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Pilotos americanos sofreram lesões por lasers chineses no Djibuti, diz Pentágono

AFP/Arquivos / Bonny SchoonakkerDois pilotos de um avião de carga C-130 sofreram lesões leves nos olhos ao terem lasers apontados em sua direção

Cidadãos chineses direcionaram em múltiplas ocasiões lasers de grau militar contra pilotos americanos que operam em uma base em Djibuti, na África, declarou o Pentágono nesta quinta-feira (3).

As autoridades emitiram uma queixa diplomática formal e exigiram a Pequim que investigue uma série de incidentes que datam de várias semanas, disse a porta-voz Dana White.

“São incidentes muito graves”, afirmou White, acrescentando que “representam uma verdadeira ameaça” para os pilotos.

Em um caso, dois pilotos de um avião C-130 sofreram lesões leves nos olhos quando aterrissaram na base deste país do Chifre da África, assinalou à AFP outra porta-voz, a major Sheryll Klinkel.

Localizada no aeroporto internacional de Djibuti, a base militar americana Camp Lemonnier é sua única instalação na África. É utilizada em grande medida para operações antiterroristas no leste da África e no Iêmen.

A China abriu no ano passado uma base naval em Djibuti, a apenas alguns quilômetros das instalações americanas, no que é a primeira base no exterior das Forças Armadas de Pequim.

White disse que estava “certa” de que quem direcionou os lasers de alta potência era chinês. Funcionários declararam ao jornal The Wall Street Journal que o laser provavelmente provinha da base chinesa.

 

Fonte:AFP

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Israel tenta inflamar questão iraniana

Às vésperas da decisão de Trump, Netanyahu faz apresentação na TV para acusar Irã de violar acordo nuclear. Denúncias encontram eco apenas nos EUA e são rejeitadas por monitores e potências europeias.

Netanyahu mostra para onde Irã supostamente teria levado seus arquivos nuclearesNetanyahu mostra para onde Irã supostamente teria levado seus arquivos nucleares

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tentou inflamar o debate sobre a questão nuclear iraniana ao acusar o regime dos aiatolás de mentir sobre seu programa atômico e, assim, violar o acordo selado com as potências ocidentais.

Israel sempre se opôs ao histórico acordo de julho de 2015, no qual o Ocidente aceitou aliviar as sanções contra o Irã em troca de o governo em Teerã congelar seu programa nuclear e se comprometer a não desenvolver armas atômicas.

Só que o acordo está agora ameaçado: o presidente americano, Donald Trump, é um feroz crítico do pacto e ameaça retirar os EUA dele, caso não haja negociações. Uma decisão do magnata é esperada para o dia 12, quando ele tem que definir se renova ou não o alívio às sanções contra o Irã.

“Os líderes do Irã negam repetidamente a busca por armas nucleares”, disse Netanyahu. “Hoje à noite eu estou aqui para dizer uma coisa: o Irã mentiu.”

De forma teatral, numa apresentação em inglês, transmitida pela TV para todo o país, Netanyahu puxou as cortinas para exibir estantes com supostamente mais de 55 mil arquivos relacionados ao programa nuclear iraniano, roubados por Israel numa operação de inteligência em Teerã em janeiro.

Netanyahu disse que a apreensão confirma que o Irã mentiu por anos sobre a natureza de seu programa nuclear. Isso, porém, jamais foi contestado pelas potências signatárias: o acordo se concentrou em evitar futuros esforços rumo a armas atômicas e existe, como destacaram lideranças europeias nesta terça, justamente para consertar a falta de confiança entre as partes envolvidas.

O premiê afirmou que o Irã “continuou a preservar e expandir seu conhecimento sobre armas nucleares para uso futuro”, mas não apresentou provas disso. Segundo ele, os iranianos transferiram seus arquivos para “um local altamente secreto em Teerã”.

Discurso afinado com EUA

O discurso logo encontrou eco no governo Trump. O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, estava em Tel Aviv no dia da apresentação, e o presidente disse, em Washington, que as palavras de Netanyahu provam que ele “estava 100% certo” sobre o “pior acordo ” já assinado.

Enquanto Israel se opõe ao acordo, os principais aliados europeus de Washington pedem ao governo Trump que não o abandone e argumentam que o Irã está cumprindo seus termos. Nos últimos dias, uma sucessão de líderes, como a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Emmanuel Macron, foi até a Casa Branca tentar convencer Trump.

A apresentação de Netanyahu foi recebida com rechaço pelo Irã, por defensores do acordo e pelas partes responsáveis por monitorar sua implementação.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que as palavras de Israel são “infantis e ridículas” e buscam afetar a decisão de Trump sobre o acordo nuclear. As alegações, segundo Teerã, são “velhas, sem conteúdo e vergonhosas”.

A AIEA, agência de vigilância nuclear das Nações Unidas, disse que vai avaliar novas informações relevantes, mas citou um relatório de três anos atrás segundo o qual não haveria indicações críveis de que o Irã buscou construir armas nucleares após 2009.

Ceticismo europeu

A Rússia pediu que seja comprovada a veracidade dos documentos. “Considero que isto não seja motivo para convocar uma reunião da comissão da AIEA, já que primeiro é preciso analisar esses 100 mil documentos para comprovar se são verídicos”, disse Mikhail Ulyanov, embaixador russo perante as organizações internacionais em Viena. Ulyanov lembrou que os inspetores da AIEA não comunicaram nenhuma violação nos mais de dois anos de vigência do acordo nuclear.

A França pediu ao Irã uma cooperação total e transparência após as revelações do primeiro-ministro israelense, que, na opinião da diplomacia francesa, apenas reforçam a pertinência do acordo alcançado em 2015.

“Isso confirma que parte do programa nuclear iraniano não tinha fins civis, como a França e os seus parceiros constataram após as primeiras revelações de 2002”, e essa conclusão, explica a nota, foi a que guiou a negociação do pacto de Viena de julho de 2015.

No mesmo tom se manifestou a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini. Segundo ela, o acordo foi estabelecido justamente devido à falta de confiança entre as partes envolvidas. “Caso contrário, não seria necessário um acordo nuclear”, afirmou.

Acredita-se que Israel seja a única potência com armas nucleares no Oriente Médio, mas o país jamais reconheceu isso.

RPR/rtr/ap/ots

Fonte: DW

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Pago com Imposto do povo Francês- Os terroristas de Qalamoun que entregaram suas armas ao exército sírio tinham novos postos de comunicação de Rádio Digital: o prg4 de Thales

E.M.Pinto

No vídeo da rede de notícias ANNA News qeu apresenta o desfecho da vitória do Exército Árabe da Síria na operação conduzida pelas forças Tigre, são apresentados diversos sistemas de armas apreendidos.

Nele o lendário Gal. Suhell Salman Al Hassan examina os armamentos confiscados aos terroristas derrotados em damasco e arredores-23 Abril 2018.

As forças  tigre comandadas pelo general Salman Al-Hassan, conseguiram derrotar por completo todos os grupos terroristas da frente al-Nusra na cidade e na província de Damasco. Porém ainda persistem alguns integrantes nos bairros do campo de refugiados palestiniano em Armuque ao Sul da cidade de Damasco, tomada uma parte pelo ISIS e outra por elementos de Al-Nusra, que atualmente discutem a capitulação.

