasileira a responsabilidade pelo saguão e área externa do Aeroporto Internacional Tom Jobim, incluídos os dois terminais de embarque e desembarque de passageiros, a Avenida 20 de Janeiro e a Estrada do Galeão, desde o Hospital da Força Aérea do Galeão (HFAG) até o entroncamento com a Linha Vermelha.

O BINFA-GLO se fez presente desde o dia 14 de julho de 2016 na cidade do Rio de Janeiro, onde deram prosseguimento aos treinamentos iniciados dois meses antes nas diversas regiões do país. A partir de 24 de julho de 2016, o Batalhão realizou cerca de 3.350 missões ao longo dos 70 dias ininterruptos de operação, mesmo durante o período de intervalo entre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Dentre as inúmeras medidas de segurança destacaram-se as Patrulhas de Segurança a pé e por viaturas, escoltas, condução de detentos, Postos de Segurança Estáticos e os Pontos de Bloqueio e Controle de Vias ao longo da área de responsabilidade, atuando em ação preventiva de militares 24 h por dia, sete dias por semana, nas instalações aeroportuárias do Galeão e adjacências. Essa foi a primeira vez que a FAB criou um batalhão específico para ações de garantia da lei e da ordem, porém contou com a experiência de militares que estiveram em missão de paz no Haiti. Fazemos parte desta história. Somos precursores”, afirmou o coordenador de Defesa e Segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 no âmbito da FAB, Coronel Almir de Pinto Lima.

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A história olímpica mostra que os Jogos sofreram diversas vezes com terrorismo e atentados. Foi assim, por exemplo, em 1972, com o massacre na vila dos atletas em Munique; em 1996, com a explosão de uma bomba no Parque Olímpico de Atlanta; e em 2001, o atentado de 11 de setembro que mudou a concepção mundial de segurança de forma significativa. As Forças Armadas Brasileiras contribuíram de forma significativa para a realização com êxito desse Grande Evento, principalmente mantendo o ambiente estável e seguro para sua realização.

Nesse contexto, o BINFA GLO foi eficaz no cumprimento de sua missão, sendo mais de 70 dias de Operações de Garantia da Lei e da Ordem em coordenação com as demais Forças Singulares, órgãos governamentais e não-governamentais e organismos internacionais, que garantiram a tranquilidade de todos os participantes e visitantes que passaram pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim durante o evento e foi dessa forma que a Infantaria da Aeronáutica se apresentou para o Brasil e para o Mundo, com uma atuação excelente e digna de elogios por parte dos mais diversos setores.

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Comandante do batalhão GLO da FAB, Coronel de Infantaria Alexandre Okada

Avaliação – Para o comandante do batalhão, Coronel Alexandre Okada, a avaliação da missão pode ser resumida em três palavras “intensidade, êxito e aprendizado”. “Foram muitas missões em pouco tempo. Foram 24horas por dia, 7 dias por semana e operamos mesmo no intervalo entre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos”, explica o oficial sobre a intensidade do trabalho.

Em alguns dias, foi necessário colocar todo o efetivo do batalhão na rua. Foi o caso dos quatro dias anteriores e no dia da abertura dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, além do dia da cerimônia de encerramento e outros quatro dias após.

Houve dias em que tivemos que trabalhar com 100% do efetivo por mais de 6 horas consecutivas, como os dias de maior movimento no aeroporto. Um dia após o encerramento dos Jogos Olímpicos, tivemos quase 90 mil passageiros. Em um dia de chegada dos atletas paralímpicos, foram mais de 580 cadeirantes”, relata o Coronel Okada.

De acordo com o militar, o êxito da missão pode ser medido diante da avaliação feita por outras forças e órgãos de segurança pública sobre o trabalho da infantaria da FAB. O militar conta que a missão possibilitou um grande aprendizado, especialmente sobre os aspectos de mobilização e desmobilização do efetivo e também com a integração com áreas de intendência e tecnologia da informação para apoio das atividades.

