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BINFA CINFAI Infantaria da Aeronautica PÉ DE POEIRA

FAB PÉ DE POEIRA: Unidades de Infantaria da Aeronáutica de São Paulo participam da Operação Capixaba no Espírito Santo.

Cumprindo acionamento operacional determinado pelo Ministério da Defesa, as Unidades de Infantaria da Aeronáutica sediadas na região metropolitana de São Paulo (BINFA-14, BINFA-54 e CINFAI-114) enviaram efetivos para compor as tropas federais que atuam na operação Capixaba ora em andamento no Espírito Santo.

Com o valor de uma Companhia reforçada, o efetivo enviado é composto por mais de 100 militares das três unidades citadas e deverão atuar por tempo indeterminado na operação Capixaba até que seja restabelecida a normalidade da segurança pública no Estado. Os integrantes da tropa da FAB patrulham três bairros (Jardim Camburi, Jardim Penha e Grande Goiabeiras) da grande Vitória e o entorno do aeroporto. Desde o início do acionamento, há sempre um pelotão nas ruas. 

Colaborou Reduto dos Carcarás

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Made in Brazil : Volkswagen Worker 15.180 4×4

História e Desenvolvimento. 

No ano de 1976 a Volkswagen do Brasil inaugurava uma nova planta industrial para a produção da família de veículos BX (Gol/Voyage/Parati/Saveiro) concretizando assim seu parque fabril para a produção de carros, permitindo neste novo cenário estudar o desenvolvimento de sua divisão de caminhões que passaria a operar a partir do ano de 1979, com o estabelecimento de uma fábrica na cidade de Resende no estado do Rio de Janeiro, o primeiro modelo de sucesso foi o VW 6.90, família que viria a tornar a marca referencia nos mercados brasileiro e sul americano.

Em 1989 a Volkswagen iniciou a comercialização de uma nova linha de caminhões leves e desde o ano de 1994, os modelos 7100 e 8140 permitiram a empresa alemã a competir no segmento com motores a partir de 120 cv. Mas sem dúvida um dos artífices da consolidação da marca no mercado sul americano foi o 8150, lançado em 1995 com uma excelente relação de custo benefício. Com dimensões externas compactas o modelo era ideal para transportar cargas leves, além de ser ágil no trafego das grandes cidades, sendo utilizado desta forma em serviços entregas rápidas em centros urbanos, nos quais a pontualidade representa um fator essencial.

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Outro fator apreciado por seus usuários era sua facilidade de condução, devido ao seu reduzido diâmetro de viragem. Sua cabine de nariz chato contribuía para suas dimensões exteriores, que combinada com a boa visibilidade oferecida ao motorista, para os clientes que necessitavam de maior espaço de comprimento de carga, existiam diversas configurações com distancia curta e longa entre eixos, e comprimentos totais que podiam alcançar 7,6 m. Além disso para garantir uma correta mobilidade inclusive sobre terrenos irregulares, a altura livre até o solo era de 19,7 cm.

Em 2003, a Volkswagen implantou diversas melhorias no 8150, novamente em 2005 novas modificações foram implementadas criando uma nova geração denominada como Delivery 8150 que passou a contar com um novo motor adequado a normativa ambiental Euro III, capaz de responder de forma mais rápida e flexível as aplicações, principalmente urbanas, do modelo. No ano de 2007 a família Delivery iria proporcionar a Volkswagen pela primeira vez a liderança no mercado brasileiro com um total de 6.144 unidades licenciadas.

Atualmente os VW Delivery continuam como um dos pilares da série de caminhões leves da Volkswagen do Brasil, que abrange desde o modelo 5150 dotado com um motor Cummins de 3,8 litros com 150 cv de potência, até os modelos 8160, 9160,10160, sendo a linha complementada pelos modelos Worker 8150, 9150 e 10150. A próxima evolução foi baseada na família 15.190, que viria a gerar a versão militarizada atual.

Emprego no Brasil. 

