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FAB coordena cerca de 300 voos por dia nas buscas às vitimas

Toda a coordenação entre as aeronaves está sendo fornecida por militares da FAB
Publicado: 28/01/2019 18:50
Fonte: Agência Força Aérea, por Ten Aline
Edição: Ten Raquel Alves – Revisão: Capitão Landenberger

Os trabalhos continuam intensos no quarto dia de atuação da Força Aérea Brasileira (FAB) em apoio à operação de resgate às vítimas do desastre ocorrido em Brumadinho (MG).
Após a instalação de uma unidade de Serviço de Informações Aeronáuticas (AFIS) – também conhecida como estação-rádio – para dar suporte e garantir a segurança das aeronaves envolvidas nas ações de busca e salvamento, a FAB está atuando na coordenação dos voos, que chegam a 300 por dia.
A estrutura montada na região do desastre está sob a coordenação do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (1º GCC). De acordo com o Chefe da Divisão de Operações do 1º GCC e Chefe do Centro de Operações Aéreas em Brumadinho, Major Leonardo André Haberfeld Maia, estão sendo operadas, simultaneamente, em torno de 16 aeronaves.
O AFIS está localizado no terreno de uma igreja no Córrego do Feijão e conta com gerador, antena para enlace via satélite, computadores interligados em rede e sistemas de comunicação VHF, UHF e HF. Além do AFIS, também foi montado um Centro de Comando e Controle, alocado em uma universidade local.
“Nós estabelecemos uma área central coordenada entre esses dois pontos: o que fica alocado na universidade e o da igreja, sendo que o ponto da igreja fica mais próximo da área do desastre. São dois pontos distintos e a coordenada central entre esses dois pontos engloba 9 milhas, cerca de 16 km. É uma área considerada pequena, mas com um movimento muito intenso. São mais de 300 movimentos diários de pouso e decolagem”, afirma o Major Haberfeld.
Além da coordenação das aeronaves envolvidas nas operações de resgate, a FAB também está atuando para que o espaço aéreo da região de Brumadinho fique restrito apenas a essas aeronaves, sendo que os voos com drones também não estão autorizados.
Todo suporte na comunicação entre as aeronaves está sendo fornecido por 25 militares do 1º GCC e também do Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I).
Toda a ação para coordenar as aeronaves no espaço aéreo do município mineiro foi programada após articulação com a Presidência da República, Ministério da Defesa e Defesa Civil e não há previsão para o fim dos trabalhos na região.

Fonte: FAB

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Forças Armadas do Brasil seguem apoiando as buscas em Brumadinho

Forças Armadas do Brasil seguem apoiando as buscas em Brumadinho

As Forças Armadas do Brasil continuam atuando no transporte aéreo das diversas equipes de busca e salvamento participando da missão na cidade de Brumadinho.

O Exército Brasileiro vêm prestando assessoramentos em termos de comunicações satelitais e rastreamento, além da montagem e manutenção de instalações móveis para facilitar o trabalho de identificação dos corpos.

Além disso, desde a noite deste domingo (27 Jan), o Comando Militar do Leste, por intermédio da 4ª Região Militar, sediada em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, vem prestando apoio logístico aos militares israelenses que chegaram à região para trabalhos de busca e salvamento.

De acordo com o Exército Brasileiro, esse apoio incluiu:

  • emprego de 5 helicópteros da Aviação do Exército, de modelos variados, para utilização pelas equipes de buscas;
  • alojamento alimentação para cerca de 130 pessoas;
  • alojamento, alimentação e apoio veterinário para 3 cães farejadores;
  • transporte e acondicionamento de todo o equipamento (aproximadamente 16 toneladas), por meio da montagem de um depósito de campanha em Brumadinho;
  • instalação de cozinha de campanha para confecção de alimentação na área de Brumadinho;
  • alojamento e alimentação aos intérpretes designados.

A Marinha do Brasil também segue contribuindo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, principalmente na questão de logística e transporte

Fonte: Renova Brasil

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Acidentes e Catástrofes Braço Forte Brasil Israel

Exército Brasileiro apoia, junto às demais Forças, as equipes de busca e salvamento na Região de Brumadinho

As Forças Armadas prosseguem atuando no transporte aéreo das diversas equipes de busca e salvamento dos órgãos do Governo de Minas Gerais. Também vêm sendo prestados assessoramentos em termos de comunicações satelitais e rastreamento, além da montagem e manutenção de instalações móveis para facilitar o trabalho de identificação dos corpos.