O aprendizado também é destacado pelo aspecto doutrinário. A experiência nesta operação vai influenciar atividades da infantaria da FAB em todo o País.

Aprendemos muito na área operacional e doutrinária. Isso servirá de embrião para outros batalhões, para outras atividades, para os manuais que serão escritos e servirão de doutrina para a nossa infantaria”, afirma.

O comandante do batalhão enfatiza o trabalho profissional e dedicação e motivação da tropa.

Não posso deixar de avaliar o êxito sem elogiar. Cada um, a todo momento, não esmoreceu e procurou sempre fazer o seu melhor. Cumpriram disciplinarmente todas as ordens e se dedicaram ao extremo. Tenho certeza de que fizeram o seu melhor e cumprido com seu dever com a pátria e com a FAB”, finaliza o Coronel Okada.

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Fonte: Revista Infantaria/Dezembro 2016

Edição Pé de Poeira

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FAB PÉ DE POEIRA: Militares concluem curso de neutralização e destruição de artefatos explosivos em Maxaranguape, no Rio Grande do Norte.

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Após dez semanas de aula, 11 novos militares concluíram, na quinta-feira (15/12), o curso de neutralização e destruição de artefatos explosivos, realizado no estande de tiro aeronáutico de Maxaranguape, no Rio Grande do Norte. Como parte das instruções práticas, que duraram três semanas, eles realizaram a descontaminação do estande e a destruição de artefatos explosivos que não podem mais ser utilizados.

Segundo explica o coordenador do curso, Tenente Pedro Paulo Gay Pinto, do Parque de Material Bélico da Aeronáutica, quando é realizado o emprego de armamentos no estande, pode acontecer de ele não explodir. Isso se dá por diversos motivos, como lançamento a baixa altura ou falha no acionamento do artefato bélico. Nesses casos, é preciso que, por volta de uma vez ao ano, uma equipe realize a descontaminação do local – ou seja, identifique onde estão esses armamentos e faça a detonação. Isso acontece em todos os estandes de tiro aeronáutico da Força Aérea Brasileira – que, além do Rio Grande do Norte, também estão sediados no Pará e no Rio Grande do Sul.

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Já a parte de destruição de artefatos explosivos serve para itens cujo prazo já expirou. É o caso, por exemplo, dos foguetes que são usados na estrutura do assento ejetável dos caças, para acionamento em caso de ejeção em solo (também conhecida por ejeção zero-zero, ou seja, zero velocidade e zero altitude). Se, no prazo estipulado pelo fabricante, o item não for utilizado, é preciso realizar a destinação correta.

“Os alunos aprendem sobre os itens do acervo da Força Aérea, como desmilitarizá-los, como destrui-los, quais são as medidas de segurança. Agora, depois de formados, eles serão a massa crítica para ajudar nos futuros processos de descontaminação e destruição, que são rotineiros”, afirma o Tenente Pedro Paulo.

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O estande de tiro de Maxaranguape, distante aproximadamente 80km da capital potiguar, é a segunda casa dos aspirantes e tenentes recém-formados pilotos na Academia da Força Aérea. Durante o estágio de especialização operacional – na aviação de caça, de asas rotativas e de transporte – eles utilizam o estande para o lançamento de bombas, mísseis, foguetes e tiro aéreo. Maxaranguape também é utilizado para o treinamento do lançamento de carga no caso dos pilotos de transporte.

Fonte: FAB

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FAB PÉ DE POEIRA: Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR) forma novos militares especializados em busca e salvamento.

Os militares vão trabalhar em missões de busca e salvamento
Os militares vão trabalhar em missões de busca e salvamento

Curso teve duração de três meses e contou com etapas em montanha, selva e mar

A Força Aérea Brasileira ampliou sua capacidade de atuação em busca e salvamento com a formatura de 40 novos militares especializados na área. Após três meses, eles finalizaram a edição deste ano do curso SAR (do inglês, Search And Rescue). A formatura foi realizada na última semana (07/12), na Base Aérea de Campo Grande (BACG), e contou com a presença do Comandante da Segunda Força Aérea (II FAE), Brigadeiro do Ar Roberto Ferreira Pitrez.

