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Não só de SU-24 vive os assédios russos…

Por MessiaH para o Plano Brasil
Nos últimos anos tem aumentado o número de incidentes (encontros) envolvendo aeronaves russas e pertencentes a OTAN. Recentemente, um encontro entre um SU-24 e o USS Ross da US Navy foi tema da guerra midiática travada entre Rússia e Ocidente. Que vez ou outra insistem em afirmar violações e/ou provocações por parte de um ou de outro.

No último dia 30 de maio, uma aeronave russa em manobra arriscada interceptou um avião de reconhecimento dos Estados Unidos a cerca de 3 metros de distância (10ft). A aeronave estava em espaço aéreo internacional. Um incidente parecido ocorreu no mês de abril, quando um RC-135U foi interceptado por um SU-27 Flanker enquanto voava entre a Polônia e a Lituânia.

Autoridades americanas definem a postura dos pilotos russos como não-profissional e inseguras, diante dos voos de interceptação arriscados. Em novembro do ano passado, o Secretário Geral da OTAN Jens Stoltenberg afirmou que até aquele momento haviam sido registradas mais de 400 interceptações de aeronaves russas em espaço aéreo de países da OTAN, principalmente na região do no Mar Báltico, atividade aérea essa maior desde os tempos da Guerra Fria.

 

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Cavex faz treinamentos para as Olimpíadas do Rio de Janeiro

Soldados do Cavex, de Taubaté, fizeram vários treinamentos. Foto: Rogério Marques

Os últimos treinamentos ocorreram no período de abril a maio, em Cachoeira Paulista, Lins (SP) e em Resende (RJ)

Taubaté

Faltando um ano e dois meses para o início das Olimpíadas no Rio de Janeiro, os militares do Cavex (Comando de Aviação do Exército), em Taubaté, já deram início aos treinamentos para reforçar a segurança aérea e terrestre durante os jogos.
De acordo com o comando, os últimos treinamentos ocorreram no período de abril a maio, em Cachoeira Paulista, Lins (SP) e em Resende (RJ) e tiveram a participação de 270 militares e 12 aeronaves –Esquilo (HA-1), Pantera (HM-1), Cougar (HM-3) e Jaguar (HM-4).
Outros treinamentos estão previstos para acontecer ao longo do ano, com exercícios semelhantes aos realizados na preparação para a Copa do Mundo no ano passado.
Durante as três semanas de treinamento em 2015, os militares simularam operações de embarque e desembarque de tropas especializadas, transporte de cargas e equipamentos de apoio como material de combate a incêndio e abastecimento, salvamento aéreo e resgate, reconhecimento e navegação noturna, entre outras.
“Os exercícios militares buscam treinar, em operações diurnas e noturnas, as diversas habilitações técnicas necessárias ao emprego da Aviação do Exército, sendo elas piloto, mecânico de voo, abastecimento, manutenção, equipe de resgate, controle de tráfego aéreo e outras. Estas aeronaves, juntamente com outras, serão empregadas nas Olimpíadas”, disse o tenente-coronel Cícero Ubiratan de Oliveira Santos, chefe da Seção de Comunicação Social do Cavex.
Os militares de Taubaté não vão atuar sozinhos. A Aviação do Exército atuará juntamente com outras tropas da Força Terrestre, por exemplo, a 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel). Os jogos olímpicos vão acontecer no Rio, de 5 a 21 de agosto de 2016.

Fonte: O Vale

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Humor: Blefou e descobriu o que era dissuasão de verdade.

Todo mundo já ouviu relatos engraçados de uma conversa de fonia, seja no meio militar, seja no meio civil. Reza a lenda que um destes incidentes ocorreu entre militares argentinos e pilotos da RAF nas Falklands.

“Numa manhã de um dia qualquer, militares argentinos do Control del Espacio Aéreo detectam uma aeronave voando na região das ilhas Falklands/Malvinas. Os argentinos então, rapidamente contactam a aeronave invasora:

Estação de Controle Aéreo argentino 

– Aeronave desconhecida, você está em espaço aéreo argentino, identifique-se!

Aeronave 

– Esta é uma aeronave britânica, estamos em espaço aéreo das Falklands.