Além disso, desde a noite desse domingo, 27 de janeiro, o Comando Militar do Leste, por intermédio da 4ª Região Militar, sediada em Belo Horizonte (MG), vem prestando apoio logístico aos militares israelenses que chegaram à região para trabalhos de busca e salvamento. Esse apoio inclui:

– emprego de cinco helicópteros da Aviação do Exército, de modelos variados, para utilização pelas equipes de buscas;

– alojamento e alimentação para cerca de 130 pessoas;

– alojamento, alimentação e apoio veterinário para cães farejadores;

– transporte e acondicionamento de todo o equipamento (aproximadamente 16 toneladas), por meio da montagem de um depósito de campanha em Brumadinho;

– instalação de cozinha de campanha para a confecção de alimentação na área de Brumadinho;

– alojamento e alimentação aos intérpretes designados.

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Acidentes e Catástrofes Conflitos Geopolítica Israel Síria

Militares israelenses serão enviados à Moscou para compartilhar as informações sobre o abate da aeronave Il-20 na Síria

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

O IDF as Forças de Defesa de Israel enviarão uma delegação liderada pelo comandante Amikam Norkin a Moscou em 20 de setembro. Durante a visita oficial à capital russa, os militares israelenses compartilharão as informações de modo a elucidar que israel não teve responsabilidade no abate da aeronave russa Il-20 na Síria na noite de 17 de setembro.

A delegação de Israel apresentará um relatório sobre “todos os aspectos” do evento, desde os dados anteriores ao abate até a investigação realizada por Tel Aviv. De imediato, Moscou acusou as Forças Israelenses atribuindo-lhes a culpa pelo incidente, Israel por seu lado move-se para provar a Moscou a sua inocência no caso.

O Governo de Israel manifestou publicamente ao Kremlin a sua “consternação” pela morte dos militares da tripulação russa e considera que os Militares Sírios são “totalmente responsáveis” pelo ocorrido, além disso, atribuem à responsabilidade ao  Hezbollah e ao Irã e por este incidente ao qual classificou de ” infeliz.”

O IDF desmente o ato de que os caças israelenses usaram a aeronave russa como escudo, manipulando electronicamente os sinais de radar de modo a ludibriar as defesas Sírias. O IDF alega que a defesa síria ficou perdida durante o ataque e acionou indiscriminadamente as defesas pondo em risco todas as aeronaves que circundavam a região.

Há rumores de que as tripulações das baterias Sírias que operaram os sistemas de defesa, foram de imediatas entregues as autoridades russas para serem interrogadas no inquérito que avaliará as causas do incidente.

Os israelenses alegam que apresentarão as provas a Moscou a respeito das “tentativas contínuas” de Teerã de entregar armas estratégicas para a organização xiita libanesa e  por estabelecer uma presença militar iraniana na Síria.

Fonte: RT

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Acidentes e Catástrofes Aviação

Embraer comunica incidente com o KC-390

O protótipo 001 da aeronave de transporte e reabastecimento KC-390, maior avião já construído no Brasil, saiu da pista em Gavião Peixoto (SP) quando realizava testes de prova em solo na manhã deste sábado (5).

Segundo a Embraer, a tripulação deixou a aeronave em segurança e sem ferimentos. A equipe de apoio foi acionada imediatamente.

A Embraer iniciou a investigação das causas do incidente. A ocorrência foi comunicada ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB).

Segundo incidente

Em 12 de outubro do ano passado, o protótipo teve um incidente durante um voo de teste em Gavião Peixoto. O caso foi divulgado à imprensa somente no dia 8 de novembro.

Na ocasião a empresa informou que o avião “experimentou um evento além do limite planejado no teste de uma das várias configurações experimentadas”, mas não informou se a tripulação esteve em risco.

De acordo com a Embraer, o incidente aconteceu durante um voo de teste de certificação para avaliar as qualidades de voo em baixa velocidade com simulação de formação de gelo.

Cargueiro da Embraer KC-390 em construção em Gavião Peixoto (Foto: Divulgação/Embraer) Cargueiro da Embraer KC-390 em construção em Gavião Peixoto (Foto: Divulgação/Embraer)

Cargueiro da Embraer KC-390 em construção em Gavião Peixoto (Foto: Divulgação/Embraer)

Protótipo do KC-390

O KC-390 é um projeto da Força Aérea Brasileira (FAB) que, em 2009, contratou a Embraer para realizar o desenvolvimento da aeronave. Foram sete anos de estudo em parceira com Argentina, Portugal e República Tcheca para desenvolver o protótipo.

A campanha de testes do KC-390 está avançando de forma extremamente satisfatória, atendendo todos os requisitos da aeronave e validando os objetivos de desempenho e capacidade previstos por meio do uso de avançadas ferramentas de engenharia.

Desde o início da campanha de testes em voo, em outubro de 2015, os protótipos do KC-390 têm apresentado uma alta taxa de disponibilidade, acumulando mais de 1.200 horas de voo.

