Categories
Geopolítica Geopolitica Inteligência

Gastos militares dominam discussões da cúpula da Otan

Imagem- MT5

Os gastos militares nacionais dos 29 países da Otan dominam a cúpula desta quarta e quinta-feira em Bruxelas, após as críticas do presidente americano, Donald Trump, para quem seus aliados não gastam o suficiente e se aproveitam dos Estados Unidos.

“Países da Otan têm que pagar mais, os Estados Unidos têm que pagar menos. Muito injusto!”, tuitou Trump, para quem os membros europeus da Aliança e do Canadá não respeitam seu compromisso de destinar 2% de seu PIB nacional à defesa.

Mas qual é a situação por trás das críticas?

– Quanto os Estados Unidos investem em defesa? –

Donald Trump afirmou, na segunda-feira, que os Estados Unidos “estão pagando 90% da Otan” – embora não esteja claro como chegou a esse valor.

Os dados publicados nesta terça-feira pela Aliança mostram que o orçamento nacional de defesa dos Estados Unidos representa dois terços do conjunto dos aliados em 2018.

Segundo valores constantes desde 2010, o orçamento da maior potência militar do mundo chega a 623,241 bilhões de dólares, frente aos 935,557 bilhões dos 29 aliados.

Continua depois da publicidade

O Reino Unido está na segunda posição com 59,755 bilhões de dólares, seguido de França (53,038 bilhões) e Alemanha (48,862). O Canadá está em sexto, com 23,637 bilhões.

– 2%: um compromisso vinculante? –

Independentemente do volume de sua economia, os países da Otan se comprometeram na cúpula de Gales de 2014 a aproximar seu gasto à meta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional até 2024.

Os 28 aliados de Washington também acordaram, em meio à tensão com a Rússia por seu papel no conflito na Ucrânia, a frear os cortes nos setores de defesa, realizados durante a crise econômica.

Desde então, o gasto total dos aliados europeus e do Canadá acumulado já não registrou cortes e aumentou em cerca de 87,6 bilhões de dólares.

Contudo, desde sua chegada à Casa Branca em janeiro de 2017, Trump se referiu ao objetivo de 2% diversas vezes para garantir que seus aliados não cumprem sua promessa.

Os aliados não veem exatamente assim. “Não é uma obrigação legal vinculante, é uma orientação política”, reconheceu uma fonte diplomática de um país da Otan.

– Quem cumpre os 2%? –

Em termos percentuais em relação ao PIB, a maior economia do mundo é de longe a maior contribuinte, com 3,5% do PIB – segundo dados da Otan de 2018 baseados em valores de 2010.

Além dos Estados Unidos, cumprem o objetivo a Grécia, com 2,27%, a Estônia (2,14%) e o Reino Unido (2,10%), aos quais se somou neste ano a Letônia, com 2%, de acordo com esses dados.

Polônia (1,98%), Lituânia (1,96%) e Romênia (1,93%) podem se juntar ao grupo em 2018, já que esses países acordaram a nível nacional alcançar a meta, segundo a Otan.

A Alemanha, maior economia europeia, se manteria estável este ano em 1,24%, o que lhe torna o alvo preferido das críticas do presidente americano.

Dos 29 membros da Otan, Luxemburgo registraria o menor gasto militar em 2018, com 0,55% do PIB nacional, atrás de Bélgica e Espanha, ambos com 0,93%.

– Além dos 2% –

O presidente dos Estados Unidos algumas vezes sugeriu que seus aliados “devem dinheiro” à Otan, embora isso crie confusão ao não diferenciar a meta de gastos nacionais e as contribuições diretas para a Aliança.

Essas contribuições são usadas para financiar o “orçamento civil” da Aliança (291 milhões de dólares em 2018), que cobre o custo da administração da sede da organização transatlântica em Bruxelas.

Mas os 29 aliados também contribuem para o “orçamento militar” de cerca de 1,55 bilhão de dólares em 2018, que financia a estrutura de comando da Otan.

A contribuição é feita com base no tamanho da sua economia. Os Estados Unidos, portanto, pagam 22% do total, seguidos por Alemanha, com 14%, e França e Reino Unido, com 10,5% cada.

Fonte:AFP via  EM

Categories
Defesa Defesa Anti Aérea Traduções-Plano Brasil

Turquia realiza testes de aceitação de sistema avançado de mísseis

O avançado sistema de mísseis de superfície – superfície de longo alcance desenvolvido pela empresa turca Roketsan está passando por testes de aceitação.

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

Informações: Defence Blog

Em 10 de julho, a conta oficial do Twitter da Subsecretaria Turca para Indústrias de Defesa (SSM) publicou um vídeo do que parece ser uma continuação do ciclo de testes de um novo sistema de mísseis de artilharia da KHAN.

O Khan (Kaan em turco), conhecido como Bora, é um moderno sistema de mísseis balísticos tácticos da Turquia. É um sistema de ataque superfície – superfície de longo alcance que transporta 2 contêineres com mísseis balísticos. Os mísseis estão equipados com ogivas convencionais de 470 kg.