Estação de Controle Aéreo argentino 

– Vocês estão em espaço aéreo argentino; caso não se retirarem enviaremos uma aeronave interceptadora!

Aeronave

 – Esta é uma aeronave de caça Tornado da Royal Air Force , envie já,  eu estou esperando!

Estação de Controle Aéreo argentino

(Silêncio total)

 

 

NOTA DO EDITOR: Não há nenhuma fonte ou gravação que ateste que o referido incidente ocorreu de fato. O mesmo diálogo também é atribuído a um incidente que supostamente tenha acontecido no Iraque, entre britânicos e controladores Iranianos.
A parte irônica/satírica do episódio é que poderia ter acontecido perfeitamente no cenário descrito visto a situação em que se encontra a defesa aérea argentina.

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ESTAREMOS EM GUERRA [COM A RÚSSIA] NO VERÃO, AFIRMA ALTO OFICIAL DA OTAN.

Veja como Rússia e China estão cercadas pela OTAN. Clique para ampliar.
Veja como Rússia e China estão cercadas pela OTAN. Clique para ampliar.

Esta matéria publicada em 28 de maio de 2015 em informationclearinghouse.

Na semana passada, o ex-analista de inteligência da NSA John Schindler  Com uma declaração que só poderia se supor ser uma referência em relação à Rússia, Schindler escreveu, “disse um alto oficial da OTAN (não-US) GOFO para mim hoje:” Nós provavelmente vamos estar em guerra neste verão. Se tivermos sorte não será nuclear. “Deixe que se afundem nisso.” Então, quem é John Schindler? Como veterano dez anos na NSA, ele foi notícia um pouco mais quando Snowden estava fazendo manchetes frequentes. Ele trabalhava como professor no US Naval War College, e atualmente é colaborador freqüente do Business Insider. De acordo com sua biografia no Business Insider, ele costumava dar aulas sobre segurança, estratégia, inteligência e terrorismo, e “colaborou estreitamente com outros órgãos do governo, que provavelmente prefeririam que ele não os mencionasse.” É seguro dizer que Schindler provavelmente esbarra com altos funcionários de tempos em tempos, por isso seu tweet deve ser levado a sério.

É assustador pensar que os membros da OTAN podem realmente estar se preparando para, e esperando uma guerra com a Rússia neste verão, mas, infelizmente, não é tão surpreendente. Considerando algumas das atividades que estamos vendo em todo o mundo, é seguro assumir que as superpotências como os EUA, a Rússia e a China, estão se preparando para algo grande. Infowars também informou sobre o tweet de Schindler, e notou alguns dos provocantes movimentos que estão acontecendo ao redor do mundo recentemente. No início deste mês a OTAN lançou seu maior exercício de jogos de guerra bem às portas da Rússia. Moscou respondeu através da realização de jogos de guerra “provocativos” no Mar Mediterrâneo em coordenação com o PLA chinês, o primeiro desdobramento naval como nuca antes envolvendo duas superpotências. As potências da OTAN também estão tomando parte em um dos maiores treinamento de avião de combate da Europa de todos os tempos, a partir de hoje (28 de maio), com os Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Holanda, Alemanha, França, Finlândia, Noruega e Suécia todos os envolvidos no exercício de 12 dias.

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Forças de ambos os lados em prontidão na fronteira e disponíveis para um confronto militar OTAN-Rússia.

As tensões também estão sendo construidas entre os EUA e a China, com The Global Times, um meio de comunicação estatal do Partido Comunista, alertando hoje que “a guerra é inevitável” se Washington não suspender suas exigências de que Pequim tem que parar de construir ilhas artificiais do Mar do Sul da China. “Se a linha marcada dos Estados Unidos é que a China tem de parar suas atividades, em seguida, uma guerra EUA-China é inevitável no Mar do Sul da China”, disse o jornal. “A intensidade do conflito será maior do que o que as pessoas costumam pensar em como sendo um ‘atrito’.”

