Defesa & Geopolítica

Brasil e Estados Unidos pretendem desenvolver um produto de defesa

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O Brasil tem um setor de defesa muito dinâmico com empresas qualificadas, que tem possibilidades de investimentos

Brasil e Estados Unidos vão desenvolver, em conjunto, um projeto de defesa. A proposta foi um dos assuntos discutidos nesta segunda-feira (03), durante a realização do Diálogo de Indústria Defesa, promovido na capital fluminense, pela embaixada americana, em parceria com o Ministério da Defesa (MD). “Estamos pensando em produto binacional com os americanos. Existem algumas parcerias importantes que serão anunciadas ao longo da LAAD (feira de defesa e segurança, que acontece a partir desta terça-feira no Riocentro), entre empresas brasileiras e americanas”, informou o secretário de Produtos de Defesa (Seprod), Flávio Basilio.

Na abertura do Diálogo, Basílio falou sobre a retomada do crescimento econômico e sobre a indústria de defesa. “Nós esperamos retomar gradualmente o nosso crescimento e o processo de consolidação fiscal. O Brasil tem um setor de defesa muito dinâmico com empresas qualificadas e precisamos buscar novos mercados e fontes de investimentos, para fazermos uma maior inserção dos produtos no mercado internacional”, disse o secretário.

O embaixador americano no Brasil, Michael McKinley, salientou na sua explanação que historicamente os dois países sempre cooperaram bilateralmente. “No mês passado, por exemplo, finalizamos convênio para intercâmbio de informações  – o MIEA – Master Information Exchange Agreement -, na área de pesquisa e desenvolvimento, que nos permitirá ampliar nossa colaboração, abrindo possibilidades de novas tecnologias em defesa”, afirmou McKinley.

Autoridades americanas, brasileiras e empresários de ambos os países participaram do Diálogo

A reunião de hoje (03), entre autoridades americanas, brasileiras e empresários de ambos os países, visa, além de desenvolver um produto em comum, também reconhecer mutuamente normas de certificação, regulamentação de produtos para exportação e transferência de tecnologia em materiais sensíveis.

O II Diálogo de Indústria de Defesa deverá ocorrer em outubro deste ano, em Washington, nos Estados Unidos.

Outro assunto abordado no evento é a realização, em novembro deste ano, de um exercício  de logística multinacional combinado na área de logística, na região amazônica, entre as Forças Armadas brasileiras, americanas e órgãos públicos. O exercício combinado “Amazonlog 17” tem por objetivo treinar militares e civis no emprego em ações de ajuda humanitária, catástrofes e missões de paz.

O secretário Flávio Basílio falou sobre a retomada gradual do crescimento e o processo de consolidação fiscal no País

Além de Estados Unidos e Brasil, participarão do exercício Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Equador, Panamá e Peru. A “Amazonlog 17” também será uma oportunidade para que o setor empresarial apresente seus produtos e soluções na área de logística e ajuda humanitária.

Os entendimentos para a aproximação entre Brasil e Estados Unidos se ampliaram em setembro do ano passado, com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e a então embaixadora norte-americana no Brasil, Liliana Ayalde, que lideraram o Diálogo da Indústria de Defesa.

Por Alexandre Gonzaga

Fotos: Tereza Sobreira/MD

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)

Fonte: Ministério da Defesa

 

9 Comments

  1. Plínio 171 says:

    Sou cético sobre esse assunto, nunca aconteceu antes e não sei vai adiante. Nos fornecem tecnologia pronta com restrições e condições, sempre foi assim. Si uma parceria realmente vier a vingar, será inédito. Mas os americanos não são flor que se cheire, qual o interesse deles? Espionagem, sabotagem? Controlar o nosso desenvolvimento tecnológico? Há certas tecnologias sensíveis que eles tentam a todo custo impedir que o Brasil desenvolva. Isso ficou claro com a parceria com os ucranianos e as correspondências vazadas, outro exemplo foi quando a Mectron tentava desenvolver o míssil piranha. É como diz o ditado, cão que já foi mordido por cobra tem medo até de salsicha.

    • Zé Ninguém says:

      rsrsrsrssrsss… ” Nos fornecem tecnologia pronta com restrições e condições…”… e ainda reclama… rsrsrsrsrssss… me diz ai, grande sábio: QUAL PAÍS FORNECE TECNOLOGIA BÉLICA “DE GRÁTIS” PRA OUTRO PAÍS ???… se eles nos fornecerem somente a tecnologia necessária sem que tenhamos que desembolsar milhões já não está bom ???… ou vc queria que eles estudassem, pesquisassem, gastassem rios de dinheiro e depois nos dessem tudo só porque somos um país tropical ???… OLHEM O NÍVEL DA MENTALIDADE DO INDIVÍDUO !!!… rsrssrsrsrsrssss… vai ler um livro com mais de 50 páginas ao invés de ficar aqui entupindo o espaço com ilações sem reflexão…

      • Gilmar says:

        Mas que cabra manipulador, não foi nada disso que o Plínio 171 disse. Fornecer tecnologia com condições e restrições muitos oferecem, o que ele tava se referindo é sobre o histórico de sabotagem por parte dos EUA.

      • Plínio 171 says:

        Gilmar, chato é pouco, esse Zé Ninguém é pago para panfleteiros aqui. O melhor é ignora-lo.

      • Miguel says:

        Mas esse tal de ninguém é um Zé ruela mesmo hein? Sem comentários

      • Lord Franklin says:

        Indeed my friend, indeed. Kkkk

      • Zé Ninguém says:

        Como é chato ser bonito !!!… 🙂

  2. cabeça de Jarro says:

    Toda vez que leio uma matéria dessas, lembro do video do Brig, Eng, Venancio Alvarenga https://www.youtube.com/watch?v=GURWeWJsyR8

  3. Alessandro says:

    “Não é a mamãe !” (russófilo) rsrs…

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