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França apresenta primeiro protótipo do Jaguar EBRC 6×6

A indústria de defesa francesa revelou o primeiro protótipo do veículo de reconhecimento blindado sobre rodas 6×6 Jaguar. O projeto Scorpion foi iniciado pelo Exército Francês e pela Direção Geral de Estado (DGA) em 2000, com um longo período de testes que durou quase 15 anos. O programa visa a renovação da frota de veículos de combate sobre rodas do Exército francês.

No âmbito desse programa os novos veículos Griffon VBMR e Jaguar EBRC substituirão os veículos do VAB APC ,  AMX10RC ,  ERC-90 Sagaie e o VAB Hot produzidos  nos anos 70 e 80 e que vem sendo usados extensivamente pelo Exército francês em diversos teatros de operação. Jaguar EBRC recebeu uma encomenda de 248 exemplares. Um total de 110 unidades deste pedido deverá ser entregue até o final de 2025.

O Jaguar EBRC possui uma tripulação de três militares motorista, comandante e artilheiro.  Sua blindagem segue o padrão STANAG 4569 Nível 4 que fornece proteção contra munições 14.5mmx114 AP, e proteção contra explosões de 10 kg TNT sob as rodas. 

O veiculo é equipado com uma torre Nexter 40 CTA armada com um canhão CTC de 40mm com alcance máximo de 1.500 m. Cada lado da torre é equipado com o míssil MMP (Missile Moyenne Portée – Míssil de Alcance Médio) projetado pela empresa francesa MBDA. O míssil MMP é um míssil fire-and-forget com lock-on antes do lançamento e auto-orientação automática que tem um alcance máximo de 4.000m.

https://youtu.be/OwT92BH60hE

13 replies on “França apresenta primeiro protótipo do Jaguar EBRC 6×6”

será que essa torre poderia se adaptada ao guarani? para uma versão armada de reconhecimento?

césar,

Teoricamente, não há razão para não sê-lo.

Ocorre que a futura viatura brasileira de reconhecimento deverá contar minimamente com um canhão de alta pressão de, salvo melhor juízo, 105mm, segundo requisitos originais.

Isso é que é proteção, proteção contra munições 14.5mmx114 AP, aquela blindagem leve do Guarani, proteção contra munição 7,65mm

Impressiona viu. Uma torre desta no Guarani ficaria bem efetivo o mix canhão 40mm mais mísseis ATGM com 4km de alcance e do tipo atire e esqueça,show. Algo a se levar em conta e pensar, uma torre com canhão q,quem sabe 30mm e lançador de missil MSS 1.2 AC.

muito bom , talvez seja mais barato para o EB adaptar uma torre semelhante no guarani do que desenhar uma viatura 8×8

BLUE EYES, NA RESISTÊNCIAsays:

Gostei muito do perfil baixo dele… mas creio que para a nossa realidade de diversidade de situações de emprego seja baixo demais…

Blue Eyes,

Pelo contrário. Entendo que quanto mais baixo, melhor… E esse danado não é nem tão baixo assim. É aparentemente mais alto que o CC Leclerc.

BLUE EYES, NA RESISTÊNCIAsays:

Creio que empreguei o termo incorreto… estou me referindo a altura livre do solo… em situações em que precise ultrapassar obstáculos fixos ou em becos atravancados com veículos e outros objetos grandes… digo isso no caso das favelas e demais lugares onde o deslocamento é previamente dificultado… saudações…

Perfeito…

Observe o ‘Griffon’, que, salvo melhor juízo, detêm o mesmo chassi do ‘Jaguar’.

https://4.bp.blogspot.com/-TqtutUXArEc/WUzzQ6zLheI/AAAAAAAAPF4/CZnEAkEvUW4_j24Aseb7uB7Mgy9S1YLfQCLcBGAs/s400/Griffon_VBMR_6x6_Armoured_Multi-role_vehicle_France_French_army_defense_industry_military_equipment_640_003.jpg

É perceptível que a tripulação fica a considerável altura.

Esse baixo nível em relação ao solo é provavelmente resultado do acréscimo de blindagem e da torre; ou então preferiram perder em capacidade anti-IED para manter um perfil o mais baixo o possível,mais condizente com o tipo de missão que esse veículo em específico vai exercer…

Vale dizer que era uma exigência o baixo custo de aquisição. E para tanto, estão utilizando o chassi 6×6 de um caminhão ‘todo terreno’ de origem civil… Logo, esse veículo é uma adaptação de peças de mercado… De fato, Griffon e Jaguar compartilham mais de 60% de peças…

BLUE EYES, NA RESISTÊNCIAsays:

PERFEITAMENTE… AD SUMUS…

Amigos,

Parece claro que esse veículo prevê uma doutrina algo diferente da nossa…

Uma das atribuições da força de reconhecimento no Brasil é justamente emular o fogo de uma força blindada, no intuito de excitar tropas inimigas e faze-las revelar seus meios mais preciosos. Para tanto, emprega-se canhão de grande calibre, sendo que um canhão de 30 ou 40mm é insuficiente nesse caso.

Mísseis para viaturas de reconhecimento também não fazem muito sentido para nós ( até é desejável, mas não é prioritário )… Até faz para os franceses, posto essas viaturas provavelmente estarem previstas para operarem junto aos carros ‘Leclerc’ ( e assim poderão vir a encontrar outros CC do lado inimigo ); além de provavelmente acompanharem as viaturas de transporte de tropas junto a forças mecanizadas, atuando então como apoio de fogo. No nosso caso, e até onde sei, não se contempla para a futura viatura de reconhecimento atuar junto aos carros de combate em nenhum momento.

É certo que este veículo também contempla experiência dos franceses em cenários assimétricos, prevendo suporte de fogo a infantes e/ou até atuar como patrulha em zonas quentes.

Claudio Morenosays:

Por quê ninguém criticou ser 6×6? Será porque não é um projeto brasileiro?

Crianças … quando irão aprender? Quando serão coerentes?

CM

MARCELO LUCASsays:

Acredito que as pessoas falam meio torto pelo fato dos nossos serem 6×6 tendo em vista deles serem o cerne da nossa defesa terrestre.
Enquanto este francês,apenas complementa as unidades locais.
Particularmente prefiro o guarani,mas….. só temos isto!!! de bom.

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