A geoestratégia planejada da OTAN [EUA] tem cercado a Rússia intensamente, desdobrando-se além do campo militar em outras áreas como financiamentos, invasões, propaganda, golpes de estado, mudança de regime…
A geoestratégia planejada da OTAN [EUA] tem cercado a Rússia intensamente, desdobrando-se além do campo militar em outras áreas como financiamentos, invasões, propaganda, golpes de estado, mudança de regime…

Na semana passada, a CNN revelou como a Marinha da China tem repetidamente emitido advertências aos aviões de vigilância norte-americanos que voam sobre o Mar da China Meridional. Enquanto esses tipos de avisos vêm e vão o tempo todo, que em si são um pouco assustadores. O fato de agora vivermos em um mundo onde altos funcionários simplesmente assumem que a guerra nuclear está ao virar da esquina, significa que devemos estar muito preocupados. Guerras raramente, ou nunca, acontecem fora do azul. Há sempre rumores de guerras tranquilas antes de o negócio real vir a acontecer.

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Rússia e China cercadas com radares e mísseis nucleares da OTAN. Clique para ampliar se desejar.

Fonte: Dinamica Global

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H225M Caracal para o Kuwait

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O Governo do Kuwait acertou junto ao Governo Francês a compra de 24 unidades do helicóptero H225M Caracal da Airbus Helicopter, A aquisição de helicópteros desta classe de 11 Ton, foi ajustado hoje durante um telefonema entre o presidente francês François Hollande e o Emir do Kuwait o Xeique Sabah Al-Ahmad Al-Jaber Al-Sabah, de acordo com um comunicado publicado no site oficial do presidente francês. A declaração diz que o contrato para a compra de 24 unidades do helicóptero H225M, “será assinado o mais rápido que possível” entre o ministro da Defesa francês Jean-Yves le Drian, e o seu homólogo kuwaitiano Khaled Sheikh Al-Jarrah Al-Sabah. Se o contrato for realmente finalizado, irá marcar ainda mais o grande sucesso do helicóptero H225M Caracal mundo à fora, pois recentemente ele foi selecionado pelo Governo Polonês, onde ganhou um pedido para 50 unidades.

FONTE : Flightglobal

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Departamento de Estado aprova a venda de 6 aviões A-29 para o Líbano.

BEIRUTE: O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou um acordo para vender seis aeronaves militares para o Líbano, juntamente com outros equipamentos de hardware e suporte militar como parte de um projeto de 462 milhões dólares em armas.

O acordo proposto inclui seis A-29 Super Tucano aviões, que são aeronaves militares especializada em ataques leves, contra insurgência, apoio aéreo e reconhecimento, de acordo com um comunicado divulgado quarta-feira pela Agência para Cooperação e Segurança.

A agência, que é ligada ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos, disse que o Congresso foi notificado do possível acordo sexta-feira.

Os outros elementos do pacote proposto incluem: oito motores PT6A-68A turboélice, oito ALE-47 Countermeasure Dispensing Systems, 2.000 APKWS (um foguete de precisão e guiagem por laser produzido pela BAE Systems), oito AN / AAR-60 (V2) sistemas de detecção de lançamento de mísseis e de non-SAASM Embedded Global Positioning System/Initial Navigation Systems (EGIs).

Junto com o equipamento militar, o acordo também cobriria “peças de reposição e reparo, testes de voo, suporte de manutenção, equipamento de apoio, publicações e documentação técnica, suporte balsa, treinamento de pessoal e equipamento de treino, do governo dos EUA e de engenharia da contratante e serviços de apoio logístico, e outros elementos relacionados de apoio logístico “, explicou o comunicado.

O Departamento de Estado acredita que a venda serviria ” a interesses econômicos e interesses de segurança nacional, fornecendo ao Líbano recursos aéreos necessários para manter a segurança interna, a cumprir as resoluções do Conselho de Segurança de Nações Unidas 1559 e 1701 e combater as ameaças terroristas “, acrescentou.

Embora o Líbano opere muito poucos aviões militares, disse o comunicado militar do Líbano de que não iriam encontrar qualquer dificuldade em absorver os novos aviões. Ele enfatizou necessidade urgente do Líbano para apoio aéreo aproximado para enfrentar as ameaças de segurança atuais em suas fronteiras.

