Defesa & Geopolítica

Escola de helicópteros da Colômbia recebe o Comando Sul dos EUA

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A padronização eficaz do programa de treinamento permite o crescimento da escola, considerada o berço dos pilotos de asa rotativa na região

Yolima Dussán/Diálogo

A delegação do Comando Sul dos EUA verificou o cumprimento do programa traçado para a operação da Escola de Helicópteros para as Forças Armadas da Colômbia. (Foto: Escola de Helicópteros para as Forças Armadas da Colômbia)

Uma delegação de oito representantes da Equipe de Assistência Técnica (TAFT, em inglês) da Força Aérea do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), visitou a Escola de Helicópteros para as Forças Armadas da Colômbia (EHFFAA, em espanhol) Coronel Carlos Alberto Gutiérrez Zuluaga, na primeira semana de maio de 2018. A missão da delegação foi a de verificar o desenvolvimento e os objetivos do programa de apoio à escola, que o governo americano apoia desde 2002.

Os visitantes revisaram a aplicação do programa de treinamento de tripulações de helicópteros em todas as suas fases, avaliaram as condições logísticas da escola, monitoraram o estado das aeronaves e comprovaram os indicadores de cumprimento de metas. A EHFFAA tem sua sede no Comando Aéreo de Combate Nº 4, na Base Aérea Teniente Coronel Luis F. Pinto da Força Aérea da Colômbia (FAC), no estado de Tolima.

“O resultado foi satisfatório. Depois de 16 anos de apoio contínuo e de importantes investimentos por parte do SOUTHCOM para desenvolver a cooperação estabelecida em 2002 com o Plano Colômbia, a avaliação sobre a operação da unidade superou as expectativas da delegação”, manifestou à Diálogo o Tenente-Coronel da FAC John Jairo Pardo Torres, diretor da EHFFAA. “Eles voltaram ao seu país com a recomendação para continuar cooperando devido ao cumprimento alcançado, ao crescimento sustentado e aos planos de evolução previstos.”

Escola de pilotos da região

Na atualidade, a EHFFAA é referência regional no treinamento em asa rotativa. Desde seu início em 2002, a missão da escola foi a de aumentar o número de tripulações de helicópteros do Exército, da Marinha e da Polícia, diante da necessidade de incrementar as operações para combater as ameaças da guerrilha, do terrorismo, do narcotráfico e das quadrilhas de delinquência comum.

Com a assessoria do SOUTHCOM, a FAC passou a padronizar o programa de capacitação para oferecer o treinamento básico. A assessoria chegou acompanhada de 17 helicópteros UH-1H com os quais iniciou o programa.

“Em 2008, os EUA ajudaram o México com helicópteros, e [o México] enviou à Colômbia seus pilotos para receberem capacitação”, assegurou o Ten Cel Pardo Torres. “Treinamos 120 [pilotos] e começamos a cumprir outro objetivo: o de ser a escola da região, graças a um programa funcional, eficiente, prático e padronizado.” Devido às gestões da TAFT de Força Aérea, entidade encarregada da colaboração para a instrução de pilotos de helicópteros na América Latina, a EHFFAA prepara também militares de El Salvador, Guatemala, Honduras, Peru, Paraguai, República Dominicana e Uruguai. Além disso, a primeira mulher piloto de helicópteros da Colômbia formou-se no curso de asa rotativa na promoção 2018.

Tecnologia para a aprendizagem

Oficiais das forças da Costa Rica, de El Salvador, da Guatemala, de Honduras, do México, do Paraguai, do Peru, da República Dominicana e do Uruguai recebem capacitação na Escola de Helicópteros para as Forças Armadas da Colômbia. (Foto: Escola de Helicópteros para as Forças Armadas da Colômbia)

A visita da delegação do SOUTHCOM coincidiu com a revisão do contrato para modificar a posse das aeronaves que, por enquanto, é propriedade dos EUA. Em 2011, os 17 helicópteros UH-1H iniciais foram substituídos por 30 aparelhos OH-58, que, por sua vez, foram substituídos em 2016 por 60 helicópteros TH-67. A escola conta ainda com 12 unidades Bell 206 Ranger para treinamento.

“As aulas são realizadas usando tecnologia de vanguarda e conectividade de alta velocidade”, assegurou à Diálogo o Tenente-Coronel da FAC Camilo Moyano Rodríguez, chefe de Planejamento da EHFFAA. “O treinamento é feito por meio de uma plataforma virtual, projetada pela FAC para fornecer aos alunos um serviço de consulta acadêmica 24 horas por dia.

A EHFFAA deu um salto de tecnologia em capacitação devido a vários fatores. Entre outros, sobressaem: o número e disponibilidade de aeronaves; a capacidade para proporcionar 9.500 horas de treinamento básico por ano; quatro cabines de simuladores de voo para efetuar 20 missões com 30 horas de intensidade de voo; e um aeródromo com três pistas exclusivas para a instrução.

“Temos índices mínimos de [falhas] de segurança operacional”, comentou o Ten Cel Moyano Rodríguez. “A padronização dos procedimentos no domínio do idioma aeronáutico, nos manuais, nas listas de verificação, nos protocolos, nos boletins de segurança, nos alertas, garante que o programa não tenha desvios.”

Treinamento integral

“Os planos futuros da escola, concentrados em sua internacionalização, são outro elemento relevante identificado e valorizado pela delegação do SOUTHCOM”, explicou o Ten Cel Pardo Torres. “Ministramos dois cursos em inglês, com excelentes resultados. Registramos o interesse de vários países por nosso programa de treinamento nesse idioma e consideramos que estamos prontos para dar esse passo.”

Obter o título de piloto militar de helicóptero da EHFFAA significa oito meses de treinamento intensivo. O programa inclui uma parte acadêmica, duas fases de contato, um curso básico de instrumentos, uma fase tática e outra com visores noturnos. É um programa completo para o qual a escola conta com 50 instrutores.

“O sucesso do Plano Triangular, que é como chamamos a união da experiência dos pilotos, com a ajuda do governo dos Estados Unidos e as nações parceiras, não seria possível sem a participação de cada um de seus vértices. Sem a força financeira do governo dos EUA, representada por recursos, instalações, helicópteros, apoio em manutenção, combustível etc., não teríamos tido a oportunidade de desenvolver o programa, aprender, alcançar e superar as metas traçadas”, concluiu o Ten Cel Pardo Torres.

Fonte: Dialogo Americas

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