Defesa & Geopolítica

FAB PÉ DE POEIRA: BATALHÃO DE INFANTARIA DE GARANTIA DA LEI E DA ORDEM

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Trabalho da Infantaria da Aeronáutica foi essencial para manutenção de ambiente tranquilo durante Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016

Desde a criação do quadro de Infantaria da Aeronáutica, seu passado de glórias tem permeado diversas atividades de Polícia da Aeronáutica, segurança e defesa de instalações aeroportuárias em áreas de interesse, bem como o apoio às ações das Forças Armadas e Órgãos de Segurança Pública na garantia da lei e da ordem, mas pela primeira vez na sua história, a Força Aérea Brasileira criou um batalhão específico para realizar operações de Garantia da Lei e da Ordem.

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O Batalhão de Infantaria de Garantia da Lei e da Ordem (BINFA GLO), unidade temporária sediada na Base Aérea do Galeão, atuou no período de 14 de julho a 19 de setembro de 2016 e contou com a participação de 628 militares provenientes das diversas regiões do Brasil: COMAR I – Belém (BINFAE-BE), Alcântara (CINFAI – CLA) ; COMAR II – Recife (BINFAE-RF); COMAR III – Rio de Janeiro (BINFAE- GL, BINFAE-AF,BINFAE-RJ e BINFA 43; COMAR IV – São Paulo (BINFA-14), Campo Grande (BINFA-34), Guarulhos (BINFA-54 ), São José dos Campos ((BINFA-64 ), Guaratinguetá (BINFA-74) e Pirassununga (BINFA-84 ); COMAR V Canoas (BINFAE-CO ), Santa Maria (BINFA SM )e Florianópolis (BINFA 25); COMAR VI – Brasília (BINFAE-BR) e Anápolis (BINFA-36 ) e COMAR VII – Manaus (BINFAE-MN), Boa Vista (CINFAI-BV ) e Porto Velho (BINFA-17 ).

O BINFA-GLO teve como objetivo o planejamento (em nível tático), a coordenação e execução da Ação de Força Aérea Polícia da Aeronáutica a fim de contribuir para a promoção do ambiente pacífico e seguro durante a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, realizados nos períodos de 05 a 21 de agosto e 07 a 19 de setembro de 2016, respectivamente, no Rio de Janeiro, foram o maior evento esportivo do planeta e trouxeram ao Brasil cerca de 15.000 atletas de mais de 200 países, além de profissionais de mídia, turistas, chefes de Estado e de diversas pessoas da família olímpica.

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Com base na Missão Constitucional de Defesa da Pátria e a Manutenção e Garantia da Lei e da Ordem, além de diversos outros acordos e regulamentos para realização da RIO 2016 em ambiente seguro e estável, as Forças Armadas foram acionadas, por meio de Decreto Presidencial, para atuar nas Operações de Garantia da Lei e da Ordem em complemento aos Órgãos de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, com mais de 22 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Coube à Força Aérea Brasileira a responsabilidade pelo saguão e área externa do Aeroporto Internacional Tom Jobim, incluídos os dois terminais de embarque e desembarque de passageiros, a Avenida 20 de Janeiro e a Estrada do Galeão, desde o Hospital da Força Aérea do Galeão (HFAG) até o entroncamento com a Linha Vermelha.

O BINFA-GLO se fez presente desde o dia 14 de julho de 2016 na cidade do Rio de Janeiro, onde deram prosseguimento aos treinamentos iniciados dois meses antes nas diversas regiões do país. A partir de 24 de julho de 2016, o Batalhão realizou cerca de 3.350 missões ao longo dos 70 dias ininterruptos de operação, mesmo durante o período de intervalo entre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Dentre as inúmeras medidas de segurança destacaram-se as Patrulhas de Segurança a pé e por viaturas, escoltas, condução de detentos, Postos de Segurança Estáticos e os Pontos de Bloqueio e Controle de Vias ao longo da área de responsabilidade, atuando em ação preventiva de militares 24 h por dia, sete dias por semana, nas instalações aeroportuárias do Galeão e adjacências. Essa foi a primeira vez que a FAB criou um batalhão específico para ações de garantia da lei e da ordem, porém contou com a experiência de militares que estiveram em missão de paz no Haiti. Fazemos parte desta história. Somos precursores”, afirmou o coordenador de Defesa e Segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 no âmbito da FAB, Coronel Almir de Pinto Lima.