Ministrado pelo Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR), o curso iniciou com 64 alunos inscritos. Os militares são graduados e oficiais oriundos de diversas unidades da FAB em todo o País, além de contar com um representante da Polícia Militar do Estado do Mato Grosso.

Os alunos participaram de instruções em diversos ambientes. Após um nivelamento tático, em Pirassununga (SP), iniciaram a fase de montanha, com atividades que envolveram rapel, marchas e tirolesa, culminando com a escalada do pico Cuzcuzeiro, localizado na cidade.

A fase de operações helitransportadas, no Rio Janeiro (RJ), exigiu um grande esforço dos alunos. Ao longo de cinco dias, foram realizados 168 içamentos, 126 rapeis e 84 fast rope (técnica de desembarque rápido em que o combatente apenas calça luvas e agarra-se ao cabo que o conduz do helicóptero ao solo).

Na etapa de mar, os militares participaram de um teste de sobrevivência no qual permaneceram três dias em um bote na praia do Forte Imbuhy, em Niterói (RJ). Posteriormente, em Campo Grande (MS), foi ministrado o Estágio Teórico de Busca e Salvamento (ETBS) e o curso de Técnica de Socorro e Manutenção da Vida (TSMV), que tiveram participação de instrutores do Esquadrão Pelicano (2°/10° GAV) e do Corpo de Bombeiros do Mato Grosso do Sul.

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Já no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), na Serra do Cachimbo, Sul do Pará, ocorreu o módulo de vida na selva e operações de Busca e Salvamento em Combate (C-SAR, do inglês, Combat – Seach And Rescue), em que foram ministradas oficinas sobre abrigos, armadilhas e obtenção de alimentos. Durante cinco dias, os alunos permaneceram na mata isolada, a fim de serem treinados para desenvolver técnicas de resgate em combate.

“O curso capacitou os militares para cumprir a missão de busca e salvamento, além de busca e salvamento em combate, com todo o embasamento com táticas, técnicas e procedimentos SAR e C-SAR. Desta forma, cabem aos alunos aperfeiçoarem o que aprenderam a fim de empregarem o conhecimento nas diversas equipes de resgate em que atuarão nas unidades espalhadas pelo Brasil”, comentou o coordenador do curso, Capitão de Infantaria Igor Duarte Fernandes.

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Os militares receberam o brevê e o gorro laranja, que são símbolos da atividade. Durante a cerimônia, o Tenente Aviador Aron Matheus Ferreira Martines, pertencente ao Esquadrão Harpia (7°/8° GAV), recebeu uma placa de homenagem por ter sido considerado aluno destaque do curso.

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FAB PÉ DE POEIRA: Primeiro Comando Aéreo Regional (I COMAR) forma 182 novos soldados.

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Novos soldados durante o desfile da tropa no I COMAR

O Primeiro Comando Aéreo Regional (I COMAR), localizado em Belém (PA), realizou na última sexta-feira (09/12) a formatura de 182 novos soldados. A cerimônia também marcou a comemoração pelo Dia da Infantaria da Aeronáutica.

Na ocasião, os novos soldados da Força Aérea prestaram compromisso à Bandeira Nacional e receberam os distintivos das mãos dos familiares. A solenidade foi finalizada com o desfile da tropa sob a canção da Infantaria da Aeronáutica.

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O Soldado Edson Rocha Gonçalves, primeiro colocado da turma e eleito “soldado padrão”, recebeu o certificado e uma lembrança pela conclusão do curso do Comandante do I COMAR, Major-Brigadeiro do Ar Carlos Minelli de Sá.  “Consegui ficar em primeiro lugar com esforço, luta e fé. Pretendo seguir a carreira militar. Quero entrar na Academia da Força Aérea e ser Tenente Aviador”, afirmou o Soldado Edson sobre seus planos para o futuro.