Os terroristas derrotados deixaram uma grande quantidade de armas antes de serem transportados em ônibus para o norte da Síria, após a negociação para deposição das armas e liberação de civis.

O material confiscado é, de pelo menos 30 carros de combate em que se incluem blindados e sistemas anti-aéreos móveis, mísseis anti-Tanque de fabrico americano, lança-foguetes, máscaras anti-Gás, morteiros, centenas de minas e granadas.

No montante são encontradas inúmeras armas pesadas, milhares de fuzis de assalto de todo o tipo e mais de 100.000 munições. Porém o que mais chama atenção no vídeo é a alegação de que dezenas de mochilas tácticas de Telecomunicações de fabrico francês e até 2 mísseis balísticos com um alcance de até 90 km foram encontrados.

Os militares Sírios informam que os terroristas de Qalamoun que entregaram suas armas ao exército sírio tinham novíssimos postos de comunicação de Rádio Digital: o prg4 de Thales. O que se supõe, foram financiados com dinheiro vindo dos contribuintes franceses que de alguma forma são os co-responsáveis pelas mortes de milhares de civis e militares Sírios vítimas deste confronto.

A ANNA afirma que isto que foi apresentado ao público não é tudo, uma vez que na tomada da Gouta as tropas sírias encontraram grandes quantidades de armas químicas, com importantes elementos fabricados na Alemanha e no Reino Unido.

O Exercito Sírio alega que estas provas demonstram que este conflito não se trata de uma revolução como a imprensa internacional tenta vender, mas sim, de uma grande invasão apoiada pelos EUA,  financiada pela OTAN e pela Arábia Saudita, Catar e os Emirados Árabes Unidos.

Veja o Vídeo

https://www.youtube.com/watch?v=VzDq39BR6Os&vl=en

 

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Quais são as poderosas armas de que dispõem os atores-chave do conflito na Síria

USS Donald CookDireito de imagemAFP
Image captionEntre os navios que os EUA usaram no bombardeio à Síria está o destróier USS Donald Cook

O bombardeio por parte dos Estados Unidos e de seus aliados, França e Reino Unido, a vários pontos estratégicos do governo de Bashar al-Assad na Síria, no fim de semana passado, aumentou o clima de tensão que existe entorno desse país entre Rússia e essas potências do Ocidente.

Essa ação foi uma resposta ao suposto ataque com armas químicas a Douma, cidade nos arredores de Damasco, cuja autoria tanto o presidente francês, Emmanuel Macron, quanto a primeira-ministra britânica, Theresa May, atribuíram ao regime de Assad.

A ameaça de bombardeio iminente feita por Donald Trump na semana anterior já havia criado uma enorme tensão política e militar devido ao apoio do presidente russo, Vladimir Putin, ao governo sírio.

Depois do ataque, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse à BBC que a situação entre Moscou e as potências ocidentais está pior do que aquela vivenciada durante a Guerra Fria.

A situação está longe de ser resolvida – não se pode afastar o risco de uma escalada. Cabe então saber: quais são as armas conhecidas de que dispõem os principais atores desse ambiente de tensão?

Ataque de 2017 contra a SíriaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionDestróieres da Marinha americana também foram usados em 2017 para lançar 59 mísseis Tomahawk contra a base aérea siria de Shayrat

Estados Unidos: orçamento de defesa de US$ 600 bilhões

No bombardeio à Síria no fim de semana, os Estados Unidos usaram vários de seus navios de guerra localizados no Mar Vermelho, no Golfo Pérsico e no Mediterrâneo oriental.

Entre eles estavam o USS Monterrey, o USS Laboon, o USS Higgins e o submarino USS John Warner. Além disso, Washington conta em seu arsenal com o destróier USS Donald Cook, um tipo de navio de guerra concebido para escoltar navios maiores e defendê-los contra agressores.

capacidade bélica EUA na Síria

Há um ano, foram exatamente dois destróieres da Marinha americana no Mediterrâneo que lançaram 59 mísseis Tomahawk contra a base aérea síria Al Shayrat, localizada na província de Homs.

Washington afirmou que essas instalações serviram para armazenar armas químicas usadas no ataque contra uma cidade naquela província, controlada por opositores do governo do presidente Bashar al-Assad, apenas 72 horas antes.

Devido ao seu design e capacidade de voar em baixa altitude, os Tomahawks usados são muito difíceis de detectar. Além disso, emitem pouco calor e por isso não podem ser descobertos por sistemas infravermelhos.

mísseis de cruzeiro

Uma porta-voz do Pentágono disse que, durante o ataque do último fim de semana, forças americanas, francesas e britânicas dispararam 105 mísseis e que todos atingiram o alvo – algo que a Rússia e a Síria negam. De qualquer forma, muitos desses mísseis eram Tomahawk.

Os Estados Unidos também possuem uma grande frota de caças-bombardeiros em seus porta-aviões no Golfo Pérsico. São aviões capazes de cumprir tanto missões de interceptação e combate aéreo como também de realizar ataques com bombas e/ou foguetes a alvos terrestres.

Segundo o Pentágono, dois aviões Lancer B-1 dispararam mísseis ar-terra durante o bombardeio.

A maior base militar dos EUA no Oriente Médio está no Catar, onde há caças F-16 e aviões A10, que podem entrar em ação com relativa rapidez.

O F-16 é conhecido por ser um dos aviões de guerra mais confiáveis e eficazes do mundo. Tem um alcance de cerca de 3.220 quilômetros, o que permite a ele permanecer em zonas de combate por mais tempo que outras aeronaves.

Caças F-16Direito de imagemAFP
Image captionOs EUA dispõem de caças F-16, que estão entre os aviões de guerra mais confiáveis e eficazes do mundo

Os Estados Unidos também dispõem de bombardeiros B-52, que em outras ocasiões foram usados para atacar alvos na região.

Em Kobane, pequena cidade curda no norte da Síria, Washington usou uma base aérea para levar equipamentos e tropas a bordo dos aviões de transporte militar C130 e C17, que são grandes o suficiente para carregar pequenos aviões e helicópteros em seu interior.

Rússia: orçamento de defesa de US$ 69 bilhões

Capacidade bélica da Rússia na Síria

O aviso da Rússia de que iria responder a qualquer ataque dos Estados Unidos colocou em dúvida se seu avançado sistema antiaéreo S-400, ainda que não testado, poderia ser usado em um confronto.

Ele foi implantado na Síria depois que um caça russo foi abatido ali, mas até agora só havia servido como instrumento de dissuasão.

O Pentágono afirma que não há elementos que sugiram que as defesas antiaéreas russas tenham sido usadas no fim de semana.

No entanto, o Ministério da Defesa da Rússia disse que a Síria conseguiu derrubar 71 dos 103 mísseis disparados pelas potências ocidentais.

O S-400 pode lançar três tipos de mísseis e diz-se que é capaz de enfrentar todos os alvos aéreos, incluindo aviões e mísseis, com velocidade e eficiência notáveis, em um raio de 400 km – o que, em essência, permitiria dar cobertura à maior parte da Síria.

Moscou assegura que o sistema tem grandes capacidades para derrubar até mesmo os chamados aviões “invisíveis”, cuja tecnologia os torna indetectáveis por radar.