Maior avião cargueiro fabricado no Brasil, KC-390 é apresentado em Gavião Peixoto, SP

Autonomia

Com turbinas a jato, o KC-390 ppode alcançar a velocidade de 850 km/h. Uma aeronave poderá decolar de Brasília e chegar sem escalas a qualquer capital brasileira com 23 toneladas de carga, sua capacidade máxima.

Nas asas, o avião poderá levar até 23,2 toneladas de combustível. Além de alimentar as próprias turbinas, também será possível fazer o reabastecimento em voo (REVO) de outros aviões ou helicópteros. É por isso que a aeronave é chamada de KC: C de Carga e o K de tanker, ou reabastecedor, em inglês. O KC-390 também terá a capacidade de ser reabastecido em voo por outras aeronaves.

O compartimento de carga tem 18,54 metros de comprimento, um pouco maior que uma quadra de vôlei. A largura é de 3,45 metros e a altura é de 2,95 metros. O espaço é suficiente para acomodar equipamentos de grandes dimensões, além de blindados, peças de artilharia, armamentos e até aeronaves semi-desmontadas.

Também poderão ser levados 80 soldados em uma configuração de transporte de tropa, 64 paraquedistas, 74 macas mais uma equipe médica ou ainda contêineres, carros blindados e outros equipamentos.

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Fonte: G1

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Acidentes e Catástrofes Aviação Defesa

Avião militar russo cai na Síria

Um caça russo Su-30SM se acidentou na Síria, matando os dois pilotos da aeronave, comunicou o Ministério da Defesa da Rússia.

O incidente ocorreu por volta das 9h45 (às 3h45 em Brasília) sobre o mar Mediterrâneo, quando o caça estava aumentando a altitude após ter decolado da base aérea de Hmeymim.

“Ambos os pilotos, que lutaram pelo avião até os últimos minutos, morreram, segundo relataram do lugar”, diz o comunicado do ministério russo.

Segundo dados recentes do ministério, o avião não foi abatido por fogo, mas teria caído devido a uma ave que entrou no motor.

Um recente grande acidente aéreo envolvendo aviões russos na Síria aconteceu em março passado, quando um avião de transporte An-26 caiu ao aterrissar na base de Hmeymim, matando 33 passageiros e 6 membros da tripulação que estavam a bordo.

O caça multifuncional Su-30SM é a última modificação do caça Su-30. O avião é desenhado para assegurar domínio no espaço aéreo, bloquear aeródromos inimigos e eliminar alvos aéreos, terrestres e marítimos.

Fonte: Sputinik

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Helicóptero inglês procurava submarino argentino – O que realmente aconteceu com o submarino ARA San Juan (S-42)?

A irmã de um dos 44 tripulantes do submarino argentino desparecido revelou o texto da última mensagem recebida através do WhatsApp do seu irmão antes do desaparecimento do navio, o que pode ajudar a investigação.

© AP Photo/ Courtesy of Argentine Navy

Roberto Daniel Medina, um dos 44 tripulantes do submarino argentino San Juan que desapareceu em 15 de novembro enviou a mensagem para a sua família em que dizia que o submarino era procurado por um helicóptero do Reino Unido e um navio chileno, informa La Gaceta.

“Na segunda (13) um helicóptero inglês e antes disso os chilenos estavam à nossa procura. Há muita coisa em movimento”, diz o texto da mensagem enviado por ele para a sua irmã, que não pensava que “iria desaparecer dali a 10 dias”.

“Acho que não somos a única família que tem algo assim, acho que há muitos. A juíza Marta Yanez terá que investigar”, afirmou a mulher, explicando que o seu irmão contava que tudo isso aconteceu perto das Malvinas, a área disputada entre Argentina e o Reino Unido.

No entanto, o porta-voz da Marinha Enrique Balbi descartou um possível ataque estrangeiro: “Foi em 4 de novembro, são os dias que correspondem à entrada em Ushuaia e, por isso, o contato de WhatsApp”.

O porta-voz sublinhou que “o canal de Beagle possui águas partilhadas com o Chile” e que “é uma área de operações permanentes de helicópteros chilenos”, afirmando que não fica claro se era um helicóptero inglês ou não.

Fonte: Sputnik

 

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Argentina encerra busca por sobreviventes de submarino

Marinha argentina anuncia fim da operação de resgate dos 44 tripulantes do ARA San Juan, por não acreditar que haja sobreviventes. Autoridades, no entanto, seguem procurando a embarcação, desaparecida há 15 dias.

A Marinha da Argentina anunciou nesta quinta-feira (30/09) que não espera mais encontrar sobreviventes entre os 44 tripulantes do submarino ARA San Juan, desaparecido há 15 dias. Apesar de ter finalizado a operação de resgate, a força armada disse que segue a busca pela embarcação.