A mãe do militar, Michelle Gonçalves, considerou a formatura do filho uma conquista. “Estou muito orgulhosa, pois é mérito dele. Ele estudou para isso e com certeza vai longe”, disse.

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Os novos soldados desfilam em continência à Bandeira

Durante discurso, o Major-Brigadeiro Carlos Minelli parabenizou os novos soldados e destacou a importância do trabalho que será desenvolvido dentro da Força Aérea. “Não se acomodem e continuem a elevar as suas capacitações profissionais e pessoais buscando sempre voos cada vez mais altos e seguros”, disse o comandante do I Comar após cumprimentar todos os 182 novos soldados.

Fonte: FAB

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FAB PÉ DE POEIRA: INFANTARIA DA AERONÁUTICA 75 ANOS !

Parabéns Infantaria da Aeronáutica pelo seu dia, por sua história, pelo seus componentes, por sua luta, por seu profissionalismo e dedicação à Força Aérea Brasileira!!!

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Colaborou : Reduto dos Carcarás 

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FAB PÉ DE POEIRA: Infantaria da Aeronáutica Defendendo na Terra o Domínio do Ar !

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O Poder Aeroespacial é a capacidade resultante da integração dos recursos de que dispõe a nação para a utilização do espaço aéreo e do espaço exterior, quer como instrumento de ação política e militar, quer como fator de desenvolvimento econômico e social, visando conquistar e manter os Objetivos Nacionais.

A aplicação do Poder Aeroespacial depende, dentre outros fatores, da efetividade dos meios de Força Aérea que devem ser preservados para serem utilizados quando e onde sejam necessários. Além disso, a dependência de infraestruturas fixas, a vulnerabilidade de aeronaves parqueadas nos aeródromos e equipamentos e sistemas se tornam alvos compensadores para os inimigos. Assim, a Força Aérea deve se preocupar em adotar medidas de resguardo, de toda ordem, que garantam a sua sobrevivência ante a possibilidade de ter seus meios aéreos eventualmente atacados.

Ataques de superfície a bases aéreas continuam a ser uma realidade nos conflitos atuais. Isso evidencia a importância de que a Força Aérea disponha de uma estrutura de força capaz de executar ações ofensivas e defensivas, visando contribuir para o sucesso na aplicação do Poder Aeroespacial.

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Além disso, é fundamental que nestas ações estejam contempladas as capacidades de atuação não convencional que busquem a formação de militares com alto grau de treinamento, diferenciadas, portanto, daquelas características ao emprego normal de uma tropa. Essa capacitação deve estar focada na potencialização da defesa dos pontos sensíveis e de interesse para a FAB e no cumprimento de missões de grande valor em um eventual esforço de guerra, aí incluídas as de resgate em combate.

HISTÓRIA

A Infantaria da Aeronáutica (INFAER) existe desde os primórdios da Instituição, tendo sido criada com a finalidade de prover a Força Aérea Brasileira (FAB) de um segmento necessário para assegurar a “guarda, a vigilância e a defesa imediata de Bases Aéreas, Aeródromos, Campos de Pouso e Estabelecimentos da Aeronáutica”.   Com a denominação inicial de Infantaria de Guarda, surgiu de fato em 11 de dezembro de 1941, quando pelo Decreto-Lei nº 3.930, foram criadas as seis primeiras Companhias (Cia IG), sediadas nas cidades de Belém-PA, Fortaleza-CE, Natal-RN, Recife-PE, Salvador-BA e Galeão-RJ.

Cap Inf de Guarda da FAB - Joaquim Bueno Brandão. Recebendo novo oficial de Infantaria do CPOR do Exército para servir na ETAv. Os Oficiais de Infantaria da ETAv eram oriundos do CPOR do Exército; anos depois passaram para o quadro de Infantaria da FAB.
Cap Inf de Guarda da FAB – Joaquim Bueno Brandão. Recebendo novo oficial de Infantaria do CPOR do Exército para servir na ETAv. Os Oficiais de Infantaria da ETAv eram oriundos do CPOR do Exército; anos depois passaram para o quadro de Infantaria da FAB.