O primeiro contrato de fornecimento da Volkswagen/Man para o Exército Brasileiro  ocorreu no ano de 2007, quando uma encomenda de 14 unidades do modelo VW Worker 15210 4X4  para emprego na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) quebrou uma hegemonia de quase 50 anos da Mercedes Benz como principal fornecedor das forças armadas brasileiras, esta unidade foi escolhida incialmente por ser a mais próxima das instalações fabris na cidade de Rezende no estado do Rio de Janeiro, facilitando assim o acompanhamento do processo de avaliação do modelo.

A militarização dos veículos foi feita em parceria com a empresa Techno Car Guevel sediada na cidade de Itaquaquecetuba no estado de São Paulo que foi responsável pela implantação de diversas modificações. O processo de avaliação das viaturas envolveu um ano de testes junto ao Centro de Avaliações do Exército (CAEx), no Rio de Janeiro, submetendo os protótipos a percorrer 34.000 km em terrenos arenosos, alagados e com lama, participando ainda de manobras de embarque aéreo e marítimo, transportes de pontes, testes balísticos, conferindo a resistência da cabine a estilhaçamentos , sendo ainda submetido ao emprego de biodiesel em mistura B2, 2% de mistura ao diesel convencional, ao final deste processo o modelo foi homologado pelo Exército Brasileiro, uma vez que tenha atendido a todos os parâmetros exigidos no ROB (requisitos operacionais básicos). 

Com a homologação se seguiram novas encomendas do agora denominado VTNE 4X4 5ton VW Worker 15.210, para emprego nas versões de transporte de carga, tropas, cisterna. A principal diferença da versão civil além da tração 4×4 é a adoção de soluções para que o mesmo ganhasse robustez e altura do solo em relação aos modelos tradicionais, uma destas foi a inclusão de um sub-chassis para receber o agregado de eixo e molas traseiras, com esta solução e outras também importantes o veículo ganhou grandes capacidades no off Road e nas características de travessia de terrenos alagados.

Como prova de fogo, as primeiras unidades operacionais do segundo lote foram destinadas as Forças Brasileiras de Paz alocadas no Haiti, onde o modelo teve a chance de ser o posto a prova em condições reais de uso, atestando assim a decisão acertada do Exército Brasileiro em sua aquisição. Novas aquisições foram feitas nas versões de 2,5 e 5 toneladas, com novas aplicações e versões entre elas o modelo desenvolvido para operações aéreas que são dotados cabine com cobertura de lona e vidro dianteiro rebatível para transporte aéreo em aeronaves C-130 Hercules ou Embraer KC-390.

Os veículos são produzidos na unidade industrial da Man na cidade de Resende no Rio de Janeiro, em um processo e montagem semelhante a um caminhão convencional, no entanto os eixos são reforçados e a suspensão apresenta diferente elevação em relação aos produtos para uso urbano e rodoviário. Em seguida, as unidades passam pelo processo de militarização (realizando pela empresa BMB em instalações anexas a fábrica da Man) para a aplicação de blindagem da cabine e pintura camuflada. Por fim são encaminhados para o processo de beneficiamento, com a aplicação de peças e desenvolvimento de carroceria de acordo com as exigências da encomenda, podendo apresentar cobertura de lona para transporte de soldados ou estrutura para transporte de materiais ou armamentos.  

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O bom desempenho em uso apresentado pelo VTNE 4X4 5ton VW Worker 15.210, gerou a encomendas e novas versões entre elas uma 6X6 representada pelo modelo Constelattion 31320 com capacidade para 10 toneladas, sendo empregado para o reboque de peças de artilharia de alto calibre, transporte de carga e cisterna, o último contrato celebrando em 2013 previu a aquisição de mais 860 unidades , elevando para quase cinco mil unidades de caminhões da MAN/VW em uso junto ao Exército Brasileiro, representando uma renovação de 40% da frota de veículos de transporte, sendo o restante complementado por novos modelos a Mercedes Benz 

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Vídeo: Oshkosh M1120 HEMTT

O caminhão 8×8 M1120 HEMTT (Heavy Expanded Mobility Tactical Truck) é a base da da família HEMTT que equipa o exército norte-americano como principal viatura táctica pesada da força desde o inicio dos anos 90.

