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Atualizado: Piloto russo cai em Idlib e é morto por rebeldes sírios

 Após sobreviver queda de avião de combate abatido por míssil antiaéreo, militar russo é morto em tiroteio por rebeldes, em região controlada pelo Organismo de Libertação do Levante.
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Sukhoi 25 caiu em área da Síria controlada por insurgentes

O piloto do avião de combate russo derrubado neste sábado (03/02) por rebeldes sírios no leste da província de Idlib, no noroeste da Síria, morreu em um tiroteio, após saltar de paraquedas, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

O avião russo, modelo Sukhoi 25, caiu numa área entre a cidade de Maarat al Numan e Saraqueb, no leste de Idlib, controlada por facções insurgentes, onde desde 25 de dezembro o governo sírio está efetuando uma ofensiva, com apoio aéreo russo.

O piloto, segundo o Observatório, conseguiu saltar de paraquedas antes do impacto, mas uma vez em terra foi rodeado por uma facção insurgente não identificada e foi abatido após um tiroteio.

O Ministério de Defesa da Rússia confirmou que o seu avião foi derrubado por “um míssil antiaéreo” em Idlib, bem como a morte do piloto. Segundo comunicado do órgão reproduzido pela agência Sputnik, o homem sobreviveu ao impacto, mas foi abatido em terra “durante uma luta com terroristas”. A Rússia realiza todos os esforços para recuperar o corpo do piloto, com a ajuda da Turquia, acrescentou a nota.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos indicou que aviões e helicópteros militares lançaram um total de 50 ataques aéreos contra Idlib neste sábado. Pelo menos cinco pessoas morreram em Saraqueb, uma das cidades mais importantes da província, situada próximo à estrada que conecta Aleppo com a capital Damasco.

Os combates das tropas governamentais e seus aliados contra o Organismo de Libertação do Levante, a aliança da ex-filial da Al Qaeda, e outras facções continuam e se concentram na área de Tel Tuqan, situada 11 quilômetros ao leste de Saraqueb. Quase toda Idlib está controlada pelo Organismo de Libertação do Levante e outras facções.

Fonte: DW

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Edição: Plano Brasil

Grupo terrorista assume responsabilidade por ataque a avião SU-25 russo

O grupo jihadista Tahrir Al-Sham, ligado a um antigo braço da Al-Qaeda na Síria, assumiu a responsabilidade por derrubar um avião de combate russo SU-25 utilizando uma arma antiaérea portátil.

O Tahrir al-Sham fez uma postagem em suas redes sociais citando um comandante encarregado de seus ataques aéreos, dizendo que um dos seus militantes atingiu o SU-25 russo durante uma ‘incursão aérea’ sobre a cidade de Saraqeb na província noroeste de Idlib.

Mais cedo neste sábado (3), o ministério da Defesa russo afirmou em comunicado que dezenas de terroristas foram mortos em ataque na região em que o SU-25 russo foi abatido, na província de Idlib.

“Enquanto patrulhava a zona de redução de conflito, a aeronave russa SU-25 caiu […]. De acordo com informações preliminares, o avião foi atingido por um sistema antiaérea portátil”, afirmou o ministério em comunicado, adicionado que o piloto fora morto no solo.

O piloto teria ainda conseguido ejetar do avião antes da queda e pousou em uma área controlada pelo grupo terrorista Frente al-Nusra. O piloto morreu em confronto com os terroristas.

O grupo terrorista Tahrir al-Sham inclui a organização antigamente conhecida como Frente al-Nusra, que servia como braço da Al-Qaeda na região.

Fonte:  Sputnik

Rússia mata mais de 30 militantes na Síria, diz agência TASS

A cena mostra o que, segundo os rebeldes sírios, foram incêndios causados ​​por um avião militar russo derrubado por forças rebeldes perto de Idlib na Síria, segundo relatado em 3 de fevereiro de 2018 – imagem obtida das mídias sociais via REUTERS

O ataque da Rússia com uma arma de alta precisão não revelada matou mais de 30 militantes em uma área do Idlib, na Síria, onde um avião russo foi abatido antes, informou a agência de notícias TASS, citando o Ministério da Defesa da Rússia, neste sábado.

