Defesa & Geopolítica

As primeiras “batalhas” do J-20

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Tradução e adaptação: ARC- Plano Brasil.


A Força Aérea chinesa anunciou oficialmente a entrada em operação do caça de quinta geração J-20 e muitos estão se perguntando se outras aeronaves da Força Aérea chinesa já tiveram a oportunidade de testar o que o J-20 tem “na barriga”.

De acordo com as entrevistas públicas de pilotos do J-20 em diversos canais chineses, e dos pilotos do caça J-11B , a resposta parece ser bastante clara, a aeronave é a última joia do exército chinês e realmente “conheceu” o outros caças da linha de frente, durante os vários exercícios aéreos em 2017 (se não antes). Não é, no entanto, surpreendente que nenhum resultado tenha sido comunicado publicamente, dada a natureza sensível e confidencial deste avião chinês.

Depois de ter atravessado várias versões e filtrado apenas fontes que parecem ter demonstrado sua credibilidade por alguns anos, o especialista em assuntos militares da China, Henry Kenhmann, relatou em seu site esboços destes exercícios nos quais foram empregados o J-20. Segundo o especialista, é possível desenhar o esboço dos cenários que teriam sido utilizados e ter os resultados obtidos pelo J-20 durante essas simulações de combate aéreo, embora, por enquanto, tudo isso ainda deve ser tomado com duvidoso, carecendo de relatos institucionais para confirmar ou negar.

J-20

Diante dos dados, foi considerado que o J-20 teria participado em pelo menos  dois tipos de cenários de combate. O primeiro para avaliar a capacidade da aeronave de conduzir o combate aéreo como uma caça de superioridade aérea, em face de adversários singulares ou reforçados pela multiplicação de meios no ar e com apoio terrestre.

Para isso, vários cenários teriam sido realizados, nos quais o J-20 sempre interveio em pares. Por exemplo, há o caso de dois J-20 em BVR contra um número desconhecido de J-10B e J-10C que foram apoiados por um AWACS KJ-500, no qual um dos dois J-20 teria conseguido abater o AWACS de surpresa, graças a sua furtividade e alcance do seu novo míssil ar-ar, enquanto o outro estava ocupado “entretendo” e perseguindo um aparelho que acompanhava a aeronave.

Um J-20 foi abatido por um dos J-10C com radar de varredura ativa (AESA), que foi capaz de localizar e bloquear o lutador furtivo por uma distância relativamente curta, dentro de 18 km, enquanto todos os J-10 versão A e B e metade dos J-10C teriam sido abatidos no exercício.

Outros casos foram mencionados, como a luta WVR entre dois J-20 e caças J-10B e J-10C, e estes últimos estavam em superioridade numérica, mas não é possível dar crédito a essa hipótese, nem mesmo relevar seus resultados, pelo menos por enquanto.

O último cenário consistiria em uma série de interceptadores J-10 (versão desconhecida), AWACS e aeronaves de guerra eletrônica (EW), bem como unidades de radar em terra e sistemas de defesa anti aérea de tipo S-300 (PMU1 ou PMU2).

Neste cenário, o J-20 forneceu apoio com seus sensores embarcados, em posição avançada, para guiar os mísseis ar-ar lançados pelos caças aliados, mas não se sabe ao certo quais caças foram utilizados junto ao J-20 neste cenário, acredita-se que tenha sido o J-16, e ambos tiveram como alvo outros caças e aviões de diversos AWACS.

Dois J-20 fotografados por um piloto J-16 (Imagem CCTV)

O cenário teria encerrado com uma grande perda de unidades terrestres e unidades anti aéreas do exército inimigo, e especialmente o alcance de alvos sensíveis pela aeronave OPFOR (aviação inimiga), um cenário que sugeriria a existência de um possível conflito entre China e Taiwan, onde este será apoiado por militares dos EUA com os caças F-22 e F-35, por exemplo. É necessário ressaltar que ainda não é conhecido como tal exercício simulou um caça 5G adversário, deixando diversas hipóteses na mesa, inclusive a utilização de outro(s) caça(s) J-20 como agressores.

É compreensível que toda uma base de defesa aérea chinesa, bem como as proteções da força aérea, tenham sido “eliminadas” em um confronto hipotético com os esquadrões de Taiwan e dos EUA neste cenário, o que explicaria a implantação dos primeiros J-20 operacionais no leste da China, enquanto os caças Su-35 foram alocados para uma base no sul.

Caças J-20 e J-16

 Resumo da ópera 

Se nesses rumores, as versões não sofrerem variações bruscas, é possível dizer que a introdução do J-20 dentro das forças aéreas chinesas geraram um “choque” e especialmente uma “desilusão”, que permitiu que os comandantes das unidades terrestres, aéreas e antiaéreas se conscientizassem da “dura realidade” que é o confronto com caças de última geração (4º na China, 5º nos EUA e na Rússia) além de gerar um sigilo quanto a efetividade e complexidade nas táticas contra esses dispositivos, que segundo os rumores, são “ineficazes” e “inoperantes”.