Tipos de defesa da Rússia

Detectar objetos, avaliar potenciais ameaças e lançar mísseis para destruir mísseis estão entre suas funcionalidades. O sistema pode guiar até 12 mísseis simultaneamente e perseguir até seis alvos ao mesmo tempo.

Martin S Navias, do Departamento de Estudos de Guerra da universidade King’s College, de Londres, explica que os ataques aéreos geralmente buscam neutralizar as defesas terra-ar de um país, mas, nesse caso, o sistema russo representa um obstáculo.

O alcance do S-400 se estende além do espaço aéreo da Síria, o que significa que os alvos podem ser abatidos antes mesmo de entrar no território sírio. No entanto, alguns analistas questionam as capacidades de interceptação desse sistema russo.

Moscou também tem vários tipos de aeronaves na Síria: os bombardeiros Sukhoi-24, os Sukhoi-25, caças polivalentes, aviões de transporte, navios de espionagem e helicópteros de combate.

Muitos deles estão ou foram estacionados na base aérea de Hmeymim, de onde a Rússia lança seus ataques contra os grupos rebeldes sírios.

O Kremlin disse no passado que usou o submarino Rostov-on-Don, a partir do Mediterrâneo, para lançar mísseis Kalibr contra alvos em território sírio.

Também disparou foguetes contra o grupo extremista autodenominado Estados Islâmicos a partir de navios de guerra localizados no mar Cáspio.

Reino Unido: orçamento de defesa de US$ 50 bilhões

Os britânicos mantêm aviões de combate em uma base em Chipre, que podem entrar em ação a qualquer momento.

Há no local oito aviões Tornado supersônicos. Ainda que se trate de um modelo que entrou em operação pela primeira vez em 1982, eles recentemente foram equipados com sistemas para o lançamento de mísseis de precisão.

O Ministério da Defesa britânico afirmou que quatro desses Tornados participaram do bombardeio à Síria no sábado passado.

capacidade bélica do Reino Unido na Síria

Os caças-bombardeiros Typhoon também estão operando na região e serviram para realizar vários ataques no Iraque nos últimos anos. Estes navios lançam bombas guiadas por laser Paveway 4 e mísseis Brimstone.

O Reino Unido também possui uma frota de aviões não tripulados no Oriente Médio, incluindo dez drones Reaper, que foram usados para missões no Iraque e na Síria.

O MQ-9 Reaper é um drone capaz de subir até 15.240 metros e tem autonomia de voo de 1.850 km. Está equipado com mísseis Hellfire.

As aeronaves de vigilância Rivet Joint, que podem operar sob quaisquer condições climáticas, também estão prontas para ser usadas na região.

França: orçamento de defesa de US$ 34 bilhões

No total, a França disparou doze mísseis no sábado passado. Além dos três de cruzeiros navais, os outros nove projéteis saíram de caças franceses, em uma ofensiva em que foram mobilizados cinco Rafale, quatro Mirages 2000-5, dois aviões de reconhecimento Awacs e cinco aviões de abastecimento que decolaram de bases na França.

O país colocou os caças-bombardeiros Mirage e Rafale em bases aéreas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos.

Essas aeronaves, que podem portar bombas guiadas por laser de 250 quilos, foram usadas para atacar o Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

Imagem mostra caça Rafale, da FrançaDireito de imagemPA
Image captionO Rafale é o principal trunfo de ataque aéreo da França e foi usado contra o Estado Islâmico tanto na Síria quanto no Iraque

Paris não poderá dispor de seu porta-aviões nuclear Charles de Gaulle, que havia sido enviado anteriormente à região, porque ele está em manutenção.

No entanto, a França tem marinheiros e aviadores a bordo do navio de Guerra Americano USS George H.W. Bush, que participa de missões de treinamento e operações conjuntas.

Síria: orçamento de defesa de US$ 2 bilhões

O sistema de defesa aérea da Síria foi duramente atingido pelos recentes ataques de Israel, mas continua sendo uma ameaça para qualquer avião de guerra, já que seus mísseis ainda são suficientemente rápidos para derrubá-los.

O sistema já costumava ser altamente capaz, composto principalmente de mísseis do tipo S-200, e foi recentemente atualizado para incluir armas russas como os foguetes SA-22 e SA-17.

Al Assad, presidente da Síria, e militaresDireito de imagemREUTERS
Image captionBashar al-Assad, presidente da Síria (no centro), tem defesas antiaéreas adquiridas da Rússia e radares sofisticados de origem chinesa

O S-200 usam combustível líquido e estão projetados para voar a velocidades de até Mach 8, ou seja, até oito vezes mais rápido que a velocidade do som. Eles são guiados até o alvo por radar e, uma vez que o alcançam, detonam seus 217 kg de carga explosiva.

A Síria também dispõe de uma variedade de sofisticados sistemas de radares chineses.

Da Base Aérea de Shayrat – que tem duas pistas de pouso de 3 km de extensão, além de dezenas de hangares, edifícios e armazéns –, a Força Aérea da Síria opera seus caças-bombardeiros Su-22 e MiG-23.

No entanto, grande parte da frota é obsoleta e requer manutenção significativa para conservar sua capacidade ofensiva.

Segundo as autoridades russas, para enfrentar o bombardeio do fim de semana, as forças sírias usaram sistemas de mísseis antiaéreos S-125, S-200, Buk e Kvadrat.

Elas asseguraram que esses sistemas, por exemplo, teriam permitido a interceptação de 12 mísseis de cruzeiro disparados pelas potências ocidentais contra o aeroporto militar sírio de Al Dumayr, segundo o site de notícias estatal russo Sputnik.

Fonte: BBC

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Electric Boat recebeu contrato de longo prazo para submarinos de ataque classe Virgínia V

O submarino de ataque North Dakota da classe da Virgínia , (SSN-784)  lançado de uma instalação de estaleiro interior no General Dynamics Electric Boat em Groton, Connecticut. Foto da Marinha dos EUA

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

O sub-construtor General Dynamics Electric Boat recebeu uma modificação de contrato de US $ 696,2 milhões para materiais de longo prazo para os submarinos de classe da Virgínia – o primeiro dos submarinos de ataque do bloco V. Os submarinos do bloco V da classe da Virgínia serão mais longos  que os de construção anterior, isto porque estes navios deverão acomodar quatro tubos do Módulo de carga útil que contêm sete mísseis Tomahawk Land Attack (TLAMs).


A concepção do artista do  classe III  Nova York redesenhado.

A Marinha está contando com os submarinos do bloco V da classe da Virgínia para serem incorporados a uma estratégia maior de mísseis militares, aumentando a habilidade do serviço de atacar furtivamente seus alvos, disse Richard V. Spencer secretário da Marinha na segunda-feira no Centro de Estratégico e Internacional Estudos.

Os submarinos do bloco V da classe da Virgínia substituirão os submarinos SSGN da classe Ohio atualmente em desmantelamento. Falando sobre a carga paga dos  Virginia, Spencer descreveu sua utilidade como:

“Ampliar o casco dos navios existentes, que, dependendo do que colocamos nos Tomahawks até a carga útil, tem diferentes implicações inclusive de capacidades subaquáticas até à data, parece ser o mais interessante, mas tem seu preço “.