O avião de guerra russo Su-25 foi derrubado na província de Idlib e o piloto foi morto durante “uma briga” depois de ter se ejetado com pára-quedas, infrmou o ministério.

Fonte: Reuters

Edição: Plano Brasil

 

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Exército Argentino recebe novo lote de veículos Humvee

Por Anderson Barros

No âmbito do atual processo de recuperação das capacidades do Exército Argentino (EA), o mesmo recebeu essa semana na intendência naval de Buenos Aires (Doca Sul), mais um lote de veículos militares provenientes dos EUA.

O Exército recebeu veículos táticos Humvee M997A2 na configuração ambulância. Ainda não se sabe a quantidade exata de veículos recebidos.

As viaturas serão distribuídas por diversas unidades do Exército Argentino. Os mesmos estão sendo adquiridos através do programa Foreign Military Sales (FMS) e foram adquiridos em 2015 mas que, por diversos motivos burocráticos e orçamentais só puderam ser entregues em 2018.

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China repreende EUA por criticarem sua estratégia na América Latina

A China não gostou nada das advertências feitas por Washington a vários países latino-americanos sobre a influência cada vez maior de Pequim na região. O gigante asiático considera que as palavras do secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, sobre os riscos de uma dependência excessiva da segunda economia mundial, são uma falta de respeito à política exterior dessas nações.

O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, em coletiva no México HENRY ROMERO REUTERS

XAVIER FONTDEGLÒRIA

Tillerson – antes de iniciar uma viagem com paradas no México, Argentina, Peru e Colômbia – afirmou que a região não precisa de “novas potências imperiais” e advertiu sobre a estratégia de se apoiar excessivamente na China, “que significa ganhos no curto prazo em troca de uma dependência no longo prazo”. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores chinês considerou que essa premissa é falsa e que o intercâmbio com a América Latina se baseia “em interesses comuns e necessidades mútuas”.

O aumento da influência chinesa na América Latina, pelo menos em termos quantificáveis, como o comércio e o investimento, é inquestionável. O intercâmbio de mercadorias se multiplicou na última década, superando os 200 bilhões de dólares (640 bilhões de reais) por ano, sobretudo graças à compra e venda de matérias primas. A China já é o principal parceiro comercial de países como Argentina, Brasil, Chile e Peru.

Pequim também se tornou uma fonte de empréstimos vital para nações da região, especialmente Brasil, Venezuela e Equador. As autoridades chinesas – como costumam repetir sempre que há suspeitas de que haja mais interesse próprio do que altruísmo por trás desses créditos – dizem que a cooperação se baseia em “igualdade, reciprocidade, abertura e inclusão”.

“Esperamos que este país (em referência aos EUA) abandone o conceito antiquado dos jogos de soma zero e veja o desenvolvimento das relações entre a China e a América Latina de forma aberta e inclusiva”, afirma o comunicado.

A China reforçou recentemente seus laços com a região durante o segundo fórum ministerial entre o gigante asiático e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), realizado há apenas duas semanas em Santiago, no Chile. O bloco decidiu apoiar, numa declaração oficial, a iniciativa chinesa da nova Rota da Seda – o megaprojeto de interconexão mundial idealizado pelo presidente chinês, Xi Jinping, que colocou sobre a mesa bilhões de dólares para investi-los em obras de infraestrutura que melhorem a conectividade. Os críticos veem nessa iniciativa o desejo de Pequim de aumentar sua influência sobre outros países em desenvolvimento. O ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, disse no encontro que seu país quer se transformar no “parceiro mais confiável” da região.

Em seu discurso antes de iniciar a viagem latino-americana, Tillerson declarou que as ofertas da China na forma de investimento “quase sempre exigem a importação de força de trabalho chinesa, grandes empréstimos e uma dívida insustentável, ignorando os direitos humanos e de propriedade intelectual”, algo que comparou com o antigo colonialismo europeu.