Segurança do Líbano tem sido ténue desde o início da guerra civil síria em 2012. Jihadis de grupos, incluindo Nusra Frente e ISIS da Al-Qaeda estão entrincheirados ao longo da fronteira oriental com a Síria e tentaram se infiltrar em território libanês em diversas ocasiões.

Militantes associados e inspirados pelos dois grupos entraram em choque com o Exército libanês nos últimos dois anos em muitas áreas, incluindo Sidon, Tripoli e da cidade do nordeste da Arsal.

Hezbollah vem realizando uma campanha militar de pleno direito contra jihadistas nas fronteiras orientais desde 04 de maio, e a batalha está agora centrado em torno periferia de Arsal. Cerca de 2.500 militantes é a estimativa que estejam implantados na área, o que aumentou a preocupação sobre outro ataque na cidade.

A notificação enviada ao Congresso não significa que a venda foi concluída, o negócio ainda precisa da aprovação do Congresso.

A Embaixada dos EUA no Líbano não puderam fornecer quaisquer comentários sobre o assunto quando contactado pelo The Daily Star quarta-feira.

Fonte: DailyStar

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SEGUNDO Jane’s IRAQUE QUER COMPRAR ARMAS DO BRASIL

Em visita ao Brasil, ministro do Iraque demonstra interesse em armamentos brasileiros

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O Iraque, que na década de 1980 foi um grande parceiro comercial do Brasil, quer restabelecer à conexão. Em visita a Brasília, o novo ministro de defesa do Iraque, Ibrahim Al-Jaafari, se reuniu com seu colega brasileiro Jaques Wagner, na presença do chefe do Departamento de Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Ceglia, e do embaixador iraquiano no Brasil, Adel Al Kurdi. para discutir uma possível compra de armamentos de fabricação nacional, segundo aponta a agência Jane Defence Weekly.

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Al-Jaafari desembarcou na capital no último dia 2 e trouxe consigo o discurso de que Bagdá gostaria de ver o Brasil alinhado ao lado de potências que ajudam a combater o Estado Islâmico (El). A aproximação, no entanto, não é vista com bons olhos pelo Itamaraty, que teme que uma aproximação do Brasil com o Iraque neste momento possa gerar algum tipo de retaliação do El durante os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016.

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Segundo a reportagem, o Iraque tem interesse nas aeronaves de ataque Embraer A-29 Super Tucano, blindados de transporte de pessoal do tipo VBTP-MR Guarani, de tração 6×6, viaturas leves Agrale Marruá, 4×4, baterias Astros 2 de foguetes de saturação, armas anti-tanque Gespi Alac de 84 mm e radares de defesa aérea tática Bradar M60 SABER. A venda do pacote de armas ao Iraque, conduto, ainda precisa de aprovação da presidenta Dilma Rousseff. O veredicto deve ser divulgado somente na segunda metade de 2016.

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Fonte: Jane’s

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Moscou quer maior cooperação militar entre BRICS

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Secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patruchev pede maior cooperação técnico-militar entre os países do grupo. Analistas militares admitem que potencial do Brics no setor está longe de se esgotar, apesar da notável cooperação indo-russa e sino-russa.

O secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patruchev, pediu um incrementona cooperação técnico-militar entre os membros dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) durante encontro anual dos representantes de segurança dos países-membros grupo na última terça-feira (26) “Estou convencido da necessidade de se aumentar a cooperação entre nossos países em campos como a cooperação técnico-militar, a luta conjunta contra o terrorismo, o extremismo, o separatismo, a criminalidade nas fronteiras”, disse o Patruchev.

Para o analista militar Iliá Kramnik, há grande potencial para desenvolvimento da cooperação técnico-militar do Brics, apesar de Moscou já ter assinado outros contratos no setor com Pequim e Nova Déli. Kramnik recorda ainda que Nova Déli aprovou em maio uma compra de quase 200 helicópteros russos Ka-226T para o Exército e a Marinha. O valor do contrato é estimado em US$ 467 milhões. Outro projeto conjunto russo-indiano está buscando financiamento para o desenvolvimento de um caça de quinta geração. “Considerando o fato de que a Índia rejeitou o contrato para produção de caças franceses Rafale no seu território e se limitou apenas à compra direta de 36 aeronaves, é possível que a compra de caças Su-30 aumente”, diz o analista.