Um slide de uma apresentação de 2013 da PEO Subs no VPM. Gráfico NAVSEA

Este contrato de prazo alongado possibilita comprar componentes para o casco, sistemas mecânicos e elétricos, turbinas de vapor e elétricas, geradores de turbinas de serviço e unidades de propulsão principais para SSNs 802, 803, 804 e 805. Instalações em 19 estados fornecerão a fabricação os componentes para os bloco V.

Esta é uma modificação de cust-plus-fixed-fee para um contrato previamente adjudicado para a construção de submarinos da classe da Virgínia e se aplica à construção prevista para os anos fiscais de 2019 e 2020.

Fonte: UsNavy

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Mattis admite que não há nenhuma evidência de que a o governo sírio tenha utilizado gás de veneno em seu povo

 

 

POR IAN WILKIE

Tradução e adaptação E.M.Pinto

 

Ian Wilkie é um advogado internacional, veterano do exército dos EUA e ex-contratado da comunidade de inteligência, que fez uma análise da mais recente polêmica do Governo Donald Trump. Numa declaração explosiva o Secretário (ex) de Defesa James Mattis afirmou o que vinha sendo apontado pela diplomacia russa e pelo governo Sírio como uma farsa sem comprovações de que o Governo Sírio usou armas químicas contra seu povo. Fica a Pergunta, se elas foram usadas, quem as lançou?

A Reportagem é do Newsweek

Perdido no hiper-politizado entorno do Memorando de Nunes e o Dossiê de Steele, a declaração impressionante do Secretário de Defesa James Mattis de que os EUA não têm “nenhuma evidência” de que o governo sírio usou o agente Sarbin contra o próprio povo aquece as discussões sobre o real motivo da guerra na síria, a derrubada do “Tirano” Assad pelos pupilos armados e apoiados pelo ocidente.

 

“Todas as guerras chegam ao fim”, diz Mattis, relatando o interesse dos talibãs nas conversas de paz afegãs

Esta afirmação aparece em frente ao Memorando da Casa Branca (NSC), que foi rapidamente produzido e divulgado para justificar um ataque de mísseis Tomahawk contra a base aérea de Shayrat na Síria.

Mattis não ofereceu qualificações temporais, o que significa que tanto o evento de 2017 em Khan Sheikhoun quanto a tragédia de 2013 em Ghouta são casos não resolvidos aos olhos do Departamento de Defesa e Agência de Inteligência de Defesa Americana.Ele continuou a reconhecer que “grupos de ajuda humanitária e outros” forneceram provas e relatórios, mas não fizeram acusações ao presidente Bashar Al Assad como sendo o culpado.

Houve vítimas de intoxicação por organofosforados em ambos os casos; Isso é certo. Mas a América acusou Assad da responsabilidade direta pelos ataques de Sarin e até culpou a Rússia pela culpa na tragédia de Khan Sheikhoun.

Agora, seu próprio chefe militar disse  que não tem evidências para sustentar esta conclusão. Ao fazê-lo, Mattis tácitamente impugnou os intervencionistas que foram responsáveis por empurrar a narrativa “Assad é culpado” duas vezes sem provas de apoio suficientes, pelo menos aos olhos do Pentágono.

Esta dissonância entre a Casa Branca e o Departamento de Defesa é especialmente preocupante quando vista contra os protestos sobre as armas de destruição maciça que questionaram as narrativas da Casa Branca (Obama e Trump) sobre armas químicas na Síria desde praticamente o momento que esses “eventos ordenados por Assad” ocorreram.

Especialistas em armas químicas e pesquisadores experientes, como Hans Blix, Scott Ritter, Gareth Porter e Theodore Postol, lançaram dúvidas sobre as narrativas americanas “oficiais” de que o presidente Assad havia empregado o Sarin.

Esses analistas se concentraram nos aspectos técnicos dos dois ataques e descobriram que eles não eram consistentes com o uso de munições Sarin de qualidade do estado nacional.

O evento Ghouta de 2013, por exemplo, empregou foguetes caseiros do tipo produzido pelos insurgentes. O Memorando da Casa Branca sobre Khan Sheikhoun parecia confiar fortemente em testemunhos dos Capacetes brancos sírios que foram filmados na cena com contato com supostas vítimas contaminadas com Sarin e não sofrendo quaisquer efeitos negativos.

Da mesma forma, esses mesmos atores foram filmados usando roupas de treinamento de armas químicas em torno do suposto “ponto de impacto” em Khan Sheikhoun, algo que faz seu testemunho (e amostras) altamente suspeito. Uma roupa de treino não oferece nenhuma proteção, e essas pessoas estariam mortas se tivessem entrado em contato com o Sarin de grau militar real. (nota a Rusia classifica os capacetes brancos como atores a servicod a Alqaeda e já denunciou a execução de soldados sírios por membros dos capacetes brancos em vários eventos. Os capacetes brancos comoveram ate Hollywood que os condecorou com prêmios no OSCAR).

As armas químicas são abomináveis e ilegais, e ninguém sabe disso mais do que Carla Del Ponte. Ela, no entanto, não pôde cumprir o mandato do Mecanismo de Investigação Conjunta da ONU na Síria e retirou-se em protesto contra os Estados Unidos, recusando-se a investigar completamente as alegações de uso de armas químicas por “rebeldes” (jihadis) aliados dos Estados Unidos para expulsar o presidente Assad ( incluindo o uso de Sarin por rebeldes anti-Assad).

O fato de os pesquisadores das Nações Unidas. estarem na Síria quando o evento de armas químicas em Khan Sheikhoun ocorreu em abril de 2017 torna altamente duvidoso que Assad teria dado a ordem de usar Sarin naquele momento. O senso comum sugere que Assad teria escolhido qualquer outro momento para usar uma arma proibida que ele concordou em destruir e nunca empregar.

Além disso, ele colocaria em risco o seu patrocínio da Rússia, tonando-o um criminoso de guerra o que forcaria a Russia a retirar seu apoio.

Tacticamente, como ex-soldado, não faz sentido para mim que alguém intencionalmente atinja civis e crianças, como os relatórios dos capacetes brancos sugerem que ele fez.

Há uma análise convincente de Gareth Porter, sugerindo que a fosfina poderia ter sido liberada por uma munição aérea que atingiu um depósito químico, uma vez que as nuvens e as baixas (enquanto aparecem organofosforados em alguns aspectos) não parecem ser semelhantes ao MilSpec Sarin.

A credibilidade dos Estados Unidos foi prejudicada por Colin Powell nas Nações Unidas em 2003 acusando falsamente Saddam Hussein de ter laboratórios móveis de antraz. Avanço rápido para 2017 e encontramos Nikki Haley em uma situação desconfortavelmente similar no Conselho de Segurança da ONU pedindo ação contra outro Estado não-ocidental com base em evidências fracas e infundadas.

Agora o secretário Mattis adicionou combustível à propaganda com um incêndio que gera mais duvida ao pôr em questão retroactivamente o raciocínio de um ataque de mísseis de cruzeiro americano.

Embora de modo algum prejudique o horror do que aconteceu contra civis inocentes na Síria, é hora da América parar de disparar primeiro e fazer perguntas mais tarde.

 

Fonte: NewsWeek

 

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SAIC continua a testar o Mobile Protected Firepower para o exército dos EUA

Tradução e adaptação: E.M.Pinto
   

A Science Applications International Corp,  ( SAIC) continua a desenvolver e testar o protótipo do veículo de combate  proposto para as necessidades do Exército dos EUA como parte do programa Mobile Protected Firepower (MPF). A SAIC, juntamente com a ST Kinetics of Singapore e a CMI Defense da Bélgica, desenvolveram uma nova geração de veículos de combate que oferece ao Exército dos EUA uma solução inovadora que fornece às forças de infantaria acesso a ambientes de combate nas operações do século XXI.