Segundo o Roketsan, o míssil KHAN fornece elevada  letalidade em ataques à longa distância. O KHAN pode ser lançado a partir do sistema de armas da Roketsan e de outras plataformas com interfaces aplicáveis ​​para integração.

O principal papel dos mísseis balísticos  é atacar as tropas e os veículos blindados, assim como outros alvos importantes, como aeródromos, postos de comando, baterias de defesa aérea e instalações de apoio. Em alguns casos, este míssil balístico pode ser usado como uma alternativa ao bombardeio de precisão.

O míssil em si tem um motor de foguete de combustível sólido e um alcance entre 280 a 400 km. É controlado por controle aerodinâmico com sistema de atuação eletromecânico.

A fonte também informou que o novo sistema de mísseis turcos baseado em um novo chassi de alta mobilidade pesado MZKT-7909 feito na Bielorrússia. Este veículo possui um motor diesel turbo alimentado TMZ-84631.10, que desenvolve 525 hp. O motor é acoplado a uma transmissão automática.

Fonte: Defence Blog

Categories
Uncategorized

A Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL) Recebe visita comercial de executivos Sauditas

Visando ao estabelecimento de possível acordo comercial com a IMBEL, executivos da empresa SAUDI CHEMICAL COMPANY LIMITED (SCCL) do Reino da Arábia Saudita (RAS) e da empresa parceira Mac Jee visitaram a Sede da IMBEL em Brasília e as Fábricas Presidente Vargas (FPV) e da Estrela (FE), no período de 08 a 12 de junho de 2018. A comitiva visitante tinha a seguinte constituição:

Da SCCL

  • Sr. Thamer Mohammed Almuhid
  • Sr. Mohammed Hamad Alnafjan

Da Mac Jee

  • Sr. Simon Jeannot
  • Sr. José Madeira
  • Sr. Frédéric Corazza
  • Sr. Roy Kelly
  • Sr. Emerson Rosa
  • Sra Alessandra Stefane

As visitas resultaram da política de aproximação do Brasil com a Arábia Saudita no campo da defesa militar, promovida pelo Grupo Parlamentar Brasil-Arábia Saudita recentemente aprovado na Comissão de Relações Exteriores do Senado. Paralelamente às ações governamentais de aproximação comercial com o RAS, a IMBEL vem consolidando parceria com a empresa Mac Jee que atua na comercialização de produtos e insumos do segmento de defesa.

A prospecção de novas oportunidades comerciais pela Mac Jee tem colocado a marca IMBEL em evidência, suscitando a possibilidade de inserção de alguns dos seus produtos no mercado internacional. Como parte do programa de criação de uma indústria bélica saudita autócne que diminua a dependência externa de fornecimento de equipamentos bélicos, a comitiva saudita tratou com a IMBEL da importação de TNT e de outros insumos e artefatos bélicos.

A programação se iniciou no dia 08 de junho, com a visita da ilustre comitiva à Sede da IMBEL em Brasília-DF, onde assistiu a uma apresentação institucional da Empresa e visitou um showroom, no qual foram exibidos alguns modelos de armas e mockup de munições pesadas fabricadas pela IMBEL. Naquela oportunidade, os empresários sauditas puderam conhecer a disposição da Empresa em atender as demandas apresentadas pelos empresários sauditas, restando visitar a FPV e a FE para concluir sobre a sua capacidade fabril e técnica.

No dia 11 de junho, a comitiva visitou a FPV, sendo recepcionada pelo Diretor Industrial da IMBEL, Cel Álvaro, e pelo Chefe da UP, Cel Eleazar, o qual apresentou aos visitantes os processos produtivos e a estrutura da fábrica. A continuidade da programação consistiu do acompanhamento de reações explosivas no Laboratório Balístico e visita às instalações fabris, encerrando-se com demonstrações de detonação de granadas de Art 155 e minas Claymore carregadas com TNT e PLASTEX, respectivamente.

Na visita à FE realizada no dia 12 de junho, a comitiva visitante foi recepcionada pelo Diretor de Mercado, Cel Raulino, e pelo Chefe da UP, Cel Divério, e pôde conhecer os processos de fabricação de explosivos produzidos na FE. Em seguida, percorreu as instalações fabris da UP, detendo-se mais demoradamente na planta de RDX, a única  em atividade na América Latina.

Concluído o programa de visitas, pode-se perceber que a comitiva saudita ficou impressionada com o potencial produtivo da IMBEL, ensejando a continuidade dos entendimentos envolvendo a IMBEL, a SCCL e a Mac Jee para concretização de efetivas e importantes parcerias comerciais.

Categories
Uncategorized

A Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL) assina Termo de Cooperação com a Nitro Química

No dia 27 de junho de 2018, durante a RIDEX (Rio International Defense Exhibition), foi assinado, pelo Gen Div R1 Celso José Tiago, Diretor-Presidente da IMBEL e pelos Sr Marcos Barros Cruz e André Dameto, Diretores-Gerais da NITRO QUÍMICA, um termo de cooperação entre ambas Empresas, visando à cooperação técnica para o desenvolvimento da indústria de nitrocelulose no Brasil.

