Defesa & Geopolítica

Tóquio e Washington acordam exercer máxima pressão sobre Pyongyang

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© REUTERS/ Kiyoshi Ota

Os Estados Unidos e o Japão acordaram exercer a máxima pressão sobre a Coreia do Norte para alcançar a suspensão do programa nuclear por parte de Pyongyang.

“Não é hora de dialogar por dialogar. É hora de efetuar a máxima pressão possível sobre a Coreia do Norte”, afirmou o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, durante a coletiva de imprensa realizada depois da reunião com Donald Trump.

Shinzo Abe adicionou que, em resposta aos testes da Coreia do Norte, o Japão vai introduzir sanções adicionais contra cidadãos e empresas norte-coreanos.

O premiê japonês afirmou ainda que a interceptação dos mísseis norte-coreanos é possível com a coordenação de ações entre o Japão e os EUA.

Quanto a isso, Trump sublinhou o seguinte: com mais armas americanas, o Japão poderá facilmente interceptar os mísseis norte-coreanos no ar.

“Se comprarem mais armas adicionais aos EUA, poderão facilmente interceptar mísseis no ar”, destacou Donald Trump.

Abe, por sua parte, confirmou que o Japão pretende adquirir novas armas norte-americanas para melhorar sua capacidade de defesa.

O encontro entre Trump e Abe foi realizado no âmbito do périplo de Donald Trump pela Ásia, que começou em 4 de novembro no Japão e inclui visitas à China, Coreia do Sul, Vietnã e acaba nas Filipinas em 14 de novembro.

Fonte: Sputnik

China reage à declaração japonesa de estar pronto para abater mísseis norte-coreanos

© REUTERS/ Toru Hanai

A China comentou a afirmação do premiê Shinzo Abe que Japão vai derrubar mísseis norte-coreanos caso haja necessidade e apelou para que a crise coreana seja resolvida através de negociações.

Mais cedo, o premiê japonês, Shinzo Abe, afirmou após negociações com o presidente Donald Trump que Tóquio vai interceptar e destruir mísseis norte-coreanos caso necessário, coordenando suas ações com os EUA. Trump, por sua vez, destacou que o Japão será capaz de abater mísseis de Pyongyang se comprar novos armamentos norte-americanos.

“A situação na península da Coreia já está muito complicada e sensível. Esperamos que nas condições atuais todas as afirmações e ações das partes respectivas contribuam para acalmar a situação, contribuindo para resolução do problema da península da Coreia através de negociações”, disse a porta-voz da chancelaria chinesa, Hua Chunying.

No dia 3 de setembro, as autoridades da Coreia do Norte anunciaram realização de teste bem-sucedido de uma bomba de hidrogênio. Os militares do Japão e da Coreia do Sul avaliaram a potência da explosão entre 120 e 160 quilotons, sendo superior à potência das bombas lançadas pelos EUA contra Hiroshima e Nagasaki em 1945. Trata-se do sexto teste nuclear de Pyongyang.

Após o teste, o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade novas sanções contra Pyongyang, que limitou de modo significativo capacidades de exportação e importação do país. A resolução 2.374 da ONU introduziu o regime de sanções mais severo do século XXI.

Fonte: Sputnik

 

 

 

 

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