Com base no chassi da Ford Kinetics ‘Next Generation Armored Fighting Vehicle’ (NGAFV) e na torre Cockerill Series 3105 da CMI Defense atualmente em produção, a SAIC competirá por um contrato de Desenvolvimento de Engenharia e Fabricação (EMD) para construir protótipos que incorporem um projeto de veículo de combate levecom mobilidade e letalidade para as unidades do Exército dos EUA. Esse veículo permitirá a liberdade de movimento e ação, especificamente para operações urbanas restritivas, mas personalizadas para ambientes de combate de espectro completo.

Em novembro de 2017, foi anunciado que o Exército dos EUA emitiu uma Solicitação de Proposta (RFP) para a fase de Desenvolvimento de Engenharia e Manufatura do seu programa Mobile Protected Firepower (MPF). Para maximizar a concorrência, o Exército dos EUA prevê a concessão de até dois contratos para a fase EMD no início do ano fiscal de 2019.

A capacidade do MPF é uma das necessidades mais críticas para o Exército, em particular para as equipes de combate da brigada de infantaria (IBCT) que não possuem capacidade de proteção direta e de precisão cibernética para operações de incursão antecipada. Os IBCT exigem que essa capacidade seja empregada em locais austero e imprevisíveis, o que lhes permite evitar os pontos fortes do inimigo e a rápida transição para operações ofensivas e explorar a iniciativa.

O veículo de combate blindado da próxima geração da ST Kinetics foi apresentado pela primeira vez ao público durante o Singapore AirShow em fevereiro de 2017. O veículo possui um diesel TE20 de 710 hp MTU 8V-199 acoplado a uma Kinetics Drive Solution (KDS) HMX3000 , que fornece uma relação potência-peso de 24,5 hp / ton. Isso permite que o veículo alcance uma velocidade máxima máxima de 70 km / h e um alcance operacional de 500 km.

O coração da série Cockerill 3000 é uma plataforma de torre única modular e escalável que usa arquiteturas físicas e eletrônicas abertas. Esta plataforma de núcleo único é projetada para aceitar uma grande variedade de sistemas e subsistemas. Por exemplo, a plataforma Cockerill 3000 Series aceitará uma ampla gama de armas de 25mm a 105mm. A torre Cockerill Series 3105 está armada com um canhão de alta pressão padrão da OTAN de 105mm com recursos de mísseis guiados com munições anti-tanque lançados opcionalmente.

Fonte: Army Recognition

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Exército, o Corpo de Fuzileiros navais começa a testar o novo veículo JLTV


Por  Sherman Jennings, Diretor de Teste, Direção de Teste  e Suporte de Manobra, Comando de Teste Operacional do Exército dos EUA

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Califórnia – Os Fuzileiros Navais e o Exército dos Estados Unidos iniciaram os testes do novo veículo JLTV (veículo tático comum leve )  no deserto de Mojave, no leste do estado da Califórnia onde realiza os ensaios  no Centro de combates aéreos do Corpo de fuzileiros navais.

O JLTV é um programa militar conjunto que substituirá parcialmente o Veículo de Rodas Multiusos de Alta Mobilidade com uma família de veículos mais viáveis ​​com maior carga útil, de acordo com Randall Fincher, oficial de teste do Comando de Teste Operacional do Exército dos EUA que tem como base o Fort Hood, Texas.

Uma equipe de testes de mais de 200 militares, colaboradores civis e contratados da USAOTC colecionará dados durante o Teste Operacional e Avaliação  do JLTV  com o apoio da Agência de Avaliação e Teste Operacional do Corpo de Fuzileiros Navais.

“Os dados coletados serão utilizados para atender a eficácia operacional, adequação e capacidade de sobrevivência do JLTV em seu ambiente pretendido… Trinta e nove veículos representativos da produção irão acumular cerca de 30 mil milhas durante operações de combate simuladas… um dos elementos mais importantes do teste é o feedback de como o JLTV opera em apoio de suas missões”,  disse Fincher.

O Exército,  planeja comprar cerca de 49000 JLTV enquanto os fuzileioros, cerca de 9000. O 1º Batalhão e 7º Regimento Marítimo dos fuzileiros estão juntando-se aos Soldados do 1º Esquadrão e 33º Regimento de Reconhecimento, 3ª Brigada, 101ª Divisão Aerotransportada para avaliar o JLTV em missões no mundo real em um ambiente operacional.

Fincher disse que os cenários operacionalmente realistas permitirão que a unidade de teste diga ao Departamento de Defesa o quão bem o sistema suporta a execução da missão.

“Este provavelmente será o maior evento de teste único conduzido pela USAOTC, que em um ponto envolverá mais de 680 funcionários… As unidades de teste da Marinha e do Exército realizarão três missões de vários dias que consistirão em vários cenários de força-em-força em cada conjunto de missão. Eles também realizarão operações de carga em fogo real e helicóptero, além de uma missão de aterrissagem e desembarque anfíbio em Camp Pendleton, Califórnia ” disse Jerry Morris, chefe da Divisão de Teste e apoio da USAOTC.

O teste também incluirá um sistema de avaliação de acidentes em tempo real, juntamente com uma simulação de computador que proporcionará resultados de engajamento, efeitos de fogo indiretos e descreverá forças adjacentes amigáveis, o que proporcionará uma imagem operacional mais robusta, de acordo com Morris.

Sobre o Comando de Teste Operacional do Exército dos EUA:

Como o único centro de testes operacional independente do Exército, o USAOTC testa os sistemas de combate militar, conjuntos e multi-serviços em ambientes operacionais realistas, com usuários típicos para fornecer dados sobre se os sistemas são eficazes, adequados e sobreviventes. O USAOTC é obrigado pelo direito público a testar os principais sistemas antes de serem enviados ao seu cliente final – o Soldado Americano.

A Diretoria de Teste de Suporte e Manutenção de manobra do USAOTC conduz testes operacionais de engenheiros de combate, químicos, transporte, polícia militar, intendente, armamento e sistemas de serviços médicos, a fim de proporcionar aos líderes seniores do Exército as informações necessárias para comercializar o equipamento de maior qualidade para os soldados.

 

Fonte: USARMY

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O outro grande programa de modernização da aviação do exército dos Estados Unidos

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

 

Autor: Daniel Gouré

O Exército dos EUA acredita que os futuros conflitos de alta intencidade exigirão recursos de aviação, particularmente helicópteros de longo alcance, de rápido movimento e altamente letais. Os futuros helicópteros militares precisarão levantar mais carga, gerar maior poder e usar menos combustível.

É por isso que o Exército gastou bilhões em tecnologias para praticamente todos os sistemas de aeronaves: fuselagem, motores, controles de vôo, aviônica, sensores e armas. Muitos destes fazem parte do programa de Futuro Transportador Vertical (FVL sigla em inglês) liderado pelo exército dos Estados Unidos, cujo objetivo final é substituir a maior parte da frota militar de helicópteros dos EUA a partir da década de 2030. O Exército identificou o FVL como uma das suas maiores prioridades de modernização.