A versão A4, é a mais recente derivação desta viatura táctica pesada que foi considerada por muitos como a mais sofisticada viatura de transporte em serviço em qualquer força armada do mundo.

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa IDEX-2017 Navios Negócios e serviços Rússia Sistemas Navais

NAVDEX2017:Vietnã receberá em 2017 duas fragatas Gepard

Em uma entrevista a agência de notícias russas Tass, , Renat Mistakhov diretor-geral do Estaleiro Zelenodolsk afirmou que as duas fragatas Project 11661 Gepard-3.9 construídas para o Vietnã serão entregues em meados de 2017.

O Estaleiro Zelenodolsk construiu as fragatas project 11661 desde 1990. Os navios na classe deslocam 1.500 toneladas e são fortemente armadas para a sua tonelagem, possuindo arma de cano, armas antiaéreos e antissubmarinos e mísseis antinavios e torpedos.

As fragatas são projetadas para a guerra antissubmarina, guerra de superfície  e relativa capacidade antiaérea, Na Marinha do Vietnã elas ainda são  usadas para  patrulhamento e acompanhamento de comboios e proteger as zonas econômicas exclusivas marítimas.

A declaração  foi feita na ocasião da NAVDEX2017, exposição naval que ocorre no âmbito da feira IDEX-2017 em Abu Dhabi.

Segundo Mistakhov, as duas fragatas estão em testes no Mar Negro, uma em testes oficiais e outra no fabricante. O deslocamento para o Vietnã está programado para o meio deste ano.

Mistakhov informou também que a formação de suas tripulações começará no final do primeiro trimestre deste ano. Ele observou que a fragata possui um mercado promissor na região do Ásia-Pacífico.
A Marinha vietnamita já recebeu as duas primeiras Gepard-3,9 em 2011 e encomendou mais duas em 2012 e o Vietnã já declarou a intenção de encomendar mais duas fragatas da classe.

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IDEX-2017

IDEX 2017: Emirados Árabes Unidos confirmam a aquisição de 400 unidades do veículo blindado Rabdan 8×8

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram durante a IDEX 2017 a aquisição de 400 unidades do veiculo blindado 8×8 Rabdan. O contrato no valor de 661 milhões de dólares foi assinado com a Al Jasoor Heavy Vehicles Industries uma  joint venture entre a Otokar (Turca) e Tawazun (dos Emirados). Durante a IDEX 2017 no stand da Tawazun estava exposto o primeiro protótipo do veículo configurado como veículo de combate de Infantaria (infantry fighting vehicle ). O mesmo e equipado com um modulo de combate BAKHCHA (mesma torre do IFV BMP-3) equipado com um canhão 2A70 de 100 mm, um canhão  2A72 de 30 mm e uma metralhadora PKT / PKTM  calibre 7,62 mm.

De acordo com informações divulgadas o veículo tem capacidade para transportar 12 militares (incluindo o motorista e o comandante), possui um peso de combate de 30 toneladas. Sua proteção balistica atende ao padrão STANAG nível 4 que protege o veiculo contra calibre 14.5×114mm AP sua proteção contra minas atende a norma STANAG nível 4 a/b.

O veículo e equipado com um motor diesel Caterpillar 12.5 litros  . de 600cv acoplado a uma transmissão automática Allison 4500 com 7 velocidades. fazendo o veículo atingir uma velocidade máxima de 105 km em estradas. O veiculo também possui capacidade anfíbia atingindo 10 km na água.