Inicialmente, a incumbência de comandar as Companhias de Infantaria de Guarda foi de Capitães Aviadores.   Essa situação durou até 14 de outubro de 1943 quando então foi emitido o Aviso interno nº 140 do Ministério da Aeronáutica determinando que o comando seria exercido pelo Oficial de Infantaria de Guarda mais antigo da Companhia.

O Quadro de Oficiais de Infantaria de Guarda da Aeronáutica foi criado em 29 de setembro de 1942, através do Decreto nº 4754, sendo inicialmente composto por um efetivo de 15 (quinze) 1º Tenentes e 20 (vinte) 2º Tenentes.

Para o preenchimento do Quadro, foram convocados Oficias da Reserva do Exército Brasileiro, complementados por Suboficiais e Sargentos da FAB por meio de concurso interno.

Até 1982, a formação dos Oficiais de Infantaria da Aeronáutica foi realizada pela Escola de Oficiais Especialistas e de Infantaria de Guarda (EOEG), criada em 05 de junho de 1953 em Curitiba-PR pelo Decreto nº 33.053.   A primeira turma da EOEG formou-se em 28 de junho de 1955, sendo composta por 11 (onze) Oficiais de Infantaria.   A partir do ano de 1965, além dos Suboficiais e Sargentos aprovados em concurso, passaram a ser matriculados na Escola, Cadetes desligados do vôo . Em 1971, a sigla da Escola passou de EOEG para EOEIG.    Em 1983, a Escola encerrou suas atividades, sendo que a formação de Oficiais de Infantaria pela Academia da Força Aérea teve início em 19 de julho de 1982.

Uma sentinela da Polícia da Aeronáutica (PA), usando o uniforme azul, na ponte de comando na entrada da Base Aérea de Santos, em 1960.
Uma sentinela da Polícia da Aeronáutica (PA), usando o uniforme azul, na ponte de comando na entrada da Base Aérea de Santos, em 1960.

Além da criação da EOEG, o ano de 1953 marcou a implantação de uma série de medidas de interesse para a Infantaria, entre as quais, a aprovação das Tabelas de Organização, Lotação e Equipamento para as frações de tropa das Companhias.

A última grande mudança para a Infantaria em sua fase inicial de existência ocorreu em 1964 com a ativação dos Esquadrões de Polícia da Aeronáutica.

A denominação Infantaria de Guarda perdurou até 19 de março de 1980, quando por efeito de um Decreto Presidencial, foi alterada para Infantaria da Aeronáutica, marcando o inicio de uma nova fase de mudanças.

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Unidades especializadas do tipo “Batalhão de Polícia da Aeronáutica”, “Batalhão de Guarda e Segurança (BGS)” e subunidades isoladas (Companhias e Pelotões) foram ativados em 1983 nas diversas Organizações Militares (OM) da Aeronáutica, totalizando 49 unidades de INFAER.

No ano seguinte, todas as unidades de INFAER foram renomeadas para Batalhão, Companhia e Pelotão de Infantaria da Aeronáutica, respectivamente, BINFA, CINFA e PINFA.

A atividade de defesa antiaérea foi incorporada à missão da Infantaria em 1997 com a criação da Companhia de Artilharia Antiaérea de Autodefesa (CAAAD), em Canoas-RS. Atualmente a Defesa Antiaérea e gerenciada pela Primeira Brigada de Defesa Antiaérea (1ª BDAAE), que mantem vinculado os três Grupos de Defesa Antiaérea (GDAAE)  da Aeronautica o 1º GDAAE (Grupo Laçador) em Canoas – RS, o  2º GDAAE (Grupo Ajuricaba) em Manaus – AM e o 3º GDAAE (Grupo Defensor) em Anápolis.