O programa FVL é focado inicialmente no desenvolvimento de um novo helicóptero, bem como na substituições para o Sikorsky UH-60 Blackhawk e o Boeing AH-64 Apache. Em última análise, o plano é também desenvolver um helicóptero de transporte pesado e uma plataforma cargueira ainda maior, com uma capacidade de carga útil equivalente à dos aviões táticos de asa fixa existentes, como o Lockheed C-130 Hercules e o Airbus A400M Atlas.

Para garantir que a FVL possa atingir seus objetivos ambiciosos, o Exército iniciou o programa Joint Demonstractor de Tecnologia de Rotorcraft Multi-Role (JMR TD) em 2004. O principal objetivo da JMR é desenvolver e testar projetos avançados de helicópteros que possam alcançar um salto revolucionário nas capacidades. Além disso, a JMR procura desenvolver uma coluna vertebral digital comum e uma arquitetura aberta que permita a integração rápida de novos sistemas, componentes e armas.

O Exército selecionou projetos de duas equipes para o JMR. A Bell Helicopter oferece o V-280 Valor, uma plataforma de rotor de inclinação de terceira geração. O V-280 realizou seu primeiro vôo de teste bem sucedido em dezembro passado. Uma equipe da Sikorsky-Boeing em breve iniciará testes de vôo do SB> 1 Defiant, um design revolucionário com dois rotores coaxiais na parte superior e uma hélice empurradora na parte de trás. O plano atual é começar a produção de uma nova plataforma aérea em torno de 2030, embora haja crença crescente de que o cronograma atual poderia ser substancialmente acelerado.

Embora a FVL tenha recebido a maior parte da atenção da mídia, o Exército possui um segundo grande programa de modernização da aviação em andamento. Este é o Programa de Motor de Turbina Melhorado (ITEP). O ITEP é um programa liderado pelo Exército para desenvolver um novo motor para as frotas militares do Blackhawk e Apache, que é 50 por cento mais poderoso e 25 por cento mais eficiente em termos de combustível, sem aumento de peso. Além disso, o motor ITEP será projetado com peças robustas para suportar operações em ambientes adeversos.

Por que o Exército persegue ambos os programas FVL para uma nova geração de helicópteros e o ITEP para colocar novos motores em helicópteros atuais?Simplificando, mesmo em um cronograma acelerado, serão décadas antes que os produtos do programa FVL possam substituir os mais de 2.000 Black hawks e quase 1.000 Apaches no inventário dos EUA. Como muitos aliados dos EUA também operam Black hawks e Apaches, há um requisito global a longo prazo para modernizar as duas plataformas.

O ITEP é fundamental para garantir a eficácia contínua das frotas Black hawk e Apache. À medida que novas tecnologias são adicionadas e medidas de proteção adicionais implantadas, o peso dos helicópteros militares aumentou constantemente. Estima-se que o Blackhawk ganhou mais 78 kg por ano desde que foi implantado pela primeira vez. Além disso, o exército dos EUA se encontra operando em ambientes mais desafiadores e em altitudes mais elevadas do que os motores de helicópteros existentes podem suportar facilmente. As equipes de Blackhawk e Apache muitas vezes tiveram que reduzir sua quantidade de pessoal, munições e até mesmo combustível para sair do chão.

O ITEP está atualmente na fase de Maturação tecnológica  e Redução de Risco. Duas empresas, ambas com experiência extensa na produção de motores de alto desempenho, estão competindo para ser a única fornecedora da nova turbina dos Black hawk / Apache. Uma é a GE Aviation. Seu design para o ITEP, é baseado no T901 Turboshaft, um único motor de spool, o que significa que ele consiste em um compressor e uma seção de turbina conectadas por um único eixo. A GE Aviation acredita que este design oferece confiabilidade e facilidade de manutenção.

O outro concorrente é a Advanced Turbine Engine Company, uma joint venture da Honeywell e Pratt & Whitney. O seu motor T900 é um design duplo com dois conjuntos rotativos de turbina e compressor em vez de um. O sistema distribui automaticamente a carga entre os dois conjuntos, permitindo ajustes em tempo real para otimizar o desempenho, funcionar como refrigerador e reduzir o uso de combustível. Como resultado, o novo motor pode ser projetado com menos necessidade de fazer compromissos nos principais requisitos de desempenho, como velocidade e potência. A abordagem também tende a resultar em menos desgaste e redução de custos de manutenção.

O Departamento de Defesa precisa avançar agressivamente com a FVL e a ITEP. Isso significa fornecer fundos suficientes para acelerar o FVL, ao mesmo tempo em que assegura que o ITEP possa desenvolver com sucesso um mecanismo de desempenho superior para Blackhawks e Apaches.


Sobre o Autor: Daniel Gouré, Ph.D.  é o vice-presidente do think tank Research Institute. Goure tem uma formação no setor público e no governo federal dos EUA, atuando recentemente como membro da equipe de transição do Departamento de Defesa de 2001. Você pode segui-lo no Twitter no @dgoure e no Lexington Institute @LexNextDC .

Fonte: Real Clear Defence

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EUA e Argentina se unem contra Maduro e estudam sanções ao petróleo

Argentina e Estados Unidos querem forçar Nicolás Maduro a restabelecer a ordem institucional na Venezuela. Como medida de pressão, os dois países estão considerando impor sanções econômicas, especialmente ao petróleo venezuelano, conforme discutido pelo secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, e seu homólogo argentino, Jorge Faurie, durante uma reunião realizada no domingo em Buenos Aires. O representante da Casa Branca também considerou outras opções, como proibir a venda de produtos venezuelanos em seu país.

Rex Tillerson (esq.) e Jorge Faurie em coletiva de imprensa em Buenos Aires. – AP

MAR CENTENERA

“Vemos a Argentina e o Governo Macri como defensores da democracia na região, e é por isso que analisamos mecanismos conjuntos para exigir que a Venezuela cumpra a Carta Democrática da OEA, uma vez que os venezuelanos merecem outro governo que respeite as liberdades individuais”, disse Tillerson durante conferência de imprensa realizada após a reunião. Para Tillerson, ficar de braços cruzados é “deixar que o povo venezuelano continue sofrendo”, por isso “sancionar o petróleo ou proibir a venda nos EUA de produtos que venham da Venezuela é algo que continuamos considerando”.

A possibilidade de que os Estados Unidos aprovem sanções contra o petróleo venezuelano por enquanto parece distante, e Tillerson destacou que qualquer medida para pressionar Maduro não deve afetar o povo venezuelano.

Há alguns dias, o presidente argentino Macri, um dos líderes latino-americanos mais críticos contra Maduro, avisou que a Argentina não reconhecerá o resultado das eleições gerais convocadas pelo líder venezuelano, programadas para ocorrer antes de 1º de maio. Faurie foi na mesma linha: “Não reconhecemos o processo político e o rumo autoritário tomado pela Venezuela”. Faurie lamentou que a situação da Venezuela “tenha resultado em uma emergência de saúde e humanitária de proporções realmente extraordinárias” e propôs maneiras de “evitar o financiamento direto ou indireto do Governo da Venezuela” como medida de pressão.

