França ordena primeiro lote de veículos blindados 6×6 Griffon VBMR e Jaguar EBRC.

A DGA (Direction générale de l’armement  ) concedeu as empresas francesas Nexter Systems, Renault Trucks Defense e Thales um contrato inicial para a aquisição do primeiro lote de veículos blindados 6×6 composto por 319 unidades do  Griffon VBMR e 20 unidades do Jaguar EBRC dentro do escopo do Programa Scorpion do Exército francês.

Lançado em 2014 o Programa Scorpion visa a renovação da frota de veículos de combate sobre rodas do Exército francês. No âmbito desse programa os novos veículos Griffon VBMR e Jaguar EBRC substituirão os veículos do VAB APC ,  AMX10RC ,  ERC-90 Sagaie e o VAB Hot produzidos  nos anos 70 e 80 e que vem sendo usados extensivamente pelo Exército francês em diversos teatros de operação.

O contrato concedido pela DGA inclui todas as etapas do programa desde o desenvolvimento até o suporte técnico e manutenção. O programa Scorpion tenciona a entrega de 1.722 veículos Griffon VBMR com o inicio das entregas em 2018 seguindo de entrega da 780º unidade em 2025. O Jaguar EBRC tem uma encomenda de 248 unidades com previsão de entrega dos primeiros veículos em 2020 e um total de 110 unidades entreguem até 2025. Além disso o Scorpion também engloba a aquisição de um veiculo Blindado leve (ainda não definido) na faixa de 10 a 12 toneladas para a substituição dos veículos Panhard VBL (Véhicule Blindé Lége ) 4×4 e dos utilitários Peugeot P4 4×4.

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14 Comentários

    • Sim, de baixo perfil, mas teria que estudar por dentro como se operaria os tiros de canhão, se automatizado é menos um homem a operá-lo, e tb tem onde armazenar a munição, alteração do peso de deslocamento, quantos homens a menos transportaria, mas não deixa de ser uma variável interessante para no futuro ser implantado no Guarani, já que este foi a escolha do EB.

  1. Para os “entendidos” que adoram sentar o sarrafo no Guarani por ser 6×6… Esse Griffon ai é o Guarani Francês, e agora?

    Entendam: Ambos NÃO SÃO um VBCI.

    Os franceses tem um legítimo VBCI sobre rodas. Nós nunca tivemos tal blindado. Se tivermos algo do tipo no futuro, certamente será para repor os M113 que hoje acompanham os Leopards. E essa é uma grande lacuna que temos.

    A diferença para os Franceses é que o veículo que teremos no lugar desse EBRC Jaguar será um “AMX 10RC” 8×8.

  2. o problema não é o guarani 6×6 e sim só o guarani 6×6…
    esse tipo de blindado só será usado em missôes leves ou médias…
    o exercito precisa de blindado 8×8 para missões de alta complexidade….
    o guarani só sera usado em missôes de paz e na fronteira…
    como nosso não tem nenhum inimigo externo ( paises ou terroristas)….
    o exercito pensa pequeno…como se fosse uma força policial…
    e não como uma força de guerra…

    • Não é só o Guarani.

      A linha de frente do EB é Leopard 1A5Br e M113Br. Depois vem o Guarani.

      O problema é a falta de um verdadeiro VBCI sobre lagarta para acompanhar os Leopards e substituir os M113Br. Esta é a necessidade mais grave no meu entender.

      Contar um VBCI sobre lagarta armado com a própria TORC 30 seria fenomenal. Seria o multiplicador de força da cavalaria blindada do EB.

      Armar Guarani 6×6 com TORC 30 é deixa o molho mais caro que o frango. A UT30Br já custa quase o mesmo que o Guarani e não é necessária na função. Imagine uma TORC 30.

      Remax no Guarani já é um luxo… Não precisa mais do que isso em um VBTP.