Por força de lei, a IMBEL deve promover, com base na iniciativa privada, a implantação e desenvolvimento da indústria de material bélico de interesse do Exército. Assim como, pelo seu Estatuto Social, a Empresa deve fomentar a Base Industrial de Defesa e atividades correlatas essenciais para a IMBEL cumprir, dentre outros objetivos, as exigências de mobilização do País.

Pelo acordo, as empresas se comprometem com os Objetivos Estratégicos do País na área da Defesa, cabendo à IMBEL oferecer assessoramento para que a NITRO QUÍMICA fique em condições de produzir nitrocelulose grau militar, atendendo ao interesse da Mobilização Nacional. À NITRO QUÍMICA, por sua vez, caberá a prestação de assistência técnica para melhorar os níveis de manutenção e produtividade da FPV.

Na ótica do Planejamento Estratégico da Empresa, a cooperação com a Nitro Química está diretamente inter-relacionada com quatro Objetivos Estratégicos (OE) da IMBEL:

  • OE 1.1 – Alcançar sustentabilidade financeira;
  • OE 1.2 – Contribuir para o fortalecimento da infraestrutura industrial de defesa;
  • OE 2.2 – Alcançar participação relevante e sustentável de mercado; e
  • OE 4.3 – Contribuir para a capacidade de mobilização industrial.

Buscando ampliar seus mercados, as empresas também trabalham juntas para o desenvolvimento de novos produtos a base de nitrocelulose.

Das ações decorrentes da cooperação IMBEL – NITRO QUÍMICA, destaca-se a futura aquisição de nitrocelulose grau militar produzida pela IMBEL e a sua exportação pela NITRO QUÍMICA para os mercados mundiais em que a atua.

A celebração desse acordo, condicionado pela legislação vigente e direcionado para os Objetivos Estratégicos da IMBEL, representa uma significativa contribuição para o cumprimento das missões e a consecução dos objetivos da Empresa.

Categories
Defesa Sistemas Navais

Esquadrão VF-1 realiza campanha de emprego ar-solo com a primeira Aeronave Biposto Modernizada

VF-1 em preparação com bombas de exercício
Durante o período de 16 de junho a 3 de julho, o 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque  (EsqdVF-1)  deslocou duas aeronaves AF-1 para a ALA-10 da Força Aérea Brasileira (FAB), em Parnamirim-RN, com o objetivo de cumprir a campanha de emprego ar-solo. O EsqdVF-1 contou com a primeira aeronave biposto modernizada (AF-1C N-1022) recebida pela MB, para a realização da campanha. A presença da aeronave fez com que a retomada das atividades fosse feita de maneira mais segura e fluida, uma vez que dois pilotos dividiam a cabine de pilotagem e se requalificavam e se adestravam durante as missões.
Foram realizados voos de emprego de armamento ar-solo, no estande de tiro de Maxaranguape, sendo empregadas 74 bombas de exercício (BEx-11). O treinamento serviu, além do adestramento dos pilotos, para a aferição do sistema de pontaria da aeronave modernizada em seus diversos modos e proporcionar correções no software, para o pronto emprego operacional da aeronave.
Também foram realizados voos de adestramento em ataque terrestre, navegação a baixa altura, voos por instrumentos e requalificação de novos pilotos na aeronave AF-1C.

VF-1 durante voo de adestramento em ataque terrestre
O Destacamento Aéreo Terrestre foi composto por 40 militares, sendo apoiado por uma aeronave da FAB e transporte terrestre do Centro de Intendência da Marinha em São Pedro da Aldeia. Este tipo de deslocamento também demonstra a capacidade expedicionária do Esquadrão VF-1 e da Aviação Naval em poder operar a partir de diversas bases. O apoio da FAB, com suas instalações, pessoal e aeronave, contribui também para a interoperabilidade entre as forças.
A campanha de emprego ar-solo, além de elevar a capacidade operativa do Esquadrão VF-1, também faz parte do programa de adestramento para a preparação da operação CRUZEX, que será realizada no mês de novembro deste ano. Trata-se de um exercício que conta com a participação de aeronaves de caça de diversos países, inseridos em ações de defesa aeroespacial.
Fonte: Marinha do Brasil

Categories
Uncategorized

Indonésia recebe segundo lote de Obuseiros Autopropulsados M109 A4BE da Bélgica

Colaborou Kushermanto

No dia 9 de Julho, a Indonésia recebeu o lote final de Obuseiros Autopropulsados M109 A4BE 155 mm  da Bélgica.

As viaturas foram recebidas no porto de  Tanjung Priok a bordo do navio de carga Hoegh Chiba. O material faz parte de um lote 36 unidades adquiridos pelo Exército indonésio, junto ao Ministério da Defesa Belga.

O primeiro lote foi recebido em 2017, também contemplando 18 unidades. Ao todo foram adquiridos 36 veículos Obuseiro Autopropulsado M109 A4, 4 unidades do M-109 posto de Comando e uma unidade do veiculo remuniciador M992A2 FAASV(Field Artillery Ammunition Supply Vehicle).