Defesa & Geopolítica

Vídeo: Caça russo da 5ª geração realiza seu primeiro voo com ‘novo motor’

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O caça russo da quinta geração Su-57 realizou seu primeiro voo com o novo motor, comunicou a assessoria de imprensa do Ministério da Indústria e Comércio russo.

Os testes do avião com o novo motor foram reconhecidos como bem-sucedidos.

O ministro da Indústria e Comércio russo, Denis Manturov, assinalou que a indústria aeronáutica russa demonstrou seu alto nível.

“É uma prova do alto potencial da indústria aeronáutica russa, capaz de fabricar sistemas de tecnologia avançada”, frisou ele.

O Su-57 é um avião da quinta geração, equipado com um novo sistema de aviônica e radares com antenas de matriz ativa faseada. O caça foi desenvolvido pela empresa Sukhoi para a Força Aérea Russa.

O especialista em construção de aviões, Viktor Pryadka, falou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik sobre as possibilidades do caça com o novo motor.

 

“Um motor mais avançado aumenta a dinâmica do avião, bem como as características de aceleração. Os novos motores também são mais eficientes em termos de custos e possuem grandes recursos. As qualidades operacionais do avião e suas capacidades de combate serão aumentadas”, assinalou o especialista.

O início da produção em série do Su-57 está planejado para entre 2028 e 2029. Viktor Pryadka explicou porque o prazo entre os testes e a produção em série é tão longo.

“Quanto aos motores turbojato, há algumas particularidades no que se refere ao fabrico das pás do compressor e da turbina. As capacidades do motor e seus baixos custos de exploração são maioritariamente definidos pela temperatura do gás antes da turbina, ela corresponde aproximadamente a 1.200 °C ou mais. Cada 10 °C têm importância. Mas como a temperatura está se elevando, surge a necessidade de novas ligas e tecnologias de produção de pás para turbinas. É um processo demorado […] Além disso, o prazo de exploração também deve ser testado. Para lançamento da produção em série é preciso criar novas máquinas […] Sendo assim, o prazo poderá ser de 10 anos ou até mais”, ressaltou Viktor Pryadka.

Fonte: Sputnik

 

 

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