Segundo a Xinhua, a agência oficial chinesa, a investida recente da administração Trump contra a diplomacia e a política exterior de Pequim é uma consequência da “perda de carisma” da primeira potência mundial na região: “Em vez de perder tempo criticando a China, talvez fosse uma boa ideia para Washington baixar o tom hostil de sua retórica, que provocou a ira na América Latina com propostas como endurecer a imigração, construir um muro e tentar influenciar os tratados comerciais em seu favor.”

Fonte: El País

 

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GruMeC: Colégio Naval recebe destacamento de mergulhadores de combate para treinamento

Preparação dos equipamentos na praia do CN
No mês de janeiro, a Marinha do Brasil (MB) iniciou os exercícios operativos com a presença de militares do Grupamento de Mergulhadores de Combate (GruMeC), na Enseada Batista das Neves, em Angra dos Reis (RJ). As área marítima, faixa de areia e mata no entorno do Colégio Naval (CN), são utilizadas ao longo de todo o ano para treinamentos, instruções e adestramentos de diversas unidades operativas da MB.
Treinamento do GruMeC em frente ao Clube Coqueiro
A Enseada Batista das Neves é dotada de requisitos importantes para os treinamentos e instruções dos mergulhadores de combate. A menor influência dos fatores físicos, como maré e vento, tornam as condições do mar adequadas para as atividades. A área militar controlada e a exclusividade do espaço, tanto no mar quanto na praia, conferem segurança às ações e permitem simulações mais realistas nas atividades.
Fonte: MB

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Conflitos Defesa Destaques Estados Unidos Geopolítica Sistemas de Armas Tecnologia

EUA revelam nova estratégia para armas nucleares

Pentágono publica documento que, sem revisão desde 2010, descreve agora as ambições nucleares do governo Trump. Nova política prevê o desenvolvimento de armas atômicas menores para conter especialmente a ameaça russa.

Foto: B61-12 Life Extension Program (LEP) – Sandia National Laboratories

Os Estados Unidos pretendem renovar seu arsenal nuclear e desenvolver armas atômicas novas e menores, principalmente em resposta às ações recentes do governo russo, anunciou o Pentágono nesta sexta-feira (02/02) ao revelar a nova política americana de uso de armas nucleares.

As mudanças fazem parte da chamada Revisão da Postura Nuclear, documento que não era atualizado desde 2010 e, em sua nova versão, descreve as ambições nucleares do governo do presidente Donald Trump.

As autoridades americanas argumentam que, ao investir em armas atômicas menores, os Estados Unidos vão dissuadir mais facilmente países como a Rússia de usarem armas nucleares em ataques contra a infraestrutura ou a população americana.

As armas nucleares de baixo rendimento, embora ainda tragam resultados devastadores, possuem força de menos de 20 quilotons – aproximadamente o mesmo poder explosivo da bomba atômica lançada sobre a cidade japonesa de Nagasaki, em 1945, que matou mais de 70 mil pessoas.

O argumento americano para produzir bombas de baixo rendimento é de que bombas nucleares mais poderosas – como as que a Coreia do Norte alega possuir – são tão catastróficas que nunca seriam de fato detonadas, pois seu uso provavelmente resultaria em retaliação em grande escala e poderia eliminar a humanidade do mapa.

Se Moscou acreditar que Washington possui um arsenal de armas nucleares tão catastróficas que nunca seriam usadas, um ataque russo contra os EUA seria mais provável, alegam os americanos. Por outro lado, o desenvolvimento de bombas nucleares menos potentes desafiaria essa suposição.

O documento explica que, ao investir em armas nucleares menores, o Pentágono contraria as “percepções errôneas” dos adversários de que Washington não responderia a um ataque de outro país com suas bombas de baixo rendimento.

Ou seja, na prática, a nova política flexibiliza a utilização de armamento atômico pelos EUA, apesar de o governo destacar que isso só será empregado em “circunstâncias de extrema gravidade”.