Os dois ministros concordaram que o Peru é quem deve decidir se a Venezuela deve ou não ser excluída da próxima Cúpula das Américas a ser realizada em Lima. Tanto o Governo dos EUA quanto o da Argentina respeitarão a decisão do anfitrião e não tentarão condicioná-lo, disseram.

Preocupação com as barreiras ao biodiesel argentino

Washington considera a Argentina como um de seus principais aliados da região. A guinada dada por Macri em direção à política externa dos EUA resultou em uma aproximação do Governo norte-americano após anos de relações tensas durante a Administração Kirchner. Assim como Barack Obama, o Governo de Donald Trump também aplaudiu as reformas econômicas promovidas pelo presidente argentino. No entanto, a boa relação diplomática contrasta com o vínculo comercial, enfraquecido nos últimos meses pelas barreiras dos EUA à entrada do biodiesel argentino. Quando questionado, Faurie destacou que há negociações abertas, mas expressou a “preocupação da Argentina para resolver o assunto”.

O enviado dos EUA também busca frear a crescente influência da China e da Rússia na América Latina, mas negou que este tenha sido um tema durante a reunião que teve com Faurie.

Tillerson chegou à Argentina no sábado, com uma primeira escala em Bariloche, a porta de entrada para a Patagônia argentina. Esteve reunido com cientistas e desfrutou de uma cavalgada pelo parque Nahuel Huapi antes de seguir para Buenos Aires. Após o encontro com o ministro das Relações Exteriores argentino, Tillerson reuniu-se com embaixadores norte-americanos da região e, nesta segunda-feira, tem reunião com Macri. A viagem de Tillerson pela América Latina começou no dia 1o de fevereiro no México. Depois de Buenos Aires, o secretário de Estado dos EUA segue para o Peru e Colômbia.

MADURO AFIRMA QUE ESTÁ PREPARADO DIANTE DA “AMEAÇA” DE UM “EMBARGO PETROLÍFERO”

EFE

Opresidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou no domingo que seu país está preparado para a “ameaça” de um “embargo petrolífero”, depois que Estados Unidos e Argentina disseram que estão estudando sanções ao petróleo do país caribenho.

“Rex Tillerson em sua visita à Argentina acaba de nos ameaçar com um embargo petrolífero. Estamos preparados, Venezuela, trabalhadores da indústria petroleira: o imperialismo nos ameaça; estamos preparados para ser livres e nada nem ninguém vai nos impedir”, disse em uma transmissão no Facebook.

Fonte: El País

 

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E se os EUA ultrapassarem a Arábia Saudita como produtor de petróleo?

Os Estados Unidos estão se aproximando da liderança na corrida pelo domínio do mercado mundial de petróleo.

Guillermo D. Olmo

De acordo com as últimas previsões da Agência Internacional de Energia, a produção americana atingirá neste ano a marca recorde de 10 milhões de barris de petróleo bruto por dia.

Assim, calcula-se que o país desbancará a Arábia Saudita neste ano da posição de liderança que ostenta, com 13,5% da produção mundial.

Seu impulso, promovido pelo apoio do governo de Donald Trump às exportações, é um problema para a Rússia, a terceira colocada nessa disputa.

O avanço dos EUA terá efeitos no mercado do petróleo, bem como reflexos geopolíticos e econômicos em diferentes países.

A BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, listou cinco possíveis consequências caso os Estados Unidos realmente se tornem o maior produtor de petróleo do mundo:

1. O fim da guerra dos preços da Arábia Saudita e Opep

Para a grande petromonarquia do Golfo Pérsico, ver-se superada pelo aliado – mas também concorrente – implica na constatação dos danos colaterais da sua política tradicional de controle de preços.

Ator principal na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o país tradicionalmente a usou para controlar os preços no mercado, aumentando ou reduzindo o fornecimento conforme sua conveniência.

Nos últimos anos, porém, o surgimento de técnicas como o fraturamento hidráulico de rocha (fracking) o aumento exponencial da produção americana reduziram a eficácia dessa estratégia.

Antonio de la Cruz, presidente do Centro de Análises de Tendências Interamericanas de Washington, disse à BBC que “a decisão dos Estados Unidos de aumentar a produção nas regiões de fracking na verdade foi tomada pela Opep quando esta apostou em manter os preços, em vez de produzir mais”.

O reino saudita tentou em 2014 sufocar os produtores do fracking nos EUA, inundando o mercado de Brent (petróleo encontrado no Mar do Norte).

 GETTY IMAGES – Arábia Saudita tentou acabar com o setor de fracking americano

A ideia era que os preços caíssem até que as empresas instaladas nos Estados Unidos não fossem lucrativas o suficiente para continuar explorando os campos de petróleo e gás de xisto (aquele obtido através do fracking).

Mas o setor do fracking resistiu: conseguiu reduzir seus custos e economizar suas margens de lucro. Embora o barril de Brent tenha caído até o raro valor de US$ 30, dois anos depois a Arábia Saudita cedeu e convenceu seus parceiros da Opep, pouco a pouco, a voltar subir o preço do óleo.

Agora, a situação e inverteu, e é a enorme produção dos EUA que determina preços e estabiliza o mercado.

Nesse contexto, a nova elite governante no país persa adotou uma nova estratégia que consiste em iniciativas sem precedentes, como a privatização parcial da Saudi Aramco, a empresa estatal de energia.

Isso faz parte das mudanças promovidas pelo príncipe Mohamed Bin Salman, homem forte do governo determinado a reformar a economia do país.

Mas embora os Estados Unidos superem a Arábia Saudita no volume de produção, alguns analistas enfatizam que essa batalha não é medida apenas pelo número de barris diários.

Samantha Gross, especialista em segurança energética da Brookings Institution em Washington, diz que, mesmo que produza menos do que seu concorrente, a Arábia Saudita manterá sua posição de liderança no mercado energético global.

GETTY IMAGES – Mudança pode afetar diretamente mercados da América do Sul e Europa

“O petróleo saudita é produzido por uma única entidade, a Saudi Aramco, de propriedade e administrada pelo Estado, e por isso não é governada unicamente por critérios de benefício econômico. A indústria de energia dos Estados Unidos nunca atuará de forma coordenada, seguindo as diretrizes do Estado”, diz Gross.

Diferenças como essa levam a especialista a concluir que o predomínio saudita, embora questionado, ainda é válido.

2. Venezuela ainda mais castigada

Os efeitos do potencial novo panorama também seriam sentidos na América Latina.

O grande gigante regional do petróleo, a Venezuela, verá sua já maltratada economia ainda mais castigada.

AFP – Falta de investimentos prejudicou o setor petrolífero venezuelano

O analista De la Cruz acredita que a ineficiência e as deficiências estruturais do setor petrolífero venezuelano o tornarão totalmente incapaz de competir com os produtores americanos.

Enquanto a produção dos EUA sobe desde a presidência de Richard Nixon (1969-1974), a venezuelana perdeu 600 mil barris diários.

Nas circunstâncias atuais, desencadeada por uma hiperinflação imparável, “a Venezuela não tem capacidade para produzir ou importar. As possibilidades de ser atualmente um ator no mundo do petróleo foram cortadas”, diz De la Cruz.

O petróleo venezuelano também é muito pesado, então é preciso importar naftas (matéria-prima do petróleo) mais leves de outros países, entre eles os Estados Unidos, para obter uma mistura comercializável. Mas a falta de liquidez do país afetou seriamente sua capacidade de adquirir essas matérias-primas do exterior.