“Já se passou mais que o dobro de dias em que seria possível resgatar a tripulação”, disse o porta-voz da Marinha, Enrique Balbi, em pronunciamento em Buenos Aires. Ele se referia à reserva de oxigênio disponível na embarcação, que seria suficiente para sete dias em média, dependendo da situação.

Balbi acrescentou que, “apesar da magnitude das buscas, não foi possível encontrar o submarino e não haverá mais resgate de pessoas”. Ainda que sem esperança por sobreviventes, a Marinha disse que não encontrou vestígios de naufrágio ou de destroços da embarcação nas áreas que foram exploradas.

A procura pelo San Juan, ou pelo menos por vestígios dele, vai se concentrar agora no fundo do mar, informou o porta-voz, que aguarda agora a chegada de um dispositivo americano capaz de atingir uma profundidade de 6 quilômetros. A operação no Oceano Atlântico envolve 28 embarcações, nove aviões e 4 mil pessoas de um total de 19 países.

Familiares dos tripulantes, que deixaram a base naval de Mar del Plata em lágrimas após o anúncio, criticaram a decisão da Marinha de encerrar a operação. “Destruiu a mínima esperança que eu ainda tinha. Não entendo essa decisão arbitrária e injusta”, disse Luis Tagliapietra, cujo filho estava no submarino.

Em entrevista a uma emissora argentina, o pai ainda reclamou sobre a forma como foi comunicado. Segundo ele, ao menos 12 famílias ficaram sabendo sobre o encerramento da operação por meio do pronunciamento da Marinha na televisão.

O submarino havia partido de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, em 13 de novembro, rumo ao seu posto na base naval de Mar del Plata, 400 quilômetros ao sul de Buenos Aires. Dois dias mais tarde, em 15 de novembro, fez seu último contato com a base, reportando estar a 432 quilômetros da costa argentina.

No início desta semana, a Marinha revelou que, horas antes de perder a comunicação, a embarcação relatou entrada de água em seu interior, que teria molhado as baterias e provocado um curto-circuito e um princípio de incêndio, com fumaça, mas sem chamas. O problema foi corrigido, e o San Juan seguiu seu curso.

Cerca de três horas depois do último contato, foi detectado um som consistente com uma explosãonuma área próxima ao local de desaparecimento do submarino. A Marinha concentrou suas buscas nessa região nos últimos dias, ainda sem sucesso.

Com 65 metros de comprimento e sete metros de largura, o San Juan é um dos três submarinos da frota argentina. Lançado em 1983, foi produzido pelo antigo estaleiro alemão Thyssen Nordseewerke. Entre 2007 e 2014, a embarcação passou por reformas que prolongaram seu uso por mais 30 anos.

Fonte: DW

Edição: Plano Brasil

 

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Existe correlação entre aumento de terremotos e a desaceleração na rotação da Terra

GETTY IMAGES – Movimento da Terra em torno de seu eixo pode estar ligado a aumento no numero de terremotos, segundo cientistas

Um estudo de dois pesquisadores americanos está propondo uma nova abordagem sobre os terremotos e sugerindo que pode haver mais tremores de grande intensidade em 2018.

Segundo a pesquisa, existe uma correlação entre o aumento periódico no número de grandes terremotos e a diminuição da velocidade de rotação da Terra – o movimento do planeta para dar uma volta em seu próprio eixo.

Quando a Terra gira mais lentamente, leva um pouco mais de tempo para completar uma volta completa, fazendo com que o dia fique ligeiramente maior que 24 horas – podendo ganhar alguns microssegundos. Até aí, não há novidade. A questão é que os pesquisadores estão dizendo que essa pequena mudança também pode aumentar a quantidade de fortes terremotos.

Mas esse efeito não seria imediato. Demoraria cerca de cinco anos para ser sentido. Como a rotação da Terra começou a desacelerar em 2012-2013, o próximo aumento no número de terremotos poderia ocorrer em 2018, aponta a pesquisa.

“Nós estamos sugerindo que o aumento no número de terremos deve começar logo”, afirmou para a BBC Brasil a pesquisadora Rebecca Bendick, da Universidade de Montana, responsável pelo estudo em conjunto com Roger Bilham, da Universidade do Colorado.

Eles apresentaram os resultados no encontro anual da Geological Society of America, nos Estados Unidos, no final de outubro.

“Nós não podemos prever a desaceleração ou aceleração na rotação da Terra, mas podemos detectá-la através de observações astronômicas e relógios atômicos. E, se nossa hipótese estiver correta, isso pode ser capaz de nos alertar sobre o aumento no número de terremotos cinco anos antes”, continua Bendick.

Bendick cita uma palavra importante: hipótese. Ainda não há prova científica de os dois fenômenos estejam relacionados.

Como a pesquisa foi feita

Primeiro, os cientistas verificaram os registros históricos de grandes terremotos, desde 1900. Ali, identificaram picos de atividade sísmica de grande intensidade a cada 30 anos, aproximadamente – em 1910, 1943, 1970 e 1998. O próximo ciclo seria justamente em torno de 2018.

