Defesa & Geopolítica

Políticos de direita europeus querem fim da UE

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Reunida em Praga, bancada ultradireitista do Parlamento Europeu ataca Bruxelas como “ameaça existencial” às nações e “organização desastrosa”. Clima contra UE, imigração e islã é forte na República Tcheca.

Da esq., Le Pen, Okamura e Wilders em Praga, sob o slogan “Por uma Europa de nações soberanas”

Populistas de direita de toda a Europa, reunidos na capital da República Tcheca, Praga, neste sábado (16/12), exigiram o fim da União Europeia na forma atual. Entre os participantes do congresso da bancada Europa das Nações e da Liberdade (ENF), do Parlamento Europeu, estavam os líderes partidários Marine Le Pen (Frente Nacional, FN, da França) e Geert Wilders (Partido para a Liberdade, PVV, da Holanda).

“Bruxelas é uma ameaça existencial a nossos Estados nacionais”, acusou Wilders. Le Pen criticou a “organização desastrosa”. Entre os alvos preferenciais dos ultradireitistas estão os migrantes: “Espero que os tchecos mantenham suas portas firmemente fechadas contra a imigração em massa”, comentou o político holandês, louvando a postura dos países do leste da UE.

A União Europeia está atualmente processando a República Tcheca, Hungria e Polônia por se recusarem a cumprir as quotas de acolhimento de refugiados. O político anfitrião do encontro, Tomio Okamura, do Partido Liberdade e Democracia Direta (SPD) tcheco, afirmou existir a ameaça de uma “colonização muçulmana da Europa”.

Apenas algumas centenas de cidadãos atenderam à conclamação de grupos de esquerda para uma passeata de protesto. Diante do hotel onde se realizou o encontro do ENF, os manifestantes gritavam “Vergonha!” e portavam faixas com dizeres como “Justiça social em vez de racismo, nacionalismo e xenofobia”. A polícia adotou medidas de segurança severas, inclusive com a mobilização de um helicóptero.

A escolha da capital tcheca como local do congresso não foi acaso: ao que tudo indica, nesse país os anti-UE contam com um considerável potencial de aceitação para seus pontos de vista radicais. Nas eleições de outubro, o partido de extrema direita de Okamura obteve 22 dos 200 mandatos parlamentares, com sua linha dura contra os refugiados e o islamismo.

O SPD tcheco também poderá ser uma força decisiva para a permanência do governo minoritário do populista Andrej Babis em Praga. Segundo sondagem do Eurobarometer, apenas 33% dos tchecos consideram positiva a filiação de seu país à União Europeia, apresentando a menor pró-europeia entre todos os 28 Estados-membros da comunidade.

Fonte: DW

 

 

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