“A estratégia desenvolve capacidades que visam tornar o uso de armas nucleares menos provável”, defendeu Trump em comunicado. “Ela aumenta a dissuasão de ataques estratégicos contra nossa nação e nossos aliados e parceiros, que podem não vir na forma de armas nucleares.”

O presidente ainda alegou que a nova política reafirma o compromisso americano “de controle de armas e da não proliferação nuclear”, bem como “se compromete a melhorar os esforços para prevenir, detectar e responder ao terrorismo nuclear”.

A nova tática não aumentaria o arsenal americano, que já é consideravelmente grande, mas apenas reutilizaria as ogivas já existentes – uma postura que contradiz uma declaração feita por Trump antes de chegar à Casa Branca, de que os EUA “devem fortalecer e expandir sua capacidade nuclear”.

Segundo o vice-secretário de Defesa dos EUA, Patrick Shanahan, o arsenal nuclear americano vem mantendo o país seguro por mais de 70 anos. “Não podemos permitir que ele se torne obsoleto”, acrescentou o funcionário em entrevista coletiva em Washington.

Embora o documento expresse as preocupações do governo americano com países como Coreia do Norte, Irã e China, o foco recai principalmente sobre a Rússia.

“Esta é uma resposta à expansão russa de suas capacidades e à natureza de sua estratégia e doutrina”, escreveu o secretário de Defesa, Jim Mattis, na introdução do documento de 75 páginas.

O texto diz ainda que a Rússia – que, segundo o Pentágono, considera os EUA e a Otan “as principais ameaças às suas ambições geopolíticas contemporâneas” – adota uma estratégia e doutrina que “enfatizam o potencial uso coercivo e militar de armas nucleares”.

O documento marca uma quebra sombria na política americana de uso de armas nucleares adotada sob a gestão anterior, do ex-presidente Barack Obama, que durante um famoso discurso em Praga, em 2009, pediu a eliminação das armas nucleares em todo o mundo.

Fonte: DW

Edição: Plano Brasil

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América do Sul Estados Unidos Geopolítica

Venezuela repudia comentário de secretário dos EUA sobre golpe militar contra Maduro

A Venezuela criticou nesta sexta-feira comentários dos Estados Unidos segundo os quais seus próprios militares poderiam depor o presidente Nicolás Maduro, e disse que a turnê latino-americana do secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, visa uma “intervenção” regional contra o governo socialista.

Vladimir Padrino concede entrevista em Caracas 2/2/2018 REUTERS/Marco Bello – Foto: Reuters
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Por Alexandra Ulmer e Vivian Sequera
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Acusando Washington de tentar minar a democracia na América Latina e voltar aos dias de “imperialismo”, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, repreendeu Tillerson durante uma transmissão na televisão estatal.

“Todo dia ele se distancia mais da diplomacia para entrar na retórica de guerra. Você não tem autoridade moral”, disse Padrino, flanqueado por figuras de alto escalão das Forças Armadas que juraram lealdade a Maduro.

“Este homem… tentará persuadir governos da América Latina a intervir na Venezuela. Isso é um golpe publicitário”, acrescentou, culpando as sanções do presidente dos EUA, Donald Trump, pela penúria econômica em seu país.

Na quinta-feira Tillerson abordou a possibilidade de um golpe militar venezuelano antes de uma viagem à América Latina de cinco dias, sem passar pelo Brasil.

Ao debater sobre a Venezuela, o secretário dos EUA disse que os militares da região muitas vezes “se ocuparam” de transições de governos ruins, mas insistiu não estar postulando uma “mudança de regime”.

“Se a cozinha ficar um pouco quente demais para ele, tenho certeza de que ele tem alguns amigos em Cuba que poderiam lhe dar uma bela mansão na praia, e ele poderia ter uma bela vida por lá”, disse Tillerson em referência a Maduro, de 55 anos, que tem uma relação próxima com o governo comunista cubano.

Fonte: Reuters