Enquanto em um ano comum poderiam ocorrer cerca de 15 grandes terremotos em todo o mundo, nos anos de pico esse número poderia subir para 20.

EPA – Terremoto no México foi um dos mais devastadores do ano

Em seguida, os pesquisadores começaram a procurar outros fenômenos da Terra que tivessem uma periodicidade semelhante. Foi aí que testaram a desaceleração no movimento de rotação. “Quando nós comparamos as duas séries temporais, elas eram muito correlacionadas”, afirma Bendick.

É como se, durante esse pico, os terremotos funcionassem como “células nervosas ou baterias, que requerem alguma carga antes que possam descarregar”, compara a pesquisadora. E a rotação mais lenta da Terra poderia gerar essa “carga”. Os pesquisadores ainda não tem uma hipótese sobre por que isso ocorreria.

O que poderia ser feito para mitigar os danos?

Os pesquisadores esperam que essa prevista janela de cinco anos de antecipação ajude as pessoas a minimizarem o impacto dos terremotos.

“O efeito é mais pronunciado em áreas onde já há muitos terremotos. Então, faz sentido que as pessoas fiquem preparadas, especialmente antes desses intervalos em que o risco de tremores mais danosos aumenta”, continua Bendick.

Entre as medidas individuais que podem ser tomadas, ela cita ter um kit de emergência e fazer um plano de evacuação entre a família e os amigos.

“Esse tipo de alerta antecipado nos dá uma chance de nos prepararmos, em vez de apenas nos preocuparmos.”

REUTERS – Itália também sofre com incidência de terremotos – em 2016, um terremoto de magnitude 6.2 aconteceu a 100 km a nordeste de Roma

O estudo faz uma ressalva: não seria possível saber onde os terremotos “extras” ocorreriam. O fato é que a maior parte dos tremores mais fortes acontece perto da linha do equador, cita a pesquisa. Uma explicação para isso é que essa área sofre os maiores impactos da mudança de velocidade de rotação da Terra, porque sua forma se altera mais.

“Um exemplo impressionante é que, desde 1900, mais de 80% dos tremores mais fortes nas bordas leste da placa tectônica do Caribe ocorreram nos cinco anos seguintes à máxima desaceleração da Terra”, diz o estudo apresentado no encontro de Geologia.

Nada disso, contudo, diz respeito ao Brasil. “O Brasil não é muito ativo sismicamente. É uma boa notícia”, brinca Bendick.

Fonte: BBC Brasil.com

Edição: Plano Brasil

 

 

 

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Emergência a bordo do submarino ARA San Juan: — Entrada de água, curto-circuito e princípio de incêndio

Doze dias no fundo do mar, uma explosão, um longo silêncio.

Quase duas semanas após o desaparecimento do submarino argentino ARA San Juan com 44 pessoas a bordo, informações sobre o que se passou no último dia 15 de novembro – o dia em que parou de fazer contato – continuam restritas.

Ninguém parece saber ao certo o que aconteceu com o submersível enquanto navegava nas profundidades do oceano Atlântico, a mais de 400 quilômetros da costa, e relatou uma falha nas baterias.

Entretanto, à medida que os dias passam, se conhecem novas peças desse quebra-cabeças marítimo.

Agora, as autoridades locais deram novos detalhes sobre o último contato com o ARA San Juan.

Nova informação

O porta-voz da Marinha argentina, Enrique Balbi, confirmou que, segundo uma mensagem recebida a partir da embarcação, à 0h30 no horário local do dia 15 de novembro houve a entrada de água no submarino por meio do snorkel – dispositivo que permite a vinda de ar da superfície quando ele está submerso – enquanto ele carregava suas baterias.

O líquido caiu sobre as baterias que se encontravam na área da proa, provocando uma falha elétrica e um princípio de incêndio, que consistiu em fumaça sem chamas.

“Eles corrigiram isso, isolaram a bateria e navegaram com outro circuito. O submarino foi impulsionado com o circuito de popa”, explicou.

Após esse incidente, o submarino recebeu ordens de voltar a sua base, em Mar del Plata, afirmou Balbi.

Mas nunca chegou.

“É possível que tenha ocorrido um incêndio ou um arco elétrico (uma descarga) e isso ter causado uma explosão”, disse ele.

Meios de comunicação da Argentina divulgaram na noite desta segunda-feira terem assegurado que essa foi a última comunicação do submarino com sua base em terra, mas a BBC não conseguiu confirmar essa informação de forma independente.

Contudo, ela coincide com os detalhes fornecidos por Balbi.

“A entrada de água do mar pelo sistema de ventilação, no tanque de baterias número 3, ocasionou um curto circuito e princípio de incêndio no balcão de barras de baterias”, disse ele.