É necessário cautela com tais rumores, que apesar de terem uma aparente pauta realística, podem carregar sofismas, devemos esperar que outras fontes oficiais verifiquem essas afirmações. Uma coisa é certa, a Força Aérea chinesa ainda está iniciando suas operações com seu caça de quinta geração, e também está desenvolvendo e refinando suas doutrinas de emprego de uma aeronave furtiva como o J-20, e também vem desenvolvendo meios adequados para contrariar esse tipo de ameaça de forma concreta.

 

OBSERVAÇÃO: Os textos em negrito são acréscimos do autor deste texto, e não representa o texto original da matéria.

 

Fonte:Eastpendulum.com

15 Comments

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  2. sempre ficou com um pé a atrás poucas informações o tempo dirá se ele é bom mesmo principalmente que os americanos com uma longa experiência ter tido dor de cabeça com os seus f35

  3. Ricardo André says:

    Quando do aparecimento do outro avião chinês na década passada, o J10, os especialistas americanos trataram de super valorizar o avião para que a América gastasse ainda mais com a defesa. Vamos aguardar para ver.

  4. Tomcat3.7 says:

    Me parece que o J-20 está surpreendendo até seus desenvolvedores pelo leque que se abre de possibilidades no uso de um vetor 5ºgeração, além de mostrar o estrago que aeronaves desta geração podem fazer em seus inimigos ,sejam aéreos ou terrestres/navais.

  5. Gabriel says:

    Se é tecnicamente equivalente ao F-22 ou ao F-35 eu não sei , mas que é bonito isso é!

  6. Casuar says:

    Não vou especular mas acredito mais no SU57, tradição e conhecimento!

  7. Porradaria says:

    Sei não. Já vi reportagens e críticas sobre este avião. Parece que não é 5 geração não.

    • A Máquina Troll says:

      o que não é de fato avião de quinta geração é o abacaxi f-35….já que foi pré-requisito do governo estadunidense que o abacaxi não tivesse aplicada tecnologia de formas em algumas áreas da aeronave…pois por ser uma aeronave tipo exportação tem que ser downgradeada…

      • Porradaria says:

        hehehehe vá com calma M.Troll senão já já aparece o bichinho do pé peludo da Terra Média pedido pra vc desafiá-lo hehehehe

      • A Máquina Troll says:

        esses hobbits da terra da trollogia são como ratos…atuam sempre em bando…são covardes e desonestos intelectuais…que apelam para subterfúgios sujos ou se escondem quando refutados…não conseguem se fazer aqui…pois não tem editorzinho de blog parcial e clubista para blinda-los…

    • A Máquina Troll says:

      Criticar não é destruir…apontar falhas não é desmerecer…por mais que os vira latas coxa macunaímas da banania insistam em colocar esta porcaria como a oitava maravilha tecnológica da humanidade o Abacaxi tem apresentado sucessivos erros de projetos…o projeto do caça mesmo estando superfaturado e cheio de problemas ainda assim esta sendo posto em serviço…entubados..empurrado goela abaixo nos países vassalos dos estadunidenses…vários projetos do pentágono foram cancelados ou postergados por causa desse programa fraudulento…

    • A Máquina Troll says:

      o programa abacaxi é mais antigo do que o programa do J-20 mas ainda assim apresenta erros de projetos até hoje…outro exemplo é o programa f-22 Cascão onde tentaram esconder os erros de projeto do caça e até intimidar, cooptar e coagir os pilotos de teste pois estes estavam morrendo por causa destes problemas de projeto…mas acabou no final tudo sendo vazado para o publico mostrando que nenhuma mentira ou fraude nunca se mantém por muito tempo…por mais elaborada que ela seja…fraudes como do programa Apollo 11 são exemplos clássicos disto…

  8. RL says:

    Ninguém tira de minha cabeça. Este projeto é o Mig 1.44 + S47.

    Tivesse a URSS grana para financiar e finalizar o projeto, seria isso.

    Misturem o Mig 1,44 com o Su-47 dentro do conceito Steath.

    Resulta o J-20.

  9. A Máquina Troll says:

    melhor que qualquer caça de quarta geração com certeza o J-20 será !!!…só pela tecnologia das curvas e armas levadas internamente dará a ele maior furtividade e vantagem sobre qualquer caça de quarta geração…alias os eua anunciaram que iriam encomendar mais f-15 e que iriam estender ainda mais a vida útil/uso deles…o que significa que os caças de quarta geração ainda serão a espinha dorsal dos eua por muitas décadas…o que comprova que foi acertadíssimo…um golpe de mestre dos Russos e dos Chineses terem investidos/apostados em caças de quinta geração mais custo beneficio…

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