Outros contratos de grandes proporções têm sido assinados com Pequim, assim como o desenvolvimento conjunto de um novo avião civil. Além disso, espera-se que a China compre sistemas de defesa antiaérea russos S-400 e caças Su-35. A atividade de Moscou em relação a Brasil e África do Sul no setor, porém, deixa a desejar, e o país há anos arrasta uma tentativa de venda de sistemas de defesa antiaérea Pantsir-1S e helicópteros ao primeiro.

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Perspectivas 

Para o vice-presidente da Academia para Questões Geopolíticas, Konstantin Sivkov, a Rússia está à frente de seus parceiros de Brics no setor militar. Sirkov afirma que as capacidades sino-russas somadas são bastantes consideráveis, considerando que a China é líder em volume de equipamento militar de fabricação própria. As principais áreas que abrem possibilidade para cooperação no grupo, segundo ele, são a de aviação e defesa antiaérea.

No caso da Índia e China, navios de guerra também se incluem na lista. O pesquisador relembra que já existem acordos que podem facilitar essa cooperação. “Eles abrangem as principais áreas da cooperação técnico-militar, mas agora é necessário incrementar sua aplicação prática com projetos conjuntos de desenvolvimento de sistemas de armamento”, diz Sivkov. Outras atividades importantes para fortalecer os laços entre os países no setor são exercícios conjuntos, quadros e planos coordenados de emprego das forças em situações de emergência e sedes da coalizão em áreas de responsabilidade, a exemplo da Otan e da Organização do Tratado de Varsóvia.,

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Ameaças e pressões 

Durante a reunião dos representantes de segurança dos países-membros do Brics, Patruchev também delineou ameaças direcionadas ao grupo. “Dados os enormes recursos e perspectivas de desenvolvimento dos nossos países, existem hoje razões para acreditar que os membros dos Brics se encontram em uma zona de risco específico. As tendências dos últimos anos mostram que, para conter nossos países, será, em primeiro lugar, exercida uma ação não militar, mas, acima de tudo, informativa, proporcionado o agravamento artificial de conflitos nacionais, religiosos e culturais”, disse. Ele também acusou países desenvolvidos de usar instituições financeiras internacionais para exercer influência sobre o Brics. Segundo ele, a fuga de investimentos das economias do grupo nos últimos 10 anos chegou a pelo menos US$ 3,5 trilhões.

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Fonte:  Gazeta Russa

Imagens meramente Ilustrativas

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ALÔ, POLÍCIA! O EXOCET VEM AÍ!

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Dassault Super Étendard da Armada Argentina leva um míssil Exocet sob asa (foto – Armada Argentina)

Devastador míssil francês ganhou notoriedade na Guerra das Malvinas, e no Brasil, inspirou a criação das “calcinhas bélicas” do hit Katia Flávia

“Alô, polícia! Eu tô usando um Exocet calcinha!”. Gerações dos anos 1980 e 1990 cantaram o hit “Katia Flávia, Godiva do Irajá” sem entender ao certo do que se tratava o tal Exocet. De fato, a música de Fausto Fawcett lançada em 1987 e depois reproduzida com maior sucesso por Fernanda Abreu, exige algum conhecimento bélico para que o poder da roupa íntima da “loiraça belzebu” seja compreendido. “Exocet” (“peixe-voador”, em fracês) é o nome do devastador míssil francês antinavio AM.39 que ganhou notoriedade durante a Guerra das Malvinas, em 1982. Na ocasião, o artefato foi usado pelos argentinos para afundar de forma fulminante dois navios de combate britânicos, deixando um terceiro seriamente danificado, com cerca de 40 vítimas entre os tripulantes ingleses nos três ataques. O afundamento do destroier inglês HMS Sheffield foi a estreia em combate do míssil Exocet, o que despertou ampla cobertura da mídia internacional e especialmente do Brasil, pela proximidade geográfica com o conflito. Do dia para noite surgiram centenas de pedidos a MBDA Systems, fabricante do armamento que acabara de se provar eficiente. Mais do que altamente destrutivo e capaz de penetrar nos sistemas de defesas de uma força militar considerada moderna, o Exocet também era acessível. Em 1982, cada míssil custava US$ 200 mil e podia destruir um navio de combate de centenas de milhões de dólares. Iraque, Líbia, Israel, Paquistão, Arábia Saudita e dezenas de outros países adquiriram o AM.39 após o conflito, apesar da derrota da Argentina. Até o Brasil comprou.