A mensagem, transmitida através de frequências de rádio, indica também que as baterias de proa ficaram fora de serviço e que, neste momento, se encontravam submersas, impulsionadas por um “circuito dividido”.

Tripulação do submarino é formada por 43 homens e uma mulher

Incerteza

Depois dessa última comunicação, o resto é incerto.

O último lugar onde se teve contato com o ARA San Juan fica próximo a um abismo com mais de 3 mil metros de profundidade.

Especialistas consultados pelos meios de comunicação argentinos estimam que, se por algum motivo o submarino perdeu propulsão e afundou nessa área, pode ter havido uma implosão por causa da força da pressão ocorrida quando se ultrapassa os 600 metros.

E 12 dias depois, as crenças de sobrevivência da tripulação começam a ultrapassar o limite do possível.

Apesar disso, Balbi disse que não a descarta, mesmo que em condições extremas.

Busca desesperada

As operações de resgate e localização da Marinha argentina receberam o reforço nos últimos dias de equipes do Brasil, Chile, Noruega, Alemanha, Canadá, Colômbia, França, Estados Unidos, Peru, Reino Unido e Uruguai.

A Rússia foi o ultimo país a se juntar ao esforços, no sábado passado, com o maior avião do mundo, o Antonov, e com um submersível não tripulado, conhecido como Pantera Plus.

EPA – Buscas pelo submarino ocorrem por vias aérea e marítima; diversos países participam da operação

O ministro da Defesa do país também enviou um barco de exploração científica, o Yantar, que está a caminho e poderia fazer buscas em profundezas maiores.

Outra cápsula de resgate dos Estados Unidos tinha chegada prevista para esta segunda-feira à zona onde as buscas ficaram concentradas nos últimos dias: um raio de pouco mais de 70 quilômetros próximo ao lugar onde se detectou uma explosão no mesmo dia em que o contato com o submarino foi perdido.

Equipes dos EUA anunciaram na quinta-feira que registraram ruídos anormais nessa área, próxima ao local onde se teve o último contato com o ARA San Juan.

A organização de controle de testes nucleares da ONU identificou um evento “consistente com uma explosão” no mesmo lugar.

Balbi negou nesta segunda-feira que a referida explosão tenha sido ocasionada por uma agressão externa, como uma mina ou algum armamento a bordo do submarino.

“Pode ser um incêndio, uma combustão rápida, que consome o oxigênio. Pode-se dizer que foi uma implosão”, acrescentou.

Fonte: BBC Brasil.com

Edição: Plano Brasil

 

 

 

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Submarino: Projetado para desaparecer no mar

Marcia Carmo

Nove dias após a última comunicação feita pelo submarino argentino ARA San Juan, a cada minuto aumenta a sensação de que nenhum dos 44 marinheiros sairá do episódio com vida.

“Encontrá-los vivos já será mais do que um milagre, por causa da reserva de oxigênio (limitada) do submarino”, disse à BBC Brasil o engenheiro naval Martín D’Elía, professor da Universidade Tecnológica Nacional (UTN), de Buenos Aires e de Mar del Plata.

Projetados para desaparecer no mar

A operação resgate do submarino ARA San Juan já envolve treze países e equipes do Canadá e da Rússia também devem chegar nas próximas horas ao país. Nos últimos dias, aviões, barcos e robôs fazem parte das buscas do submarino que foi fabricado na Alemanha. “A maior tecnologia naval do mundo está reunida nesta operação de busca”, disse o coronel argentino da reserva Rubén Palomeque, da coordenação de resgate do ARA San Juan.

No entanto, até a tarde desta sexta-feira, apesar da modernidade dos equipamentos, não havia notícia do paradeiro da embarcação dos anos 1980. O ARA San Juan, segundo a Marinha argentina, realizava uma patrulha de rotina nos mares do país contra barcos ilegais. O engenheiro Martin D’Elia disse que submarinos são “uma arma de guerra” e “construídos para não serem encontrados”. A profundidade do local onde poderia estar a embarcação também pode complicar o resgate, segundo ele.

Quando perguntado por que tantos países, com suas tecnologias de “última geração”, não podiam encontrar o submarino, ele respondeu: “Estamos vendo a magnitude do que é um submarino, ou seja de como é difícil encontrá-lo”.

Martin D’Elia afirmou que, de acordo com a última comunicação, o submarino poderia estar na fronteira entre a plataforma marítima argentina, onde a profundidade seria em torno dos 200 metros, e as águas internacionais, cuja profundidade atinge 4 mil metros. Nesse caso, mesmo os mais modernos dispositivos de busca – os veículos submergíveis americanos a controle remoto – seriam de pouca utilidade, já que suportam descer a 1,5 mil metros da superfície.

