Defesa & Geopolítica

Rebeldes da Síria iniciam contra-ataque em Aleppo para romper cerco do governo

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Rebeldes da Síria iniciaram um contra-ataque em Aleppo nesta sexta-feira com um bombardeio intenso em áreas sob controle do governo depois de uma ofensiva de semanas das forças sírias, com apoio da Rússia, a bairros sitiados dominados por insurgentes, disseram rebeldes.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, um grupo sediado no Reino Unido que monitora a guerra, também disse que insurgentes suicidas explodiram vários carros-bomba no extremo oeste de Aleppo.

Uma fonte militar da Síria relatou que um ataque insurgente naquela área foi frustrado, e uma rede de televisão estatal noticiou que o Exército destruiu quatro carros-bomba.

Os rebeldes almejam romper um cerco que o governo e milícias aliadas impuseram durante o verão local com apoio da Força Aérea russa. Os bairros do leste da cidade, de posse dos rebeldes, vêm sendo sujeitados a uma campanha aérea feroz desde que o Exército declarou uma ofensiva para capturar a área no mês passado.

“Há um chamado geral para qualquer um que consiga usar armas”, disse uma autoridade de alto escalão do grupo rebelde Frente da Conquista do Levante, que luta sob a bandeira do Exército Livre da Síria (FSA, na sigla em inglês), à Reuters. “O bombardeio preparatório começou nesta manhã”, acrescentou.

O ataque parece ter sido desencadeado principalmente por combatentes rebeldes de fora de Aleppo contra forças do governo que ocupam seus bairros orientais.

O porta-voz do Ahrar al-Sham, um grande grupo islâmico rebelde, também disse em uma mensagem publicada em redes sociais que uma ofensiva contra Aleppo teve início nesta sexta-feira.

Entre as facções envolvidas no ataque estão grupos do FSA e da Jaish al-Fatah, uma aliança de facções islâmicas, disse o representante da Frente da Conquista do Levante.

Foguetes Grad foram disparados da base aérea de Nairab, em Aleppo, disse Zakaria Malahiji, diretor do escritório político do grupo rebelde Fastaqim, sediado na cidade, acrescentando que será “uma grande batalha” com a participação de todos os grupos insurgentes na localidade.

Bombardeios pesados dos rebeldes, com mais de 150 foguetes e bombas, atingiram bairros do sudoeste da cidade, relatou o Observatório, dizendo ainda que mais de 15 civis foram mortos e que 100 ficaram feridos nos bombardeios dos insurgentes contra o oeste de Aleppo, controlado pelo governo. Segundo a mídia estatal, cinco civis morreram.

O Observatório também disse que foguetes Grad terra-terra atingiram a base aérea de Nairab e locais nos arredores da base aérea de Hmeimim, próxima de Latakia.

Ellen Francis / Angus McDowall

Reportagem adicional Tom Perry

Foto: Ammar Abdullah / Reuters – Tanque de combatente rebelde em Dahiyat al-Assad a Oeste de Aleppo, Síria 28 de Outubro de 2016. 

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Reuters

Militares russos pedem autorização de Putin para retomada de ataques aéreos contra Aleppo

O Ministério da Defesa da Rússia informou nesta sexta-feira que seu Estado Maior pediu permissão ao presidente Vladimir Putin para retomar ataques aéreos contra militantes na cidade síria de Aleppo após 10 dias de pausa, relatou a agência de notícias Interfax.

O ministério citou um levante na atividade militante e a continuidade de mortes de civis para justificar o pedido. Não houve comentário sobre a posição de Putin.

Polina Devitt

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Reuters

 

 

6 Comments

  1. Cesar. A. Ferreira says:

    Não deixa de ser interessante perceber que os terroristas da jihad sempre fazem suas investidas em Aleppo após as paralisações e pausas “humanitárias”, momento no qual recebem armas e munições…
    Entende-se o motivo do “ocidente” pressionar tanto pelo fim das operações russas na Síria…

    • L.F. says:

      Sim! As linhas de suprimento e a reconcentração de forças são práticas usuais por parte dos “rebeldes”, que têm cada vez mais, ocupado o espaço de comando e controle no combate ao Estado Sírio, deixado em parte, pelo Daesh/ISIS.

      Enquanto isso, o ISIS continua no seu recuo sobre parte do Iraque que já estava fragilizada, causando um rastro de destruição por onde passa até a região de Mosul.

      Interessante também observar, como a dita coalizão formada pelo Ocidente, continua a aparentemente bombardear as areias do deserto, quando não estão eventualmente destroçando (sem querer, é claro) bases militares do governo sírio.

      Afinal, deve ser dificílimo identificar Toyotas Off-Road carregando pessoal e peças de artilharia leve.

  2. BobSAP says:

    Isso Cesar. OS terroristas aproveitam cessar fogo para receber armas, munição, alimentos e orientação e mobilização. Está pausa humanitária é uma mamelada.

    • Athos says:

      Não existe pausa humanitária!

      Eu acho que vcs estão desatualizados!
      Houve um cessar fogo em que um comboio foi permitido passar! Este um comboio, após ser vistoriado , descarregou e depois tomou chumbo.

      Não deixam passar nada! Quando anunciaram pausa, é para saída apenas. Uma direção só!

  3. Topol says:

    Além daquela forcinha recebida no momento da “pausa” de cessar fogo os seus empregadores também devem ter lhes prometido um aumento de salário, participação nos lucros e 60 dias de férias sr cumprirem as metas de produção. Isso motiva o funcionário sabiam…

  4. Athos says:

    Aparentemente a grande ofensiva era apenas para inglês ver….
    Para a imprensa!

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