Defesa & Geopolítica

LAAD 2017: Empresas italianas trazem para LAAD 2017 alta tecnologia para o setor de defesa e segurança

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Fotos: Plano Brasil

Durante a coletiva restrita à imprensa especializada e, convidados especiais, a Italian Trade Agency (ITA), Agência do governo Italiano responsável pela internacionalização das empresas daquele país, juntamente com a Federação das Indústrias de Defesa Italianas dos setores Aeroespaciais Defesa e Segurança (AIAD) e a Divisão Nacional de Armamentos do Ministério Italiano da Defesa apresentaram suas intenções em participar da LAAD 2017 e responderam à diversos questionamentos dos entrevistadores.

A comitiva foi liderada pelo Embaixador Italiano no Brasil, Antonio Bernardinio, Vice Ministro da Defesa da Itália, Gioacchino Alfano e pela diretora da ITA, Erica Di Giovancarlo. Na conferência o Plano Brasil através dos nossos enviados Luiz Paulo Medeiros e Messias Gamba, pudemos realizar duas importantes perguntas que foram respondidas tanto pela diretora do ITA quanto pelo Vice Ministro que fez questão de responder as indagações, lançam ao mesmo tempo, respostas aos boatos e dúvidas quanto à cooperação Italiana em relação à navios de superfície, quanto ao interesse italiano no Brasil e na América Latina.

Erica Di Givancarlo, ressaltou que o interesse dos italianos pelo Brasil se fortalece pelo fato de ambos países serem parceiros históricos nas áreas de Defesa e de cooperação técnico-científica, mas também pelo fato do Brasil ser um ponto estratégico para a exportação de produtos para toda a América latina, sendo este o maior mercado no segmento aeroespacial da América latina.

Di Giovancarlo ressaltou que a Itália está numa posição de liderança no setor de defesa, tanto no campo militar quanto no civil e atentou para o fato de que além do desenvolvimento de material de alta tecnologia, as empresas italianas estão inseridas no poderoso conglomerado de indústrias do bloco europeu e que o bom relacionamento histórico e as afinidades com o Brasil são favorecidos pela mútua relação entre as duas nações.

Durante a comitiva tanto o Embaixador, Antonio Bernardinio quanto o Vice Ministro da Defesa da, Gioacchino Alfano apresentaram e reforçaram o interesse da Itália em cooperar com o Brasil e suas indústrias em parcerias para produção de diversos produtos, ressaltando que a Itália atua em todos os segmentos da Defesa, em todas as linhas de produtos e que consideram um Brasil um parceiro estratégico. Num dos pontos altos da sua explanação, Gioacchino Alfano ressaltou que a estabilidade e a situação política estável são de fundamental importância para este tipo de parcerias e que a Itália oferece isto e que não só Brasil como também a Itália teriam muito a ganhar.

Alfano destacou o profundo interesse do Grupo Ficcantieri em trabalhar juntamente com setor industrial brasileiro e a Marinha do Brasil para o desenvolvimento e construção das corvetas do projeto “Tamandaré”.

Ele ainda relembrou que o grupo italiano aposta no Brasil e que possui em recife um estaleiro do Grupo que emprega e atua em solo nacional e que faz parte da estratégia do conglomerado italiano para lograr-se parceiro no projeto destas corvetas.

Na seção de perguntas, o correspondente do Plano Brasil, Luiz Paulo Medeiros perguntou sobre a possibilidade do fornecimento de navios de segunda mão por parte dos grupos italianos. Esta rondou a internet e gerou muitas especulações a cerca da possibilidade do PROSUPER da Marinha do Brasil declinar para a aquisição de navios usados, sendo a Itália um dos possíveis fornecedores.

Alfano então, tomou a frente na resposta, foi claro e objetivo, afirmando que os grupos italianos não trabalham com esta possibilidade e que o foco de suas parcerias está no desnevolvimento  por hora das corvetas, um projeto interamente novo, e que esta é a visão dos italianos quanto as possibilidades, trabalham em parcerias para o desenvolvimento de navios novos que atendam as necessidades da Marinha do Brasil.

Ele ainda ressaltou que navios usados estão envoltos em diversas dependências tanto internas (Itália) referentes à disponibilidade e baixa programada dos navios, quanto no interesse e reais requisitos da Marinha do Brasil. Para tal, o que se propõe é o desenvolvimento de um navio novo e adequado às necessidades da Marinha do Brasil.

Na pergunta direcionada a Sra. Erica Di Giovancarlo, o nosso correspondente ao elogiar o papel da ITA em apoiar os pequenos grupos industriais italianos que participam da LAAD, Medeiros perguntou qual a visão da ITA sobre esta questão.

A diretora do ITA, resumiu a questão alegando que as grandes corporações desfrutam de toda a estrutura para se apresentarem por conta própria, mas que os grupos italianos menores, que igualmente são geradores de alta tecnologia  e que muitas vezes passam desapercebidos pelos potenciais clientes e nesse sentido o ITA os apoia de modo a promovê-los e destacá-los para o mercado internacional ampliando as possibilidades de negócios e de ampliação de parcerias tecnológicas.

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