“Os submarinos podem ser usado para colocar minas flutuantes ou para ataques marinhos. E são mesmo desenhados para não serem detectados”, disse o engenheiro naval. Ex-tripulante do ARA San Juan, Horacio Tobías, disse, por sua vez, que “quando o submarino está submerso, está sozinho no mundo, ele e o oceano”.

D’Elia explicou que radares, por exemplo, não podem detectá-lo porque o submarino “tem pouca emissão de calor”.

O especialista acrescentou que o submarino irradia calor, ondas magnéticas e de som desenvolvidos “para ser o mais discreto possível”. O ARA San Juan navega com motor elétrico e também a diesel – quando está submerso funciona com o elétrico, que “é muito silencioso”, e, quando emerge da água, usa combustível fóssil.

“Sem radiação térmica e com o ínfimo barulho que produz, é muito difícil encontrá-lo. O sistema, o isolamento do som, o desenho do submarino, fazem com que a detecção magnética seja a menor possível. Outros barcos que usam sensores não o detectam e, quando o detectam, percebem-no quase como uma boia”, afirmou.

Ele recordou que, no fim dos anos 1960, no período da guerra fria, um submarino russo (submarino K129) afundou a mais de 4 mil metros de profundidade e, tempos depois, os americanos o encontraram. A embarcação foi localizada graças ao mesmo sistema de “hidrófonos” – que identificou a explosão – espalhados pelo oceano, que foram criados por prevenção bélica e registram permanentemente os ruídos no fundo do mar.

Sem caixa preta

O caso do submarino desaparecido gerou uma série de questionamentos entre os familiares dos marinheiros e em setores políticos do país sobre se algum dia se saberá exatamente o que aconteceu com a embarcação.

O perito naval e vice-presidente da Liga Naval Argentina, Fernando Morales, disse que um submarino militar não é como os aviões e não leva caixa preta, por questões de segurança. “Seria um perigo, caso ele caísse em mãos inimigas”, afirmou.

O desaparecimento do ARA San Juan provocou ainda dúvidas sobre o procedimento da Marinha argentina. O porta-voz Balbi disse que foram respeitados protocolos internacionais, esperadas as 36 horas determinadas para o início das buscas e o pedido de ajuda internacional. Segundo ele, não é esperado que um submarino se comunique constantemente com a base porque ele é feito para ter “independência” na navegação.

Surgiram ainda questionamentos sobre as condições do submarino, que tinha passado por revisão quatro anos atrás, segundo informação oficial. E sobre os recursos destinados às Forças Armadas na Argentina.

“As Forças Armadas vivem com falta de investimentos desde o início dos anos 1990. E hoje deveríamos nos perguntar como um caso como este (do submarino) não ocorreu antes”, disse o professor de defesa e de segurança internacional da Universidade de Buenos Aires (UBA), Sergio Eissa.

Segundo ele, no início da década de 1990, as Forças Armadas contavam com um orçamento de 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) e no fim daqueles anos somente com 0,9% do PIB – o que foi mantido até 2013, quando houve um “aumento irrisório”.

Sergio Eissa disse o problema supera a restrição orçamentária: a Argentina possui frota marítima dos anos 1970 e 1980, defasada em relação à tecnologia atual.

Nesta sexta-feira, o presidente argentino Mauricio Macri falou à nação, no prédio das Forças Armadas, em Buenos Aires, dizendo que o caso do submarino deve ser investigado e lamentou a “dor dos familiares” dos tripulantes do ARA San Juan. Ele afirmou ainda que não é hora de “se aventurar em buscar culpados até que exista informação completa sobre o que aconteceu”.

Na TV, na véspera, a mulher de um dos marinheiros, a advogada Itatí Leguizamón, disse: “o culpado são os anos de abandono da Marinha”.

Fonte: BBC Brasil.com

Edição: Plano Brasil

 

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Demora em associar ruído a submarino que desapareceu causa polêmica na Argentina

ARA San Juan – submarino TR-1700 da Armada Argentina

A pista mais concreta sobre o submarino argentino que desapareceu na semana passada, com 44 pessoas a bordo, foi fornecida pela Organização do Tratado de Proibição Completa dos Ensaios Nucleares (OTPCE), com base em Viena, na Áustria. No dia 15 de novembro, duas estaçoes hidro-acústicas detectaram “um sinal incomum”, produzido três horas após a última comunicação da tripulação com a base e a 48 quilômetros do local onde o submarino estava.

As duas estações, que registraram um ruído “consistente com o de uma explosão debaixo da água”, ficam na ilha britânica de Ascenção, no Atlântico, e o arquipélago francês de Crozet, ao sul do Oceano Índico. Ambas formam parte de uma rede internacional, montada pelos membros da OTPCE, para monitorar a realização de testes nucleares que possam ameaçar a paz mundial.