Ataque ao HMS Sheffield

Os ingleses sabiam que a Argentina possuía os novíssimos mísseis Exocet, mas achavam que os argentinos não saberiam como operá-los. Quando a Armada Argentina (marinha) comprou os artefatos, a França não transferiu ao país hermano o software necessário para sua aplicação em aeronaves. Desta forma, os navios da Royal Navy, da Marinha Real Britânica, pensaram que poderiam navegar sem temer por este perigo. Mas não foi uma boa ideia subestimar os inimigos.

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Foto tirada a partir de um helicóptero da Royal Navy momentos após o HMS Sheffield ser alvejado pelo Exocet argentino (acervo Royal Navy)

Para surpresa dos ingleses e também do fabricante do Exocet, os argentinos conseguiram criar um programa que permitia disparar os mísseis com exatidão. Na manhã do dia 4 de maio, um avião de patrulha marítima P-2 Neptune, voando próximo às ilhas Malvinas, detectou uma formação de grandes navios na marinha britânica. Estava lançada a missão. O P-2 comunicou a posição das embarcações e imediatamente dois caças Dassault Super Étendard armados com o míssil Exocet, partiram da base da Armada em Rio Grande, a 2.800 km de Buenos Aires. Os “caçadores de navios” foram acompanhados por dois caças IAI Dagger e dois Douglas A-4 Skyhawk para proteção, um Learjet de observação, e um KC-130 Hércules, que abasteceu os aviões de ataque na viagem de ida. Os Super Étendard voaram em direção à frota inglesa rasando as ondas para evitar a detecção pelos radares dos navios. Em curtos intervalos os caças elevavam a altitude para rápidas varreduras de radar para vigiar os barcos britânicos.

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Os navios da marinha britânica foram encontrados por um Loockheed P-2 Neptune de patrulha marítima (acervo Armada Argentina)

Quando os radares do caças argentinos encontraram os navios ingleses, a cerca de 70 km de distância, os pilotos conseguiram “travar” os alvos e os Exocet foram lançados a 50 km das embarcações. O primeiro míssil atingiu em cheio o meio do destróier HMS Sheffield, abrindo um enorme buraco na linha d’água do casco, matando imediatamente 40 marinheiros ingleses com a explosão. O segundo Exocet explodiu próximo a fragata Yarmouth, de acordo com registro da marinha inglesa. Os argentinos, no entanto, afirmam, com convicção, ter atingido o porta-aviões HMS Hermes com esse ataque. O Super Étendard argentino que realizou esse ataque, em operação até hoje, possui uma marca de guerra que mostra a embarcação britânica parcialmente afundada. Já o outro caça leva uma marca de uma vitória contra um navio. Durante o ataque os navios britânicos em nenhum momento detectaram os aviões se aproximando, tampouco o míssil. Logo após a explosão do primeiro Exocet, devido ao local atingido na embarcação, os britânicos julgaram terem sido atacados por um submarino da Armada, que era a sua principal preocupação. Curiosamente os submersíveis argentinos estavam em condições lamentáveis de operação.

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Um navio cargueiro da Marinha inglesa também foi atingido por um míssil durante a Guerra das Malvinas

A então embargada Argentina, no entanto, entrou na guerra com apenas seis mísseis no arsenal e durante o conflito não recebeu o restante da encomenda da França, que compreendia 40 Exocets. Por conta disso, os Super Étendard efetuaram apenas mais duas saídas na Guerra das Malvinas, tendo confirmado a destruição de mais duas embarcações inglesas. Os outros mísseis erraram os alvos.