      Fora isso, só faltaria o veículo de reconhecimento e apoio de fogo, no caso, o Guarani 8×8 armado com canhão de 105mm. Este sim, acompanharia os Guaranis 6×6.

      Depois vem o VBMT, no caso o LMV da Iveco, que também é necessário as centenas por suas características.

      E futuramente um novo MBT…

    • Concordo plenamente.
      Carros de combate ou transporte leve é o que temos no EB. Eu quero ver um Marruá, um Guarani ¨6×6 num banhado como Pantanal, Amazônia Verde, na fronteira com Bolívia, Peru, Colômbia e Venezuela, mas abaixo de mau tempo, não indo uma ou duas vezes lá, mas como estivesse numa operação, numa missão de um mês ou mais, para verificar os pontos positivos e negativos do véiculo, e o que ele deve ser aproimorado, pois falam que ele pode = levar uma blindagem mais pesada, o que é interessante, ainda mais que as armas de calibre 5,56 e 7,62, fuzis ou não, são as mais utilizáveis hoje, quer em campo de batalha, quer em operação no setor urbano. E quem sabe levar um reforço no assoalho contra granadas, ou minas.

      • Guarani suporta um IED de 6 kg de explosivo explodindo na roda.

        Resiste a disparos de 7,62 perfurante a 30 metros.

        Ninguém vai embrenhar um Guarani ou Marruá onde não deve.

        No mais, se o EB não consegue utilizar uma determinada região. Certamente outras forças da região não conseguem.

      • O que eu acho é que o EB tem consciência do que faz. Um Guarani não andaria dentro de um perímetro que não esteja devidamente amaciado, seja pela artilharia, seja pela própria ponta de lança na figura dos Leopards.

        O Guarani é o táxi que atua na retaguarda da força. O “rolo compressor” é o Carro de Combate. Até por conta disso eu cito que enxergo uma enorme deficiência em se usar o M113Br acompanhado os Leopards 1A5Br. Teríamos muito mais poder de fogo se o EB tivesse conseguido trazer o Marder da Alemanha.

        Dentro do contexto urbano, em missões GLO, como no rio não vejo problema utilizarem um Guarani. Seria um caso bem particular se abatessem o blindado com armamento pesado. Mas antes disso os Caveirões já teriam sofrido desse mal.

        Em um contexto urbano, depende muito do cenário e do inimigo envolvido… No Haiti não se precisou muita coisa. Na Síria o melhor veículo para combater na cidade é o MBT, por conta da blindagem e do poder destrutivo.

        O que eu acho que seria interessante para o futuro é adotar uma plataforma comum entre um VBCI sobre lagarta (armado com TORC 30 e MSS 1.2) e um CC de médio porte, como o CV-90 (Armado com a torre 105mm do Guarani 8×8) para que ambos atuem como força de manobra ligeira e em paralelo a isto, importar uma centena de CC pesados como o M1A2 para resguardar algum poder de choque e para atuação em regiões urbanas por exemplo.

        Algo como:

        Força de manobra com sede no sul:
        VBCI (35 tons, 3 tripulação, 8 embarcados, Canhão 30 mm e MSS 1.2)
        CC Médio Porte (40 tons, canhão 105mm)

        Infantaria:
        VBR-MR (8×8, canhão 105mm)
        VBTP-MR (6×6, metralhadora 12,7mm)
        VBMT-LR (4×4, metralhadora 7,62mm)

        Força para o Centro-Oeste:
        CC Pesado (65 tons, canhão 120mm)
        VBCI (35 tons, 3 tripulação, 8 embarcados, canhão 30mm e MSS 1.2)

        Esta ultima força também atuaria conjuntamento com os Fuzileiros da MB.

  3. Bardini sua colocação sobre uma força bem equipada e distribuida é no mínimo um sonho de ver nas cores do EB ou FN ,tomara que dias melhores( e gestores melhores tbm) venham logo pois o futuro é incerto.

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