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A história olímpica mostra que os Jogos sofreram diversas vezes com terrorismo e atentados. Foi assim, por exemplo, em 1972, com o massacre na vila dos atletas em Munique; em 1996, com a explosão de uma bomba no Parque Olímpico de Atlanta; e em 2001, o atentado de 11 de setembro que mudou a concepção mundial de segurança de forma significativa. As Forças Armadas Brasileiras contribuíram de forma significativa para a realização com êxito desse Grande Evento, principalmente mantendo o ambiente estável e seguro para sua realização.

Nesse contexto, o BINFA GLO foi eficaz no cumprimento de sua missão, sendo mais de 70 dias de Operações de Garantia da Lei e da Ordem em coordenação com as demais Forças Singulares, órgãos governamentais e não-governamentais e organismos internacionais, que garantiram a tranquilidade de todos os participantes e visitantes que passaram pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim durante o evento e foi dessa forma que a Infantaria da Aeronáutica se apresentou para o Brasil e para o Mundo, com uma atuação excelente e digna de elogios por parte dos mais diversos setores.

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Comandante do batalhão GLO da FAB, Coronel de Infantaria Alexandre Okada

Avaliação – Para o comandante do batalhão, Coronel Alexandre Okada, a avaliação da missão pode ser resumida em três palavras “intensidade, êxito e aprendizado”. “Foram muitas missões em pouco tempo. Foram 24horas por dia, 7 dias por semana e operamos mesmo no intervalo entre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos”, explica o oficial sobre a intensidade do trabalho.

Em alguns dias, foi necessário colocar todo o efetivo do batalhão na rua. Foi o caso dos quatro dias anteriores e no dia da abertura dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, além do dia da cerimônia de encerramento e outros quatro dias após.

Houve dias em que tivemos que trabalhar com 100% do efetivo por mais de 6 horas consecutivas, como os dias de maior movimento no aeroporto. Um dia após o encerramento dos Jogos Olímpicos, tivemos quase 90 mil passageiros. Em um dia de chegada dos atletas paralímpicos, foram mais de 580 cadeirantes”, relata o Coronel Okada.

De acordo com o militar, o êxito da missão pode ser medido diante da avaliação feita por outras forças e órgãos de segurança pública sobre o trabalho da infantaria da FAB. O militar conta que a missão possibilitou um grande aprendizado, especialmente sobre os aspectos de mobilização e desmobilização do efetivo e também com a integração com áreas de intendência e tecnologia da informação para apoio das atividades.

O aprendizado também é destacado pelo aspecto doutrinário. A experiência nesta operação vai influenciar atividades da infantaria da FAB em todo o País.

Aprendemos muito na área operacional e doutrinária. Isso servirá de embrião para outros batalhões, para outras atividades, para os manuais que serão escritos e servirão de doutrina para a nossa infantaria”, afirma.

O comandante do batalhão enfatiza o trabalho profissional e dedicação e motivação da tropa.

Não posso deixar de avaliar o êxito sem elogiar. Cada um, a todo momento, não esmoreceu e procurou sempre fazer o seu melhor. Cumpriram disciplinarmente todas as ordens e se dedicaram ao extremo. Tenho certeza de que fizeram o seu melhor e cumprido com seu dever com a pátria e com a FAB”, finaliza o Coronel Okada.

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Fonte: Revista Infantaria/Dezembro 2016

Edição Pé de Poeira

One Comment

  1. RatusNatus says:

    Espero velos em ação em breve…

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