As informações dessas estações foram cruzadas com outras, obtidas pela megaoperação de busca e resgate, da qual participam 12 países, além da Argentina. A conclusão, divulgada pela Marinha argentina nessa quinta-feira (23) de manhã, foi de que houve uma explosão no submarino. Navios e aviões foram mobilizados para buscar o ARA San Jose no local indicado pelos sensores, mas as esperanças de encontrar alguém com vida são pequenas. Um submarino só tem capacidade para armazenar oxigênio durante oito dias. Depois, precisa subir à superfície para renovar o ar – coisa que, tudo indica, não ocorreu.

“Foi uma explosão pequena. Não estou dizendo que o submarino explodiu totalmente. Mas, pela localização e a hora (da explosão), é possível que esteja relacionado ao submarino argentino”, disse o secretário-geral da OTPCE, Lassina Zerbo. Em sua conta no Twitter e em entrevistas, ele respondeu às perguntas que muitos fizeram: por que tanta demora em associar um ruído, emitido no dia 15 de novembro, ao submarino, desaparecido no mesmo dia?

Zerbo explicou que, ao contrário do que muitos pensam, o fundo do mar não é silencioso, está cheio de ruídos. “Um volume enorme de dados foi examinado para obter as pistas do submarino perdido”, escreveu. “Milhares de sinais possíveis e sons tiveram que ser examinados, para descartar ruídos naturais (como os das baleias) e industriais”.

O embaixador argentino na Áustria, Rafael Grossi – que também é especialista em temas nucleares – explicou que recorreu à OTPCE porque sabia que a organização tinha os meios para detectar anomalias no fundo do mar. As estações dão sinal de alerta quando há uma atividade nuclear, mas – a pedido do governo argentino – foi realizada uma revisão dos dados coletados na semana passada. Com isso, identificou-se não apenas a explosão, mas também o local exato e a hora em que aconteceu: às 11h 51m (horário de Brasília), a 48 quilômetros ao norte do local onde o submarino estava, quando se comunicou com a base três horas antes.

Navios, aviões e até um mini-submarino norte-americano foram mobilizados para vasculhar a área, a 432 quilômetros da costa argentina, na altura do Golfo de São Jorge. Dependendo do local, a profundidade das águas pode variar entre 200 e 3 mil metros. “Estamos em uma corrida contra o tempo para salvar vidas”, disse Zerbo que, a exemplo do porta-voz da Marinha argentina, Enrique Balbi, e de especialistas consultados pela imprensa argentina, não dão o episódio por encerrado até encontrar o submarino.

Busca do submarino por via aérea realizada pela Marinha argentina

Algumas famílias dos 44 tripulantes ainda guardam alguma esperança e continuam na base naval de Mar del Plata, onde o submarino deveria ter chegado na segunda-feira (20). Do lado de fora, bandeiras, cartazes e correntes de orações, em solidariedade aos tripulantes desaparecidos. Afinal, ao longo dos últimos oito dias, houve vários alarmes falsos. Mas a “anomalia acústica”, detectada primeiro pelos Estados Unidos na quarta-feira (22) acabou sendo confirmada no dia seguinte pela OPTCE. Muitos reagiram com raiva e indignação à notícia, acusando o governo de ter escondido a verdade durante uma semana: nos primeiros dias, falavam em uma falha elétrica, e nunca numa explosão.

A operação de busca do submarino reuniu países que, em outros tempos, jamais fariam uma patrulha conjunta. A começar pelo Reino Unido, que derrotou a Argentina na guerra de 1982 pela posse das Ilhas Malvinas. O território, considerado “em disputa” pelas Nações Unidas, ainda é reivindicado pelo governo argentino, que até recentemente tem denunciado a presença militar britânica no Atlântico Sul. Além do Reino Unido, da França e da Noruega, vizinhos (como Brasil, Chile, Uruguai e Peru), e potências antagônicas (Estados Unidos e Rússia) estão cooperando na busca do submarino.

O caso do ARA San Juan tem sido comparado com o desaparecimento do submarino russo Kursk, há 17 anos. Ele sofreu uma explosão no compartimento de armas, quando navegava no Oceano Ártico. Alguns dos tripulantes conseguiram se refugiar em um compartimento da embarcação e emitir sinais de socorro, durante 48 horas. Mas a Rússia – ao contrário da Argentina – demorou uma semana para aceitar ajuda internacional, para não revelar “segredos militares”. Na tragédia, morreram 118 pessoas.

O submarino argentino não é nuclear – é movido por baterias elétricas e usado para patrulhar a costa e as atividades de navios de pesca piratas. O ARA San Juan foi construído nos anos 1980 na Alemanha e reformado em 2014 para ampliar sua vida útil por mais 30 anos.

Fonte: Agência Brasil via, Jornal do Brasil

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