Defesa & Geopolítica

China planeja construir um porta-aviões de propulsão nuclear

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Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Segundo a Reuters a China está desenvolvendo tecnologias para construir um porta-aviões movido à energia nuclear. A Aênci de notícias cita que este planejamento faz parte de um ambicioso programa de modernização militar.

Em outubro passado o presidente chinês, discursou para os militares num colossal exercício militar que envolveu todas as forças armadas da China, na ocasião, Xi Jinping, prometeu, transformar os militares da China em uma força de combate com capacidade global até 2050 e destacou que o desenvolvimento tecnológico é a prioridade para política chinesa.

Para tal, Jinping destacou os investimentos estratégicos em caças furtivos, porta-aviões e mísseis.

A China Shipbuilding Industry Corporation (CSIC), o maior fabricante de navios do país, revelou nesta terça-feira a ambiosa lista de desenvolvimentos tecnológicos que a empresa espera alcançar como parte das atualizações das armas para a marinha chinesa até 2025. O anúncio do CSIC parece ter sido posteriormente editado no site da empresa para remover a menção de embarcações movida à energia nuclear, mas continua a ser amplamente disponível na internet chinesa.

“Nós devemos … acelerar avanços chave, como a realização de porta-aviões movido à energia nuclear, novos submarinos nucleares silenciosos e sistemas inteligentes de defesa subaquática não tripulados”, disse o documento original, de acordo com o Global Times. O CSIC recusou-se a comentar imediatamente o artigo do Global Times.

O CSIC construiu o primeiro porta-aviões construído em casa o qual foi lançado em abril do ano passado e espera entrar no serviço em 2020, uma vez que este estiver equipado e armado. O navio foi projetado com base no primeiro navio do gênero da China, o Liaoning, que foi comprado em segunda mão da Ucrânia em 1998 e remodelado para a China.

O CSIC também afirmou que está trabalhando em um terceiro navio que será projetado, construído e equipado inteiramente usando a própria tecnologia da empresa. Pouco se sabe sobre o programa do novo porta-aviões chinês, uma vez que se trata de um segredo de estado.

A mídia estatal chinesa citou especialistas dizendo que o país precisa de pelo menos seis navios, num esforço esperado para levar décadas. Os Estados Unidos operam 10 e planejam construir mais dois. A marinha da China tem assumido um papel cada vez mais proeminente e ao longo do ano passado, com seu primeiro porta-aviões navegando no torno de Taiwan demonstrou sua capacidade além de projetar  a sua frota de modernas fragatas e destroyers para regiões cada vez mais distântes do mar territorial chinês.

Fonte: Reuters

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