Outras vítimas do Exocet

O Iraque foi um dos países que mais comprou mísseis Exocet. Na década 1980 quando entrou em guerra com o Irã, o país então governado por Saddah Hussein atingiu 135 navios iranianos durante o conflito, entre 1980 e 1988. Os mísseis eram lançados por caças Dassault Mirage F-1, alugados da França. Em meio ao conflito entre as duas nações do Oriente Médio, a fragata USS Stark da marinha dos Estados Unidos navegando no Golfo Pérsico foi atingida por dois Exocets lançados de um avião iraquiano, matando 37 tripulantes norte-americanos. A embarcação dos EUA viajava no limite da faixa de exclusão imposta pelo Iraque. Em 1990, na Guerra do Golfo, uma lancha de combate da marinha do Kuwait afundou um navio iraquiano com a versão naval do Exocet, o SM.39.

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O ataque ao USS Stark matou 37 marinheiros norte-americanos

Anatomia do Exocet

O desenvolvimento do míssil Exocet foi iniciado em 1967 pela MBDA Systems atendendo a um pedido das forças armadas francesas, que queriam um artefato pequeno capaz de por a pique um navio, até então algo inédito. O armamento foi declarado operacional em 1973 e logo foi incorporado ao arsenal francês. O míssil nasceu primeiro nas versões AM.39, para utilização em aviões, e o SM.39, que pode ser disparado a partir de embarcações, mesmo pequenas. Ao longo de seus 4,7 metros de comprimento e 855 kg, o Exocet esconde em seu interior um motor turbojato, um radar e uma carga explosiva de até 165 kg.

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O míssil Exocet carrega até 165 kg de explosivo. Cada unidade da MM.40, a mais moderna, custa cerca de US$ 1 milhão

Com um alcance de 70 km a velocidade máxima de 1.100 km/h, o míssil tem orientação inercial e radar ativo na fase final. Ou seja, o Exocet precisa da orientação do radar da aeronave que o lançou na fase inicial, e nos últimos quilômetros o seu computador de bordo termina o trajeto automaticamente, até explodir sobre o alvo ou próximo a ele. Com o passar do tempo o Exocet evoluiu e ganhou versões que podem ser lançadas a partir de helicópteros e também de submarinos. O míssil da MBDA é usado atualmente nas forças armadas de 31 países.

Exocet no Brasil

A Marinha do Brasil adquiriu seus primeiros mísseis Exocet no final da década de 1970. Os primeiros a chegarem foram a versão SM.39, para serem disparadas a partir de navios. As versões aéreas AM.39 foram compradas somente nos anos 1980 e aplicadas em helicópteros. As duas versões do míssil usados no Brasil nunca foram utilizadas em combate, sendo disparadas apenas em ações de treinamento. O Brasil, aliás, domina parte da tecnologia para construir o Exocet. Em 2014 a Avibras iniciou o desenvolvimento dos mísseis SM.39 e AM.39 em suas versões mais avançadas. Os primeiros testes em campo aberto com os artefatos fabricados no Brasil estão programados para 2016.

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O Brasil tem mais experiência com o SM.39, a versão do Exocet lançada a partir de embarcações (Foto – MBDA)

Entendido o que é o míssil Exocet, de fato podemos afirmar que a “calcinha Exocet” nas mãos de Katia Flávia deve ter um efeito devastador. Por isso, se você estiver caminhando à noite pelos subúrbios do Rio de Janeiro e ver um cavalo branco é bom manter distância. Pode ser Godivá do Irajá, que roubou uma joaninha.

Fonte: AirWay

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Video: Buran – Energia. “O ápice do Programa Espacial Soviético”

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VÍDEO: incidente entre P-8A da US Navy e Marinha Chinesa


No mês passado um P-8A da US Navy foi contactado pela Marinha Chinesa enquanto sobrevoava um complexo de ilhas artificiais que estão sendo construídas pela China. Os chineses alegaram que os americanos estavam sobrevoando uma área militar e para isso requisitaram que deixassem aquele espaço aéreo imediatamente. Acompanhe abaixo o vídeo completo deste encontro inusitado.

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ALL THE WAY! 82nd Airborne em salto sobre Fort Bragg


Acompanhe aqui os preparativos de um salto com membros da 82nd Airborne Division do US Army.