Com Informações de defence-blog

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Israel testa com sucesso versão melhorada do Iron Dome

O Ministério da Defesa Israelense completou uma série de testes bem sucedidos de uma versão melhorada do sistema de mísseis antiaéreo (contra  foguetes, artilharia e morteiros ) Iron Dome. Foi a primeira avaliação dos novos mísseis interceptores Tamir, que foram desenvolvidos em conjunto com a Agência de Defesa de Mísseis dos Estados Unidos. Várias entidades norte-americanas participaram do processo de modernização do sistema israelense, entre eles o Departamento de Defesa, a Agência de Defesa Antimíssil e a Raytheon.

Os testes foram realizados no sul de Israel, e demonstraram a capacidade dos mísseis interceptores Tamir (que incluem componentes fabricados nos Estados Unidos pela Raytheon) em conformidade com o acordo de  financiamento de mais de US$ 200 milhões firmado em 2014.

O sistema Iron Dome faz parte de um amplo sistema de defesa aérea operado por Israel e projetado para proteger o país de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro, foguetes e outras ameaças aéreas. Porém e um sistema caro pois cada bateria tem um custo de instalação de US$ 50 milhões e cada míssil interceptor Tamir custa na faixa de US$ 40 à 60 mil.

https://youtu.be/EUDAnFCgZ8A

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Governo Indiano aprova a compra de sistemas antiaéreos Barak 8 de Israel

O Primeiro-Ministro indiano  Narendra Modi , aprovou nesta quarta-feira a aquisição do sistema de defesa aérea israelense BARAK 8 para o exército indiano, no valor de 9,4 bilhões de rupias (US$ 2,5 bilhões)

Este acordo demonstra mais um sinal de crescimento intenso na cooperação indo israelense na área de defesa. O sistema Barak 8 poderá estar operacional na Força Terrestre Indiana a partir de 2023 (o mesmo já se encontra operacional na Marinha Indiana).

O comitê de segurança institucional indiano aprovou a aquisição de 40 unidades ( cinco Regimentos) do Sistema de Defesa Aérea Superfície-Ar de médio alcance MR-SAM, conhecido em Israel como “Barak 8”, publicado pelo periódico “Mail Today” citando fonte governamentais em Nova Délhi.

O sistema está em desenvolvimento conjunto pelas Indústrias Aeroespaciais de Israel (IAI) e a Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa (DRDO), a agência indiana primária estatal para pesquisa e desenvolvimento militar.

De acordo com o “Mail Today”, “o sistema pode derrubar aeronaves inimigas, aviões de vigilância e aviões-radar numa distância entre 50 a 90 km, e poderá ajudar o país em preencher lacunas em sua defesa aérea.”

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Com Informações de times of israel

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MERCADO DE BLINDADOS: NIMR Automotive fecha contrato para o fornecimento de 1750 veículos com os Emirados Árabes.

A NIMR Automotive (subsidiaria da Emirates Defence Industries Company) anunciou durante a IDEX 2017, um contrato com a Força terrestre dos Emirados Árabes Unidos para o fornecimento de 1,750 veículos. O valor do contrato não foi revelado mais a NIMR Automotive entregará 1,500 unidades do veículos do tipo MRAP (Mine-Resistant Ambush Protected  ) JAIS  nas configurações 4×4 e 6×6 além disso, a NIMR também ira fornecer 150 veículos  HAFEET 630A 6×6 configurados para missões de observação e posto de comando e 115 veículos AJBAN 440A 4×4 equipados com sistemas de misseis anti-carro. Segundo a NIMR todos os veículos serão entregues até o final de 2018. A NIMR Automotive e a maior fabricante de veículos militares do Oriente Médio e Norte da África.

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=QlTBkHQ8iw4[/embedyt]

Com Informações de defensenews

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Paquistão encomenda AW139

No dia 20 de janeiro de 2017, a Leonardo anunciou que o Ministério da Defesa do Paquistão havia encomendado um lote adicional de helicópteros biturbina médios AgustaWestland AW139, devendo as entregas serem concluídas até meados de 2017. As novas aeronaves (Foto: Leonardo) realizarão missões de transporte, e juntar-se-ão à frota existente desse modelo em uso por aquele país, realizando basicamente tarefas evacuação aeromédica. Mais de 240 clientes em 70 países já encomendaram um total de 970 helicópteros AW139.

