Defesa & Geopolítica

Psiquiatra apresentou a congressistas análise sobre saúde mental de Trump

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Segundo especialista, legisladores temem que instabilidade mental do presidente americano represente um perigo à nação. “Ele tem potencial de se tornar impulsivo e muito volátil”, afirmou.

Parecer sem avaliar paciente pessoalmente üe contrário a regras da Associação Americana de Psiquiatria

Um grupo de congressistas americanos, a maioria democratas, foi informado por uma professora de Psiquiatria da Universidade Yale sobre a saúde mental do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo noticiou a imprensa americana nesta quinta-feira (05/01).

A análise sobre Trump foi apresentada no início de dezembro pela psiquiatra Bandy Lee, editora do livro The Dangerous Case of Donald Trump: 27 Psychiatrists and Mental Health Experts Assess a President (O caso perigoso de Donald Trump: 27 avaliações de psiquiátricas e especialistas em saúde mental sobre um presidente).

“Os congressistas disseram que ficaram muito preocupados com o perigo do presidente, o perigo que sua instabilidade mental representa à nação”, afirmou Lee à emissora americana de televisão CNN. Eles teriam pedido que ela fale com mais legisladores sobre a saúde mental de Trump, o que deve acontecer neste mês.

Entre os congressistas que participaram do encontro havia ao menos um republicano, segundo a psiquiatra, que se recusou a revelar quem seria essa pessoa.

O parecer dado por Lee contraria as regras da Associação Americana de Psiquiatria, que determinam que psiquiatras não emitam opiniões profissionais sobre a saúde mental de pessoas sem avaliá-las pessoalmente.

A psiquiatra disse que não pode diagnosticar o presidente de longe, mas que cabe aos profissionais da saúde intervir em instâncias em que haja perigo para um indivíduo ou para o público.

Lee afirmou que os sinais que Trump demonstra alcançaram um nível perigoso. Como exemplo, ela citou as repetidas referências a teorias da conspiração, a negação de coisas que disse anteriormente e a agressividade do presidente.

“Ele parece estar se distanciando da realidade e recorrendo a teorias da conspiração”, disse a psiquiatra, citada pela CNN. “Há sinais de que ele entra em modo de ataque quando está sob estresse. Isso significa que ele tem potencial de se tornar impulsivo e muito volátil.”

À revista Politico, Lee disse que o presidente ficará ainda pior e incontrolável devido à pressão da presidência.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que as declarações de Lee são lamentáveis e absurdas. “Se Trump não fosse capaz, ele provavelmente não estaria sentado onde está”, acrescentou.

Na Câmara dos Representantes, um grupo de 57 democratas está apoiando a criação de uma comissão para determinar se Trump possui saúde mental e física para o cargo. A Constituição dos EUA prevê duas maneiras de remover um presidente: por um processo de impeachment ou se ele for incapaz de realizar as funções da presidência.

Fonte: DW

Equipe vê Trump como criança e idiota, diz autor de livro

Em entrevista à televisão americana, autor de controverso livro garante veracidade de tudo o que escreveu, apesar de o presidente ter afirmado que a obra está “cheia de mentiras”.

Autor ironizou críticas e agradeceu presidente por impulsionar interesse pela obra

O autor do novo livro sobre o presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (05/11) que os membros da equipe do mandatário o veem como uma criança e o chamam de idiota.

Em sua primeira entrevista desde a controvérsia sobre seu livro, cujas vendas começaram nesta sexta, o jornalista de 64 anos agradeceu ironicamente a Trump por suas críticas e pela tentativa de seus advogados de impedirem a publicação. “Para onde devo enviar a caixa de chocolates?”, perguntou, sarcástico, em entrevista ao programa Today, da emissora americana NBC.

“Ele não apenas está me ajudando a vender livros, ele está mostrando que a conclusão do livro é verdadeira. É extraordinário que o presidente dos Estados Unidos esteja tentando parar a publicação de um livro”, disse o jornalista.

Ele ressaltou que sustenta “absolutamente” a veracidade de todo o conteúdo do livro, apesar das alegações da Casa Branca de que ele está cheio de “falsidades”, e disse que “100%” dos assessores de Trump têm uma opinião negativa sobre ele, incluindo sua filha Ivanka e seu genro, Jared Kushner.

“Como uma criança”

Jornalista Michael Wolff no estúdio da rede NBC, pouco antes de entrevista sobre seu livro

“Todos dizem que ele é como uma criança”, disse Wolff. “Dizem que ele é um imbecil, um idiota. Há uma competição para tentar chegar ao fundo de quem é esse homem”, acrescentou. “Este homem não lê, ele não escuta, é como uma bola de fliperama, indo para todos os lados.”

Wolff também ironizou as críticas que recebeu de Trump. “Quem está questionando minha credibilidade é um homem que neste momento tem, talvez, a credibilidade mais baixa do que qualquer um que já tenha pisado na Terra”, disse.

O jornalista declarou-se “confortável” com tudo que incluiu no livro, chamado Fire and Fury (fogo e fúria) e cuja venda foi adiantada em quatro dias devido à enorme demanda gerada pelo confronto público entre Trump e seu ex-conselheiro Steve Bannon, a partir de declarações contidas no livro.

No entanto, Wolff enfatizou que a publicação “não é sobre Steve Bannon, mas sobre Donald Trump”, embora o ex-conselheiro seja o “exemplo mais claro” daqueles que achavam que o magnata poderia ser um bom presidente e chegou “à conclusão de que ele não pode fazer esse trabalho”.

Livrarias dos Estados Unidos já estão vendendo o livro “Fogo e fúria”

Em um tuíte na quinta-feira, Trump disse que o livro está “cheio de mentiras, falsas declarações e fontes que não existem” e que ele “muitas vezes” rejeitou os pedidos de entrevista de Wolff.

O jornalista assegurou, no entanto, que conversou um total de cerca de três horas com Trump para seu livro, durante a campanha eleitoral e após Trump ter tomado posse. “Se ele percebeu que se tratava de uma entrevista, eu não sei”, assegurou o escritor, frisando que não houve acordo para que o conteúdo da conversa não fosse publicado. Ele sublinhou que tem gravações e anotações de tudo.

Fonte: DW

 

 

 

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