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A fim de centralizar o gerenciamento das atividades inerentes a Infantaria da Aeronáutica, foi criado em 22 de março de 1999, dentro da estrutura do Comando-Geral de Operações Aéreas, o Centro de Operações Terrestres da Aeronáutica (COTAR).

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Em 2001 foram criadas as primeiras unidades de INFAER com o status de Organização Militar, os chamados Batalhões de Infantaria da Aeronáutica Especiais (BINFAEs) de Manaus (BINFAE-MN Batalhão Uiruuetê ), Canoas (BINFAE-CO Batalhão Cruzeiro do Sul), Brasília (BINFAE-BR Batalhão Alvorada) e Afonsos (BINFAE-AF). Posteriormente foram criados os Batalhões de Infantaria da Aeronáutica Especiais em Belem (BINFAE-BE – Batalhão Marajó), Galeão (BINFAE-GL), Recife (BINFAE-RF – Batalhão Guararapes ), Rio de Janeiro ( BINFAE-RJ Batalhão Santos Dumont ).

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Apesar de serem formados pela AFA desde 1982, os Oficiais de Infantaria só passaram a ter acesso ao Generalato em 2007, após o reconhecimento do COMAER à importância das atividades de segurança e defesa e de operações terrestres no âmbito da Instituição.   O primeiro Oficial-General do Quadro de Oficiais da Infantaria da Aeronáutica foi Brig Inf Agostinho SHIBATA. 

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Desde sua criação, a, então denominada Infantaria de Guarda, hoje, Infantaria da Aeronáutica passou por reestruturações organizacionais, sempre com a ênfase de aumentar, gradativamente, sua capacidade operacional, a fim de atender às demandas da Força Aérea Brasileira.

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FAB PÉ DE POEIRA: IV COMAR REALIZA TORNEIO DA INFANTARIA 2016

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Foi realizado nos período de 06 a 07 de dezembro, nas dependências da Base Aérea de São Paulo (BASP), a edição de 2016 do Torneio de Infantaria da Aeronáutica.  Sob coordenação da 7ª Seção do Estado-Maior do IV COMAR, o Torneio faz parte das comemorações alusivas ao Dia da Infantaria da Aeronáutica (11 de dezembro).

Tal como nos anos anteriores, o Torneio teve representantes do BINFA-14 ‘Batalhão Bandeirante” (IV COMAR), BINFA-54 “Batalhão Guaru” (BASP) e CINFAI-114 (PAMASP), e foi composto pelas modalidades de contra incêndio, operacional de infantaria e tiro operacional (fuzil e pistola).

Colaborou: Reduto dos Carcarás

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FAB PÉ DE POEIRA: Dia da Infantaria da Aeronáutica

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Incorporada no mesmo ano de criação do Ministério da Aeronáutica, nossa Infantaria celebra hoje seu septuagésimo quinto aniversário, sendo impossível dissociarmos aquelas gestões, visto que ambas representaram revoluções doutrinárias nos idos de 1941. Enquanto que a unificação de todas as aviações conferiu maior eficácia e eficiência ao Poder Aeroespacial, o emprego de tropas terrestres especializadas na proteção de aeronaves estacionadas em solo constituía uma novidade absoluta até mesmo para os teóricos militares das nações já envolvidas na Segunda Guerra Mundial.

Naquele mesmo ano, alemães e japoneses protagonizaram, respectivamente, assaltos aeroterrestres em Creta e ataques aeronavais a Pearl Harbor, causando grandes prejuízos aos Aliados. No Brasil, o agravamento da situação política em relação às potências do Eixo influenciava a organização da Força Aérea Brasileira. Considerando a vulnerabilidade de nossas Bases Aéreas junto ao litoral, o então Ministério da Aeronáutica resolveu ativar seis Companhias de Infantaria de Guarda e contemplou aprestar defesas antiaéreas para resguardar o Poder Aeroespacial.