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=JGAqZUUE7ls[/embedyt]

Fonte: S&D

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Vietnã recebe segundo lote do sistema de defesa antiaérea SPYDER-SR

Defence Blog – Plano Brasil

A Força Aérea do Vietnã (Vietnam People’s Air Force – Không quân Nhân dân Việt Nam) recebeu um novo lote (Bateria) do sistema de defesa antiaerea  SPYDER-SR (PYthon 5 e DERby Air Defence Missile System – short range). De acordo com as informações divulgadas esse e o segundo lote entregue de um total de seis (Baterias) que foram encomendados a israelense Rafael Advanced Systems em 2015.

Uma bateria SPYDER típica consiste de um conjunto de quatro (ou mais) veículos lançadores MFU,unidade móvel de comando e controle (CCU) equipado com radar de vigilância Elta EL/M-2106 ATAR 3D, um veiculo transportador de munição e uma viatura configurada para prover serviços de apoio ao conjunto da bateria.

Na versão SPYDER-SR, cada unidade móvel leva quatro mísseis para pronto uso, que podem ser lançados em dois modos: lock on before launch (LOBL) e lock on after launch (LOAL). O alcance é de 15km, contra alvos a altitudes de 20m até 9.000m.

A primeira bateria foi entregue em Julho de 2016. Os sistemas vietnamitas são montados em caminhões  MAN HX77  8X8

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O campo de testes onde soviéticos explodiram quase 500 bombas atômicas

Vista aérea do ‘Polígono’, em que mais de 400 bombas nucleares foram detonadas

“O Polígono” do Cazaquistão é um lugar com um passado aterrador.

Durante a Guerra Fria, mais precisamente entre 1949 e 1989, o local, conhecido oficialmente como Campo de Testes de Semipalatinsk, esteve no coração do programa nuclear da União Soviética – nada menos que 456 bombas foram detonadas nos 18 mil quilômetros quadrados do espaço.

E as consequências são sentidas até hoje.

Situado em uma região de estepe na Ásia Central, o Polígono era o maior campo de testes do mundo e sua extensão equivalia ao território da Bélgica.

Os testes eram coordenados a partir da cidade planejada de Kurchatov, que recebeu este nome em homenagem ao físico Igor Kurchatov, um dos pais do programa nuclear soviético.

Os números do “Polígono”

O maior campo de testes nucleares da história

456

testes nucleares

500 mil ou +

pessoas expostas à radiação

  • 40 anos duração do programa de testes do programa soviético
  • 1.200 número de ogivas nucleares abandonadas após o colapso da URSS
  • 110 mísseis deixados no campo após a retirada das tropas soviéticas

A região foi escolhida tanto pelas suas características geográficas quanto por sua relativa proximidade de Moscou e, de acordo com o chefe do programa nuclear soviético, Lavrenti Beria, por ser um local “praticamente desabitado”.

Foi justamente a desolação do terreno que fez com que, em meados do século 19, o czar russo Nicolau 1º enviasse para um campo de trabalhos forçados da região o escritor e dissidente russo Fiódor Dostoiévski.

Desabitado?

Porém, quando as autoridades russas decidiram criar ali o campo de testes, em 1947, cerca de 700 mil pessoas viviam nos arredores.

Karipbek Kuyukov é uma vítima dos testes. “Nasci sem braços. Minha mãe ficou chocada, foi tudo muito difícil para ela. Ficou dias sem olhar para mim”, conta ele à BBC.

Nascido em 1968, Kuyukov é filho de um casal que pertencia a um grupo de pastores nômades evacuado pelo Exército soviético apenas horas antes de um teste nuclear.

O icônico ‘cogumelo’ de explosões nucleares

“Os médicos disseram à minha mãe que, se ela não me quisesse, poderiam me dar uma injeção para acabar com meu sofrimento e o dela”, explica.