AFP – Especialistas concordam que a Venezuela precisa importar petróleo leve para obter uma mistura mais comercializável

“O petróleo fornece à Venezuela 96% da moeda estrangeira de que ela precisa desesperadamente, então o governo de Nicolás Maduro dará prioridade às exportações para obtê-las. Por isso, o mercado doméstico é que será mais e mais esgotado”, diz De la Cruz.

O que isso significa para o venezuelano comum? “Mais filas em postos de gasolina”, ele responde.

Os problemas do setor petrolífero venezuelano também terão efeitos no quadro regional.

“O socialismo do século 21 usou a ferramenta da geopolítica do petróleo, com o fornecimento de petróleo subsidiado para os países do Petrocaribe e os da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América)”, diz o especialista.

De acordo com sua visão, muitos desses países podem estar tentados a ouvir propostas potenciais de fornecedores alternativos.

3. Possíveis ameaças ao meio ambiente

Grupos ambientalistas alertaram que a política de fracking seguida pelo governo Donald Trump representa uma ameaça para o meio ambiente.

O fim das restrições à exportação e a autorização para construir áreas de exploração em áreas protegidas, como o Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Alasca, provocaram preocupação entre os ambientalistas.

Eles também temem que o novo panorama prolongue a vida dos combustíveis fósseis, como o petróleo, e desencoraje o investimento em energias mais limpas.

Grupos de ambientalistas temem que os danos ao meio ambiente ocorram com decisão dos EUA

Lisa Viscidi, especialista em energia e meio ambiente no centro de análise The Dialogue, de Washington, argumenta que “pode ​​haver algum impacto se a produção aumentar, mas isso depende mais dos preços globais do que de outros fatores”.

A analista afirma que, por se tratar de um mercado global, “um único país não faz a diferença”.

A experiência vivida pelos EUA em 2014 indica que em contextos de grande oferta e preços baixos a demanda aumenta, mas isso não implica necessariamente em um aumento das emissões de poluentes.

“Tudo depende das políticas que os países e as empresas seguem, se são eficientes”, diz Viscidi.

4. Mais independência para os EUA no Oriente Médio

Agora que têm seu abastecimento de petróleo garantido, os Estados Unidos podem se libertar de sua dependência tradicional de abastecimento dos focos exportadores do Oriente Médio.

Cenários como a Crise do Petróleo de 1973 ou a Guerra do Golfo de 1990, quando a turbulência na região levou ao aumento do preço do petróleo, são impensáveis ​​hoje.

AFP – Anúncio de Donald Trump sobre a embaixada em Jerusalém provocou protestos em países islâmicos

“Embora os EUA continuem importando 7 milhões de barris por dia, não têm mais medo de um embargo de petróleo”, explica De la Cruz.

“Tornam-se menos vulneráveis à chantagem, como a da Opep.”

Assim, o país “ganha independência para gerenciar sua própria política na região”, sem temer que isso possa afetar criticamente sua economia, como ocorria no passado. “Ele já não é mais dependente dos países árabes”, diz o especialista.

Para ele, isso ajuda a explicar por que Donald Trump se atreve a tomar decisões sem precedentes, como anunciar a transferência da embaixada dos EUA para Jerusalém – mesmo sob protestos de todo o mundo islâmico.

5. Mais força para os países europeus contra a Rússia

O passo à frente do gigante americano também afeta a Europa, uma das áreas tradicionalmente mais dependentes da energia produzida pela Rússia.

GETTY IMAGES – Guerra do Golfo fez o preço do petróleo disparar

No passado, Moscou usou a fonte de energia como uma ferramenta de pressão. Em várias ocasiões, interrompeu o fornecimento de gás para a Ucrânia e outros países do Leste Europeu a poucas semanas do início do inverno.

De la Cruz explica que a Europa “estará agora em melhor posição de negociação com fornecedores russos, como a empresa de gás Gazprom, uma vez que poderá exercer a vantagem de outro potencial fornecedor”.

Em todo caso, a Rússia ainda possui uma vantagem decisiva nesta área. Pode fazer esses recursos chegarem por meio de gasodutos e tubulações, enquanto os barris dos EUA só podem chegar pelo mar, a um custo maior.

AFP – Agora a Europa poderá ter uma alternativa na negociação com a Rússia

É uma desvantagem competitiva que ainda pesa e fará com que “a Rússia mantenha sua influência”.

Mas De la Cruz não descarta que em alguns anos essa situação também seja revertida.

“O gás natural líquido pode ser o combustível do futuro e substituir o petróleo. Desenvolver isso é um dos projetos fortes nos quais a gestão Trump poderia apostar nos próximos cinco anos.”

Fonte: BBC Brasil.com

Edição: Plano Brasil

 

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Embraer e Boeing negociam criação de uma terceira empresa

Embraer e Boeing estão negociando a criação de uma terceira empresa na tentativa de contornarem as condições do governo federal em torno de uma eventual aquisição da companhia brasileira, afirmou hoje (2) uma fonte do governo.

Uma segunda fonte com conhecimento das negociações disse que uma nova proposta da empresa norte-americana foi apresentada ontem (1) e não inclui a área de defesa da Embraer, que desenvolveu o cargueiro militar KC-390. “A Boeing apresentou ontem uma nova proposta. Ela será estudada e analisada pelo comitê monitora as discussões”, disse hoje a segunda fonte.

As empresas tornaram público em dezembro que estavam discutindo uma aliança depois que as rivais Airbus, da Europa, e Bombardier, do Canadá, acertaram uma parceria em torno dos jatos regionais CSeries, do grupo canadense.

O governo brasileiro detém uma golden share na Embraer, mecanismo que dá poder de veto em decisões estratégicas da fabricante brasileira, como uma eventual aquisição da companhia. “O acordo caminha na direção da criação de uma terceira empresa”, disse a primeira fonte.

As ações da Embraer lideravam as altas no Ibovespa nesta sexta-feira, exibindo às 14h31 valorização de 4,6%. Mais cedo, o papel chegou a subir cerca de 9% com publicação de notícia no blog da jornalista Miriam Leitão, do grupo “Globo”, que afirmou que a Embraer teria aceitado a segunda proposta da Boeing.

Procurada, a Embraer não comentou o assunto até a publicação desta reportagem. A Boeing afirmou no Brasil que estrutura uma possível aliança com a Embraer e que o assunto ainda está sendo estudado.

A área de defesa da Embraer, apesar de representar apenas 20% da empresa brasileira, é a que desde a década de 1970 tem impulsionado os avanços tecnológicos da companhia e atualmente desenvolve uma série de projetos com forte apelo para a soberania nacional.

Em meados do mês passado, uma outra fonte com conhecimento das discussões tinha afirmado à Reuters que os modelos de parceria entre as empresas poderiam ser um “market agreement”, uma joint venture ou um acerto sobre desenvolvimento conjunto de tecnologias.

Na ocasião, a fonte comentou que as autoridades brasileiras estudaram a fundo outros casos de parceria e também a situação comercial da Boeing. A avaliação obtida foi que parcerias como as que a companhia norte-americana firmou com empresas australianas e britânicas do setor não interessariam serem copiadas pela Embraer por envolveram, em grande parte, prestação de serviços, segundo a fonte.

Redação, com Reuters

Fonte: Forbes