Durante as décadas seguintes, além de guarnecer as instalações da Aeronáutica, sua Infantaria tornou-se instrumento indispensável ao processo de educação e de treinamento dos recursos humanos. Centros e escolas de formação da Força Aérea Brasileira incumbiam aos combatentes terrestres a tarefa de forjar em seus jovens alunos, um comportamento profissional lastreado na hierarquia e na disciplina, pilares inquestionáveis da vida castrense. Sempre traremos em nossa memória a imagem daqueles abnegados oficiais e graduados que nos ensinaram a prestar continência, a executar os primeiros movimentos de ordem unida e a usar armas de fogo.

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Com o incremento do tráfego aéreo em nosso País, novos desafios foram impostos à Força Aérea Brasileira, na medida em que a ocorrência de lamentáveis acidentes cobrou tributo indispensável ao desenvolvimento da aviação civil e militar. Naquele exato momento, atribuiu-se à Infantaria da Aeronáutica a tarefa de criar a primeira Esquadrilha Aeroterrestre de Salvamento, a fim de capacitar seus militares para saltar de paraquedas e prestar socorro às vítimas de sinistros. Dez anos depois, a estrutura original foi elevada ao nível Esquadrão e passou a atuar em situações de enchentes e outros tipos de calamidade pública.

Consolidada doutrinariamente, a Força Aérea Brasileira passou a repensar sua capacidade de combate terrestre a partir de 1982, quando eclodiu o conflito das Malvinas, que testemunhou o emprego de forças especiais para destruir aeronaves e também registrou um incremento nos casos de fratricídio provocados por armamentos antiaéreos. Tais lições impulsionaram a necessidade de aprimorar nossa Infantaria, cujos oficiais passaram a ser formados na Academia da Força Aérea com novas visões sobre a defesa terrestre e antiaérea. Ao propiciar maior convivência entre aviadores, intendentes e infantes, tal iniciativa ensejou uma mútua compreensão sobre as distintas missões conduzidas pelas diversas partes que integram o Poder Aeroespacial.

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Ao delinearmos o futuro da tropa de Infantaria devemos condicionar todo o planejamento às necessidades da Força Aérea. Inspirados pela eficácia operacional demonstrada pelas Unidades de Defesa Antiaérea em momentos decisivos na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016, devemos acreditar na sua capacidade para contribuir com a Defesa Aeroespacial. Considerando o reconhecimento dispensado aos nossos combatentes terrestres no contexto das Missões de Paz e das operações de Garantia da Lei e da Ordem, devemos valorizar seu correto comportamento profissional, mesmo diante de nossa realidade logística. Vislumbrando o emprego de armamentos guiados a laser na Força Aérea, devemos inspirar o desenvolvimento de novas habilidades para oficiais e sargentos que atuam nas operações especiais. Contudo, nossos maiores esforços ainda devem ser direcionados para a segurança de instalações, buscando incorporar soluções tecnológicas, bem como aperfeiçoar o treinamento da Polícia da Aeronáutica.

Passados setenta e cinco anos desde o seu nascimento, a Infantaria da Aeronáutica mantém vivos os ideais de outrora, motivados pelo senso do dever e pela realidade de um mundo convulsionado por guerras, atos terroristas e outros problemas relacionados à segurança interna. Inseridos na Concepção Estratégica que promoverá sensíveis alterações organizacionais no próximo quarto de século, nossos combatentes devem estar plenamente capacitados, de modo a evitar danos ao patrimônio, aos recursos e, principalmente, à imagem institucional da Força Aérea Brasileira. Neste sentido, permanece inabalável a convicção de que os integrantes da Infantaria da Aeronáutica continuarão a honrar suas tradições, superando obstáculos de toda ordem, sempre irmanados por seu lema: “Defendendo na terra, o domínio do ar”.

Tenente- Brigadeiro do Ar GERSON NOGUEIRA MACHADO DE OLIVEIRA
Comandante-Geral de Operações Aéreas

Fonte: FAB

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