Seu pai, porém, disse não.

“Ele me deu o presente da vida. Creio que desde então minha missão na Terra é assegurar que seja uma das últimas vítimas dos testes nucleares”, completa Kuyukov.

‘Espetáculo bonito’

As detonações foram realizadas em segredo absoluto pelo regime soviético. E muitos detalhes sobre o programa nuclear da URSS permaneceram desconhecidos porque o governo da Rússia ainda mantém os documentos sob sigilo.

“Minha mãe contava que subia as colinas para observar as explosões”, diz Kuyukov.

“Ela dizia que era um espetáculo bonito, que começava com um flash e terminava com a subida ao céu de uma espécie de cogumelo. Segundos depois, tudo ficava escuro”.

Durante muitos anos, os habitantes do “Polígono” eram examinados periodicamente por médicos do Exército. A região registrou o surgimento de doenças, incluindo inúmeros casos de câncer. Famílias inteiras se suicidaram, segundo contam moradores.

No final da década de 80, surgiu o Movimento Antinuclear Nevada-Semipalatinsk, que pedia o fim dos testes. Dois de seus principais líderes foram o poeta Olzhas Suleimenov e Kuyukov, convertido em ativista.

O movimento teve repercussão internacional e, consequentemente, a URSS cancelou 11 de 18 testes programados para 1990.

Karipbek Kuyukov tornou-se ativista

Material abandonado

Em 29 de agosto de 1991, o presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, ordenou o fechamento de Semipalatinsk. A república soviética declarou sua independência em dezembro daquele ano e renunciou de forma voluntária ao arsenal nuclear herdado após o colapso da URSS.

O dia 29 de agosto foi escolhido pelo ONU o Dia Internacional contra os Testes Nucleares, a pedido do governo cazaque.

O representante permanente do Cazaquistão na ONU, Kairat Abdrakhmanov, disse que o país tinha, então, mais de 110 mísseis e cerca de 1,2 mil ogivas nucleares – que foram devolvidas à Rússia até 1995.

A retirada das tropas soviéticas trouxe consequências socioeconômicas terríveis para Semipalatinsk. Um contingente de apenas 500 soldados cazaques ficou a cargo da segurança das instalações.

Habitantes da região começaram a desmantelar a estrutura abandonada para vender como sucata, expondo-se ainda mais à radiação. O próprio diretor do “Polígono” foi despedido em 1993, depois de vir à tona que traficava equipamento militar.

Semipalatinsk nos dias de hoje

‘Impacto crônico’

E os problemas de saúde continuaram depois do fim dos testes nucleares. O Instituto de Medicina Radioativa e Ecologia do Cazaquistão estima que, entre 1949 e 1962, uma população de entre 500 mil a 1 milhão de pessoas tenha sido exposta à radiação.

Hoje, investigadores como o médico Talgat Muldagaliev estudam os efeitos da contaminação.

“O que aconteceu no ‘Polígono’ é diferente de outras catástrofes radiotivas como Chernobil e Hiroshima”, contou Muldagaliev à BBC Mundo (o serviço em espanhol da BBC).

“Naqueles locais houve apenas uma explosão, mas no Cazaquistão as pessoas estiveram expostas por muito tempo ao impacto crônico da radiação.”

Outros ‘cemitérios’

O “Polígono” não é a única região do mundo afetada pelos testes nucleares.

Durante a Guerra Fria, URSS, Estados Unidos, França e Reino Unido realizaram testes nucleares em vários pontos do planeta.

Apesar de a maioria das detonações ter sido realizada em regiões remotas – como atóis desabitados -, o governo americano durante muitos anos explodiu bombas no Campo de Nevada, a apenas 105 km de Las Vegas, o maior que os EUA já tiveram.

Em uma superfície de 3,5 mil quilômetros quadrados, o Exército americano realizou 928 testes entre 1951 e 1992 – mais de 800 detonações foram subterrâneas.

As Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, também foram palco de testes nucleares

Muitas explosões se converteram em espetáculos midiáticos, pois podiam ser vistas a mais de 150 km de distância.

Mas em cidades como St. George, no Estado de Utah, moradores sofreram os efeitos da radiação arrastada pelo vento. Autoridades sanitárias dizem que casos de leucemia e cânceres de tireoide, seio e tumores cerebrais aumentaram consideravelmente entre as décadas de 1950 e 1980.

Especialistas como Carl J. Johnson criticaram abertamente o governo americano e alertaram sobre os riscos dos testes nucleares.

Em um estudo, Johnson asegurou que as detonações provocariam aumento de casos de câncer em Utah.

O mesmo estudo já trazia um indicador preocupante: as mortes de crianças por leucemia no condado de Jefferson, no Estado do Colorado – vizinho a Nevada -, eram o dobro da média nacional entre 1957 e 1962.

Fim dos testes

Além de Semipalatinsk e Nevada, a maioria dos testes nucleares realizados durante a Guerra Fria teve lugar em ilhas do Pacífico.

Estados Unidos fizeram explosões nucleares nas Ilhas Marshall

A URSS usou a região ártica de Nova Zembla para realizar 224 testes entre 1955 e 1990. Um deles produziu a mais potente explosão humana da história, com a detonação, em 20 de outubro de 1961, de uma Bomba Tsar com potência de mais de 57 megatons – o equivalente a 57 milhões de toneladas de dinamite.

Cientistas calculam que a explosão foi 3 mil vezes mais potente que a provocada pela “Little Boy”, a bomba lançada em 6 de agosto de 1945 em Hiroshima.

Fonte:BBC

A Polinésia, por sua vez, foi campo de provas do exército francês. Nos atóis de Fangataufa e Mururoa, foi lançado um total de quase 190 bombas nucleares.

Os EUA levaram a cabo mais de 40 detonações nas Ilhas Marshall – uma delas foi tão forte que destruiu por completo a ilhota de Elugelab.

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NAVDEX2017: ST Marine propõe juntamente com a ADSB um LHD Endurance para a Marinha dos Emirados Árabes Unidos

Durante a feira naval NAVDEX 2017, que ocorre em conjunto com a IDEX2017 em Abu Dhabi, a ST Marine, de Cingapura, apresentou um modelo em escala reduzida do LHD  Endurance 160, o navio foi apresentado no estande de Abu Dhabi Shipbuilding (ADSB) uma empresa local a qual é parceira na proposta.


A ST Marine, juntamente com a ADSB estão oferecendo o navio da classe Endurance para a Marinha do Abu Dhabi. O navio multi-propósito na versão LPD (Navio de desembarque de doca) Endurance 140  já é operado por duas outras marinhasa República da Marinha de Cingapuraqeu opera três destes navios e a Marinha Real da Tailândia com um navio.
Uma variante maior do navio, o Endurance 160 é um LHD (Navio de desembarque de doca e porta helicóptero), o qual possui  uma hangar e 5 pontos no convés para helicópteros.

O navio serve para projeção e transporte marítimo, navio hospital e comando; possui uma doca seca capaz de operar várias embarcações pequenas. Isto é complementado por vastas áreas de armazenamento para suprimentos e veículos.

Projetado para operar em qualquer porto sem mínima infraestrutura, o navio possui uma rama escamoteável na lateral, bem como uma grua orgânica capaz de içar desde carros de combate à suprimentos em palets e containers.

Atualmente a Marinha dos Emirados Árabes Unidos só opera navios pequenos como corvetas e embarcações rápidas de combate. Recentemente a Marinha do Qatar ordenou um LHD ao estaleiro italiano Fincantieri. O navio no entanto é baseado na classe Kalaat Beni Hammed da Marinha Argelina e servirá principalmente como uma plataforma de radar.

E.M.Pinto- contato@planobrazil.com